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Q4285342 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão.

Além do tempo de tela: o que os mais jovens têm feito no celular?

Qualidade da interação e dos conteúdos acessados precisa estar no centro do debate sobre saúde mental entre crianças e adolescentes

Por Luiz Zoldan*

        Reduzir a crise de saúde mental entre jovens ao “tempo de tela” é uma explicação confortável – e perigosamente insuficiente. O debate público precisa de um ajuste urgente: mais do que contar horas, é preciso entender a qualidade da interação desses adolescentes com os dispositivos digitais. 

        Em consultórios, escolas e ambientes de trabalho, a constatação é recorrente: a forma como os jovens se relacionam consigo mesmos, com os outros e com o mundo mudou profundamente. E as telas ocupam um papel central nessa transformação. 

        Vivemos em uma realidade na qual nunca estivemos tão conectados e, paradoxalmente, tão expostos a fatores que afetam a saúde mental, especialmente entre crianças e adolescentes.

        A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de um em cada dez adolescentes já manifesta um uso problemático de redes sociais, com perda de controle e consequências negativas no dia a dia. 

        Estudos consistentes associam o uso excessivo de telas à piora nos indicadores de saúde mental. Cerca de 25% dos adolescentes que passam mais de 4 horas diárias em frente a telas apresentam sintomas recentes de ansiedade ou depressão. Evidências longitudinais também confirmam que o aumento do tempo de exposição está ligado a um maior risco de sofrimento emocional a longo prazo. 

        O Brasil figura entre os países com maior tempo de tela no mundo, ultrapassando 5 horas diárias apenas em smartphones. Entre os adolescentes brasileiros, os números são ainda mais alarmantes, chegando a quase 6 horas em dias de semana e ultrapassando 8 horas nos fins de semana.

        O cenário nacional é marcado por três desafios: o acesso a smartphones em idades cada vez mais precoces, a desigualdade no acesso à educação digital e a fragilidade na mediação por parte de famílias e escolas. Diante disso, cresce a percepção entre os próprios jovens de que algo não vai bem: quase metade deles já considera que as redes sociais impactam negativamente pessoas da sua idade. 

        Ainda assim, é crucial qualificar a leitura desses dados. A própria ciência mostra que o impacto não é uniforme. O uso passivo, caracterizado pela rolagem infinita e pela comparação social, está mais associado ao malestar. Por outro lado, usos mais ativos e focados na conexão podem ter um efeito protetor. O problema central, portanto, não é apenas o tempo, mas o padrão de uso. Comportamentos compulsivos e de dependência estão mais ligados a desfechos negativos do que o número absoluto de horas.

        Nesse contexto, avanços como a atualização do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) ao ambiente digital são essenciais, pois reconhecem a vulnerabilidade de crianças e adolescentes nesse ecossistema. Essas iniciativas buscam responsabilizar as plataformas, proteger dados e reduzir a exposição a conteúdos nocivos. Contudo, a regulação, sozinha, não resolve. Ela cria um ambiente mais seguro, mas não substitui a educação, o vínculo afetivo e o desenvolvimento de repertório emocional.

        Durante anos, a principal recomendação foi limitar o tempo de tela. Embora essa abordagem continue relevante, especialmente para crianças mais novas, hoje sabemos que é insuficiente. O verdadeiro problema não é apenas o que acontece nas telas, mas o que deixa de acontecer fora delas: sono de qualidade, atividade física, convivência e a própria construção da identidade são processos insubstituíveis para o desenvolvimento psíquico. 

        O uso excessivo de telas, por exemplo, está diretamente ligado a um sono mais curto e de pior qualidade – um dos principais gatilhos para o sofrimento mental. Idealmente, um uso de qualidade envolve interações sociais reais, consumo de conteúdos educativos ou criativos e intencionalidade, sem prejudicar o sono. Em contrapartida, a utilização de risco é aquela em que há comportamento compulsivo, comparação social constante, exposição a conteúdos negativos e a substituição de experiências presenciais por virtuais.

        Com base em evidências científicas e na prática clínica, algumas medidas são fundamentais. Para as famílias, é preciso estabelecer acordos claros, evitar o uso de aparelhos antes de dormir (especialmente porque um terço dos adolescentes os utiliza depois da meia-noite), acompanhar os conteúdos acessados e, acima de tudo, dar o exemplo. Isso implica reconhecer que muitos adultos também mantêm uma relação excessiva, distraída e pouco saudável com as telas, o que compromete o ensino da autorregulação.

