Questões de Concurso Para técnico de contabilidade

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Q2671050 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Aviãozinho


Por Luís Fernando Verissimo


  1. A estratégia do falso aviãozinho que todas as mães do mundo ― literalmente: todas ―
  2. usam para convencer o bebê a comer sua papinha e é tão antiga quanto o próprio avião, não
  3. tem nenhuma lógica. Para começar, é pouco provável que um bebê na idade de comer papinha
  4. sequer saiba o que é um avião. A mãe fazer o ruído do motor enquanto aproxima o
  5. pseudoaviãozinho da sua boca não ajuda em nada, o bebê também não sabe como é barulho de
  6. avião. Para ele, aquilo é apenas outro barulho de mãe.
  7. Em segundo lugar, não há qualquer razão para um bebê aceitar papinha de um avião que
  8. não aceitaria de uma colher. No seu universo, avião e colher é a mesma coisa. Navio e colher é
  9. a mesma coisa. Se o bebê, por um fenômeno de precocidade, se desse conta do surrealismo da
  10. cena ― "Abre a boquinha que lá vai o aviãozinho"?! ― isso seria mais causa para espanto do
  11. que para abrir a boca. Quem quer comer papinha com um avião se aproximando da sua boca,
  12. fazendo barulho?
  13. Pensando bem, nossa infância era cheia de surrealismo inconsciente, de ameaças e
  14. sentenças que só não nos paralisavam de medo ou perplexidade porque não pensávamos muito
  15. a respeito. Não me lembro de ficar muito impressionado com a informação de que eu só não
  16. perdia a cabeça porque ela estava presa no corpo, por exemplo. Hoje, sim, penso naquela terrível
  17. possível consequência da minha distração ― ir embora e deixar a cabeça em algum lugar! Ou,
  18. já que o cérebro estava na cabeça, pelo menos a maior parte, me dar conta de que meu corpo
  19. tinha me esquecido. Sem poder gritar, sem poder sequer assoviar, já que os pulmões tinham ido
  20. junto. Uma cabeça abandonada no mundo, incapaz de sequer se alimentar.
  21. A não ser, claro, que um aviãozinho surgisse, misteriosamente, do passado, carregado
  22. de papinha, para me salvar. Pulseira dourada Mais lembranças inúteis. Tinha eu meus 7 anos...
  23. Se você quiser parar por aqui, tudo bem. Não, não, nenhum constrangimento. Vá ler o resto do
  24. jornal, aqui você só estaria perdendo tempo. O que é isso? Eu entendo. Numa boa. Eu mesmo
  25. só fico porque preciso botar o ponto final. Mas tinha eu meus 7 anos e morávamos em Los
  26. Angeles. Meu pai lecionava na UCLA, eu e minha irmã frequentávamos uma escola perto de casa.
  27. E me apaixonei por uma menina da escola. Uma daquelas paixões dos 7 anos, terrível e, no meu
  28. caso, secreta e silenciosa. Os donos da casa que alugávamos tinham deixado uma bijuteria mal
  29. escondida atrás de uns livros, numa prateleira da sala. Uma pulseira dourada dentro de uma
  30. caixa. Um dia, tomei a decisão. Meu amor justificava tudo, até o crime. Peguei a pulseira e a
  31. levei, escondida, para a escola. Na saída, entreguei a caixa para ___ menina ― e saí correndo.
  32. Em casa nunca deram falta da pulseira. A menina nunca disse nada sobre o presente. Eu,
  33. obviamente, nunca mencionei o fato para ninguém, muito menos para a menina ― com quem,
  34. aliás, nunca troquei nem um tímido "hello". A história termina aqui. Eu avisei que você ia perder
  35. tempo. Mas ___ vezes penso naquela pulseira e imagino coisas. Chegar, um dia, nos Estados
  36. Unidos e alguém da imigração americana consultar um computador e dizer "Há a questão de
  37. certa pulseira dourada na Califórnia, Mr. Verissimo...". Estar assistindo ___ entrevista de alguma
  38. atriz famosa na TV e ela contar que um dia, quando tinha 7 anos, um garoto estranho lhe
  39. entregara uma pulseira e saíra correndo, e mostrar a pulseira dourada, que lhe dera sorte, que
  40. era responsável pelo seu sucesso, e que ela nunca pudera agradecer... Pelo menos minha vida
  41. de crimes acabou ali. Post scriptum tipo nada a ver com nada. Muitos anos depois visitei o bairro
  42. em que morávamos em Los Angeles e fui procurar a escola, palco do meu gesto tresloucado.
  43. Tinha sido destruída por um terremoto.


(Disponível em: Cultura Genial – https://www.culturagenial.com/cronicas-engracadas-de-luis-fernando-verissimo-comentadas/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

No trecho “Se você quiser parar por aqui” (l. 23), a conjunção “se” indica a ideia de ___________ e poderia ser substituída por ___________, desde que __________ feitas alterações no período a fim de ser mantida a correção gramatical.


Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.

Alternativas
Q2671049 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Aviãozinho


