Questões de Concurso
Para analista judiciário - história
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[...] conjunto de ações e práticas de preservação, valorização e divulgação da história contida nos documentos, processos, arquivos, bibliotecas, museus, memoriais, personalidades, objetos e imóveis do Poder Judiciário, abarcando iniciativas direcionadas à pesquisa, à conservação, à restauração, à reserva técnica, à comunicação, à ação cultural e educativa.
(CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA, 2020.)
No escopo da gestão da memória, tarefa por si só bastante complexa, o Manual de Gestão de Memória do Poder Judiciário preconiza diretrizes e princípios, dentre os quais podemos destacar:
(Disponível em: https://www.eca.usp.br/noticias/. Acesso em: novembro de 2024.)
Filmes e fotografias constituem documentos históricos que instigam os historiadores – e, de maneira mais geral, os profissionais das ciências humanas. Na atualidade, principalmente:
(RIBEIRO, Fernanda. Gestão da Informação / Preservação da Memória na Era PósCustodial: um equilíbrio precário? Disponível em: http://ler.letras.up.pt/revistas/ documentos/revista_73/artigo8871.PDF. Acesso em: novembro de 2024.)
Na atualidade, em relação ao acesso aos arquivos, documentos, obras de arte e outros bens de valor histórico, artístico e cultural comprovados e reconhecidos oficialmente:
(BERWANGER, Ana Regina; LEAL, João Eurípedes Franklin. Noções de Paleografia e de Diplomática. Santa Maria: Editora UFSM, 2008. p. 16.)
Em relação à paleografia, assinale a afirmativa INCORRETA.
I. Enquanto o tempo histórico é uma medida linear e quantitativa do tempo; o tempo cronológico é qualitativo e interpretativo, buscando entender o significado e o contexto dos eventos.
II. O tempo histórico é a interpretação qualitativa dos eventos passados, que vai além das datas e busca entender o contexto, as causas e as consequências dos acontecimentos.
III. A história é dividida em períodos específicos, como Pré-História, Idade Antiga, Idade Média, Idade Moderna e Idade Contemporânea, facilitando a análise e compreensão dos eventos e processos históricos.
IV. Além do tempo histórico e cronológico, existem outras formas de medir o tempo, como o geológico, biológico, psicológico, cultural e cósmico, cada um oferecendo perspectivas únicas sobre a história e a existência humana.
V. O tempo histórico é crucial para compreender a continuidade e a mudança nas sociedades humanas, identificando padrões, causas e consequências dos eventos passados. Além disso, ele contextualiza o presente e auxilia na tomada de decisões informadas.
Está correto o que se afirma apenas em
(CARDOSO, Ciro Flamarion Santana; VAINFAS, Ronaldo. Novos domínios da história. Elsevier, 2012. p. 214. Adaptado.)
“Surgiu, na Itália, e se tornou cada vez mais popular no Brasil e na América Latina. É uma metodologia da ciência histórica que leva em consideração fontes e narrativas alternativas:”
I. Os dois principais nomes envolvidos na criação da Escola dos Annales foram os historiadores Lucien Febvre e Marc Bloch, e seus principais objetivos consistiam no combate ao positivismo histórico.
II. Os historiadores da Escola dos Annales entendem que a história deve buscar entender o processo de desenvolvimento de forças produtivas e relações de produção com o trabalho como fator fundamental.
III. Este nome, Escola dos Annales, ficou conhecido porque tal grupo se organizou em torno do periódico francês Annales d'histoire économique et sociale (Anais de história econômica e social), no qual eram publicados seus principais trabalhos.
IV. Foi um movimento histórico francês que surgiu no final do século XIX, com o objetivo de dar à História o status de ciência. Para isso, buscava-se afastar a História da literatura e da filosofia, utilizando métodos científicos.
V. Por positivismo histórico, que era o alvo dos “annales”, entende-se um tipo de visão do trabalho do historiador típico de uma corrente histórica também francesa, dominante no século XIX. Essa corrente entendia que ao historiador bastava expor as fontes escritas, sem necessidade de questionar os documentos, de interpretá-los nas entrelinhas e de confrontá-los com outras fontes, como vestígios materiais arqueológicos etc.
Está em conformidade com os princípios representados pela Escola dos Annales o que se afirma em
(BARROS, José D’Assunção. Os Campos da História – uma introdução às especialidades da História. Campinas: Revista HISTEDBR On-line, nº 16; dez. 2004.)
No tocante à produção historiográfica, cabe observar as seguintes considerações; analise-as.
I. A História das Mentalidades, a História do Imaginário e a História Antropológica, por exemplo, foram enfoques que de certo modo se desprenderam há algumas décadas da História da Cultura.
II. Há dimensões que são constituídas pelo contato da História com outras disciplinas, como a Geo-História, que surgiu de uma interface do trabalho historiográfico com a Geografia.