        Nas escolas, o desafio vai além da simples restrição: passa pela promoção da alfabetização digital e midiática, pelo desenvolvimento de competências socioemocionais e pela criação de espaços de convivência offline que favoreçam o pertencimento, o diálogo e a construção da identidade. Isso inclui a promoção de conversas qualificadas sobre corpo, gênero, autoestima e relações sociais, temas profundamente atravessados pela lógica das redes. 

        Para os profissionais de saúde, investigar o padrão de uso digital tornou-se parte indispensável da avaliação clínica, assim como sono, alimentação e atividade física. Ainda assim, o enfrentamento desse problema não é responsabilidade somente de indivíduos, famílias e consultórios. O desafio exige que empresas de tecnologia e políticas públicas atuem de forma mais firme na limitação de mecanismos de design viciantes e persuasivos e na implementação de estratégias integradas entre saúde, educação e regulação digital.

        A relação entre os jovens e a tecnologia não é um “problema” a ser eliminado, mas uma realidade a ser gerenciada com inteligência. É preciso superar a lógica simplista de “mais ou menos tempo de tela” e adotar uma abordagem mais sistêmica e que considere o  contexto, o conteúdo e a intenção de cada interação. No fim das contas, o maior indicador de sucesso não é quantas horas um jovem passa conectado, mas sua capacidade de se desconectar com liberdade, propósito e, acima de tudo, saúde mental.

*Luiz Zoldan é psiquiatra e gerente médico do Espaço Einstein Bem-Estar e Saúde Mental

Fonte: https://veja.abril.com.br/coluna/letra-de-medico/alem-dotempo-de-tela-o-que-os-mais-jovens-tem-feito-no-celular/.
No trecho: "A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de um em cada dez adolescentes já manifesta um uso problemático de redes sociais.", do ponto de vista da estrutura do período e da análise sintática, é corretor afirmar que:
Alternativas
Q4285341 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão.

Além do tempo de tela: o que os mais jovens têm feito no celular?

Qualidade da interação e dos conteúdos acessados precisa estar no centro do debate sobre saúde mental entre crianças e adolescentes

Por Luiz Zoldan*

        Reduzir a crise de saúde mental entre jovens ao “tempo de tela” é uma explicação confortável – e perigosamente insuficiente. O debate público precisa de um ajuste urgente: mais do que contar horas, é preciso entender a qualidade da interação desses adolescentes com os dispositivos digitais. 

        Em consultórios, escolas e ambientes de trabalho, a constatação é recorrente: a forma como os jovens se relacionam consigo mesmos, com os outros e com o mundo mudou profundamente. E as telas ocupam um papel central nessa transformação. 

        Vivemos em uma realidade na qual nunca estivemos tão conectados e, paradoxalmente, tão expostos a fatores que afetam a saúde mental, especialmente entre crianças e adolescentes.

        A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de um em cada dez adolescentes já manifesta um uso problemático de redes sociais, com perda de controle e consequências negativas no dia a dia. 

        Estudos consistentes associam o uso excessivo de telas à piora nos indicadores de saúde mental. Cerca de 25% dos adolescentes que passam mais de 4 horas diárias em frente a telas apresentam sintomas recentes de ansiedade ou depressão. Evidências longitudinais também confirmam que o aumento do tempo de exposição está ligado a um maior risco de sofrimento emocional a longo prazo. 

        O Brasil figura entre os países com maior tempo de tela no mundo, ultrapassando 5 horas diárias apenas em smartphones. Entre os adolescentes brasileiros, os números são ainda mais alarmantes, chegando a quase 6 horas em dias de semana e ultrapassando 8 horas nos fins de semana.

        O cenário nacional é marcado por três desafios: o acesso a smartphones em idades cada vez mais precoces, a desigualdade no acesso à educação digital e a fragilidade na mediação por parte de famílias e escolas. Diante disso, cresce a percepção entre os próprios jovens de que algo não vai bem: quase metade deles já considera que as redes sociais impactam negativamente pessoas da sua idade. 

        Ainda assim, é crucial qualificar a leitura desses dados. A própria ciência mostra que o impacto não é uniforme. O uso passivo, caracterizado pela rolagem infinita e pela comparação social, está mais associado ao malestar. Por outro lado, usos mais ativos e focados na conexão podem ter um efeito protetor. O problema central, portanto, não é apenas o tempo, mas o padrão de uso. Comportamentos compulsivos e de dependência estão mais ligados a desfechos negativos do que o número absoluto de horas.

        Nesse contexto, avanços como a atualização do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) ao ambiente digital são essenciais, pois reconhecem a vulnerabilidade de crianças e adolescentes nesse ecossistema. Essas iniciativas buscam responsabilizar as plataformas, proteger dados e reduzir a exposição a conteúdos nocivos. Contudo, a regulação, sozinha, não resolve. Ela cria um ambiente mais seguro, mas não substitui a educação, o vínculo afetivo e o desenvolvimento de repertório emocional.

        Durante anos, a principal recomendação foi limitar o tempo de tela. Embora essa abordagem continue relevante, especialmente para crianças mais novas, hoje sabemos que é insuficiente. O verdadeiro problema não é apenas o que acontece nas telas, mas o que deixa de acontecer fora delas: sono de qualidade, atividade física, convivência e a própria construção da identidade são processos insubstituíveis para o desenvolvimento psíquico. 

        O uso excessivo de telas, por exemplo, está diretamente ligado a um sono mais curto e de pior qualidade – um dos principais gatilhos para o sofrimento mental. Idealmente, um uso de qualidade envolve interações sociais reais, consumo de conteúdos educativos ou criativos e intencionalidade, sem prejudicar o sono. Em contrapartida, a utilização de risco é aquela em que há comportamento compulsivo, comparação social constante, exposição a conteúdos negativos e a substituição de experiências presenciais por virtuais.

        Com base em evidências científicas e na prática clínica, algumas medidas são fundamentais. Para as famílias, é preciso estabelecer acordos claros, evitar o uso de aparelhos antes de dormir (especialmente porque um terço dos adolescentes os utiliza depois da meia-noite), acompanhar os conteúdos acessados e, acima de tudo, dar o exemplo. Isso implica reconhecer que muitos adultos também mantêm uma relação excessiva, distraída e pouco saudável com as telas, o que compromete o ensino da autorregulação.

        Nas escolas, o desafio vai além da simples restrição: passa pela promoção da alfabetização digital e midiática, pelo desenvolvimento de competências socioemocionais e pela criação de espaços de convivência offline que favoreçam o pertencimento, o diálogo e a construção da identidade. Isso inclui a promoção de conversas qualificadas sobre corpo, gênero, autoestima e relações sociais, temas profundamente atravessados pela lógica das redes. 

        Para os profissionais de saúde, investigar o padrão de uso digital tornou-se parte indispensável da avaliação clínica, assim como sono, alimentação e atividade física. Ainda assim, o enfrentamento desse problema não é responsabilidade somente de indivíduos, famílias e consultórios. O desafio exige que empresas de tecnologia e políticas públicas atuem de forma mais firme na limitação de mecanismos de design viciantes e persuasivos e na implementação de estratégias integradas entre saúde, educação e regulação digital.

        A relação entre os jovens e a tecnologia não é um “problema” a ser eliminado, mas uma realidade a ser gerenciada com inteligência. É preciso superar a lógica simplista de “mais ou menos tempo de tela” e adotar uma abordagem mais sistêmica e que considere o  contexto, o conteúdo e a intenção de cada interação. No fim das contas, o maior indicador de sucesso não é quantas horas um jovem passa conectado, mas sua capacidade de se desconectar com liberdade, propósito e, acima de tudo, saúde mental.

*Luiz Zoldan é psiquiatra e gerente médico do Espaço Einstein Bem-Estar e Saúde Mental

Fonte: https://veja.abril.com.br/coluna/letra-de-medico/alem-dotempo-de-tela-o-que-os-mais-jovens-tem-feito-no-celular/.
A partir da leitura do texto, é correto afirmar que o autor defende que:
Alternativas
Q4285340 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

À instabilidade das coisas do mundo

Gregório de Matos

Nasce o Sol e não dura mais que um dia,
Depois da luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.

Porém se acaba o sol, por que nascia?
Se é tão formosa a luz, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?

Mas no sol e na luz BBfalta a firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se tristeza.

Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância.

Fonte: MATOS, Gregório. Gregório de Matos: poemas. 2. Ed. São Paulo: Martin Claret, 2013.
A respeito das funções da linguagem presentes no poema, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4285339 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

À instabilidade das coisas do mundo

Gregório de Matos

Nasce o Sol e não dura mais que um dia,
Depois da luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.

Porém se acaba o sol, por que nascia?
Se é tão formosa a luz, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?

Mas no sol e na luz BBfalta a firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se tristeza.

Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância.

