Questões de Concurso
Para técnico de tecnologia da informação
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Texto 01:
O desvio ético do gerundismo
Há implicações éticas no vício de linguagem. O uso excessivo e desnecessário do gerúndio é conhecido como endorreia, cuja forma popular é a construção “vou estar + gerúndio”, uma perífrase (locução formada por dois ou três verbos). A locução em si é legítima, quando comunica a ideia de uma ação futura que ocorrerá no momento de outra ou sequenciada. As sentenças “vou estar dormindo na hora do jogo” ou “vou estar vendo o jogo quando você estiver assistindo à novela” são adequadas ao sistema da língua, assim como em verbos que indiquem processo: “amanhã vai estar chovendo” ou ato contínuo: “vou estar trabalhando das 8h às 18h.”
Aquilo que nos acostumamos a chamar de gerundismo se dá quando não queremos comunicar essa ideia de eventos ou ações simultâneas, mas antes falar de ação pontual, em que a duração não é preocupação dominante. “Vou falar” narra algo que vai ocorrer a partir de agora. “Vou estar falando” se refere a um futuro em andamento.
É inadequado usar uma forma verbal com valor de outra – falar de ação isolada, que se encerraria num só ato, como se fosse contínua. Quando respondemos ao telefone “vou estar passando o recado” fazemos o recado, que potencialmente tem tudo para ser dado, não ter mais prazo de validade. O vício aqui isenta a pessoa de responsabilidade sobre o que prometeu fazer. É antes de tudo um desvio ético.
(Revista Língua Portuguesa, ano 7, número 77. Março de 2012)
Texto 01:
O desvio ético do gerundismo
Há implicações éticas no vício de linguagem. O uso excessivo e desnecessário do gerúndio é conhecido como endorreia, cuja forma popular é a construção “vou estar + gerúndio”, uma perífrase (locução formada por dois ou três verbos). A locução em si é legítima, quando comunica a ideia de uma ação futura que ocorrerá no momento de outra ou sequenciada. As sentenças “vou estar dormindo na hora do jogo” ou “vou estar vendo o jogo quando você estiver assistindo à novela” são adequadas ao sistema da língua, assim como em verbos que indiquem processo: “amanhã vai estar chovendo” ou ato contínuo: “vou estar trabalhando das 8h às 18h.”
Aquilo que nos acostumamos a chamar de gerundismo se dá quando não queremos comunicar essa ideia de eventos ou ações simultâneas, mas antes falar de ação pontual, em que a duração não é preocupação dominante. “Vou falar” narra algo que vai ocorrer a partir de agora. “Vou estar falando” se refere a um futuro em andamento.
É inadequado usar uma forma verbal com valor de outra – falar de ação isolada, que se encerraria num só ato, como se fosse contínua. Quando respondemos ao telefone “vou estar passando o recado” fazemos o recado, que potencialmente tem tudo para ser dado, não ter mais prazo de validade. O vício aqui isenta a pessoa de responsabilidade sobre o que prometeu fazer. É antes de tudo um desvio ético.
(Revista Língua Portuguesa, ano 7, número 77. Março de 2012)
CISÃO
Há alguns anos havia uma clara separação entre cultura humanística e cultura científica. As duas não se falavam, tinham vocabulários diferentes. Nenhuma comunicação era possível entre elas, nem por sinais metafóricos: seus códigos simplesmente não combinavam. A divisão continuou até há pouco. Hoje as duas culturas estão na internet e usam a linguagem universal dos impulsos eletrônicos. Conversa-se, pelo menos, entre os dois lados do abismo.
Mas há uma separação que se agrava, entre facções de uma mesma ciência, ou pseudociência: facções com o mesmo vocabulário e os mesmos códigos, mas que não se entendem. Economistas de um lado e de outro do abismo lidam com os mesmos números, recebem os mesmos dados, analisam as mesmas estatísticas – e veem e preveem coisas diferentes. Há dias o Elio Gaspari escreveu sobre a controvérsia que está havendo a respeito das taxas de juros entre economistas brasileiros, todos da mesma escola, com a mesma formação e a mesma informação, e nenhum deles adepto de qualquer heresia econômica. A cisão é inexplicável, a não ser que se procure sua causa no terreno movediço dos egos em choque.
