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Q4261916 Português
Você costuma adiar encontros com as pessoas que importam na sua vida?


       Vivemos com a soberba de quem se julga imortal. Consolados pela falsa _ _ _ _ _ _ _ de que o tempo é um recurso elástico e infinito, desenvolvemos uma assustadora _ _ _ _ _ _ _ _ _ com a ausência.
      Protegidos por agendas _ _ _ _ _ _ _ _ _ urgentes, adiamos o café com o amigo de infância, o almoço de domingo com os pais, a visita ao idoso que nos viu crescer. Ligamos o piloto automático do "depois a gente se vê", como se a vida aceitasse prorrogações, como se aqueles que amamos estivessem congelados no tempo, à espera da nossa conveniência.
     Foi preciso que um homem imerso na lógica hiper produtiva do Vale do Silício sofresse um choque de lucidez para nos lembrar do óbvio. Greg McKeown, o autor que transformou o essencialismo em filosofia de vida, deparou com uma conta matemática devastadora.
    Vivendo longe dos pais, percebeu que, ao visitá-los apenas duas vezes por ano, ele os encontraria menos de 30 vezes durante o tempo de vida que presumivelmente lhes restava. Trinta. Um número ridiculamente pequeno, que cabe em uma folha de caderno, mas que carrega o peso de uma sentença.
     O homem habituado ..... métrica dos algoritmos descobriu de forma dolorosa ..... métrica mais analógica do mundo: ..... contagem regressiva do afeto.
     Logo depois, Rafael Santandreu, um psicólogo espanhol, decidiu materializar esse sobressalto estatístico em um experimento real. Reuniu as experiências de 40 pares de parentes ou amigos e, cruzando a frequência de seus encontros com a expectativa de vida de cada um, calculou matematicamente quantos dias — e, em alguns casos, quantas míseras horas — restavam de convívio real entre eles, antes que um dos dois morresse.
     A tese central que ele defendeu nesse projeto é profundamente humana: o nosso cérebro é programado para ignorar a finitude da vida, dando-nos a falsa ilusão de que sempre haverá um amanhã para adiar os encontros com quem realmente importa.
     A revelação daqueles números da matemática fria provocou uma comoção avassaladora. Ao verem a frieza do cálculo estampado numa tela, aquelas pessoas não choraram pelo medo da morte, mas pelo peso insuportável do desperdício.
    Perceberam, num lampejo, que a distância que as separava de quem amavam não era geográfica, mas cronológica. E que a contabilidade da vida não perdoa os distraídos.
     Essa aritmética cruel serve como um severo autopoliciamento para o tempo de convívio que estamos jogando no lixo diariamente. Trocamos o calor da presença, o olho no olho e o privilégio do silêncio compartilhado por interações gélidas em telas frias.
    Mandamos um emoji de coração vermelho para blindar a nossa ausência e acreditamos, piamente, que estamos presentes. Não estamos. Gerenciar o tempo não deveria ser sobre produzir mais para o mercado, mas sobre reservar o melhor de nossa energia para quem dá sentido à nossa vida.
    Então, estamos todos convocados: vamos pôr em dia nossa própria contabilidade afetiva. Descubra quantos almoços restam, quantas conversas na varanda ainda são possíveis, quantos abraços cabem no horizonte que nos sobra.
     Se a vida é mesmo um sopro, que a gente pare de sufocar na solidão a magia dos abraços, sacudidos ou silenciosos, dos nossos incalculáveis encontros urgentes. Porque a urgência desses encontros tem prazo de validade. E se esse prazo expirasse no primeiro sábado do mês que vem?


Texto Adaptado.  
Analise as afirmativas: 

I – Na palavra “pequeno”, há dígrafo vocálico.   II – Na palavra “vermelho”, há dígrafo consonantal.   III – Na palavra “comoção”, há dígrafo vocálico.   
Das afirmativas acima, qual(is) está(ão) correta(s)? 
Alternativas
Q4261915 Português
Você costuma adiar encontros com as pessoas que importam na sua vida?