Fonte: MATOS, Gregório. Gregório de Matos: poemas. 2. Ed. São Paulo: Martin Claret, 2013.
No verso "Em tristes sombras morre a formosura.", os elementos destacados em negrito, no âmbito da gramática normativa da língua portuguesa, classificam-se, morfológica e sintaticamente, respectivamente, como:
Alternativas
Q4285338 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

À instabilidade das coisas do mundo

Gregório de Matos

Nasce o Sol e não dura mais que um dia,
Depois da luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.

Porém se acaba o sol, por que nascia?
Se é tão formosa a luz, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?

Mas no sol e na luz BBfalta a firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se tristeza.

Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância.

Fonte: MATOS, Gregório. Gregório de Matos: poemas. 2. Ed. São Paulo: Martin Claret, 2013.
No verso "Começa o mundo enfim pela ignorância", observa-se uma figura de linguagem decorrente da inversão da ordem direta dos termos da oração. Essa figura é denominada de: 
Alternativas
Q4285337 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

À instabilidade das coisas do mundo

Gregório de Matos

Nasce o Sol e não dura mais que um dia,
Depois da luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.

Porém se acaba o sol, por que nascia?
Se é tão formosa a luz, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?

Mas no sol e na luz BBfalta a firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se tristeza.

Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância.

Fonte: MATOS, Gregório. Gregório de Matos: poemas. 2. Ed. São Paulo: Martin Claret, 2013.
Leia os versos a seguir:
Mas no sol e na luz falta a firmeza, Na formosura não se dê constância, E na alegria sinta-se tristeza.
Começa o mundo enfim pela ignorância, E tem qualquer dos bens por natureza A firmeza somente na inconstância.
Assinale a alternativa que aponta os sinônimos que podem, sem alteração de sentido, substituir as palavras destacadas respectivamente.
Alternativas
Q4285336 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

À instabilidade das coisas do mundo

Gregório de Matos

Nasce o Sol e não dura mais que um dia,
Depois da luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.

Porém se acaba o sol, por que nascia?
Se é tão formosa a luz, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?

Mas no sol e na luz BBfalta a firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se tristeza.

Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância.

Fonte: MATOS, Gregório. Gregório de Matos: poemas. 2. Ed. São Paulo: Martin Claret, 2013.
O vocábulo “contínuas” foi acentuado de forma adequada à gramática normativa da Língua Portuguesa no verso “Em contínuas tristezas a alegria”. Assinale a alternativa em que todas as palavras estão acentuadas de forma adequada à gramática normativa.
Alternativas
Q4285335 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

À instabilidade das coisas do mundo

Gregório de Matos

Nasce o Sol e não dura mais que um dia,
Depois da luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.

Porém se acaba o sol, por que nascia?
Se é tão formosa a luz, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?

Mas no sol e na luz BBfalta a firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se tristeza.

Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância.

Fonte: MATOS, Gregório. Gregório de Matos: poemas. 2. Ed. São Paulo: Martin Claret, 2013.
Considerando o uso dos porquês nos versos: “Porém se acaba o sol, por que nascia?” e “Se é tão formosa a luz, por que não dura?”, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4285334 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

À instabilidade das coisas do mundo

Gregório de Matos

Nasce o Sol e não dura mais que um dia,
Depois da luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.

Porém se acaba o sol, por que nascia?
Se é tão formosa a luz, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?

Mas no sol e na luz BBfalta a firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se tristeza.

Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância.

Fonte: MATOS, Gregório. Gregório de Matos: poemas. 2. Ed. São Paulo: Martin Claret, 2013.
Considerando o contexto em que se encontra dentro do poema e observando a ordem sintática e a estrutura do verso, o termo "a alegria", em “Em contínuas tristezas a alegria”, exerce a função sintática de:
Alternativas
Q4285333 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

À instabilidade das coisas do mundo

Gregório de Matos

Nasce o Sol e não dura mais que um dia,
Depois da luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.

Porém se acaba o sol, por que nascia?
Se é tão formosa a luz, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?

Mas no sol e na luz BBfalta a firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se tristeza.

Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância.

Fonte: MATOS, Gregório. Gregório de Matos: poemas. 2. Ed. São Paulo: Martin Claret, 2013.
No verso “Depois da luz se segue a noite escura”, a figura de linguagem predominante é: 
Alternativas
Q4285332 Português
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À instabilidade das coisas do mundo

Gregório de Matos

Nasce o Sol e não dura mais que um dia,
Depois da luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.

Porém se acaba o sol, por que nascia?
Se é tão formosa a luz, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?

Mas no sol e na luz BBfalta a firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se tristeza.

Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância.

