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Q3727544 Português
TEXTO 1


A lenda de Itararé


Em tempos idos, a nação indígena que vivia às margens do Paranapanema resolveu abandonar a região, escapando assim às atrocidades praticadas pelos brancos invasores.

Uma noite, porém, já em viagem, quando despertaram, estavam os índios completamente cercados e só à força de tacape conseguiram abrir caminho por entre os adversários; mas, na fuga, uma das mulheres mais formosas da aldeia – Jaíra – caiu sob o poder do chefe do bando contrário, homem forte e valoroso.

Reuniram-se as nações indígenas convocadas, e durante uma lua inteira se prepararam para a guerra. Efetuaram a festa do preparo do curare, também chamado uirari. Era a mulher mais velha da aldeia quem tinha a honra de preparar o veneno; vestia-se com penas vermelhas, escutava o canto dos pajés e partia para o mato, de onde voltava carregada de ervas. Quando o curare ficava pronto, os vapores da panela subiam; ela os aspirava e caía morta. Assim se fez.

Depois de esfriado o curare, começou a dança em torno à panela, ervando todos os guerreiros as suas flechas. Antes de se iniciar a batalha, chegou um velho de muito longe e entrou a aconselhar, secretamente, os pajés: na guerra contra os brancos, que usavam armas de fogo, só deviam esperar a morte; eles eram muitos e sabiam defender-se; o que deviam fazer era o seguinte:

− Um dos nossos ocultará, perto do acampamento inimigo, filtros de amor que conhecemos, a fim de o chefe ficar apaixonado por Jaíra, e após deverá apresentar-se aos brancos como desertor da aldeia, para trabalhar com eles. Assim terá oportunidade de falar com ela e entregar-lhe drogas preparadas pela tribo. E um dia, quando todos estiverem adormecidos pelo ariru, servido no banquete, os guerreiros indígenas, em massa, atacarão subitamente os inimigos, de tacape em punho. Não escapará nenhum dos brancos, cujos cadáveres serão lançados aos corvos.

Tal plano foi aceito pelos pajés.

No dia seguinte partiu o guerreiro, levando os filtros de amor, mas os índios em vão esperaram (como estava combinado) pelo canto da saracuara, três vezes em noite de lua nova.

É que o chefe se apaixonara pela linda bugra, e Jaíra também se apaixonara pelo moço, de modo que o guerreiro enviado regressou sem nada haver conseguido.

O tenente Antônio de Sá (assim se chamava o chefe) era casado e residia em Santos, e quando sua esposa soube do amor que o ligava a Jaíra, fez que seu pai a conduzisse ao acampamento dos brancos, onde ela chegou, uma tarde, com muitos pajens e comitiva luzida.

Houve disputa entre os esposos, e, no dia seguinte, Jaíra, muito desgostosa, resolveu partir, dizendo ao tenente que ia esperá-lo à beira do rio Itararé, a fim de fugirem, à noite, pela floresta. E rematou:

− Quando a lua for descendo pelos morros azuis eu cantarei três vezes como a araponga branca, e, se você não comparecer ao lugar da espera, ligarei os pés com um cipó e me atirarei ao rio.

E pôs-se a caminho, deixando, em lágrimas, o moço. À noite, ouviu-se três vezes o canto da araponga branca, mas o chefe dos brancos não foi procurar Jaíra.

Medonha e súbita tempestade revolucionou, então, aquela região, caindo raios numerosos que vitimaram muitos bois, reduzindo bastante os animais do tenente Antônio de Sá.

Ao amanhecer, o chefe foi a cavalo, acompanhado por um pajem, à pedra indicada por Jaíra, mas só achou ali a roupa da infeliz criatura, com uma coroa de flores de maracujá do mato, em cima. O tenente soltou um grito de desespero, e ficou tão alucinado, que se lançou à corrente e não veio mais a terra.

A senhora branca soube do ocorrido, dirigiu-se a cavalo ao rio, onde só viu a roupa de Jaíra e o lugar em que sucumbira o esposo, e em pranto, a vociferar, amaldiçoou o rio em que cuspiu três vezes. Então as águas cavaram o solo e se esconderam no fundo da terra, os peixes ficaram cegos, a mata fanou-se e morreu!...

