Questões de Concurso
Para professor - sociologia
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Para Marx, a religião seria o ópio do povo, por ser responsável pela atenuação das suas mazelas, ajudando-o no protesto necessário para uma subversão do status quo. Os processos de alienação do objeto, de autoalienação e de alienação social seriam denunciados por meio da religião. Ela teria um caráter revolucionário, por contribuir para o desfazimento das relações de poder na sociedade capitalista.
Talcott Parsons caracteriza a religião como um conjunto mais ou menos integrado de crenças em entidades sagradas ou sobrenaturais, extraordinárias, não instrumentalizáveis. A religião seria um aspecto da ação humana como todos os outros aspectos no decorrer do desenvolvimento social, cultural e da personalidade.
Bourdieu, por meio da apropriação dos conceitos de Max Weber de sacerdote, profeta, mago e leigo, critica a religião, afirmando que ela contribuiria para que haja desigualdades na sociedade.
Max Weber aponta que a ética protestante, em especial aquela desenvolvida nos ramos luteranos, por meio da pregação de princípios morais rígidos, teria impulsionado o desenvolvimento do capitalismo.
Durkheim acreditava que a relação entre os membros de uma sociedade não é fruto exclusivamente dos aspectos físicos de um dado espaço geográfico; a sociedade estaria fundamentada no ideal moral. A religião, por conseguinte, seria um fundamento social, pois, em seu bojo, seriam reafirmados tais valores e crenças.
Florestan Fernandes, patrono da sociologia brasileira, defendeu que o Ensino Secundário, o atual Ensino Médio, é formativo por excelência e deve visar a uma acumulação enciclopédica de conhecimentos. O conteúdo da transmissão seria mais importante do que o modo por meio do qual os conhecimentos são transmitidos.
Edgar Morin propõe um diálogo distanciado da sociologia com outras áreas do conhecimento, como a linguística, a psicologia, a antropologia e a história, defendendo que todos esses conhecimentos têm o seu grau de importância, mas que a sociologia ocuparia um lugar de destaque entre eles na compreensão da realidade.
Jean-Jacques Rousseau defendia que as pessoas, que nascem boas, são corrompidas pela sociedade; o objetivo de um empreendimento educacional, por conseguinte, seria o de formar os jovens a fim de que consigam conviver em um meio corrupto.
O norte-americano John Dewey contrapôs-se àquilo que alegou ser uma passividade no ensino tradicional, defendendo que a ação precede o conhecimento e o pensamento e que o ser humano é um ser que age antes de existir como ser pensante, o que deveria levar o indivíduo a ter um ensino intimamente conectado com a ação, com a vida, com a prática e com a experiência.
O alemão Johann Friedrich Herbart, que alguns consideram ter sido o primeiro autor a formular a pedagogia em termos propriamente científicos, acreditava que a ação pedagógica deve ser norteada por três procedimentos: o governo; a instrução; e a disciplina.
O suíço Johann Heinrich Pestalozzi defendia o princípio de que o professor deve respeitar a individualidade do aluno e de que o ensino não deve objetivar a mera exposição dogmática e a memorização mecânica, mas o desenvolvimento das capacidades intelectuais.
Identificar diversas formas de violência (física, simbólica, psicológica etc.), suas principais vítimas, suas causas sociais, psicológicas e afetivas, seus significados e usos políticos, sociais e culturais, discutindo e avaliando mecanismos para combatê-las, com base em argumentos éticos, não é papel do estudante de sociologia.
O professor de sociologia deve instruir seus alunos a analisar as características socioeconômicas da sociedade brasileira — com base na análise de documentos (dados, tabelas, mapas etc.) de diferentes fontes —, propor medidas para enfrentar os problemas identificados e construir uma sociedade mais próspera, justa e inclusiva, que valorize o protagonismo de seus cidadãos e promova o autoconhecimento, a autoestima, a autoconfiança e a empatia.
O estudante deve adquirir a habilidade de analisar e comparar indicadores de emprego, trabalho e renda em diferentes espaços, escalas e tempos, associando-os a processos de estratificação e desigualdade socioeconômica.
O aluno deve ser estimulado a desenvolver a competência de analisar as relações de produção, capital e trabalho apenas em seu território, seu contexto e sua cultura, discutindo o papel dessas relações na construção, na consolidação e na transformação da sua sociedade.
O estudante de sociologia deve ser incentivado a desenvolver a competência de analisar e avaliar criticamente as relações de diferentes grupos, povos e sociedades com a natureza (produção, distribuição e consumo) e seus impactos econômicos e socioambientais, com vistas à proposição de alternativas que respeitem e promovam a consciência, a ética socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional, nacional e global.
O estudante deve adquirir a competência de permanecer indiferente diante das diversas formas de injustiça, preconceito e violência, adotando princípios éticos, democráticos e neutros e respeitando os direitos humanos.

A Terceira Onda foi uma experiência social para demonstrar as razões do sucesso do fascismo na Alemanha de Hitler. Foi conduzida por Ron Jones, professor de história do Ensino Médio de uma escola da Califórnia (EUA), em 1967. Seria possível um regime fascista ser implantado na atualidade, em um país democrático? Que fatores levariam pessoas comuns a abraçar uma ideologia totalitária, como o fascismo nazista? Para responder, o professor fez os alunos experimentarem diretamente o envolvimento em situações similares a uma cultura autoritária, criando o movimento da Terceira Onda, e convencendo os alunos da necessidade de eliminar a democracia, considerada um obstáculo à coesão social. O lema era: “força pela disciplina, força pela união, força pela ação, força pelo orgulho”.
A experiência conduzida em sala de aula permite desenvolver
uma reflexão sociológica sobre a personalidade autoritária,
concluindo que
Do ponto de vista da sociologia do conhecimento, existe uma interdependência entre paradigmas teóricos e os respectivos contextos históricos em que amadureceram. Deste modo, a “descoberta da sociedade” foi realizada pelos sociólogos na Europa Ocidental (no decorrer do século XIX) e nos Estados Unidos (entre o século XIX e XX), coincidindo com a identificação de novas práticas e novas relações sociais próprias da sociedade moderna, o que possibilitou a “invenção” da categoria “relações sociais”.
Adaptado de IORIO, G. “La nascita della sociologia e la relazione sociale”. In Nuova Umanità XXVII, 162, p. 831-49.
Com base no texto, a respeito do contexto de surgimento da sociologia, assinale (V) para a afirmativa verdadeira e (F) para a falsa.
( ) A sociologia tematiza inicialmente os problemas da questão social: as condições de vida e trabalho das classes populares, a criminalidade e a miséria, como na tradição da social survey inglesa.
( ) A sociologia se consolida como conhecimento científico em uma época pós-revolucionária: na França, é introduzida por Comte e Saint-Simon e, na Inglaterra, pelos estudos de Spencer.
( ) A sociologia se constitui como domínio autônomo de conhecimento, ao criticar a economia política e os princípios do laissez-faire: os estudos de Weber e Durkheim, por exemplo, evidenciam a importância da comunidade estabelecida sobre normas e valores compartilhados.
A sequência correta, de cima para baixo, é