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Q3645023 Português
Leia o Texto I e responda à questão:


Texto I


Felicidade clandestina - Clarice Lispector


    [...] No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.

    Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do “dia seguinte” com ela ia se repetir com meu coração batendo.

    E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.

    Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados.

    Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler! [...]

    Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.

Fonte: LISPECTOR, Clarisse. Felicidade clandestina. In: O Primeiro Beijo. São Paulo, Ed. Ática, 1996. [adaptado].
Observe o emprego da crase nos fragmentos A e B, extraídos do Texto I, e analise as assertivas que seguem.

A: “No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo” (1º§).
B: “Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã” (4º§).

I- Os empregos das crases nos fragmentos A e B se justificam pela mesma regra.
II- O acento indicativo da crase no fragmento Ase justifica em razão da presença da preposição exigida pelo verbo “ir” e da presença do artigo que facultativamente antecede o pronome possessivo.
III- O acento indicativo da crase no fragmento B se justifica em razão de ser um adjunto adverbial feminino.
IV- Não se admite artigo antes de pronome possessivo “sua”, razão pela qual o acento grave foi empregado indevidamente no fragmento A.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3645022 Português
Leia o Texto I e responda à questão:


Texto I


Felicidade clandestina - Clarice Lispector


    [...] No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.

    Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do “dia seguinte” com ela ia se repetir com meu coração batendo.

    E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.

    Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados.

    Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler! [...]

    Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.

Fonte: LISPECTOR, Clarisse. Felicidade clandestina. In: O Primeiro Beijo. São Paulo, Ed. Ática, 1996. [adaptado].
Sobre o Texto I, marque a alternativa que indica o momento que a narradora-personagem recebe o livro.
Alternativas
Q3645021 Português
Leia o Texto I e responda à questão:


Texto I


Felicidade clandestina - Clarice Lispector


    [...] No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.

    Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do “dia seguinte” com ela ia se repetir com meu coração batendo.

    E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.

    Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados.

    Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler! [...]

    Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.

Fonte: LISPECTOR, Clarisse. Felicidade clandestina. In: O Primeiro Beijo. São Paulo, Ed. Ática, 1996. [adaptado].
Analise as afirmações que seguem, com base no fragmento do Texto I: “Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa” (1º§).

I- A expressão “e sim” assume valor semântico de contraste.
II- A expressão “e sim” assume valor semântico de adição.
III- A expressão “e sim” foi empregada para introduzir uma ideia que apresenta uma informação diferente da informação mencionada anteriormente.
IV- A expressão “e sim” foi empregada para introduzir uma ideia que reforça a informação mencionada anteriormente.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3645020 Português
Leia o Texto I e responda à questão:


Texto I


Felicidade clandestina - Clarice Lispector


    [...] No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.

    Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do “dia seguinte” com ela ia se repetir com meu coração batendo.

    E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.

    Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados.

    Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler! [...]

    Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.

Fonte: LISPECTOR, Clarisse. Felicidade clandestina. In: O Primeiro Beijo. São Paulo, Ed. Ática, 1996. [adaptado].
Analise as assertivas que seguem, com base no fragmento do Texto I: “Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho” (1º§).

I- A palavra “que” introduz uma oração subordinada substantiva objetiva direta.
II- A palavra “que” introduz uma oração subordinada adjetiva restritiva.
III- O termo “que” é classificado como conjunção integrante.
IV- O pronome “ela” funciona como complemento do verbo “escolhera”.
V- O pronome “ela” está funcionando sintaticamente como sujeito.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3645019 Português
Leia o Texto I e responda à questão:


Texto I


Felicidade clandestina - Clarice Lispector


    [...] No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.

    Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do “dia seguinte” com ela ia se repetir com meu coração batendo.

    E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.

    Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados.

    Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler! [...]

    Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.

Fonte: LISPECTOR, Clarisse. Felicidade clandestina. In: O Primeiro Beijo. São Paulo, Ed. Ática, 1996. [adaptado].
No fragmento do Texto I: “Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina” (1º§), o pronome “me” exerce função sintática de: 
Alternativas
Q3645018 Português
Leia o Texto I e responda à questão:


Texto I


Felicidade clandestina - Clarice Lispector


    [...] No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.

    Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do “dia seguinte” com ela ia se repetir com meu coração batendo.

    E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.

    Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados.

    Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler! [...]

    Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.

Fonte: LISPECTOR, Clarisse. Felicidade clandestina. In: O Primeiro Beijo. São Paulo, Ed. Ática, 1996. [adaptado].
Marque a alternativa CORRETA acerca das relações lógico-semânticas, unidade textual e progressão temática do Texto I. 
Alternativas
Q3645017 Português
Leia o Texto I e responda à questão:


Texto I


Felicidade clandestina - Clarice Lispector


    [...] No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.

    Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do “dia seguinte” com ela ia se repetir com meu coração batendo.

    E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.

    Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados.

    Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler! [...]

    Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.

Fonte: LISPECTOR, Clarisse. Felicidade clandestina. In: O Primeiro Beijo. São Paulo, Ed. Ática, 1996. [adaptado].
Analise as assertivas que seguem a respeito do Texto I.

I- A narrativa é construída em terceira pessoa, com uma narradora onisciente.
II- O emprego de elementos como tempo e espaço é marcante, conferindo unidade ao texto.
III- O texto não apresenta uma progressão de eventos, sendo estruturado como um relato atemporal.
IV- O texto apresenta um conflito central, relacionado à busca do livro pela protagonista.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3645016 Português
Leia o Texto I e responda à questão:


Texto I


Felicidade clandestina - Clarice Lispector


    [...] No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.

    Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do “dia seguinte” com ela ia se repetir com meu coração batendo.

    E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.

    Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados.

    Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler! [...]

    Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.

Fonte: LISPECTOR, Clarisse. Felicidade clandestina. In: O Primeiro Beijo. São Paulo, Ed. Ática, 1996. [adaptado].
Marque a alternativa CORRETA no que se refere à tipologia textual predominante no Texto I.
Alternativas
Q3645015 Português
Leia o Texto I e responda à questão:


Texto I


Felicidade clandestina - Clarice Lispector


    [...] No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.

    Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do “dia seguinte” com ela ia se repetir com meu coração batendo.

    E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.

    Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados.

    Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler! [...]

    Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.

Fonte: LISPECTOR, Clarisse. Felicidade clandestina. In: O Primeiro Beijo. São Paulo, Ed. Ática, 1996. [adaptado].
Em relação ao Texto I, marque a afirmativa CORRETA.
Alternativas
Q3645014 Português
Leia o Texto I e responda à questão:


Texto I


Felicidade clandestina - Clarice Lispector


    [...] No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.

    Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do “dia seguinte” com ela ia se repetir com meu coração batendo.

    E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.

    Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados.

    Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler! [...]

    Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.

Fonte: LISPECTOR, Clarisse. Felicidade clandestina. In: O Primeiro Beijo. São Paulo, Ed. Ática, 1996. [adaptado].
Analise as assertivas a seguir referente às ideias apresentadas no Texto I.

I- A narradora visitava diariamente a casa da filha do dono da livraria, impulsionada pela expectativa de obter emprestado um livro.
II- A narradora sabia que a filha do dono da livraria estava apenas brincando com seus sentimentos, mas decidiu continuar insistindo por curiosidade.
III- A narradora desistiu de buscar o livro quando percebeu que a menina não pretendia emprestá-lo.

É CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Q3644451 Pedagogia

Para que uma escola comum seja considerada inclusiva, é necessária uma transformação em sua cultura, projeto pedagógico e práticas para acolher a diversidade. Acerca das características de uma escola na perspectiva inclusiva, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.



(__) A escola inclusiva reconhece e valoriza as diferenças, compreendendo-as como uma oportunidade para o enriquecimento de todos.


(__) O projeto pedagógico de uma escola inclusiva é centrado na eliminação de barreiras e na promoção da acessibilidade em todas as suas dimensões.


(__) A avaliação da aprendizagem na escola inclusiva deve ser classificatória e padronizada, utilizando os mesmos instrumentos para todos os alunos.


(__) A escola inclusiva organiza o trabalho pedagógico de forma a prever a atuação colaborativa entre o professor da sala comum e o do AEE.



A sequência está correta em: 

Alternativas
Q3644450 Pedagogia
A efetivação da educação inclusiva depende da articulação e do compartilhamento de responsabilidades entre a escola comum e os serviços da educação especial. Essa parceria é fundamental para o planejamento e a execução de ações que garantam a participação e a aprendizagem de todos. Assinale a alternativa que descreve uma ação de responsabilidade compartilhada. 
Alternativas
Q3644449 Pedagogia
A Declaração de Salamanca (1994) é um documento de referência internacional que influenciou as políticas de educação inclusiva no Brasil, reorientando a forma como a educação especial era concebida. Assinale a alternativa que apresenta um princípio fundamental defendido na Declaração.
Alternativas
Q3644448 Pedagogia

O Atendimento Educacional Especializado (AEE) para alunos com deficiência física visa a eliminar barreiras e promover a autonomia, utilizando recursos de tecnologia assistiva. A avaliação desses alunos deve considerar suas necessidades de comunicação, mobilidade e acesso ao currículo. Acerca dos recursos no AEE para deficiência física, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.



