Questões Discursivas

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Q3541024 Português
Leia a tirinha:

Imagem associada para resolução da questão (Charles M. Schulz; Snoopy. Assim é a vida, Charlie Brown: vol 3. PortoAlegre: L&PM, 2017. Adaptado)

Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas dos quadrinhos. 
Alternativas
Q3541023 Português
Leia o texto para responder à questão.


O futuro da casa


    Nos momentos de vida em que pensamos em novos tempos, vem a ideia de um futuro que seja menos agressivo, menos violento e destrutivo. Uma palavra que vem se desgastando, mas não deveria, é ecologia. Ela traz a ideia de “casa”, de “lar”. Ecologia é aquilo que cuida e estuda a nossa casa como sendo nosso planeta, nossa terra, nosso meio ambiente.

    Por isso, num futuro a ser cuidado, a ecologia tem de ser um desejo concreto de ação: cuidar da nossa casa! E que casa é essa? Nosso ambiente, nossa comunidade, nossa cidade, nosso país, nosso planeta. Aquilo que nos abriga, permitindo condições para podermos viver.

    A nossa casa não pode, de maneira alguma, ficar apodrecendo ou ameaçar cair. Esse desejo de cuidar precisa nascer sincero e se realizar na prática.

(Mário Sérgio Cortella. Vamos pensar um pouco? São Paulo: Cortez, 2017. Adaptado)
Assinale a alternativa que apresenta frase exclamativa.
Alternativas
Q3541022 Português
Leia o texto para responder à questão.


O futuro da casa


    Nos momentos de vida em que pensamos em novos tempos, vem a ideia de um futuro que seja menos agressivo, menos violento e destrutivo. Uma palavra que vem se desgastando, mas não deveria, é ecologia. Ela traz a ideia de “casa”, de “lar”. Ecologia é aquilo que cuida e estuda a nossa casa como sendo nosso planeta, nossa terra, nosso meio ambiente.

    Por isso, num futuro a ser cuidado, a ecologia tem de ser um desejo concreto de ação: cuidar da nossa casa! E que casa é essa? Nosso ambiente, nossa comunidade, nossa cidade, nosso país, nosso planeta. Aquilo que nos abriga, permitindo condições para podermos viver.

    A nossa casa não pode, de maneira alguma, ficar apodrecendo ou ameaçar cair. Esse desejo de cuidar precisa nascer sincero e se realizar na prática.

(Mário Sérgio Cortella. Vamos pensar um pouco? São Paulo: Cortez, 2017. Adaptado)
No trecho do segundo parágrafo − Aquilo que nos abriga, permitindo condições para podermos viver. −, a palavra “permitindo” significa: 
Alternativas
Q3541021 Português
Leia o texto para responder à questão.


O futuro da casa


    Nos momentos de vida em que pensamos em novos tempos, vem a ideia de um futuro que seja menos agressivo, menos violento e destrutivo. Uma palavra que vem se desgastando, mas não deveria, é ecologia. Ela traz a ideia de “casa”, de “lar”. Ecologia é aquilo que cuida e estuda a nossa casa como sendo nosso planeta, nossa terra, nosso meio ambiente.

    Por isso, num futuro a ser cuidado, a ecologia tem de ser um desejo concreto de ação: cuidar da nossa casa! E que casa é essa? Nosso ambiente, nossa comunidade, nossa cidade, nosso país, nosso planeta. Aquilo que nos abriga, permitindo condições para podermos viver.

    A nossa casa não pode, de maneira alguma, ficar apodrecendo ou ameaçar cair. Esse desejo de cuidar precisa nascer sincero e se realizar na prática.

(Mário Sérgio Cortella. Vamos pensar um pouco? São Paulo: Cortez, 2017. Adaptado)
O autor afirma que nosso desejo de cuidar da nossa casa precisa ser
Alternativas
Q3541020 Português
Leia o texto para responder à questão.


O futuro da casa


    Nos momentos de vida em que pensamos em novos tempos, vem a ideia de um futuro que seja menos agressivo, menos violento e destrutivo. Uma palavra que vem se desgastando, mas não deveria, é ecologia. Ela traz a ideia de “casa”, de “lar”. Ecologia é aquilo que cuida e estuda a nossa casa como sendo nosso planeta, nossa terra, nosso meio ambiente.

    Por isso, num futuro a ser cuidado, a ecologia tem de ser um desejo concreto de ação: cuidar da nossa casa! E que casa é essa? Nosso ambiente, nossa comunidade, nossa cidade, nosso país, nosso planeta. Aquilo que nos abriga, permitindo condições para podermos viver.

    A nossa casa não pode, de maneira alguma, ficar apodrecendo ou ameaçar cair. Esse desejo de cuidar precisa nascer sincero e se realizar na prática.

(Mário Sérgio Cortella. Vamos pensar um pouco? São Paulo: Cortez, 2017. Adaptado)
De acordo com o primeiro parágrafo, é correto afirmar que
Alternativas
Q3467134 Engenharia Civil
A Alvenaria estrutural é conhecida como um sistema: 
Alternativas
Q3467133 Engenharia Civil
Durante o processo de assentamento de azulejos, são etapas essenciais para garantir uma fixação adequada das peças, exceto:
Alternativas
Q3467132 Engenharia Civil
Luciane, pretende iniciar uma obra em sua casa, e para isso precisa preparar um concreto. Quais são os materiais básicos necessários para essa preparação?
Alternativas
Q3467131 Engenharia Civil

A imagem abaixo apresenta um procedimento comumente utilizado durante a Construção Civil, qual nome dessa etapa?



37.png (220×137)

Alternativas
Q3467130 Segurança e Saúde no Trabalho
Os EPC - Equipamentos de Proteção Coletiva, são os dispositivos, equipamentos e sistemas que protegem a equipe como um todo e terceiros que possam estar na obra. Nesse sentido, considera um EPC, exceto:
Alternativas
Q3467129 Engenharia Civil
Leia o enunciado abaixo e análise a imagem, e assinale a alternativa que apresenta corretamente o termo que completa a lacuna: ____________

É uma ferramenta utilizada para socar ou compactar terra, concreto e solocimento. Podendo ser de madeira ou concreto.

35.png (291×130)
Alternativas
Q3467128 Engenharia Civil
Leia o enunciado abaixo e assinale a alternativa que apresenta corretamente o termo que completa a lacuna:

O ____________ nada mais é do que a união do concreto com a armadura de metal. Unindo os dois materiais, pode-se criar estruturas que são eficientes contra os esforços de compressão e flexão, e é responsável pelos arranha-céus modernos das grandes metrópoles globais, além de estruturas como pontes e estádios de futebol.
Alternativas
Q3467127 Engenharia Civil
Leia o enunciado abaixo e assinale a alternativa que apresenta corretamente o termo que completa a lacuna: ____________

É um concreto de resistência baixa com pouco cimento, muito agregado e pouca água, apresentando-se de forma farofada. Sua função é regularizar a base da vala tornando-a nivelada, ocupando toda a área que receberá a estrutura de uma fundação.
Alternativas
Q3467126 Edificações
Durante o procedimento de assentamento de grandes pisos, poderão ser usadas diversas ferramentas para auxiliar essa aplicação, entre elas, análise a imagem abaixo e assinale a alternativa que apresenta seu respectivo nome popular: 

32.png (301×218)
Alternativas
Q3467125 Engenharia Civil
Sobre o uso diário do capacete de segurança, qual dos seguintes riscos é um possível dano associado à não utilização deste equipamento de proteção na Construção Civil?
Alternativas
Q3467024 Português

Leia o texto para responder a questão.



O bacana



        A rua ainda era a mesma. As mesmas casas. As mesmas árvores, só mais troncudas. Até o armazém do Espanhol (assim chamado por razões misteriosas, pois o dono sempre fora português) continuava lá. Ele desceu do carro e começou a caminhar pela calçada esburacada. Parou em frente à casa que tinha sido a dele. Era a maior da rua. Puxa. Sentiu um aperto na garganta. Quanta lembrança! O muro com as marcas da bola.



        Lembrou-se, então, com uma intensidade que quase o sufocou, do time. O Valores da Zona. Que tempo bom. Nunca mais fora tão feliz. A ideia do time tinha sido dele. Ele é que tinha bola. Ele é que contribuíra com a maior parcela, tirada de sua mesada, para a compra das camisetas. Lembrava ainda a formação do ataque: Venancinho, Alemão, ele, Mangola e Tobias da dona Ester, para diferenciar do Tobias da dona Inácia, que era beque.



        O Venancinho morava numa casa de madeira em frente à dele. Será que... Atravessou a rua e bateu na porta. Apareceu uma menina dos seus oito anos.



        — Quié.



        — O Venancinho ainda mora aqui?



        — Quem? — Venâncio. Venâncio, ahn...



        Tentou se lembrar do sobrenome. Inútil. Só se lembrava de Venancinho. Vulgo Bicudo.



