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Incêndio do Museu Nacional é vitória da intolerância e morte do conhecimento
Na noite de domingo, 2 de setembro, na Quinta da Boa Vista, o cenário era de perplexidade diante da dimensão catastrófica do incêndio do Museu Nacional. A polícia tentava barrar pessoas indignadas que vinham oferecer seus braços para remediar a tragédia, alguns professores, estudantes e funcionários montaram vigília e estavam lá estarrecidos ao verem seus trabalhos de vida ardendo em chamas.
(...)
No ar, um misto de tristeza profunda e revolta. Raiva, indignação. Alguns estudantes e pesquisadores ali na frente do Museu, ora choravam, ora expressavam raiva pura diante desse crime premeditado: o incêndio é um crime contra a história do Brasil, contra a luta por direitos, contra a ciência que poderia produzir um conhecimento para uma vida melhor, ajudar a combater as mudanças climáticas, a mudar nosso modo de se relacionar com o planeta e a deixar o mundo habitável para as futuras gerações, e menos desigual, menos injusto. Um epistemicídio anunciado, que caminha ao lado do genocídio em marcha. Um projeto de país que se funda na destruição.
O fogo no Museu Nacional é uma das maiores tragédias da humanidade - sim, muito além do Brasil -, é como a queima da Biblioteca de Alexandria da história do Brasil, da história da fauna, da flora, da história dos povos indígenas, da colonização... É uma destruição de memórias, de livros, de peças, de artefatos, de áudios, de imagens, de fósseis que sobreviveram a milhares de anos, de vidas inteiras dedicadas à pesquisa, de conhecimento acumulado para a humanidade, um acervo imprescindível para as futuras gerações. Mataram o conhecimento e, nesse sentido, provocaram um epistemicídio.
Ainda que não exista até o momento a determinação das causas do incêndio, certamente as condições para que ele ocorresse de forma tão devastadoras é sim um crime. E ao mesmo tempo, reflexo do País que nos tornamos, um país bruto, insensível, ignorante, desigual, autoritário.
(...)
Agora, o governo anuncia postumamente que havia fechado um acordo com o BNDES de cerca de 20 milhões de reais para a infraestrutura básica — enquanto isso, ali do lado do Museu Nacional, era transtornador ver o Estádio do Maracanã que recebeu mais de um bilhão poucos anos atrás. Há um descompasso tremendo.
E não foram apenas peças do acervo do Museu Nacional que foram corroídas: havia milhares de peças de outros museus e centros de pesquisas, como, por exemplo, cabeças esculpidas pelo povo mundurucu, que pertenciam ao Museu Paraense Emílio Goeldi e haviam sido emprestadas para uma exposição há cerca de cem anos. Era um museu verdadeiramente nacional.
As primeiras notas emitidas pelo governo mancham suas próprias mãos. Era anunciado o risco, ameaças de fechamento do museu, cortes nas bolsas dxs pesquisadrxs e o governo sabia que estava deixando o país inteiro exposto com os cortes irresponsáveis.
O estrangulamento da Universidade Federal do Rio de Janeiro, os cortes seguidos do governo federal, o descaso, o desdém não são apenas falta de interesse, mas sim “um projeto”, como já disse Darcy Ribeiro.
Por isso, um epistemicídio, a morte do conhecimento, que caminha lado a lado, como publiquei nessa coluna há uma semana, ao genocídio em curso dos povos indígenas, da população jovem negra, e do crescente fascismo.
Destruir o Museu Nacional é uma vitória da intolerância, do Brasil escravista e colonizador, talvez esses alguns fantasmas que podem ter sido exumados pelo fogo e que estão vivendo tão junto na nossa contemporaneidade.
(https://www.cartacapital.com.br/sociedade/incendio-do-museu-nacional-e-vitoria-da-intolerancia-e-morte-do-conhecimento) Adaptado
Das opções a seguir, marque a que melhor justifica a ideia central do texto:
De acordo com o proposto na Carta Magna brasileira, está INCORRETO o que se afirma em:
I. ( ) Construir trocas solidárias e comprometidas com a dupla tarefa de produção de saúde e produção de sujeitos. II. ( ) Orientar as práticas de atenção e gestão do SUS, pensando o humano no plano comum da experiência de um homem qualquer. III. ( ) Oferecer um eixo articulador das práticas em saúde, destacando o aspecto sistematizado e objetivo dessas práticas. IV. ( ) Contagiar, por atitudes e ações humanizadoras, a rede do SUS, incluindo gestores, trabalhadores da saúde e usuários.
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
Em relação aos agentes desinfetantes, avalie as assertivas abaixo.
I. A desinfecção de nível intermediário pode ser alcançada pela utilização de iodóforos, compostos clorados e compostos fenólicos. II. A desinfecção de baixo nível é empregada para artigos e áreas consideradas não críticas e pode ser alcançada com emprego de compostos quaternários de amônio. III. Os artigos críticos, utilizados para procedimentos invasivos, quando não toleram a esterilização pelo calor, podem ser submetidos à desinfecção com emprego de iodóforos. IV. A solução de hipoclorito de sódio apresenta lenta ação antimicrobiana, independente da concentração empregada e, como não apresenta ação corrosiva, é a solução de escolha para desinfecção de superfícies metálicas.
