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Para professor - pedagogia
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Comunicação em Tempos de Crise
Em momentos de turbulência, com um cenário econômico e político em completa desordem, é nítida a movimentação das empresas para encontrar soluções que reduzam os impactos da crise. O caminho mais comum é concentrar os esforços em vendas, com foco em ações que trazem resultados no curto prazo. No entanto, talvez somente este movimento não seja suficiente para atravessar um período turbulento sem grandes prejuízos para o negócio. E este é um enorme desafio. Mas então, como passar por isso sem descuidar da imagem e da reputação da organização, que são as bases de sustentação do negócio no médio e longo prazos?
Um dos casos mais comentados nas redes sociais e na mídia nas últimas semanas tornou pública a abordagem de alguns atendentes de uma operadora brasileira de tevê por assinatura. O Whatsapp de diversos clientes foi invadido com mensagens abusivas e colocaram em xeque o cuidado da empresa com dados sigilosos. Uma conduta equivocada e infeliz - para dizer o mínimo - de funcionários que falam em nome da marca. Outro assunto que viralizou na internet denunciou a conduta de uma atendente de uma famosa rede mundial de cafeterias, em Nova York, que gritou com uma consumidora por causa de um canudo. Vejam: o que poderiam ser atitudes “isoladas” de funcionários, se tornaram grandes problemas para a reputação das marcas. Isso porque atitudes de quem representa uma marca nunca estão descoladas dela. É tudo uma coisa só.
Casos como esses, cada vez mais comuns, são provas de que problemas de posicionamento da marca (sim, da marca!!) deixam dúvidas sobre o discurso da companhia e abalam a sua credibilidade perante os stakeholders*. Desde o conteúdo da resposta (ou a falta de resposta) ao problema ocorrido, a postura comercial, a política de proteção de dados sigilosos e até as práticas de RH são questionadas por milhões de pessoas entre eles, os consumidores do produto ou serviço que as marcas em questão oferecem.
São as pessoas, afinal, que têm a responsabilidade de zelar pela imagem e construir a reputação de uma marca. São elas também, que, por alguma razão, podem destruí-la. Neste caso, como fazer com que, em momentos de crise, o relacionamento com o público interno seja o principal recurso para evitar os riscos para a imagem? Como as organizações cuidam para que empregados, muitos dos quais em seu primeiro emprego, projetem adequadamente a imagem da organização? De que forma os gestores podem implementar ações para que o diálogo com clientes seja produtivo, em vez de somente impor barreiras “no sistema” de atendimento?
As respostas para estas perguntas não são simples. Porém, afirmo que a estratégia mais adequada é aquela que promove o equilíbrio entre os esforços comerciais (muito importantes em momentos de crise) e as atitudes internas de respeito pela marca e pela reputação da empresa. A adesão a estes valores por parte do público interno é possível por meio de um programa de comunicação interna permanente e sistemático, associado diretamente à estratégia principal da organização, e que tenha nos gestores seu principal aliado. Um programa de comunicação interna eficaz, que privilegia o diálogo interno e a transparência, tem o poder de gerar coerência no posicionamento que a organização projeta externamente. Essa talvez seja uma das práticas mais inteligentes para implementar em momentos de crise: ouvir as equipes, colocá-las no centro da discussão sobre a importância das suas ações para a reputação da marca e manutenção dos negócios. Antes que uma atitude incorreta de um funcionário vire uma crise de imagem, aproveite o momento para avaliar se o seu discurso está refletido nos contatos dos seus colaboradores com todos os stakeholders.
CECATTO, Denise Revelk. Jornal Gazeta do Povo. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/comunicacao-em-tempos-de-crise-7owyx8yzcweftuowzhomw2256/ Copyright © 2019, Gazeta do Povo. Acesso em: 25 out de 2019
*stakeholders: investidores
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Comunicação em Tempos de Crise
Em momentos de turbulência, com um cenário econômico e político em completa desordem, é nítida a movimentação das empresas para encontrar soluções que reduzam os impactos da crise. O caminho mais comum é concentrar os esforços em vendas, com foco em ações que trazem resultados no curto prazo. No entanto, talvez somente este movimento não seja suficiente para atravessar um período turbulento sem grandes prejuízos para o negócio. E este é um enorme desafio. Mas então, como passar por isso sem descuidar da imagem e da reputação da organização, que são as bases de sustentação do negócio no médio e longo prazos?
Um dos casos mais comentados nas redes sociais e na mídia nas últimas semanas tornou pública a abordagem de alguns atendentes de uma operadora brasileira de tevê por assinatura. O Whatsapp de diversos clientes foi invadido com mensagens abusivas e colocaram em xeque o cuidado da empresa com dados sigilosos. Uma conduta equivocada e infeliz - para dizer o mínimo - de funcionários que falam em nome da marca. Outro assunto que viralizou na internet denunciou a conduta de uma atendente de uma famosa rede mundial de cafeterias, em Nova York, que gritou com uma consumidora por causa de um canudo. Vejam: o que poderiam ser atitudes “isoladas” de funcionários, se tornaram grandes problemas para a reputação das marcas. Isso porque atitudes de quem representa uma marca nunca estão descoladas dela. É tudo uma coisa só.
Casos como esses, cada vez mais comuns, são provas de que problemas de posicionamento da marca (sim, da marca!!) deixam dúvidas sobre o discurso da companhia e abalam a sua credibilidade perante os stakeholders*. Desde o conteúdo da resposta (ou a falta de resposta) ao problema ocorrido, a postura comercial, a política de proteção de dados sigilosos e até as práticas de RH são questionadas por milhões de pessoas entre eles, os consumidores do produto ou serviço que as marcas em questão oferecem.
São as pessoas, afinal, que têm a responsabilidade de zelar pela imagem e construir a reputação de uma marca. São elas também, que, por alguma razão, podem destruí-la. Neste caso, como fazer com que, em momentos de crise, o relacionamento com o público interno seja o principal recurso para evitar os riscos para a imagem? Como as organizações cuidam para que empregados, muitos dos quais em seu primeiro emprego, projetem adequadamente a imagem da organização? De que forma os gestores podem implementar ações para que o diálogo com clientes seja produtivo, em vez de somente impor barreiras “no sistema” de atendimento?
As respostas para estas perguntas não são simples. Porém, afirmo que a estratégia mais adequada é aquela que promove o equilíbrio entre os esforços comerciais (muito importantes em momentos de crise) e as atitudes internas de respeito pela marca e pela reputação da empresa. A adesão a estes valores por parte do público interno é possível por meio de um programa de comunicação interna permanente e sistemático, associado diretamente à estratégia principal da organização, e que tenha nos gestores seu principal aliado. Um programa de comunicação interna eficaz, que privilegia o diálogo interno e a transparência, tem o poder de gerar coerência no posicionamento que a organização projeta externamente. Essa talvez seja uma das práticas mais inteligentes para implementar em momentos de crise: ouvir as equipes, colocá-las no centro da discussão sobre a importância das suas ações para a reputação da marca e manutenção dos negócios. Antes que uma atitude incorreta de um funcionário vire uma crise de imagem, aproveite o momento para avaliar se o seu discurso está refletido nos contatos dos seus colaboradores com todos os stakeholders.
CECATTO, Denise Revelk. Jornal Gazeta do Povo. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/comunicacao-em-tempos-de-crise-7owyx8yzcweftuowzhomw2256/ Copyright © 2019, Gazeta do Povo. Acesso em: 25 out de 2019
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Em momentos de turbulência, com um cenário econômico e político em completa desordem, é nítida a movimentação das empresas para encontrar soluções que reduzam os impactos da crise. O caminho mais comum é concentrar os esforços em vendas, com foco em ações que trazem resultados no curto prazo. No entanto, talvez somente este movimento não seja suficiente para atravessar um período turbulento sem grandes prejuízos para o negócio. E este é um enorme desafio. Mas então, como passar por isso sem descuidar da imagem e da reputação da organização, que são as bases de sustentação do negócio no médio e longo prazos?
Um dos casos mais comentados nas redes sociais e na mídia nas últimas semanas tornou pública a abordagem de alguns atendentes de uma operadora brasileira de tevê por assinatura. O Whatsapp de diversos clientes foi invadido com mensagens abusivas e colocaram em xeque o cuidado da empresa com dados sigilosos. Uma conduta equivocada e infeliz - para dizer o mínimo - de funcionários que falam em nome da marca. Outro assunto que viralizou na internet denunciou a conduta de uma atendente de uma famosa rede mundial de cafeterias, em Nova York, que gritou com uma consumidora por causa de um canudo. Vejam: o que poderiam ser atitudes “isoladas” de funcionários, se tornaram grandes problemas para a reputação das marcas. Isso porque atitudes de quem representa uma marca nunca estão descoladas dela. É tudo uma coisa só.
Casos como esses, cada vez mais comuns, são provas de que problemas de posicionamento da marca (sim, da marca!!) deixam dúvidas sobre o discurso da companhia e abalam a sua credibilidade perante os stakeholders*. Desde o conteúdo da resposta (ou a falta de resposta) ao problema ocorrido, a postura comercial, a política de proteção de dados sigilosos e até as práticas de RH são questionadas por milhões de pessoas entre eles, os consumidores do produto ou serviço que as marcas em questão oferecem.
São as pessoas, afinal, que têm a responsabilidade de zelar pela imagem e construir a reputação de uma marca. São elas também, que, por alguma razão, podem destruí-la. Neste caso, como fazer com que, em momentos de crise, o relacionamento com o público interno seja o principal recurso para evitar os riscos para a imagem? Como as organizações cuidam para que empregados, muitos dos quais em seu primeiro emprego, projetem adequadamente a imagem da organização? De que forma os gestores podem implementar ações para que o diálogo com clientes seja produtivo, em vez de somente impor barreiras “no sistema” de atendimento?
As respostas para estas perguntas não são simples. Porém, afirmo que a estratégia mais adequada é aquela que promove o equilíbrio entre os esforços comerciais (muito importantes em momentos de crise) e as atitudes internas de respeito pela marca e pela reputação da empresa. A adesão a estes valores por parte do público interno é possível por meio de um programa de comunicação interna permanente e sistemático, associado diretamente à estratégia principal da organização, e que tenha nos gestores seu principal aliado. Um programa de comunicação interna eficaz, que privilegia o diálogo interno e a transparência, tem o poder de gerar coerência no posicionamento que a organização projeta externamente. Essa talvez seja uma das práticas mais inteligentes para implementar em momentos de crise: ouvir as equipes, colocá-las no centro da discussão sobre a importância das suas ações para a reputação da marca e manutenção dos negócios. Antes que uma atitude incorreta de um funcionário vire uma crise de imagem, aproveite o momento para avaliar se o seu discurso está refletido nos contatos dos seus colaboradores com todos os stakeholders.
CECATTO, Denise Revelk. Jornal Gazeta do Povo. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/comunicacao-em-tempos-de-crise-7owyx8yzcweftuowzhomw2256/ Copyright © 2019, Gazeta do Povo. Acesso em: 25 out de 2019
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Em momentos de turbulência, com um cenário econômico e político em completa desordem, é nítida a movimentação das empresas para encontrar soluções que reduzam os impactos da crise. O caminho mais comum é concentrar os esforços em vendas, com foco em ações que trazem resultados no curto prazo. No entanto, talvez somente este movimento não seja suficiente para atravessar um período turbulento sem grandes prejuízos para o negócio. E este é um enorme desafio. Mas então, como passar por isso sem descuidar da imagem e da reputação da organização, que são as bases de sustentação do negócio no médio e longo prazos?
Um dos casos mais comentados nas redes sociais e na mídia nas últimas semanas tornou pública a abordagem de alguns atendentes de uma operadora brasileira de tevê por assinatura. O Whatsapp de diversos clientes foi invadido com mensagens abusivas e colocaram em xeque o cuidado da empresa com dados sigilosos. Uma conduta equivocada e infeliz - para dizer o mínimo - de funcionários que falam em nome da marca. Outro assunto que viralizou na internet denunciou a conduta de uma atendente de uma famosa rede mundial de cafeterias, em Nova York, que gritou com uma consumidora por causa de um canudo. Vejam: o que poderiam ser atitudes “isoladas” de funcionários, se tornaram grandes problemas para a reputação das marcas. Isso porque atitudes de quem representa uma marca nunca estão descoladas dela. É tudo uma coisa só.