Por Luís Fernando Verissimo


  1. A estratégia do falso aviãozinho que todas as mães do mundo ― literalmente: todas ―
  2. usam para convencer o bebê a comer sua papinha e é tão antiga quanto o próprio avião, não
  3. tem nenhuma lógica. Para começar, é pouco provável que um bebê na idade de comer papinha
  4. sequer saiba o que é um avião. A mãe fazer o ruído do motor enquanto aproxima o
  5. pseudoaviãozinho da sua boca não ajuda em nada, o bebê também não sabe como é barulho de
  6. avião. Para ele, aquilo é apenas outro barulho de mãe.
  7. Em segundo lugar, não há qualquer razão para um bebê aceitar papinha de um avião que
  8. não aceitaria de uma colher. No seu universo, avião e colher é a mesma coisa. Navio e colher é
  9. a mesma coisa. Se o bebê, por um fenômeno de precocidade, se desse conta do surrealismo da
  10. cena ― "Abre a boquinha que lá vai o aviãozinho"?! ― isso seria mais causa para espanto do
  11. que para abrir a boca. Quem quer comer papinha com um avião se aproximando da sua boca,
  12. fazendo barulho?
  13. Pensando bem, nossa infância era cheia de surrealismo inconsciente, de ameaças e
  14. sentenças que só não nos paralisavam de medo ou perplexidade porque não pensávamos muito
  15. a respeito. Não me lembro de ficar muito impressionado com a informação de que eu só não
  16. perdia a cabeça porque ela estava presa no corpo, por exemplo. Hoje, sim, penso naquela terrível
  17. possível consequência da minha distração ― ir embora e deixar a cabeça em algum lugar! Ou,
  18. já que o cérebro estava na cabeça, pelo menos a maior parte, me dar conta de que meu corpo
  19. tinha me esquecido. Sem poder gritar, sem poder sequer assoviar, já que os pulmões tinham ido
  20. junto. Uma cabeça abandonada no mundo, incapaz de sequer se alimentar.
  21. A não ser, claro, que um aviãozinho surgisse, misteriosamente, do passado, carregado
  22. de papinha, para me salvar. Pulseira dourada Mais lembranças inúteis. Tinha eu meus 7 anos...
  23. Se você quiser parar por aqui, tudo bem. Não, não, nenhum constrangimento. Vá ler o resto do
  24. jornal, aqui você só estaria perdendo tempo. O que é isso? Eu entendo. Numa boa. Eu mesmo
  25. só fico porque preciso botar o ponto final. Mas tinha eu meus 7 anos e morávamos em Los
  26. Angeles. Meu pai lecionava na UCLA, eu e minha irmã frequentávamos uma escola perto de casa.
  27. E me apaixonei por uma menina da escola. Uma daquelas paixões dos 7 anos, terrível e, no meu
  28. caso, secreta e silenciosa. Os donos da casa que alugávamos tinham deixado uma bijuteria mal
  29. escondida atrás de uns livros, numa prateleira da sala. Uma pulseira dourada dentro de uma
  30. caixa. Um dia, tomei a decisão. Meu amor justificava tudo, até o crime. Peguei a pulseira e a
  31. levei, escondida, para a escola. Na saída, entreguei a caixa para ___ menina ― e saí correndo.
  32. Em casa nunca deram falta da pulseira. A menina nunca disse nada sobre o presente. Eu,
  33. obviamente, nunca mencionei o fato para ninguém, muito menos para a menina ― com quem,
  34. aliás, nunca troquei nem um tímido "hello". A história termina aqui. Eu avisei que você ia perder
  35. tempo. Mas ___ vezes penso naquela pulseira e imagino coisas. Chegar, um dia, nos Estados
  36. Unidos e alguém da imigração americana consultar um computador e dizer "Há a questão de
  37. certa pulseira dourada na Califórnia, Mr. Verissimo...". Estar assistindo ___ entrevista de alguma
  38. atriz famosa na TV e ela contar que um dia, quando tinha 7 anos, um garoto estranho lhe
  39. entregara uma pulseira e saíra correndo, e mostrar a pulseira dourada, que lhe dera sorte, que
  40. era responsável pelo seu sucesso, e que ela nunca pudera agradecer... Pelo menos minha vida
  41. de crimes acabou ali. Post scriptum tipo nada a ver com nada. Muitos anos depois visitei o bairro
  42. em que morávamos em Los Angeles e fui procurar a escola, palco do meu gesto tresloucado.
  43. Tinha sido destruída por um terremoto.


(Disponível em: Cultura Genial – https://www.culturagenial.com/cronicas-engracadas-de-luis-fernando-verissimo-comentadas/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa na qual a palavra “que” tenha sido empregada como pronome relativo.

Alternativas
Q2671048 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Aviãozinho


Por Luís Fernando Verissimo


  1. A estratégia do falso aviãozinho que todas as mães do mundo ― literalmente: todas ―
  2. usam para convencer o bebê a comer sua papinha e é tão antiga quanto o próprio avião, não
  3. tem nenhuma lógica. Para começar, é pouco provável que um bebê na idade de comer papinha
  4. sequer saiba o que é um avião. A mãe fazer o ruído do motor enquanto aproxima o
  5. pseudoaviãozinho da sua boca não ajuda em nada, o bebê também não sabe como é barulho de
  6. avião. Para ele, aquilo é apenas outro barulho de mãe.
  7. Em segundo lugar, não há qualquer razão para um bebê aceitar papinha de um avião que
  8. não aceitaria de uma colher. No seu universo, avião e colher é a mesma coisa. Navio e colher é
  9. a mesma coisa. Se o bebê, por um fenômeno de precocidade, se desse conta do surrealismo da
  10. cena ― "Abre a boquinha que lá vai o aviãozinho"?! ― isso seria mais causa para espanto do
  11. que para abrir a boca. Quem quer comer papinha com um avião se aproximando da sua boca,
  12. fazendo barulho?
  13. Pensando bem, nossa infância era cheia de surrealismo inconsciente, de ameaças e
  14. sentenças que só não nos paralisavam de medo ou perplexidade porque não pensávamos muito
  15. a respeito. Não me lembro de ficar muito impressionado com a informação de que eu só não
  16. perdia a cabeça porque ela estava presa no corpo, por exemplo. Hoje, sim, penso naquela terrível
  17. possível consequência da minha distração ― ir embora e deixar a cabeça em algum lugar! Ou,
  18. já que o cérebro estava na cabeça, pelo menos a maior parte, me dar conta de que meu corpo
  19. tinha me esquecido. Sem poder gritar, sem poder sequer assoviar, já que os pulmões tinham ido
  20. junto. Uma cabeça abandonada no mundo, incapaz de sequer se alimentar.
  21. A não ser, claro, que um aviãozinho surgisse, misteriosamente, do passado, carregado
  22. de papinha, para me salvar. Pulseira dourada Mais lembranças inúteis. Tinha eu meus 7 anos...
  23. Se você quiser parar por aqui, tudo bem. Não, não, nenhum constrangimento. Vá ler o resto do
  24. jornal, aqui você só estaria perdendo tempo. O que é isso? Eu entendo. Numa boa. Eu mesmo
  25. só fico porque preciso botar o ponto final. Mas tinha eu meus 7 anos e morávamos em Los
  26. Angeles. Meu pai lecionava na UCLA, eu e minha irmã frequentávamos uma escola perto de casa.
  27. E me apaixonei por uma menina da escola. Uma daquelas paixões dos 7 anos, terrível e, no meu
  28. caso, secreta e silenciosa. Os donos da casa que alugávamos tinham deixado uma bijuteria mal
  29. escondida atrás de uns livros, numa prateleira da sala. Uma pulseira dourada dentro de uma
  30. caixa. Um dia, tomei a decisão. Meu amor justificava tudo, até o crime. Peguei a pulseira e a
  31. levei, escondida, para a escola. Na saída, entreguei a caixa para ___ menina ― e saí correndo.
  32. Em casa nunca deram falta da pulseira. A menina nunca disse nada sobre o presente. Eu,
  33. obviamente, nunca mencionei o fato para ninguém, muito menos para a menina ― com quem,
  34. aliás, nunca troquei nem um tímido "hello". A história termina aqui. Eu avisei que você ia perder
  35. tempo. Mas ___ vezes penso naquela pulseira e imagino coisas. Chegar, um dia, nos Estados
  36. Unidos e alguém da imigração americana consultar um computador e dizer "Há a questão de
  37. certa pulseira dourada na Califórnia, Mr. Verissimo...". Estar assistindo ___ entrevista de alguma
  38. atriz famosa na TV e ela contar que um dia, quando tinha 7 anos, um garoto estranho lhe
  39. entregara uma pulseira e saíra correndo, e mostrar a pulseira dourada, que lhe dera sorte, que
  40. era responsável pelo seu sucesso, e que ela nunca pudera agradecer... Pelo menos minha vida
  41. de crimes acabou ali. Post scriptum tipo nada a ver com nada. Muitos anos depois visitei o bairro
  42. em que morávamos em Los Angeles e fui procurar a escola, palco do meu gesto tresloucado.
  43. Tinha sido destruída por um terremoto.


(Disponível em: Cultura Genial – https://www.culturagenial.com/cronicas-engracadas-de-luis-fernando-verissimo-comentadas/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando-se o emprego dos sinais de pontuação, analise as assertivas a seguir e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.


( ) Na linha 10, o uso das aspas deve-se à transcrição de trecho em discurso direto.

( ) Na linha 17, o travessão não poderia ser substituído por dois pontos, pois isso acarretaria erro gramatical ao período.

( ) Na linha 19, a primeira ocorrência de vírgula indica a separação de orações coordenadas.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Alternativas
Q2671047 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Aviãozinho


Por Luís Fernando Verissimo


  1. A estratégia do falso aviãozinho que todas as mães do mundo ― literalmente: todas ―
  2. usam para convencer o bebê a comer sua papinha e é tão antiga quanto o próprio avião, não
  3. tem nenhuma lógica. Para começar, é pouco provável que um bebê na idade de comer papinha
  4. sequer saiba o que é um avião. A mãe fazer o ruído do motor enquanto aproxima o
  5. pseudoaviãozinho da sua boca não ajuda em nada, o bebê também não sabe como é barulho de
  6. avião. Para ele, aquilo é apenas outro barulho de mãe.
  7. Em segundo lugar, não há qualquer razão para um bebê aceitar papinha de um avião que
  8. não aceitaria de uma colher. No seu universo, avião e colher é a mesma coisa. Navio e colher é
  9. a mesma coisa. Se o bebê, por um fenômeno de precocidade, se desse conta do surrealismo da
  10. cena ― "Abre a boquinha que lá vai o aviãozinho"?! ― isso seria mais causa para espanto do
  11. que para abrir a boca. Quem quer comer papinha com um avião se aproximando da sua boca,
  12. fazendo barulho?
  13. Pensando bem, nossa infância era cheia de surrealismo inconsciente, de ameaças e
  14. sentenças que só não nos paralisavam de medo ou perplexidade porque não pensávamos muito
  15. a respeito. Não me lembro de ficar muito impressionado com a informação de que eu só não
  16. perdia a cabeça porque ela estava presa no corpo, por exemplo. Hoje, sim, penso naquela terrível
  17. possível consequência da minha distração ― ir embora e deixar a cabeça em algum lugar! Ou,
  18. já que o cérebro estava na cabeça, pelo menos a maior parte, me dar conta de que meu corpo
  19. tinha me esquecido. Sem poder gritar, sem poder sequer assoviar, já que os pulmões tinham ido
  20. junto. Uma cabeça abandonada no mundo, incapaz de sequer se alimentar.
  21. A não ser, claro, que um aviãozinho surgisse, misteriosamente, do passado, carregado
  22. de papinha, para me salvar. Pulseira dourada Mais lembranças inúteis. Tinha eu meus 7 anos...
  23. Se você quiser parar por aqui, tudo bem. Não, não, nenhum constrangimento. Vá ler o resto do
  24. jornal, aqui você só estaria perdendo tempo. O que é isso? Eu entendo. Numa boa. Eu mesmo
  25. só fico porque preciso botar o ponto final. Mas tinha eu meus 7 anos e morávamos em Los
  26. Angeles. Meu pai lecionava na UCLA, eu e minha irmã frequentávamos uma escola perto de casa.
  27. E me apaixonei por uma menina da escola. Uma daquelas paixões dos 7 anos, terrível e, no meu
  28. caso, secreta e silenciosa. Os donos da casa que alugávamos tinham deixado uma bijuteria mal
  29. escondida atrás de uns livros, numa prateleira da sala. Uma pulseira dourada dentro de uma
  30. caixa. Um dia, tomei a decisão. Meu amor justificava tudo, até o crime. Peguei a pulseira e a
  31. levei, escondida, para a escola. Na saída, entreguei a caixa para ___ menina ― e saí correndo.
  32. Em casa nunca deram falta da pulseira. A menina nunca disse nada sobre o presente. Eu,
  33. obviamente, nunca mencionei o fato para ninguém, muito menos para a menina ― com quem,
  34. aliás, nunca troquei nem um tímido "hello". A história termina aqui. Eu avisei que você ia perder
  35. tempo. Mas ___ vezes penso naquela pulseira e imagino coisas. Chegar, um dia, nos Estados
  36. Unidos e alguém da imigração americana consultar um computador e dizer "Há a questão de
  37. certa pulseira dourada na Califórnia, Mr. Verissimo...". Estar assistindo ___ entrevista de alguma
  38. atriz famosa na TV e ela contar que um dia, quando tinha 7 anos, um garoto estranho lhe
  39. entregara uma pulseira e saíra correndo, e mostrar a pulseira dourada, que lhe dera sorte, que
  40. era responsável pelo seu sucesso, e que ela nunca pudera agradecer... Pelo menos minha vida
  41. de crimes acabou ali. Post scriptum tipo nada a ver com nada. Muitos anos depois visitei o bairro
  42. em que morávamos em Los Angeles e fui procurar a escola, palco do meu gesto tresloucado.
  43. Tinha sido destruída por um terremoto.


(Disponível em: Cultura Genial – https://www.culturagenial.com/cronicas-engracadas-de-luis-fernando-verissimo-comentadas/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que indica a correta transposição do trecho a seguir para a voz passiva: “Os donos da casa que alugávamos tinham deixado uma bijuteria mal escondida atrás de uns livros”.

Alternativas
Q2671046 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Aviãozinho


Por Luís Fernando Verissimo


  1. A estratégia do falso aviãozinho que todas as mães do mundo ― literalmente: todas ―
  2. usam para convencer o bebê a comer sua papinha e é tão antiga quanto o próprio avião, não
  3. tem nenhuma lógica. Para começar, é pouco provável que um bebê na idade de comer papinha
  4. sequer saiba o que é um avião. A mãe fazer o ruído do motor enquanto aproxima o
  5. pseudoaviãozinho da sua boca não ajuda em nada, o bebê também não sabe como é barulho de
  6. avião. Para ele, aquilo é apenas outro barulho de mãe.
  7. Em segundo lugar, não há qualquer razão para um bebê aceitar papinha de um avião que
  8. não aceitaria de uma colher. No seu universo, avião e colher é a mesma coisa. Navio e colher é
  9. a mesma coisa. Se o bebê, por um fenômeno de precocidade, se desse conta do surrealismo da
  10. cena ― "Abre a boquinha que lá vai o aviãozinho"?! ― isso seria mais causa para espanto do
  11. que para abrir a boca. Quem quer comer papinha com um avião se aproximando da sua boca,
  12. fazendo barulho?
  13. Pensando bem, nossa infância era cheia de surrealismo inconsciente, de ameaças e
  14. sentenças que só não nos paralisavam de medo ou perplexidade porque não pensávamos muito
  15. a respeito. Não me lembro de ficar muito impressionado com a informação de que eu só não
  16. perdia a cabeça porque ela estava presa no corpo, por exemplo. Hoje, sim, penso naquela terrível
  17. possível consequência da minha distração ― ir embora e deixar a cabeça em algum lugar! Ou,
  18. já que o cérebro estava na cabeça, pelo menos a maior parte, me dar conta de que meu corpo
  19. tinha me esquecido. Sem poder gritar, sem poder sequer assoviar, já que os pulmões tinham ido
  20. junto. Uma cabeça abandonada no mundo, incapaz de sequer se alimentar.
  21. A não ser, claro, que um aviãozinho surgisse, misteriosamente, do passado, carregado
  22. de papinha, para me salvar. Pulseira dourada Mais lembranças inúteis. Tinha eu meus 7 anos...
  23. Se você quiser parar por aqui, tudo bem. Não, não, nenhum constrangimento. Vá ler o resto do
  24. jornal, aqui você só estaria perdendo tempo. O que é isso? Eu entendo. Numa boa. Eu mesmo
  25. só fico porque preciso botar o ponto final. Mas tinha eu meus 7 anos e morávamos em Los
  26. Angeles. Meu pai lecionava na UCLA, eu e minha irmã frequentávamos uma escola perto de casa.
  27. E me apaixonei por uma menina da escola. Uma daquelas paixões dos 7 anos, terrível e, no meu
  28. caso, secreta e silenciosa. Os donos da casa que alugávamos tinham deixado uma bijuteria mal
  29. escondida atrás de uns livros, numa prateleira da sala. Uma pulseira dourada dentro de uma
  30. caixa. Um dia, tomei a decisão. Meu amor justificava tudo, até o crime. Peguei a pulseira e a
  31. levei, escondida, para a escola. Na saída, entreguei a caixa para ___ menina ― e saí correndo.
  32. Em casa nunca deram falta da pulseira. A menina nunca disse nada sobre o presente. Eu,
  33. obviamente, nunca mencionei o fato para ninguém, muito menos para a menina ― com quem,
  34. aliás, nunca troquei nem um tímido "hello". A história termina aqui. Eu avisei que você ia perder
  35. tempo. Mas ___ vezes penso naquela pulseira e imagino coisas. Chegar, um dia, nos Estados
  36. Unidos e alguém da imigração americana consultar um computador e dizer "Há a questão de
  37. certa pulseira dourada na Califórnia, Mr. Verissimo...". Estar assistindo ___ entrevista de alguma
  38. atriz famosa na TV e ela contar que um dia, quando tinha 7 anos, um garoto estranho lhe
  39. entregara uma pulseira e saíra correndo, e mostrar a pulseira dourada, que lhe dera sorte, que
  40. era responsável pelo seu sucesso, e que ela nunca pudera agradecer... Pelo menos minha vida
  41. de crimes acabou ali. Post scriptum tipo nada a ver com nada. Muitos anos depois visitei o bairro
  42. em que morávamos em Los Angeles e fui procurar a escola, palco do meu gesto tresloucado.
  43. Tinha sido destruída por um terremoto.


(Disponível em: Cultura Genial – https://www.culturagenial.com/cronicas-engracadas-de-luis-fernando-verissimo-comentadas/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Analise as assertivas a seguir a respeito da palavra “constrangimento” (l. 23):


I. Trata-se de palavra paroxítona por sua acentuação tônica.

II. A palavra não apresenta dígrafos.

III. Um sinônimo possível para a palavra seria “embaraço”.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2671045 Português

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Aviãozinho


Por Luís Fernando Verissimo


  1. A estratégia do falso aviãozinho que todas as mães do mundo ― literalmente: todas ―
  2. usam para convencer o bebê a comer sua papinha e é tão antiga quanto o próprio avião, não
  3. tem nenhuma lógica. Para começar, é pouco provável que um bebê na idade de comer papinha
  4. sequer saiba o que é um avião. A mãe fazer o ruído do motor enquanto aproxima o
  5. pseudoaviãozinho da sua boca não ajuda em nada, o bebê também não sabe como é barulho de
  6. avião. Para ele, aquilo é apenas outro barulho de mãe.
  7. Em segundo lugar, não há qualquer razão para um bebê aceitar papinha de um avião que
  8. não aceitaria de uma colher. No seu universo, avião e colher é a mesma coisa. Navio e colher é
  9. a mesma coisa. Se o bebê, por um fenômeno de precocidade, se desse conta do surrealismo da
  10. cena ― "Abre a boquinha que lá vai o aviãozinho"?! ― isso seria mais causa para espanto do
  11. que para abrir a boca. Quem quer comer papinha com um avião se aproximando da sua boca,
  12. fazendo barulho?
  13. Pensando bem, nossa infância era cheia de surrealismo inconsciente, de ameaças e
  14. sentenças que só não nos paralisavam de medo ou perplexidade porque não pensávamos muito
  15. a respeito. Não me lembro de ficar muito impressionado com a informação de que eu só não
  16. perdia a cabeça porque ela estava presa no corpo, por exemplo. Hoje, sim, penso naquela terrível
  17. possível consequência da minha distração ― ir embora e deixar a cabeça em algum lugar! Ou,
  18. já que o cérebro estava na cabeça, pelo menos a maior parte, me dar conta de que meu corpo
  19. tinha me esquecido. Sem poder gritar, sem poder sequer assoviar, já que os pulmões tinham ido
  20. junto. Uma cabeça abandonada no mundo, incapaz de sequer se alimentar.
  21. A não ser, claro, que um aviãozinho surgisse, misteriosamente, do passado, carregado
  22. de papinha, para me salvar. Pulseira dourada Mais lembranças inúteis. Tinha eu meus 7 anos...
  23. Se você quiser parar por aqui, tudo bem. Não, não, nenhum constrangimento. Vá ler o resto do
  24. jornal, aqui você só estaria perdendo tempo. O que é isso? Eu entendo. Numa boa. Eu mesmo
  25. só fico porque preciso botar o ponto final. Mas tinha eu meus 7 anos e morávamos em Los
  26. Angeles. Meu pai lecionava na UCLA, eu e minha irmã frequentávamos uma escola perto de casa.
  27. E me apaixonei por uma menina da escola. Uma daquelas paixões dos 7 anos, terrível e, no meu
  28. caso, secreta e silenciosa. Os donos da casa que alugávamos tinham deixado uma bijuteria mal
  29. escondida atrás de uns livros, numa prateleira da sala. Uma pulseira dourada dentro de uma
  30. caixa. Um dia, tomei a decisão. Meu amor justificava tudo, até o crime. Peguei a pulseira e a
  31. levei, escondida, para a escola. Na saída, entreguei a caixa para ___ menina ― e saí correndo.
  32. Em casa nunca deram falta da pulseira. A menina nunca disse nada sobre o presente. Eu,
  33. obviamente, nunca mencionei o fato para ninguém, muito menos para a menina ― com quem,
  34. aliás, nunca troquei nem um tímido "hello". A história termina aqui. Eu avisei que você ia perder
  35. tempo. Mas ___ vezes penso naquela pulseira e imagino coisas. Chegar, um dia, nos Estados
  36. Unidos e alguém da imigração americana consultar um computador e dizer "Há a questão de
  37. certa pulseira dourada na Califórnia, Mr. Verissimo...". Estar assistindo ___ entrevista de alguma
  38. atriz famosa na TV e ela contar que um dia, quando tinha 7 anos, um garoto estranho lhe
  39. entregara uma pulseira e saíra correndo, e mostrar a pulseira dourada, que lhe dera sorte, que
  40. era responsável pelo seu sucesso, e que ela nunca pudera agradecer... Pelo menos minha vida
  41. de crimes acabou ali. Post scriptum tipo nada a ver com nada. Muitos anos depois visitei o bairro
  42. em que morávamos em Los Angeles e fui procurar a escola, palco do meu gesto tresloucado.
  43. Tinha sido destruída por um terremoto.


(Disponível em: Cultura Genial – https://www.culturagenial.com/cronicas-engracadas-de-luis-fernando-verissimo-comentadas/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta palavra que NÃO poderia substituir o vocábulo “perplexidade” (l. 14) por alterar de forma significativa o sentido original do texto.

Alternativas
Q2671044 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Aviãozinho


Por Luís Fernando Verissimo


  1. A estratégia do falso aviãozinho que todas as mães do mundo ― literalmente: todas ―
  2. usam para convencer o bebê a comer sua papinha e é tão antiga quanto o próprio avião, não
  3. tem nenhuma lógica. Para começar, é pouco provável que um bebê na idade de comer papinha
  4. sequer saiba o que é um avião. A mãe fazer o ruído do motor enquanto aproxima o
  5. pseudoaviãozinho da sua boca não ajuda em nada, o bebê também não sabe como é barulho de
  6. avião. Para ele, aquilo é apenas outro barulho de mãe.
  7. Em segundo lugar, não há qualquer razão para um bebê aceitar papinha de um avião que
  8. não aceitaria de uma colher. No seu universo, avião e colher é a mesma coisa. Navio e colher é
  9. a mesma coisa. Se o bebê, por um fenômeno de precocidade, se desse conta do surrealismo da
  10. cena ― "Abre a boquinha que lá vai o aviãozinho"?! ― isso seria mais causa para espanto do
  11. que para abrir a boca. Quem quer comer papinha com um avião se aproximando da sua boca,
  12. fazendo barulho?
  13. Pensando bem, nossa infância era cheia de surrealismo inconsciente, de ameaças e
  14. sentenças que só não nos paralisavam de medo ou perplexidade porque não pensávamos muito
  15. a respeito. Não me lembro de ficar muito impressionado com a informação de que eu só não
  16. perdia a cabeça porque ela estava presa no corpo, por exemplo. Hoje, sim, penso naquela terrível
  17. possível consequência da minha distração ― ir embora e deixar a cabeça em algum lugar! Ou,
  18. já que o cérebro estava na cabeça, pelo menos a maior parte, me dar conta de que meu corpo
  19. tinha me esquecido. Sem poder gritar, sem poder sequer assoviar, já que os pulmões tinham ido
  20. junto. Uma cabeça abandonada no mundo, incapaz de sequer se alimentar.
  21. A não ser, claro, que um aviãozinho surgisse, misteriosamente, do passado, carregado
  22. de papinha, para me salvar. Pulseira dourada Mais lembranças inúteis. Tinha eu meus 7 anos...
  23. Se você quiser parar por aqui, tudo bem. Não, não, nenhum constrangimento. Vá ler o resto do
  24. jornal, aqui você só estaria perdendo tempo. O que é isso? Eu entendo. Numa boa. Eu mesmo
  25. só fico porque preciso botar o ponto final. Mas tinha eu meus 7 anos e morávamos em Los
  26. Angeles. Meu pai lecionava na UCLA, eu e minha irmã frequentávamos uma escola perto de casa.
  27. E me apaixonei por uma menina da escola. Uma daquelas paixões dos 7 anos, terrível e, no meu
  28. caso, secreta e silenciosa. Os donos da casa que alugávamos tinham deixado uma bijuteria mal
  29. escondida atrás de uns livros, numa prateleira da sala. Uma pulseira dourada dentro de uma
  30. caixa. Um dia, tomei a decisão. Meu amor justificava tudo, até o crime. Peguei a pulseira e a
  31. levei, escondida, para a escola. Na saída, entreguei a caixa para ___ menina ― e saí correndo.
  32. Em casa nunca deram falta da pulseira. A menina nunca disse nada sobre o presente. Eu,
  33. obviamente, nunca mencionei o fato para ninguém, muito menos para a menina ― com quem,
  34. aliás, nunca troquei nem um tímido "hello". A história termina aqui. Eu avisei que você ia perder
  35. tempo. Mas ___ vezes penso naquela pulseira e imagino coisas. Chegar, um dia, nos Estados
  36. Unidos e alguém da imigração americana consultar um computador e dizer "Há a questão de
  37. certa pulseira dourada na Califórnia, Mr. Verissimo...". Estar assistindo ___ entrevista de alguma
  38. atriz famosa na TV e ela contar que um dia, quando tinha 7 anos, um garoto estranho lhe
  39. entregara uma pulseira e saíra correndo, e mostrar a pulseira dourada, que lhe dera sorte, que
  40. era responsável pelo seu sucesso, e que ela nunca pudera agradecer... Pelo menos minha vida
  41. de crimes acabou ali. Post scriptum tipo nada a ver com nada. Muitos anos depois visitei o bairro
  42. em que morávamos em Los Angeles e fui procurar a escola, palco do meu gesto tresloucado.
  43. Tinha sido destruída por um terremoto.


