Questões de Concurso Para professor - pedagogia

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Q4242549 Não definido
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Pós virtual deve tornar relativo o valor de cursos tradicionais

Vinicius Torres Freire - Colunista da Folha 28 jan.2018 às 2h00


   Quem faz mestrado ou doutorado acaba por ganhar mais do que um graduado no ensino superior na média, ésempre bom lembrar. Mas a anunciada revolução da automação, da inteligência artificial e da robótica dá o que pensar: agora é o caso de se especializar no quê? Para complicar, a tecnologia modifica os ritmos e as necessidades deespecialização. Cursos virtuais, de duração variada e outros tipos de formação devem tornar relativo ou talvez logoobsoleto o valor de uma pós-graduação. Diante da incerteza, ficar paralisado de ansiedade não é obviamente uma saída.

   O ajuste de economia e sociedade a uma revolução tecnológica pode ser lento e doloroso. Pode haver desemprego crônico para muitas categorias de trabalhadores, como aconteceu na "era das revoluções" na Europa; podecair a participação dos salários na renda nacional, em favor do capital. Não está nem de longe certo, porém, que o cenárioserá de catástrofe. Enfim, do ponto de vista individual, é possível navegar no meio da tormenta.

  A automação vai criar novos tipos de tarefas, como ocorre desde o século 18. Pode criar oportunidades para quemfaz a comunicação ("interface") dos serviços automatizados com o restante do público (além de emprego para criadores egerentes dessas tecnologias, claro).

  As manufaturas serão ainda mais mecanizadas, como tem acontecido faz quase 250 anos. Organização deinformação, logística e estoques, contabilidade, serviços financeiros básicos, tradução, reconhecimento de padrões, previsões estatísticas elementares, construção civil e diagnósticos legais e médicos estão sendo automatizados. Mas alguém terá de "treinar" esses sistemas artificiais, comunicar seus resultados a pessoas, cuidar de seus efeitos humanos eéticos, consertar e aperfeiçoar máquinas ou criar novos usos para robôs virtuais ou mecânicos, como contam DaronAcemoglu e Pascual Restrepo em artigo sobre como pensar a revolução econômica ("Artificial Intelligence, Automation andWork", 2018, na internet).

  Devem surgir mais atividades a exigir raciocínio complexo, decisão em situações ambivalentes, comparações, solução abstrata de problemas, negociação, mediação. Ou em serviços que envolvam atividade física, empatia ecomunicação, como em entretenimento ou cuidados especializados de educação. E daí? É possível tirar alguma conclusãopara a pós-graduação que se pretende fazer no ano que vem? Difícil, claro. Mas a própria automatização mostra caminhos.

  O treinamento quantitativo (matemática, em português claro) pode ajudar a navegar nesse novo universo, mesmoque você jamais venha a ser engenheiro, programador, matemático ou analista de big data. Vai fazer diferença ter conhecimento técnico de sistemas de computação, de máquinas inteligentes e de tratamento de dados, o bastante aomenos para gerenciá-los ou pensar suas potencialidades nos negócios. Esse treinamento permite que se faça a ponteentre o mundo ultratécnico e outras atividades humanas e profissionais. Além do mais, melhor ter uma formação quefacilite novos aprendizados adiante. Uma base quantitativa pode ser relevante.

   Aprender a trabalhar com o que está bem fora do núcleo da revolução técnica é uma alternativa. Isto é, dedicar-seàquelas atividades como serviços que envolvam simultaneamente presença física, empatia e comunicação, diga-se outravez. O que está fadado ao fim ou a pagar pouco é a atividade mecânica, rotineira, padronizada.

  O mero fato de se dedicar a uma pós-graduação "sinaliza", como dizem os economistas, a capacidade de seesforçar. Mas esse efeito talvez entre em declínio. Mais importante, talvez, seja: a) estudar aquilo que lhe dê fundamentos sólidos para aprender mais, mais tarde; b) preparar-se para o trabalho fora do núcleo tecnológico da revolução, ou: c) mergulhar no olho do furacão e se tornar um especialista da área.