III. A historiografia contemporânea adota uma abordagem que busca nas narrativas tradicionais escrever sobre o passado. Ela busca enfatizar as fontes oficiais, o que influencia o historiador a incluir perspectivas antes negligenciadas para enriquecer a compreensão histórica.
IV. A História da Cultura Material organizou-se a partir de um certo setor da História Econômica, que estava diretamente voltado para o consumo e que passou a se conectar com certos aspectos enfatizados pela História Cultural, ao mesmo tempo em que se beneficiava das preocupações crescentes com a vida cotidiana que surgiram no decurso do século XX.
Está correto o que se afirma em
(DOSSE, François. A história em migalhas: dos Annales à nova história. Tradução de Esther Fine. São Paulo: Ensaio, 2003. Pág. 323-324.)
O paradigma apresentado no texto sugere que o risco enfrentado pela história na pós-modernidade estaria relacionado ao (à)
(CRUZ, S. de S. L.; SILVA, R. G. da C. Território pesqueiro artesanal no estado de Rondônia: análise e reflexões. Revista Contribuciones a las ciencias Sociales, vol. 16, nº 2, 2023. Adaptado.)
A respeito da atividade pesqueira artesanal em Rondônia, assinale a afirmativa INCORRETA.
(SILVA, F. M.; CARAMELLO, N.; MEDEIROS, P. S. de M. de. Relatório de análise estatística da bacia hidrográfica dos rios Branco e Colorado – RO. Ciência Geográfica. Bauru, vol XXV, num 2, jan/dez 2021, pp 513-528.)
A importância da bacia dos rios Branco e Colorado, no que se refere à produção econômica regional e às questões socioambientais em Rondônia, se articula aos seguintes fatores, EXCETO:
I. “A importância estratégica da região (amazônica) e a necessidade de seu melhor conhecimento e uma devida “ocupação”, podem ser mensuradas pelos mapas desenvolvidos tanto por portugueses quanto por espanhóis entre os séculos XVIII e XIX. Neles há protagonismo do vale do Guaporé-Mamoré-Madeira, inclusive um forte foi planejado e construído às margens do Guaporé como consolidação da fronteira portuguesa na região.”
PORQUE
II. “O desenvolvimento industrial da segunda metade do século XIX, principalmente com a expansão da indústria automobilística no final desse século, levou ao interesse de grandes empresas internacionais na extração e compra da borracha, que era extraída de árvores seringueiras nativas da região amazônica.”
(ALCANTRA, Mauro. Uma breve contextualização sobre a “ocupação” e “colonização” do estado de Rondônia. In: LUMBRERAS, J. F. et.al. Orgs. Anais da XII Reunião Brasileira de Classificação e Correlação de Solos – XII RCC. Guia de campo – pesquisas coligadas. SBCS/Núcleo Regional Noroeste. Porto Velho, 2017.)
Assinale a alternativa correta.
(DANTAS, M. E. et.al. Análise integrada das paisagens do estado de Rondônia. In: LUMBRERAS, J. F. et.al. Orgs. Anais da XII Reunião Brasileira de Classificação e Correlação de Solos – XII RCC. Guia de campo – pesquisas coligadas. SBCS/Núcleo Regional Noroeste. Porto Velho, 2017.)
Considerando o excerto e, a respeito do ambiente amazônico e suas estruturas físicas e ambientais, é INCORRETO afirmar que:
A ferrovia foi o primeiro sistema de engenharia produzido no espaço regional que efetivamente conduziu a dois processos geográficos estruturantes em Rondônia. Primeiro, a ferrovia espacializa a totalidade e a modernidade do mundo na periferia brasileira; segundo, introduz uma efetiva ocupação regional que será reproduzida em vilas, povoados e cidades, adentrando o território, sendo a gênese da ocupação regional.
(SILVA, R. G. da C. Espaço, sociedade e natureza em Rondônia. Revista GeoAmazônia, Belém, nº 2, vol. 1, 2014.)
Assim, a ocupação do espaço de Rondônia se realiza a partir de:
I. Efetiva presença do estado e das atividades econômicas que vão constituir o espaço rondoniense e que se articulam à construção da ferrovia Madeira-Mamoré.
II. Novo estímulo à ocupação e exploração econômica regional ao longo das décadas de 1920 a 1940, a partir da extração de cassiterita e minério de ferro.
III. Estímulo do estado à colonização e produção agropecuária a partir da década de 1970, com expansão das monoculturas de café e soja no estado.
IV. Impactos regionais relacionados à construção da hidrovia Madeira-Amazonas, vinculada à expansão do agronegócio, em especial da soja.
Sobre o processo de ocupação e produção do espaço de Rondônia, está correto o que se afirma apenas em
(MATOS, L. Cercamentos expropriatórios sobre os grupos comunitários na Amazônia: análise de um território camponês em Rondônia. Terra Livre, São Paulo, ano 38, vol. 2, nº 61, 2023.)
A intensificação dos conflitos socioambientais na região amazônica e em Rondônia, em particular, tem ocorrido em decorrência dos seguintes fatores, EXCETO: