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José, servidor público, considerando o baixo nível de escolaridade de Carlos, cidadão, o auxiliou redigindo requerimento que postulava certo benefício no órgão público onde José trabalhava. Além disso, valendo-se do relacionamento que tinha com o responsável por decidir a respeito do requerimento, José cuidou para que o benefício postulado fosse reconhecido e deferido o mais breve possível. Grato pela presteza do servidor público, Carlos o presenteou com uma cesta de legumes cultivados em sua propriedade, o que foi prontamente aceito por José, para não ofender Carlos. Nessa situação, a conduta de José observou a moralidade administrativa, uma vez que a finalidade do serviço público deve ser o bem comum.
Pedro, de 65 anos de idade, e Jacira, de 55 anos de idade, eram casados e se envolveram em um grave acidente de trânsito. Jacira faleceu no local do acidente. Pedro, depois de várias horas sedado, despertou e indagou o enfermeiro, servidor público federal, a respeito de Jacira, mas este se negou a repassar-lhe informações, tendo-se limitado apenas a dizer que não tinha autorização para falar sobre o assunto. Em seguida, Pedro solicitou informações ao médico, também servidor público federal, que, por sua vez, disse para ele não se preocupar, pois Jacira estaria bem. A equipe médica decidiu não dizer a verdade a Pedro, em razão do seu comprometimento de saúde e de sua idade. Nessa situação, a conduta tanto do enfermeiro quanto do médico, ambos servidores públicos federais, contraria o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, visto que Pedro tinha direito de saber a verdade.
O fecho a ser utilizado nas correspondências internas encaminhadas ao reitor, autoridade de maior nível hierárquico no âmbito da Universidade de Brasília, é respeitosamente.
O documento carta dirige-se a pessoas que pertençam à comunidade universitária interna, para tratar de assuntos institucionais.
Em ofício emitido por reitor da Universidade de Brasília, devem constar do rodapé, entre outros dados, o endereço da reitoria, telefones, e-mail e home page da universidade.
A forma de tratamento adequada para comunicações destinadas a vice-reitor, assessor, decano, pró-reitor, diretor e demais dirigentes é Senhor.
Nos despachos, que dispõem de formulários específicos, os textos devem ser claros e objetivos e, como a identificação do signatário deve ser legível, prevê-se a possibilidade de uso de carimbo.
No sétimo parágrafo, a forma pronominal ‘esta’, no terceiro período, retoma a ideia expressa no período imediatamente anterior.
A respeito das ideias, dos aspectos linguísticos e da classificação tipológica do texto anterior, julgue o item seguinte.
O termo ‘lá’ (segundo período do sétimo parágrafo) refere-se
a Brasília, a nova capital do Brasil.
O emprego do acento diferencial no vocábulo ‘pôr’, no quinto e no sexto parágrafos, é obrigatório.
Seriam mantidos o sentido e a correção gramatical do texto se, no trecho ‘e contra todos que querem manter o povo brasileiro atado ao atraso e à dependência’ (penúltimo parágrafo), as formas ‘ao’ e ‘à’ fossem substituídas por a, da seguinte forma: e contra todos que querem manter o povo brasileiro atado a atraso e dependência.
A respeito das ideias, dos aspectos linguísticos e da classificação tipológica do texto anterior, julgue o item seguinte.
Sem prejuízo do sentido original e da correção gramatical do
texto, o trecho ‘Talvez sim, não, certamente, por qualquer
feito, ou qualidade minha. Sim, como consolidação de meus
muitos fracassos’ (terceiro parágrafo) poderia ser reescrito da
seguinte forma: Decerto não, por nenhum feito ou
qualidade minha, mas, talvez sim, como consolidação dos
meus tantos fracassos.
Com a junção dos vocábulos fruto e semente à palavra universidade, em ‘universidade-fruto’ e ‘universidade-semente’, no sétimo parágrafo do texto, o autor constrói um sentido que fortalece a sua ideia de que a universidade-semente, meio para fomentar desenvolvimento autônomo, deve suplantar a universidade-fruto, produto previsível de um sistema que é, em si, limitante.
O ideal de Darcy Ribeiro para a Universidade de Brasília era o de que ela promovesse a autonomia e, consequentemente, o desenvolvimento social orientado para a emancipação de um povo cujas potencialidades foram limitadas por outrem, o que, conforme se infere da fala do autor, é um dos legados do projeto colonizador.
Infere-se do trecho “Sendo quem sou” (último período do primeiro parágrafo) que o autor está valorizando, com fins políticos, o legado intelectual que o transformou na pessoa agraciada com um título de doutor honoris causa da Sorbonne.
É correto afirmar que as declarações de Darcy Ribeiro em seu discurso são abalizadas, dada sua reputação baseada no saber e na experiência, o que torna supérflua a prova dos fatos mencionados.
No texto, Darcy Ribeiro recorre a um raciocínio que, embora seja bem fundamentado e coerente, pauta-se em um recurso fundado por contradições, uma vez que ele utiliza o vocábulo fracasso em alusão ao que se poderia considerar uma carreira de sucesso.
No trecho ‘Juscelino Kubitschek pediu a Anísio para criar o sistema educacional do Distrito Federal’ (sétimo período), o verbo pedir, empregado na forma ‘pediu’, poderia ser flexionado no presente do indicativo — pede —, sem prejuízo das informações veiculadas no texto.
No período “Com o regime militar, o educador foi exilado para o Uruguai.”, seriam mantidos os sentidos do texto se a locução “foi exilado” fosse substituída por exilou-se.
No primeiro período do texto, o emprego das aspas em ‘fazimentos’ se justifica por marcar que tal vocábulo é um neologismo, empregado em um contexto coloquial.