Contam que quem descia, de noite, à gruta de Itararé veria Jaíra, vestida de branco, com a grinalda de flores de maracujá, tendo ao colo o corpo do moço que morrera por ela. Às vezes, a sua sombra vinha à beira da estrada, matava os viajantes, tirava-lhes o sangue e com ele ia ver se reanimava o seu morto querido.

Dizem, em época mais recente, que a penitência já se acabou; e um dia, quando menos se esperar, as águas do rio hão de abrir de novo as suas margens e hão de espalhar-se pela terra, para refletir, à noite, o fulgor de todas as estrelas.


CÂMARA CASCUDO, Luís da. Lendas brasileiras. 9. ed. São Paulo: Global, 2005. p. 93-96.
Observe o trecho a seguir, retirado do Texto 1: “[...] tendo ao colo o corpo do moço que morrera por ela. Às vezes, a sua sombra vinha à beira da estrada [...]”. Unindo-se esse fragmento num período só, a redação correta, de acordo com a norma de referência do português, encontra-se na alternativa
Alternativas
Q3727543 Português
TEXTO 1


A lenda de Itararé


Em tempos idos, a nação indígena que vivia às margens do Paranapanema resolveu abandonar a região, escapando assim às atrocidades praticadas pelos brancos invasores.

Uma noite, porém, já em viagem, quando despertaram, estavam os índios completamente cercados e só à força de tacape conseguiram abrir caminho por entre os adversários; mas, na fuga, uma das mulheres mais formosas da aldeia – Jaíra – caiu sob o poder do chefe do bando contrário, homem forte e valoroso.

Reuniram-se as nações indígenas convocadas, e durante uma lua inteira se prepararam para a guerra. Efetuaram a festa do preparo do curare, também chamado uirari. Era a mulher mais velha da aldeia quem tinha a honra de preparar o veneno; vestia-se com penas vermelhas, escutava o canto dos pajés e partia para o mato, de onde voltava carregada de ervas. Quando o curare ficava pronto, os vapores da panela subiam; ela os aspirava e caía morta. Assim se fez.

Depois de esfriado o curare, começou a dança em torno à panela, ervando todos os guerreiros as suas flechas. Antes de se iniciar a batalha, chegou um velho de muito longe e entrou a aconselhar, secretamente, os pajés: na guerra contra os brancos, que usavam armas de fogo, só deviam esperar a morte; eles eram muitos e sabiam defender-se; o que deviam fazer era o seguinte:

− Um dos nossos ocultará, perto do acampamento inimigo, filtros de amor que conhecemos, a fim de o chefe ficar apaixonado por Jaíra, e após deverá apresentar-se aos brancos como desertor da aldeia, para trabalhar com eles. Assim terá oportunidade de falar com ela e entregar-lhe drogas preparadas pela tribo. E um dia, quando todos estiverem adormecidos pelo ariru, servido no banquete, os guerreiros indígenas, em massa, atacarão subitamente os inimigos, de tacape em punho. Não escapará nenhum dos brancos, cujos cadáveres serão lançados aos corvos.

Tal plano foi aceito pelos pajés.

No dia seguinte partiu o guerreiro, levando os filtros de amor, mas os índios em vão esperaram (como estava combinado) pelo canto da saracuara, três vezes em noite de lua nova.

É que o chefe se apaixonara pela linda bugra, e Jaíra também se apaixonara pelo moço, de modo que o guerreiro enviado regressou sem nada haver conseguido.

O tenente Antônio de Sá (assim se chamava o chefe) era casado e residia em Santos, e quando sua esposa soube do amor que o ligava a Jaíra, fez que seu pai a conduzisse ao acampamento dos brancos, onde ela chegou, uma tarde, com muitos pajens e comitiva luzida.