       Vivemos com a soberba de quem se julga imortal. Consolados pela falsa _ _ _ _ _ _ _ de que o tempo é um recurso elástico e infinito, desenvolvemos uma assustadora _ _ _ _ _ _ _ _ _ com a ausência.
      Protegidos por agendas _ _ _ _ _ _ _ _ _ urgentes, adiamos o café com o amigo de infância, o almoço de domingo com os pais, a visita ao idoso que nos viu crescer. Ligamos o piloto automático do "depois a gente se vê", como se a vida aceitasse prorrogações, como se aqueles que amamos estivessem congelados no tempo, à espera da nossa conveniência.
     Foi preciso que um homem imerso na lógica hiper produtiva do Vale do Silício sofresse um choque de lucidez para nos lembrar do óbvio. Greg McKeown, o autor que transformou o essencialismo em filosofia de vida, deparou com uma conta matemática devastadora.
    Vivendo longe dos pais, percebeu que, ao visitá-los apenas duas vezes por ano, ele os encontraria menos de 30 vezes durante o tempo de vida que presumivelmente lhes restava. Trinta. Um número ridiculamente pequeno, que cabe em uma folha de caderno, mas que carrega o peso de uma sentença.
     O homem habituado ..... métrica dos algoritmos descobriu de forma dolorosa ..... métrica mais analógica do mundo: ..... contagem regressiva do afeto.
     Logo depois, Rafael Santandreu, um psicólogo espanhol, decidiu materializar esse sobressalto estatístico em um experimento real. Reuniu as experiências de 40 pares de parentes ou amigos e, cruzando a frequência de seus encontros com a expectativa de vida de cada um, calculou matematicamente quantos dias — e, em alguns casos, quantas míseras horas — restavam de convívio real entre eles, antes que um dos dois morresse.
     A tese central que ele defendeu nesse projeto é profundamente humana: o nosso cérebro é programado para ignorar a finitude da vida, dando-nos a falsa ilusão de que sempre haverá um amanhã para adiar os encontros com quem realmente importa.
     A revelação daqueles números da matemática fria provocou uma comoção avassaladora. Ao verem a frieza do cálculo estampado numa tela, aquelas pessoas não choraram pelo medo da morte, mas pelo peso insuportável do desperdício.
    Perceberam, num lampejo, que a distância que as separava de quem amavam não era geográfica, mas cronológica. E que a contabilidade da vida não perdoa os distraídos.
     Essa aritmética cruel serve como um severo autopoliciamento para o tempo de convívio que estamos jogando no lixo diariamente. Trocamos o calor da presença, o olho no olho e o privilégio do silêncio compartilhado por interações gélidas em telas frias.
    Mandamos um emoji de coração vermelho para blindar a nossa ausência e acreditamos, piamente, que estamos presentes. Não estamos. Gerenciar o tempo não deveria ser sobre produzir mais para o mercado, mas sobre reservar o melhor de nossa energia para quem dá sentido à nossa vida.
    Então, estamos todos convocados: vamos pôr em dia nossa própria contabilidade afetiva. Descubra quantos almoços restam, quantas conversas na varanda ainda são possíveis, quantos abraços cabem no horizonte que nos sobra.
     Se a vida é mesmo um sopro, que a gente pare de sufocar na solidão a magia dos abraços, sacudidos ou silenciosos, dos nossos incalculáveis encontros urgentes. Porque a urgência desses encontros tem prazo de validade. E se esse prazo expirasse no primeiro sábado do mês que vem?


Texto Adaptado.  
Segundo o texto, o experimento realizado por Rafael Santandreu tinha como principal objetivo:  
Alternativas
Q4261913 Português
Você costuma adiar encontros com as pessoas que importam na sua vida?


