Foram encontradas 10.693 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3812298 Português
Analise as sentenças a seguir a respeito da pontuação: 

I. "É importante lembrar que a gentileza é uma das qualidades mais bonitas do ser humano, mas, como tudo na vida, isso também pede equilíbrio. Quando exageramos, o gesto pesa no corpo e na mente."

II. "Ser gentil é saudável até o ponto em que o gesto deixa de vir da empatia e passa a nascer da necessidade de agradar."

III. "Quando praticamos um ato de gentileza — ou somos tocados por um — o cérebro celebra."

(Os excertos foram extraídos de: https://vidasimples.co/saude-emocional/existe-limites-para-a-gentilezacomo-manter-o-equilibrio-sem-se-anular/. Acesso em 26 nov. 2025.)

A pontuação está correta em:
Alternativas
Q3812297 Português
Associe a segunda coluna de acordo com a primeira, relacionando o sentido pretendido com o uso dos artigos destacados:

Primeira coluna: sentidos
1. Substantivação
2. Sentido de posse
3. Ênfase.

Segunda coluna: artigos
(__) Ela trazia cabeça embranquiçada pelas preocupações dos últimos anos.
(__) A pintura era de uma precisão absurda. 
(__) Eu não sei lidar com inesperado.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3812296 Português
Analise a concordância das palavras destacadas nas sentenças:

I. Vinha todo vestido em azul: azuis o chapéu, a vestimenta e a alma.

II. Elas próprias divulgaram o festival, estavam só naquele projeto.

III. Enviei anexa a primeira parte do livro.

Está correta a concordância nominal em: 
Alternativas
Q3812294 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Sob os trilhos do metrô, hortas urbanas combatem avanço de ultraprocessados na periferia de São Paulo

Moradores do Jardim Ibirapuera plantam legumes e verduras sem agrotóxico como alternativa à pobreza de nutrientes identificada em estudo inédito conduzido pela comunidade.

Adriano Wilkson

Debaixo dos trilhos do metrô de São Paulo, quatro agricultores urbanos observam o lento crescimento de mudas de milho cuidadosamente organizadas em um canteiro montado com restos de construção civil. Alguns metros adiante, pés de alface, couve, banana e erva-cidreira dividem terreno com uma vaca que pasta displicente.

Ao caminhar em meio ao verde, por um momento você até poderia supor que saiu da capital paulista, mas o frenesi do trânsito da avenida Guido Caloi, que dá acesso à Marginal Pinheiros, logo chama à realidade. Essa é uma das vias mais movimentadas e caóticas de São Paulo. Mas é ali, no meio de um conjunto de favelas chamado Jardim Ibirapuera, que os moradores decidiram construir uma alternativa à pobreza alimentar que assola a comunidade.

Dos 41 mil moradores do bairro, 13 mil, ou 31%, passam fome. Tecnicamente, essas pessoas vivem em "insegurança alimentar grave", o que significa que a falta de renda as impede de fazer todas as refeições que gostariam. Essa taxa é maior do que a registrada no município de São Paulo como um todo, onde 12% da população passa fome [...]. A conclusão consta em uma pesquisa inédita feita pelo Observatório Ibira30, um braço do Bloco do Beco, organização não governamental que atua no Jardim Ibirapuera desde 2003. Durante seis meses, entre janeiro e junho de 2025, pesquisadores do observatório bateram de porta em porta para entrevistar moradores e investigar seus hábitos alimentares.

As 382 entrevistas revelaram a presença da fome não apenas na ausência de alimentos, mas também no avanço de ultraprocessados e de opções menos nutritivas entre os moradores. Por exemplo, 86% dos entrevistados disseram já terem precisado trocar alimentos saudáveis por opções mais baratas e menos nutritivas.

A situação piorou durante a pandemia, quando muitos moradores perderam renda e precisaram contar com doações para sobreviver. Biscoitos, bebidas açucaradas e alimentos instantâneos se tornaram então ainda mais comuns nas despensas do bairro. Segundo a pesquisa, dois em cada três deles disseram que seus hábitos alimentares pioraram com a chegada da covid.

Foi após esse cenário de crise que um cozinheiro pernambucano viu em um terreno abandonado a chance de produzir comida de qualidade.[...] É nesse pequeno espaço que ele tenta construir, junto com os vizinhos, uma alternativa limpa e natural para substituir o avanço dos ultraprocessados. [...] Hoje as três hortas do bairro produzem verduras, legumes, frutas e plantas para chá, dos quais a população faz uso medicinal.

