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Q3888100 Legislação dos Municípios do Estado do Espírito Santo
De acordo com as disposições da Lei nº 3.372/2024 do município de Viana, no que tange à estrutura remuneratória dos servidores públicos do Quadro Geral, assinale a afirmativa INCORRETA.
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Q3888099 Legislação Municipal
Em determinado ano, a Câmara Municipal de Viana rejeita as contas anuais do prefeito, seguindo o parecer prévio do Tribunal de Contas. De acordo com o rito da Lei Orgânica Municipal, para que aludido parecer do Tribunal de Contas fosse rejeitado pelos vereadores, seria necessário:
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Q3888098 Legislação Municipal
O Estatuto dos Servidores Públicos do Município de Viana estabelece que, além do vencimento do cargo, poderão ser pagas ao servidor vantagens pecuniárias distintas. Considerando as disposições legais sobre a natureza e a incorporação dessas verbas, é correto afirmar que:
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Q3888097 Legislação dos Municípios do Estado do Espírito Santo
A Mesa Diretora da Câmara de Vereadores de Viana apresenta projeto de lei que visa conceder isenção de IPTU para moradores em duas situações: a) que residam em áreas de risco geológico; e b) que possuam Área de Preservação Permanente (APP) nas dimensões de sua propriedade. Sobre a viabilidade legal desse projeto no evento hipotético, frente às normas da Lei Orgânica do Município de Viana, assinale a afirmativa correta. 
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Q3888096 Direito Administrativo
A Lei nº 14.133/2021 – Lei de Licitações e Contratos Administrativos – estabelece normas sobre modalidades de contratação pública, disciplinando, entre outros aspectos, o pregão, o leilão, o diálogo competitivo e o concurso, definindo condições, procedimentos e limites para cada uma dessas modalidades. De acordo com as disposições da legislação, assinale a afirmativa correta.
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Q3888095 Direito Administrativo
A Lei de Improbidade Administrativa estabelece as hipóteses de responsabilização por atos de enriquecimento ilícito, de lesão ao erário e de atentado aos princípios da Administração Pública. Considerando exclusivamente a literalidade das disposições legais, analise os casos hipotéticos a seguir.

Caso 1: O agente público A., no exercício regular de suas atribuições, recebeu vantagem econômica de particular interessado em determinado procedimento administrativo, com a finalidade de omitir ato de ofício que lhe competia realizar no curso desse procedimento.
Caso 2: O gestor público B. facilitou a incorporação, ao patrimônio de entidade privada, de valores públicos transferidos mediante parceria, sem a observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis, tendo sido constatado que não houve perda patrimonial efetiva.
Caso 3: O servidor C. revelou, antes da divulgação oficial, o teor de medida econômica capaz de afetar o preço de determinada mercadoria.
Caso 4: O agente público D. faleceu após ter causado dano ao erário, deixando herdeiros que receberam patrimônio por sucessão.

Com base nas disposições da Lei de Improbidade Administrativa, assinale a afirmativa INCORRETA.
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Q3888094 Direito Digital
A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) instituiu um regime jurídico destinado a disciplinar o tratamento de dados pessoais, estabelecendo critérios para a aplicação da norma, hipóteses legais que autorizam o tratamento, exceções ao seu âmbito de incidência e regras específicas relativas ao consentimento do titular e aos seus efeitos. Considerando esse arcabouço normativo, analise os casos hipotéticos apresentados a seguir.

Caso 1: Uma pessoa jurídica sediada no exterior realizou operação de tratamento de dados pessoais de indivíduos que se encontravam no território nacional no momento da coleta.
Caso 2: Foram tratados dados pessoais exclusivamente para fim jornalístico.
Caso 3: Uma empresa realizou tratamento de dados pessoais após obter manifestação de vontade do titular por meio que permite comprovação.
Caso 4: O titular de dados pessoais, após ter fornecido consentimento para determinado tratamento, pretende revogá-lo.

Com base na legislação supracitada, assinale a afirmativa INCORRETA.
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Q3888093 Legislação Federal
A Lei nº 12.527/2011 disciplina o direito de acesso à informação, estabelecendo regras sobre a formulação dos pedidos, as limitações impostas à Administração Pública e os deveres dos órgãos e entidades na concessão das informações públicas. Considerando essas disposições legais, analise os casos hipotéticos a seguir.

Caso 1: Um interessado apresentou pedido de acesso a informações a um órgão público, por meio legítimo, identificando-se e especificando a informação requerida. O órgão condicionou o atendimento do pedido à apresentação dos motivos determinantes da solicitação.
Caso 2: Um interessado protocolou pedido de acesso à informação junto a uma entidade pública, mas o acesso imediato não foi concedido.
Caso 3: Um requerente solicitou acesso à informação armazenada em formato digital.
Caso 4: Um cidadão apresentou pedido de informação, mas a informação requerida não estava disponível no órgão, que remeteu o pedido a outro órgão competente, sem comunicar adequadamente ao interessado sobre a remessa. 

À luz da legislação mencionada, é INCORRETO afirmar que: 
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Q3888092 Direito Constitucional
A Constituição Federal de 1988 estabelece normas gerais sobre a Administração Pública, disciplinando, entre outros aspectos, a acumulação de cargos públicos, as regras aplicáveis ao exercício de mandato eletivo e as condições de estabilidade dos servidores de provimento efetivo. De acordo com os dispositivos constitucionais aplicáveis, é correto afirmar que: 
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Q3888091 Raciocínio Lógico
Um almoxarifado possui 60 caixas, cada uma contendo parafusos de apenas uma cor. Sabe-se que 25 caixas contêm parafusos prateados; 18 contêm parafusos pretos; 8 contêm parafusos verdes; e o restante contém parafusos dourados. Com base nessas informações, qual é o número mínimo de caixas que devem ser retiradas, aleatoriamente, para garantir que haja ao menos uma caixa de cada cor? 
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Q3888090 Matemática
Três atletas – André, Bruno e Caio – comparavam seus tempos distintos de corrida em uma prova. Cada um fez uma afirmação:

• André: “Meu tempo foi menor que o de Bruno”.
• Bruno: “Caio teve um tempo menor que o de André”.
• Caio: “Entre nós três, André foi o mais rápido”.

Considere que apenas uma dessas afirmações é verdadeira e, consequentemente, as demais são falsas. Com base nessas informações, é correto afirmar que:
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Q3888089 Raciocínio Lógico
Giovana comparou listas de músicas preferidas entre quatro playlists digitais. Ao fazer as comparações, ela observou que a playlist A tem 12 músicas em comum com a playlist B; 20 músicas em comum com a playlist C; e 28 músicas em comum com a playlist D. Com base apenas nessas informações, qual é o número máximo possível de músicas que podem estar presentes simultaneamente nas quatro playlists
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Q3888088 Raciocínio Lógico
Em uma escola técnica há 60 alunos matriculados. Desses, 20 não participam de atividades esportivas e 25 não participam de atividades culturais. Sabe-se, ainda, que 30 alunos participam tanto de atividades esportivas quanto culturais. Se um aluno for escolhido aleatoriamente, qual é a probabilidade de que ele não participe de atividades esportivas e nem de atividades culturais?
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Q3888087 Raciocínio Lógico
Em uma instituição pública certa servidora precisa organizar documentos históricos distintos entre si em uma estante linear. Ela possui 3 relatórios administrativos, 2 atas de reuniões e 4 processos judiciais antigos. Por exigência do setor, os documentos devem ser dispostos em fila (da esquerda para a direita) de modo que os documentos de um mesmo tipo fiquem sempre juntos. Com base nessas informações, de quantas maneiras diferentes essa organização pode ser feita? 
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Q3888086 Redação Oficial
No futuro, atendimento digital deverá se restringir a processos repetitivos


    Comprar ingresso de cinema, fazer check-in em viagens, pagar contas ou pedir comida em restaurantes são atividades cada vez mais mediadas por telas e algoritmos. O que antes exigia contato direto entre funcionários e consumidores agora pode ser resolvido em segundos por aplicativos, terminais de autoatendimento ou chatbots. Essa transformação, que promete rapidez e redução de custos para empresas, também abre debates sobre exclusão digital, segurança de dados, perda de empregos e, sobretudo, sobre a experiência humana no atendimento.