       Vivemos com a soberba de quem se julga imortal. Consolados pela falsa _ _ _ _ _ _ _ de que o tempo é um recurso elástico e infinito, desenvolvemos uma assustadora _ _ _ _ _ _ _ _ _ com a ausência.
      Protegidos por agendas _ _ _ _ _ _ _ _ _ urgentes, adiamos o café com o amigo de infância, o almoço de domingo com os pais, a visita ao idoso que nos viu crescer. Ligamos o piloto automático do "depois a gente se vê", como se a vida aceitasse prorrogações, como se aqueles que amamos estivessem congelados no tempo, à espera da nossa conveniência.
     Foi preciso que um homem imerso na lógica hiper produtiva do Vale do Silício sofresse um choque de lucidez para nos lembrar do óbvio. Greg McKeown, o autor que transformou o essencialismo em filosofia de vida, deparou com uma conta matemática devastadora.
    Vivendo longe dos pais, percebeu que, ao visitá-los apenas duas vezes por ano, ele os encontraria menos de 30 vezes durante o tempo de vida que presumivelmente lhes restava. Trinta. Um número ridiculamente pequeno, que cabe em uma folha de caderno, mas que carrega o peso de uma sentença.
     O homem habituado ..... métrica dos algoritmos descobriu de forma dolorosa ..... métrica mais analógica do mundo: ..... contagem regressiva do afeto.
     Logo depois, Rafael Santandreu, um psicólogo espanhol, decidiu materializar esse sobressalto estatístico em um experimento real. Reuniu as experiências de 40 pares de parentes ou amigos e, cruzando a frequência de seus encontros com a expectativa de vida de cada um, calculou matematicamente quantos dias — e, em alguns casos, quantas míseras horas — restavam de convívio real entre eles, antes que um dos dois morresse.
     A tese central que ele defendeu nesse projeto é profundamente humana: o nosso cérebro é programado para ignorar a finitude da vida, dando-nos a falsa ilusão de que sempre haverá um amanhã para adiar os encontros com quem realmente importa.
     A revelação daqueles números da matemática fria provocou uma comoção avassaladora. Ao verem a frieza do cálculo estampado numa tela, aquelas pessoas não choraram pelo medo da morte, mas pelo peso insuportável do desperdício.
    Perceberam, num lampejo, que a distância que as separava de quem amavam não era geográfica, mas cronológica. E que a contabilidade da vida não perdoa os distraídos.
     Essa aritmética cruel serve como um severo autopoliciamento para o tempo de convívio que estamos jogando no lixo diariamente. Trocamos o calor da presença, o olho no olho e o privilégio do silêncio compartilhado por interações gélidas em telas frias.
    Mandamos um emoji de coração vermelho para blindar a nossa ausência e acreditamos, piamente, que estamos presentes. Não estamos. Gerenciar o tempo não deveria ser sobre produzir mais para o mercado, mas sobre reservar o melhor de nossa energia para quem dá sentido à nossa vida.
    Então, estamos todos convocados: vamos pôr em dia nossa própria contabilidade afetiva. Descubra quantos almoços restam, quantas conversas na varanda ainda são possíveis, quantos abraços cabem no horizonte que nos sobra.
     Se a vida é mesmo um sopro, que a gente pare de sufocar na solidão a magia dos abraços, sacudidos ou silenciosos, dos nossos incalculáveis encontros urgentes. Porque a urgência desses encontros tem prazo de validade. E se esse prazo expirasse no primeiro sábado do mês que vem?


Texto Adaptado.  
Leia. 

“A revelação daqueles números da matemática fria provocou uma comoção avassaladora.” 

Em relação ao trecho lido, analise as afirmativas abaixo. 

I – Há artigo definido.  II – Há adjetivo.  III – Há pronome relativo.    

Das afirmativas acima, qual(is) está(ão) correta(s)?
Alternativas
Q4261912 Português
Você costuma adiar encontros com as pessoas que importam na sua vida?


       Vivemos com a soberba de quem se julga imortal. Consolados pela falsa _ _ _ _ _ _ _ de que o tempo é um recurso elástico e infinito, desenvolvemos uma assustadora _ _ _ _ _ _ _ _ _ com a ausência.
      Protegidos por agendas _ _ _ _ _ _ _ _ _ urgentes, adiamos o café com o amigo de infância, o almoço de domingo com os pais, a visita ao idoso que nos viu crescer. Ligamos o piloto automático do "depois a gente se vê", como se a vida aceitasse prorrogações, como se aqueles que amamos estivessem congelados no tempo, à espera da nossa conveniência.
     Foi preciso que um homem imerso na lógica hiper produtiva do Vale do Silício sofresse um choque de lucidez para nos lembrar do óbvio. Greg McKeown, o autor que transformou o essencialismo em filosofia de vida, deparou com uma conta matemática devastadora.
    Vivendo longe dos pais, percebeu que, ao visitá-los apenas duas vezes por ano, ele os encontraria menos de 30 vezes durante o tempo de vida que presumivelmente lhes restava. Trinta. Um número ridiculamente pequeno, que cabe em uma folha de caderno, mas que carrega o peso de uma sentença.
     O homem habituado ..... métrica dos algoritmos descobriu de forma dolorosa ..... métrica mais analógica do mundo: ..... contagem regressiva do afeto.
     Logo depois, Rafael Santandreu, um psicólogo espanhol, decidiu materializar esse sobressalto estatístico em um experimento real. Reuniu as experiências de 40 pares de parentes ou amigos e, cruzando a frequência de seus encontros com a expectativa de vida de cada um, calculou matematicamente quantos dias — e, em alguns casos, quantas míseras horas — restavam de convívio real entre eles, antes que um dos dois morresse.
     A tese central que ele defendeu nesse projeto é profundamente humana: o nosso cérebro é programado para ignorar a finitude da vida, dando-nos a falsa ilusão de que sempre haverá um amanhã para adiar os encontros com quem realmente importa.
     A revelação daqueles números da matemática fria provocou uma comoção avassaladora. Ao verem a frieza do cálculo estampado numa tela, aquelas pessoas não choraram pelo medo da morte, mas pelo peso insuportável do desperdício.
    Perceberam, num lampejo, que a distância que as separava de quem amavam não era geográfica, mas cronológica. E que a contabilidade da vida não perdoa os distraídos.
     Essa aritmética cruel serve como um severo autopoliciamento para o tempo de convívio que estamos jogando no lixo diariamente. Trocamos o calor da presença, o olho no olho e o privilégio do silêncio compartilhado por interações gélidas em telas frias.
    Mandamos um emoji de coração vermelho para blindar a nossa ausência e acreditamos, piamente, que estamos presentes. Não estamos. Gerenciar o tempo não deveria ser sobre produzir mais para o mercado, mas sobre reservar o melhor de nossa energia para quem dá sentido à nossa vida.
    Então, estamos todos convocados: vamos pôr em dia nossa própria contabilidade afetiva. Descubra quantos almoços restam, quantas conversas na varanda ainda são possíveis, quantos abraços cabem no horizonte que nos sobra.
     Se a vida é mesmo um sopro, que a gente pare de sufocar na solidão a magia dos abraços, sacudidos ou silenciosos, dos nossos incalculáveis encontros urgentes. Porque a urgência desses encontros tem prazo de validade. E se esse prazo expirasse no primeiro sábado do mês que vem?