Ou então a explicação é antiga: o mundo da ciência econômica, como todos os mundos, também está dividido entre humanistas e seus contrários. Antes de divergirem nas suas interpretações e receitas, os economistas divergem no seu coeficiente de consciência social. Não é o caso da polêmica citada pelo Gaspari, em que nenhum dos contendores pode remotamente ser chamado “de esquerda”. Mas o menor desafio à ortodoxia vigente já vale como um ponto para o humanismo.
“Consciência social” é um termo escorregadio. Não se trata de compaixão, ou de ter ou não ter coração. Nenhum lado tem monopólio dos bons sentimentos, todos têm consciência da desigualdade crescente, no país e no mundo, entre os poucos que têm dinheiro e poder e a maioria de despossuídos, e da explosão a que pode levar. Ou a que, segundo alguns, já levou. A doença é clara, discute-se a cura. Ela certamente não virá com a insistência num pensamento liberal único e a vassalagem irreversível ao capital financeiro, A divisão reportada por Gaspari é, entre outras coisas, sobre a persistência de um conservadorismo econômico que ainda não se deu conta de que a prancha acabou, e os tubarões estão esperando lá embaixo.
VERÍSSIMO, Luis Fernando. Cisão. Gazeta do Povo, Curitiba, p. 24. 11 e 12 fev 2017.
CISÃO
Há alguns anos havia uma clara separação entre cultura humanística e cultura científica. As duas não se falavam, tinham vocabulários diferentes. Nenhuma comunicação era possível entre elas, nem por sinais metafóricos: seus códigos simplesmente não combinavam. A divisão continuou até há pouco. Hoje as duas culturas estão na internet e usam a linguagem universal dos impulsos eletrônicos. Conversa-se, pelo menos, entre os dois lados do abismo.
Mas há uma separação que se agrava, entre facções de uma mesma ciência, ou pseudociência: facções com o mesmo vocabulário e os mesmos códigos, mas que não se entendem. Economistas de um lado e de outro do abismo lidam com os mesmos números, recebem os mesmos dados, analisam as mesmas estatísticas – e veem e preveem coisas diferentes. Há dias o Elio Gaspari escreveu sobre a controvérsia que está havendo a respeito das taxas de juros entre economistas brasileiros, todos da mesma escola, com a mesma formação e a mesma informação, e nenhum deles adepto de qualquer heresia econômica. A cisão é inexplicável, a não ser que se procure sua causa no terreno movediço dos egos em choque.
Ou então a explicação é antiga: o mundo da ciência econômica, como todos os mundos, também está dividido entre humanistas e seus contrários. Antes de divergirem nas suas interpretações e receitas, os economistas divergem no seu coeficiente de consciência social. Não é o caso da polêmica citada pelo Gaspari, em que nenhum dos contendores pode remotamente ser chamado “de esquerda”. Mas o menor desafio à ortodoxia vigente já vale como um ponto para o humanismo.
“Consciência social” é um termo escorregadio. Não se trata de compaixão, ou de ter ou não ter coração. Nenhum lado tem monopólio dos bons sentimentos, todos têm consciência da desigualdade crescente, no país e no mundo, entre os poucos que têm dinheiro e poder e a maioria de despossuídos, e da explosão a que pode levar. Ou a que, segundo alguns, já levou. A doença é clara, discute-se a cura. Ela certamente não virá com a insistência num pensamento liberal único e a vassalagem irreversível ao capital financeiro, A divisão reportada por Gaspari é, entre outras coisas, sobre a persistência de um conservadorismo econômico que ainda não se deu conta de que a prancha acabou, e os tubarões estão esperando lá embaixo.
VERÍSSIMO, Luis Fernando. Cisão. Gazeta do Povo, Curitiba, p. 24. 11 e 12 fev 2017.
