Questões de Concurso Para médico cardiologista

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Q4296663 Medicina
Homem de 64 anos, hipertenso e ex-tabagista, assintomático, realiza ultrassonografia abdominal de rotina que identifica dilatação aneurismática da aorta infrarrenal. É encaminhado para avaliação cardiológica.
Angiotomografia de abdome:

Aneurisma de aorta abdominal infrarrenal;
Diâmetro máximo: 5,7 cm;
Colo proximal adequado;
Artérias ilíacas pérvias;
Sem sinais de ruptura ou dissecção;
Crescimento documentado de 0,8 cm em 12 meses, em relação a exame prévio;
PA em consulta: 148/86 mmHg;
Creatinina: 1,0 mg/dL;
Nega dor abdominal ou lombar.

A conduta mais apropriada é:
Alternativas
Q4296662 Medicina
Homem de 42 anos procura avaliação por dispneia aos esforços e palpitações ocasionais. Relata que o pai faleceu subitamente aos 49 anos. Ao exame físico, apresenta sopro sistólico em borda esternal esquerda, que aumenta com a manobra de Valsalva e reduz com agachamento. PA 122/76 mmHg, FC 78 bpm.
ECG: sobrecarga ventricular esquerda e ondas Q profundas em derivações inferiores e laterais.
Ecocardiograma:

Hipertrofia septal assimétrica;
Espessura septal máxima: 23 mm;
Fração de ejeção do VE: 72%;
Movimento anterior sistólico da valva mitral;
Gradiente na via de saída do VE: 58 mmHg em repouso; Insuficiência mitral discreta;
Átrio esquerdo aumentado.

A medida terapêutica inicial mais apropriada para controle sintomático é:
Alternativas
Q4296661 Medicina
Mulher de 32 anos procura avaliação por dispneia progressiva, cianose labial discreta e queda da tolerância ao esforço. Refere que, desde a adolescência, foi informada de que tinha “sopro no coração”, mas nunca realizou correção cirúrgica. Teve uma gestação interrompida por complicações maternas há 3 anos. Atualmente, apresenta saturação de O2 de 86% em ar ambiente, baqueteamento digital, hiperfonese de P2 e sopro sistólico em borda esternal esquerda baixa.
Exames:

Hemoglobina: 19,2 g/dL;
Hematócrito: 58%;
BNP: 310 pg/mL;
ECG: sobrecarga ventricular direita.
Ecocardiograma: comunicação interventricular ampla, bidirecional, com predomínio direita-esquerda; VD dilatado e hipertrófico; PSAP estimada muito elevada; função sistólica do VE preservada.
Cateterismo direito: pressão arterial pulmonar média de 68 mmHg; resistência vascular pulmonar muito elevada; ausência de resposta vasodilatadora significativa; Qp/Qs < 1.

Assinale a alternativa que apresenta a conduta mais apropriada.
Alternativas
Q4296660 Medicina
Homem de 29 anos procura atendimento por dor torácica há 24 horas, pior ao decúbito dorsal e à inspiração profunda, com melhora ao sentar-se e inclinar o tronco para frente. Relata quadro gripal na semana anterior. Está hemodinamicamente estável.
Ao exame, bulhas rítmicas normofonéticas a 2t sem sopros e sem atrito.
ECG: supradesnivelamento difuso do segmento ST, com infradesnivelamento do PR em múltiplas derivações.
Troponina discretamente elevada.
Ecocardiograma: pequeno derrame pericárdico, sem sinais de tamponamento, com função ventricular preservada.

A hipótese mais provável é:
Alternativas
Q4296659 Medicina
 Homem de 52 anos, obeso, com roncos intensos e sonolência diurna, está em seguimento por hipertensão arterial há 8 meses. Usa losartana 100 mg/dia, anlodipina 10 mg/dia e hidroclorotiazida 25 mg/dia, com boa adesão. Nega uso de anti-inflamatórios, descongestionantes nasais ou estimulantes.
Em consulta, apresenta PA de 164/96 mmHg, confirmada após repouso e técnica adequada. Traz medidas domiciliares frequentemente acima de 150/90 mmHg.
Exames:

Creatinina: 0,9 mg/dL;
Potássio: 3,0 mEq/L;
Sódio: 140 mEq/L;
Urina tipo I: sem proteinúria ou hematúria;
ECG: sinais de sobrecarga ventricular esquerda; IMC: 34 kg/m2 .

A próxima investigação mais apropriada, considerando o conjunto clínico-laboratorial, é:
Alternativas
Q4296658 Medicina
Mulher de 34 anos, natural de região com alta prevalência de febre reumática, procura atendimento por dispneia progressiva aos esforços e palpitações. Relata dois episódios de hemoptise discreta no último mês. Ao exame: ritmo irregular, hiperfonese de B1, estalido de abertura e ruflar diastólico em foco mitral. Há discreta turgência jugular e estertores finos bibasais. A seguir, ECG realizado:


Imagem associada para resolução da questão

(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)

Ecocardiograma transtorácico:

Valva mitral com espessamento comissural e fusão comissural;
Área valvar mitral: 0,9 cm2 ;
Gradiente médio mitral: 12 mmHg;
PSAP estimada: 62 mmHg;
Átrio esquerdo aumentado;
Insuficiência mitral discreta;
Escore ecocardiográfico favorável à intervenção percutânea;
Função sistólica do VE preservada.

Foi iniciada anticoagulação adequada e controle de frequência. A paciente permanece sintomática apesar de tratamento clínico inicial.
A próxima estratégia terapêutica mais apropriada é:
Alternativas
Q4296657 Medicina
Mulher, 58 anos, com dispneia progressiva há 18 meses, piora recente da tolerância ao esforço e dois episódios de pré- -síncope ao subir escadas. Nega dor torácica típica. Tem antecedente de tromboembolismo pulmonar há 4 anos, tratado com anticoagulação por 6 meses. Não tem antecedente de tabagismo.
Ao exame: PA: 112/72 mmHg, FC: 94 bpm, SatO2 : 93% em ar ambiente, turgência jugular discreta, hiperfonese de P2, sopro sistólico em borda esternal esquerda baixa, hepatomegalia dolorosa e edema maleolar bilateral.
Exames complementares:

BNP: 420 pg/mL;
ECG: desvio do eixo para direita e sinais de sobrecarga ventricular direita;
Ecocardiograma: VD dilatado, função sistólica reduzida, PSAP estimada em 74 mmHg, insuficiência tricúspide moderada, VE com fração de ejeção preservada e sem valvopatia esquerda significativa;
Espirometria: sem distúrbio obstrutivo relevante;
Angiotomografia de tórax: negativa para TEP agudo.

Diante da hipótese clínica principal, o próximo exame mais apropriado para avançar a investigação é:
Alternativas
Q4296656 Medicina
Homem de 47 anos, portador de valva aórtica bicúspide, procura atendimento por febre há 12 dias, calafrios, perda ponderal e piora recente de dispneia aos esforços. Recebeu amoxicilina por conta própria por 4 dias, com melhora parcial da febre. Ao exame: PA: 118/54 mmHg, FC: 104 bpm, temperatura 38,2 ºC, sopro diastólico aspirativo em borda esternal esquerda e estertores bibasais discretos.
Exames iniciais:

Hemoglobina: 10,8 g/dL;
Leucócitos: 15.600/mm3 ;
PCR elevada;
Creatinina: 1,3 mg/dL;
Urina tipo I: hematúria microscópica;
Hemoculturas colhidas na admissão ainda sem crescimento em 24 horas.
Ecocardiograma transtorácico: imagem móvel aderida à face ventricular da valva aórtica, medindo 12 mm, associada à insuficiência aórtica importante. Há dilatação discreta do ventrículo esquerdo, sem abscesso evidente ao transtorácico.

Após coleta de hemoculturas e início de antibioticoterapia empírica, a próxima conduta mais apropriada é:
Alternativas
Q4296655 Medicina
Homem de 66 anos, tabagista e hipertenso, foi internado por infarto inferior há 4 dias, tratado inicialmente de forma conservadora por chegada tardia. Evoluía estável até apresentar dispneia súbita, sudorese, hipotensão e hipoxemia. Ao exame: PA: 82/54 mmHg, FC: 118 bpm, estertores difusos, extremidades frias e novo sopro sistólico apical, pouco audível, com irradiação posterior.
ECG: ondas Q em DII, DIII e aVF, sem novo supradesnivelamento.
Radiografia de tórax: edema pulmonar bilateral.
Ecocardiograma transtorácico à beira-leito: função sistólica global moderadamente reduzida, hipocinesia inferior, jato regurgitante excêntrico de difícil quantificação, sem derrame pericárdico.
Cateter de artéria pulmonar: pressão de oclusão pulmonar elevada, com ondas sistólicas proeminentes no traçado.

A combinação mais compatível com a fisiopatologia do quadro e a conduta prioritária é:
Alternativas
Q4296654 Medicina
Mulher de 63 anos, hipertensa e diabética, é internada por dispneia progressiva, ortopneia e edema de membros inferiores. Ao exame: PA: 154/86 mmHg, FC: 96 bpm, turgência jugular, crepitações bibasais e edema periférico. Ecocardiograma: fração de ejeção do VE de 32%, dilatação ventricular esquerda e insuficiência mitral funcional discreta. Os exames laboratoriais mostram: creatinina: 1,1 mg/dL; potássio: 4,3 mEq/L. Após melhora da congestão com diurético intravenoso, mantém-se estável, sem hipotensão ou hipercalemia.
A estratégia medicamentosa de base mais adequada antes da alta, além do uso de vasodilatador como um inibidor do receptor da angiotensina associado a inibidor da neprilisina ou um bloqueador do receptor da angiotensina, é:
Alternativas
Q4296653 Medicina
Homem de 59 anos, hipertenso, chega ao pronto- -socorro com dor torácica súbita, intensa, em “rasgo”, irradiada para o dorso. Está ansioso, sudoreico, com PA de 210/110 mmHg no braço direito e 178/96 mmHg no braço esquerdo. Ao exame, há assimetria de pulsos radiais e sopro diastólico em borda esternal direita. ECG sem supradesnivelamento do ST. Angiotomografia de aorta mostra flap intimal envolvendo a aorta ascendente e estendendo-se até a aorta descendente proximal.

A conduta mais adequada é:
Alternativas
Q4296652 Medicina
Homem de 64 anos, com hipertensão arterial e antecedente de infarto anterior há 5 anos, procura atendimento por palpitações iniciadas há cerca de 2 horas, associadas a tontura e desconforto torácico leve. Está consciente, orientado, com pressão arterial de 118/74 mmHg, frequência cardíaca de 168 bpm e saturação de O2 de 96% em ar ambiente.
O ECG mostra taquicardia regular de QRS largo, com duração do QRS de 160 ms, dissociação atrioventricular intermitente e eixo elétrico superior. Não há sinais de instabilidade hemodinâmica grave no momento.

A conduta inicial mais adequada é:
Alternativas
Q4296651 Medicina
Homem, 78 anos, previamente independente, procura atendimento por dispneia progressiva aos esforços há 6 meses e dois episódios recentes de pré-síncope ao caminhar. Ao exame físico, apresenta pulso carotídeo parvus et tardus, ictus sustentado e sopro sistólico ejetivo rude em foco aórtico, irradiado para carótidas.
O ecocardiograma transtorácico evidencia:

Valva aórtica calcificada, com mobilidade reduzida;
Área valvar aórtica: 0,8 cm2 ;
Gradiente médio transvalvar: 48 mmHg;
Velocidade máxima do jato aórtico: 4,4 m/s;
Fração de ejeção do ventrículo esquerdo: 58%;
Hipertrofia concêntrica do ventrículo esquerdo.

A conduta mais apropriada é:
Alternativas
Q4296650 Medicina
Mulher de 72 anos, hipertensa, diabética e com doença renal crônica estágio 3, procura o pronto-socorro por dor torácica opressiva iniciada há 3 horas, em repouso, com irradiação para mandíbula e sudorese. Na admissão, está hemodinamicamente estável. Exames laboratoriais: troponina ultrassensível inicial: acima do percentil 99, com elevação em nova dosagem após 2 horas; creatinina: 1,6 mg/dL; hemoglobina: 12,8 g/dL. A seguir, ECG realizado:

Imagem associada para resolução da questão

(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)

Após tratamento inicial com antiagregação, anticoagulação e medidas anti-isquêmicas, a melhor estratégia de condução é:
Alternativas
Q4296649 Medicina
Homem, 68 anos, hipertenso e diabético, encontra-se no primeiro pós-operatório de cirurgia de revascularização miocárdica com circulação extracorpórea. Evolui na UTI com pressão arterial de 85/55 mmHg, frequência cardíaca regular de 112 bpm, extremidades frias, oligúria e elevação progressiva do lactato. Está em ventilação mecânica, sedado, com drenos torácicos sem sangramento significativo.
À avaliação hemodinâmica, observam-se: 

Pressão venosa central: 18 mmHg;
Pressão de oclusão da artéria pulmonar: 22 mmHg;
Índice cardíaco: 1,8 L/min/m2 ;
Resistência vascular sistêmica: elevada;
Saturação venosa mista de oxigênio: reduzida;
Ecocardiograma à beira-leito: disfunção sistólica ventricular esquerda global, sem sinais de tamponamento cardíaco ou disfunção valvar aguda relevante.

A conduta inicial mais adequada é:
Alternativas
Q4293068 Medicina
Na doença de Chagas crônica com cardiomiopatia dilatada, o tratamento etiológico com benznidazol está indicado para pacientes com infecção ativa comprovada por PCR e evidência de parasitemia. O parâmetro laboratorial que monitoriza a resposta terapêutica ao benznidazol, com maior correlação à negativação parasitológica, é:
Alternativas
Q4293067 Medicina
Na insuficiência cardíaca congestiva descompensada por doença de Chagas, a causa mais frequente de morte súbita, mesmo em pacientes com fração de ejeção moderadamente reduzida (> 35%), é:
Alternativas
Q4293066 Medicina
No bloqueio atrioventricular de segundo grau tipo Mobitz II, a interrupção súbita da condução ocorre mais frequentemente em nível do:
Alternativas
Q4293065 Medicina
Na avaliação semiologica do aparelho cardiovascular, o pulso paradoxal é um sinal clínico importante. A diminuição exagerada da pressão arterial sistólica durante a inspiração em paciente com derrame pericárdico indica principalmente a:
Alternativas
Q4293064 Medicina
Na semiologia do aparelho cardiovascular, a ausculta cardíaca é fundamental. A presença de bulha desdobrada fixa de segunda bulha associada a sopro sistólico em foco pulmonar indica principalmente a:
Alternativas
Respostas
41: E
42: B
43: A
44: D
45: C
46: A
47: E
48: B
49: D
50: C
51: E
52: B
53: D
54: A
55: C
56: A
57: E
58: D
59: A
60: B