    Para o professor José Eduardo Santarém, doutor e professor da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, especialista em Tecnologia da Informação, é preciso compreender que a digitalização tem diferentes dimensões. “Um dos significados é a conversão de documentos analógicos para o digital. Mas, no sentido estratégico, a digitalização está relacionada à transformação digital, que hoje faz parte do cotidiano das pessoas graças a equipamentos, sensores, algoritmos de IA e, principalmente, à mobilidade da internet”, explica.

    Esse avanço, segundo ele, traz ganhos claros em produtividade e precisão, além de eliminar barreiras de tempo e distância. No entanto, não significa o fim da participação humana. “Muitas atividades ainda exigem interação humana, como tarefas que dependem de raciocínio, empatia, criatividade e julgamentos éticos. Liderança, cuidados com a saúde e negociações complexas, por exemplo, ainda vão depender muito do ser humano”, avalia.

    Apesar disso, Santarém acredita que a inteligência artificial deve ocupar um espaço cada vez maior em atividades repetitivas. “Algumas tarefas podem até ser mais seguras quando executadas por máquinas. Um exemplo é o trânsito: a maior parte dos acidentes ocorre por falha humana. Não consigo imaginar que em 20 ou 25 anos ainda tenhamos pessoas dirigindo carros. Os veículos autônomos devem assumir esse papel por serem mais eficientes e seguros”, projeta.

    O professor também chama atenção para as contradições desse processo. De um lado, a tecnologia facilita a vida de pessoas com limitações, oferecendo ferramentas de acessibilidade e inclusão. De outro, pode ser excludente para quem não tem acesso a dispositivos e conectividade. “A digitalização traz benefícios e dificuldades. Mas há um esforço mundial para democratizar esse acesso, como o consórcio W3C, que defende internet para todos em todos os lugares”, observa.

    Na prática, o atendimento digital ainda está longe de ser perfeito. “Basta pensar nos bots de e-commerce. Raramente alguém sai satisfeito, porque eles resolvem apenas problemas básicos. Quando a demanda exige personalização, o atendimento humano ainda é insubstituível”, afirma Santarém. Para ele, esse é um dos grandes desafios da era da IA: encontrar o equilíbrio entre automação e sensibilidade. 

    Outro ponto crítico é a privacidade. “Há falhas diárias de acesso e roubo de dados. Apesar de termos legislações como a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) no Brasil e o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR) na Europa, ainda precisamos evoluir. Custos e interesses muitas vezes deixam a proteção da privacidade fora da pauta, e isso é um problema sério”, alerta.

    Ainda assim, Santarém não acredita que o futuro será marcado por um atendimento totalmente automatizado. Ao contrário, projeta uma retomada do contato humano como diferencial. “Sou otimista em relação ao atendimento humano. Acho que haverá um momento em que vamos regredir no atendimento automatizado. Muitas pessoas ainda preferem abrir um cardápio físico em um restaurante em vez de usar QR Code. Esse contato pessoal pode voltar a ser o preferido”, reflete.

    Para ele, a saída está na fusão entre o digital e o humano, aproveitando o que cada um faz de melhor. “O ser humano não é apto para tarefas repetitivas, mas é insubstituível em inteligência, criatividade e sensibilidade. Já a automação pode dar agilidade e precisão a processos. O futuro do atendimento não será substituir um pelo outro, mas combinar os dois para oferecer experiências mais completas e humanas”, conclui.


(Disponível em: https://jornal.usp.br/campus-ribeirao-preto/. Acesso em: janeiro de 2025).
Tendo em vista o texto apresentado, considere, hipoteticamente, que será redigido um documento oficial que trate dos riscos da automação excessiva no atendimento ao cidadão. Conforme as recomendações do Manual de Redação da Presidência da República (2018), a clareza – princípio essencial da correspondência oficial – é assegurada, principalmente, pela:
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Q3888085 Português
No futuro, atendimento digital deverá se restringir a processos repetitivos


    Comprar ingresso de cinema, fazer check-in em viagens, pagar contas ou pedir comida em restaurantes são atividades cada vez mais mediadas por telas e algoritmos. O que antes exigia contato direto entre funcionários e consumidores agora pode ser resolvido em segundos por aplicativos, terminais de autoatendimento ou chatbots. Essa transformação, que promete rapidez e redução de custos para empresas, também abre debates sobre exclusão digital, segurança de dados, perda de empregos e, sobretudo, sobre a experiência humana no atendimento.

    Para o professor José Eduardo Santarém, doutor e professor da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, especialista em Tecnologia da Informação, é preciso compreender que a digitalização tem diferentes dimensões. “Um dos significados é a conversão de documentos analógicos para o digital. Mas, no sentido estratégico, a digitalização está relacionada à transformação digital, que hoje faz parte do cotidiano das pessoas graças a equipamentos, sensores, algoritmos de IA e, principalmente, à mobilidade da internet”, explica.

    Esse avanço, segundo ele, traz ganhos claros em produtividade e precisão, além de eliminar barreiras de tempo e distância. No entanto, não significa o fim da participação humana. “Muitas atividades ainda exigem interação humana, como tarefas que dependem de raciocínio, empatia, criatividade e julgamentos éticos. Liderança, cuidados com a saúde e negociações complexas, por exemplo, ainda vão depender muito do ser humano”, avalia.

    Apesar disso, Santarém acredita que a inteligência artificial deve ocupar um espaço cada vez maior em atividades repetitivas. “Algumas tarefas podem até ser mais seguras quando executadas por máquinas. Um exemplo é o trânsito: a maior parte dos acidentes ocorre por falha humana. Não consigo imaginar que em 20 ou 25 anos ainda tenhamos pessoas dirigindo carros. Os veículos autônomos devem assumir esse papel por serem mais eficientes e seguros”, projeta.

    O professor também chama atenção para as contradições desse processo. De um lado, a tecnologia facilita a vida de pessoas com limitações, oferecendo ferramentas de acessibilidade e inclusão. De outro, pode ser excludente para quem não tem acesso a dispositivos e conectividade. “A digitalização traz benefícios e dificuldades. Mas há um esforço mundial para democratizar esse acesso, como o consórcio W3C, que defende internet para todos em todos os lugares”, observa.

    Na prática, o atendimento digital ainda está longe de ser perfeito. “Basta pensar nos bots de e-commerce. Raramente alguém sai satisfeito, porque eles resolvem apenas problemas básicos. Quando a demanda exige personalização, o atendimento humano ainda é insubstituível”, afirma Santarém. Para ele, esse é um dos grandes desafios da era da IA: encontrar o equilíbrio entre automação e sensibilidade. 

    Outro ponto crítico é a privacidade. “Há falhas diárias de acesso e roubo de dados. Apesar de termos legislações como a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) no Brasil e o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR) na Europa, ainda precisamos evoluir. Custos e interesses muitas vezes deixam a proteção da privacidade fora da pauta, e isso é um problema sério”, alerta.

    Ainda assim, Santarém não acredita que o futuro será marcado por um atendimento totalmente automatizado. Ao contrário, projeta uma retomada do contato humano como diferencial. “Sou otimista em relação ao atendimento humano. Acho que haverá um momento em que vamos regredir no atendimento automatizado. Muitas pessoas ainda preferem abrir um cardápio físico em um restaurante em vez de usar QR Code. Esse contato pessoal pode voltar a ser o preferido”, reflete.

    Para ele, a saída está na fusão entre o digital e o humano, aproveitando o que cada um faz de melhor. “O ser humano não é apto para tarefas repetitivas, mas é insubstituível em inteligência, criatividade e sensibilidade. Já a automação pode dar agilidade e precisão a processos. O futuro do atendimento não será substituir um pelo outro, mas combinar os dois para oferecer experiências mais completas e humanas”, conclui.


(Disponível em: https://jornal.usp.br/campus-ribeirao-preto/. Acesso em: janeiro de 2025).
No período “Essa transformação, que promete rapidez e redução de custos para empresas, também abre debates sobre exclusão digital, segurança de dados, [...]” (1º§), a oração subordinada destacada é classificada como:
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Q3888084 Português
No futuro, atendimento digital deverá se restringir a processos repetitivos


    Comprar ingresso de cinema, fazer check-in em viagens, pagar contas ou pedir comida em restaurantes são atividades cada vez mais mediadas por telas e algoritmos. O que antes exigia contato direto entre funcionários e consumidores agora pode ser resolvido em segundos por aplicativos, terminais de autoatendimento ou chatbots. Essa transformação, que promete rapidez e redução de custos para empresas, também abre debates sobre exclusão digital, segurança de dados, perda de empregos e, sobretudo, sobre a experiência humana no atendimento.

    Para o professor José Eduardo Santarém, doutor e professor da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, especialista em Tecnologia da Informação, é preciso compreender que a digitalização tem diferentes dimensões. “Um dos significados é a conversão de documentos analógicos para o digital. Mas, no sentido estratégico, a digitalização está relacionada à transformação digital, que hoje faz parte do cotidiano das pessoas graças a equipamentos, sensores, algoritmos de IA e, principalmente, à mobilidade da internet”, explica.

    Esse avanço, segundo ele, traz ganhos claros em produtividade e precisão, além de eliminar barreiras de tempo e distância. No entanto, não significa o fim da participação humana. “Muitas atividades ainda exigem interação humana, como tarefas que dependem de raciocínio, empatia, criatividade e julgamentos éticos. Liderança, cuidados com a saúde e negociações complexas, por exemplo, ainda vão depender muito do ser humano”, avalia.

    Apesar disso, Santarém acredita que a inteligência artificial deve ocupar um espaço cada vez maior em atividades repetitivas. “Algumas tarefas podem até ser mais seguras quando executadas por máquinas. Um exemplo é o trânsito: a maior parte dos acidentes ocorre por falha humana. Não consigo imaginar que em 20 ou 25 anos ainda tenhamos pessoas dirigindo carros. Os veículos autônomos devem assumir esse papel por serem mais eficientes e seguros”, projeta.

    O professor também chama atenção para as contradições desse processo. De um lado, a tecnologia facilita a vida de pessoas com limitações, oferecendo ferramentas de acessibilidade e inclusão. De outro, pode ser excludente para quem não tem acesso a dispositivos e conectividade. “A digitalização traz benefícios e dificuldades. Mas há um esforço mundial para democratizar esse acesso, como o consórcio W3C, que defende internet para todos em todos os lugares”, observa.

    Na prática, o atendimento digital ainda está longe de ser perfeito. “Basta pensar nos bots de e-commerce. Raramente alguém sai satisfeito, porque eles resolvem apenas problemas básicos. Quando a demanda exige personalização, o atendimento humano ainda é insubstituível”, afirma Santarém. Para ele, esse é um dos grandes desafios da era da IA: encontrar o equilíbrio entre automação e sensibilidade. 

    Outro ponto crítico é a privacidade. “Há falhas diárias de acesso e roubo de dados. Apesar de termos legislações como a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) no Brasil e o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR) na Europa, ainda precisamos evoluir. Custos e interesses muitas vezes deixam a proteção da privacidade fora da pauta, e isso é um problema sério”, alerta.

    Ainda assim, Santarém não acredita que o futuro será marcado por um atendimento totalmente automatizado. Ao contrário, projeta uma retomada do contato humano como diferencial. “Sou otimista em relação ao atendimento humano. Acho que haverá um momento em que vamos regredir no atendimento automatizado. Muitas pessoas ainda preferem abrir um cardápio físico em um restaurante em vez de usar QR Code. Esse contato pessoal pode voltar a ser o preferido”, reflete.

    Para ele, a saída está na fusão entre o digital e o humano, aproveitando o que cada um faz de melhor. “O ser humano não é apto para tarefas repetitivas, mas é insubstituível em inteligência, criatividade e sensibilidade. Já a automação pode dar agilidade e precisão a processos. O futuro do atendimento não será substituir um pelo outro, mas combinar os dois para oferecer experiências mais completas e humanas”, conclui.


(Disponível em: https://jornal.usp.br/campus-ribeirao-preto/. Acesso em: janeiro de 2025).
No enunciado “‘Há falhas diárias de acesso e roubo de dados.’” (7º§), o emprego da forma verbal “” está em conformidade com a norma-padrão da Língua Portuguesa. Nesse contexto, assinale a alternativa que justifica corretamente o emprego dessa forma verbal no singular.
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Q3888083 Português
No futuro, atendimento digital deverá se restringir a processos repetitivos


    Comprar ingresso de cinema, fazer check-in em viagens, pagar contas ou pedir comida em restaurantes são atividades cada vez mais mediadas por telas e algoritmos. O que antes exigia contato direto entre funcionários e consumidores agora pode ser resolvido em segundos por aplicativos, terminais de autoatendimento ou chatbots. Essa transformação, que promete rapidez e redução de custos para empresas, também abre debates sobre exclusão digital, segurança de dados, perda de empregos e, sobretudo, sobre a experiência humana no atendimento.

    Para o professor José Eduardo Santarém, doutor e professor da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, especialista em Tecnologia da Informação, é preciso compreender que a digitalização tem diferentes dimensões. “Um dos significados é a conversão de documentos analógicos para o digital. Mas, no sentido estratégico, a digitalização está relacionada à transformação digital, que hoje faz parte do cotidiano das pessoas graças a equipamentos, sensores, algoritmos de IA e, principalmente, à mobilidade da internet”, explica.

    Esse avanço, segundo ele, traz ganhos claros em produtividade e precisão, além de eliminar barreiras de tempo e distância. No entanto, não significa o fim da participação humana. “Muitas atividades ainda exigem interação humana, como tarefas que dependem de raciocínio, empatia, criatividade e julgamentos éticos. Liderança, cuidados com a saúde e negociações complexas, por exemplo, ainda vão depender muito do ser humano”, avalia.

    Apesar disso, Santarém acredita que a inteligência artificial deve ocupar um espaço cada vez maior em atividades repetitivas. “Algumas tarefas podem até ser mais seguras quando executadas por máquinas. Um exemplo é o trânsito: a maior parte dos acidentes ocorre por falha humana. Não consigo imaginar que em 20 ou 25 anos ainda tenhamos pessoas dirigindo carros. Os veículos autônomos devem assumir esse papel por serem mais eficientes e seguros”, projeta.

    O professor também chama atenção para as contradições desse processo. De um lado, a tecnologia facilita a vida de pessoas com limitações, oferecendo ferramentas de acessibilidade e inclusão. De outro, pode ser excludente para quem não tem acesso a dispositivos e conectividade. “A digitalização traz benefícios e dificuldades. Mas há um esforço mundial para democratizar esse acesso, como o consórcio W3C, que defende internet para todos em todos os lugares”, observa.

    Na prática, o atendimento digital ainda está longe de ser perfeito. “Basta pensar nos bots de e-commerce. Raramente alguém sai satisfeito, porque eles resolvem apenas problemas básicos. Quando a demanda exige personalização, o atendimento humano ainda é insubstituível”, afirma Santarém. Para ele, esse é um dos grandes desafios da era da IA: encontrar o equilíbrio entre automação e sensibilidade. 

    Outro ponto crítico é a privacidade. “Há falhas diárias de acesso e roubo de dados. Apesar de termos legislações como a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) no Brasil e o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR) na Europa, ainda precisamos evoluir. Custos e interesses muitas vezes deixam a proteção da privacidade fora da pauta, e isso é um problema sério”, alerta.

    Ainda assim, Santarém não acredita que o futuro será marcado por um atendimento totalmente automatizado. Ao contrário, projeta uma retomada do contato humano como diferencial. “Sou otimista em relação ao atendimento humano. Acho que haverá um momento em que vamos regredir no atendimento automatizado. Muitas pessoas ainda preferem abrir um cardápio físico em um restaurante em vez de usar QR Code. Esse contato pessoal pode voltar a ser o preferido”, reflete.

    Para ele, a saída está na fusão entre o digital e o humano, aproveitando o que cada um faz de melhor. “O ser humano não é apto para tarefas repetitivas, mas é insubstituível em inteligência, criatividade e sensibilidade. Já a automação pode dar agilidade e precisão a processos. O futuro do atendimento não será substituir um pelo outro, mas combinar os dois para oferecer experiências mais completas e humanas”, conclui.


(Disponível em: https://jornal.usp.br/campus-ribeirao-preto/. Acesso em: janeiro de 2025).
Considerando a relação entre o título e o texto, a correta indicação de tempo, modo verbal e valor semântico presentes na forma “deverá”, empregada no enunciado que intitula o texto, é: 
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Q3888082 Português
No futuro, atendimento digital deverá se restringir a processos repetitivos


    Comprar ingresso de cinema, fazer check-in em viagens, pagar contas ou pedir comida em restaurantes são atividades cada vez mais mediadas por telas e algoritmos. O que antes exigia contato direto entre funcionários e consumidores agora pode ser resolvido em segundos por aplicativos, terminais de autoatendimento ou chatbots. Essa transformação, que promete rapidez e redução de custos para empresas, também abre debates sobre exclusão digital, segurança de dados, perda de empregos e, sobretudo, sobre a experiência humana no atendimento.