"Eu me considero hoje outra pessoa mexendo com a terra, trabalhando no ritmo da natureza e sabendo exatamente o que tem no alimento que eu como", afirma Neto, que, assim como os demais agricultores, não usa agrotóxico na produção e adota princípios da agroecologia para fazer a gestão de pragas. "Demora mais, às vezes a gente erra, mas vale a pena porque é saudável." [...]

A etnografia do observatório identificou que no Jardim Ibirapuera 29% dos moradores têm origem no Nordeste e três em cada quatro são pessoas pretas ou pardas. Para muitas delas os hábitos alimentares refletem a cultura e as tradições que a vida e a rotina em uma cidade como São Paulo ainda não foram capazes de apagar.

"Na São Paulo urbana e formalizada, as gôndolas dos mercados podem até ocultar as origens dos ingredientes", escreveu Marcelo Zarzuela Coelho, o Lelo, um dos coordenadores do estudo. "Mas nas periferias, o cuscuz de milho ainda é memória nordestina em estado sólido, o leite de coco ainda carrega o sopro da diáspora africana, o azeite de dendê resiste ao embranquecimento do paladar urbano, e a mandioca segue sendo mais que raiz: é símbolo de autonomia e continuidade." [...]

"Nosso sonho até 2030 é construir um tripé", explica Luiz Claudio de Souza, articulador institucional do Observatório. "Potencializar as hortas, criar um banco de alimentos, também com a contribuição de mercados e hortifrutis do bairro, e construir uma cozinha comunitária que possa manipular esses alimentos junto com a comunidade. Mas pra isso precisamos de parceiros."

Enquanto esse sonho não se concretiza, os agricultores urbanos colhem das hortas frutos que não se resumem aos vegetais que crescem ali. São valores intangíveis que se espalham pela comunidade como sementes levadas pelo vento. [...]

(Disponível em: https://ojoioeotrigo.com.br/2025/11/sob-os-trilhos-do-metro-hortas-urba nas-combatem-avanco-de-ultraprocessados-na-periferia-de-sao-paulo/. Acesso em: 25 nov. 2025. Adaptado.)
De acordo com o texto, analise as sentenças e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__) A fome não está apenas na falta de acesso a alimentos. Diante da impossibilidade de adquirir alimentos mais nutritivos, as pessoas os trocam por ultraprocessados, que são opções mais baratas. Isso também é entendido como fome.

(__) Os planos futuros dos agricultores se estruturam em três frentes: o fortalecimento da produção nas hortas, a criação de um fundo, uma reserva de alimentos e a construção de uma cozinha comunitária para manipulação dos alimentos.

(__) O principal objetivo dos agricultores ao construir as hortas é impedir a entrada de ultraprocessados na comunidade, criando uma barreira natural e limpa e obrigando a comunidade a mudar seus hábitos alimentares.

(__) A maioria dos moradores do Jardim Ibirapuera é constituída por pessoas negras.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3812292 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Sob os trilhos do metrô, hortas urbanas combatem avanço de ultraprocessados na periferia de São Paulo

Moradores do Jardim Ibirapuera plantam legumes e verduras sem agrotóxico como alternativa à pobreza de nutrientes identificada em estudo inédito conduzido pela comunidade.

Adriano Wilkson

Debaixo dos trilhos do metrô de São Paulo, quatro agricultores urbanos observam o lento crescimento de mudas de milho cuidadosamente organizadas em um canteiro montado com restos de construção civil. Alguns metros adiante, pés de alface, couve, banana e erva-cidreira dividem terreno com uma vaca que pasta displicente.

Ao caminhar em meio ao verde, por um momento você até poderia supor que saiu da capital paulista, mas o frenesi do trânsito da avenida Guido Caloi, que dá acesso à Marginal Pinheiros, logo chama à realidade. Essa é uma das vias mais movimentadas e caóticas de São Paulo. Mas é ali, no meio de um conjunto de favelas chamado Jardim Ibirapuera, que os moradores decidiram construir uma alternativa à pobreza alimentar que assola a comunidade.

Dos 41 mil moradores do bairro, 13 mil, ou 31%, passam fome. Tecnicamente, essas pessoas vivem em "insegurança alimentar grave", o que significa que a falta de renda as impede de fazer todas as refeições que gostariam. Essa taxa é maior do que a registrada no município de São Paulo como um todo, onde 12% da população passa fome [...]. A conclusão consta em uma pesquisa inédita feita pelo Observatório Ibira30, um braço do Bloco do Beco, organização não governamental que atua no Jardim Ibirapuera desde 2003. Durante seis meses, entre janeiro e junho de 2025, pesquisadores do observatório bateram de porta em porta para entrevistar moradores e investigar seus hábitos alimentares.

