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I. Notificação é a comunicação da ocorrência de determinada doença ou agravo à saúde, feita à autoridade sanitária, para fins de adoção de medidas de intervenção pertinentes. Historicamente, a notificação compulsória tem sido a principal fonte da vigilância epidemiológica, a partir da qual, na maioria das vezes, se desencadeia o processo informação-decisão-ação.
II. O caráter compulsório da notificação implica responsabilidades formais para todo cidadão e uma obrigação inerente ao exercício da medicina, bem como de outras profissões na área de saúde. Mesmo assim, sabe-se que a notificação nem sempre é realizada, o que ocorre por desconhecimento de sua importância e, também, por descrédito nas ações que dela devem resultar. A experiência tem mostrado que o funcionamento de um sistema de notificação é diretamente proporcional à capacidade de se demonstrar o uso adequado das informações recebidas, de forma a conquistar a confiança dos notificantes.
III. Não se notifica a simples suspeita da doença ou evento. Deve-se aguardar a confirmação do caso para se efetuar a notificação, pois isso pode significar perda da credibilidade. E quando ocorrer a notificação, esta tem de ser sigilosa, só podendo ser divulgada fora do âmbito médico-sanitário em caso de risco para a comunidade, respeitando-se o direito de anonimato dos cidadãos. O envio dos instrumentos de coleta de notificação deve ser feito mesmo na ausência de casos, configurando-se o que se denomina notificação negativa, que funciona como um indicador de eficiência do sistema de informações.
Quais estão corretas?
I. Dentre as neuropatias periféricas associadas a proteínas monoclonais, o tipo mais frequente é a secundária ao mieloma múltiplo.
II. A neuropatia hereditária com suscetibilidade à paralisia por pressão é uma doença autossômica recessiva caracterizada por aumento da suscetibilidade dos nervos periféricos à tração mecânica ou compressão.
III. Na síndrome de Guillain-Barré (SGB), a presença de pleocitose moderada no exame do líquido cefalorraquidiano é uma característica da SGB associada à infecção pelo HIV.
I. São causas de ataxia adquirida: álcool, drogas (anticonvulsivantes, quimioterápicos), doença celíaca, degeneração paraneoplásica e hipotireoidismo.
II. A ataxia de Friedreich é secundária à expansão do trinucleotídeo GAA no gene FRDA localizado no cromossomo 9 e caracteriza-se clinicamente por ataxia, arreflexia e sinais de envolvimento do SNC.
III. A ataxia espinocerebelar tipo 3 (doença de Machado-Joseph) está associada a padrão autossômico recessivo de herança e pode apresentar-se clinicamente com sintomas extrapiramidais predominantes.
I. A neurofibromatose tipo 2 (NF2) é a síndrome neurocutânea mais comum, e ocorre em 1 a cada 3000 pessoas.
II. As lesões cutâneas da NF1 são manchas café-au-lait, neurofibroma subcutâneo, neurofibroma plexiforme e sardas axilares.
III. Os nódulos de Lisch, patognomônicos da NF1, são alterações esqueléticas que favorecem a ocorrência de fraturas patológicas e pseudoartrose subsequente.

Estão corretamente associadas:

A neuroanatomia e sua localização estão corretamente associadas em