CISÃO
Há alguns anos havia uma clara separação entre cultura humanística e cultura científica. As duas não se falavam, tinham vocabulários diferentes. Nenhuma comunicação era possível entre elas, nem por sinais metafóricos: seus códigos simplesmente não combinavam. A divisão continuou até há pouco. Hoje as duas culturas estão na internet e usam a linguagem universal dos impulsos eletrônicos. Conversa-se, pelo menos, entre os dois lados do abismo.
Mas há uma separação que se agrava, entre facções de uma mesma ciência, ou pseudociência: facções com o mesmo vocabulário e os mesmos códigos, mas que não se entendem. Economistas de um lado e de outro do abismo lidam com os mesmos números, recebem os mesmos dados, analisam as mesmas estatísticas – e veem e preveem coisas diferentes. Há dias o Elio Gaspari escreveu sobre a controvérsia que está havendo a respeito das taxas de juros entre economistas brasileiros, todos da mesma escola, com a mesma formação e a mesma informação, e nenhum deles adepto de qualquer heresia econômica. A cisão é inexplicável, a não ser que se procure sua causa no terreno movediço dos egos em choque.
Ou então a explicação é antiga: o mundo da ciência econômica, como todos os mundos, também está dividido entre humanistas e seus contrários. Antes de divergirem nas suas interpretações e receitas, os economistas divergem no seu coeficiente de consciência social. Não é o caso da polêmica citada pelo Gaspari, em que nenhum dos contendores pode remotamente ser chamado “de esquerda”. Mas o menor desafio à ortodoxia vigente já vale como um ponto para o humanismo.
“Consciência social” é um termo escorregadio. Não se trata de compaixão, ou de ter ou não ter coração. Nenhum lado tem monopólio dos bons sentimentos, todos têm consciência da desigualdade crescente, no país e no mundo, entre os poucos que têm dinheiro e poder e a maioria de despossuídos, e da explosão a que pode levar. Ou a que, segundo alguns, já levou. A doença é clara, discute-se a cura. Ela certamente não virá com a insistência num pensamento liberal único e a vassalagem irreversível ao capital financeiro, A divisão reportada por Gaspari é, entre outras coisas, sobre a persistência de um conservadorismo econômico que ainda não se deu conta de que a prancha acabou, e os tubarões estão esperando lá embaixo.
VERÍSSIMO, Luis Fernando. Cisão. Gazeta do Povo, Curitiba, p. 24. 11 e 12 fev 2017.
Um dos conceitos muito úteis na ciência da computação é a estrutura de dados chamada pilha. Uma pilha é um conjunto________ de itens, no qual novos itens podem ser inseridos no(a) ________ e itens podem ser retirados do(a)________ da pilha, por meio das operações________ e _________, respectivamente.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas.
O prompt de comando (cmd.exe) é uma das ferramentas mais úteis para a administração de sistemas Windows, o qual pode ser iniciado pressionando a tecla Windows e digitando "cmd".
Associe os comandos do prompt na coluna à esquerda às ações executadas na coluna à direita.
(1) attrib
(2 ) ipconfig
(3) tree
(4) convert
(5) arp
( ) Converte volume FAT em NTFS.
( ) Exibe graficamente a estrutura de diretórios de uma unidade ou caminho.
( ) Exibe ou altera atributos de arquivos.
( ) Exibe ou modifica as tabelas de conversão de endereços IP para endereços físicos.
A sequência correta é
Suponha que num Sistema Operacional GNU/Linux exista no arquivo/etc/crontab a seguinte linha:

De acordo com essas informações, assinale a alternativa
correta.
Segundo a norma de cabeamento estruturado NBR 14565/2013, em um subsistema de cabeamento horizontal, a distância máxima no interior da sala de comunicações para o cordão de equipamento e entre o distribuidor de piso e o Patch Cord é de ___m. Já a distância entre o distribuidor de piso e a tomada de telecomunicações da área de trabalho não pode exceder___m. Por fim, o comprimento máximo do cordão flexível do usuário é de___m.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas.
Observe a árvore binária:

Considere as afirmativas a seguir.