As 382 entrevistas revelaram a presença da fome não apenas na ausência de alimentos, mas também no avanço de ultraprocessados e de opções menos nutritivas entre os moradores. Por exemplo, 86% dos entrevistados disseram já terem precisado trocar alimentos saudáveis por opções mais baratas e menos nutritivas.

A situação piorou durante a pandemia, quando muitos moradores perderam renda e precisaram contar com doações para sobreviver. Biscoitos, bebidas açucaradas e alimentos instantâneos se tornaram então ainda mais comuns nas despensas do bairro. Segundo a pesquisa, dois em cada três deles disseram que seus hábitos alimentares pioraram com a chegada da covid.

Foi após esse cenário de crise que um cozinheiro pernambucano viu em um terreno abandonado a chance de produzir comida de qualidade.[...] É nesse pequeno espaço que ele tenta construir, junto com os vizinhos, uma alternativa limpa e natural para substituir o avanço dos ultraprocessados. [...] Hoje as três hortas do bairro produzem verduras, legumes, frutas e plantas para chá, dos quais a população faz uso medicinal.

"Eu me considero hoje outra pessoa mexendo com a terra, trabalhando no ritmo da natureza e sabendo exatamente o que tem no alimento que eu como", afirma Neto, que, assim como os demais agricultores, não usa agrotóxico na produção e adota princípios da agroecologia para fazer a gestão de pragas. "Demora mais, às vezes a gente erra, mas vale a pena porque é saudável." [...]

A etnografia do observatório identificou que no Jardim Ibirapuera 29% dos moradores têm origem no Nordeste e três em cada quatro são pessoas pretas ou pardas. Para muitas delas os hábitos alimentares refletem a cultura e as tradições que a vida e a rotina em uma cidade como São Paulo ainda não foram capazes de apagar.

"Na São Paulo urbana e formalizada, as gôndolas dos mercados podem até ocultar as origens dos ingredientes", escreveu Marcelo Zarzuela Coelho, o Lelo, um dos coordenadores do estudo. "Mas nas periferias, o cuscuz de milho ainda é memória nordestina em estado sólido, o leite de coco ainda carrega o sopro da diáspora africana, o azeite de dendê resiste ao embranquecimento do paladar urbano, e a mandioca segue sendo mais que raiz: é símbolo de autonomia e continuidade." [...]

"Nosso sonho até 2030 é construir um tripé", explica Luiz Claudio de Souza, articulador institucional do Observatório. "Potencializar as hortas, criar um banco de alimentos, também com a contribuição de mercados e hortifrutis do bairro, e construir uma cozinha comunitária que possa manipular esses alimentos junto com a comunidade. Mas pra isso precisamos de parceiros."

Enquanto esse sonho não se concretiza, os agricultores urbanos colhem das hortas frutos que não se resumem aos vegetais que crescem ali. São valores intangíveis que se espalham pela comunidade como sementes levadas pelo vento. [...]

(Disponível em: https://ojoioeotrigo.com.br/2025/11/sob-os-trilhos-do-metro-hortas-urba nas-combatem-avanco-de-ultraprocessados-na-periferia-de-sao-paulo/. Acesso em: 25 nov. 2025. Adaptado.)
Leia o excerto:

"Mas nas periferias, o cuscuz de milho ainda é memória nordestina em estado sólido, o leite de coco ainda carrega o sopro da diáspora africana, o azeite de dendê resiste ao embranquecimento do paladar urbano, e a mandioca segue sendo mais que raiz: é símbolo de autonomia e continuidade."

Considerando as informações contidas no excerto, o texto e seus conhecimentos prévios, analise as sentenças e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__) De acordo com o texto, a relação das populações periféricas com o alimento vai além do gesto de se alimentar, de consumi-lo. A relação é cultural, afetiva e histórica. 

(__) Ao afirmar que "o azeite de dendê resiste ao embranquecimento do paladar urbano", o autor do texto tece uma crítica à valorização dos alimentos originados em culturas brancas, como as europeias, em detrimento daqueles oriundos, por exemplo, dos povos afrodescendentes.

(__) A partir da leitura de todo o texto, é possível compreender que o alimento pode ser muito mais do que apenas comida. Seu modo de produção pode ser um gesto de resistência, por exemplo, aos ultraprocessados.

(__) Quando o imigrante vai para grandes metrópoles, como São Paulo, e leva consigo os alimentos típicos de seu lugar de origem, ele está demonstrando sua indisposição em se adaptar à outra cultura alimentar. Isso fica muito evidente quando o autor do texto lança mão de palavras como "estado sólido", "resiste ao embranquecimento", "autonomia e continuidade".

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3812291 Saúde Pública
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Sob os trilhos do metrô, hortas urbanas combatem avanço de ultraprocessados na periferia de São Paulo

Moradores do Jardim Ibirapuera plantam legumes e verduras sem agrotóxico como alternativa à pobreza de nutrientes identificada em estudo inédito conduzido pela comunidade.

Adriano Wilkson

Debaixo dos trilhos do metrô de São Paulo, quatro agricultores urbanos observam o lento crescimento de mudas de milho cuidadosamente organizadas em um canteiro montado com restos de construção civil. Alguns metros adiante, pés de alface, couve, banana e erva-cidreira dividem terreno com uma vaca que pasta displicente.

Ao caminhar em meio ao verde, por um momento você até poderia supor que saiu da capital paulista, mas o frenesi do trânsito da avenida Guido Caloi, que dá acesso à Marginal Pinheiros, logo chama à realidade. Essa é uma das vias mais movimentadas e caóticas de São Paulo. Mas é ali, no meio de um conjunto de favelas chamado Jardim Ibirapuera, que os moradores decidiram construir uma alternativa à pobreza alimentar que assola a comunidade.

Dos 41 mil moradores do bairro, 13 mil, ou 31%, passam fome. Tecnicamente, essas pessoas vivem em "insegurança alimentar grave", o que significa que a falta de renda as impede de fazer todas as refeições que gostariam. Essa taxa é maior do que a registrada no município de São Paulo como um todo, onde 12% da população passa fome [...]. A conclusão consta em uma pesquisa inédita feita pelo Observatório Ibira30, um braço do Bloco do Beco, organização não governamental que atua no Jardim Ibirapuera desde 2003. Durante seis meses, entre janeiro e junho de 2025, pesquisadores do observatório bateram de porta em porta para entrevistar moradores e investigar seus hábitos alimentares.

As 382 entrevistas revelaram a presença da fome não apenas na ausência de alimentos, mas também no avanço de ultraprocessados e de opções menos nutritivas entre os moradores. Por exemplo, 86% dos entrevistados disseram já terem precisado trocar alimentos saudáveis por opções mais baratas e menos nutritivas.

A situação piorou durante a pandemia, quando muitos moradores perderam renda e precisaram contar com doações para sobreviver. Biscoitos, bebidas açucaradas e alimentos instantâneos se tornaram então ainda mais comuns nas despensas do bairro. Segundo a pesquisa, dois em cada três deles disseram que seus hábitos alimentares pioraram com a chegada da covid.

Foi após esse cenário de crise que um cozinheiro pernambucano viu em um terreno abandonado a chance de produzir comida de qualidade.[...] É nesse pequeno espaço que ele tenta construir, junto com os vizinhos, uma alternativa limpa e natural para substituir o avanço dos ultraprocessados. [...] Hoje as três hortas do bairro produzem verduras, legumes, frutas e plantas para chá, dos quais a população faz uso medicinal.

"Eu me considero hoje outra pessoa mexendo com a terra, trabalhando no ritmo da natureza e sabendo exatamente o que tem no alimento que eu como", afirma Neto, que, assim como os demais agricultores, não usa agrotóxico na produção e adota princípios da agroecologia para fazer a gestão de pragas. "Demora mais, às vezes a gente erra, mas vale a pena porque é saudável." [...]

A etnografia do observatório identificou que no Jardim Ibirapuera 29% dos moradores têm origem no Nordeste e três em cada quatro são pessoas pretas ou pardas. Para muitas delas os hábitos alimentares refletem a cultura e as tradições que a vida e a rotina em uma cidade como São Paulo ainda não foram capazes de apagar.

"Na São Paulo urbana e formalizada, as gôndolas dos mercados podem até ocultar as origens dos ingredientes", escreveu Marcelo Zarzuela Coelho, o Lelo, um dos coordenadores do estudo. "Mas nas periferias, o cuscuz de milho ainda é memória nordestina em estado sólido, o leite de coco ainda carrega o sopro da diáspora africana, o azeite de dendê resiste ao embranquecimento do paladar urbano, e a mandioca segue sendo mais que raiz: é símbolo de autonomia e continuidade." [...]

"Nosso sonho até 2030 é construir um tripé", explica Luiz Claudio de Souza, articulador institucional do Observatório. "Potencializar as hortas, criar um banco de alimentos, também com a contribuição de mercados e hortifrutis do bairro, e construir uma cozinha comunitária que possa manipular esses alimentos junto com a comunidade. Mas pra isso precisamos de parceiros."

Enquanto esse sonho não se concretiza, os agricultores urbanos colhem das hortas frutos que não se resumem aos vegetais que crescem ali. São valores intangíveis que se espalham pela comunidade como sementes levadas pelo vento. [...]

(Disponível em: https://ojoioeotrigo.com.br/2025/11/sob-os-trilhos-do-metro-hortas-urba nas-combatem-avanco-de-ultraprocessados-na-periferia-de-sao-paulo/. Acesso em: 25 nov. 2025. Adaptado.)
A partir da leitura do texto e da mobilização de seus conhecimentos, analise as sentenças a seguir:

I. A pesquisa que identifica a realidade de pessoas em "insegurança alimentar grave" foi um estudo conduzido pela própria comunidade.

II. No contexto da comunidade, estar entre aquelas pessoas que vivem em "insegurança alimentar grave" é resultado da falta de renda, ou seja, sem renda elas não podem fazer todas as refeições diárias.

III. No Jardim Ibirapuera há, proporcionalmente, mais pessoas em situação de vulnerabilidade alimentar do que em toda a cidade de São Paulo.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3812290 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Sob os trilhos do metrô, hortas urbanas combatem avanço de ultraprocessados na periferia de São Paulo

Moradores do Jardim Ibirapuera plantam legumes e verduras sem agrotóxico como alternativa à pobreza de nutrientes identificada em estudo inédito conduzido pela comunidade.

Adriano Wilkson

Debaixo dos trilhos do metrô de São Paulo, quatro agricultores urbanos observam o lento crescimento de mudas de milho cuidadosamente organizadas em um canteiro montado com restos de construção civil. Alguns metros adiante, pés de alface, couve, banana e erva-cidreira dividem terreno com uma vaca que pasta displicente.

Ao caminhar em meio ao verde, por um momento você até poderia supor que saiu da capital paulista, mas o frenesi do trânsito da avenida Guido Caloi, que dá acesso à Marginal Pinheiros, logo chama à realidade. Essa é uma das vias mais movimentadas e caóticas de São Paulo. Mas é ali, no meio de um conjunto de favelas chamado Jardim Ibirapuera, que os moradores decidiram construir uma alternativa à pobreza alimentar que assola a comunidade.

Dos 41 mil moradores do bairro, 13 mil, ou 31%, passam fome. Tecnicamente, essas pessoas vivem em "insegurança alimentar grave", o que significa que a falta de renda as impede de fazer todas as refeições que gostariam. Essa taxa é maior do que a registrada no município de São Paulo como um todo, onde 12% da população passa fome [...]. A conclusão consta em uma pesquisa inédita feita pelo Observatório Ibira30, um braço do Bloco do Beco, organização não governamental que atua no Jardim Ibirapuera desde 2003. Durante seis meses, entre janeiro e junho de 2025, pesquisadores do observatório bateram de porta em porta para entrevistar moradores e investigar seus hábitos alimentares.

As 382 entrevistas revelaram a presença da fome não apenas na ausência de alimentos, mas também no avanço de ultraprocessados e de opções menos nutritivas entre os moradores. Por exemplo, 86% dos entrevistados disseram já terem precisado trocar alimentos saudáveis por opções mais baratas e menos nutritivas.

A situação piorou durante a pandemia, quando muitos moradores perderam renda e precisaram contar com doações para sobreviver. Biscoitos, bebidas açucaradas e alimentos instantâneos se tornaram então ainda mais comuns nas despensas do bairro. Segundo a pesquisa, dois em cada três deles disseram que seus hábitos alimentares pioraram com a chegada da covid.

Foi após esse cenário de crise que um cozinheiro pernambucano viu em um terreno abandonado a chance de produzir comida de qualidade.[...] É nesse pequeno espaço que ele tenta construir, junto com os vizinhos, uma alternativa limpa e natural para substituir o avanço dos ultraprocessados. [...] Hoje as três hortas do bairro produzem verduras, legumes, frutas e plantas para chá, dos quais a população faz uso medicinal.

"Eu me considero hoje outra pessoa mexendo com a terra, trabalhando no ritmo da natureza e sabendo exatamente o que tem no alimento que eu como", afirma Neto, que, assim como os demais agricultores, não usa agrotóxico na produção e adota princípios da agroecologia para fazer a gestão de pragas. "Demora mais, às vezes a gente erra, mas vale a pena porque é saudável." [...]

A etnografia do observatório identificou que no Jardim Ibirapuera 29% dos moradores têm origem no Nordeste e três em cada quatro são pessoas pretas ou pardas. Para muitas delas os hábitos alimentares refletem a cultura e as tradições que a vida e a rotina em uma cidade como São Paulo ainda não foram capazes de apagar.

"Na São Paulo urbana e formalizada, as gôndolas dos mercados podem até ocultar as origens dos ingredientes", escreveu Marcelo Zarzuela Coelho, o Lelo, um dos coordenadores do estudo. "Mas nas periferias, o cuscuz de milho ainda é memória nordestina em estado sólido, o leite de coco ainda carrega o sopro da diáspora africana, o azeite de dendê resiste ao embranquecimento do paladar urbano, e a mandioca segue sendo mais que raiz: é símbolo de autonomia e continuidade." [...]

"Nosso sonho até 2030 é construir um tripé", explica Luiz Claudio de Souza, articulador institucional do Observatório. "Potencializar as hortas, criar um banco de alimentos, também com a contribuição de mercados e hortifrutis do bairro, e construir uma cozinha comunitária que possa manipular esses alimentos junto com a comunidade. Mas pra isso precisamos de parceiros."

Enquanto esse sonho não se concretiza, os agricultores urbanos colhem das hortas frutos que não se resumem aos vegetais que crescem ali. São valores intangíveis que se espalham pela comunidade como sementes levadas pelo vento. [...]

(Disponível em: https://ojoioeotrigo.com.br/2025/11/sob-os-trilhos-do-metro-hortas-urba nas-combatem-avanco-de-ultraprocessados-na-periferia-de-sao-paulo/. Acesso em: 25 nov. 2025. Adaptado.)
Considerando o texto como um todo, no excerto: "Enquanto esse sonho não se concretiza, os agricultores urbanos colhem das hortas frutos que não se resumem aos vegetais que crescem ali. São valores intangíveis que se espalham pela comunidade como sementes levadas pelo vento", a palavra intangíveis tem o mesmo sentido de: 
Alternativas
Q3773015 Saúde Pública
A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no SUS visa à inserção de novas abordagens de cuidado, ampliando as opções terapêuticas aos usuários. Um gestor de saúde pretende implementar serviços de acupuntura e homeopatia em uma Unidade Básica de Saúde. Para tal, é necessário compreender o escopo e as diretrizes dessa política.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3773014 Saúde Pública
Um gestor municipal de saúde está reestruturando a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e precisa definir o papel e a composição das Equipes de Consultório na Rua. O objetivo é ampliar o acesso da população em situação de rua aos serviços de saúde, integrando-os aos demais pontos de atenção da rede. Considerando as normativas vigentes, o gestor deve garantir que a atuação dessas equipes esteja alinhada a um modelo de cuidado específico, que transcenda a simples oferta de procedimentos. Com base no exposto, assinale a alternativa correta sobre a organização e o funcionamento das Equipes de Consultório na Rua.
Alternativas
Q3773013 Medicina
O tratamento da hemofilia evoluiu significativamente, com a profilaxia sendo o padrão-ouro para prevenir sangramentos e suas sequelas. Acerca dos diferentes regimes de tratamento, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)O tratamento sob demanda consiste na infusão do concentrado de fator de coagulação apenas após o início de um episódio de sangramento.
(__)A profilaxia primária é iniciada antes ou logo após o primeiro sangramento articular, geralmente antes dos 2 anos de idade, com o objetivo de prevenir a artropatia hemofílica.
(__)A profilaxia secundária é iniciada em pacientes que já apresentam artropatia hemofílica estabelecida, visando prevenir novos sangramentos e a progressão da lesão articular.
(__)Uma vez iniciado o regime de profilaxia, ele nunca pode ser interrompido ou ter sua dose ajustada, mesmo que o paciente atinja a idade adulta e tenha um fenótipo de sangramento mais leve.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3773012 Medicina
O manejo das crises álgicas vaso-oclusivas é um dos principais desafios no cuidado de pacientes com doença falciforme, exigindo uma abordagem terapêutica rápida e eficaz para o alívio da dor e prevenção de complicações. Sobre a avaliação e o tratamento da crise álgica em pacientes com doença falciforme, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3773011 Medicina
A gestão da qualidade em um serviço de hemoterapia é crucial para a segurança do ciclo do sangue. Acerca dos requisitos para a garantia da qualidade e gerenciamento de documentos, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)O serviço de hemoterapia deve possuir um Manual da Qualidade que descreva o sistema da qualidade e a estrutura organizacional, além de Procedimentos Operacionais Padrão (POP) para todas as atividades.
(__)Todos os registros relacionados ao ciclo do sangue, incluindo os de doação, exames e transfusão, devem ser arquivados e mantidos por um período mínimo de 20 anos.
(__)A validação de um novo processo ou equipamento crítico deve ser realizada antes de seu uso na rotina, mas a revalidação não é necessária em caso de alterações significativas que possam impactar o resultado.
(__)A autoavaliação das Boas Práticas no Ciclo do Sangue deve ser realizada pelo menos uma vez a cada dois anos, com o objetivo de verificar o cumprimento dos requisitos e subsidiar ações corretivas.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3773010 Medicina
A Transposição das Grandes Artérias (TGA) é uma cardiopatia congênita cianótica crítica, caracterizada pela discordância ventrículo-arterial. A sobrevivência no período neonatal depende da existência de comunicações entre as circulações pulmonar e sistêmica. Acerca das estratégias de manejo da TGA, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas.

(__)A cirurgia de Jatene, ou cirurgia de troca arterial, é o procedimento corretivo de escolha, devendo ser realizada preferencialmente nas primeiras duas semanas de vida para evitar a regressão da massa do ventrículo esquerdo, que passaria a ejetar contra a baixa resistência da circulação pulmonar.
(__)A cianose na TGA é refratária à administração de oxigênio a 100% (falha no teste de hiperóxia), pois o sangue sistêmico venoso retorna ao corpo sem passar pelos pulmões e o sangue pulmonar oxigenado retorna aos pulmões.
(__)A atriosseptostomia por balão, ou procedimento de Rashkind, é uma intervenção paliativa realizada no período neonatal para criar ou ampliar uma comunicação interatrial, melhorando a mistura sanguínea e a saturação de oxigênio sistêmica, sendo uma ponte para a cirurgia corretiva.
(__)O eletrocardiograma na TGA com septo interventricular íntegro é tipicamente normal no recém-nascido, não demonstrando sobrecarga ventricular direita, pois o ventrículo direito está adaptado desde a vida fetal a bombear contra a resistência sistêmica.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3773009 Medicina
A Anomalia de Ebstein é uma malformação rara e complexa da valva tricúspide, caracterizada pelo deslocamento apical dos folhetos septal e posterior, resultando em atrialização de uma porção do ventrículo direito. A apresentação clínica é extremamente variável, desde hidropsia fetal e cianose neonatal grave até um achado incidental em adultos assintomáticos. Qual das seguintes características ecocardiográficas é fundamental para o diagnóstico e a graduação da gravidade da Anomalia de Ebstein?
Alternativas
Q3773008 Medicina
Um menino de 9 anos, previamente hígido, apresenta-se com febre alta há 3 dias, dor torácica de forte intensidade, em aperto, que piora com o decúbito dorsal e melhora ao sentar-se e inclinar-se para frente. A ausculta cardíaca revela um atrito pericárdico fugaz e abafamento de bulhas. O eletrocardiograma mostra taquicardia sinusal e um supradesnivelamento difuso do segmento ST com concavidade para cima, exceto em aVR e V1. O ecocardiograma evidencia um pequeno derrame pericárdico circunferencial sem sinais de restrição ao enchimento ventricular. Qual o diagnóstico mais provável e a base do tratamento para este paciente?
Alternativas
Q3773007 Medicina
A miocardiopatia dilatada (MCD) em crianças pode ser idiopática ou secundária a diversas etiologias, incluindo infecções virais e doenças genéticas, cursando com dilatação e disfunção sistólica do ventrículo esquerdo. O manejo visa controlar a insuficiência cardíaca e prevenir a progressão da doença. Assim, analise as afirmativas a seguir:

I.O tratamento farmacológico da MCD com disfunção sistólica em crianças se baseia em uma tríade de medicamentos: inibidores da enzima conversora de angiotensina (ou bloqueadores do receptor de angiotensina), betabloqueadores e antagonistas da aldosterona, que demonstraram melhorar a sobrevida e o remodelamento reverso.
II.A biópsia endomiocárdica é um procedimento de rotina e de baixa complexidade, indicado em todos os casos de MCD de início recente para a confirmação diagnóstica e pesquisa etiológica, especialmente para diferenciar causas virais de autoimunes. 
III.O ecocardiograma com strain longitudinal global é um método de imagem avançado que, na MCD, tipicamente mostra valores normais ou supranormais, refletindo um mecanismo compensatório do miocárdio à dilatação ventricular.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3773006 Medicina
A avaliação da insuficiência cardíaca (IC) em pediatria envolve a identificação de mecanismos fisiopatológicos distintos que variam com a idade e a cardiopatia de base. A disfunção diastólica, por exemplo, é um componente cada vez mais reconhecido na IC com fração de ejeção preservada. Dado o contexto da avaliação da função diastólica, analise as afirmativas a seguir:

