Questões de Concurso
Para coordenador pedagógico
Foram encontradas 3.551 questões
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Leia o texto para responder às questões de números 01 a 10.
Vida de clichê
___O jornalista Humberto Werneck lançou seu O pai dos burros – Dicionário de lugares-comuns e frases feitas. Dono de um dos grandes textos da imprensa brasileira, ele passou quase 40 anos colecionando os clichês que sujam as páginas de jornais, revistas, livros. Aquelas palavras que, de tanto ouvi-las, são as primeiras a aparecer na nossa cabeça, na ponta dos nossos dedos. Foram ditas muitas vezes antes, não causarão nenhuma reação inesperada. Não provocarão nada, nem de bom, nem de ruim.
___Por que então os clichês são tão populares? Porque são seguros, é o que disseram gente brilhante como H.L. Mencken e Hannah Arendt. Ao repetir uma ideia velha, o que foi dito e redito por tantos antes de nós, nada sai do nosso controle. Também nada acontece. Uma nova ideia é sempre um risco, não sabemos aonde ela vai nos levar. E, na falta de ousadia, o que nos sobra é medo.
___Li todas as 208 páginas, os 4.640 clichês, para conhecer as palavras das quais deveria fugir. Desde então, adquiri um incômodo que não sai de mim. Ao colecionar lugares-comuns, Werneck espera nos instigar a pensar antes de sair escrevendo – ou falando. Caso o jogo de palavras venha muito fácil, é porque já foi dito tantas vezes que abriu um escaninho no nosso cérebro. Basta apertar uma tecla invisível e sai de lá pronto. Não custa nada, nem mesmo um esforço mínimo. “O tempo é o senhor da razão”, “a esperança é a última que morre”, “nunca antes na história deste país”...
___Clichês são letra morta. Palavras que nasceram luminosas e morreram pela repetição, já que a morte de uma palavra é o seu esvaziamento de sentido. Agarrar-se aos lugares-comuns para não ousar arriscar-se ao novo é matar a possibilidade antes de ela existir. Parece-me que os lugares-comuns vão muito além das palavras. A gente pode transformar nossa vida inteira num clichê. Não basta apenas pensar antes de escrever, na tentativa de criar algo nosso. É preciso pensar para viver algo nosso – antes de repetir a vida de outros.
(Eliane Brum. A menina quebrada e outras colunas de Eliane Brum.
Porto Alegre, Arquipélago Editorial, 2013, Adaptado)
A autora considera que o uso de clichês resulta do
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Vida de clichê
___O jornalista Humberto Werneck lançou seu O pai dos burros – Dicionário de lugares-comuns e frases feitas. Dono de um dos grandes textos da imprensa brasileira, ele passou quase 40 anos colecionando os clichês que sujam as páginas de jornais, revistas, livros. Aquelas palavras que, de tanto ouvi-las, são as primeiras a aparecer na nossa cabeça, na ponta dos nossos dedos. Foram ditas muitas vezes antes, não causarão nenhuma reação inesperada. Não provocarão nada, nem de bom, nem de ruim.
___Por que então os clichês são tão populares? Porque são seguros, é o que disseram gente brilhante como H.L. Mencken e Hannah Arendt. Ao repetir uma ideia velha, o que foi dito e redito por tantos antes de nós, nada sai do nosso controle. Também nada acontece. Uma nova ideia é sempre um risco, não sabemos aonde ela vai nos levar. E, na falta de ousadia, o que nos sobra é medo.
___Li todas as 208 páginas, os 4.640 clichês, para conhecer as palavras das quais deveria fugir. Desde então, adquiri um incômodo que não sai de mim. Ao colecionar lugares-comuns, Werneck espera nos instigar a pensar antes de sair escrevendo – ou falando. Caso o jogo de palavras venha muito fácil, é porque já foi dito tantas vezes que abriu um escaninho no nosso cérebro. Basta apertar uma tecla invisível e sai de lá pronto. Não custa nada, nem mesmo um esforço mínimo. “O tempo é o senhor da razão”, “a esperança é a última que morre”, “nunca antes na história deste país”...
___Clichês são letra morta. Palavras que nasceram luminosas e morreram pela repetição, já que a morte de uma palavra é o seu esvaziamento de sentido. Agarrar-se aos lugares-comuns para não ousar arriscar-se ao novo é matar a possibilidade antes de ela existir. Parece-me que os lugares-comuns vão muito além das palavras. A gente pode transformar nossa vida inteira num clichê. Não basta apenas pensar antes de escrever, na tentativa de criar algo nosso. É preciso pensar para viver algo nosso – antes de repetir a vida de outros.
(Eliane Brum. A menina quebrada e outras colunas de Eliane Brum.
Porto Alegre, Arquipélago Editorial, 2013, Adaptado)
A leitura do livro de Humberto Werneck acabou sendo provocativa para a autora, na medida em que
É correto afirmar que, para Tardos e Szanto-Feder, há
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No cotidiano escolar, o Coordenador Pedagógico (CP)
desempenha diversas funções, entre as quais a de mediar
e facilitar o trabalho que os professores realizam em sala de
aula, ajudando-os a identificarem as dificuldades apresentadas pelos alunos e como procederem quanto à avaliação de
suas aprendizagens. Com esse objetivo, Otávio, CP numa
unidade de ensino municipal, escolheu o texto O professor
e a avaliação em sala de aula (Gatti, 2003) para discutir a
prova como instrumento de avaliação. A escolha de Otávio se
justifica, pois a prova escrita ainda permanece como a mais
tradicional forma de avaliação utilizada nas escolas.
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No cotidiano escolar, o Coordenador Pedagógico (CP)
desempenha diversas funções, entre as quais a de mediar
e facilitar o trabalho que os professores realizam em sala de
aula, ajudando-os a identificarem as dificuldades apresentadas pelos alunos e como procederem quanto à avaliação de
suas aprendizagens. Com esse objetivo, Otávio, CP numa
unidade de ensino municipal, escolheu o texto O professor
e a avaliação em sala de aula (Gatti, 2003) para discutir a
prova como instrumento de avaliação. A escolha de Otávio se
justifica, pois a prova escrita ainda permanece como a mais
tradicional forma de avaliação utilizada nas escolas.
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Na obra Para uma teoria da avaliação no domínio das
aprendizagens, Fernandes (2008) examina duas das tradições
que têm predominado na literatura referente à avaliação da
aprendizagem dos alunos: a francófona e a anglo-saxônica.
São perspectivas que diferem em vários aspectos, dentre os
quais, destaca-se o feedback.
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Na obra Para uma teoria da avaliação no domínio das
aprendizagens, Fernandes (2008) examina duas das tradições
que têm predominado na literatura referente à avaliação da
aprendizagem dos alunos: a francófona e a anglo-saxônica.
São perspectivas que diferem em vários aspectos, dentre os
quais, destaca-se o feedback.
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Numa primeira aproximação e concretização do significado amplo que nos sugere Sacristán (2000), propomos definir
o currículo como “o projeto seletivo de cultura, cultural, social,
política e administrativamente condicionado, que preenche a
atividade escolar e que se torna realidade dentro das condições da escola tal como se acha configurada”. Este conceito
de currículo, referencial para a ordenação teórica da problemática correspondente, sugere-nos que existem três grandes
grupos de problemas ou elementos em interação recíproca,
que são os que definitivamente concretizam a realidade curricular como cultura escolar.