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Q3709574 Medicina
Considere que um paciente jovem apresenta artralgias inespecíficas, rash cutâneo leve e transitório, após exposição solar, sem lesões típicas de lúpus. Exames: FAN positivo em baixo título (1:80), sem alterações hematológicas, renais ou sorológicas adicionais. O residente sugere alta sem investigação complementar, considerando que o quadro clínico não preenche critérios diagnósticos, e o FAN isolado pode ocorrer em indivíduos saudáveis.
Nesse caso, a conduta do preceptor que está supervisionando esse residente deve ser:
Alternativas
Q3709573 Medicina
Considere que uma paciente de 25 anos de idade apresenta cefaleia intensa, febre alta, rigidez de nuca e vômitos. O residente que está atendendo a paciente solicita internação e, antes de iniciar antibiótico, solicita uma tomografia de crânio, para confirmação do diagnóstico.
Nesse caso, a conduta do preceptor que está supervisionando esse residente deve ser:
Alternativas
Q3709572 Medicina
Considere um paciente de 40 anos de idade com dor cervical há cinco dias, febre (38,3 °C), odinofagia e halitose. Ao exame, linfonodo submandibular direito de 2,5 cm, doloroso, quente e com hiperemia cutânea adjacente; dentição com cárie e gengivite recentes. Hemograma: leucocitose com neutrofilia; PCR elevada. Ultrassonografia cervical: linfonodo oval com hilo preservado e coleção periadenopática de 1,2 cm, compatível com adenite bacteriana de foco odontogênico. O residente que está atendendo o paciente no ambulatório prescreve antibiótico empírico com cobertura para patógenos orofaríngeos e agenda reavaliação posterior.
Nesse caso, a conduta do preceptor que está supervisionando esse residente deve ser:
Alternativas
Q3709571 Medicina
Considere um homem de 28 anos de idade, com dor abdominal crônica, diarreia com sangue e perda ponderal. O médico residente solicitou uma colonoscopia, cujo resultado evidenciou lesões contínuas no cólon. O residente prescreveu sintomáticos.
Nesse caso, o preceptor que está supervisionando esse residente deve:
Alternativas
Q3709570 Medicina
Considere que, durante um atendimento ambulatorial, um paciente de meia‑idade refere fadiga progressiva, ganho de peso nos últimos meses e intolerância ao frio. Ao exame, apresenta pele seca e discreto edema facial. Exames laboratoriais revelam TSH elevado e T4 livre baixo.
Diante desse quadro, a conduta médica mais adequada é:
Alternativas
Q3709569 Medicina
Considere que, em um pronto atendimento (PA), o residente avalia um paciente idoso com diarreia, mucosas secas, pressão 90x60 mmHg, ureia e creatinina elevadas. Ele prescreve soro de reidratação oral e sugere retorno do paciente ao PA, em caso de piora clínica.
Nesse caso, a conduta do preceptor que está supervisionando esse residente deve ser:
Alternativas
Q3709568 Medicina
Considere que, durante a consulta, um residente atende um paciente com febre, tosse produtiva e infiltrado em lobo inferior direito na radiografia. Ele prescreve sintomáticos e libera o paciente para casa.
Nesse caso, o preceptor que está supervisionando esse residente deve:
Alternativas
Q3709567 Medicina
Considere um homem de 72 anos de idade que chega ao hospital com palpitações ocasionais e que apresenta ECG mostrando fibrilação atrial paroxística autolimitada, com resposta ventricular controlada (80 bpm). O paciente é hipertenso bem controlado, sem insuficiência cardíaca, sem história prévia de AVC e sem outros fatores de risco tromboembólico. Escore CHA2 DS2 ‑VASc = 1 (apenas pela idade). O residente que está atendendo esse paciente propõe uso de ácido acetilsalicílico (AAS) em baixa dose como profilaxia antitrombótica.
Nesse caso, a conduta do preceptor que está supervisionando esse residente deve ser:
Alternativas
Q3709566 Medicina
Considere que um residente atende no ambulatório um paciente de 65 anos de idade, com dispneia aos esforços, ortopneia e edemas. O ecocardiograma mostra fração de ejeção de 35%. O residente prescreve furosemida e reforça as medidas dietéticas.
Nesse caso, a conduta do preceptor supervisor é:
Alternativas
Q3707075 Veterinária
Sobre seleção, triagem laboratorial, procedimentos técnicos e critérios éticos em programas de doação de sangue para cães e gatos, com base nas recomendações de boas práticas em medicina veterinária transfusional e evidências científicas regionais, analise as assertivas abaixo:

I. Critérios clínico-hematológicos para elegibilidade de doadores incluem: animal domiciliado, tutor responsável com termo de consentimento, estado geral saudável, temperamento cooperativo, peso mínimo e limiares laboratoriais específicos — por exemplo, para cães, hematócrito ≥40% e hemoglobina ≥13 g/dL; para gatos, limiares hematócrito ≥35% e hemoglobina ≥ 11,5 g/dL. O intervalo mínimo entre doações deve ser de 90 dias.

II. A triagem infecciosa deve ser ajustada à epidemiologia local. No Rio Grande do Sul, recomenda-se incluir na triagem infecciosa de bolsas de sangue de cães os seguintes agentes: Rangelia vitalii, Babesia spp., Ehrlichia spp., Anaplasma spp., Mycoplasma haemocanis e Leishmania sp. A testagem para Brucella canis deve ser considerada conforme risco epidemiológico e finalidade reprodutiva do doador.

III. Boas práticas técnicas de triagem e liberação de hemocomponentes incluem: coleta de amostras do doador e bolsa de sangue com antissepsia e tricotomia, quarentena das bolsas até liberação dos resultados da triagem infecciosa, preferência por técnicas sorológicas para detecção de patógenos e uso complementar de técnicas moleculares (PCR) em áreas endêmicas; bolsas com alterações identificadas no controle de qualidade (ex.: swirling 2 do concentrado de plaquetas no momento da liberação ou grau de hemólise <0,5% no dia de dispensação do concentrado de hemácias, presença de coágulos, ruptura de selos) devem ser tratadas conforme protocolo e, habitualmente, não liberadas para transfusão.



Quais estão corretas?
Alternativas
Q3707074 Veterinária
Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando a situação clínica/alteração laboratorial ao hemocomponente/hemoderivado mais indicado.

Coluna 1
1. Paciente felino com critérios laboratoriais e clínicos de anemia hemolítica imunomediada não associativa (Ht 12%, hemoglobina 4,1 g/dL, reticulócitos absolutos 110.000/µL, autoaglutinação).

2. Paciente felino com suspeita de ingestão de rodenticida (TP e TTPA marcadamente prolongados), sangramento ativo.

3. Paciente canino com petéquias e contagem de plaquetas 12.000/µL será submetido à cirurgia para retirada de neoplasia hepática.

4. Paciente canino com suspeita de sepse após trauma por briga com outro cão. Coagulograma com hipofibrinogenemia e aumento de dímero-D.

5. Paciente canino com hepatotoxicidade por Cyca revoluta, hipoalbuminemia (albumina sérica 1,5 g/dL) causando edema/ascite.

6. Paciente canino com perda sanguínea aguda (trauma), hipotensão e Ht 18%, hemoglobina de 5,5 g/dL, proteína plasmática total 44 g/dL (anemia com instabilidade hemodinâmica).


Coluna 2
( ) Concentrado de hemácias. ( ) Plasma fresco congelado. ( ) Concentrado de plaquetas. ( ) Crioprecipitado. ( ) Albumina intravenosa. ( ) Não indicar transfusão — manejar clinicamente (observação/tratamento etiológico).



A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q3707073 Veterinária
Um cão receptor é identificado como DEA 1 negativo e Dal negativo. Considerando os aspectos de tipagem sanguínea, compatibilidade e seleção de doador para transfusão de concentrado de hemácias, são boas práticas que devem ser observadas nesse caso:

1. O doador deverá ser DEA 1 negativo e Dal negativo para evitar sensibilização futura do receptor.

2. Caso não se encontre doador Dal negativo, apenas Dal positivo, pode-se realizar a transfusão uma única vez, sem necessidade de teste de compatibilidade, pois o risco de reação grave é clinicamente baixo.

3. A ausência de autoanticorpos naturais para Dal em cães significa que o primeiro uso de sangue Dal positivo em receptor Dal negativo não poderá originar sensibilização. Portanto, está isento de risco de reação hemolítica.

4. Mesmo com tipagem correta, recomenda-se a realização de teste de compatibilidade sanguínea, especialmente se o receptor tiver recebido transfusão anteriormente.

5. Se o doador for DEA 1 positivo e o receptor for DEA 1 negativo, haverá risco de reação hemolítica aguda em caso de nova transfusão, podendo haver sensibilização após a primeira transfusão.



O resultado da somatória dos números referentes às afirmações corretas é:
Alternativas
Q3707072 Veterinária
Analise as afirmações a seguir sobre o controle de qualidade e o gerenciamento de estoque de hemocomponentes em bancos de sangue veterinários:

1. O monitoramento da integridade física e a avaliação da hemólise nas bolsas de concentrado de hemácias são etapas obrigatórias do controle interno de qualidade, devendo ser realizadas periodicamente durante o armazenamento.

2. Estudos recentes demonstram que o armazenamento a frio (2–6°C) de concentrados de plaquetas pode preservar a função hemostática e reduzir o risco de contaminação bacteriana, sendo indicado principalmente para uso terapêutico em situações hemorrágicas agudas.

3. O princípio de rotação de estoque PEPS (primeiro que entra, primeiro que sai) deve ser aplicado para todos os hemocomponentes, reduzindo perdas por vencimento e garantindo rastreabilidade adequada.

4. A ausência de “swirling” e a turvação da amostra em concentrados de plaquetas indicam ativação celular reversível. Pode-se liberar o produto, desde que o pH permaneça acima de 6,0.

5. Equipamentos de armazenamento devem possuir controle contínuo de temperatura e sistema de alarme para desvios fora dos limites definidos, com registros auditáveis e calibração periódica.


O resultado da somatória dos números referentes às afirmações corretas é: 
Alternativas
Q3707071 Veterinária
A PCR para rearranjo do receptor de antígeno (PARR) é usada para o diagnóstico de neoplasias linfoides uma vez que avalia a clonalidade de populações linfoides. Sobre o tema, analise as assertivas a seguir:

I. O PARR detecta clonalidade de linfócitos B e T através da amplificação das regiões que codificam os receptores de antígeno (IgH, IgK e TCR).

II. A sensibilidade do PARR é reduzida em neoplasias de plasmócitos, pois as mutações somáticas podem impedir a amplificação das regiões variável (V), de diversidade (D) e de junção (J) das imunoglobulinas de cadeia pesada (IGH-VDJ).

III. O PARR substitui a necessidade de avaliação citológica e imunofenotípica, pois confirma a clonalidade e, consequentemente, a neoplasia.

IV. Plasmócitos são linfócitos B terminalmente diferenciados e possuem um gene de imunoglobulina reordenado que pode ser detectável pelo PARR. Mesmo assim, ainda é menos sensível do que as neoplasias das células B.


Quais estão corretas?
Alternativas
Q3707070 Patologia
A albumina é a proteína mais abundante do plasma, atuando como reserva proteica e como transportadora de ácidos graxos livres, aminoácidos, metais, cálcio, hormônios e bilirrubina, além de regular o pH sanguíneo, atuando como ânion. Sobre o tema, analise as assertivas abaixo:

I. A albumina sanguínea é afetada apenas pelo funcionamento hepático.
II. A hipoalbuminemia pode ser observada em diversas situações, como parasitismo, doença renal, síndrome de má absorção, hemorragias, doença hepática crônica e inflamação.
III. Hipoalbuminemia juntamente com diminuição dos níveis de ureia pode sugerir deficiência proteica.



Quais estão corretas?
Alternativas
Q3707069 Patologia
Considere os resultados de exames de bioquímica sanguínea e urinálise apresentados nas tabelas abaixo, obtidos de uma paciente canina, sem raça definida, com 6 anos de idade e 16,2 kg de peso. 


Imagem associada para resolução da questão




A traços ≈5 mg/dL; + ≈15 mg/dL; ++ ≈40 mg/dL; +++ ≈80 md/dL; ++++ ≥160 mg/dL B traços ≈100 mg/dL; + ≈250 mg/dL; ++ ≈500 mg/dL; +++ ≈1000 mg/dL; ++++, ≥2000 mg/dL C+ leve; ++; moderada; +++ alta D+ ≈30 mg/dL; ++ ≈100 mg/dL; +++ ≈300 mg/dL; ++++ ≥2000 mg/dL ERPCU, relação proteína/creatinina urinária: <0,2, não proteinúrico; 0,2 a 0,5, proteinúria limítrofe; >0,5, proteinúrico


Com base unicamente nesses resultados, em qual dia a proteinúria pode ser considerada mais significativa?
Alternativas
Q3707068 Veterinária
Considere os resultados de exames de hemogasometria venosa e bioquímica sanguínea apresentados nas tabelas abaixo, obtidos de um paciente canino, macho, da raça Spitz alemão, com 11 anos de idade e 2,4 kg de peso.


Imagem associada para resolução da questão



Com base unicamente nesses resultados, quais são as alterações ácido-básicas mais prováveis?
Alternativas
Q3707067 Veterinária
No laboratório de patologia clínica veterinária, programas de controle de qualidade de todas as etapas são fundamentais para garantir a qualidade dos resultados. Na ausência de diretrizes publicadas para os laboratórios brasileiros, o uso de publicações estrangeiras para esse tópico pode ser aplicado. Sendo assim, qual das alternativas descreve corretamente um princípio essencial do programa de controle de qualidade em laboratórios de patologia clínica veterinária? 
Alternativas
Q3707066 Patologia
Um canino macho de 11 anos, com histórico de diabetes controlada há 2 anos, foi submetido a uma colectomia para remoção de múltiplos adenocarcinomas localizados no cólon que estavam ocluindo 80% do órgão. Durante a anestesia geral, o paciente desenvolveu bradicardia e ausência de ondas P no ECG, coincidindo com o momento da manipulação tumoral. Os exames pré-anestésicos foram normais, com exceção de um discreto aumento da glicemia e da fosfatase alcalina (menos de 1x o valor de referência). O perfil de eletrólitos e glicemia foi realizado no transcirúrgico, e os seguintes resultados foram observados:


Imagem associada para resolução da questão


Após o tratamento com insulina regular intravenosa e cloreto de cálcio, o ECG normalizou, e o valor de K+ retornou para referência. Qual das alternativas descreve o principal mecanismo responsável pela hipercalemia observada durante a cirurgia desse cão?
Alternativas
Q3707065 Patologia
Sobre os exames para a avaliação hepatobiliar, analise as afirmações abaixo:

1. Medicamentos anticonvulsivantes (por exemplo, fenobarbital) podem causar um aumento por indução da atividade sérica da alanina aminotransferase (ALT) em cães, que geralmente é discreto a moderado e clinicamente não significativo.

2. Aspartato aminotransferase (AST) é uma enzima de extravasamento não hepatoespecífica, sendo encontrada em altas concentrações no fígado, no músculo e nos eritrócitos. O aumento na atividade sérica pode ser causado por lesão de hepatócitos ou células musculares.

3. Em cães, o aumento da atividade sérica de AST é comumente atribuído à indução por glicocorticoides.

4. A sorbitol desidrogenase (SDH) é mais específica para lesão de hepatócitos do que a ALT em todas as espécies, inclusive em cães e gatos, mesmo com a baixa estabilidade sérica.

5. Em equinos e ruminantes, a determinação da atividade da AST é um teste para a detecção de lesão de hepatócitos. Isso ocorre porque, nessas espécies, a ALT não é um marcador sensível, devido a sua baixa concentração nos hepatócitos.



O resultado da somatória dos números correspondentes às afirmações corretas é:
Alternativas
Respostas
15361: A
15362: B
15363: A
15364: B
15365: C
15366: D
15367: D
15368: D
15369: B
15370: C
15371: A
15372: D
15373: D
15374: D
15375: D
15376: B
15377: E
15378: B
15379: E
15380: C