Casos como esses, cada vez mais comuns, são provas de que problemas de posicionamento da marca (sim, da marca!!) deixam dúvidas sobre o discurso da companhia e abalam a sua credibilidade perante os stakeholders*. Desde o conteúdo da resposta (ou a falta de resposta) ao problema ocorrido, a postura comercial, a política de proteção de dados sigilosos e até as práticas de RH são questionadas por milhões de pessoas entre eles, os consumidores do produto ou serviço que as marcas em questão oferecem.
São as pessoas, afinal, que têm a responsabilidade de zelar pela imagem e construir a reputação de uma marca. São elas também, que, por alguma razão, podem destruí-la. Neste caso, como fazer com que, em momentos de crise, o relacionamento com o público interno seja o principal recurso para evitar os riscos para a imagem? Como as organizações cuidam para que empregados, muitos dos quais em seu primeiro emprego, projetem adequadamente a imagem da organização? De que forma os gestores podem implementar ações para que o diálogo com clientes seja produtivo, em vez de somente impor barreiras “no sistema” de atendimento?
As respostas para estas perguntas não são simples. Porém, afirmo que a estratégia mais adequada é aquela que promove o equilíbrio entre os esforços comerciais (muito importantes em momentos de crise) e as atitudes internas de respeito pela marca e pela reputação da empresa. A adesão a estes valores por parte do público interno é possível por meio de um programa de comunicação interna permanente e sistemático, associado diretamente à estratégia principal da organização, e que tenha nos gestores seu principal aliado. Um programa de comunicação interna eficaz, que privilegia o diálogo interno e a transparência, tem o poder de gerar coerência no posicionamento que a organização projeta externamente. Essa talvez seja uma das práticas mais inteligentes para implementar em momentos de crise: ouvir as equipes, colocá-las no centro da discussão sobre a importância das suas ações para a reputação da marca e manutenção dos negócios. Antes que uma atitude incorreta de um funcionário vire uma crise de imagem, aproveite o momento para avaliar se o seu discurso está refletido nos contatos dos seus colaboradores com todos os stakeholders.
CECATTO, Denise Revelk. Jornal Gazeta do Povo. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/comunicacao-em-tempos-de-crise-7owyx8yzcweftuowzhomw2256/ Copyright © 2019, Gazeta do Povo. Acesso em: 25 out de 2019
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Em momentos de turbulência, com um cenário econômico e político em completa desordem, é nítida a movimentação das empresas para encontrar soluções que reduzam os impactos da crise. O caminho mais comum é concentrar os esforços em vendas, com foco em ações que trazem resultados no curto prazo. No entanto, talvez somente este movimento não seja suficiente para atravessar um período turbulento sem grandes prejuízos para o negócio. E este é um enorme desafio. Mas então, como passar por isso sem descuidar da imagem e da reputação da organização, que são as bases de sustentação do negócio no médio e longo prazos?
Um dos casos mais comentados nas redes sociais e na mídia nas últimas semanas tornou pública a abordagem de alguns atendentes de uma operadora brasileira de tevê por assinatura. O Whatsapp de diversos clientes foi invadido com mensagens abusivas e colocaram em xeque o cuidado da empresa com dados sigilosos. Uma conduta equivocada e infeliz - para dizer o mínimo - de funcionários que falam em nome da marca. Outro assunto que viralizou na internet denunciou a conduta de uma atendente de uma famosa rede mundial de cafeterias, em Nova York, que gritou com uma consumidora por causa de um canudo. Vejam: o que poderiam ser atitudes “isoladas” de funcionários, se tornaram grandes problemas para a reputação das marcas. Isso porque atitudes de quem representa uma marca nunca estão descoladas dela. É tudo uma coisa só.
Casos como esses, cada vez mais comuns, são provas de que problemas de posicionamento da marca (sim, da marca!!) deixam dúvidas sobre o discurso da companhia e abalam a sua credibilidade perante os stakeholders*. Desde o conteúdo da resposta (ou a falta de resposta) ao problema ocorrido, a postura comercial, a política de proteção de dados sigilosos e até as práticas de RH são questionadas por milhões de pessoas entre eles, os consumidores do produto ou serviço que as marcas em questão oferecem.
São as pessoas, afinal, que têm a responsabilidade de zelar pela imagem e construir a reputação de uma marca. São elas também, que, por alguma razão, podem destruí-la. Neste caso, como fazer com que, em momentos de crise, o relacionamento com o público interno seja o principal recurso para evitar os riscos para a imagem? Como as organizações cuidam para que empregados, muitos dos quais em seu primeiro emprego, projetem adequadamente a imagem da organização? De que forma os gestores podem implementar ações para que o diálogo com clientes seja produtivo, em vez de somente impor barreiras “no sistema” de atendimento?
As respostas para estas perguntas não são simples. Porém, afirmo que a estratégia mais adequada é aquela que promove o equilíbrio entre os esforços comerciais (muito importantes em momentos de crise) e as atitudes internas de respeito pela marca e pela reputação da empresa. A adesão a estes valores por parte do público interno é possível por meio de um programa de comunicação interna permanente e sistemático, associado diretamente à estratégia principal da organização, e que tenha nos gestores seu principal aliado. Um programa de comunicação interna eficaz, que privilegia o diálogo interno e a transparência, tem o poder de gerar coerência no posicionamento que a organização projeta externamente. Essa talvez seja uma das práticas mais inteligentes para implementar em momentos de crise: ouvir as equipes, colocá-las no centro da discussão sobre a importância das suas ações para a reputação da marca e manutenção dos negócios. Antes que uma atitude incorreta de um funcionário vire uma crise de imagem, aproveite o momento para avaliar se o seu discurso está refletido nos contatos dos seus colaboradores com todos os stakeholders.
CECATTO, Denise Revelk. Jornal Gazeta do Povo. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/comunicacao-em-tempos-de-crise-7owyx8yzcweftuowzhomw2256/ Copyright © 2019, Gazeta do Povo. Acesso em: 25 out de 2019
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Em momentos de turbulência, com um cenário econômico e político em completa desordem, é nítida a movimentação das empresas para encontrar soluções que reduzam os impactos da crise. O caminho mais comum é concentrar os esforços em vendas, com foco em ações que trazem resultados no curto prazo. No entanto, talvez somente este movimento não seja suficiente para atravessar um período turbulento sem grandes prejuízos para o negócio. E este é um enorme desafio. Mas então, como passar por isso sem descuidar da imagem e da reputação da organização, que são as bases de sustentação do negócio no médio e longo prazos?
Um dos casos mais comentados nas redes sociais e na mídia nas últimas semanas tornou pública a abordagem de alguns atendentes de uma operadora brasileira de tevê por assinatura. O Whatsapp de diversos clientes foi invadido com mensagens abusivas e colocaram em xeque o cuidado da empresa com dados sigilosos. Uma conduta equivocada e infeliz - para dizer o mínimo - de funcionários que falam em nome da marca. Outro assunto que viralizou na internet denunciou a conduta de uma atendente de uma famosa rede mundial de cafeterias, em Nova York, que gritou com uma consumidora por causa de um canudo. Vejam: o que poderiam ser atitudes “isoladas” de funcionários, se tornaram grandes problemas para a reputação das marcas. Isso porque atitudes de quem representa uma marca nunca estão descoladas dela. É tudo uma coisa só.
Casos como esses, cada vez mais comuns, são provas de que problemas de posicionamento da marca (sim, da marca!!) deixam dúvidas sobre o discurso da companhia e abalam a sua credibilidade perante os stakeholders*. Desde o conteúdo da resposta (ou a falta de resposta) ao problema ocorrido, a postura comercial, a política de proteção de dados sigilosos e até as práticas de RH são questionadas por milhões de pessoas entre eles, os consumidores do produto ou serviço que as marcas em questão oferecem.
São as pessoas, afinal, que têm a responsabilidade de zelar pela imagem e construir a reputação de uma marca. São elas também, que, por alguma razão, podem destruí-la. Neste caso, como fazer com que, em momentos de crise, o relacionamento com o público interno seja o principal recurso para evitar os riscos para a imagem? Como as organizações cuidam para que empregados, muitos dos quais em seu primeiro emprego, projetem adequadamente a imagem da organização? De que forma os gestores podem implementar ações para que o diálogo com clientes seja produtivo, em vez de somente impor barreiras “no sistema” de atendimento?
As respostas para estas perguntas não são simples. Porém, afirmo que a estratégia mais adequada é aquela que promove o equilíbrio entre os esforços comerciais (muito importantes em momentos de crise) e as atitudes internas de respeito pela marca e pela reputação da empresa. A adesão a estes valores por parte do público interno é possível por meio de um programa de comunicação interna permanente e sistemático, associado diretamente à estratégia principal da organização, e que tenha nos gestores seu principal aliado. Um programa de comunicação interna eficaz, que privilegia o diálogo interno e a transparência, tem o poder de gerar coerência no posicionamento que a organização projeta externamente. Essa talvez seja uma das práticas mais inteligentes para implementar em momentos de crise: ouvir as equipes, colocá-las no centro da discussão sobre a importância das suas ações para a reputação da marca e manutenção dos negócios. Antes que uma atitude incorreta de um funcionário vire uma crise de imagem, aproveite o momento para avaliar se o seu discurso está refletido nos contatos dos seus colaboradores com todos os stakeholders.
CECATTO, Denise Revelk. Jornal Gazeta do Povo. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/comunicacao-em-tempos-de-crise-7owyx8yzcweftuowzhomw2256/ Copyright © 2019, Gazeta do Povo. Acesso em: 25 out de 2019
*stakeholders: investidores
O Texto acima refere-se à
I. Os conteúdos são o ponto de partida para a aquisição de informações, conceitos e princípios úteis para o desenvolvimento de hábitos, habilidades e atitudes.
II. Os objetivos instrucionais que não tenham correspondência com os objetivos gerais das áreas de estudo devem estar coerentes com os objetivos educacionais do planejamento de currículo.
III. Os procedimentos adotados devem ser diversificados, coerentes com os objetivos propostos e com o tipo de aprendizagem previsto nos objetivos, apresentar desafios, adequar-se às necessidades dos alunos, e servir de estímulo à participação deles em todo o processo de aprendizagem.
Com base nas afirmações acima, assinale a alternativa correta.
Uma escola que valorize essa questão orienta seus educandos a se comportarem com honestidade, retidão e responsabilidade diante da sociedade em que se encontram inseridos."
O texto acima refere-se à:
Analise as afirmações sobre o PPP e, em seguida, assinale a alternativa correta.
I. O PPP deve evitar discordâncias. Temas que podem gerar controvérsia, como racismo, homofobia e desigualdade social devem ser evitados no momento da elaboração do documento.
II. É fundamental a utilização de linguagem bastante técnica na redação do documento, pois uma escrita clara, concisa e simples distorce a característica democrática do documento.
III. Existem prazos para entrega dos PPP às secretarias, o que pode atropelar a rotina da equipe gestora e as atualizações e debates sobre o documento. Nesses casos é aconselhável limitar a participação de alguns segmentos da comunidade escolar.
O texto acima refere-se à:
I. Considerar as habilidades previstas na BNCC a serem trabalhadas, tais como conhecimentos historicamente construídos, cultura digital, argumentação e comunicação.
II. Identificar e compreender a realidade social, política, econômica e religiosa em que a escola está inserida e os fatores sócios culturais e psicológicos que podem interferir no processo educacional.
III. Definir e organizar um processo de avaliação relacionado e adequado aos objetivos propostos no plano curricular.
Após a verificação, assinale a alternativa correta.
O texto acima refere-se à(ao):