Foram encontradas 10.654 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
Ao vencedor as batatas – uma reflexão sobre a
lógica da guerra
A filosofia clássica já nos informava que “lógica” é o método empregado pelo Homem para separar as ideias válidas e morais das ideias inválidas e imorais. Por conta disso, uma das grandes perguntas da humanidade é qual a lógica da guerra. Considerando que o Homo sapiens construiu sua história através de guerras, é bem possível que ele consiga enxergar a lógica.
E a lógica acaba sendo sempre explicada, o que não quer dizer que ela seja sempre entendida. Até porque a história final é sempre contada pelos vencedores, e “ai dos vencidos…”. Esta guerra que estamos para presenciar (de casa, confortáveis, comendo pipocas) deve ter uma lógica, pois os protagonistas se esforçam em justificá-la. Que bom se pudéssemos entendê-la! Diz a superpotência, os Estados Unidos da América, que a lógica é a ameaça do poder de destruição em massa do arsenal iraquiano, mas os peritos da ONU não encontram esse arsenal, então não é lógica, é presunção.
Diz então a superpotência que o ditador é sanguinário e tortura criancinhas, mas que se ele se desarmar será deixado em paz, então o interesse não está ligado às criancinhas iraquianas, portanto isso não é lógica, é hipocrisia. Diz então a superpotência que o ditador apoia os terroristas fundamentalistas, porém nenhuma evidência de ligação com os mesmos foi jamais encontrada, então isso não é lógica, é querer desviar atenção de um inimigo invisível, para um visível, sendo, portanto, ilusionismo.
Parece então que a lógica desta guerra está sendo construída a partir de presunção, hipocrisia e ilusionismo, porém sabemos que esses não podem ser aceitos como pressupostos da lógica. Portanto, sem os pré-requisitos da lógica, não há lógica. Ou a lógica tem que ser explicada a partir de outros argumentos. Por qual motivo, então, não usar os argumentos certos? Não se deveria começar de baixo, bem de baixo, mas tão de baixo que podemos chamar esse lugar de subsolo? Afinal o subsolo pode sim oferecer um argumento lógico para uma guerra, como já fez outras vezes. Isso não significa, é claro, que essa lógica seja aceita por todos, mas pelo menos é uma lógica com fundamentos. Falando no subsolo e em suas riquezas, prefiro a ironia da lógica machadiana que, pelo menos, tem estilo:
“A guerra tem um caráter benéfico e conservador. Supõe tu um campo de batatas e duas tribos famintas. As batatas apenas chegam para alimentar uma das tribos, que assim adquire forças para transpor a montanha e ir à outra vertente, onde há batatas em abundância; mas, se as duas tribos dividirem em paz as batatas do campo, não chegam a nutrir-se suficientemente e morrem de inanição.
A paz, nesse caso, é a destruição; a guerra é a conservação. Uma das tribos extermina a outra e recolhe os despojos. Daí a alegria da vitória, os hinos, aclamações, recompensas públicas e todos os demais efeitos das ações bélicas. Se a guerra não fosse isso, tais demonstrações não chegariam a dar-se, pelo motivo real que o homem só comemora e ama o que lhe é aprazível ou vantajoso, e pelo motivo racional de que nenhuma pessoa canoniza uma ação que virtualmente a destrói. Ao vencido o ódio ou a compaixão, ao vencedor, as batatas.” (Trecho do romance Quincas Borba, de Machado de Assis, 1891).
MUSSAK, Eugenio. Eugenio Mussak. Disponível em:
Releia o trecho a seguir.
“Portanto, sem os pré-requisitos da lógica, não há lógica.”
Com esse trecho, o autor busca
Ao vencedor as batatas – uma reflexão sobre a
lógica da guerra
A filosofia clássica já nos informava que “lógica” é o método empregado pelo Homem para separar as ideias válidas e morais das ideias inválidas e imorais. Por conta disso, uma das grandes perguntas da humanidade é qual a lógica da guerra. Considerando que o Homo sapiens construiu sua história através de guerras, é bem possível que ele consiga enxergar a lógica.
E a lógica acaba sendo sempre explicada, o que não quer dizer que ela seja sempre entendida. Até porque a história final é sempre contada pelos vencedores, e “ai dos vencidos…”. Esta guerra que estamos para presenciar (de casa, confortáveis, comendo pipocas) deve ter uma lógica, pois os protagonistas se esforçam em justificá-la. Que bom se pudéssemos entendê-la! Diz a superpotência, os Estados Unidos da América, que a lógica é a ameaça do poder de destruição em massa do arsenal iraquiano, mas os peritos da ONU não encontram esse arsenal, então não é lógica, é presunção.
Diz então a superpotência que o ditador é sanguinário e tortura criancinhas, mas que se ele se desarmar será deixado em paz, então o interesse não está ligado às criancinhas iraquianas, portanto isso não é lógica, é hipocrisia. Diz então a superpotência que o ditador apoia os terroristas fundamentalistas, porém nenhuma evidência de ligação com os mesmos foi jamais encontrada, então isso não é lógica, é querer desviar atenção de um inimigo invisível, para um visível, sendo, portanto, ilusionismo.
Parece então que a lógica desta guerra está sendo construída a partir de presunção, hipocrisia e ilusionismo, porém sabemos que esses não podem ser aceitos como pressupostos da lógica. Portanto, sem os pré-requisitos da lógica, não há lógica. Ou a lógica tem que ser explicada a partir de outros argumentos. Por qual motivo, então, não usar os argumentos certos? Não se deveria começar de baixo, bem de baixo, mas tão de baixo que podemos chamar esse lugar de subsolo? Afinal o subsolo pode sim oferecer um argumento lógico para uma guerra, como já fez outras vezes. Isso não significa, é claro, que essa lógica seja aceita por todos, mas pelo menos é uma lógica com fundamentos. Falando no subsolo e em suas riquezas, prefiro a ironia da lógica machadiana que, pelo menos, tem estilo:
“A guerra tem um caráter benéfico e conservador. Supõe tu um campo de batatas e duas tribos famintas. As batatas apenas chegam para alimentar uma das tribos, que assim adquire forças para transpor a montanha e ir à outra vertente, onde há batatas em abundância; mas, se as duas tribos dividirem em paz as batatas do campo, não chegam a nutrir-se suficientemente e morrem de inanição.
A paz, nesse caso, é a destruição; a guerra é a conservação. Uma das tribos extermina a outra e recolhe os despojos. Daí a alegria da vitória, os hinos, aclamações, recompensas públicas e todos os demais efeitos das ações bélicas. Se a guerra não fosse isso, tais demonstrações não chegariam a dar-se, pelo motivo real que o homem só comemora e ama o que lhe é aprazível ou vantajoso, e pelo motivo racional de que nenhuma pessoa canoniza uma ação que virtualmente a destrói. Ao vencido o ódio ou a compaixão, ao vencedor, as batatas.” (Trecho do romance Quincas Borba, de Machado de Assis, 1891).
MUSSAK, Eugenio. Eugenio Mussak. Disponível em:
Leia o enunciado a seguir e responda a questão.
Paciente do sexo feminino, 66 anos, com antecedentes de tabagismo, hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus
tipo 2, procura atendimento médico com queixa de desconforto retroesternal tipo queimação e opressão que se iniciou há
1 mês, desencadeado aos grandes esforços. Há 1 semana passou a apresentar os mesmos sintomas em repouso, associados
à dispneia, com duração de até 8 minutos e melhora espontânea. A paciente faz uso de valsartana 80 mg, glimepirida 4 mg e
metformina 1000 mg. O exame físico é normal, PA = 150x85 mmHg e frequência cardíaca de 96 bpm. O eletrocardiograma
está ilustrado a seguir.

Leia o enunciado a seguir e responda a questão.
Paciente do sexo feminino, 66 anos, com antecedentes de tabagismo, hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus
tipo 2, procura atendimento médico com queixa de desconforto retroesternal tipo queimação e opressão que se iniciou há
1 mês, desencadeado aos grandes esforços. Há 1 semana passou a apresentar os mesmos sintomas em repouso, associados
à dispneia, com duração de até 8 minutos e melhora espontânea. A paciente faz uso de valsartana 80 mg, glimepirida 4 mg e
metformina 1000 mg. O exame físico é normal, PA = 150x85 mmHg e frequência cardíaca de 96 bpm. O eletrocardiograma
está ilustrado a seguir.

Mulher, 36 anos, procura atendimento médico com queixa de dispneia em repouso, ortopneia e tosse seca. Apresenta sopro diastólico +++/6+, aspirativo, no 2º espaço intercostal à esquerda, e sopro diastólico em ruflar, ++++/6+, com B1 e P2 hiperfonéticas. Os pulsos periféricos são simétricos, com amplitude e ascenso normais.
Assinale a alternativa que contém as hipóteses diagnósticas corretas.
Mulher, 69 anos, hipertensa sem uso atual de medicação, procura ambulatório de cardiologia com queixa de dispneia aos grandes esforços habituais. O exame físico, revela PA = 168x85 mmHg, FC = 88 bpm e ausculta cardíaca normal. Exames complementares: eletrocardiograma mostra ritmo sinusal e alterações inespecíficas da repolarização ventricular; ecocardiograma evidencia aumento discreto do átrio esquerdo e hipertrofia ventricular concêntrica, com função preservada.
Assinale a alternativa que contém a estratégia terapêutica anti-hipertensiva mais adequada.
Mulher, 55 anos, apresenta hipertensão arterial resistente à terapia que vem sendo adotada. Durante consulta de rotina, o cardiologista está em dúvida em relação à introdução de metildopa ou clonidina, como agente anti-hipertensivo adicional.
Na comparação entre os dois fármacos, opta-se pela clonidina.Assim, a paciente estará livre de um efeito induzido, que é a
Mulher, 68 anos, refere febre vespertina de até 38,8 º C, prostração, adinamia e perda de 8 kg nos últimos 3 meses. Foi internada para investigação diagnóstica e o exame físico não acrescentou maiores detalhes à investigação. Realizada ultrassonografia de abdome que evidenciou imagem sugestiva de abscesso hepático e, em exame de hemocultura, durante pico febril, foi isolado Streptoccocus bovis.
São exames obrigatórios no caso descrito:
Homem, 46 anos, com antecedente de infarto agudo do miocárdio, é portador de miocardiopatia isquêmica e insuficiência cardíaca. Atualmente recebe tratamento otimizado para insuficiência cardíaca, no entanto permanece em classe funcional III (NYHA). O ecocardiograma mostra diâmetro diastólico do ventrículo esquerdo = 72 mm e fração de ejeção do VE = 34%. Holter de 24 horas: extrassístoles ventriculares frequentes, quatro episódios de taquicardia ventricular não sustentada e um episódio de taquicardia ventricular sustentada com 1 minuto de duração. O eletrocardiograma está ilustrado a seguir.

Assinale a alternativa correta em relação à redução de morbimortalidade do paciente em questão.
Durante o atendimento de vítima em parada cardiorrespiratória, foi realizada, no segundo ciclo, uma desfibrilação com 200 J e administrado 1 mg de adrenalina. Após manutenção das manobras de ressuscitação cardiorrespiratória e nova análise do ritmo (registro a seguir), foi realizada uma nova desfibrilação.

Qual o próximo medicamento que deverá ser administrado?
Paciente do sexo feminino, 55 anos, tem diagnóstico de esclerodermia na forma sistêmica há 10 anos. Procura atendimento cardiológico e é diagnosticada disfunção importante do ventrículo direito.
Assinale a alternativa que contém a causa mais provável desse achado.
Homem, 56 anos, portador de espondiloartrose, faz tratamento crônico com anti-inflamatório não hormonal. Durante avaliação de rotina, é diagnosticada hipertensão arterial nível I, sendo indicado tratamento farmacológico em monoterapia.
Assinale a alternativa que contém o medicamento que deve ser prescrito, visando o melhor efeito anti-hipertensivo e menor interação medicamentosa.
Homem, 77 anos, hipertenso e diabético, em uso regular de losartana, hidroclorotiazida e metformina, queixa-se de palpitação e pré-síncope nos últimos 3 meses. O exame físico é normal e o ecocardiograma mostra função biventricular preservada e ausência de alterações da contratilidade segmentar. O eletrocardiograma dinâmico, durante exacerbação dos sintomas, está apresentado a seguir.

Assinale a alternativa que contém o diagnóstico e a conduta terapêutica correta.
Leia o enunciado a seguir e responda a questão.
Mulher, 68 anos, sem antecedentes mórbidos, apresenta dor torácica ventilatório-dependente, de forte intensidade com piora à inspiração profunda e dispneia intensa. Recebeu alta há 15 dias após internação para cirurgia de correção de fratura de colo de fêmur. Exame físico: bom estado geral, taquipneica leve, afebril, PA = 120x70 mmHg, saturação periférica de oxigênio = 89% em ar ambiente, ausculta cardíaca normal e ausculta pulmonar com estertores crepitantes finos em bases. Realizados eletrocardiograma e tomografia computadorizada de tórax com contraste, ilustrados a seguir.

