Questões de Concurso Para auxiliar de serviços gerais

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Q3292371 Engenharia Ambiental e Sanitária
Marque a alternativa que indica uma ação CORRETA para cuidar de embalagens e objetos que podem ser reciclados:
Alternativas
Q3292370 Administração de Recursos Materiais
Os materiais de limpeza variam entre detergentes, desinfetantes, ceras e removedores, cada qual com uma função específica. Selecione a alternativa que representa um critério CORRETO para escolher esses produtos:
Alternativas
Q3292369 Segurança e Saúde no Trabalho
Determinados compostos químicos apresentam produtos que podem corroer e demandam muito cuidado na aplicação. Selecione a alternativa que demonstra uma forma adequada de manipular esses produtos:
Alternativas
Q3292368 Ética na Administração Pública
A postura ética do auxiliar de serviços gerais envolve respeito e responsabilidade no exercício das atividades. Marque a alternativa que representa uma atitude ética.
Alternativas
Q3292367 Segurança e Saúde no Trabalho
Em tarefas de limpeza, alguns produtos podem causar danos à pele, olhos e vias respiratórias. Sobre o uso de equipamentos de proteção, marque a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3292366 Atendimento ao Público
Em diversos ambientes de trabalho, o auxiliar de serviços gerais entra em contato direto com visitantes e usuários. Marque a alternativa que expressa uma conduta de atendimento adequado:
Alternativas
Q3292365 Engenharia Ambiental e Sanitária
A adequada separação de resíduos sólidos traz vantagens ambientais e sanitárias. Selecione a alternativa que apresenta um processo de coleta CORRETO:
Alternativas
Q3292364 Engenharia Ambiental e Sanitária
Cozinhas costumam concentrar riscos de contaminação, demandando cuidados de limpeza detalhados. Selecione a atitude CORRETA:
Alternativas
Q3292363 Segurança e Saúde no Trabalho
As ferramentas e técnicas de varrer e limpar variam conforme o tipo de superfície e nível de sujeira. Selecione a alternativa que descreve uma prática CORRETA:
Alternativas
Q3292362 Administração Geral
O planejamento de rotinas de limpeza busca equilibrar recursos e tempo. Selecione a alternativa que demonstra uma atitude organizada:
Alternativas
Q3292361 Engenharia Civil
Áreas externas, como estacionamentos e jardins, exigem cuidados regulares para preservar a circulação e a segurança. Assinale a alternativa que apresenta um procedimento CORRETO
Alternativas
Q3292360 Segurança e Saúde no Trabalho
Marque a alternativa que descreve uma ação CORRETA para limpar banheiros:
Alternativas
Q3292359 Engenharia Ambiental e Sanitária
O uso responsável da água em estabelecimentos públicos promove economia. Selecione a opção que descreve uma prática que funciona bem na economia de água:
Alternativas
Q3292358 Segurança e Saúde no Trabalho
Assinale a alternativa que descreve um cuidado essencial ao lidar com tapetes e carpetes, garantindo higiene e conservação:
Alternativas
Q3288412 Matemática
O casal Roberto e Tereza, tiveram cinco filhos, Carlos com 2 anos de idade, Adilson com 6 anos, Maria com 12 anos, Davi com 18 anos e Roberta com 22 anos.
Qual a média aritmética das idades dos cinco filhos, em anos?
Alternativas
Q3288405 Matemática
João e Pedro juntos ganham R$ 850,00 por dia, sendo que Pedro ganha R$ 50,00 a mais do que João. Qual a quantia em R$ recebida por João?
Alternativas
Q3288403 Português
Assinale a única alternativa em que a colocação pronominal foi empregada INCORRETAMENTE:
Alternativas
Q3288400 Português
Assinale a única alternativa em que os sinais de pontuação foram empregados CORRETAMENTE:
Alternativas
Q3288397 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:


A última crônica (Fernando Sabino)

    A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: “assim eu quereria o meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.
    Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.
    Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, largao no pratinho – um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular.
    A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.
    São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: “Parabéns pra você, parabéns pra você…”. Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura – ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido – vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.
    Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.
(Elenco de cronistas modernos. 21ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2005.) 
Infere-se do texto que o desejo do autor para sua última crônica é?
Alternativas
Q3288395 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:


A última crônica (Fernando Sabino)

    A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: “assim eu quereria o meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.
    Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.
    Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, largao no pratinho – um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular.
    A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.
    São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: “Parabéns pra você, parabéns pra você…”. Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura – ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido – vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.
    Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.
(Elenco de cronistas modernos. 21ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2005.) 
Infere-se do texto que o objetivo do autor com suas crônicas é?
Alternativas
Respostas
4961: D
4962: B
4963: C
4964: A
4965: B
4966: D
4967: C
4968: A
4969: D
4970: B
4971: C
4972: A
4973: D
4974: B
4975: A
4976: C
4977: C
4978: A
4979: C
4980: A