(__) A Comunicação Alternativa e Aumentativa (CAA) é um recurso essencial para alunos não oralizados, permitindo sua expressão.


(__) O mobiliário adaptado, como mesas e cadeiras acessíveis, é considerado um recurso de tecnologia assistiva que promove a funcionalidade.


(__) A tecnologia assistiva deve ser de alta complexidade, envolvendo sempre softwares e equipamentos eletrônicos sofisticados. 


(__) O principal objetivo do AEE para a deficiência física é a reabilitação motora, com foco em exercícios fisioterapêuticos.



A sequência está correta em:

Alternativas
Q3644447 Pedagogia

O conceito de Necessidades Educacionais Especiais (NEE), embora revisado em normativas posteriores, foi central para ampliar a compreensão do público da Educação Especial. A Resolução CNE/CEB nº 2/2001 definiu esse público em categorias específicas para orientar os sistemas de ensino. Acerca desse conceito, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.



(__) O conceito de NEE restringe-se a alunos com deficiências orgânicas comprovadas por laudo médico.


(__) A categoria de altas habilidades/superdotação é incluída no conceito, referindo-se a alunos com grande facilidade de aprendizagem.


(__) Dificuldades acentuadas de aprendizagem, não vinculadas a uma causa orgânica específica, são desconsideradas nesse conceito.


(__) Dificuldades de comunicação que demandam o uso de linguagens aplicáveis, como a Libras, fazem parte do conceito.



A sequência está correta em:

Alternativas
Q3644446 Pedagogia

A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008) define a educação especial como uma modalidade transversal. Ela orienta os sistemas de ensino a garantir o acesso ao ensino regular e a ofertar o Atendimento Educacional Especializado (AEE). Sobre a transversalidade da educação especial e a oferta do AEE, analise as afirmativas a seguir.



I. A transversalidade da educação especial implica sua articulação com o ensino regular desde a educação infantil até a educação superior.


II. O AEE deve ser ofertado de forma articulada com a proposta pedagógica da escola comum, envolvendo a participação da família.


III. A função do AEE é exclusivamente suplementar, destinada apenas ao atendimento de alunos com altas habilidades/superdotação.  



Está correto o que se afirma em:

Alternativas
Q3644445 Pedagogia
Um aluno com deficiência auditiva, usuário de Aparelho de Amplificação Sonora Individual (AASI), apresenta dificuldades na compreensão em ambientes ruidosos e na produção escrita. O professor do Atendimento Educacional Especializado (AEE) é solicitado a intervir. Assinale a alternativa que descreve uma estratégia adequada do AEE para este caso. 
Alternativas
Q3644444 Pedagogia

A trajetória da Educação Especial no Brasil evoluiu de paradigmas segregacionistas para uma perspectiva inclusiva, refletida em marcos normativos que redefiniram o papel da escola e os direitos dos alunos. Diante desse percurso histórico, analise as afirmativas a seguir.



I. A Constituição Federal de 1988 iniciou um movimento normativo para a inclusão ao estabelecer o atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular, como dever do Estado.


II. O modelo de integração, anterior à perspectiva inclusiva, propunha a inserção do aluno com deficiência na classe comum desde que ele se adaptasse ao sistema de ensino, sem exigir modificações estruturais da escola. 


III. A Declaração de Salamanca, de 1994, influenciou o Brasil a adotar um modelo misto, recomendando classes especiais como a principal forma de oferta para garantir um atendimento especializado.



Está correto o que se afirma em:

Alternativas
Q3644443 Pedagogia
Um aluno com Transtorno do Espectro Autista (TEA), incluído no grupo de Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD), apresenta dificuldades na comunicação e interação. O professor do AEE, em articulação com a família e o professor da sala comum, precisa planejar o atendimento. Assinale a alternativa que descreve uma estratégia pedagógica adequada.
Alternativas
Q3644442 Pedagogia
A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008) fundamenta-se no direito de todos à educação em escolas comuns, transformando os sistemas educacionais para atender à diversidade, o que se opõe a modelos anteriores de segregação e integração. Assinale a alternativa que apresenta um fundamento central da educação inclusiva.
Alternativas
Respostas
3121: D
3122: D
3123: E
3124: E
3125: B
3126: E
3127: A
3128: B
3129: D
3130: C
3131: E
3132: A
3133: E
3134: D
3135: A
3136: B
3137: A
3138: E
3139: A
3140: C