(Disponível em: Cultura Genial – https://www.culturagenial.com/cronicas-engracadas-de-luis-fernando-verissimo-comentadas/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas das linhas 31, 35 e 37.

Alternativas
Q2671043 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Aviãozinho


Por Luís Fernando Verissimo


  1. A estratégia do falso aviãozinho que todas as mães do mundo ― literalmente: todas ―
  2. usam para convencer o bebê a comer sua papinha e é tão antiga quanto o próprio avião, não
  3. tem nenhuma lógica. Para começar, é pouco provável que um bebê na idade de comer papinha
  4. sequer saiba o que é um avião. A mãe fazer o ruído do motor enquanto aproxima o
  5. pseudoaviãozinho da sua boca não ajuda em nada, o bebê também não sabe como é barulho de
  6. avião. Para ele, aquilo é apenas outro barulho de mãe.
  7. Em segundo lugar, não há qualquer razão para um bebê aceitar papinha de um avião que
  8. não aceitaria de uma colher. No seu universo, avião e colher é a mesma coisa. Navio e colher é
  9. a mesma coisa. Se o bebê, por um fenômeno de precocidade, se desse conta do surrealismo da
  10. cena ― "Abre a boquinha que lá vai o aviãozinho"?! ― isso seria mais causa para espanto do
  11. que para abrir a boca. Quem quer comer papinha com um avião se aproximando da sua boca,
  12. fazendo barulho?
  13. Pensando bem, nossa infância era cheia de surrealismo inconsciente, de ameaças e
  14. sentenças que só não nos paralisavam de medo ou perplexidade porque não pensávamos muito
  15. a respeito. Não me lembro de ficar muito impressionado com a informação de que eu só não
  16. perdia a cabeça porque ela estava presa no corpo, por exemplo. Hoje, sim, penso naquela terrível
  17. possível consequência da minha distração ― ir embora e deixar a cabeça em algum lugar! Ou,
  18. já que o cérebro estava na cabeça, pelo menos a maior parte, me dar conta de que meu corpo
  19. tinha me esquecido. Sem poder gritar, sem poder sequer assoviar, já que os pulmões tinham ido
  20. junto. Uma cabeça abandonada no mundo, incapaz de sequer se alimentar.
  21. A não ser, claro, que um aviãozinho surgisse, misteriosamente, do passado, carregado
  22. de papinha, para me salvar. Pulseira dourada Mais lembranças inúteis. Tinha eu meus 7 anos...
  23. Se você quiser parar por aqui, tudo bem. Não, não, nenhum constrangimento. Vá ler o resto do
  24. jornal, aqui você só estaria perdendo tempo. O que é isso? Eu entendo. Numa boa. Eu mesmo
  25. só fico porque preciso botar o ponto final. Mas tinha eu meus 7 anos e morávamos em Los
  26. Angeles. Meu pai lecionava na UCLA, eu e minha irmã frequentávamos uma escola perto de casa.
  27. E me apaixonei por uma menina da escola. Uma daquelas paixões dos 7 anos, terrível e, no meu
  28. caso, secreta e silenciosa. Os donos da casa que alugávamos tinham deixado uma bijuteria mal
  29. escondida atrás de uns livros, numa prateleira da sala. Uma pulseira dourada dentro de uma
  30. caixa. Um dia, tomei a decisão. Meu amor justificava tudo, até o crime. Peguei a pulseira e a
  31. levei, escondida, para a escola. Na saída, entreguei a caixa para ___ menina ― e saí correndo.
  32. Em casa nunca deram falta da pulseira. A menina nunca disse nada sobre o presente. Eu,
  33. obviamente, nunca mencionei o fato para ninguém, muito menos para a menina ― com quem,
  34. aliás, nunca troquei nem um tímido "hello". A história termina aqui. Eu avisei que você ia perder
  35. tempo. Mas ___ vezes penso naquela pulseira e imagino coisas. Chegar, um dia, nos Estados
  36. Unidos e alguém da imigração americana consultar um computador e dizer "Há a questão de
  37. certa pulseira dourada na Califórnia, Mr. Verissimo...". Estar assistindo ___ entrevista de alguma
  38. atriz famosa na TV e ela contar que um dia, quando tinha 7 anos, um garoto estranho lhe
  39. entregara uma pulseira e saíra correndo, e mostrar a pulseira dourada, que lhe dera sorte, que
  40. era responsável pelo seu sucesso, e que ela nunca pudera agradecer... Pelo menos minha vida
  41. de crimes acabou ali. Post scriptum tipo nada a ver com nada. Muitos anos depois visitei o bairro
  42. em que morávamos em Los Angeles e fui procurar a escola, palco do meu gesto tresloucado.
  43. Tinha sido destruída por um terremoto.


(Disponível em: Cultura Genial – https://www.culturagenial.com/cronicas-engracadas-de-luis-fernando-verissimo-comentadas/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Leia a tirinha a seguir:


Imagem associada para resolução da questão


Fonte: https://kikacastro.com.br/2017/05/08/crianca-nao-namora/


Analise as assertivas a seguir sobre a tirinha e o texto apresentado anteriormente e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.


( ) Pode-se dizer que tanto o menino do texto de Veríssimo quanto Armandinho apresentam-se interessados pelos relacionamentos amorosos desde cedo.

( ) O menino do texto teve uma atitude audaciosa movido pela paixão infantil, ao passo que Armandinho mostra-se distante desses interesses.

( ) Tanto Armandinho quanto o menino do texto de Veríssimo percebem que há alguém interessado neles, a senhora que conversa com Armandinho e a menina da escola do garoto do texto, respectivamente.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Alternativas
Q2671042 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Aviãozinho


Por Luís Fernando Verissimo


  1. A estratégia do falso aviãozinho que todas as mães do mundo ― literalmente: todas ―
  2. usam para convencer o bebê a comer sua papinha e é tão antiga quanto o próprio avião, não
  3. tem nenhuma lógica. Para começar, é pouco provável que um bebê na idade de comer papinha
  4. sequer saiba o que é um avião. A mãe fazer o ruído do motor enquanto aproxima o
  5. pseudoaviãozinho da sua boca não ajuda em nada, o bebê também não sabe como é barulho de
  6. avião. Para ele, aquilo é apenas outro barulho de mãe.
  7. Em segundo lugar, não há qualquer razão para um bebê aceitar papinha de um avião que
  8. não aceitaria de uma colher. No seu universo, avião e colher é a mesma coisa. Navio e colher é
  9. a mesma coisa. Se o bebê, por um fenômeno de precocidade, se desse conta do surrealismo da
  10. cena ― "Abre a boquinha que lá vai o aviãozinho"?! ― isso seria mais causa para espanto do
  11. que para abrir a boca. Quem quer comer papinha com um avião se aproximando da sua boca,
  12. fazendo barulho?
  13. Pensando bem, nossa infância era cheia de surrealismo inconsciente, de ameaças e
  14. sentenças que só não nos paralisavam de medo ou perplexidade porque não pensávamos muito
  15. a respeito. Não me lembro de ficar muito impressionado com a informação de que eu só não
  16. perdia a cabeça porque ela estava presa no corpo, por exemplo. Hoje, sim, penso naquela terrível
  17. possível consequência da minha distração ― ir embora e deixar a cabeça em algum lugar! Ou,
  18. já que o cérebro estava na cabeça, pelo menos a maior parte, me dar conta de que meu corpo
  19. tinha me esquecido. Sem poder gritar, sem poder sequer assoviar, já que os pulmões tinham ido
  20. junto. Uma cabeça abandonada no mundo, incapaz de sequer se alimentar.
  21. A não ser, claro, que um aviãozinho surgisse, misteriosamente, do passado, carregado
  22. de papinha, para me salvar. Pulseira dourada Mais lembranças inúteis. Tinha eu meus 7 anos...
  23. Se você quiser parar por aqui, tudo bem. Não, não, nenhum constrangimento. Vá ler o resto do
  24. jornal, aqui você só estaria perdendo tempo. O que é isso? Eu entendo. Numa boa. Eu mesmo
  25. só fico porque preciso botar o ponto final. Mas tinha eu meus 7 anos e morávamos em Los
  26. Angeles. Meu pai lecionava na UCLA, eu e minha irmã frequentávamos uma escola perto de casa.
  27. E me apaixonei por uma menina da escola. Uma daquelas paixões dos 7 anos, terrível e, no meu
  28. caso, secreta e silenciosa. Os donos da casa que alugávamos tinham deixado uma bijuteria mal
  29. escondida atrás de uns livros, numa prateleira da sala. Uma pulseira dourada dentro de uma
  30. caixa. Um dia, tomei a decisão. Meu amor justificava tudo, até o crime. Peguei a pulseira e a
  31. levei, escondida, para a escola. Na saída, entreguei a caixa para ___ menina ― e saí correndo.
  32. Em casa nunca deram falta da pulseira. A menina nunca disse nada sobre o presente. Eu,
  33. obviamente, nunca mencionei o fato para ninguém, muito menos para a menina ― com quem,
  34. aliás, nunca troquei nem um tímido "hello". A história termina aqui. Eu avisei que você ia perder
  35. tempo. Mas ___ vezes penso naquela pulseira e imagino coisas. Chegar, um dia, nos Estados
  36. Unidos e alguém da imigração americana consultar um computador e dizer "Há a questão de
  37. certa pulseira dourada na Califórnia, Mr. Verissimo...". Estar assistindo ___ entrevista de alguma
  38. atriz famosa na TV e ela contar que um dia, quando tinha 7 anos, um garoto estranho lhe
  39. entregara uma pulseira e saíra correndo, e mostrar a pulseira dourada, que lhe dera sorte, que
  40. era responsável pelo seu sucesso, e que ela nunca pudera agradecer... Pelo menos minha vida
  41. de crimes acabou ali. Post scriptum tipo nada a ver com nada. Muitos anos depois visitei o bairro
  42. em que morávamos em Los Angeles e fui procurar a escola, palco do meu gesto tresloucado.
  43. Tinha sido destruída por um terremoto.


(Disponível em: Cultura Genial – https://www.culturagenial.com/cronicas-engracadas-de-luis-fernando-verissimo-comentadas/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:


I. Segundo o autor, a estratégia do aviãozinho não faz sentido, pois bebês não fazem ideia do que seja um avião.

II. O autor se lembra de ter sempre sentido um medo terrível de ver sua cabeça separada do corpo.

III. O autor entregou a pulseira para uma menina que hoje é famosa e que usa a bijuteria como seu amuleto da sorte.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2671011 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Aviãozinho


Por Luís Fernando Verissimo


  1. A estratégia do falso aviãozinho que todas as mães do mundo ― literalmente: todas ―
  2. usam para convencer o bebê a comer sua papinha e é tão antiga quanto o próprio avião, não
  3. tem nenhuma lógica. Para começar, é pouco provável que um bebê na idade de comer papinha
  4. sequer saiba o que é um avião. A mãe fazer o ruído do motor enquanto aproxima o
  5. pseudoaviãozinho da sua boca não ajuda em nada, o bebê também não sabe como é barulho de
  6. avião. Para ele, aquilo é apenas outro barulho de mãe.
  7. Em segundo lugar, não há qualquer razão para um bebê aceitar papinha de um avião que
  8. não aceitaria de uma colher. No seu universo, avião e colher é a mesma coisa. Navio e colher é
  9. a mesma coisa. Se o bebê, por um fenômeno de precocidade, se desse conta do surrealismo da
  10. cena ― "Abre a boquinha que lá vai o aviãozinho"?! ― isso seria mais causa para espanto do
  11. que para abrir a boca. Quem quer comer papinha com um avião se aproximando da sua boca,
  12. fazendo barulho?
  13. Pensando bem, nossa infância era cheia de surrealismo inconsciente, de ameaças e
  14. sentenças que só não nos paralisavam de medo ou perplexidade porque não pensávamos muito
  15. a respeito. Não me lembro de ficar muito impressionado com a informação de que eu só não
  16. perdia a cabeça porque ela estava presa no corpo, por exemplo. Hoje, sim, penso naquela terrível
  17. possível consequência da minha distração ― ir embora e deixar a cabeça em algum lugar! Ou,
  18. já que o cérebro estava na cabeça, pelo menos a maior parte, me dar conta de que meu corpo
  19. tinha me esquecido. Sem poder gritar, sem poder sequer assoviar, já que os pulmões tinham ido
  20. junto. Uma cabeça abandonada no mundo, incapaz de sequer se alimentar.
  21. A não ser, claro, que um aviãozinho surgisse, misteriosamente, do passado, carregado
  22. de papinha, para me salvar. Pulseira dourada Mais lembranças inúteis. Tinha eu meus 7 anos...
  23. Se você quiser parar por aqui, tudo bem. Não, não, nenhum constrangimento. Vá ler o resto do
  24. jornal, aqui você só estaria perdendo tempo. O que é isso? Eu entendo. Numa boa. Eu mesmo
  25. só fico porque preciso botar o ponto final. Mas tinha eu meus 7 anos e morávamos em Los
  26. Angeles. Meu pai lecionava na UCLA, eu e minha irmã frequentávamos uma escola perto de casa.
  27. E me apaixonei por uma menina da escola. Uma daquelas paixões dos 7 anos, terrível e, no meu
  28. caso, secreta e silenciosa. Os donos da casa que alugávamos tinham deixado uma bijuteria mal
  29. escondida atrás de uns livros, numa prateleira da sala. Uma pulseira dourada dentro de uma
  30. caixa. Um dia, tomei a decisão. Meu amor justificava tudo, até o crime. Peguei a pulseira e a
  31. levei, escondida, para a escola. Na saída, entreguei a caixa para ___ menina ― e saí correndo.
  32. Em casa nunca deram falta da pulseira. A menina nunca disse nada sobre o presente. Eu,
  33. obviamente, nunca mencionei o fato para ninguém, muito menos para a menina ― com quem,
  34. aliás, nunca troquei nem um tímido "hello". A história termina aqui. Eu avisei que você ia perder
  35. tempo. Mas ___ vezes penso naquela pulseira e imagino coisas. Chegar, um dia, nos Estados
  36. Unidos e alguém da imigração americana consultar um computador e dizer "Há a questão de
  37. certa pulseira dourada na Califórnia, Mr. Verissimo...". Estar assistindo ___ entrevista de alguma
  38. atriz famosa na TV e ela contar que um dia, quando tinha 7 anos, um garoto estranho lhe
  39. entregara uma pulseira e saíra correndo, e mostrar a pulseira dourada, que lhe dera sorte, que
  40. era responsável pelo seu sucesso, e que ela nunca pudera agradecer... Pelo menos minha vida
  41. de crimes acabou ali. Post scriptum tipo nada a ver com nada. Muitos anos depois visitei o bairro
  42. em que morávamos em Los Angeles e fui procurar a escola, palco do meu gesto tresloucado.
  43. Tinha sido destruída por um terremoto.


(Disponível em: Cultura Genial – https://www.culturagenial.com/cronicas-engracadas-de-luis-fernando-verissimo-comentadas/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que NÃO indica uma informação verdadeira de acordo com Luís Fernando Veríssimo em seu texto “Aviãozinho”.

Alternativas
Q2572293 Contabilidade Geral
As contas contábeis são classificadas em patrimoniais e de resultado. Com base nessa afirmação, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q2572292 Contabilidade Geral

A empresa fictícia RRM apresenta abaixo os saldos da razão contábil:



• Caixa R$ 1.000

• Fornecedores R$ 500

• Adiantamento de Clientes R$ 600

• Banco R$ 150

• Cliente R$ 850

• Salários a Pagar R$ 2.990

• Adiantamento a Fornecedores R$ 250

• Estoque R$ 500

• Imobilizado R$ 990

• Patrimônio Líquido R$ 2.000



Assinale a alternativa correta a partir da elaboração do balancete de verificação.

Alternativas
Q2572291 Contabilidade Geral
Em uma loja de calçados, houve uma venda a prazo (30 dias), no valor de R$ 1.650,00. Assinale a alternativa que corresponde corretamente aos lançamentos da venda e o seu recebimento. 
Alternativas
Q2572290 Contabilidade Geral
A empresa fictícia BGR, especializada na venda de materiais de construção, comprou 1.500 unidades de lixa, no valor de R$ 4.500, e já tinha, em estoque, 800 unidades da mesma mercadoria. Após o abastecimento de seu estoque, vendeu 1.980 unidades de lixa para um grande cliente. A partir das informações acima, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2572289 Contabilidade Geral
A contabilidade salvaguarda o patrimônio de uma entidade. A classificação das contas contábeis é essencial para que as informações sejam registradas fidedignamente, sendo meio para tomadas de decisões e garantindo a continuidade da empresa. Assinale a alternativa INCORRETA sobre esse assunto.
Alternativas
Q2572288 Direito Administrativo
Relativamente às modalidades de licitação e suas descrições, relacione a Coluna 1 à Coluna 2.

Coluna 1
1. Concorrência. 2. Tomada de Preços. 3. Convite. 4. Concurso. 5. Leilão.

Coluna 2
( ) É a modalidade para a escolha de trabalho técnico, científico ou artístico, cujo edital é publicado na imprensa oficial com antecedência de 45 dias.

( ) Possui ampla publicidade e os interessados já devem estar cadastrados.

( ) É a modalidade de licitação que visa à venda de bens móveis e produtos legalmente apreendidos ou penhorados.

( ) Na fase inicial da licitação, os interessados comprovam que possuem os requisitos mínimos estabelecidos em edital.

( ) É a modalidade na qual os candidatos apresentarão interesse com antecedência de até 24 horas da apresentação das propostas.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q2572287 Direito Administrativo
A Lei nº 11.079/2004 trata das parcerias público-privadas, estabelecendo normas acerca da licitação e contratação. Nesse sentido, analise as assertivas abaixo:

I. A parceria público-privada é um contrato patrocinado de concessão, na modalidade administrativa.
II. É vedado o contrato de parceria público-privada, cuja prestação seja inferior a cinco anos.
III. A contraprestação da Administração Pública não poderá ser feita por ordem bancária.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q2572286 Contabilidade Pública
Acerca dos princípios que norteiam a Administração Pública, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q2572285 Contabilidade Pública
O empenho consiste em formalizar através da _______ de empenho, que a despesa foi _______, e que poderá ser encaminhado para ________, após comprovação da existência _______ pelo ______.

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
Alternativas
Q2572284 Contabilidade Pública
Entre as Demonstrações Contábeis do setor público, há os balanços patrimonial, orçamentário e financeiro. Analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) O balanço orçamentário é fundamentado pela Lei do Orçamento Anual, que autoriza o quanto poderá ser gasto e que prevê a receita a ser arrecadada.

( ) O passivo financeiro é demonstrado no balanço financeiro e representa as dívidas fundadas e que independem de autorização.

( ) A alienação de bens é classificada como receita de capital.

( ) Gasto com obras públicas e juros da dívida pública compreendem, respectivamente, as despesas com capital e despesas correntes.

( ) As despesas de capital são dotadas para a manutenção dos serviços públicos.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Respostas
8921: E
8922: C
8923: B
8924: A
8925: D
8926: D
8927: C
8928: E
8929: A
8930: B
8931: A
8932: B
8933: B
8934: C
8935: A
8936: A
8937: B
8938: E
8939: D
8940: A