        — Peraí — disse a menina, e fechou a porta.



        Nunca mais, desde aquele tempo, tivera tantos amigos. O grito de guerra do time era “Valores da Zona — Unidos! Unidos! Unidos!”. E eram unidos. Com eles provara o primeiro cigarro. Comprara as primeiras revistas de sacanagem. Lembrava das reuniões no galpão atrás da casa do Chico Babão. Os concursos de... Apareceu uma senhora.



        — Quer falar com quem?



        — O Venâncio ainda mora aqui?



        — Mora.



        — Ele está?



        — Está aposentado — disse a mulher, como se dissesse “só pode estar em casa”. E apontou para o próprio peito — Pulmão.



        — Será que eu posso falar com ele?



        — Qual é sua graça?



        Ele disse. Explicou quem era. A mulher tornou a fechar a porta. Ele ouviu a mulher gritando para alguém. Seu nome e sua descrição. E ouviu a voz de um homem exclamando:



        — Ih. É o Bacana...



        Não sabia que aquele era o seu apelido. Compreendeu tudo. Era como o chamavam pelas costas. Só porque sua casa era maior e ele tinha mesada. Segundos antes de se virar e voltar para o carro, teve um pensamento definitivo.



        — Só me deixavam jogar de centroavante porque a bola era minha…



VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

Analise os excertos a seguir, retirados do texto, quanto às categorias gramaticais das palavras que os compõem:

I. Nunca mais fora tão feliz.
II. Atravessou a rua e bateu na porta.
III. — O Venancinho ainda mora aqui?

Verifica-se o emprego de palavra(s) da classe gramatical advérbio apenas em:
Alternativas
Q3467023 Português

Leia o texto para responder a questão.



O bacana



        A rua ainda era a mesma. As mesmas casas. As mesmas árvores, só mais troncudas. Até o armazém do Espanhol (assim chamado por razões misteriosas, pois o dono sempre fora português) continuava lá. Ele desceu do carro e começou a caminhar pela calçada esburacada. Parou em frente à casa que tinha sido a dele. Era a maior da rua. Puxa. Sentiu um aperto na garganta. Quanta lembrança! O muro com as marcas da bola.



        Lembrou-se, então, com uma intensidade que quase o sufocou, do time. O Valores da Zona. Que tempo bom. Nunca mais fora tão feliz. A ideia do time tinha sido dele. Ele é que tinha bola. Ele é que contribuíra com a maior parcela, tirada de sua mesada, para a compra das camisetas. Lembrava ainda a formação do ataque: Venancinho, Alemão, ele, Mangola e Tobias da dona Ester, para diferenciar do Tobias da dona Inácia, que era beque.



        O Venancinho morava numa casa de madeira em frente à dele. Será que... Atravessou a rua e bateu na porta. Apareceu uma menina dos seus oito anos.



        — Quié.



        — O Venancinho ainda mora aqui?



        — Quem? — Venâncio. Venâncio, ahn...



        Tentou se lembrar do sobrenome. Inútil. Só se lembrava de Venancinho. Vulgo Bicudo.



        — Peraí — disse a menina, e fechou a porta.



        Nunca mais, desde aquele tempo, tivera tantos amigos. O grito de guerra do time era “Valores da Zona — Unidos! Unidos! Unidos!”. E eram unidos. Com eles provara o primeiro cigarro. Comprara as primeiras revistas de sacanagem. Lembrava das reuniões no galpão atrás da casa do Chico Babão. Os concursos de... Apareceu uma senhora.



        — Quer falar com quem?



        — O Venâncio ainda mora aqui?



        — Mora.



        — Ele está?



        — Está aposentado — disse a mulher, como se dissesse “só pode estar em casa”. E apontou para o próprio peito — Pulmão.



        — Será que eu posso falar com ele?



        — Qual é sua graça?



        Ele disse. Explicou quem era. A mulher tornou a fechar a porta. Ele ouviu a mulher gritando para alguém. Seu nome e sua descrição. E ouviu a voz de um homem exclamando:



        — Ih. É o Bacana...



        Não sabia que aquele era o seu apelido. Compreendeu tudo. Era como o chamavam pelas costas. Só porque sua casa era maior e ele tinha mesada. Segundos antes de se virar e voltar para o carro, teve um pensamento definitivo.



        — Só me deixavam jogar de centroavante porque a bola era minha…



VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

Considere o excerto: “Sentiu um aperto na garganta. Quanta lembrança! O muro com as marcas da bola.” Dentre os substantivos a seguir, que ocorrem no excerto indicado, classifica-se como abstrato apenas:
Alternativas
Q3467022 Português

Leia o texto para responder a questão.



O bacana



        A rua ainda era a mesma. As mesmas casas. As mesmas árvores, só mais troncudas. Até o armazém do Espanhol (assim chamado por razões misteriosas, pois o dono sempre fora português) continuava lá. Ele desceu do carro e começou a caminhar pela calçada esburacada. Parou em frente à casa que tinha sido a dele. Era a maior da rua. Puxa. Sentiu um aperto na garganta. Quanta lembrança! O muro com as marcas da bola.



        Lembrou-se, então, com uma intensidade que quase o sufocou, do time. O Valores da Zona. Que tempo bom. Nunca mais fora tão feliz. A ideia do time tinha sido dele. Ele é que tinha bola. Ele é que contribuíra com a maior parcela, tirada de sua mesada, para a compra das camisetas. Lembrava ainda a formação do ataque: Venancinho, Alemão, ele, Mangola e Tobias da dona Ester, para diferenciar do Tobias da dona Inácia, que era beque.



        O Venancinho morava numa casa de madeira em frente à dele. Será que... Atravessou a rua e bateu na porta. Apareceu uma menina dos seus oito anos.



        — Quié.



        — O Venancinho ainda mora aqui?



        — Quem? — Venâncio. Venâncio, ahn...



        Tentou se lembrar do sobrenome. Inútil. Só se lembrava de Venancinho. Vulgo Bicudo.



        — Peraí — disse a menina, e fechou a porta.



        Nunca mais, desde aquele tempo, tivera tantos amigos. O grito de guerra do time era “Valores da Zona — Unidos! Unidos! Unidos!”. E eram unidos. Com eles provara o primeiro cigarro. Comprara as primeiras revistas de sacanagem. Lembrava das reuniões no galpão atrás da casa do Chico Babão. Os concursos de... Apareceu uma senhora.



        — Quer falar com quem?



        — O Venâncio ainda mora aqui?



        — Mora.



        — Ele está?



        — Está aposentado — disse a mulher, como se dissesse “só pode estar em casa”. E apontou para o próprio peito — Pulmão.



        — Será que eu posso falar com ele?



        — Qual é sua graça?



        Ele disse. Explicou quem era. A mulher tornou a fechar a porta. Ele ouviu a mulher gritando para alguém. Seu nome e sua descrição. E ouviu a voz de um homem exclamando:



        — Ih. É o Bacana...



        Não sabia que aquele era o seu apelido. Compreendeu tudo. Era como o chamavam pelas costas. Só porque sua casa era maior e ele tinha mesada. Segundos antes de se virar e voltar para o carro, teve um pensamento definitivo.



        — Só me deixavam jogar de centroavante porque a bola era minha…



VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

Considere o excerto: “Apareceu uma senhora.” Nesse contexto, o verbo “aparecer” ocorre com regência:
Alternativas
Q3467021 Português

Leia o texto para responder a questão.



O bacana



        A rua ainda era a mesma. As mesmas casas. As mesmas árvores, só mais troncudas. Até o armazém do Espanhol (assim chamado por razões misteriosas, pois o dono sempre fora português) continuava lá. Ele desceu do carro e começou a caminhar pela calçada esburacada. Parou em frente à casa que tinha sido a dele. Era a maior da rua. Puxa. Sentiu um aperto na garganta. Quanta lembrança! O muro com as marcas da bola.



        Lembrou-se, então, com uma intensidade que quase o sufocou, do time. O Valores da Zona. Que tempo bom. Nunca mais fora tão feliz. A ideia do time tinha sido dele. Ele é que tinha bola. Ele é que contribuíra com a maior parcela, tirada de sua mesada, para a compra das camisetas. Lembrava ainda a formação do ataque: Venancinho, Alemão, ele, Mangola e Tobias da dona Ester, para diferenciar do Tobias da dona Inácia, que era beque.



        O Venancinho morava numa casa de madeira em frente à dele. Será que... Atravessou a rua e bateu na porta. Apareceu uma menina dos seus oito anos.



        — Quié.



        — O Venancinho ainda mora aqui?



        — Quem? — Venâncio. Venâncio, ahn...



        Tentou se lembrar do sobrenome. Inútil. Só se lembrava de Venancinho. Vulgo Bicudo.



        — Peraí — disse a menina, e fechou a porta.