Houve disputa entre os esposos, e, no dia seguinte, Jaíra, muito desgostosa, resolveu partir, dizendo ao tenente que ia esperá-lo à beira do rio Itararé, a fim de fugirem, à noite, pela floresta. E rematou:

− Quando a lua for descendo pelos morros azuis eu cantarei três vezes como a araponga branca, e, se você não comparecer ao lugar da espera, ligarei os pés com um cipó e me atirarei ao rio.

E pôs-se a caminho, deixando, em lágrimas, o moço. À noite, ouviu-se três vezes o canto da araponga branca, mas o chefe dos brancos não foi procurar Jaíra.

Medonha e súbita tempestade revolucionou, então, aquela região, caindo raios numerosos que vitimaram muitos bois, reduzindo bastante os animais do tenente Antônio de Sá.

Ao amanhecer, o chefe foi a cavalo, acompanhado por um pajem, à pedra indicada por Jaíra, mas só achou ali a roupa da infeliz criatura, com uma coroa de flores de maracujá do mato, em cima. O tenente soltou um grito de desespero, e ficou tão alucinado, que se lançou à corrente e não veio mais a terra.

A senhora branca soube do ocorrido, dirigiu-se a cavalo ao rio, onde só viu a roupa de Jaíra e o lugar em que sucumbira o esposo, e em pranto, a vociferar, amaldiçoou o rio em que cuspiu três vezes. Então as águas cavaram o solo e se esconderam no fundo da terra, os peixes ficaram cegos, a mata fanou-se e morreu!...

Contam que quem descia, de noite, à gruta de Itararé veria Jaíra, vestida de branco, com a grinalda de flores de maracujá, tendo ao colo o corpo do moço que morrera por ela. Às vezes, a sua sombra vinha à beira da estrada, matava os viajantes, tirava-lhes o sangue e com ele ia ver se reanimava o seu morto querido.

Dizem, em época mais recente, que a penitência já se acabou; e um dia, quando menos se esperar, as águas do rio hão de abrir de novo as suas margens e hão de espalhar-se pela terra, para refletir, à noite, o fulgor de todas as estrelas.


CÂMARA CASCUDO, Luís da. Lendas brasileiras. 9. ed. São Paulo: Global, 2005. p. 93-96.
A marcação de tempo, nas lendas, é realizada por diversas expressões linguísticas que podem imprimir diferentes valores temporais ao texto. Assinale a alternativa na qual as duas expressões temporais transcritas do Texto 1 assumem um valor de duração mais prolongada.
Alternativas
Q3727542 Português
TEXTO 1


A lenda de Itararé


Em tempos idos, a nação indígena que vivia às margens do Paranapanema resolveu abandonar a região, escapando assim às atrocidades praticadas pelos brancos invasores.

Uma noite, porém, já em viagem, quando despertaram, estavam os índios completamente cercados e só à força de tacape conseguiram abrir caminho por entre os adversários; mas, na fuga, uma das mulheres mais formosas da aldeia – Jaíra – caiu sob o poder do chefe do bando contrário, homem forte e valoroso.

Reuniram-se as nações indígenas convocadas, e durante uma lua inteira se prepararam para a guerra. Efetuaram a festa do preparo do curare, também chamado uirari. Era a mulher mais velha da aldeia quem tinha a honra de preparar o veneno; vestia-se com penas vermelhas, escutava o canto dos pajés e partia para o mato, de onde voltava carregada de ervas. Quando o curare ficava pronto, os vapores da panela subiam; ela os aspirava e caía morta. Assim se fez.

Depois de esfriado o curare, começou a dança em torno à panela, ervando todos os guerreiros as suas flechas. Antes de se iniciar a batalha, chegou um velho de muito longe e entrou a aconselhar, secretamente, os pajés: na guerra contra os brancos, que usavam armas de fogo, só deviam esperar a morte; eles eram muitos e sabiam defender-se; o que deviam fazer era o seguinte:

− Um dos nossos ocultará, perto do acampamento inimigo, filtros de amor que conhecemos, a fim de o chefe ficar apaixonado por Jaíra, e após deverá apresentar-se aos brancos como desertor da aldeia, para trabalhar com eles. Assim terá oportunidade de falar com ela e entregar-lhe drogas preparadas pela tribo. E um dia, quando todos estiverem adormecidos pelo ariru, servido no banquete, os guerreiros indígenas, em massa, atacarão subitamente os inimigos, de tacape em punho. Não escapará nenhum dos brancos, cujos cadáveres serão lançados aos corvos.