É CORRETO apenas o que se afirma em:
Considerando as características da PNAB, avalie as afirmativas a seguir:
I. A nova política de atenção básica (PNAB) define que a equipe multiprofissional (equipe de Saúde da Família) deve ser composta por, no mínimo, um médico e um enfermeiro generalista ou especialista em Saúde da Família, um auxiliar ou técnico de enfermagem e agentes comunitários de saúde, podendo fazer parte da equipe os profissionais da saúde bucal. II. A atenção básica é o nível de atenção em saúde com maior dificuldade na produção de vínculos terapêuticos entre equipes de saúde e usuários e, mesmo assim, consegue promover uma ação clínica eficiente nos locais onde tem sido organizada tradicionalmente. III. É desenvolvida com o mais alto grau de descentralização e capilaridade, próxima da vida das pessoas. Deve ser o contato preferencial dos usuários, a principal porta de entrada e centro de comunicação da Rede de Atenção à Saúde. IV. A atenção básica tem como objetivo humanizar as práticas de saúde através do estabelecimento de um vínculo entre os profissionais de saúde e a população.
Estão CORRETAS as afirmações:
I. Os indicadores epidemiológicos e sociais devem ser utilizados com cautela no planejamento da saúde bucal coletiva. II. A abordagem individual deve ser priorizada, considerando a escovação com dentifrício fluoretado para população de alto risco. III. Deve-se proceder a uma abordagem populacional, como a manutenção da fluoretação das águas de abastecimento público em níveis ótimos e com acompanhamento periódico. IV. O reconhecimento das situações de vulnerabilidade e o uso de instrumentos de identificação das necessidades de tratamento odontológico são estratégias que devem ser utilizadas para a organização das ações de saúde bucal no território sob sua responsabilidade.
É CORRETO o que se afirma em:
I. Para o diagnóstico precoce das lesões cariosas oclusais, é necessária uma limpeza adequada da superfície em questão, secagem e uma ótima iluminação. II. O uso da sonda exploradora para diagnosticar lesões cariosa oclusais deve ser evitado, pois, apesar de diferenciar lesões ativas de inativas, ela pode perfurar esmalte sadio e interromper processo de remineralização do esmalte. III. As lesões oclusais que envolvam dentina, cavitadas ou não, cuja imagem radiográfica ultrapasse a região do limite amelodentinário necessitam de intervenção restauradora. IV. A presença de esmalte em todo ângulo cavo superficial da cavidade é um fator que leva ao sucesso da restauração de resina em dentes posteriores. V. A pequena extensão vestibulolingual, tanto na cavidade oclusal como na proximal, provocam maior chance de haver desgaste nestas áreas, com consequente fracasso clínico na utilização da resina composta.
São CORRETAS apenas as afirmativas:
I. Se um indivíduo usa pasta dental fluoretada e tem má higiene bucal, ele não terá proteção para cárie, pois uma placa espessa é mais cariogênica e elimina o efeito remineralizante. II. Se o indivíduo fosse perfeito no controle absoluto de placa, não seria necessário o uso de fluoretos. III. Pasta dental fluoretada é importante tanto para crianças como para adultos e é fundamental para controlar a cárie de esmalte e de dentina. IV. Quem escova dente mais de uma vez por dia com pasta dental fluoretada tem mais redução de cárie do que quem escova menos. V. Não existe nenhum efeito no controle da cárie o fato de escovar os dentes com pasta fluoretada antes de dormir, comparando com quem só escova durante o dia.
São CORRETAS apenas as afirmativas:
I. No que diz respeito à cárie dentária, é importante entender que o período em que o biofilme está relativamente protegido provavelmente está entre o seu irrompimento até a mastigação funcional. II. Para o flúor modificar o desenvolvimento da cárie e a taxa de progressão da lesão, deve-se lembrar que toda a superfície do esmalte deve ser considerada como um equilíbrio dinâmico com os fluidos orais circundantes permanentes. III. Após uma semana de acúmulo de placa, não é percebida nenhuma mudança no esmalte no aspecto macroscópico nem no nível ultra estrutural. IV. Depois de 3 a 4 semanas de exposição com placa intacta, a superfície mais externa ainda não exibe mudanças clínicas, mas apresenta dissolução em nível microscópico.
São CORRETAS apenas as afirmativas:
I. Vigilância epidemiológica. II. Vigilância Sanitária. III. Pesquisa (avaliação da eficácia, acessibilidade e qualidade dos serviços).
Estão CORRETOS os itens:
I. Atualmente a forma de contorno das cavidades para restaurações diretas restringe-se à remoção do tecido cariado e à adequação das margens cavitárias, respeitando-se as especificidades do material restaurador selecionado.
II. O limite gengival dos preparos cavitários para restaurações indiretas na região anterossuperior deve ser de, no mínimo, 1 mm subgengival, para se obter resultado estético com um mínimo de problemas gengivais.
III. Preparos cavitários com paredes divergentes para oclusal proporcionam bordas adequadas quando o material restaurador utilizado for o amálgama.
Estão INCORRETAS: