Questões de Concurso Para médico

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Q4216034 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

O surto psicodélico da Copa
Neide Fischer

        O Brasil é conhecido como o país do futebol. Não que eu aprecie muito esse título. Pouco compreendo do assunto, mas na Copa até eu torço, nem que seja por uma questão de amor à pátria. É uma época em que, durante os jogos, o país parece, numa espécie de surto psicodélico coletivo, esquecer por noventa minutos que não está com essa bola toda em vários sentidos.
    
        O que quero abordar aqui sai do futebol e entra na política, economia e sociedade, pois me veio uma preocupação recente que gostaria de compartilhar com meus pares: os jornalistas. A preocupação atende por um velho nome: pão e circo.
    
        Boa parte de vocês já conhece a expressão. Como já faziam os romanos com sua política do “pão e circo”, especialistas em distrair a população enquanto os problemas reais continuavam ali. Mudam-se os impérios, permanecem os truques.
    
        E é justamente aí que mora o meu receio.
  
        O Brasil atravessa uma fase política problemática, com corrupção, violência crescente, empresas estatais quase à beira de um colapso e uma população cada vez mais cansada de pagar a conta de tudo. Poderíamos citar mais vinte problemas sem esforço algum, e nós, brasileiros, conhecemos cada um deles e sentimos na pele suas consequências. Não é necessário aprofundar todas essas mazelas porque elas já batem diariamente à nossa porta.
    
        Ainda assim, quando chega a Copa do Mundo, parte da imprensa entra num estado quase hipnótico: tabelas, treinos, tornozelos lesionados, cabelo de jogador, análise emocional de técnico, grama usada no estádio da seleção e, se deixar, até reportagem investigativa sobre o cachorro do camisa 10 ou previsão astrológica da seleção. 
    
        Isso começa a parecer uma espécie de loucura coletiva. Um excesso de zelo que, se fosse aplicado a temas realmente importantes, talvez deixasse a população muito mais bem informada sobre aquilo que impacta diretamente sua vida.

        Não digo que não haja pauta no futebol. Claro que há. Copa do Mundo movimenta economia, cultura, comportamento e audiência. Ignorar isso seria tolice. Minha questão começa quando todo o resto desaparece do noticiário como mágica. Como se os problemas do país tirassem férias durante os jogos. Como se a violência aguardasse educadamente o apito final.
  
        Nós, jornalistas, não podemos nos dar ao luxo de embarcar completamente nesse espetáculo enquanto os problemas reais das famílias brasileiras continuam acontecendo fora do estádio, muito longe dos camarotes e dos flashes psicodélicos.
    
        Cobrir futebol é legítimo. Transformar a cobertura esportiva em anestesia coletiva já é outra coisa. E é exatamente esse o meu alerta. Talvez nossa obrigação, justamente durante grandes eventos, seja redobrar a atenção ao que tentam empurrar para debaixo do tapete enquanto o país está distraído gritando “gol”.
   
        Precisamos de um jornalismo mais crítico, inteligente e audaz. Um jornalismo que não fale apenas mais do mesmo, que não viva requentando matérias ou reciclando opiniões prontas. Pior ainda: precisamos fugir de um jornalismo militante, que utiliza essa profissão, uma das mais importantes para a democracia, para induzir pensamentos, comportamentos e interpretações em uma população que, muitas vezes, desconhece os mecanismos de influência e o poder do chamado gatekeeping na formação das narrativas.
    
        A teoria da comunicação já mostrou há muito tempo que a imprensa não determina exatamente o que as pessoas devem pensar, mas influencia fortemente sobre o que elas irão pensar. E isso traz uma responsabilidade gigantesca para quem escolhe quais assuntos terão destaque e quais serão deixados em segundo plano.
    
        No fim das contas, talvez o verdadeiro papel do jornalista não seja apenas informar sobre o espetáculo, mas garantir que o espetáculo não seja usado para esconder a realidade.

Fonte: https://www.observatoriodaimprensa.com.br/futebol/o-surtopsicodelico-da-copa/
O gênero textual caracteriza-se pela situação comunicativa da qual faz parte. Ciente disso, ao analisar o texto intitulado O surto psicodélico da Copa, de autoria de Neide Fischer, percebe-se que se trata do gênero: 
Alternativas
Q4216033 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

O surto psicodélico da Copa
Neide Fischer

        O Brasil é conhecido como o país do futebol. Não que eu aprecie muito esse título. Pouco compreendo do assunto, mas na Copa até eu torço, nem que seja por uma questão de amor à pátria. É uma época em que, durante os jogos, o país parece, numa espécie de surto psicodélico coletivo, esquecer por noventa minutos que não está com essa bola toda em vários sentidos.
    
        O que quero abordar aqui sai do futebol e entra na política, economia e sociedade, pois me veio uma preocupação recente que gostaria de compartilhar com meus pares: os jornalistas. A preocupação atende por um velho nome: pão e circo.
    
        Boa parte de vocês já conhece a expressão. Como já faziam os romanos com sua política do “pão e circo”, especialistas em distrair a população enquanto os problemas reais continuavam ali. Mudam-se os impérios, permanecem os truques.
    
        E é justamente aí que mora o meu receio.
  
        O Brasil atravessa uma fase política problemática, com corrupção, violência crescente, empresas estatais quase à beira de um colapso e uma população cada vez mais cansada de pagar a conta de tudo. Poderíamos citar mais vinte problemas sem esforço algum, e nós, brasileiros, conhecemos cada um deles e sentimos na pele suas consequências. Não é necessário aprofundar todas essas mazelas porque elas já batem diariamente à nossa porta.
    
        Ainda assim, quando chega a Copa do Mundo, parte da imprensa entra num estado quase hipnótico: tabelas, treinos, tornozelos lesionados, cabelo de jogador, análise emocional de técnico, grama usada no estádio da seleção e, se deixar, até reportagem investigativa sobre o cachorro do camisa 10 ou previsão astrológica da seleção. 
    
        Isso começa a parecer uma espécie de loucura coletiva. Um excesso de zelo que, se fosse aplicado a temas realmente importantes, talvez deixasse a população muito mais bem informada sobre aquilo que impacta diretamente sua vida.

        Não digo que não haja pauta no futebol. Claro que há. Copa do Mundo movimenta economia, cultura, comportamento e audiência. Ignorar isso seria tolice. Minha questão começa quando todo o resto desaparece do noticiário como mágica. Como se os problemas do país tirassem férias durante os jogos. Como se a violência aguardasse educadamente o apito final.
  
        Nós, jornalistas, não podemos nos dar ao luxo de embarcar completamente nesse espetáculo enquanto os problemas reais das famílias brasileiras continuam acontecendo fora do estádio, muito longe dos camarotes e dos flashes psicodélicos.
    
        Cobrir futebol é legítimo. Transformar a cobertura esportiva em anestesia coletiva já é outra coisa. E é exatamente esse o meu alerta. Talvez nossa obrigação, justamente durante grandes eventos, seja redobrar a atenção ao que tentam empurrar para debaixo do tapete enquanto o país está distraído gritando “gol”.
   
        Precisamos de um jornalismo mais crítico, inteligente e audaz. Um jornalismo que não fale apenas mais do mesmo, que não viva requentando matérias ou reciclando opiniões prontas. Pior ainda: precisamos fugir de um jornalismo militante, que utiliza essa profissão, uma das mais importantes para a democracia, para induzir pensamentos, comportamentos e interpretações em uma população que, muitas vezes, desconhece os mecanismos de influência e o poder do chamado gatekeeping na formação das narrativas.
    
        A teoria da comunicação já mostrou há muito tempo que a imprensa não determina exatamente o que as pessoas devem pensar, mas influencia fortemente sobre o que elas irão pensar. E isso traz uma responsabilidade gigantesca para quem escolhe quais assuntos terão destaque e quais serão deixados em segundo plano.
    
        No fim das contas, talvez o verdadeiro papel do jornalista não seja apenas informar sobre o espetáculo, mas garantir que o espetáculo não seja usado para esconder a realidade.

Fonte: https://www.observatoriodaimprensa.com.br/futebol/o-surtopsicodelico-da-copa/
Considerando o contexto do texto apresentado, pode-se afirmar que o termo em destaque no título “O surto psicodélico da Copa” pode ser substituído, sem ocasionar prejuízo semântico ao texto, pela seguinte palavra: 
Alternativas
Q4212647 Medicina
Paciente de 35 anos, G2P1 (parto vaginal há 4 anos, na 33ª semana de gestação após trabalho de parto pré-termo espontâneo), está com 22 semanas de gestação. Vem para a consulta de pré-natal para apresentar ultrassonografia morfológica do 2º trimestre, realizada há um dia. Está assintomática. O laudo do exame é o seguinte: feto único, longitudinal, pélvico, BCF de 155 bpm, placenta fúndica posterior, cavidade amniótica normal, morfologia fetal preservada, PFE de 525 g, colo uterino medido por via transvaginal com 28 mm, biometria fetal compatível com 21 semanas e 5 dias. Em relação a esse caso, espera-se que:

I. A paciente já esteja usando progesterona vaginal desde a 16ª semana de gestação devido à presença de fator de risco para parto pré-termo.
II. O médico prescreva progesterona vaginal e indique a cerclagem uterina devido à medida do colo uterino.
III. O médico indique a cerclagem uterina devido ao risco de parto pré-termo.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q4212646 Medicina
São complicações fetais e neonatais do diabetes gestacional descompensado, EXCETO: 
Alternativas
Q4212645 Medicina
No quinto dia de puerpério, paciente apresenta mamas doloridas, edemaciadas e ingurgitadas, além de aumento da temperatura axilar. Qual é a conduta adequada? 
Alternativas
Q4212644 Medicina
São métodos adequados à indução do parto em paciente com cesariana prévia, EXCETO: 
Alternativas
Q4212643 Medicina

Primigesta, com 39 semanas de gestação, encontra-se em trabalho de parto. Ao exame, colo médio, posterior, 6 cm de dilatação, apresentação cefálica e bolsa íntegra. Realizada cardiotocografia apresentada na Figura 3 abaixo:

 Imagem associada para resolução da questão

Figura 3


Fonte: FEBRASGO (2018).



Qual alteração as setas indicam e qual é a conduta adequada?

Alternativas
Q4212642 Medicina

Em paciente com descolamento prematuro de placenta, que evoluiu com hemorragia por atonia uterina durante a cesariana, foi realizado o tratamento demonstrado na Figura 2 abaixo: 

 Imagem associada para resolução da questão

Figura 2


Fonte: American Journal of Obstetrics & Gynecology (2026).


Em relação ao tratamento cirúrgico demonstrado na Figura 2, analise as assertivas a seguir:


I. Trata-se de uma sutura compressiva uterina chamada B-Lynch.


II. Está indicado em caso de falhas das medicações uterotônicas e do tratamento não cirúrgico, como o balão de tamponamento intrauterino.


III. É uma boa alternativa para pacientes que desejam preservar a fertilidade.



Quais estão corretas?

Alternativas
Q4212641 Medicina
A gestação decorrente de fertilização in vitro aumenta o risco para as seguintes patologias:

I. Gravidez ectópica.
II. Pré-eclâmpsia.
III. Diabetes gestacional.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q4212640 Medicina
Mulher de 30 anos de idade apresenta amenorreia há 6 meses. Antes, seus ciclos menstruais eram regulares. Nega comorbidades e procedimentos cirúrgicos prévios. Na abordagem inicial, a gestação foi descartada. Foram solicitadas dosagens de hormônio tireoestimulante (TSH) e prolactina (PRL), que se mostraram normais. Em seguida, foi realizado o teste da progesterona, com resultado negativo. Qual é o próximo exame a ser solicitado? 
Alternativas
Q4212639 Medicina
Em relação ao sangramento uterino anormal por anovulação, analise as assertivas a seguir:

I. Pode ser tratado com anticoncepcional combinado oral, pílula de progestogênio isolado ou DIU hormonal.
II. Pode ser causado por obesidade, síndrome dos ovários policísticos e pelas alterações hormonais da perimenopausa.
III. Aumenta o risco de hemorragia uterina, hiperplasia e câncer de endométrio.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q4212638 Medicina
Em relação aos componentes da pílula combinada oral e seus mecanismos de ação, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4212637 Medicina
O implante de etonogestrel tem efeito contraceptivo imediato quando inserido nos primeiros ____ dias do ciclo menstrual.

Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.
Alternativas
Q4212636 Medicina
Analise as seguintes asserções e a relação proposta entre elas:

I. A associação de um progestágeno ao estradiol na terapia hormonal sistêmica do climatério é obrigatória em mulheres com útero.
PORQUE

II. É necessário proteger o endométrio dos efeitos proliferativos do estrogênio, diminuindo os riscos de hiperplasia e de câncer endometrial.

A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4212635 Medicina
Mulher de 30 anos de idade refere lesão vulvar indolor há uma semana. Seu exame físico está representado na Figura 1 abaixo:   Imagem associada para resolução da questão Figura 1 Fonte: Obstetrics & Gynecology (2020).

Qual é o diagnóstico e o respectivo tratamento? 
Alternativas
Q4212634 Medicina
Mulher de 55 anos de idade apresenta Síndrome Geniturinária da Menopausa, com sintomas que comprometem sua qualidade de vida e sua vida sexual. Entre as queixas, refere dispareunia, infecções urinárias de repetição e ardor vaginal. Tratou câncer de mama há 8 anos. Qual é o tratamento adequado para essa paciente? 
Alternativas
Q4212633 Medicina
Mulher de 30 anos de idade deseja iniciar Anticoncepcional Combinado Oral (ACO). Nega comorbidades, uso de medicamentos e tabagismo. Na história familiar, refere mãe com diagnóstico de câncer de mama aos 60 anos e irmã com câncer de ovário aos 45 anos. De acordo com os critérios de elegibilidade médica da OMS para contracepção, qual deve ser a orientação para essa paciente?
Alternativas
Q4212622 Medicina
Mulher de 28 anos procura atendimento relatando episódios frequentes de infecção urinária. Ao revisar o prontuário, observa-se que ela apresentou dois episódios de cistite nos últimos 5 meses, ambos confirmados por urocultura e tratados adequadamente. Com base no conceito de infecção do trato urinário recorrente (ITUr), assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4212621 Farmácia
Paciente de 45 anos apresenta gastrite associada à infecção por Helicobacter pylori. Foi prescrito tratamento com omeprazol 20 mg 2x/dia e amoxicilina 1 g 2x/dia, ambos por 14 dias. Para completar o esquema de erradicação da bactéria, qual classe de medicamento deve ser associada? 
Alternativas
Q4212620 Medicina
Qual é a manifestação clínica mais comum da intoxicação por lítio?
Alternativas
Respostas
1541: C
1542: B
1543: A
1544: C
1545: C
1546: B
1547: B
1548: D
1549: A
1550: C
1551: D
1552: D
1553: C
1554: A
1555: B
1556: B
1557: A
1558: C
1559: B
1560: D