Questões de Concurso
Para analista - artes cênicas
Foram encontradas 98 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
O Escritório Central de Arrecadação e Distribuição de Direitos Autorais (ECAD) é o órgão responsável pela arrecadação dos recursos provenientes dos direitos autorais de todas as formas de execução pública de uma obra musical.
Um espetáculo teatral será apresentado gratuitamente, ou seja, sem a cobrança de ingressos. A produção do espetáculo foi viabilizada por meio de patrocínios e apoios financeiros. Será realizado um total de seis apresentações, durante um mês. A trilha sonora desse espetáculo teatral será dividida em dois momentos distintos: a execução de músicas gravadas de artistas renomados, como Roberto Carlos e Gal Costa, e a execução de músicas compostas exclusivamente para o referido espetáculo, por compositor musical contratado.
Com base nas informações apresentadas e de acordo com as normas fixadas pelo ECAD, assinale a alternativa correta.
A Lei nº 8.313/1991 (Lei de Incentivo à Cultura), popularmente conhecida como Lei Rouanet, instituiu o Programa Nacional de Apoio à Cultura (PRONAC), que prevê mecanismos para o investimento de recursos em projetos, entre outros, no seguintes segmentos culturais: teatro, dança, circo, ópera, mímica e congêneres. A mesma lei prevê que, para projetos culturais de algumas áreas específicas, os investidores poderão abater 100% do valor transferido a título de doação ou patrocínio, ficando proibido o lançamento do valor investido como despesa operacional. Segundo a referida lei, a área que não se enquadra no benefício descrito anteriormente é o (a)
Um equipamento de iluminação muito utilizado em montagens teatrais é o projetor de luz chamado Fresnel o qual recebeu esse nome em homenagem ao físico Augustin Fresnel (1788-1827).
Considerando as aplicações desse equipamento para iluminação cênica, assinale a alternativa correta.
Para um ator, as palavras não são meros sons, mas sim desenhos de imagens visuais. A melhor forma de evitar a atuação mecânica e a tagarelice de um autômato ao se dizer o texto de um papel é comunicar aos outros o que vocês veem na tela de sua visão interior. E isso não será um reflexo da realidade, mas sim imagens criadas por sua imaginação, para se ajustarem às necessidades do personagem imaginário que vocês estão representando.
STANISLAVSKI C. Manual do Ator. São Paulo: Martins Fontes, 1997, com adaptações.
O trecho apresentado reflete sobre uma noção proposta por Constantin Stanislavski em seu método. Trata-se da noção de
A tragédia, ao representar a piedade e o terror, realiza a depuração desse gênero de emoções.
A piedade se dirige ao homem que não mereceu sua desgraça, o terror à desgraça de um semelhante.ARISTÓTELES. Poética. 2. ed. São Paulo: Ars Poética, 1993.
Piedade e o medo que posso sentir no teatro são como purificados da amargura que os impregna na realidade. Pois, ao mesmo tempo em que me entristeço ou me assusto em contato com o acontecimento representado, gozo da beleza dessa representação.
ROUBINE, Jean-Jacques. Introdução às grandes teorias do teatro. Tradução de André Telles. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003, com adaptações.
Os trechos apresentados tratam de uma finalidade e uma consequência da tragédia. Esse conceito, sistematizado pelo grego Aristóteles (384 a.C. - 322 a.C.), irá influenciar reflexões posteriores sobre a arte teatral. Trata-se do conceito de
A encenação da peça Ubu-Rei, de Alfred Jarry, em 1896, representa uma quebra de paradigma para a encenação, além de uma reação contra o Naturalismo, na busca por uma nova cena. Acerca do tema, assinale a alternativa que apresenta uma característica dessa nova cena que pode ser identificada a partir da referida encenação.
Considerado o criador da comédia de costumes brasileiras, sua primeira comédia, O juiz de paz na roça, data de 1838. Admirável observador, ele fixou costumes e características que têm continuado através do tempo e retratam as instituições nacionais.
CACCIAGLIA, Mário. Pequena história do teatro no Brasil. São Paulo: Edusp, 1986.
O texto apresentado faz referência a
O desempenho torna-se também tomada de posição do ator, nem sempre, aliás, em favor do personagem. [...] Ao tomar essa atitude crítica em face do personagem, o ator revela dois horizontes de consciência: o dele, narrador, e o do personagem; horizontes em parte entrecruzados e em parte antinômicos. O ator-narrador mostra um horizonte maior, já por conhecer, desde logo, o futuro do personagem.
ROSENFELD, Anatol. O teatro épico. São Paulo: Perspectiva, 2008, com adaptações.