FREIRE,V.T. Pós virtual deve tornar relativo o valor de cursos tradicionais.  Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2018/01/1953329-o-que-se-ganha-com-uma-pos.shtml>. Acesso em: 04 nov. 2019
No enunciado “...o bastante ao menos para gerenciá-los...”, do 6º parágrafo do texto, o pronome oblíquo átono exerce afunção sintática de objeto direto por substituir o termo:
Alternativas
Q4242548 Não definido
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Pós virtual deve tornar relativo o valor de cursos tradicionais

Vinicius Torres Freire - Colunista da Folha 28 jan.2018 às 2h00


   Quem faz mestrado ou doutorado acaba por ganhar mais do que um graduado no ensino superior na média, ésempre bom lembrar. Mas a anunciada revolução da automação, da inteligência artificial e da robótica dá o que pensar: agora é o caso de se especializar no quê? Para complicar, a tecnologia modifica os ritmos e as necessidades deespecialização. Cursos virtuais, de duração variada e outros tipos de formação devem tornar relativo ou talvez logoobsoleto o valor de uma pós-graduação. Diante da incerteza, ficar paralisado de ansiedade não é obviamente uma saída.

   O ajuste de economia e sociedade a uma revolução tecnológica pode ser lento e doloroso. Pode haver desemprego crônico para muitas categorias de trabalhadores, como aconteceu na "era das revoluções" na Europa; podecair a participação dos salários na renda nacional, em favor do capital. Não está nem de longe certo, porém, que o cenárioserá de catástrofe. Enfim, do ponto de vista individual, é possível navegar no meio da tormenta.

  A automação vai criar novos tipos de tarefas, como ocorre desde o século 18. Pode criar oportunidades para quemfaz a comunicação ("interface") dos serviços automatizados com o restante do público (além de emprego para criadores egerentes dessas tecnologias, claro).

  As manufaturas serão ainda mais mecanizadas, como tem acontecido faz quase 250 anos. Organização deinformação, logística e estoques, contabilidade, serviços financeiros básicos, tradução, reconhecimento de padrões, previsões estatísticas elementares, construção civil e diagnósticos legais e médicos estão sendo automatizados. Mas alguém terá de "treinar" esses sistemas artificiais, comunicar seus resultados a pessoas, cuidar de seus efeitos humanos eéticos, consertar e aperfeiçoar máquinas ou criar novos usos para robôs virtuais ou mecânicos, como contam DaronAcemoglu e Pascual Restrepo em artigo sobre como pensar a revolução econômica ("Artificial Intelligence, Automation andWork", 2018, na internet).

  Devem surgir mais atividades a exigir raciocínio complexo, decisão em situações ambivalentes, comparações, solução abstrata de problemas, negociação, mediação. Ou em serviços que envolvam atividade física, empatia ecomunicação, como em entretenimento ou cuidados especializados de educação. E daí? É possível tirar alguma conclusãopara a pós-graduação que se pretende fazer no ano que vem? Difícil, claro. Mas a própria automatização mostra caminhos.

  O treinamento quantitativo (matemática, em português claro) pode ajudar a navegar nesse novo universo, mesmoque você jamais venha a ser engenheiro, programador, matemático ou analista de big data. Vai fazer diferença ter conhecimento técnico de sistemas de computação, de máquinas inteligentes e de tratamento de dados, o bastante aomenos para gerenciá-los ou pensar suas potencialidades nos negócios. Esse treinamento permite que se faça a ponteentre o mundo ultratécnico e outras atividades humanas e profissionais. Além do mais, melhor ter uma formação quefacilite novos aprendizados adiante. Uma base quantitativa pode ser relevante.

   Aprender a trabalhar com o que está bem fora do núcleo da revolução técnica é uma alternativa. Isto é, dedicar-seàquelas atividades como serviços que envolvam simultaneamente presença física, empatia e comunicação, diga-se outravez. O que está fadado ao fim ou a pagar pouco é a atividade mecânica, rotineira, padronizada.

