Questões de Concurso
Para médico neurologista
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Leia o texto para responder à questão.
A velha
A velha era felicíssima. Pois não é verdade que tinha uma boa vida e nada lhe faltava?
Só nessa manhã tinha encontrado um lugar vago num banco de jardim, nem demasiado à sombra nem demasiado ao sol, o elétrico não vinha excessivamente cheio e também conseguiu lugar, o padeiro disse-lhe bom dia com um ar tão simpático, quando ela deixou em cima do balcão o dinheiro de três carcaças, e o empregado da mercearia ficou a conversar depois de lhe dar o troco e perguntou-lhe se gostava daquela nova marca de café.
O mal de muita gente era não saber dar o devido valor às coisas. A maioria esbanjava tempo e felicidade, da mesma forma que esbanjava dinheiro. Se se fosse a ver, poucos sabiam aproveitar o que tinham. Por exemplo, não aproveitavam a água quente, que ficava nos canos depois de se ligar o gás e de a água aquecer, não se lembravam de apagar logo as luzes do teto quando passavam de um quarto para outro, nem desligavam os queimadores do fogão um pouco antes de a comida estar pronta. Sim, quantos faziam isso? E depois admiravam-se de o dinheiro não chegar ao fim do mês.
(Teolinda
Gersão, “A velha”. Em: Massaud Moisés.
A Literatura Portuguesa Através Dos Textos. Adaptado)
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Com mais idosos, será preciso fortalecer o SUS
Dados recém-divulgados pelo IBGE mostram que os brasileiros têm destinado parcelas crescentes de sua renda a serviços de saúde e medicamentos nos últimos anos, uma tendência previsível com a transformação demográfica e o envelhecimento da população.
A despesa pública e privada do país com tal finalidade somou 9,7% do Produto Interno Bruto em 2021, ante 8% em 2010. A expansão deve continuar nos próximos anos, visto que em países mais desenvolvidos e com maior proporção de idosos entre os habitantes, como Alemanha, França e Reino Unido, o índice chega a 12% ou mais.
Por aqui, o aumento dos gastos no período se concentrou nas famílias – de 4,4% para 5,7% do PIB. Já os desembolsos dos governos federal, estaduais e municipais passaram de 3,6% para 4% do produto.
Os números refletem o sistema híbrido de financiamento da saúde que, na prática, desenvolveu-se no Brasil. Embora disponhamos de um sistema público universal de atendimento, o que sem dúvida é uma conquista civilizatória, estamos longe de poder abrir mão dos recursos privados.
Será necessário fortalecer o SUS para fazer frente à alta esperada da participação de idosos na população. Hoje, homens e mulheres com idade acima dos 65 anos representam perto de 11% dos brasileiros; projeta-se que o patamar de 20% será ultrapassado em 2050, e o de 30% estará próximo em 2070.
No atual cenário de penúria orçamentária, não há como pensar em um aumento rápido e vigoroso dos recursos do SUS. A longo prazo, será preciso rever prioridades e conter outras despesas para viabilizar maior atenção ao setor.
(Editorial. Folha de S.Paulo, 07.04.2024. Adaptado)
Leia o texto para responder à questão.
Com mais idosos, será preciso fortalecer o SUS
Dados recém-divulgados pelo IBGE mostram que os brasileiros têm destinado parcelas crescentes de sua renda a serviços de saúde e medicamentos nos últimos anos, uma tendência previsível com a transformação demográfica e o envelhecimento da população.
A despesa pública e privada do país com tal finalidade somou 9,7% do Produto Interno Bruto em 2021, ante 8% em 2010. A expansão deve continuar nos próximos anos, visto que em países mais desenvolvidos e com maior proporção de idosos entre os habitantes, como Alemanha, França e Reino Unido, o índice chega a 12% ou mais.
Por aqui, o aumento dos gastos no período se concentrou nas famílias – de 4,4% para 5,7% do PIB. Já os desembolsos dos governos federal, estaduais e municipais passaram de 3,6% para 4% do produto.
Os números refletem o sistema híbrido de financiamento da saúde que, na prática, desenvolveu-se no Brasil. Embora disponhamos de um sistema público universal de atendimento, o que sem dúvida é uma conquista civilizatória, estamos longe de poder abrir mão dos recursos privados.
Será necessário fortalecer o SUS para fazer frente à alta esperada da participação de idosos na população. Hoje, homens e mulheres com idade acima dos 65 anos representam perto de 11% dos brasileiros; projeta-se que o patamar de 20% será ultrapassado em 2050, e o de 30% estará próximo em 2070.
No atual cenário de penúria orçamentária, não há como pensar em um aumento rápido e vigoroso dos recursos do SUS. A longo prazo, será preciso rever prioridades e conter outras despesas para viabilizar maior atenção ao setor.
(Editorial. Folha de S.Paulo, 07.04.2024. Adaptado)
O traçado do EEG a seguir é de um paciente do sexo masculino, 77 anos de idade. Apresenta alteração do estado mental, sem déficit focal.

Esse padrão do EEG é consistente com qual dos achados a seguir?
Um homem de 23 anos de idade apresenta-se para avaliação de dores de cabeça crônicas. O início dos sintomas foi há 2,5 anos, mas nos últimos seis meses a frequência das dores de cabeça aumentou para pelo menos quatro dias por semana. A dor tipicamente começa de um lado, mas eventualmente abrange toda a cabeça. Ele descreve dor tanto de pressão quanto pulsátil que é frequentemente acompanhada por sensibilidade à luz e ao som. Náuseas e tonturas às vezes se desenvolvem com o aumento da severidade da dor de cabeça. O exame neurológico é normal. O tratamento inicial com amitriptilina produziu efeitos colaterais adversos, então gabapentina foi iniciada, mas não proporcionou alívio. Naproxeno foi adicionado conforme necessário e proporcionou alívio parcial da dor. As ressonâncias magnéticas do cérebro não apresentam alterações.
Qual é o melhor próximo passo na gestão do caso?
Um paciente é transportado para o departamento de emergência após uma convulsão presenciada e está irresponsivo na chegada. O histórico inclui linfoma primário do SNC para o qual ele toma metotrexato. A pressão arterial é de 165/85 mmHg. A tomografia computadorizada sem contraste mostra hipodensidades bi-hemisféricas envolvendo a substância branca, predominantemente nos lobos parietal e occipital. Esses achados são novos comparados com a ressonância magnética obtida há duas semanas.
Qual é o diagnóstico mais provável?
Paciente de 60 anos de idade teve dificuldade progressiva com equilíbrio, comportamento de encenação de sonhos, hipotensão ortostática e incontinência urinária nos últimos anos. O exame neurológico revela hipomimia, disartria, anterocolis, lacrimejamento intermitente, perda de estabilidade postural, rigidez do lado esquerdo e distonia do pé esquerdo ao caminhar.
Qual dos seguintes é o diagnóstico mais provável?
Sobre as características da síndrome de Horner, assinale com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas.
( ) A síndrome de Horner pode ser classificada em três ordens diferentes conforme a localização topográfica.
( ) A presença de anidrose é necessária para a caracterização da síndrome de Horner em qualquer uma das possíveis topografias.
( ) A causa da síndrome de Horner mais frequente é o trauma cervical.
( ) A síndrome de Wallenberg (síndrome vascular lateral do bulbo) pode evoluir com síndrome de Horner.
Assinale a sequência correta.