I.O peptídeo natriurético tipo B (BNP) e seu precursor N-terminal (NT-proBNP) são biomarcadores úteis para o diagnóstico e prognóstico da IC por disfunção sistólica, mas seus níveis não se alteram em pacientes com IC de predomínio diastólico, pois a liberação é estimulada apenas pela dilatação ventricular.
II.O ecocardiograma Doppler tecidual é uma ferramenta essencial para a avaliação da disfunção diastólica, sendo que a relação E/e' (velocidade E do fluxo mitral / velocidade e' do anel mitral) elevada é um índice robusto do aumento das pressões de enchimento do ventrículo esquerdo.
III.No tratamento da IC diastólica pura, o uso de agentes inotrópicos positivos, como a digoxina, é a principal estratégia terapêutica, pois a melhora da contratilidade otimiza o relaxamento ventricular e a complacência.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3773005 Medicina
A Síndrome de Wolff-Parkinson-White (WPW) é uma condição de pré-excitação ventricular causada por uma via acessória que conecta diretamente átrios e ventrículos, "by-passando" o nó atrioventricular. Esta condição predispõe a taquiarritmias, algumas potencialmente fatais. Acerca das implicações clínicas e eletrocardiográficas da WPW, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)A análise da polaridade da onda delta no ECG de 12 derivações auxilia na localização da via anômala; uma polaridade positiva em V1 e negativa em DII, DIII e aVF é sugestiva de uma via acessória em localização póstero-septal.
(__)A taquicardia por reentrada atrioventricular (TRAV) ortodrômica é a arritmia mais comum em pacientes com WPW, caracterizada por um QRS estreito, pois a condução anterógrada ocorre pela via normal (nó AV) e a retrógrada pela via acessória.
(__)Em um paciente com WPW que desenvolve fibrilação atrial, a administração de agentes que bloqueiam o nó AV, como adenosina, verapamil ou digoxina, é a terapia de escolha para controlar a resposta ventricular e prevenir a degeneração para fibrilação ventricular.
(__)A estratificação de risco em pacientes com WPW assintomáticos é crucial e pode envolver teste ergométrico ou estudo eletrofisiológico para avaliar o período refratário anterógrado da via acessória; um período refratário curto (< 250 ms) indica uma via de alto risco.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3773004 Medicina
A miocardiopatia hipertrófica (MCH) é uma doença genética do sarcômero cardíaco, caracterizada por hipertrofia ventricular esquerda inadequada, na ausência de outra doença cardíaca ou sistêmica que a justifique. A forma obstrutiva (MCHO) é definida pela presença de um gradiente dinâmico na via de saída do ventrículo esquerdo (VSVE), frequentemente causado pelo movimento anterior sistólico (SAM) da valva mitral. No manejo da MCHO sintomática em um adolescente, qual das seguintes opções terapêuticas é considerada a primeira linha?
Alternativas
Q3773003 Medicina
A síndrome do QT longo congênita (SQTL) é uma canalopatia hereditária caracterizada por um prolongamento da repolarização ventricular, que predispõe a arritmias ventriculares polimórficas, como Torsades de Pointes (TdP), e morte súbita. O diagnóstico e manejo adequados são cruciais para a prevenção de eventos fatais. Sobre as particularidades da SQTL, analise as afirmativas a seguir:

I.O diagnóstico da SQTL é confirmado pela medida do intervalo QT corrigido pela frequência cardíaca (QTc) no ECG, sendo um valor maior que 480 ms em medições repetidas em crianças e adolescentes altamente sugestivo da doença, mesmo em pacientes assintomáticos.
II.Os betabloqueadores, como o propranolol ou o nadolol, são a pedra angular do tratamento para a maioria dos tipos de SQTL, atuando pela redução da frequência cardíaca e do tônus adrenérgico, que é um gatilho comum para as arritmias nesta síndrome.
III.Na SQTL tipo 3 (LQT3), que é causada por uma mutação no canal de sódio, os eventos arrítmicos ocorrem predominantemente durante o repouso ou sono (bradicardia-dependentes), e o tratamento com betabloqueadores pode ser menos eficaz ou até paradoxal em comparação com outros tipos.

Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Respostas
821: C
822: E
823: D
824: C
825: B
826: C
827: E
828: C
829: B
830: X
831: B
832: A
833: D
834: D
835: C
836: C
837: C
838: E
839: E
840: D