Tal plano foi aceito pelos pajés.

No dia seguinte partiu o guerreiro, levando os filtros de amor, mas os índios em vão esperaram (como estava combinado) pelo canto da saracuara, três vezes em noite de lua nova.

É que o chefe se apaixonara pela linda bugra, e Jaíra também se apaixonara pelo moço, de modo que o guerreiro enviado regressou sem nada haver conseguido.

O tenente Antônio de Sá (assim se chamava o chefe) era casado e residia em Santos, e quando sua esposa soube do amor que o ligava a Jaíra, fez que seu pai a conduzisse ao acampamento dos brancos, onde ela chegou, uma tarde, com muitos pajens e comitiva luzida.

Houve disputa entre os esposos, e, no dia seguinte, Jaíra, muito desgostosa, resolveu partir, dizendo ao tenente que ia esperá-lo à beira do rio Itararé, a fim de fugirem, à noite, pela floresta. E rematou:

− Quando a lua for descendo pelos morros azuis eu cantarei três vezes como a araponga branca, e, se você não comparecer ao lugar da espera, ligarei os pés com um cipó e me atirarei ao rio.

E pôs-se a caminho, deixando, em lágrimas, o moço. À noite, ouviu-se três vezes o canto da araponga branca, mas o chefe dos brancos não foi procurar Jaíra.

Medonha e súbita tempestade revolucionou, então, aquela região, caindo raios numerosos que vitimaram muitos bois, reduzindo bastante os animais do tenente Antônio de Sá.

Ao amanhecer, o chefe foi a cavalo, acompanhado por um pajem, à pedra indicada por Jaíra, mas só achou ali a roupa da infeliz criatura, com uma coroa de flores de maracujá do mato, em cima. O tenente soltou um grito de desespero, e ficou tão alucinado, que se lançou à corrente e não veio mais a terra.

A senhora branca soube do ocorrido, dirigiu-se a cavalo ao rio, onde só viu a roupa de Jaíra e o lugar em que sucumbira o esposo, e em pranto, a vociferar, amaldiçoou o rio em que cuspiu três vezes. Então as águas cavaram o solo e se esconderam no fundo da terra, os peixes ficaram cegos, a mata fanou-se e morreu!...

Contam que quem descia, de noite, à gruta de Itararé veria Jaíra, vestida de branco, com a grinalda de flores de maracujá, tendo ao colo o corpo do moço que morrera por ela. Às vezes, a sua sombra vinha à beira da estrada, matava os viajantes, tirava-lhes o sangue e com ele ia ver se reanimava o seu morto querido.

Dizem, em época mais recente, que a penitência já se acabou; e um dia, quando menos se esperar, as águas do rio hão de abrir de novo as suas margens e hão de espalhar-se pela terra, para refletir, à noite, o fulgor de todas as estrelas.


CÂMARA CASCUDO, Luís da. Lendas brasileiras. 9. ed. São Paulo: Global, 2005. p. 93-96.
Assinale a alternativa que expressa corretamente fatos do enredo do Texto 1.
Alternativas
Q3727541 Português
TEXTO 1


A lenda de Itararé


Em tempos idos, a nação indígena que vivia às margens do Paranapanema resolveu abandonar a região, escapando assim às atrocidades praticadas pelos brancos invasores.

Uma noite, porém, já em viagem, quando despertaram, estavam os índios completamente cercados e só à força de tacape conseguiram abrir caminho por entre os adversários; mas, na fuga, uma das mulheres mais formosas da aldeia – Jaíra – caiu sob o poder do chefe do bando contrário, homem forte e valoroso.

