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Q3859289 Português

Leia o texto e responda as dez questões seguintes.


As crianças agora vão poder falar e escrever errado?


    É comum ouvir que há alguns anos ou em outro momento da história brasileira, o ensino da Língua Portuguesa era mais “puxado”, com maior rigor na gramática, com sua escrita, pronúncia e formalidade. A preocupação com uma suposta flexibilização da norma culta já virou até tema de campanha política e discussões em redes sociais. Será que as escolas estão mais tolerantes com as variações linguísticas presentes no país e nas salas de aula? Realmente há um menor apego com a norma culta no ensino brasileiro?


    Marcos Bagno é doutor em Língua Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP) e autor do livro "Preconceito linguístico: o que é, como se faz” e ressalta que ainda persiste um senso comum a respeito do ensino da língua: o de que só é possível aprender pelo estudo sistemático e minucioso da gramática, pela apreensão dos termos e conceitos elaborados para descrever a língua e, principalmente, que tal estudo garantiria um uso “correto” da língua. “Mas séculos de ensino baseados nessa tradição já demonstraram a ineficácia dessa metodologia”, destaca. Para o autor, campanhas contra uma suposta flexibilização da norma culta ensinada nas aulas de Língua Portuguesa podem revelar projetos político-ideológicos em que a Educação apareceria apenas em segundo plano, sem aprofundamento da questão.


    Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) auxiliavam os conhecimentos em Língua Portuguesa e outras disciplinas a serem passados no Ensino Fundamental e Médio, desde 1997 até aprovação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) em 2017 e neste ano. Além do novo documento trazer ao processo de ensino-aprendizado da Língua Portuguesa as especificidades da leitura e da escrita em ambientes digitais, a BNCC inclui, agora, alguns determinantes sociais da escrita, como por exemplo, a articulação da produção textual com a situação de comunicação, levando em conta o interlocutor e a variação linguística.


    A norma culta é uma dessas variantes, porém a que possui o maior prestígio social, de acordo com Bruno Pereira, doutor em Ensino de Língua e Literatura pela Universidade Federal do Tocantins (UFT). “O fato de apresentarmos aos alunos diversas variações linguísticas o auxilia na comunicação de contextos socioculturais plurais, atentando-os à adequação pragmática da língua”, explica.


    De acordo com Bruno, é importante ressaltar que o aluno brasileiro de agora não é o mesmo aluno de 20 anos atrás. “É necessário incentivar uma postura reflexiva acerca do uso da língua em nossos alunos e, para isso, devemos apresentar a ele as diversas variações linguísticas que existem no mesmo idioma, bem como suas especificidades e funcionalidades”, ressalta.


    Ao falar em ensino mais, ou menos, “rigoroso”, Maria Helena Moreira professora da Faculdade de Ciências e Letras da Universidade do Estado de São Paulo (Unesp) destaca outro possível engano. “Todo ensino tem de ser ‘rigoroso’, mas no sentido de rastrear rigorosamente aquilo que é pertinente na tarefa em questão, e, no nosso caso, não no sentido de dosar para mais ou para menos o policiamento da linguagem”, afirma.


    Alguns educadores, o preconceito linguístico é um preconceito social. “Não é por acaso, então, que são as pessoas mais pobres, em sua maioria negras, as que mais sofrem a acusação de ‘falar errado’ ou ‘não saber português’", afirma Marcos Bagno. Ele tem pesquisado textos do período pós-independência que apresentam essa característica. "É um discurso que se repete no Brasil há duzentos anos, deixando bem manifesto este preconceito”, diz. Para o doutor pela USP, o fundamental e necessário nas propostas políticas e discussões é o foco no letramento das pessoas, isto é, a inserção crescente de cidadãos na cultura escrita. “E isso se faz por meio da leitura e da escrita de todos os tipos e gêneros textuais possíveis, desde os mais marginalizados, como letras de funk e hip-hop, até os mais prestigiados, como a literatura canonizada”, enfatiza.


    Os números dão ênfase à preocupação de Marcos Bagno. Três em cada dez jovens e adultos de 15 a 64 anos no Brasil – 29% do total, o equivalente a cerca de 38 milhões de pessoas – são considerados analfabetos funcionais, de acordo com o Indicador do Alfabetismo Funcional (Inaf) 2018.


    Diante desse cenário, o pensamento sobre o que é "certo" e "errado" na Língua Portuguesa está mudando no país. “Isso não quer dizer que, como professor de Língua Portuguesa, eu não vá apresentar preceitos da norma culta durante as aulas”, pondera Bruno Pereira, afirmando que a dicotomia “certo vs errado” tornou-se obsoleta hoje. “Prefiro utilizar ‘adequado’ ou ‘inadequado’, pois acredito que devemos formar alunos que saibam fazer uso da língua de maneira consciente e adequada, e não de maneira mecanizada, como sugere a concepção de ‘erro’, destaca.


    Ou seja, o trabalho escolar com a língua que se fala só tem sentido se apreendido na vivência efetiva da língua. “As diferenças linguísticas dentro da sala de aula constituem o melhor possível tudo aquilo que há para ser dito sobre língua, linguagem, gramática e norma: ora, são exatamente as diferenças que ilustram a real natureza da linguagem”, explica Maria Helena, mostrando que é exatamente a variação que caracteriza a linguagem. O que menos há, nessa realidade de diferenças existentes e observáveis, é lugar para preconceito.


    O doutor pela UFT demonstra que a língua é como mecanismo viva, dinâmico e carregado de intencionalidades e isso, para ele, precisa se refletir no ensino atualmente. Segundo Bruno, a compreensão da norma culta deixa de ter perfil unilateral e passa a dialogar com as outras variantes na rotina escolar, que deve estar focada no letramento e no desenvolvimento de habilidades de lei tura, escrita e interpretação de textos de maneira catalisadora. “O aluno passa a entender a função e aplicação social da língua, não é algo mecânico. Por isso, acredito na construção de uma língua igualitária”, conclui.


(Fonte: Paula Calçade. https://novaescola.org.br/con teudo/12459/as-criancas-agora-vao-poder-falar-e-escre ver-errado. Acesso em 29.12.2025) 

A macroestrutura do texto organiza-se por meio de uma progressão argumentativa que articula diagnóstico social, fundamentação teórica e implicações pedagógicas. Considerando as relações lógico-semânticas predominantes, infere-se que o eixo organizador do texto é estruturado prioritariamente pela relação de: 
Alternativas
Q3852986 Enfermagem
No pré-operatório imediato de cirurgia eletiva, o técnico em enfermagem recebe paciente já tricotomizado e em jejum. Assinale o cuidado de enfermagem adequado: 
Alternativas
Q3852985 Enfermagem
Paciente será submetido a exame retossigmoidoscopia rígida. Assinale a posição correta para o procedimento: 
Alternativas
Q3852984 Enfermagem
Em unidade clínica, paciente acamado utiliza comadre para evacuações. Assinale a conduta correta do técnico em enfermagem quanto às eliminações: 
Alternativas
Q3852983 Enfermagem
Em prescrição de soro glicosado 5% 500 mL para infundir em 5 horas com equipo de 20 gotas/mL, o técnico em enfermagem calcula o gotejamento. Assinale o valor aproximado de gotas por minuto: 
Alternativas
Q3852982 Enfermagem
Em cuidado com paciente com dieta enteral por sonda, o técnico em enfermagem observa a administração intermitente prescrita. Assinale o cuidado adequado com alimentação e hidratação: 
Alternativas
Q3852981 Enfermagem
Em orientação a paciente sobre promoção da saúde, o técnico em enfermagem reforça medidas preventivas de hipertensão arterial. Assinale a recomendação adequada: 
Alternativas
Q3852980 Enfermagem
Em programa de controle de infecção hospitalar, o técnico em enfermagem participa da higienização das mãos. Assinale a situação em que é obrigatória a fricção alcoólica ou lavagem com água e sabão: 
Alternativas
Q3852979 Enfermagem
Em preparo para circulação periférica de solução intravenosa, o técnico em enfermagem verifica a integridade do frasco e do equipo. Assinale o cuidado correto antes da instalação: 
Alternativas
Q3852978 Enfermagem
Na administração de medicamento oral em unidade de internação, o técnico em enfermagem segue o princípio dos “certos”. Assinale o item que integra esses princípios de segurança: 
Alternativas
Q3852977 Enfermagem
Ao preparar medicamento intramuscular prescrito em mL para adulto, o técnico verifica a ampola de 4 mL contendo 200 mg do fármaco; a dose prescrita é 25 mg. Assinale o volume a ser aspirado: 
Alternativas
Q3852976 Enfermagem
Em preparo de campo cirúrgico para curativo, o técnico em enfermagem abre pacote estéril sobre mesa auxiliar. Assinale a conduta correta quanto à manutenção do material estéril: 
Alternativas
Q3852975 Enfermagem
Durante o banho em leito de paciente idoso com risco de queda, o técnico em enfermagem organiza o ambiente. Assinale a medida que reforça conforto e segurança: 
Alternativas
Q3852974 Enfermagem
Em consulta de enfermagem, o técnico auxilia na aferição da estatura de paciente capaz de deambular. Assinale a técnica correta de medida antropométrica: 
Alternativas
Q3852973 Enfermagem
Em preparo para aferição de pressão arterial em adulto, o técnico em enfermagem organiza o material. Assinale o conjunto adequado de itens necessários ao procedimento: 
Alternativas
Q3852972 Enfermagem
Na admissão de paciente em unidade clínica, o técnico em enfermagem realiza acolhimento, identifica necessidades básicas e registra dados de enfermagem sob orientação do enfermeiro. Assinale a alternativa correta sobre essa atuação: 
Alternativas
Q3852971 Enfermagem
Em transporte intra-hospitalar de paciente intubado e em ventilação mecânica para exame de imagem, o técnico em enfermagem acompanha a equipe. Assinale a medida correta de segurança: 
Alternativas
Q3852970 Enfermagem
Em unidade de terapia intensiva, paciente com cateter venoso central apresenta sinais de hipertonia muscular, agitação e PVC persistentemente baixa. Assinale a prioridade de enfermagem relacionada ao equilíbrio hidroeletrolítico: 
Alternativas
Q3852969 Enfermagem
Em sala de emergência, paciente vítima de trauma apresenta palidez, sudorese fria, taquicardia e pressão arterial em queda. Assinale a suspeita clínica prioritária para o cuidado de enfermagem: 
Alternativas
Q3852968 Enfermagem
Em atendimento de urgência, paciente apresenta hemorragia externa em membro superior após corte profundo. Assinale a conduta imediata de enfermagem: 
Alternativas
Respostas
5921: C
5922: E
5923: C
5924: D
5925: A
5926: B
5927: E
5928: C
5929: A
5930: D
5931: E
5932: D
5933: C
5934: A
5935: D
5936: B
5937: D
5938: C
5939: A
5940: E