Questões de Concurso
Para administrador escolar
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Na Proposta Curricular da Rede Municipal de Ensino de Florianópolis o “conhecimento é compreendido como patrimônio de todos, riqueza cultural, informação elaborada a serviço da cidadania, e como tal, precisa ser compartilhado”.
Com base nessa compreensão, é correto afirmar:
1. A escola deve ser compreendida como o espaço social em que a informação abundante é foco de reflexão, de comparação com outras bases para validação, de modo que se transforme em conhecimento a partir do crivo da apropriação conceitual.
2. Há práticas de ensino que favorecem o aprender e o desenvolvimento do sujeito. Para tanto, importa que o estudante assuma uma postura ativa no processo educativo, a partir da promoção de ambientes que favoreçam o protagonismo discente na interação com o outro.
3. No conhecimento escolar são contemplados conceitos do cotidiano e conceitos das ciências, das artes, da filosofia, da ética e afins, em um tensionamento dialético entre eles que busque ampliar a compreensão dos estudantes acerca da realidade natural e cultural da qual fazem parte.
4. Emerge do movimento dialético entre as vivências discentes já historicizadas e aquelas que passam a se consolidar no espaço escolar, entre os sujeitos da aprendizagem, em percurso de formação humana.
5. O papel da ação pedagógica é de fundamental importância no processo de apropriação de conhecimentos.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
De acordo com a Proposta Curricular da Rede Municipal de Ensino de Florianópolis (2016), a concepção de currículo expressa visão de mundo constituída em determinado momento histórico, orientando práticas pedagógicas dos/das profissionais da educação e estratégias de convívio junto aos estudantes.
Em relação ao conceito de Currículo, é correto afirmar:
De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Básica (2010), as dimensões entre o cuidar e o educar referem-se à função social da Educação Básica em sua centralidade – o estudante.
Em relação a esse binômio indissociável, é correto afirmar:
A organização de um sistema educacional é a busca de uma organização pedagógica de caráter nacional, respeitados os princípios do federalismo, posto em pauta em Constituintes, Leis de Diretrizes e Bases, Planos Nacionais de Educação e fundos de financiamento.
Em relação ao Sistema Nacional de Educação, é correto afirmar:
1. O Sistema Nacional de Educação objetiva garantir a universalização da educação básica obrigatória dos 04 aos 17 anos, em regime de colaboração.
2. No Sistema Nacional de Educação, cada ente federativo, com suas peculiares competências, é chamado a colaborar para transformar a Educação Básica em um sistema orgânico, sequencial e articulado.
3. O regime de colaboração entre os entes federados pressupõe o estabelecimento de regras de equivalência entre as funções distributiva, supletiva, normativa, de supervisão e avaliação da educação nacional, respeitada a autonomia dos sistemas e valorizadas as diferenças regionais.
4. O Sistema Nacional de Educação tem por função a definição de diretrizes, metas, recursos e estratégias de manutenção e desenvolvimento direcionadas à garantia do direito social à educação em ambos os níveis (educação básica e superior), considerando todas as etapas e modalidades educativas.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Com a implementação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB 9394/1996), a expressão “matriz curricular” foi adotada formalmente pelos diferentes sistemas educativos.
Nessa concepção, é correto afirmar:
1. A matriz curricular é entendida como algo que funciona assegurando que os diferentes campos do conhecimento possam se coadunar com o conjunto de atividades educativas.
2. Matriz curricular ou grade curricular são constructos que representam os arranjos curriculares representativos da distribuição da carga horária dos professores, número de horas destinado a cada disciplina e organização do espaço-tempo escolares.
3. Segundo a prescrição da LDB 9394/1996, a matriz curricular deve se organizar por “eixos temáticos”, definidos pela unidade escolar ou pelo sistema educativo.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
A Educação Básica, a partir da Lei de Diretrizes e
Bases da Educação Nacional (LDB 9.394/96), passou a
ser estruturada por etapas e modalidades de ensino.
São modalidades da Educação Básica, respectivamente:
O conjunto da Educação Básica deve assegurar à criança, ao adolescente, ao jovem e ao adulto de qualquer condição e região do País a formação comum para o pleno exercício da cidadania, oferecendo as condições necessárias para o seu desenvolvimento integral. Estas são finalidades de todas as etapas constitutivas da Educação Básica.
Assinale a alternativa que corresponde às etapas da Educação Básica.
Leia a tirinha.

Avalie as afirmativas abaixo em relação a tirinha.