O trecho apresentado reflete sobre um recurso que se tornou característica sistemática e recorrente nas obras do teatro épico de Berthold Brecht. Trata-se do recurso do (a)
Praticado como é em todo mundo, o teatro de bonecos assumiu [no Brasil] fisionomias e espírito dramático diferenciados, dependendo da localização geográfica de cada uma de suas manifestações. Isso devido, obviamente, às próprias injunções de tradição cultural, costumes, formação social, econômica e política. Existe, em alguns estados do Nordeste do Brasil, uma forma de teatro de bonecos praticada por artistas do povo, que se denomina Mamulengo. É o Mamulengo um teatro de características inteiramente populares, no qual os atores são bonecos que falam, dançam, brigam e, quase sempre, morrem. Como em tantas outras manifestações artísticas da cultura popular nordestina, o Mamulengo revela, de modo singular, a rica expressividade do dia a dia do povo da região. Através dos bonecos, o povo se identifica com suas alegrias e suas tristezas, com seus temores e sua capacidade de fé, com seus tipos matreiros e seus elementos repressores, com o esmagamento de seus direitos e sua ânsia de liberdade.
Extraído de: Mamulengo – o teatro de bonecos popular no Brasil. Disponível em: < http://www.cultura.rj.gov.br/artigos >, com adaptações.
O Mamulengo é uma técnica teatral genuinamente brasileira, que se encontra inserida no chamado teatro
A sistematização de uma proposta para o ensino do teatro, em contextos formais e não formais de educação, por meio de jogos teatrais, foi elaborada pioneiramente por Viola Spolin, ao longo de quase três décadas de pesquisas com crianças, pré-adolescentes, adolescentes, jovens, adultos e idosos nos Estados Unidos.
JAPIASSU, Ricardo O. V. Metodologia do ensino de teatro. Campinas, SP: Papirus, 2001, com adaptações.
O jogo teatral spoliniano possui uma especificidade que o diferencia do dramático. Acerca dessa condição específica, é correto afirmar que o jogo
Quanto ao recurso narrativo denominado flash-back, assinale a alternativa correta.
Em O teatro e seu espaço, publicado em 1968 (título original em inglês: The empty space), o encenador Peter Brook apresenta uma análise de quatro tipos de teatro: o mortal, o sagrado, o rústico e o imediato.
De acordo com a referida obra, Brook considera que o teatro
I. A tentativa de constituir, no palco, um universo (fechado ou aberto) que tome alguns elementos emprestados da realidade aparente mas que, por intermédio do ator, remeta o espectador a uma realidade outra que este deve descobrir.
DORT, B. In: PAVIS, Patrice. Dicionário de Teatro. São Paulo: Perspectiva, 2008, com adaptações.
II. A interpretação do ator visa à ilusão reforçando a impressão de uma realidade mimética e impelindo o ator a uma total identificação com a personagem, sendo suposto que o todo se produza atrás de uma quarta parede invisível que separa a plateia do palco.”
PAVIS, Patrice. Dicionário de Teatro. São Paulo: Perspectiva, 2008, com adaptações.
Os trechos I e II discorrem sobre duas tendências antitéticas do início do século 20, uma espécie de binômio, que representam a origem de duas tipologias históricas de encenação. Essas duas tendências correspondem, respectivamente, ao
A Comedia dell’arte é um movimento artístico surgido na Itália no início do século 16. Seus personagens eram definidos por uma maneira de ser habitual. Eram identificados por seus hábitos particulares.
Adaptado de: GUILLEMARD, Colette. Les mots du costume. Paris: Éditions Belin, 1991.
O texto a seguir descreve um personagem célebre e reconhecido desse movimento: Pomposo e sempre consultando livros, mas incapaz de curar sua ignorância, é egoísta e cioso de seus títulos e suas propriedades; é inábil e ingênuo nas mãos dos espertalhões mais vividos. Veste uma bata e chapéu pretos, carrega livros e papéis.
NERO, Cyro del. Máquina para aos deuses. São Paulo: Editora Senac, 2009, com adaptações.
Com base nessas informações, assinale a alternativa que apresenta o personagem descrito no texto.
Assim como a Idade Média não foi mais “escura” do que qualquer outra época, tampouco seu teatro foi cinzento e monótono. Mas suas formas de expressão não foram as mesmas da Antiguidade e, pelos padrões desta, foram não clássicas. Sua dinâmica desafiou a disciplina das proporções harmoniosas e preferiu a exuberância completa.
BERTHOLD, Margot. História mundial do teatro. Tradução de Maria Paula V. Zurawski, J. Guinsburg, Sérgio Coelho e Clóvis Garcia. São Paulo: Perspectiva, 2001, com adaptações.