Reuniram-se as nações indígenas convocadas, e durante uma lua inteira se prepararam para a guerra. Efetuaram a festa do preparo do curare, também chamado uirari. Era a mulher mais velha da aldeia quem tinha a honra de preparar o veneno; vestia-se com penas vermelhas, escutava o canto dos pajés e partia para o mato, de onde voltava carregada de ervas. Quando o curare ficava pronto, os vapores da panela subiam; ela os aspirava e caía morta. Assim se fez.

Depois de esfriado o curare, começou a dança em torno à panela, ervando todos os guerreiros as suas flechas. Antes de se iniciar a batalha, chegou um velho de muito longe e entrou a aconselhar, secretamente, os pajés: na guerra contra os brancos, que usavam armas de fogo, só deviam esperar a morte; eles eram muitos e sabiam defender-se; o que deviam fazer era o seguinte:

− Um dos nossos ocultará, perto do acampamento inimigo, filtros de amor que conhecemos, a fim de o chefe ficar apaixonado por Jaíra, e após deverá apresentar-se aos brancos como desertor da aldeia, para trabalhar com eles. Assim terá oportunidade de falar com ela e entregar-lhe drogas preparadas pela tribo. E um dia, quando todos estiverem adormecidos pelo ariru, servido no banquete, os guerreiros indígenas, em massa, atacarão subitamente os inimigos, de tacape em punho. Não escapará nenhum dos brancos, cujos cadáveres serão lançados aos corvos.

Tal plano foi aceito pelos pajés.

No dia seguinte partiu o guerreiro, levando os filtros de amor, mas os índios em vão esperaram (como estava combinado) pelo canto da saracuara, três vezes em noite de lua nova.

É que o chefe se apaixonara pela linda bugra, e Jaíra também se apaixonara pelo moço, de modo que o guerreiro enviado regressou sem nada haver conseguido.

O tenente Antônio de Sá (assim se chamava o chefe) era casado e residia em Santos, e quando sua esposa soube do amor que o ligava a Jaíra, fez que seu pai a conduzisse ao acampamento dos brancos, onde ela chegou, uma tarde, com muitos pajens e comitiva luzida.

Houve disputa entre os esposos, e, no dia seguinte, Jaíra, muito desgostosa, resolveu partir, dizendo ao tenente que ia esperá-lo à beira do rio Itararé, a fim de fugirem, à noite, pela floresta. E rematou:

− Quando a lua for descendo pelos morros azuis eu cantarei três vezes como a araponga branca, e, se você não comparecer ao lugar da espera, ligarei os pés com um cipó e me atirarei ao rio.

E pôs-se a caminho, deixando, em lágrimas, o moço. À noite, ouviu-se três vezes o canto da araponga branca, mas o chefe dos brancos não foi procurar Jaíra.

Medonha e súbita tempestade revolucionou, então, aquela região, caindo raios numerosos que vitimaram muitos bois, reduzindo bastante os animais do tenente Antônio de Sá.

Ao amanhecer, o chefe foi a cavalo, acompanhado por um pajem, à pedra indicada por Jaíra, mas só achou ali a roupa da infeliz criatura, com uma coroa de flores de maracujá do mato, em cima. O tenente soltou um grito de desespero, e ficou tão alucinado, que se lançou à corrente e não veio mais a terra.

A senhora branca soube do ocorrido, dirigiu-se a cavalo ao rio, onde só viu a roupa de Jaíra e o lugar em que sucumbira o esposo, e em pranto, a vociferar, amaldiçoou o rio em que cuspiu três vezes. Então as águas cavaram o solo e se esconderam no fundo da terra, os peixes ficaram cegos, a mata fanou-se e morreu!...

Contam que quem descia, de noite, à gruta de Itararé veria Jaíra, vestida de branco, com a grinalda de flores de maracujá, tendo ao colo o corpo do moço que morrera por ela. Às vezes, a sua sombra vinha à beira da estrada, matava os viajantes, tirava-lhes o sangue e com ele ia ver se reanimava o seu morto querido.