1. A denotação e a conotação foram responsáveis pelo humor produzido na tirinha.
2. Temos denotação no segundo quadrinho e conotação no primeiro.
3. O primeiro verbo dito pelo personagem masculino carrega a autoridade de quem o profere, por isso está no imperativo afirmativo.
4. Em “Siga essa receita que eu lhe garanto”, a palavra sublinhada é um pronome oblíquo e está sendo empregado como objeto direto, já que completa o sentido do verbo “garantir”.
5. Olhado sobre o ponto de vista referencial, o pronome “essa” usado pelo personagem masculino desobedece à linguagem formal.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas
corretas.
Leia a anedota.
O menino abriu o armário, viu uma caixa de bombons e devorou todos eles em um minuto. A irmã dele chegou quando ele colocava o último na boca:
— Você comeu todos os bombons e nem se lembrou de mim?
— Claro que lembrei. Por que você acha que eu comi tudo depressa?
Paulo Tadeu
Assinale a alternativa correta.
Leia o poema.
Madrigal
Meu amor é simples, Dora.
Como a água e o pão.
Como o céu refletido
Nas pupilas de um cão.
José Paulo Paes
Considere as afirmativas abaixo em relação ao poema.
1. Se no poema, o autor dissesse: “meu amor é água e pão”, usaria uma metáfora e o sentido permaneceria o mesmo.
2. Em ”meu amor é simples como a água e o pão são simples”, a expressão sublinhada é o termo omitido na comparação feita por conectivo entre o amor, a água e o pão.
3. Na segunda estrofe já não acontece omissão de termos, então a comparação passa a ser implícita.
4. No provérbio “Depois da tempestade, a bonança”, ocorre a figura de linguagem chamada elipse.
5. Em “Bebi um litro de leite” há um recurso estilístico que troca o continente (litro) pelo conteúdo (leite). Um recurso muito comum na linguagem coloquial, chamado catacrese. Usa-se o recurso, independente de seu nome!
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) sobre pronomes e seu emprego.
( ) Na linguagem formal, o interlocutor pode se valer de certos pronomes retos com o “plural de modéstia”, para evitar o tom impositivo ou muito pessoal em sua opinião. Um exemplo dessa linguagem tem-se em: “O cargo em que nos achamos desde o ano passado, ofereceu- -nos oportunidade para pensar soluções adequadas ao problema para a desnutrição”.
( ) Na frase: “Ana disse a Vera que ela chegaria primeiro” o emprego inadequado do pronome pessoal compromete a clareza do texto.
( ) Na frase: “Maria gosta de falar consigo”, o pronome sublinhado indica que Maria possui um interlocutor e quer com ele falar.
( ) Em: “Ele contava com nós três” o emprego do pronome sublinhado obedece à linguagem formal.
( ) Um emprego coloquial de pronome pessoal, vê-se na frase “Entre eu e minha mãe existe o mar”. Considerando o contexto de fala, a expressão pode estar certa de acordo com a linguagem informal.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Dieta do homem
Nas carteiras da escola me ensinaram, segundo o sábio Claude Bernard, que o caráter absoluto da vitalidade é a nutrição: pois, onde ela existe, há vida; onde se interrompe, há morte.
Mas não me disseram que, entre os animais humanos, o lado que pende para a morte, por falta de nutrição, é mais numeroso que o lado erguido para a vida.
Me ensinaram que os alimentos fornecem ao homem os elementos constituintes da própria substância humana; o homem é o alimento que ele come.
Mas não me disseram que existem homens aos quais faltam os elementos que constituem o homem. Homens incompletos, homens mutilados em sua substância, homens deduzidos de certas propriedades humanas fundamentais; homens vivendo o processo de morte.
Me ensinaram, no delicado modo condicional, que, sem o concurso de certos alimentos minerais e orgânicos, depressa a vida sobre a terra se extinguiria.
Mas não me disseram que, depressa, por toda a parte, a vida se extingue, no duro modo indicativo.
Me ensinaram que o oxigênio é o primeiro elemento indispensável.
Mas não me disseram que só o oxigênio é um bem comum de toda a humanidade, salvo em minas e galerias, onde é escasso.
Me ensinaram que o carbono, o hidrogênio, o azoto, o fósforo e outros minerais são decisivos à vitalidade da célula.
Mas não me disseram (por óbvio, mas eu era um estudante tão distraído) que aqueles elementos não se encontram no ar que respiramos. E ainda que se encontrem na terra, acaso digerida por uma criança, seu poder de assimilação é nenhum.
