Questões de Concurso Para professor - sociologia

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Q3334421 Sociologia
As sociedades modernas foram tornando-se cada vez mais complexas. As teorias clássicas liberais de governo, baseadas nos direitos e consentimento individuais, foram obrigadas a dar conta das estruturas do estado-nação e das grandes massas que fazem uma democracia moderna. As leis clássicas da economia política, da propriedade, do contrato e da troca tinham que atuar, depois da industrialização, entre as grandes formações de classe do capitalismo moderno.
(Stuart Hall, A identidade cultural na pós-modernidade. Adaptado)

Segundo Hall, como resultado da complexificação social mencionada
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Q3334420 Sociologia
Em 1991, o então presidente americano, George Bush, ansioso por restaurar uma maioria conservadora na Suprema Corte dos Estados Unidos da América, encaminhou a indicação de Clarence Thomas, um juiz negro de visões políticas conservadoras. No raciocínio de Bush, os eleitores brancos (que podiam ter preconceitos em relação a um juiz negro) provavelmente apoiaram Thomas porque ele era conservador em termos da legislação de igualdade de direitos, e os eleitores negros (que apoiam políticas liberais em questões de raça) apoiariam Thomas por ele ser negro.
(Stuart Hall, A identidade cultural na pós-modernidade, 2006. Adaptado)

Segundo Stuart Hall, o Presidente Bush teria agido assim porque
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Q3334419 Sociologia
O sujeito, previamente vivido como tendo uma identidade unificada e estável, está se tornando fragmentado; composto não de uma única, mas de várias identidades, algumas vezes contraditórias ou não resolvidas. Correspondentemente, as identidades, que compunham as paisagens sociais “lá fora” e que asseguravam nossa conformidade subjetiva com as “necessidades” objetivas da cultura, estão entrando em colapso, como resultado de mudanças estruturais e institucionais.
(Stuart Hall, A identidade cultural na pós-modernidade, 2006. Adaptado)

Para Stuart Hall, o processo de fragmentação descrito no excerto
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Q3334418 Sociologia
Para ser eficaz, a tentação de consumir, e de consumir mais, deve ser transmitida em todas as direções e dirigida indiscriminadamente a todos que se disponham a ouvir. No entanto, o número de pessoas capazes de ouvir é maior do que o daquelas que podem reagir da maneira pretendida pela mensagem sedutora. Os que não podem agir de acordo com os desejos induzidos são apresentados todos os dias ao olhar deslumbrado daqueles que podem. O consumo excessivo, aprendem eles, é sinal de sucesso, uma autoestrada que conduz ao aplauso público e à fama.
(Zygmunt Bauman, Vida para consumo: a transformação das pessoas em mercadoria, 2022. Adaptado)

Segundo Bauman, o consumo é concebido na sociedade contemporânea como 
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Q3334417 Sociologia
A “sociedade de consumidores” é um tipo de sociedade que “interpela” seus membros (ou seja, dirige-se a eles, os saúda, apela a eles, questiona-os, mas também os interrompe e “irrompe sobre” eles) basicamente na condição de consumidores. Ao fazê-lo, a “sociedade” (ou quaisquer agências humanas dotadas de instrumentos de coerção e meios de persuasão ocultos por trás desse conceito ou imagem) espera ser ouvida, entendida e obedecida. Ela avalia – recompensa e penaliza – seus membros segundo a prontidão e adequação da resposta deles à interpelação.
(Zygmunt Bauman, Vida para consumo: a transformação das pessoas em mercadoria, 2022. Adaptado)

Para Bauman, a interpelação consumista tem como principal consequência
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Q3334416 Sociologia
A assim chamada variante ‘dialética’ põe a práxis e a sua compreensão numa relação apenas exterior de condicionamentos e de determinações recíprocas – compreendam-se elas como ‘teoria dialética da auto-organização’ ou como ‘sociologia dialética da práxis’, ou como ‘teoria das relações dialéticas’. A variante dialética está exposta ao perigo de tratar a práxis e a compreensão como simples momentos do processo.
(Wolfdietrich Schmied-Kowarzik. “A práxis e a compreensão da práxis: sobre as teses as Feuerbach”. Problemata: Revista Internacional de Filosofia, 2019)

Segundo Schmied-Kowarzik, a variante interpretativa ‘dialética’ estaria equivocada por conceber a práxis
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Q3334415 Sociologia
A manipulação do imaginário social é particularmente importante em momentos de mudança política e social, em momentos de redefinição de identidades coletivas. Não foi por acaso que a Revolução Francesa, em suas várias fases, tornou-se um exemplo clássico de tentativa de manipular os sentimentos coletivos no esforço de criar um novo sistema político, uma nova sociedade, um novo ser humano.
(José Murilo de Carvalho, A formação das almas: o imaginário da República no Brasil, 2017. Adaptado)

Segundo José Murilo de Carvalho, o exemplo da manipulação do imaginário na Revolução Francesa mostra que 
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Q3334414 Sociologia
Estava em curso uma fase importante no processo de construção de um pensamento capaz de pensar a realidade nacional. Os partidários da modernização que atuavam na comunidade tradicional brasileira necessitavam urgente e desesperadamente de novos argumentos intelectuais para reforçar suas posições. Uma nova ideologia que reorganizasse e reexplicasse a natureza de seu ambiente social e institucional. Não é de estranhar que esse grupo tenha vasculhado todos os recursos europeus à procura de concepções úteis a esse propósito.
(Octávio Ianni, A ideia de Brasil moderno, 1994)

Para Octávio Ianni, os intelectuais brasileiros mencionados
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Q3334413 Sociologia
Quando se trata das novas formas de acumulação do capital, um primeiro elemento diz respeito à temática da qualidade nos processos produtivos. A falácia da qualidade total, tão difundida no mundo empresarial moderno, na empresa enxuta da era da reestruturação produtiva, torna-se evidente.
(Ricardo Antunes, Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho, 2009. Adaptado)

Segundo Ricardo Antunes, em que consiste tal falácia? 
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Q3334412 Sociologia
Nas últimas décadas, o capitalismo viu-se frente a um quadro crítico acentuado. O entendimento dos elementos constitutivos essenciais dessa crise é de grande complexidade, uma vez que nesse mesmo período ocorreram mutações intensas, econômicas, sociais, políticas, ideológicas, com fortes repercussões no ideário, na subjetividade e nos valores constitutivos da classe-que-vive-do- -trabalho, mutações diversas e que tiveram forte impacto. Essa crise estrutural fez com que fosse implementado um amplo processo de reestruturação do capital, que afetou fortemente o mundo do trabalho.
(Ricardo Antunes, Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho, 2009. Adaptado)

Para Ricardo Antunes, o processo de reestruturação mencionado no excerto teve como objetivo
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Q3334411 Sociologia
Em sua obra Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho, Ricardo Antunes ressalta que: “Mesmo que 90% do material e dos recursos de trabalho necessários para a produção e distribuição de uma mercadoria comercializada lucrativamente – por exemplo, um produto cosmético: um creme facial –, da propaganda eletrônica ou da sua embalagem, sejam em termos físicos ou figurativos (mas, em relação aos custos de produção, efetivamente real), levadas direto para o lixo, e apenas 10% sejam dedicados ao preparado químico, responsável pelos benefícios reais ou imaginários do creme ao consumidor, as práticas obviamente devastadoras envolvidas no processo aparecem como plenamente justificadas”.
(Ricardo Antunes, Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho, 2009. Adaptado)

As justificações mencionadas pelo autor ocorrem no contexto 
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Q3334410 Sociologia
Não sendo uma entidade material e nem um mecanismo que possa ser racionalmente controlável, o capital constitui uma poderosíssima estrutura de organização e controle do metabolismo societal, à qual todos, inclusive os seres humanos, devem se adaptar. Nas formas societais anteriores ao capital, no que concerne à relação entre produção material e seu controle, as formas de metabolismo social se caracterizavam por um alto grau de autossuficiência.
(Ricardo Antunes, Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho, 2009)

Segundo Ricardo Antunes, o desenvolvimento do sistema global do capital constituiu um modelo
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Q3334409 Sociologia
Se é um grande equívoco imaginar o fim do trabalho na sociedade produtora de mercadorias é, entretanto, imprescindível entender quais mutações e metamorfoses vêm ocorrendo no mundo contemporâneo, bem como quais são seus principais significados e suas mais importantes consequências. No que diz respeito ao mundo do trabalho, pode-se presenciar um conjunto de tendências que, em seus traços básicos, configuram um quadro crítico e que têm sido experimentadas em diversas partes do mundo onde vigora a lógica do capital.
(Ricardo Antunes, Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho, 2009)

Entre as mutações a que se refere Ricardo Antunes no excerto, encontra-se
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Q3334408 Sociologia
No capítulo intitulado ‘A ciência como vocação’ de seu livro Ensaios de Sociologia, Max Weber convida a refletir sobre o papel do conhecimento científico em geral, inclusive do conhecimento médico. Aponta Weber: “Vejamos a Medicina moderna, uma tecnologia prática que está cientificamente muito desenvolvida. A ‘pressuposição’ geral da Medicina é apresentada de maneira trivial na afirmação de que a Ciência Médica tem a tarefa de manter a vida como tal e diminuir o sofrimento na medida máxima de suas possibilidades”.
(Max Weber, Ensaios de sociologia, 1982. Adaptado)

Weber considera essa pressuposição geral da Medicina como
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Q3334407 Sociologia
Na Grécia, pela primeira vez, surgiu uma forma prática pela qual era possível colocar os parafusos lógicos em alguém, de modo que não pudesse expressar-se sem admitir que nada sabia. O grande instrumento do trabalho científico, a experimentação racional, surgiu ao lado da descoberta do espírito helênico, durante a Renascença.
(Max Weber, Ensaios de sociologia, 1982. Adaptado)

Qual seria o papel da experimentação racional, segundo Weber?
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Q3334406 Sociologia
Há dois modos principais pelos quais alguém pode fazer da política a sua vocação: viver “para” a política, ou viver “da” política. Esse contraste não é, de forma alguma, exclusivo. Em geral, o homem faz as duas coisas, pelo menos em pensamento e, certamente, também a ambas na prática. Em condições normais, o político deve ser economicamente independente da renda que a política lhe pode proporcionar.
(Max Weber, Ensaios de sociologia, 1982. Adaptado)

De acordo com Weber, a pessoa que exerce uma atividade política ser financeiramente independente teria como consequência
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Q3334405 Sociologia
Em toda parte, o desenvolvimento do Estado moderno é iniciado através da ação do príncipe. Ele abre o caminho para a expropriação dos portadores autônomos e “privados” do poder executivo que estão ao seu lado, daqueles que possuem meios de administração próprios, meios de guerra e organização financeira, assim como os bens politicamente usáveis de todos os tipos. A totalidade do processo é um paralelo completo ao desenvolvimento da empresa capitalista através da expropriação gradativa dos produtores independentes.
(Max Weber, Ensaios de sociologia, 1982)

Segundo Weber, o Estado moderno distingue-se das formas anteriores de organização política ao se estruturar a partir 
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Q3334404 Sociologia
Para que o Estado exista, os dominados devem obedecer à autoridade alegada pelos detentores do poder. Quando e por que os homens obedecem? Sobre que justificação íntima e sobre que meios exteriores repousa esse domínio?
(Max Weber, Ensaios de sociologia, 1982. Adaptado)

Segundo Weber, as justificações básicas do domínio dos detentores do poder sobre os dominados seriam
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Q3334403 Sociologia
O amor à democracia é também o amor à frugalidade. Cada um deve possuir a mesma felicidade e as mesmas vantagens, deve experimentar os mesmos prazeres e ter as mesmas esperanças; coisa que só se pode esperar da frugalidade geral. O amor à frugalidade limita o desejo de possuir ao cuidado que requer o necessário para sua família e para si mesmo, e até mesmo o supérfluo para sua pátria.
(Montesquieu, O espírito das leis, 2000. Adaptado)

Para Montesquieu, a defesa da frugalidade na democracia está relacionada
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Q3334402 Sociologia
Uma sociedade não poderia subsistir sem um governo. A reunião de todas as forças particulares forma aquilo que chamamos de ESTADO POLÍTICO. A força geral pode ser depositada entre as mãos de um só, ou nas mãos de vários. Alguns pensaram que, sendo que a natureza havia estabelecido o poder paterno, o governo de um só era mais conforme à natureza.
(Montesquieu, O espírito das leis, 2000)

Segundo Montesquieu, a tentativa de justificar o governo de um só com base no direito paterno
Alternativas
Respostas
761: E
762: B
763: A
764: C
765: D
766: A
767: B
768: E
769: C
770: D
771: A
772: B
773: A
774: E
775: D
776: B
777: C
778: A
779: C
780: B