Quanto à prática teatral na Idade Média, período compreendido entre o século 10 e o início 15, assinale a alternativa correta.
Dois colegas de trabalho tiram férias e viajam para destinos diferentes. A probabilidade de um deles ligar para o escritório onde trabalham é de 2/7 , e a probabilidade de o outro ligar é de 1/6 . Qual é a probabilidade de os dois não ligarem, de modo algum, para o escritório durante as férias?
Texto 2 para responder as questões de 5 a 8.
História do rock brasiliense contada por Irlam
Rocha Lima, repórter do Correio Braziliense
1 Confesso que cheguei atrasado ao rock de Brasília.
Quando desci ao porão do Cafofo, bar que Rênio Quintas
e sócios tinham na comercial da 407 Norte, para assistir
4 a um ensaio do Aborto Elétrico, o barulho já se espalhava
por vários pontos da cidade. Eu era ligado à MPB de
Caetano, Chico, Gil, Milton, Gal, Bethânia, Elis, Nara e
7 Novos Baianos e achava muito tosco aquele som que os
roqueiros brasilienses faziam.
Depois que Renato Russo veio à redação do
10 Correio para divulgar o festival que ia acontecer no teatro
da Associação Brasiliense de Odontologia (ABO), na 916
Sul, e me mostrou a letra de algumas de suas músicas,
13 inclusive Geração Coca-Cola, despertou-me grande
curiosidade. Desde então, passei a acompanhar de perto
tudo o que ele e seus companheiros de movimento
16 vinham fazendo.
Assisti aos shows do Temporada de Rock, na ABO,
e tomei conhecimento do trabalho das bandas que se
19 apresentaram no festival: Legião Urbana, Plebe Rude,
Capital Inicial (ainda sem Dinho Ouro Preto nos vocais),
XXX e Banda 69. À época, a Plebe era a mais falada. Depois
22 “descobri” Escola de Escândalo e passei a ouvir o que o
vocalista Bernardo Mueller tinha a dizer. Fui a alguns
shows do Escola, inclusive no Circo Voador (Rio de
25 Janeiro), e ficava impressionado com a guitarra do
“Fejão”, para muitos o melhor guitarrista da história do
rock brasiliense. Frustrei-me por não ver o Escola, com
28 seu trabalho original, seguir a trajetória da Legião, do
Capital e da Plebe, gravando disco e sendo reconhecido
30 nacionalmente.
Disponível em: <http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/especiais/brasilia-capital-do-rock/2013/03/07/InternaBSBCapitalRock,353299/historia-do-rock-brasiliense-contada-por-reporter-do-correio-braziliense.shtml >. Acesso em: 21/3/2014, com adaptações.
Se, no lugar do trecho destacado em “e tomei conhecimento do trabalho das bandas que se apresentaram no festival” (linhas 18 e 19), o autor utilizasse a construção da maioria das bandas, conforme a norma-padrão, o verbo da nova redação
Texto 1 para responder as questões de 1 a 4.
O bumba meu boi de seu Teodoro
1 Nas noites de bumba meu boi em São Vicente
Ferrer (MA), onde nasceu, Teodoro Freire punha o pilão
na rede em que dormia para disfarçar e saía de casa
4 escondido. A mãe, que temia que o filho se machucasse
em alguma confusão, um dia descobriu o truque e
deu-lhe uma bronca. Ela foi aceitando aos poucos a
7 participação de Teodoro em festas populares.
Aos 14, o rapaz foi sozinho para São Luís, onde
trabalhou em quitanda, como estivador e porteiro. Em
10 1953, partiu para o Rio, atuou no comércio e organizou o
bumba meu boi com a ajuda de um deputado
conterrâneo.
13 Nos anos 60, ao se apresentar com seu grupo em
Brasília, recebeu o convite, também de um político
maranhense, para ficar na cidade. Já casado com a
16 piauiense Maria Sena, que conhecera no Rio, conseguiu
um emprego de contínuo na UnB. Ficaria na
universidade, como conta a família, por 28 anos.
19 Desde 1963, dedicou-se ao bumba meu boi no
Centro de Tradições Populares que fundou. Por causa de
seu trabalho, recebeu do governo a ordem do mérito
22 cultural em 2006. Ganhou ainda um documentário sobre
23 sua vida.
BERTONI, Estêvão. Disponível em: < http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/21386-o-bumba-meu-boi- de-seu-teodoro.shtml >. Acesso em: 21/3/2014, com adaptações.
Do ponto de vista da tipologia textual, o texto apresentado classifica-se, predominantemente, como
O texto faz referência a:
O texto faz referência a: