Questões de Concurso
Para analista judiciário - arquitetura
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Fernando Morais (jornalista)
O que mais me surpreendia, na Ouro Preto da infância, não era o ouro dos altares das igrejas. Nem o casario português recortado contra a montanha. Isso eu tinha de sobra na minha própria cidade, Mariana, a uma légua dali. O espantoso em Ouro Preto era o Grande Hotel - um prédio limpo, reto, liso, um monólito branco que contrastava com o barroco sem violentá-lo. Era “o Hotel do Niemeyer”, diziam. Deslumbrado com a construção, eu acreditava que seu criador (que supunha chamar-se “Nei Maia”) fosse mineiro - um marianense, quem sabe?
A suspeita aumentou quando, ainda de calças curtas, mudei-me para Belo Horizonte. Era tanto Niemeyer que ele só podia mesmo ser mineiro. No bairro de Santo Antônio ficava o Colégio Estadual (a caixa d’água era o lápis, o prédio das classes tinha a forma de uma régua, o auditório era um mata- borrão). Numa das pontas da vetusta Praça da Liberdade, Niemeyer fez pousar suavemente uma escultura de vinte andares de discos brancos superpostos, um edifício de apartamentos cujo nome não me vem à memória. E, claro, tinha a Pampulha: o cassino, a casa do baile, mas principalmente a igreja.
Com o tempo cresceram as calças e a barba, e saí batendo perna pelo mundo. E não parei de ver Niemeyer. Vi na França, na Itália, em Israel, na Argélia, nos Estados Unidos, na Alemanha. Tanto Niemeyer espalhado pelo planeta aumentou minha confusão sobre sua verdadeira origem. E hoje, quase meio século depois do alumbramento produzido pela visão do “Hotel do Nei Maia”, continuo sem saber onde ele nasceu. Mesmo tendo visto um papel que prova que foi na Rua Passos Manuel número 26, no Rio de Janeiro, estou convencido de que lá pode ter nascido o corpo dele. A alma de Oscar Niemeyer, não tenham dúvidas, é mineira.
(Adaptado de: MORAIS, Fernando. Depoimento. In: SCHARLACH, Cecília (coord.). Niemeyer 90 anos: poemas testemunhos cartas. São Paulo: Fundação Memorial da América Latina, 1998. p. 29)
Fernando Morais (jornalista)
O que mais me surpreendia, na Ouro Preto da infância, não era o ouro dos altares das igrejas. Nem o casario português recortado contra a montanha. Isso eu tinha de sobra na minha própria cidade, Mariana, a uma légua dali. O espantoso em Ouro Preto era o Grande Hotel - um prédio limpo, reto, liso, um monólito branco que contrastava com o barroco sem violentá-lo. Era “o Hotel do Niemeyer”, diziam. Deslumbrado com a construção, eu acreditava que seu criador (que supunha chamar-se “Nei Maia”) fosse mineiro - um marianense, quem sabe?
A suspeita aumentou quando, ainda de calças curtas, mudei-me para Belo Horizonte. Era tanto Niemeyer que ele só podia mesmo ser mineiro. No bairro de Santo Antônio ficava o Colégio Estadual (a caixa d’água era o lápis, o prédio das classes tinha a forma de uma régua, o auditório era um mata- borrão). Numa das pontas da vetusta Praça da Liberdade, Niemeyer fez pousar suavemente uma escultura de vinte andares de discos brancos superpostos, um edifício de apartamentos cujo nome não me vem à memória. E, claro, tinha a Pampulha: o cassino, a casa do baile, mas principalmente a igreja.
Com o tempo cresceram as calças e a barba, e saí batendo perna pelo mundo. E não parei de ver Niemeyer. Vi na França, na Itália, em Israel, na Argélia, nos Estados Unidos, na Alemanha. Tanto Niemeyer espalhado pelo planeta aumentou minha confusão sobre sua verdadeira origem. E hoje, quase meio século depois do alumbramento produzido pela visão do “Hotel do Nei Maia”, continuo sem saber onde ele nasceu. Mesmo tendo visto um papel que prova que foi na Rua Passos Manuel número 26, no Rio de Janeiro, estou convencido de que lá pode ter nascido o corpo dele. A alma de Oscar Niemeyer, não tenham dúvidas, é mineira.
(Adaptado de: MORAIS, Fernando. Depoimento. In: SCHARLACH, Cecília (coord.). Niemeyer 90 anos: poemas testemunhos cartas. São Paulo: Fundação Memorial da América Latina, 1998. p. 29)
Fernando Morais (jornalista)
O que mais me surpreendia, na Ouro Preto da infância, não era o ouro dos altares das igrejas. Nem o casario português recortado contra a montanha. Isso eu tinha de sobra na minha própria cidade, Mariana, a uma légua dali. O espantoso em Ouro Preto era o Grande Hotel - um prédio limpo, reto, liso, um monólito branco que contrastava com o barroco sem violentá-lo. Era “o Hotel do Niemeyer”, diziam. Deslumbrado com a construção, eu acreditava que seu criador (que supunha chamar-se “Nei Maia”) fosse mineiro - um marianense, quem sabe?
A suspeita aumentou quando, ainda de calças curtas, mudei-me para Belo Horizonte. Era tanto Niemeyer que ele só podia mesmo ser mineiro. No bairro de Santo Antônio ficava o Colégio Estadual (a caixa d’água era o lápis, o prédio das classes tinha a forma de uma régua, o auditório era um mata- borrão). Numa das pontas da vetusta Praça da Liberdade, Niemeyer fez pousar suavemente uma escultura de vinte andares de discos brancos superpostos, um edifício de apartamentos cujo nome não me vem à memória. E, claro, tinha a Pampulha: o cassino, a casa do baile, mas principalmente a igreja.
Com o tempo cresceram as calças e a barba, e saí batendo perna pelo mundo. E não parei de ver Niemeyer. Vi na França, na Itália, em Israel, na Argélia, nos Estados Unidos, na Alemanha. Tanto Niemeyer espalhado pelo planeta aumentou minha confusão sobre sua verdadeira origem. E hoje, quase meio século depois do alumbramento produzido pela visão do “Hotel do Nei Maia”, continuo sem saber onde ele nasceu. Mesmo tendo visto um papel que prova que foi na Rua Passos Manuel número 26, no Rio de Janeiro, estou convencido de que lá pode ter nascido o corpo dele. A alma de Oscar Niemeyer, não tenham dúvidas, é mineira.
(Adaptado de: MORAIS, Fernando. Depoimento. In: SCHARLACH, Cecília (coord.). Niemeyer 90 anos: poemas testemunhos cartas. São Paulo: Fundação Memorial da América Latina, 1998. p. 29)
O fundo das peças de sinalização visual deve possuir acabamento fosco para facilitar a legibilidade.
Para que parte de uma unidade de comércio ou espaço cultural de uso público seja considerada visitável, ela deve conter, necessariamente, pelo menos, um local de convívio social acessível e um sanitário unissex acessível.
O módulo de referência para cadeirantes deve considerar a projeção de um espaço necessário para que duas cadeiras de rodas transitem no mesmo ambiente sem que haja interferência de manobra entre elas.

Com referência à situação mostrada na figura acima, que ilustra uma viga contínua de concreto armado apoiada nos pilares 1, 2 e 3, na qual as linhas no interior da viga correspondem às armaduras de aço longitudinais, julgue os itens a seguir.
A armadura de aço longitudinal superior não está sujeita a esforços: ela é utilizada para posicionar os estribos transversais da viga.

Com referência à situação mostrada na figura acima, que ilustra uma viga contínua de concreto armado apoiada nos pilares 1, 2 e 3, na qual as linhas no interior da viga correspondem às armaduras de aço longitudinais, julgue os itens a seguir.
A viga e os pilares representam uma estrutura isostática.

Com referência à situação mostrada na figura acima, que ilustra uma viga contínua de concreto armado apoiada nos pilares 1, 2 e 3, na qual as linhas no interior da viga correspondem às armaduras de aço longitudinais, julgue os itens a seguir.
Os três pilares estão sujeitos a cargas de compressão.

Com referência à situação mostrada na figura acima, que ilustra uma viga contínua de concreto armado apoiada nos pilares 1, 2 e 3, na qual as linhas no interior da viga correspondem às armaduras de aço longitudinais, julgue os itens a seguir.
A armadura de aço longitudinal inferior está sujeita a grandes esforços de tração nas proximidades do pilar 2.

Considerando a tabela acima, que ilustra a composição de bonificações e despesas indiretas (BDI) de uma obra hipotética, julgue os próximos itens.
Caso a administração local fosse classificada como custo direto, o BDI da obra diminuiria sem alteração do preço de venda.

Considerando a tabela acima, que ilustra a composição de bonificações e despesas indiretas (BDI) de uma obra hipotética, julgue os próximos itens.
O correto BDI da obra é de 20%.

Considerando a tabela acima, que ilustra a composição de bonificações e despesas indiretas (BDI) de uma obra hipotética, julgue os próximos itens.
Se os pagamentos forem realizados somente após cada medição, os encargos financeiros representarão os custos oriundos da defasagem entre receitas e despesas no fluxo de caixa da obra.

A partir da tabela acima, que mostra o cronograma físico-financeiro, em reais, de uma obra hipotética, com duração prevista para seis meses, julgue os itens subsecutivos.
O valor orçado da obra é de R$ 230.000,00.

A partir da tabela acima, que mostra o cronograma físico-financeiro, em reais, de uma obra hipotética, com duração prevista para seis meses, julgue os itens subsecutivos.
Se, em abril, o boletim de medição da obra registrar R$ 60.000,00 de serviços executados, apenas esse fato e o cronograma não permitirão concluir que a obra esteja em dia com o cronograma de execução na data da medição.

A partir da tabela acima, que mostra o cronograma físico-financeiro, em reais, de uma obra hipotética, com duração prevista para seis meses, julgue os itens subsecutivos.
A distribuição das atividades no cronograma permite inferir que a atividade D é uma atividade crítica.
Considerando essa situação hipotética, julgue os itens seguintes, de acordo com a legislação profissional vigente.
O fato de haver conflito de campo de atuação do arquiteto para elaborar o projeto estrutural com normas de outro conselho profissional impedirá que esse arquiteto elabore o referido projeto até que haja resolução conjunta dos dois conselhos.
Considerando essa situação hipotética, julgue os itens seguintes, de acordo com a legislação profissional vigente.
O arquiteto contratado está habilitado pelo conselho para elaborar projeto estrutural em concreto armado, independentemente da quantidade de pavimentos.
Considerando essa situação hipotética, julgue os itens seguintes, de acordo com a legislação profissional vigente.
A interrupção do registro do arquiteto para exercer atividades técnicas é concedida pelo CAU por tempo determinado.
Na circulação identificada como fluxo de paciente externo, o qual é definido como fluxo interfuncional dos hospitais, a circulação deve ocorrer em locais de atendimento imediato — tais como a urgência, a emergência, o diagnóstico e a terapia —, onde a circulação dos pacientes é restrita.