Me ensinaram que há alimentos orgânicos ternários e quaternários.
Mas não me disseram que dois terços de nossos irmãos no mundo sofrem de fome.
Me ensinaram que os alimentos ternários, constituídos pelas gorduras e pelos hidratos de carbono, são, superlativamente, importantíssimos.
Mas não me disseram que, em cem, dez homens estão, a qualquer hora, às portas da inanição.
Me ensinaram que o ovo, o leite e a carne são alimentos extraordinários.
Mas não me disseram que, em certas regiões do mundo, há homens que consomem ovos, leite e carne acima das exigências da máquina humana.
Me ensinaram que a sensação de fome é acompanhada de contrações gástricas, uma espécie de cãibra no estômago; mas me disseram isso de maneira impessoal, como se fosse apenas a dedução teórica de um acidente possível.
Me ensinaram que as vitaminas são substâncias influentes no crescimento e na saúde; quando elas faltam, comparecem o escorbuto, o beribéri, a pelagra e outras doenças.
Mas não me disseram nem onde, nem quantos padecem de avitaminoses.
Nas carteiras da escola me ensinaram muitas coisas.
Mas não me disseram coisas essenciais à condição de homem.
O homem não fazia parte do programa.
Paulo Mendes Campos
Analise as afirmativas abaixo:
1. As palavras sublinhadas nos dois últimos períodos do texto denotam a ideia implícita no texto sobre a diferença entre “apenas ser um elemento da espécie humana” e “a situação de vida própria desse ser em termos de situação econômica e social”.
2. Embora o texto apresente paralelos em contraposição, autor e escola comungam da mesma ideia sobre o homem.
3. Segundo o autor, a escola tem capacidade de planejamento e inserção social ao afirmar, implicitamente, que ela tem “programa” a seguir.
4. Na frase: “Mas não me disseram que existem homens…”, se trocarmos o verbo sublinhado por “haver” no pretérito imperfeito, ele deverá ser usado no singular.
5. O homem, na sua condição de ser social e sua realidade nutricional, não fazia parte do programa da escola.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Dieta do homem
Nas carteiras da escola me ensinaram, segundo o sábio Claude Bernard, que o caráter absoluto da vitalidade é a nutrição: pois, onde ela existe, há vida; onde se interrompe, há morte.
Mas não me disseram que, entre os animais humanos, o lado que pende para a morte, por falta de nutrição, é mais numeroso que o lado erguido para a vida.
Me ensinaram que os alimentos fornecem ao homem os elementos constituintes da própria substância humana; o homem é o alimento que ele come.
Mas não me disseram que existem homens aos quais faltam os elementos que constituem o homem. Homens incompletos, homens mutilados em sua substância, homens deduzidos de certas propriedades humanas fundamentais; homens vivendo o processo de morte.
Me ensinaram, no delicado modo condicional, que, sem o concurso de certos alimentos minerais e orgânicos, depressa a vida sobre a terra se extinguiria.
Mas não me disseram que, depressa, por toda a parte, a vida se extingue, no duro modo indicativo.
Me ensinaram que o oxigênio é o primeiro elemento indispensável.
Mas não me disseram que só o oxigênio é um bem comum de toda a humanidade, salvo em minas e galerias, onde é escasso.
Me ensinaram que o carbono, o hidrogênio, o azoto, o fósforo e outros minerais são decisivos à vitalidade da célula.
Mas não me disseram (por óbvio, mas eu era um estudante tão distraído) que aqueles elementos não se encontram no ar que respiramos. E ainda que se encontrem na terra, acaso digerida por uma criança, seu poder de assimilação é nenhum.
Me ensinaram que há alimentos orgânicos ternários e quaternários.
Mas não me disseram que dois terços de nossos irmãos no mundo sofrem de fome.
Me ensinaram que os alimentos ternários, constituídos pelas gorduras e pelos hidratos de carbono, são, superlativamente, importantíssimos.
Mas não me disseram que, em cem, dez homens estão, a qualquer hora, às portas da inanição.
Me ensinaram que o ovo, o leite e a carne são alimentos extraordinários.
Mas não me disseram que, em certas regiões do mundo, há homens que consomem ovos, leite e carne acima das exigências da máquina humana.
Me ensinaram que a sensação de fome é acompanhada de contrações gástricas, uma espécie de cãibra no estômago; mas me disseram isso de maneira impessoal, como se fosse apenas a dedução teórica de um acidente possível.
Me ensinaram que as vitaminas são substâncias influentes no crescimento e na saúde; quando elas faltam, comparecem o escorbuto, o beribéri, a pelagra e outras doenças.
Mas não me disseram nem onde, nem quantos padecem de avitaminoses.
Nas carteiras da escola me ensinaram muitas coisas.
Mas não me disseram coisas essenciais à condição de homem.
O homem não fazia parte do programa.
Paulo Mendes Campos
Considere o trecho:
“… Me ensinaram, no delicado modo condicional, que, sem o concurso de certos alimentos minerais e orgânicos, depressa a vida sobre a terra se extinguiria.
Mas “não me disseram que, depressa, por toda a parte, a vida se extingue, no duro modo indicativo.”
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) em relação ao trecho.
( ) A frase: “A vida na terra se extinguirá com a ausência de certos alimentos orgânicos” contrapõe o “modo condicional” dito no texto.
( ) Modo condicional e modo indicativo, no contexto, apresentam ideias contrárias; este apresenta uma possibilidade e aquele, uma realidade.
( ) Passada a frase para o modo indicativo teríamos: “Se certos alimentos minerais e orgânicos deixarem de existir, depressa a vida na terra se extinguirá”.
( ) O modo imperativo é, essencialmente, usado em contextos de interlocução, o que justifica a não existência da primeira pessoa do singular.
( ) O pronome oblíquo “me” está sendo usado de maneira incorreta, nesse trecho e ao longo do texto, se considerada a linguagem formal.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Dieta do homem
Nas carteiras da escola me ensinaram, segundo o sábio Claude Bernard, que o caráter absoluto da vitalidade é a nutrição: pois, onde ela existe, há vida; onde se interrompe, há morte.
Mas não me disseram que, entre os animais humanos, o lado que pende para a morte, por falta de nutrição, é mais numeroso que o lado erguido para a vida.
Me ensinaram que os alimentos fornecem ao homem os elementos constituintes da própria substância humana; o homem é o alimento que ele come.
Mas não me disseram que existem homens aos quais faltam os elementos que constituem o homem. Homens incompletos, homens mutilados em sua substância, homens deduzidos de certas propriedades humanas fundamentais; homens vivendo o processo de morte.
Me ensinaram, no delicado modo condicional, que, sem o concurso de certos alimentos minerais e orgânicos, depressa a vida sobre a terra se extinguiria.
Mas não me disseram que, depressa, por toda a parte, a vida se extingue, no duro modo indicativo.
Me ensinaram que o oxigênio é o primeiro elemento indispensável.
Mas não me disseram que só o oxigênio é um bem comum de toda a humanidade, salvo em minas e galerias, onde é escasso.
Me ensinaram que o carbono, o hidrogênio, o azoto, o fósforo e outros minerais são decisivos à vitalidade da célula.
Mas não me disseram (por óbvio, mas eu era um estudante tão distraído) que aqueles elementos não se encontram no ar que respiramos. E ainda que se encontrem na terra, acaso digerida por uma criança, seu poder de assimilação é nenhum.
Me ensinaram que há alimentos orgânicos ternários e quaternários.
Mas não me disseram que dois terços de nossos irmãos no mundo sofrem de fome.
Me ensinaram que os alimentos ternários, constituídos pelas gorduras e pelos hidratos de carbono, são, superlativamente, importantíssimos.
Mas não me disseram que, em cem, dez homens estão, a qualquer hora, às portas da inanição.
Me ensinaram que o ovo, o leite e a carne são alimentos extraordinários.
Mas não me disseram que, em certas regiões do mundo, há homens que consomem ovos, leite e carne acima das exigências da máquina humana.
Me ensinaram que a sensação de fome é acompanhada de contrações gástricas, uma espécie de cãibra no estômago; mas me disseram isso de maneira impessoal, como se fosse apenas a dedução teórica de um acidente possível.
Me ensinaram que as vitaminas são substâncias influentes no crescimento e na saúde; quando elas faltam, comparecem o escorbuto, o beribéri, a pelagra e outras doenças.
Mas não me disseram nem onde, nem quantos padecem de avitaminoses.
Nas carteiras da escola me ensinaram muitas coisas.
Mas não me disseram coisas essenciais à condição de homem.
O homem não fazia parte do programa.
Paulo Mendes Campos
Dieta do homem
Nas carteiras da escola me ensinaram, segundo o sábio Claude Bernard, que o caráter absoluto da vitalidade é a nutrição: pois, onde ela existe, há vida; onde se interrompe, há morte.
Mas não me disseram que, entre os animais humanos, o lado que pende para a morte, por falta de nutrição, é mais numeroso que o lado erguido para a vida.
Me ensinaram que os alimentos fornecem ao homem os elementos constituintes da própria substância humana; o homem é o alimento que ele come.
Mas não me disseram que existem homens aos quais faltam os elementos que constituem o homem. Homens incompletos, homens mutilados em sua substância, homens deduzidos de certas propriedades humanas fundamentais; homens vivendo o processo de morte.
Me ensinaram, no delicado modo condicional, que, sem o concurso de certos alimentos minerais e orgânicos, depressa a vida sobre a terra se extinguiria.
Mas não me disseram que, depressa, por toda a parte, a vida se extingue, no duro modo indicativo.
Me ensinaram que o oxigênio é o primeiro elemento indispensável.
Mas não me disseram que só o oxigênio é um bem comum de toda a humanidade, salvo em minas e galerias, onde é escasso.
Me ensinaram que o carbono, o hidrogênio, o azoto, o fósforo e outros minerais são decisivos à vitalidade da célula.
Mas não me disseram (por óbvio, mas eu era um estudante tão distraído) que aqueles elementos não se encontram no ar que respiramos. E ainda que se encontrem na terra, acaso digerida por uma criança, seu poder de assimilação é nenhum.
Me ensinaram que há alimentos orgânicos ternários e quaternários.
Mas não me disseram que dois terços de nossos irmãos no mundo sofrem de fome.
Me ensinaram que os alimentos ternários, constituídos pelas gorduras e pelos hidratos de carbono, são, superlativamente, importantíssimos.
Mas não me disseram que, em cem, dez homens estão, a qualquer hora, às portas da inanição.
Me ensinaram que o ovo, o leite e a carne são alimentos extraordinários.
Mas não me disseram que, em certas regiões do mundo, há homens que consomem ovos, leite e carne acima das exigências da máquina humana.
Me ensinaram que a sensação de fome é acompanhada de contrações gástricas, uma espécie de cãibra no estômago; mas me disseram isso de maneira impessoal, como se fosse apenas a dedução teórica de um acidente possível.
Me ensinaram que as vitaminas são substâncias influentes no crescimento e na saúde; quando elas faltam, comparecem o escorbuto, o beribéri, a pelagra e outras doenças.
Mas não me disseram nem onde, nem quantos padecem de avitaminoses.
Nas carteiras da escola me ensinaram muitas coisas.
Mas não me disseram coisas essenciais à condição de homem.
O homem não fazia parte do programa.
Paulo Mendes Campos
Analise as afirmativas abaixo:
1. Ao longo do texto, vão sendo tecidos paralelos cujas estruturas sintáticas são sempre idênticas: uma afirmação em um parágrafo e uma negação em outro parágrafo.
2. A escola ensinou ao autor as propriedades da alimentação dos homens.
3. O autor revela que a escola lhe omitiu a informação que muitos homens estão privados dos elementos essenciais à vida.
4. O texto deixa clara a distância entre os conhecimentos científicos sobre nutrição e as reais condições de nutrição no mundo.
5. O texto nos leva a inferir que a escola apresentou uma visão parcial da realidade humana.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
A educação especial é uma modalidade de ensino que perpassa todos os níveis, etapas e modalidades realizando o atendimento educacional especializado.
Em relação à especificidade do Atendimento Educacional Especializado (AEE), é correto afirmar:
A origem da educação integral assenta-se em diversos movimentos educacionais ao longo da História da Educação Brasileira, que, embora tenham em seus ideais algumas concepções divergentes, entendem que a educação integral é o protótipo que mais se aproxima do desenvolvimento completo do ser humano multidimensional.
Acerca dessa concepção, é correto afirmar:
1. Os ideais da Educação Integral aparecem na história da educação, no período da segunda república, com o Manifesto dos Pioneiros, em 1932.
2. Nos anos 1980, novas experiências relacionadas à Educação Integral merecem destaque, como os mais de 500 Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs) – construídos no Estado do Rio de Janeiro, uma “Escola Integral em horário integral”, idealizados por Darcy Ribeiro e inspirados na experiência de Anísio Teixeira.
3. A partir dos anos 1990 surgem pelo Brasil experiências de Tempo Integral e outras de Educação Integral, em sua maioria, experiências organizadas pelos municípios e não seguindo um projeto político mais amplo, continuado e de governo.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.