Foram encontradas 4.508 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
Nesta altura da história (…), as ciências sociais se defrontam com um desafio epistemológico novo. O seu objeto transforma-se de modo visível, em amplas proporções e, sob certos aspectos, espetacularmente. Pela primeira vez, são desafiadas a pensar o mundo como uma sociedade global. As relações, os processos e as estruturas econômicas, políticas, demográficas, geográficas, históricas, culturais e sociais, que se desenvolvem em escala mundial, adquirem preeminência sobre as relações, processos e estruturas que se desenvolvem em escala nacional. O pensamento científico, em suas produções mais notáveis, elaborado primordialmente com base na reflexão sobre a sociedade nacional, não é suficiente para apreender a constituição e os movimentos da sociedade global.
(IANNI, Octavio. Globalização: novo paradigma das ciências sociais. Estudos Avançados, v. 8, n. 21, 1994, p. 147-163)
Conforme o trecho acima, o “paradigma da globalização” tem provocado inúmeras implicações para a reflexão e a prática das
ciências sociais mundo afora. Sobre esse amplo e controverso processo, é correto afirmar que:
A moderna noção de cidadania emergiu do liberalismo do século XVIII e definiu orientações e preceitos que gradualmente permitiriam a incorporação dos direitos civis, políticos e sociais ao cotidiano dos cidadãos, sendo seus marcos jurídicos principais a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (1789) e a Constituição Americana (1787). Considere as afirmativas abaixo a respeito desse novo contexto.
I. Os direitos políticos que emergiram nesse período relacionam-se com as garantias materiais dos cidadãos, enquanto os direitos civis referem-se às relações entre os indivíduos e o Estado, e os direitos sociais, por sua vez, correspondem às garantias individuais, como a liberdade de culto.
II. A obra que sintetizou esse momento de expansão liberal dos direitos dos cidadãos foi o Leviatã de John Locke.
III. Surge pela primeira vez a concepção segundo a qual todo cidadão é um sujeito de direitos, ou seja, tem direito a ter direitos, e lhe é assegurada a participação social e política numa dada comunidade.
IV. A conquista e extensão dos direitos da cidadania ocorreu aos poucos, estritamente devido às concessões das classes dominantes.
V. Ao conceito de cidadania correspondia um conceito de democracia diferente da antiga democracia dos gregos, pois, ao contrário desta, o poder deveria ser exercido indiretamente pelo povo por meio de seus representantes eleitos.
Está correto o que se afirma APENAS em
Sociologia e sociedade industrial mantêm relações sumamente estranhas. Por um lado, a Sociologia nasceu na sociedade industrial; apareceu e adquiriu importância como consequência da industrialização. Mas, por outro lado, a ‘sociedade industrial’ é a filha mimada da Sociologia, seu próprio conceito pode ser considerado um produto da moderna ciência social. A mútua paternidade é causa de uma relação de parentesco paradoxal e desconhecida inclusive entre os antropólogos. Precisamente por isso parece aconselhável analisar mais detidamente as relações da Sociologia com a sociedade industrial, mitos muito pouco discutidos.
(DAHRENDORF, Ralf. Sociologia e sociedade industrial. In: FORACCHI, Marialice M.; MARTINS, José de Souza. Sociologia e sociedade – Leituras de introdução à Sociologia. Rio de Janeiro: LTC Editora, 1994, p. 118-125)
A respeito da Sociologia como disciplina científica, a que faz referência o trecho acima, é correto afirmar:
O ofício das baianas de acarajé, registrado como Patrimônio Imaterial Brasileiro pelo Iphan é a prática tradicional de produção e venda nos espaços públicos, em tabuleiro, das chamadas comidas de baiana, feitas com azeite de dendê... .
(Disponível em: http://portal.iphan.gov.br)
Os aspectos referentes ao ofício das baianas de acarajé e sua ritualização compreendem
Boris Hessen foi o primeiro cientista a apresentar uma visão materialista sobre o desenvolvimento da ciência, sendo bastante questionado e até ridicularizado quando assim o fez. Em 1931, o cientista soviético apresentou seu trabalho "As Raízes Sociais e Econômicas dos Principia de Newton" no II Congresso Internacional de História das Ciências, em Londres. Ao final de sua tese, ele afirmou que na época em que Newton formulou e formalizou as leis da mecânica (século XVIII):
“Havia necessidade de meios de comunicação convenientes, uma medida de tempo mais exata – especialmente devido ao contínuo aumento do ritmo das transações −, e de métodos exatos para contabilidade e medida (...) Comparando os principais problemas técnicos com os temas que dominavam a física desse período, chegamos à conclusão de que esses temas eram determinados principalmente pelas tarefas econômicas e técnicas que interessavam à nascente burguesia.”
(HESSEN, B. “As raízes sociais e econômicas dos Principia de Newton”. Revista de Ensino de Física, v. 6, n. 1, p. 37-55, 1984)
A ideia central de sua tese é que o desenvolvimento científico
É fundamental permanecer atento no combate à dengue, mas determinadas épocas do ano merecem ainda mais atenção. O gráfico a seguir mostra o número de casos de dengue ocorridos na Bahia entre os anos de 2002 e 2010 em função das semanas epidemiológicas. Por convenção internacional, semanas epidemiológicas são contadas de domingo a sábado, sendo que a primeira semana epidemiológica do ano é aquela que contém o maior número de dias do novo ano.

A partir da análise do gráfico, é correto afirmar que os meses mais críticos para as notificações de dengue na Bahia entre os
anos de 2002 e 2010, foram:
Os conceitos físicos são criações livres do espírito humano; eles não são, como se poderia acreditar, determinados unicamente pelo mundo exterior. No esforço que fazemos para compreender o mundo, nós parecemos um pouco com uma pessoa que tenta compreender o mecanismo de um relógio completamente fechado: ela vê o mostrador e os ponteiros em movimento, ouve o tique-taque, mas não tem nenhum meio de abrir o relógio. Se ela for criativa, poderá construir uma imagem do mecanismo, considerando-o responsável por tudo o que ela observa; mas ela nunca estará segura de que sua imagem é a única capaz de explicar suas observações. Ela nunca estará em condições de comparar sua imagem com o mecanismo real e sequer poderá representar a possibilidade ou a significação de tal comparação. Assim o pesquisador também crê certamente que, à medida que seus conhecimentos aumentarão, sua imagem da realidade se tornará cada vez mais simples e explicará campos de impressões sensíveis sempre mais amplos. Ele poderá, assim, crer na existência de um limite ideal do conhecimento, que o espírito humano pode alcançar. Ele poderá chamar esse limite ideal de verdade objetiva.
(EINSTEIN, Albert. INFELD, Léopold. L’ évolution des idées en Physique. Trad. M. Solovine. Paris: Payot, 1978, p. 34-35)
Segundo o texto escrito no século XX, a partir de uma concepção contemporânea de ciência,
Considere o texto e a figura abaixo.
No século XVII, Galileu Galilei inaugura a Ciência Moderna estabelecendo uma nova linguagem de acesso ao conhecimento da natureza:
A filosofia é escrita neste enorme livro que temos continuamente aberto diante de nossos olhos (quero dizer, o universo), mas não é possível compreendê-lo, se primeiro não se compreende sua língua e os caracteres nos quais está escrito. Ele está escrito em língua matemática, e os caracteres são triângulos, círculos, e outras figuras geométricas, sem recurso às quais é impossível compreender dela uma palavra; sem isso, perdemo-nos inutilmente em um obscuro labirinto.
(GALILEI, Galileu. O ensaiador. 1a edição: 1623. Trad. Vinicius Figueiredo et alii. Edição de referência: Il Saggiatore. Coleção Ricciardi [org. F. Flora] 1953, cap. VI, pp. 16-17)
A imagem abaixo apresenta um exemplo que ilustra a relação estabelecida, no Renascimento, por Galileu, entre a matemática e a natureza.

Tal relação continua até hoje movendo biólogos, físicos, matemáticos e químicos, na construção de um entendimento acerca da
natureza, no que se refere à sua