Questões de Concurso
Para digitador
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Assinale a opção que apresenta corretamente procedimento que permite alterar o espaçamento entre as linhas do documento mostrado na figura.
Assinale a opção correta com relação aos sistemas operacionais Windows XP e Windows Vista.
A respeito de conceitos de informática, assinale a opção correta.
Assinale a opção correta quanto ao emprego do vocativo no documento oficial indicado.
Julgue os seguintes itens, que dizem respeito ao uso de estruturas linguísticas no texto.
I Preservam-se a correção gramatical e a coerência do texto caso o segmento "mesmo depois de desativados" (l.2) seja deslocado para imediatamente depois de "lixo" (l.1) e a vírgula após "cidade" (l.2) seja eliminada.
II O emprego do futuro do pretérito em "seria" (l.5 e 7) e "resultaria" (l.14) indica a possibilidade de realização, no futuro, das noções expressas por essas formas verbais.
III Preservam-se a coerência textual e a correção gramatical ao reescrever a oração "levando a um novo ciclo econômico" (l.13-14) da seguinte forma: que tem levado a um novo ciclo de desenvolvimento econômico.
Assinale a opção correta.
Assinale a opção incorreta no que se refere à relação de coesão no desenvolvimento do texto.
Preservam-se a correção gramatical e a coerência entre os argumentos do texto ao se substituir
Assinale a opção em que o conectivo empregado explicita corretamente a relação de sentido estabelecida entre o período final do texto e o desenvolvimento da argumentação.
Preserva a correção gramatical e a coerência entre as ideias do texto
Provoca-se erro gramatical ou incoerência textual ao se empregar, no texto,
Assinale a opção em que o trecho apresentado expressa uma explicação ou justificativa em relação à oração que o antecede.
I. Abastecimento de água e esgoto sanitário.
II. Mercados, feiras e matadouros.
III. Cemitérios e serviços funerários.
IV. Iluminação.
Estão corretas apenas as alternativas:
(Revista O Globo, 13 de dezembro de 2009.)
O funk, este ritmo arte, agora considerado bem brasileiro é originário da(dos):
Ayaan Hirsi Ali, uma jovem política e escritora somaliana, naturalizada holandesa e residente nos Estados Unidos, disse numa palestra que "as verdadeiras fronteiras são as do pensamento". Referia-se a toda sorte de discriminação e preconceito que tanta violência e desgraça geram. Vitimada desde criança por um fanatismo brutal, destinada a casar com um homem que não conhecia, conseguiu fugir e acabou uma figura admirada no mundo inteiro. Jurada de morte por certos grupos muçulmanos em seu país de origem, ela só pode circular com forte segurança. Olhei aquela quase-menina tranqüila, mas de olhar profundo e muito atento. Pensei no quanto, por qualquer bobagem, nos fazemos de vítimas, enquanto aquela jovem não apenas sobrevive, mas age e se afirma: sem desejo de vingança e sem o detestável espírito de mártir, que produz o ressentimento mais maligno.
Acabo de emprestar minha voz para o documentário sobre outro fato espantoso, o das Noivas do Cordeiro. Um vilarejo com esse nome, perto de Belo Horizonte, é habitado por algumas famílias mais mulheres, pois os homens têm de buscar fora o sustento de seus filhos e só vão para casa nos fins de semana. Elas vivem ainda hoje isoladas e discriminadas de uma forma cruel. Por serem bandidas? Não. Uma antepassada delas foi excomungada pela Igreja há mais de 100 anos, por haver tentado ser um pouco feliz com seu novo companheiro. Como era casada, foi execrada pelos fariseus de plantão. A maldição atingiria quatro gerações de seus descendentes.
Tiveram muitas filhas, que geraram muitos filhos, com os rapazes que ousaram delas se aproximar. Fundaram uma comunidade singular em tudo: pela duração desse isolamento e pela dimensão de sua luta para provar que são dignas de respeito e afeto. São mulheres de idade ou bem jovens, saudáveis, cara limpa, sorriso aberto, numa fraternidade e cumplicidade comoventes. Ali tudo é de todos, todas se ajudam, todas suportam juntas o isolamento e as calúnias. "Cuidado, lá vêm elas!", comenta-se quando chegam a outro povoado ou à capital para alguma compra necessária. Tudo lhes é dificultado: escola, atendimento médico e qualquer direito de cidadania. Os rapazes que com elas se relacionam, quando vão à cidade, são atormentados com insultos do tipo: "Como se atreve a deixar sua mulher? Todo mundo sabe que elas não prestam. Meu amigo outro dia esteve lá, e foi uma farra".
Nos depoimentos, algumas choraram relatando a dureza dessa situação. Que talvez esteja acabando, pois, com muito trabalho e desejo de progredir, elas conseguiram instalar televisão e começam a conhecer o mundo. Botaram também a internet, outra janela para fora de sua condenação. Finalmente, elegeram uma vereadora, fundaram uma associação e, após quatro gerações, talvez possam ser olhadas com o respeito que merecem mais do que tantas pessoas daqui de fora. O que vão ganhar na realidade, para além dos limites de seu delicioso e feliz povoado? Tenho minhas dúvidas sobre as vantagens todas: vão conhecer corrupção e omissão, logro e malogro, frivolidade, violência e competição desleal. Imagino que seja inevitável libertarem-se da difamação e serem integradas ao mundo. Mas quem sabe seria melhor botar o país inteiro dentro daquele vilarejo, vivendo de maneira simples, limpa, fraterna e feliz?
Não posso encerrar sem mencionar Ruth Cardoso. Uma das pessoas mais discretas e dignas entre nós. Intelectual respeitada e generosa cuidadora dos desvalidos, que fundou a Comunidade Solidária, verdadeiro berço de iniciativas como o Bolsa Família, apenas com outros contornos amparar, mas preparando para que os favorecidos logo possam ganhar seu sustento. Pois essa verdadeira dama, em seus últimos meses, com a saúde frágil, foi achacada por quem pretendia (talvez ainda pretenda) expor suas contas e de seu marido, procurando ali algumas das tão comuns falcatruas atuais. Neste país, a fronteira entre justo e injusto, verdadeiro e falso, correto e maldoso precisa ser urgentemente restabelecida.
(Lya Luft, Revista Veja, 9 de julho, 2008, página 22)
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