  O mero fato de se dedicar a uma pós-graduação "sinaliza", como dizem os economistas, a capacidade de seesforçar. Mas esse efeito talvez entre em declínio. Mais importante, talvez, seja: a) estudar aquilo que lhe dê fundamentos sólidos para aprender mais, mais tarde; b) preparar-se para o trabalho fora do núcleo tecnológico da revolução, ou: c) mergulhar no olho do furacão e se tornar um especialista da área.


FREIRE,V.T. Pós virtual deve tornar relativo o valor de cursos tradicionais.  Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2018/01/1953329-o-que-se-ganha-com-uma-pos.shtml>. Acesso em: 04 nov. 2019
O trecho do texto que apresenta uma expressão empregada em sentido figurado é:
Alternativas
Q4242547 Não definido
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Pós virtual deve tornar relativo o valor de cursos tradicionais

Vinicius Torres Freire - Colunista da Folha 28 jan.2018 às 2h00


   Quem faz mestrado ou doutorado acaba por ganhar mais do que um graduado no ensino superior na média, ésempre bom lembrar. Mas a anunciada revolução da automação, da inteligência artificial e da robótica dá o que pensar: agora é o caso de se especializar no quê? Para complicar, a tecnologia modifica os ritmos e as necessidades deespecialização. Cursos virtuais, de duração variada e outros tipos de formação devem tornar relativo ou talvez logoobsoleto o valor de uma pós-graduação. Diante da incerteza, ficar paralisado de ansiedade não é obviamente uma saída.

   O ajuste de economia e sociedade a uma revolução tecnológica pode ser lento e doloroso. Pode haver desemprego crônico para muitas categorias de trabalhadores, como aconteceu na "era das revoluções" na Europa; podecair a participação dos salários na renda nacional, em favor do capital. Não está nem de longe certo, porém, que o cenárioserá de catástrofe. Enfim, do ponto de vista individual, é possível navegar no meio da tormenta.

  A automação vai criar novos tipos de tarefas, como ocorre desde o século 18. Pode criar oportunidades para quemfaz a comunicação ("interface") dos serviços automatizados com o restante do público (além de emprego para criadores egerentes dessas tecnologias, claro).

  As manufaturas serão ainda mais mecanizadas, como tem acontecido faz quase 250 anos. Organização deinformação, logística e estoques, contabilidade, serviços financeiros básicos, tradução, reconhecimento de padrões, previsões estatísticas elementares, construção civil e diagnósticos legais e médicos estão sendo automatizados. Mas alguém terá de "treinar" esses sistemas artificiais, comunicar seus resultados a pessoas, cuidar de seus efeitos humanos eéticos, consertar e aperfeiçoar máquinas ou criar novos usos para robôs virtuais ou mecânicos, como contam DaronAcemoglu e Pascual Restrepo em artigo sobre como pensar a revolução econômica ("Artificial Intelligence, Automation andWork", 2018, na internet).

  Devem surgir mais atividades a exigir raciocínio complexo, decisão em situações ambivalentes, comparações, solução abstrata de problemas, negociação, mediação. Ou em serviços que envolvam atividade física, empatia ecomunicação, como em entretenimento ou cuidados especializados de educação. E daí? É possível tirar alguma conclusãopara a pós-graduação que se pretende fazer no ano que vem? Difícil, claro. Mas a própria automatização mostra caminhos.

  O treinamento quantitativo (matemática, em português claro) pode ajudar a navegar nesse novo universo, mesmoque você jamais venha a ser engenheiro, programador, matemático ou analista de big data. Vai fazer diferença ter conhecimento técnico de sistemas de computação, de máquinas inteligentes e de tratamento de dados, o bastante aomenos para gerenciá-los ou pensar suas potencialidades nos negócios. Esse treinamento permite que se faça a ponteentre o mundo ultratécnico e outras atividades humanas e profissionais. Além do mais, melhor ter uma formação quefacilite novos aprendizados adiante. Uma base quantitativa pode ser relevante.