        Nunca mais, desde aquele tempo, tivera tantos amigos. O grito de guerra do time era “Valores da Zona — Unidos! Unidos! Unidos!”. E eram unidos. Com eles provara o primeiro cigarro. Comprara as primeiras revistas de sacanagem. Lembrava das reuniões no galpão atrás da casa do Chico Babão. Os concursos de... Apareceu uma senhora.



        — Quer falar com quem?



        — O Venâncio ainda mora aqui?



        — Mora.



        — Ele está?



        — Está aposentado — disse a mulher, como se dissesse “só pode estar em casa”. E apontou para o próprio peito — Pulmão.



        — Será que eu posso falar com ele?



        — Qual é sua graça?



        Ele disse. Explicou quem era. A mulher tornou a fechar a porta. Ele ouviu a mulher gritando para alguém. Seu nome e sua descrição. E ouviu a voz de um homem exclamando:



        — Ih. É o Bacana...



        Não sabia que aquele era o seu apelido. Compreendeu tudo. Era como o chamavam pelas costas. Só porque sua casa era maior e ele tinha mesada. Segundos antes de se virar e voltar para o carro, teve um pensamento definitivo.



        — Só me deixavam jogar de centroavante porque a bola era minha…



VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

Analise os excertos a seguir, retirados do texto, quanto à colocação pronominal. Assinale a alternativa em que se verifica ênclise.
Alternativas
Q3467020 Português

Leia o texto para responder a questão.



O bacana



        A rua ainda era a mesma. As mesmas casas. As mesmas árvores, só mais troncudas. Até o armazém do Espanhol (assim chamado por razões misteriosas, pois o dono sempre fora português) continuava lá. Ele desceu do carro e começou a caminhar pela calçada esburacada. Parou em frente à casa que tinha sido a dele. Era a maior da rua. Puxa. Sentiu um aperto na garganta. Quanta lembrança! O muro com as marcas da bola.



        Lembrou-se, então, com uma intensidade que quase o sufocou, do time. O Valores da Zona. Que tempo bom. Nunca mais fora tão feliz. A ideia do time tinha sido dele. Ele é que tinha bola. Ele é que contribuíra com a maior parcela, tirada de sua mesada, para a compra das camisetas. Lembrava ainda a formação do ataque: Venancinho, Alemão, ele, Mangola e Tobias da dona Ester, para diferenciar do Tobias da dona Inácia, que era beque.



        O Venancinho morava numa casa de madeira em frente à dele. Será que... Atravessou a rua e bateu na porta. Apareceu uma menina dos seus oito anos.



        — Quié.



        — O Venancinho ainda mora aqui?



        — Quem? — Venâncio. Venâncio, ahn...



        Tentou se lembrar do sobrenome. Inútil. Só se lembrava de Venancinho. Vulgo Bicudo.



        — Peraí — disse a menina, e fechou a porta.



        Nunca mais, desde aquele tempo, tivera tantos amigos. O grito de guerra do time era “Valores da Zona — Unidos! Unidos! Unidos!”. E eram unidos. Com eles provara o primeiro cigarro. Comprara as primeiras revistas de sacanagem. Lembrava das reuniões no galpão atrás da casa do Chico Babão. Os concursos de... Apareceu uma senhora.



        — Quer falar com quem?



        — O Venâncio ainda mora aqui?



        — Mora.



        — Ele está?



        — Está aposentado — disse a mulher, como se dissesse “só pode estar em casa”. E apontou para o próprio peito — Pulmão.



        — Será que eu posso falar com ele?



        — Qual é sua graça?



        Ele disse. Explicou quem era. A mulher tornou a fechar a porta. Ele ouviu a mulher gritando para alguém. Seu nome e sua descrição. E ouviu a voz de um homem exclamando:



        — Ih. É o Bacana...



        Não sabia que aquele era o seu apelido. Compreendeu tudo. Era como o chamavam pelas costas. Só porque sua casa era maior e ele tinha mesada. Segundos antes de se virar e voltar para o carro, teve um pensamento definitivo.



        — Só me deixavam jogar de centroavante porque a bola era minha…



VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

Analise o excerto a seguir quanto às formas verbais empregadas: “Era como o chamavam pelas costas.” O verbo “chamavam”, que ocorre no excerto indicado, exprime uma ação:
Alternativas
Respostas
1481: D
1482: B
1483: D
1484: A
1485: C
1486: A
1487: E
1488: E
1489: B
1490: C
1491: A
1492: C
1493: D
1494: E
1495: B
1496: E
1497: B
1498: E
1499: A
1500: C