Texto Adaptado.  
 Sobre a tonicidade das palavras, associe corretamente o bloco inferior ao superior. 
1. Oxítona  2. Paroxítona  3. Proparoxítona  
(  ) pares  (  )  medo  (  )  cérebro  (  )  calor  (  )  sufocar 

A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é 
Alternativas
Q4261911 Português
Você costuma adiar encontros com as pessoas que importam na sua vida?


       Vivemos com a soberba de quem se julga imortal. Consolados pela falsa _ _ _ _ _ _ _ de que o tempo é um recurso elástico e infinito, desenvolvemos uma assustadora _ _ _ _ _ _ _ _ _ com a ausência.
      Protegidos por agendas _ _ _ _ _ _ _ _ _ urgentes, adiamos o café com o amigo de infância, o almoço de domingo com os pais, a visita ao idoso que nos viu crescer. Ligamos o piloto automático do "depois a gente se vê", como se a vida aceitasse prorrogações, como se aqueles que amamos estivessem congelados no tempo, à espera da nossa conveniência.
     Foi preciso que um homem imerso na lógica hiper produtiva do Vale do Silício sofresse um choque de lucidez para nos lembrar do óbvio. Greg McKeown, o autor que transformou o essencialismo em filosofia de vida, deparou com uma conta matemática devastadora.
    Vivendo longe dos pais, percebeu que, ao visitá-los apenas duas vezes por ano, ele os encontraria menos de 30 vezes durante o tempo de vida que presumivelmente lhes restava. Trinta. Um número ridiculamente pequeno, que cabe em uma folha de caderno, mas que carrega o peso de uma sentença.
     O homem habituado ..... métrica dos algoritmos descobriu de forma dolorosa ..... métrica mais analógica do mundo: ..... contagem regressiva do afeto.
     Logo depois, Rafael Santandreu, um psicólogo espanhol, decidiu materializar esse sobressalto estatístico em um experimento real. Reuniu as experiências de 40 pares de parentes ou amigos e, cruzando a frequência de seus encontros com a expectativa de vida de cada um, calculou matematicamente quantos dias — e, em alguns casos, quantas míseras horas — restavam de convívio real entre eles, antes que um dos dois morresse.
     A tese central que ele defendeu nesse projeto é profundamente humana: o nosso cérebro é programado para ignorar a finitude da vida, dando-nos a falsa ilusão de que sempre haverá um amanhã para adiar os encontros com quem realmente importa.
     A revelação daqueles números da matemática fria provocou uma comoção avassaladora. Ao verem a frieza do cálculo estampado numa tela, aquelas pessoas não choraram pelo medo da morte, mas pelo peso insuportável do desperdício.
    Perceberam, num lampejo, que a distância que as separava de quem amavam não era geográfica, mas cronológica. E que a contabilidade da vida não perdoa os distraídos.
     Essa aritmética cruel serve como um severo autopoliciamento para o tempo de convívio que estamos jogando no lixo diariamente. Trocamos o calor da presença, o olho no olho e o privilégio do silêncio compartilhado por interações gélidas em telas frias.
    Mandamos um emoji de coração vermelho para blindar a nossa ausência e acreditamos, piamente, que estamos presentes. Não estamos. Gerenciar o tempo não deveria ser sobre produzir mais para o mercado, mas sobre reservar o melhor de nossa energia para quem dá sentido à nossa vida.
    Então, estamos todos convocados: vamos pôr em dia nossa própria contabilidade afetiva. Descubra quantos almoços restam, quantas conversas na varanda ainda são possíveis, quantos abraços cabem no horizonte que nos sobra.
     Se a vida é mesmo um sopro, que a gente pare de sufocar na solidão a magia dos abraços, sacudidos ou silenciosos, dos nossos incalculáveis encontros urgentes. Porque a urgência desses encontros tem prazo de validade. E se esse prazo expirasse no primeiro sábado do mês que vem?