   Aprender a trabalhar com o que está bem fora do núcleo da revolução técnica é uma alternativa. Isto é, dedicar-seàquelas atividades como serviços que envolvam simultaneamente presença física, empatia e comunicação, diga-se outravez. O que está fadado ao fim ou a pagar pouco é a atividade mecânica, rotineira, padronizada.

  O mero fato de se dedicar a uma pós-graduação "sinaliza", como dizem os economistas, a capacidade de seesforçar. Mas esse efeito talvez entre em declínio. Mais importante, talvez, seja: a) estudar aquilo que lhe dê fundamentos sólidos para aprender mais, mais tarde; b) preparar-se para o trabalho fora do núcleo tecnológico da revolução, ou: c) mergulhar no olho do furacão e se tornar um especialista da área.


FREIRE,V.T. Pós virtual deve tornar relativo o valor de cursos tradicionais.  Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2018/01/1953329-o-que-se-ganha-com-uma-pos.shtml>. Acesso em: 04 nov. 2019
A necessidade de se preparar para trabalhar em um cenário de transformações tecnológicas é reforçada pelo argumentosobre:
Alternativas
Q4242546 Não definido
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Pós virtual deve tornar relativo o valor de cursos tradicionais

Vinicius Torres Freire - Colunista da Folha 28 jan.2018 às 2h00


   Quem faz mestrado ou doutorado acaba por ganhar mais do que um graduado no ensino superior na média, ésempre bom lembrar. Mas a anunciada revolução da automação, da inteligência artificial e da robótica dá o que pensar: agora é o caso de se especializar no quê? Para complicar, a tecnologia modifica os ritmos e as necessidades deespecialização. Cursos virtuais, de duração variada e outros tipos de formação devem tornar relativo ou talvez logoobsoleto o valor de uma pós-graduação. Diante da incerteza, ficar paralisado de ansiedade não é obviamente uma saída.

   O ajuste de economia e sociedade a uma revolução tecnológica pode ser lento e doloroso. Pode haver desemprego crônico para muitas categorias de trabalhadores, como aconteceu na "era das revoluções" na Europa; podecair a participação dos salários na renda nacional, em favor do capital. Não está nem de longe certo, porém, que o cenárioserá de catástrofe. Enfim, do ponto de vista individual, é possível navegar no meio da tormenta.

  A automação vai criar novos tipos de tarefas, como ocorre desde o século 18. Pode criar oportunidades para quemfaz a comunicação ("interface") dos serviços automatizados com o restante do público (além de emprego para criadores egerentes dessas tecnologias, claro).

  As manufaturas serão ainda mais mecanizadas, como tem acontecido faz quase 250 anos. Organização deinformação, logística e estoques, contabilidade, serviços financeiros básicos, tradução, reconhecimento de padrões, previsões estatísticas elementares, construção civil e diagnósticos legais e médicos estão sendo automatizados. Mas alguém terá de "treinar" esses sistemas artificiais, comunicar seus resultados a pessoas, cuidar de seus efeitos humanos eéticos, consertar e aperfeiçoar máquinas ou criar novos usos para robôs virtuais ou mecânicos, como contam DaronAcemoglu e Pascual Restrepo em artigo sobre como pensar a revolução econômica ("Artificial Intelligence, Automation andWork", 2018, na internet).

  Devem surgir mais atividades a exigir raciocínio complexo, decisão em situações ambivalentes, comparações, solução abstrata de problemas, negociação, mediação. Ou em serviços que envolvam atividade física, empatia ecomunicação, como em entretenimento ou cuidados especializados de educação. E daí? É possível tirar alguma conclusãopara a pós-graduação que se pretende fazer no ano que vem? Difícil, claro. Mas a própria automatização mostra caminhos.

  O treinamento quantitativo (matemática, em português claro) pode ajudar a navegar nesse novo universo, mesmoque você jamais venha a ser engenheiro, programador, matemático ou analista de big data. Vai fazer diferença ter conhecimento técnico de sistemas de computação, de máquinas inteligentes e de tratamento de dados, o bastante aomenos para gerenciá-los ou pensar suas potencialidades nos negócios. Esse treinamento permite que se faça a ponteentre o mundo ultratécnico e outras atividades humanas e profissionais. Além do mais, melhor ter uma formação quefacilite novos aprendizados adiante. Uma base quantitativa pode ser relevante.

   Aprender a trabalhar com o que está bem fora do núcleo da revolução técnica é uma alternativa. Isto é, dedicar-seàquelas atividades como serviços que envolvam simultaneamente presença física, empatia e comunicação, diga-se outravez. O que está fadado ao fim ou a pagar pouco é a atividade mecânica, rotineira, padronizada.

  O mero fato de se dedicar a uma pós-graduação "sinaliza", como dizem os economistas, a capacidade de seesforçar. Mas esse efeito talvez entre em declínio. Mais importante, talvez, seja: a) estudar aquilo que lhe dê fundamentos sólidos para aprender mais, mais tarde; b) preparar-se para o trabalho fora do núcleo tecnológico da revolução, ou: c) mergulhar no olho do furacão e se tornar um especialista da área.


FREIRE,V.T. Pós virtual deve tornar relativo o valor de cursos tradicionais.  Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2018/01/1953329-o-que-se-ganha-com-uma-pos.shtml>. Acesso em: 04 nov. 2019
O uso do marcador discursivo “enfim”, no 2º parágrafo do texto, objetiva:
Alternativas
Q4242545 Não definido
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Vinicius Torres Freire - Colunista da Folha 28 jan.2018 às 2h00


   Quem faz mestrado ou doutorado acaba por ganhar mais do que um graduado no ensino superior na média, ésempre bom lembrar. Mas a anunciada revolução da automação, da inteligência artificial e da robótica dá o que pensar: agora é o caso de se especializar no quê? Para complicar, a tecnologia modifica os ritmos e as necessidades deespecialização. Cursos virtuais, de duração variada e outros tipos de formação devem tornar relativo ou talvez logoobsoleto o valor de uma pós-graduação. Diante da incerteza, ficar paralisado de ansiedade não é obviamente uma saída.

   O ajuste de economia e sociedade a uma revolução tecnológica pode ser lento e doloroso. Pode haver desemprego crônico para muitas categorias de trabalhadores, como aconteceu na "era das revoluções" na Europa; podecair a participação dos salários na renda nacional, em favor do capital. Não está nem de longe certo, porém, que o cenárioserá de catástrofe. Enfim, do ponto de vista individual, é possível navegar no meio da tormenta.

  A automação vai criar novos tipos de tarefas, como ocorre desde o século 18. Pode criar oportunidades para quemfaz a comunicação ("interface") dos serviços automatizados com o restante do público (além de emprego para criadores egerentes dessas tecnologias, claro).

  As manufaturas serão ainda mais mecanizadas, como tem acontecido faz quase 250 anos. Organização deinformação, logística e estoques, contabilidade, serviços financeiros básicos, tradução, reconhecimento de padrões, previsões estatísticas elementares, construção civil e diagnósticos legais e médicos estão sendo automatizados. Mas alguém terá de "treinar" esses sistemas artificiais, comunicar seus resultados a pessoas, cuidar de seus efeitos humanos eéticos, consertar e aperfeiçoar máquinas ou criar novos usos para robôs virtuais ou mecânicos, como contam DaronAcemoglu e Pascual Restrepo em artigo sobre como pensar a revolução econômica ("Artificial Intelligence, Automation andWork", 2018, na internet).

  Devem surgir mais atividades a exigir raciocínio complexo, decisão em situações ambivalentes, comparações, solução abstrata de problemas, negociação, mediação. Ou em serviços que envolvam atividade física, empatia ecomunicação, como em entretenimento ou cuidados especializados de educação. E daí? É possível tirar alguma conclusãopara a pós-graduação que se pretende fazer no ano que vem? Difícil, claro. Mas a própria automatização mostra caminhos.

  O treinamento quantitativo (matemática, em português claro) pode ajudar a navegar nesse novo universo, mesmoque você jamais venha a ser engenheiro, programador, matemático ou analista de big data. Vai fazer diferença ter conhecimento técnico de sistemas de computação, de máquinas inteligentes e de tratamento de dados, o bastante aomenos para gerenciá-los ou pensar suas potencialidades nos negócios. Esse treinamento permite que se faça a ponteentre o mundo ultratécnico e outras atividades humanas e profissionais. Além do mais, melhor ter uma formação quefacilite novos aprendizados adiante. Uma base quantitativa pode ser relevante.

   Aprender a trabalhar com o que está bem fora do núcleo da revolução técnica é uma alternativa. Isto é, dedicar-seàquelas atividades como serviços que envolvam simultaneamente presença física, empatia e comunicação, diga-se outravez. O que está fadado ao fim ou a pagar pouco é a atividade mecânica, rotineira, padronizada.

  O mero fato de se dedicar a uma pós-graduação "sinaliza", como dizem os economistas, a capacidade de seesforçar. Mas esse efeito talvez entre em declínio. Mais importante, talvez, seja: a) estudar aquilo que lhe dê fundamentos sólidos para aprender mais, mais tarde; b) preparar-se para o trabalho fora do núcleo tecnológico da revolução, ou: c) mergulhar no olho do furacão e se tornar um especialista da área.


FREIRE,V.T. Pós virtual deve tornar relativo o valor de cursos tradicionais.  Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2018/01/1953329-o-que-se-ganha-com-uma-pos.shtml>. Acesso em: 04 nov. 2019
O principal recurso utilizado pelo autor para defender sua tese é o/a:
Alternativas
Q4242544 Não definido
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Pós virtual deve tornar relativo o valor de cursos tradicionais

Vinicius Torres Freire - Colunista da Folha 28 jan.2018 às 2h00


   Quem faz mestrado ou doutorado acaba por ganhar mais do que um graduado no ensino superior na média, ésempre bom lembrar. Mas a anunciada revolução da automação, da inteligência artificial e da robótica dá o que pensar: agora é o caso de se especializar no quê? Para complicar, a tecnologia modifica os ritmos e as necessidades deespecialização. Cursos virtuais, de duração variada e outros tipos de formação devem tornar relativo ou talvez logoobsoleto o valor de uma pós-graduação. Diante da incerteza, ficar paralisado de ansiedade não é obviamente uma saída.

   O ajuste de economia e sociedade a uma revolução tecnológica pode ser lento e doloroso. Pode haver desemprego crônico para muitas categorias de trabalhadores, como aconteceu na "era das revoluções" na Europa; podecair a participação dos salários na renda nacional, em favor do capital. Não está nem de longe certo, porém, que o cenárioserá de catástrofe. Enfim, do ponto de vista individual, é possível navegar no meio da tormenta.

  A automação vai criar novos tipos de tarefas, como ocorre desde o século 18. Pode criar oportunidades para quemfaz a comunicação ("interface") dos serviços automatizados com o restante do público (além de emprego para criadores egerentes dessas tecnologias, claro).

  As manufaturas serão ainda mais mecanizadas, como tem acontecido faz quase 250 anos. Organização deinformação, logística e estoques, contabilidade, serviços financeiros básicos, tradução, reconhecimento de padrões, previsões estatísticas elementares, construção civil e diagnósticos legais e médicos estão sendo automatizados. Mas alguém terá de "treinar" esses sistemas artificiais, comunicar seus resultados a pessoas, cuidar de seus efeitos humanos eéticos, consertar e aperfeiçoar máquinas ou criar novos usos para robôs virtuais ou mecânicos, como contam DaronAcemoglu e Pascual Restrepo em artigo sobre como pensar a revolução econômica ("Artificial Intelligence, Automation andWork", 2018, na internet).

  Devem surgir mais atividades a exigir raciocínio complexo, decisão em situações ambivalentes, comparações, solução abstrata de problemas, negociação, mediação. Ou em serviços que envolvam atividade física, empatia ecomunicação, como em entretenimento ou cuidados especializados de educação. E daí? É possível tirar alguma conclusãopara a pós-graduação que se pretende fazer no ano que vem? Difícil, claro. Mas a própria automatização mostra caminhos.