Dizem, em época mais recente, que a penitência já se acabou; e um dia, quando menos se esperar, as águas do rio hão de abrir de novo as suas margens e hão de espalhar-se pela terra, para refletir, à noite, o fulgor de todas as estrelas.


CÂMARA CASCUDO, Luís da. Lendas brasileiras. 9. ed. São Paulo: Global, 2005. p. 93-96.
O Texto 1 é do gênero lenda e, por isso, apresenta determinadas características específicas que o determinam como tal. Assinale a alternativa que explica corretamente uma dessas características presentes no texto.
Alternativas
Q2399270 Sistemas Operacionais

Sobre sistemas de arquivos, é correto afirmar que:

Alternativas
Q2399269 Algoritmos e Estrutura de Dados

Associe os algoritmos de substituição de páginas da memória com as suas respectivas descrições.


Algoritmo

1. NRU

2. LRU

3. Segunda Chance

4. Ótimo

5. FIFO


Descrição

( ) Página mais antigamente carregada na memória é descartada.

( ) Página no início da fila é a mais antiga e terá seu bit R inspecionado. Se ele for 0, ela é trocada. Se for 1, ela é colocada no final da fila.

( ) Parte do princípio que as páginas usadas com mais frequência nas últimas execuções provavelmente serão utilizadas novamente.

( ) Usa dois bits de status, o bit R (referenciado) e bit M (modificado).

( ) Retira da memória a página que tem menos chance de ser referenciada.


A sequência correta é

Alternativas
Q2399266 Redes de Computadores

A partir da comparação entre RAID 5 e RAID 6, analise as afirmativas a seguir.


I- RAID 5 exige, no mínimo, um arranjo com três discos, enquanto o RAID 6 exige, no mínimo, um arranjo de quatro discos.

II- RAID 6 é um arranjo mais seguro, pois permite a falha de dois ou mais discos simultâneos em seu sistema de armazenamento.

III- RAID 6, conhecido como Stripping Array, disponibiliza os dados de forma distribuída entre os discos; já no RAID 5, os dados são concentrados no formato denominado Mirror.

IV- RAID 5 é mais veloz, porém, devido ao aumento da performance dos servidores e storages atuais na realização de cálculos de paridade, essa diferença de velocidade torna-se quase imperceptível.


Estão corretas apenas as afirmativas

Alternativas
Q2399265 Segurança da Informação

Associe os golpes e ataques na internet a seguir às suas respectivas técnicas.


Golpes e ataques

1. Força Bruta (Brute force)

2. Desfiguração de página (Defacement)

3. Negação de serviço (DoS e DDoS)

4. Varredura em redes (Scan)


Técnicas

( ) Exaure e causa indisponibilidades de um serviço, um computador ou uma rede conectada à internet.

( ) Altera o conteúdo da página Web de um site.

( ) Efetua buscas minuciosas em redes, com o objetivo de identificar computadores ativos e coletar informações sobre eles.

( ) Adivinha, por tentativa e erro, um nome de usuário e senha.


A sequência correta é

Alternativas
Q2399263 Sistemas Operacionais

Os sistemas multiprogramados são caracterizados pela existência de vários processos executados e escalonados pelo processador. Assim, é fundamental a implementação de uma política de escalonamento pelo sistema operacional. Sobre os critérios de uma política de escalonamento, é correto afirmar que

Alternativas
Q2399262 Programação

Analise o script a seguir.


#!/bin/bash

x=5

y=3


[ $x -gt $y ] && opcao=1

[ $x -ne $y ] && opcao=2

[ $x -le $y ] && opcao=3

[ $x -eq $y ] && opcao=4


if [ $opcao == “1” ];

then

__ echo “Opção 1”

elif [ $opcao == “2” ];

then

__ echo “Opção 2”

elif [ $opcao == “3” ];

then

__ echo “Opção 3”

elif [ $opcao == “4” ];

then

__ echo “Opção 4”

else

__ echo “Opção inválida”

fi


A alternativa que indica a saída produzida pela execução do script apresentado acima é

Alternativas
Q2399261 Programação

Analise o código Python a seguir.


X, i = [0,1,5], 6

while True:

__ if len(X) > i:

__ __ y = list(range(X[0], X[6], X[2]))

__ __ print (y)

__ __ break

__ else:

__ __ X.append(len(X) * 5)


A opção que indica a saída produzida pela execução do código apresentado acima é

Alternativas
Q2399260 Arquitetura de Computadores

Um computador possui processador 3.8 GHz, armazenamento em SSD de 1 TB, 8 GB de memória RAM, unidade de leitura de DVD, impressora USB e executa o sistema operacional Windows 10. Para deixar este computador mais rápido, é recomendável ativar o recurso:

Alternativas
Q2399259 Engenharia de Software

O ____________ é responsável por maximizar o valor do produto resultante do trabalho do scrum team. A forma como isso é feito pode variar amplamente entre organizações, scrum teams e indivíduos.


A alternativa que completa corretamente o texto acima é

Alternativas
Q2399258 Banco de Dados

A alternativa que contém restrições básicas da linguagem SQL que podem ser especificadas na criação de tabelas é

Alternativas
Q2399254 Redes de Computadores

Associe os serviços de rede aos números de porta padrão, considerando que tais serviços utilizam a configuração padrão do Debian GNU/ Linux 10.


Serviço

1. Postfix

2. Mysql/Mariadb

3. Postgresql

4. OpenSSH Server

5. Apache

6. OpenLDAP


Porta padrão

( ) 22

( ) 25

( ) 80

( ) 389

( ) 3306


A sequência correta é

Alternativas
Q2399253 Programação

Analise o seguinte script.


__ #!/bin/bash

__ for ((i=3; i>=1; i--))

__ do

__ _ for ((j=0; j<=2; j++))

__ __ _ do

__ __ __ echo -n “$((j+i)) “

__ __ _ done

__ _ echo

__ done

__

Após a execução do script acima, o texto que será impresso no terminal é

Alternativas
Q2399252 Redes de Computadores

Associe as ferramentas de diagnóstico e monitoramento de rede às suas respectivas utilidades.


Ferramenta

1. Nmap

2. Traceroute

3. Nslookup

4. Zabbix

5. Tshark


Utilidade

( ) Consultar nomes e informações sobre hosts ou domínio da internet.

( ) Identificar a rota realizada por um pacote IP até algum host da internet.

( ) Identificar serviços de internet rodando em uma rede por meio do escaneamento de um conjunto de portas.

( ) Analisar protocolos permitindo a captura de pacotes de dados que trafegam em uma rede.


A sequência correta é

Alternativas
Q2399251 Redes de Computadores

A estratégia de atribuição de endereços da Internet é conhecida como roteamento interdomínio sem classes (Classless Interdomain Routing — CIDR) [...]. O CIDR generaliza a noção de endereçamento de sub-rede.


Fonte: KUROSE. Redes de computadores e a Internet: uma abordagem top-down. 6 ed. Pearson Education do Brasil


De acordo com a notação CIDR, o prefixo de rede /21 equivale à máscara de sub-rede

Alternativas
Q2399250 Redes de Computadores

A respeito dos endereços IP e MAC, é correto afirmar que

Alternativas
Q2399247 Sistemas Operacionais

O kernel Linux incorpora o firewall Netfilter, que pode ser controlado a partir do espaço do usuário com os comandos iptables, ip6tables, arptables e ebtables. Entretanto, comandos iptables do Netfilter estão sendo substituídos por nftables, infraestrutura usada por padrão no Debian GNU/Linux 10.


Fonte: HERTZOG; MASTH. The Debian Administrator’s Handbook. Freexian SARL, 2020. (adaptado).


No nftables, uma declaração de veredito (verdict statement) é a ação realizada quando um pacote corresponde à regra. São declarações de veredito válidas, EXCETO

Alternativas
Respostas
3881: B
3882: C
3883: E
3884: D
3885: A
3886: A
3887: C
3888: C
3889: C
3890: B
3891: B
3892: A
3893: D
3894: D
3895: D
3896: D
3897: C
3898: C
3899: C
3900: D