Texto Adaptado.  
 Assinale a alternativa em que a palavra retirada do texto apresenta derivação sufixal.
Alternativas
Q4261910 Português
Você costuma adiar encontros com as pessoas que importam na sua vida?


       Vivemos com a soberba de quem se julga imortal. Consolados pela falsa _ _ _ _ _ _ _ de que o tempo é um recurso elástico e infinito, desenvolvemos uma assustadora _ _ _ _ _ _ _ _ _ com a ausência.
      Protegidos por agendas _ _ _ _ _ _ _ _ _ urgentes, adiamos o café com o amigo de infância, o almoço de domingo com os pais, a visita ao idoso que nos viu crescer. Ligamos o piloto automático do "depois a gente se vê", como se a vida aceitasse prorrogações, como se aqueles que amamos estivessem congelados no tempo, à espera da nossa conveniência.
     Foi preciso que um homem imerso na lógica hiper produtiva do Vale do Silício sofresse um choque de lucidez para nos lembrar do óbvio. Greg McKeown, o autor que transformou o essencialismo em filosofia de vida, deparou com uma conta matemática devastadora.
    Vivendo longe dos pais, percebeu que, ao visitá-los apenas duas vezes por ano, ele os encontraria menos de 30 vezes durante o tempo de vida que presumivelmente lhes restava. Trinta. Um número ridiculamente pequeno, que cabe em uma folha de caderno, mas que carrega o peso de uma sentença.
     O homem habituado ..... métrica dos algoritmos descobriu de forma dolorosa ..... métrica mais analógica do mundo: ..... contagem regressiva do afeto.
     Logo depois, Rafael Santandreu, um psicólogo espanhol, decidiu materializar esse sobressalto estatístico em um experimento real. Reuniu as experiências de 40 pares de parentes ou amigos e, cruzando a frequência de seus encontros com a expectativa de vida de cada um, calculou matematicamente quantos dias — e, em alguns casos, quantas míseras horas — restavam de convívio real entre eles, antes que um dos dois morresse.
     A tese central que ele defendeu nesse projeto é profundamente humana: o nosso cérebro é programado para ignorar a finitude da vida, dando-nos a falsa ilusão de que sempre haverá um amanhã para adiar os encontros com quem realmente importa.
     A revelação daqueles números da matemática fria provocou uma comoção avassaladora. Ao verem a frieza do cálculo estampado numa tela, aquelas pessoas não choraram pelo medo da morte, mas pelo peso insuportável do desperdício.
    Perceberam, num lampejo, que a distância que as separava de quem amavam não era geográfica, mas cronológica. E que a contabilidade da vida não perdoa os distraídos.
     Essa aritmética cruel serve como um severo autopoliciamento para o tempo de convívio que estamos jogando no lixo diariamente. Trocamos o calor da presença, o olho no olho e o privilégio do silêncio compartilhado por interações gélidas em telas frias.
    Mandamos um emoji de coração vermelho para blindar a nossa ausência e acreditamos, piamente, que estamos presentes. Não estamos. Gerenciar o tempo não deveria ser sobre produzir mais para o mercado, mas sobre reservar o melhor de nossa energia para quem dá sentido à nossa vida.
    Então, estamos todos convocados: vamos pôr em dia nossa própria contabilidade afetiva. Descubra quantos almoços restam, quantas conversas na varanda ainda são possíveis, quantos abraços cabem no horizonte que nos sobra.
     Se a vida é mesmo um sopro, que a gente pare de sufocar na solidão a magia dos abraços, sacudidos ou silenciosos, dos nossos incalculáveis encontros urgentes. Porque a urgência desses encontros tem prazo de validade. E se esse prazo expirasse no primeiro sábado do mês que vem?