Fonte: MATOS, Gregório. Gregório de Matos: poemas. 2. Ed. São Paulo: Martin Claret, 2013.
A respeito da análise sintática do poema, assinale a afirmativa correta segundo a gramática normativa da língua portuguesa.
Alternativas
Q4285331 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

À instabilidade das coisas do mundo

Gregório de Matos

Nasce o Sol e não dura mais que um dia,
Depois da luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.

Porém se acaba o sol, por que nascia?
Se é tão formosa a luz, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?

Mas no sol e na luz BBfalta a firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se tristeza.

Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância.

Fonte: MATOS, Gregório. Gregório de Matos: poemas. 2. Ed. São Paulo: Martin Claret, 2013.
Com relação às imagens e metáforas, é correto afirmar que:
Alternativas
Q4285330 Literatura
Leia o texto a seguir e responda à questão.

À instabilidade das coisas do mundo

Gregório de Matos

Nasce o Sol e não dura mais que um dia,
Depois da luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.

Porém se acaba o sol, por que nascia?
Se é tão formosa a luz, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?

Mas no sol e na luz BBfalta a firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se tristeza.

Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância.

Fonte: MATOS, Gregório. Gregório de Matos: poemas. 2. Ed. São Paulo: Martin Claret, 2013.
Sobre o poema “À instabilidade das coisas do mundo”, é correto afirmar que:
Alternativas
Q4282672 Matemática
Considere as seguintes afirmações sobre postulados de congruéncia de triangulos, julgando se verdadeiras (V) ou falsas (F):

I. Se dois triângulos têm ordenadamente congruentes dois lados e o ângulo compreendido, então eles são congruentes.
II. Se dois triângulos têm ordenadamente congruentes um lado e os dois ângulos a ele adjacentes, então esses triângulos são congruentes.
III. Se dois triângulos têm ordenadamente congruentes dois lados e o ângulo oposto ao menor desses lados, então esses triângulos são congruentes.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de julgamento das afirmativas: 
Alternativas
Q4282671 Matemática

Sejam as funções reais de uma variável real f, g e h,  definidas por:



Imagem associada para resolução da questão


Denotando por D(∅) e Im(∅), respectivamente, o domínio máximo de definição e o conjunto imagem de uma função ∅ = {f, 9, h} no conjunto dos números reais, assinale a alternativa correta: 


Alternativas
Q4282670 Matemática
Considere um cubo de aresta L e um cilindro circular reto equilátero de raio da base T. Sabendo que ambos os sólidos possuem o mesmo volume, a razão entre a área da superfície total do cubo (Scubo) e a área da superfície total do cilindro (Scilindro), nesta ordem, é igual a: 
Alternativas
Q4282669 Matemática Financeira
Um professor decidiu investir R$ 10.000,00 em uma aplicação de renda fixa com taxa de juros compostos de 10% ao ano. Após 2 anos, resgatou todo o montante e utilizou R$ 5.100,00 para quitar uma dívida. O valor restante foi reaplicado imediatamente pela mesma taxa e pelo mesmo prazo. O montante final obtido após essa segunda aplicação é:
Alternativas
Q4282668 Matemática
Considere o triângulo ABC no plano euclidiano R², cujos comprimentos dos lados opostos aos vértices A, B e C são denotados por a, b e c, respectivamente. Seja / o incentro de ABC e r o seu raio da circunferência inscrita (inraio). Sabendo que as áreas das regiões triangulares IBC, ICA e IAB estão em progressão aritmética, nessa ordem, é condição necessária e suficiente para a existência dessa configuração que: 
Alternativas
Q4282667 Matemática
Sejam A e B conjuntos finitos com cardinalidades |A| = n e |B| = 2, respectivamente, com n ∈ N e n > 2. Pelo Princípio Fundamental da Contagem, o número total de funções f: A — B que podem ser definidas é 2ⁿ. Considere S o conjunto de todas as funções f: A — B que são sobrejetoras. A cardinalidade do conjunto S é dada por: 
Alternativas
Q4282666 Matemática

Sejam X e Y conjuntos finitos não vazios com cardinalidade |X| = m e |Y| = n, respectivamente, em que m, n ∈ N*. Considere o conjunto F de todas as funções f: X — Y. Define-se a propriedade P como o subconjunto das funções em F que são injetoras. Para que existam funções injetoras de  X em Y e sua quantidade seja dada pela expressão n! /(n-m)!, é condição necessária e suficiente que:
Alternativas
Respostas
121: A
122: E
123: B
124: C
125: A
126: D
127: B
128: E
129: C
130: D
131: A
132: E
133: C
134: A
135: E
136: D
137: C
138: C
139: E
140: A