  O treinamento quantitativo (matemática, em português claro) pode ajudar a navegar nesse novo universo, mesmoque você jamais venha a ser engenheiro, programador, matemático ou analista de big data. Vai fazer diferença ter conhecimento técnico de sistemas de computação, de máquinas inteligentes e de tratamento de dados, o bastante aomenos para gerenciá-los ou pensar suas potencialidades nos negócios. Esse treinamento permite que se faça a ponteentre o mundo ultratécnico e outras atividades humanas e profissionais. Além do mais, melhor ter uma formação quefacilite novos aprendizados adiante. Uma base quantitativa pode ser relevante.

   Aprender a trabalhar com o que está bem fora do núcleo da revolução técnica é uma alternativa. Isto é, dedicar-seàquelas atividades como serviços que envolvam simultaneamente presença física, empatia e comunicação, diga-se outravez. O que está fadado ao fim ou a pagar pouco é a atividade mecânica, rotineira, padronizada.

  O mero fato de se dedicar a uma pós-graduação "sinaliza", como dizem os economistas, a capacidade de seesforçar. Mas esse efeito talvez entre em declínio. Mais importante, talvez, seja: a) estudar aquilo que lhe dê fundamentos sólidos para aprender mais, mais tarde; b) preparar-se para o trabalho fora do núcleo tecnológico da revolução, ou: c) mergulhar no olho do furacão e se tornar um especialista da área.


FREIRE,V.T. Pós virtual deve tornar relativo o valor de cursos tradicionais.  Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2018/01/1953329-o-que-se-ganha-com-uma-pos.shtml>. Acesso em: 04 nov. 2019
Que trecho melhor expressa a tese defendida pelo autor?
Alternativas
Q4310107 Não definido
Estatuto da Igualdade Racial é uma lei especial do Brasil, promulgada em 2010, pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva, sendo um conjunto de regras e princípios jurídicos que visam:
Alternativas
Q4310106 Não definido
A partir de 2003, vários pensadores fizeram reflexões sobre o ensino da História e das problemáticas propostas pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). Entre as discussões, o debate acerca do combate à discriminação racial e o ensino da História da África ganharam destaque, resultando na Lei 10.639/03, alterada pela Lei 11.645/08, que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana em todas as escolas, públicas e particulares, do ensino fundamental até o ensino médio. Sobre esta lei, assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Q4310105 Não definido
Sobre a relação entre a educação e os direitos humanos, assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Q4310104 Não definido
Segundo o sociólogo francês Émile Durkheim, nos diferenciamos dos demais animais porque vivemos em sociedade. Tal sociedade nos reclama diversas aptidões que, muitas vezes, não são instintivas, ou seja, não são inatas ao homem. Durkheim denomina esse conjunto de aptidões como “ser social”. Cada grupo social possui um tipo de moral vigente a qual os indivíduos desse grupo devem se moldar para o equilíbrio da convivência. É necessário que esses indivíduos adquiram uma consciência coletiva. Logo, para o sociólogo francês, a educação tem um papel social muito importante: a de transmitir os conceitos necessários à manutenção da ordem social. Acerca da compreensão da educação como um processo social, assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Q4310103 Não definido
As tendências pedagógicas brasileiras foram muito influenciadas pelo momento cultural e político da sociedade, pois foram levadas à luz graças aos movimentos sociais e filosóficos. Essas formaram a prática pedagógica do país. As principais tendências pedagógicas usadas na educação brasileira se dividem em duas grandes linhas de pensamento pedagógico. Elas são: Tendências Liberais e Tendências Progressistas. Assinale a alternativa correta que apresente as tendências pedagógicas progressistas:
Alternativas
Q4310102 Não definido
O que faz uma escola ser bem-sucedida? Como uma escola estadual do interior de Santa Catarina conseguiu dobrar de um ano para o outro a jornada de todos os alunos de 2ª, 3ª e 4ª séries com sucesso? Qual a receita de uma escola particular criada há 40 anos na capital de São Paulo para permanecer atual a ponto de ser considerada um centro de referência? Embora atuando em regiões diferentes e seguindo modelos educacionais distintos, ambas atribuem os bons resultados à mesma razão: a proposta pedagógica, construída coletivamente e concretizada num bom planejamento. Sobre a proposta pedagógica escolar, analise os itens abaixo e assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Q4310101 Não definido
Mesmo estando inserida nos temas transversais dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN‟s), a Educação Ambiental ainda gera inúmeros questionamentos entre estudiosos e professores da educação básica, acostumados a lidar, respectivamente, com a teoria e a prática do tema em questão. Sabendo que a Educação Ambiental é um tema de extrema urgência nos atuais currículos escolares, assinale a alternativa INCORRETA sobre a melhor forma de trabalhar Educação Ambiental de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais: 
Alternativas
Q4310100 Não definido
Sobre a organização e o planejamento pedagógico, assinale a alternativa INCORRETA: 
Alternativas
Q4310099 Não definido
A alfabetização tem sido um campo que provoca discussões desde sempre na história da educação. Ao longo dos anos, surgiram métodos que nortearam as práticas de ensino da leitura e da escrita, com base nas mais diversas teorias linguísticas e cognitivas. Tendo em conta os pressupostos teóricos sobre alfabetização e a história da alfabetização, assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Q4310098 Não definido
O compromisso com a construção da cidadania pede necessariamente uma prática educacional voltada para a compreensão da realidade social e dos direitos e responsabilidades em relação à vida pessoal e coletiva e a afirmação do princípio da participação política. Nessa perspectiva é que foram incorporadas como Temas Transversais as questões da Ética, da Pluralidade Cultural, do Meio Ambiente, da Saúde, da Orientação Sexual e do Trabalho e Consumo. Sobre a importância dos temas transversais na educação, assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Q4310097 Não definido
A avaliação da aprendizagem escolar se faz presente na vida de todos nós que, de alguma forma, estamos comprometidos com atos e práticas educativas. Pais, educadores, educandos, gestores das atividades educativas públicas e particulares, administradores da educação, todos, estamos comprometidos com esse fenômeno que cada vez mais ocupa espaço em nossas preocupações educativas. Sobre o processo de avaliação da aprendizagem, assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Q4310096 Não definido
Nos dias atuais faz-se necessário destacar a importância que há na reflexão entre currículo e didática, uma vez que não há como dissociar ambas principalmente quando se refere às práticas pedagógicas em meio à era da contemporaneidade. É necessário compreender que a aula é o objeto de estudo da didática e é preciso ensinar apenas o que é importante. Ainda entender que a aula não começa na sala, mas no momento que se reflete sobre o seu planejamento e organização. Em uma reflexão sobre a prática docente em relação à didática e ao currículo escolar, assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Q4310095 Não definido
Dito de forma resumida, o currículo é a organização do conhecimento escolar. Essa organização do currículo se tornou necessária porque, com o surgimento da escolarização em massa, precisou-se de uma padronização do conhecimento a ser ensinado, ou seja, que as exigências do conteúdo fossem as mesmas. No entanto, o currículo não diz respeito apenas a uma relação de conteúdos, mas envolve também:
Alternativas
Q4310094 Não definido
Uma relação extremamente importante para qualquer estudante, independentemente da sua idade ou do seu grau de formação, é aquela que se estabelece com o educador. Quando os professores e os alunos mantêm um bom relacionamento em sala de aula, o aprendizado se torna mais eficiente e passa a existir um maior engajamento de ambas as partes. Sobre a relação professor-aluno, assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Respostas
6781: B
6782: A
6783: A
6784: D
6785: A
6786: C
6787: B
6788: A
6789: D
6790: B
6791: D
6792: B
6793: C
6794: E
6795: D
6796: A
6797: B
6798: D
6799: E
6800: D