Texto Adaptado.  
 Em “Vivemos com a soberba de quem se julga imortal.”, o sujeito da primeira oração é: 
Alternativas
Q4261909 Português
Você costuma adiar encontros com as pessoas que importam na sua vida?


       Vivemos com a soberba de quem se julga imortal. Consolados pela falsa _ _ _ _ _ _ _ de que o tempo é um recurso elástico e infinito, desenvolvemos uma assustadora _ _ _ _ _ _ _ _ _ com a ausência.
      Protegidos por agendas _ _ _ _ _ _ _ _ _ urgentes, adiamos o café com o amigo de infância, o almoço de domingo com os pais, a visita ao idoso que nos viu crescer. Ligamos o piloto automático do "depois a gente se vê", como se a vida aceitasse prorrogações, como se aqueles que amamos estivessem congelados no tempo, à espera da nossa conveniência.
     Foi preciso que um homem imerso na lógica hiper produtiva do Vale do Silício sofresse um choque de lucidez para nos lembrar do óbvio. Greg McKeown, o autor que transformou o essencialismo em filosofia de vida, deparou com uma conta matemática devastadora.
    Vivendo longe dos pais, percebeu que, ao visitá-los apenas duas vezes por ano, ele os encontraria menos de 30 vezes durante o tempo de vida que presumivelmente lhes restava. Trinta. Um número ridiculamente pequeno, que cabe em uma folha de caderno, mas que carrega o peso de uma sentença.
     O homem habituado ..... métrica dos algoritmos descobriu de forma dolorosa ..... métrica mais analógica do mundo: ..... contagem regressiva do afeto.
     Logo depois, Rafael Santandreu, um psicólogo espanhol, decidiu materializar esse sobressalto estatístico em um experimento real. Reuniu as experiências de 40 pares de parentes ou amigos e, cruzando a frequência de seus encontros com a expectativa de vida de cada um, calculou matematicamente quantos dias — e, em alguns casos, quantas míseras horas — restavam de convívio real entre eles, antes que um dos dois morresse.
     A tese central que ele defendeu nesse projeto é profundamente humana: o nosso cérebro é programado para ignorar a finitude da vida, dando-nos a falsa ilusão de que sempre haverá um amanhã para adiar os encontros com quem realmente importa.
     A revelação daqueles números da matemática fria provocou uma comoção avassaladora. Ao verem a frieza do cálculo estampado numa tela, aquelas pessoas não choraram pelo medo da morte, mas pelo peso insuportável do desperdício.
    Perceberam, num lampejo, que a distância que as separava de quem amavam não era geográfica, mas cronológica. E que a contabilidade da vida não perdoa os distraídos.
     Essa aritmética cruel serve como um severo autopoliciamento para o tempo de convívio que estamos jogando no lixo diariamente. Trocamos o calor da presença, o olho no olho e o privilégio do silêncio compartilhado por interações gélidas em telas frias.
    Mandamos um emoji de coração vermelho para blindar a nossa ausência e acreditamos, piamente, que estamos presentes. Não estamos. Gerenciar o tempo não deveria ser sobre produzir mais para o mercado, mas sobre reservar o melhor de nossa energia para quem dá sentido à nossa vida.
    Então, estamos todos convocados: vamos pôr em dia nossa própria contabilidade afetiva. Descubra quantos almoços restam, quantas conversas na varanda ainda são possíveis, quantos abraços cabem no horizonte que nos sobra.
     Se a vida é mesmo um sopro, que a gente pare de sufocar na solidão a magia dos abraços, sacudidos ou silenciosos, dos nossos incalculáveis encontros urgentes. Porque a urgência desses encontros tem prazo de validade. E se esse prazo expirasse no primeiro sábado do mês que vem?


Texto Adaptado.  
 Em “o nosso cérebro é programado”, a palavra destacada pertence à classe dos (as): 
Alternativas
Q4261908 Português
Você costuma adiar encontros com as pessoas que importam na sua vida?


       Vivemos com a soberba de quem se julga imortal. Consolados pela falsa _ _ _ _ _ _ _ de que o tempo é um recurso elástico e infinito, desenvolvemos uma assustadora _ _ _ _ _ _ _ _ _ com a ausência.
      Protegidos por agendas _ _ _ _ _ _ _ _ _ urgentes, adiamos o café com o amigo de infância, o almoço de domingo com os pais, a visita ao idoso que nos viu crescer. Ligamos o piloto automático do "depois a gente se vê", como se a vida aceitasse prorrogações, como se aqueles que amamos estivessem congelados no tempo, à espera da nossa conveniência.
     Foi preciso que um homem imerso na lógica hiper produtiva do Vale do Silício sofresse um choque de lucidez para nos lembrar do óbvio. Greg McKeown, o autor que transformou o essencialismo em filosofia de vida, deparou com uma conta matemática devastadora.
    Vivendo longe dos pais, percebeu que, ao visitá-los apenas duas vezes por ano, ele os encontraria menos de 30 vezes durante o tempo de vida que presumivelmente lhes restava. Trinta. Um número ridiculamente pequeno, que cabe em uma folha de caderno, mas que carrega o peso de uma sentença.
     O homem habituado ..... métrica dos algoritmos descobriu de forma dolorosa ..... métrica mais analógica do mundo: ..... contagem regressiva do afeto.
     Logo depois, Rafael Santandreu, um psicólogo espanhol, decidiu materializar esse sobressalto estatístico em um experimento real. Reuniu as experiências de 40 pares de parentes ou amigos e, cruzando a frequência de seus encontros com a expectativa de vida de cada um, calculou matematicamente quantos dias — e, em alguns casos, quantas míseras horas — restavam de convívio real entre eles, antes que um dos dois morresse.
     A tese central que ele defendeu nesse projeto é profundamente humana: o nosso cérebro é programado para ignorar a finitude da vida, dando-nos a falsa ilusão de que sempre haverá um amanhã para adiar os encontros com quem realmente importa.
     A revelação daqueles números da matemática fria provocou uma comoção avassaladora. Ao verem a frieza do cálculo estampado numa tela, aquelas pessoas não choraram pelo medo da morte, mas pelo peso insuportável do desperdício.
    Perceberam, num lampejo, que a distância que as separava de quem amavam não era geográfica, mas cronológica. E que a contabilidade da vida não perdoa os distraídos.
     Essa aritmética cruel serve como um severo autopoliciamento para o tempo de convívio que estamos jogando no lixo diariamente. Trocamos o calor da presença, o olho no olho e o privilégio do silêncio compartilhado por interações gélidas em telas frias.
    Mandamos um emoji de coração vermelho para blindar a nossa ausência e acreditamos, piamente, que estamos presentes. Não estamos. Gerenciar o tempo não deveria ser sobre produzir mais para o mercado, mas sobre reservar o melhor de nossa energia para quem dá sentido à nossa vida.
    Então, estamos todos convocados: vamos pôr em dia nossa própria contabilidade afetiva. Descubra quantos almoços restam, quantas conversas na varanda ainda são possíveis, quantos abraços cabem no horizonte que nos sobra.
     Se a vida é mesmo um sopro, que a gente pare de sufocar na solidão a magia dos abraços, sacudidos ou silenciosos, dos nossos incalculáveis encontros urgentes. Porque a urgência desses encontros tem prazo de validade. E se esse prazo expirasse no primeiro sábado do mês que vem?


Texto Adaptado.  
Considerando as regras vigentes, os tracejados do primeiro e do segundo parágrafo devem ser, respectivamente, preenchidos por:  
Alternativas
Q4247047 Gerência de Projetos
Durante o planejamento de um projeto de implantação de um novo sistema, o departamento de projetos de uma empresa pública de saneamento identificou eventos que poderiam comprometer o prazo, o custo ou a qualidade das entregas do projeto. Diante dessa situação, foram avaliados a probabilidade de ocorrência desses eventos e seus possíveis impactos, com o objetivo de definir medidas preventivas e de resposta. Tendo em vista os conceitos de gestão de projetos, a atividade descrita está relacionada ao 
Alternativas
Q4247046 Direito Administrativo
Acerca das agências reguladoras e dos instrumentos de prestação dos serviços públicos de saneamento básico, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4247045 Legislação Federal
Considerando as alterações promovidas pela Lei nº 14.026/2020 no marco legal do saneamento básico, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4247044 Administração Financeira e Orçamentária

Em determinado período do exercício financeiro vigente, o departamento de orçamento de uma empresa pública de saneamento atuou na elaboração da proposta orçamentária encaminhada ao Poder Executivo. O administrador da empresa elaborou um documento que definiu as metas e prioridades da Administração Pública para o exercício financeiro seguinte, estabeleceu metas fiscais e apresentou a avaliação dos riscos capazes de afetar as contas públicas.


Com base nessas informações e nos instrumentos de planejamento e orçamento público, é correto afirmar que o documento elaborado corresponde ao(à)

Alternativas
Q4247043 Direito Financeiro

Acerca dos limites para despesas de pessoal, dos limites para a dívida pública e das transferências voluntárias previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s).


I. A realização de transferências voluntárias para outro ente federativo independe da comprovação de regularidade fiscal do ente beneficiário.


II. A ultrapassagem dos limites de despesa com pessoal, desde que haja autorização na Lei Orçamentária Anual, não impõe restrições à criação de cargos, empregos ou funções públicas.


III. Os limites para o endividamento público são estabelecidos com o objetivo de promover o equilíbrio das contas públicas e evitar o comprometimento das finanças.


IV. A Lei de Responsabilidade Fiscal veda a fixação de limites para a dívida consolidada dos entes federativos, por entender que tal matéria é de competência exclusiva dos próprios entes. 

Alternativas
Q4247042 Gestão de Pessoas

O departamento de recursos humanos de uma empresa pública de saneamento abriu processo seletivo para uma vaga na função de liderança. Durante a avaliação, um candidato demonstrou amplo domínio de ferramentas de análise de dados e gestão de processos, mas apresentou dificuldade para se comunicar com equipes, mediar conflitos e lidar com diversidades.


Com base nos conceitos de gestão de pessoas, é correto afirmar que, nesse caso, o candidato 

Alternativas
Q4247041 Gestão de Pessoas
Acerca dos conceitos de treinamento e desenvolvimento de pessoas nas organizações, assinale a alternativa INCORRETA. 
Alternativas
Q4247040 Administração Pública

O departamento de auditoria de uma empresa pública de saneamento coordenou a elaboração de um relatório contendo informações sobre a aplicação de recursos públicos, os resultados alcançados e os indicadores de desempenho dos serviços prestados à população. Além de divulgar os dados em portal eletrônico de fácil acesso, a empresa instituiu mecanismos para que os cidadãos pudessem acompanhar as ações desenvolvidas e questionar eventuais irregularidades.


A iniciativa adotada pela empresa está mais diretamente associada ao princípio do(a)

Alternativas
Q4247039 Direito Administrativo
Considerando as formas de controle da Administração, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.
I. A Controladoria-Geral da União (CGU) é órgão responsável pelo exercício do controle externo da Administração Pública Federal, atuando de forma independente do Poder Executivo.
II. O controle social consiste na participação da sociedade no acompanhamento, na fiscalização e na avaliação da atuação governamental, sendo favorecido por mecanismos de transparência.
III. O controle interno é exercido pela própria Administração com a finalidade de acompanhar, fiscalizar e avaliar a legalidade, a legitimidade e a eficiência de seus atos.
IV. Configura exemplo de controle externo a análise, pelo Tribunal de Contas da União (TCU), da prestação de contas de um ministério federal, com o objetivo de verificar a gestão dos recursos.
Alternativas
Q4247038 Direito Administrativo
No que se refere ao processo licitatório, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4247037 Administração Pública

Um administrador de uma empresa pública de saneamento recebeu uma solicitação de um gestor para divulgar, em materiais institucionais da empresa, mensagens destacando realizações administrativas acompanhadas de referências promocionais à sua atuação pessoal. Ao analisar a proposta, o administrador ponderou que a comunicação institucional deve observar os princípios constitucionais aplicáveis à Administração Pública.


Com base nos princípios expressos da Administração Pública, nesse caso, a conduta mais compatível com o ordenamento jurídico é fundamentada no princípio da 

Alternativas
Q4247036 Direito Administrativo
De acordo com os conceitos de Administração Direta e Indireta, relacione as colunas e assinale a alternativa com a sequência correta.

1. Descentralização política.
2. Desconcentração.
3. Descentralização funcional.
4. Administração direta.

( ) Ocorre quando o Poder Público cria uma pessoa jurídica, de direito público ou privado, e lhe atribui a titularidade e a execução de determinado serviço público.
( ) Verifica-se quando o ente exerce competências próprias, decorrentes diretamente da Constituição, como ocorre com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios.
( ) Consiste na distribuição interna de competências no âmbito da mesma pessoa jurídica, com a criação de órgãos desprovidos de personalidade jurídica própria.
( ) Corresponde ao conjunto de órgãos que integram as pessoas políticas do Estado e que atuam sem personalidade jurídica própria, subordinados hierarquicamente aos respectivos Poderes.
Alternativas
Respostas
281: B
282: B
283: E
284: E
285: E
286: A
287: C
288: B
289: A
290: C
291: D
292: A
293: B
294: A
295: D
296: D
297: C
298: C
299: B
300: A