    Para o professor José Eduardo Santarém, doutor e professor da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, especialista em Tecnologia da Informação, é preciso compreender que a digitalização tem diferentes dimensões. “Um dos significados é a conversão de documentos analógicos para o digital. Mas, no sentido estratégico, a digitalização está relacionada à transformação digital, que hoje faz parte do cotidiano das pessoas graças a equipamentos, sensores, algoritmos de IA e, principalmente, à mobilidade da internet”, explica.

    Esse avanço, segundo ele, traz ganhos claros em produtividade e precisão, além de eliminar barreiras de tempo e distância. No entanto, não significa o fim da participação humana. “Muitas atividades ainda exigem interação humana, como tarefas que dependem de raciocínio, empatia, criatividade e julgamentos éticos. Liderança, cuidados com a saúde e negociações complexas, por exemplo, ainda vão depender muito do ser humano”, avalia.

    Apesar disso, Santarém acredita que a inteligência artificial deve ocupar um espaço cada vez maior em atividades repetitivas. “Algumas tarefas podem até ser mais seguras quando executadas por máquinas. Um exemplo é o trânsito: a maior parte dos acidentes ocorre por falha humana. Não consigo imaginar que em 20 ou 25 anos ainda tenhamos pessoas dirigindo carros. Os veículos autônomos devem assumir esse papel por serem mais eficientes e seguros”, projeta.

    O professor também chama atenção para as contradições desse processo. De um lado, a tecnologia facilita a vida de pessoas com limitações, oferecendo ferramentas de acessibilidade e inclusão. De outro, pode ser excludente para quem não tem acesso a dispositivos e conectividade. “A digitalização traz benefícios e dificuldades. Mas há um esforço mundial para democratizar esse acesso, como o consórcio W3C, que defende internet para todos em todos os lugares”, observa.

    Na prática, o atendimento digital ainda está longe de ser perfeito. “Basta pensar nos bots de e-commerce. Raramente alguém sai satisfeito, porque eles resolvem apenas problemas básicos. Quando a demanda exige personalização, o atendimento humano ainda é insubstituível”, afirma Santarém. Para ele, esse é um dos grandes desafios da era da IA: encontrar o equilíbrio entre automação e sensibilidade. 

    Outro ponto crítico é a privacidade. “Há falhas diárias de acesso e roubo de dados. Apesar de termos legislações como a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) no Brasil e o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR) na Europa, ainda precisamos evoluir. Custos e interesses muitas vezes deixam a proteção da privacidade fora da pauta, e isso é um problema sério”, alerta.

    Ainda assim, Santarém não acredita que o futuro será marcado por um atendimento totalmente automatizado. Ao contrário, projeta uma retomada do contato humano como diferencial. “Sou otimista em relação ao atendimento humano. Acho que haverá um momento em que vamos regredir no atendimento automatizado. Muitas pessoas ainda preferem abrir um cardápio físico em um restaurante em vez de usar QR Code. Esse contato pessoal pode voltar a ser o preferido”, reflete.

    Para ele, a saída está na fusão entre o digital e o humano, aproveitando o que cada um faz de melhor. “O ser humano não é apto para tarefas repetitivas, mas é insubstituível em inteligência, criatividade e sensibilidade. Já a automação pode dar agilidade e precisão a processos. O futuro do atendimento não será substituir um pelo outro, mas combinar os dois para oferecer experiências mais completas e humanas”, conclui.


(Disponível em: https://jornal.usp.br/campus-ribeirao-preto/. Acesso em: janeiro de 2025).
Releia esta passagem do 1º parágrafo: “Essa transformação, que promete rapidez e redução de custos para empresas, também abre debates sobre exclusão digital, segurança de dados, perda de empregos e, sobretudo, sobre a experiência humana no atendimento.” Nesse contexto, o advérbio “sobretudo” atua, discursivamente, para: 
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Q3888081 Português
No futuro, atendimento digital deverá se restringir a processos repetitivos


    Comprar ingresso de cinema, fazer check-in em viagens, pagar contas ou pedir comida em restaurantes são atividades cada vez mais mediadas por telas e algoritmos. O que antes exigia contato direto entre funcionários e consumidores agora pode ser resolvido em segundos por aplicativos, terminais de autoatendimento ou chatbots. Essa transformação, que promete rapidez e redução de custos para empresas, também abre debates sobre exclusão digital, segurança de dados, perda de empregos e, sobretudo, sobre a experiência humana no atendimento.

    Para o professor José Eduardo Santarém, doutor e professor da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, especialista em Tecnologia da Informação, é preciso compreender que a digitalização tem diferentes dimensões. “Um dos significados é a conversão de documentos analógicos para o digital. Mas, no sentido estratégico, a digitalização está relacionada à transformação digital, que hoje faz parte do cotidiano das pessoas graças a equipamentos, sensores, algoritmos de IA e, principalmente, à mobilidade da internet”, explica.

    Esse avanço, segundo ele, traz ganhos claros em produtividade e precisão, além de eliminar barreiras de tempo e distância. No entanto, não significa o fim da participação humana. “Muitas atividades ainda exigem interação humana, como tarefas que dependem de raciocínio, empatia, criatividade e julgamentos éticos. Liderança, cuidados com a saúde e negociações complexas, por exemplo, ainda vão depender muito do ser humano”, avalia.

    Apesar disso, Santarém acredita que a inteligência artificial deve ocupar um espaço cada vez maior em atividades repetitivas. “Algumas tarefas podem até ser mais seguras quando executadas por máquinas. Um exemplo é o trânsito: a maior parte dos acidentes ocorre por falha humana. Não consigo imaginar que em 20 ou 25 anos ainda tenhamos pessoas dirigindo carros. Os veículos autônomos devem assumir esse papel por serem mais eficientes e seguros”, projeta.

    O professor também chama atenção para as contradições desse processo. De um lado, a tecnologia facilita a vida de pessoas com limitações, oferecendo ferramentas de acessibilidade e inclusão. De outro, pode ser excludente para quem não tem acesso a dispositivos e conectividade. “A digitalização traz benefícios e dificuldades. Mas há um esforço mundial para democratizar esse acesso, como o consórcio W3C, que defende internet para todos em todos os lugares”, observa.

    Na prática, o atendimento digital ainda está longe de ser perfeito. “Basta pensar nos bots de e-commerce. Raramente alguém sai satisfeito, porque eles resolvem apenas problemas básicos. Quando a demanda exige personalização, o atendimento humano ainda é insubstituível”, afirma Santarém. Para ele, esse é um dos grandes desafios da era da IA: encontrar o equilíbrio entre automação e sensibilidade. 

    Outro ponto crítico é a privacidade. “Há falhas diárias de acesso e roubo de dados. Apesar de termos legislações como a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) no Brasil e o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR) na Europa, ainda precisamos evoluir. Custos e interesses muitas vezes deixam a proteção da privacidade fora da pauta, e isso é um problema sério”, alerta.

    Ainda assim, Santarém não acredita que o futuro será marcado por um atendimento totalmente automatizado. Ao contrário, projeta uma retomada do contato humano como diferencial. “Sou otimista em relação ao atendimento humano. Acho que haverá um momento em que vamos regredir no atendimento automatizado. Muitas pessoas ainda preferem abrir um cardápio físico em um restaurante em vez de usar QR Code. Esse contato pessoal pode voltar a ser o preferido”, reflete.

    Para ele, a saída está na fusão entre o digital e o humano, aproveitando o que cada um faz de melhor. “O ser humano não é apto para tarefas repetitivas, mas é insubstituível em inteligência, criatividade e sensibilidade. Já a automação pode dar agilidade e precisão a processos. O futuro do atendimento não será substituir um pelo outro, mas combinar os dois para oferecer experiências mais completas e humanas”, conclui.


(Disponível em: https://jornal.usp.br/campus-ribeirao-preto/. Acesso em: janeiro de 2025).
No trecho “‘O ser humano não é apto para tarefas repetitivas, mas é insubstituível em inteligência, criatividade e sensibilidade.’” (9º§), a principal figura de linguagem presente é: 
Alternativas
Respostas
1741: D
1742: A
1743: D
1744: C
1745: C
1746: C
1747: D
1748: C
1749: C
1750: D
1751: D
1752: B
1753: D
1754: C
1755: A
1756: B
1757: B
1758: C
1759: B
1760: C