I → Os nós 6 e 8 são irmãos.
II → O nó 4 é uma das raízes da árvore.
III → O nó com valor 3, ao ser inserido, ocuparia a posição iv.
IV → O nó com valor 1, ao ser inserido, ocuparia a posição i.
Está(ão) correta(s)
Associe os escopos para objetos existentes na programação Web com Java/Servlets, na coluna à esquerda, às afirmativas na coluna à direita.
(1) Page/JSP
(2) Request
(3) Session
(4) Application
( ) Utilizado para referenciar serviços da aplicação.
( ) Objetos referenciados neste escopo possuem o menor ciclo de vida.
( ) Utilizado para referenciar objetos relacionados a uma instância de cliente remoto, persistindo-os por várias requisições.
A sequência correta é
Considere a seguinte consulta SQL válida para determinado banco de dados relacional:

Com base na consulta e aplicando os conceitos da álgebra relacional, assinale V (verdadeiro) ou F (falso) em cada afirmativa.
( ) A linha 1 indica a operação de projeção a ser realizada sobre as relações envolvidas.
( ) A linha 4 indica a operação de agrupamento.
( ) A linha 2 indica a operação de produto cartesiano.
( ) A linha 3 indica a operação de seleção .
A sequência correta é
Observe a seguinte classe Java:

Assinale a alternativa que identifica o conteúdo que
será exibido na saída padrão, após a execução da
classe Concurso.
A International Organization for Standardization (ISO) criou um modelo de gerenciamento de rede útil, especialmente para estruturar as áreas do gerenciamento de redes.
Associe as áreas do gerenciamento de redes na coluna à esquerda às afirmativas destacadas na coluna à direita.
(1) Gerenciamento de Falhas
(2) Gerenciamento de Configuração
(3) Gerenciamento de Contabilização
(4) Gerenciamento de Desempenho
(5) Gerenciamento de Segurança
( ) Permite que o administrador da rede especifique, registre e controle o acesso de usuários aos recursos da rede.
( ) Permite que o administrador saiba quais dispositivos fazem parte da rede administrada e quais as suas configurações de hardware e software.
( ) Tem o objetivo de medir, quantificar, analisar e controlar o desempenho de componentes da rede.
( ) Tem o objetivo de controlar o acesso aos recursos da rede de acordo com alguma política estabelecida, além de disponibilizar uma central de distribuição de chaves.
A sequência correta é
Suponha que o hospedeiro A destina ao hospedeiro B um segmento TCP, através de um meio não confiável, contendo as seguintes informações:

Com base nessas informações, assinale V (verdadeiro)
ou F (falso) em cada afirmativa.
( ) O próximo segmento enviado de B para A conterá 105 no campo "n° de reconhecimento".
( ) O próximo segmento que A enviar para B (desconsiderando retransmissões) terá 105 para o campo "n° de sequência".
( ) B, ao receber o segmento de A, poderá responder com até 10 bytes de dados.
Numa rede de comutação de pacotes, cada pacote é gerado em um sistema final e precisa passar por uma série de comutadores e enlaces até alcançar o seu destino. Ao longo desse caminho, o pacote sofre uma série de atrasos que possuem diferentes naturezas e impactam diretamente a comunicação entre sistemas finais.
Com relação à transmissão dos pacotes, considere as afirmativas a seguir.
I → O atraso de transmissão depende da tecnologia empregada no enlace e tipicamente varia bastante com a carga da rede.
II → As filas, dentro de um roteador, podem existir tanto para enlaces de entrada quanto para enlaces de saída.
III → O atraso de propagação é menor para enlaces sem fio, como é o caso das comunicações via satélite.
IV → O atraso de processamento varia de acordo com a capacidade computacional dos hospedeiros.
Está(ão) correta(s)
O conjunto de fios que conduzem sinais elétricos e que interligam diversos componentes do computador é conhecido como barramento do sistema, tipicamente dividido em barramento de dados, barramento de ______________e barramento de _____________.
Os registradores chamados de registrador de ______________ e registrador de __________ possuem ligação direta com este barramento.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas.