Questões de Concurso
Para médico
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I- A teleconsulta, como primeira consulta médica, pode ser realizada de modo virtual, desde que atendidas as condições técnicas e éticas, devendo o médico dar seguimento ao acompanhamento com consulta presencial, conforme a necessidade clínica do paciente.
II- Na telecirurgia, a norma do CFM exige a presença, no local do paciente, de médico com a mesma habilitação do cirurgião remoto, para garantir a continuidade do procedimento em caso de intercorrências técnicas, como falha de conectividade.
III- O consentimento livre e esclarecido do paciente é obrigatório nos atendimentos por telemedicina, devendo ser obtido previamente e registrado formalmente, nos termos da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e das resoluções do CFM.
IV- Empresas que atuam como intermediadoras de serviços de telemedicina devem registrar-se no Conselho Regional de Medicina da jurisdição de sua sede e indicar responsável técnico médico regularmente inscrito.
V- O médico tem autonomia para decidir se utiliza ou recusa a telemedicina, podendo indicar o atendimento presencial sempre que entender necessário, limitado pelos princípios da beneficência e não maleficência.
Analisadas as sentenças, estão CORRETAS apenas:
A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou, em 2008, o desafio global "Cirurgias Seguras Salvam Vidas", que resultou na elaboração do Checklist de Cirurgia Segura. No Brasil, o Ministério da Saúde instituiu o Protocolo de Cirurgia Segura por meio da Portaria n.º 1.377/2013. O protocolo estabelece a verificação de itens críticos em três momentos distintos. Sobre o Protocolo de Cirurgia Segura e suas diretrizes, analise as sentenças a seguir:
I- O objetivo central do Protocolo de Cirurgia Segura é prevenir a ocorrência de eventos adversos evitáveis, tais como cirurgia em lado errado, procedimento em paciente errado e retenção inadvertida de compressas ou instrumentos.
II- A primeira etapa do checklist (entrada/sign in), realizada antes da indução anestésica, inclui a confirmação da identidade do paciente, do local e lado da cirurgia, do procedimento a ser realizado, e a verificação da disponibilidade de hemoderivados, quando necessário.
III- A segunda etapa (pausa cirúrgica/time out), realizada imediatamente antes da incisão cirúrgica, envolve a apresentação nominal dos membros da equipe, a confirmação coletiva do paciente, procedimento, local e lado da cirurgia, e a revisão de eventos críticos esperados.
IV- A terceira etapa (saída/sign out), realizada antes da saída do paciente da sala operatória, inclui a contagem de compressas, agulhas e instrumentais, a identificação correta de amostras cirúrgicas para anatomia patológica, e a revisão de eventuais problemas com equipamentos.
V- O Checklist de Cirurgia Segura da OMS é composto por 19 itens distribuídos nas três etapas, sendo sua aplicação recomendada internacionalmente e obrigatória nos serviços de saúde brasileiros com centro cirúrgico, conforme determina a Portaria MS/GM n.º 1.377/2013.
Analisadas as sentenças, estão CORRETAS apenas:
O abdome agudo é, sem dúvida, uma das queixas mais frequentes, sendo responsável por 5 a 10% das consultas nos serviços de urgência do mundo todo, sendo que no Brasil os estudos demonstram variação entre 8,6 e 12%. Em relação ao abdome agudo, analise as sentenças a seguir:
I- A forma perfurativa é a terceira mais comum de abdome agudo, contendo diversas etiologias. A principal causa é a Doença Ulcerosa Péptica (DUP), seguida de diverticulite aguda.
II- No caso de Doença Ulcerosa Péptica (DUP) a perfuração ocorre em 2-10% dos pacientes.
III- A perfuração intestinal por corpo estranho é pouco frequente, ocorrendo em aproximadamente 1% dos casos de ingestão de corpo estranho, sendo de maior risco de perfuração quando longos e pontiagudos como espinhas de peixe, ossos de galinha e palitos de dente.
IV- As localizações mais frequentes da perfuração intestinal por corpo estranho são válvula ileocecal (até 39% dos casos), íleo e transição sigmoide-retal.
Analisadas as sentenças, estão CORRETAS apenas:
Paciente de 68 anos, admitido na UTI há 5 dias com diagnóstico de choque séptico de foco abdominal (perfuração de víscera oca), em uso de noradrenalina (0,5 mcg/kg/min) e ventilação mecânica. Apresenta atualmente: relação PaO₂/FiO₂ = 190, creatinina sérica = 3,5 mg/dL (basal 0,8 mg/dL), bilirrubina total = 4,2 mg/dL (direta = 3,1 mg/dL), plaquetas = 75.000/mm³ e escore SOFA (Sequential Organ Failure Assessment) de 12 pontos.
De acordo com a definição mais atual da síndrome, assinale a alternativa CORRETA sobre o diagnóstico e prognóstico do paciente:
Um grande número de pacientes com hérnias da parede abdominal se apresenta com quadros agudos, como o encarceramento e estrangulamento, necessitando de cirurgia de urgência. Assim, esses procedimentos podem estar associados com um pior prognóstico e uma taxa significativamente maior de complicações pós-operatórias. Esta situação clínica é frequente em serviços de cirurgia de emergência, em especial as hérnias da região inguinal e crural. Acerca das hernias abdominais, analise as sentenças a seguir:
I- Uma hérnia encarcerada é aquela cujo conteúdo se torna irredutível agudamente com dor, seja por uma abertura da parede abdominal ou em decorrência de aderências entre o conteúdo e o saco herniário.
II- Pode ocorrer uma obstrução intestinal, como complicação da hérnia encarcerada.
III- Uma hérnia estrangulada ocorre quando há comprometimento do fluxo sanguíneo do conteúdo herniado, como por exemplo omento, intestino delgado.
IV- O exame clínico da região inguinal e crural de forma sistemática na avaliação dos pacientes com dor abdominal não deve ser “esquecido”, sendo a grande maioria dos casos de hérnias estranguladas de diagnóstico clínico.
Analisadas as sentenças, estão CORRETAS apenas:
A hemorragia digestiva baixa representa 20 a 25% de todos os pacientes com sangramento do trato digestório. Embora represente uma incidência até 10 vezes menor que a hemorragia digestiva alta, determina uma elevada taxa de internação, além de maior morbidade em especial pelo fato da sua incidência aumentar com a idade dos pacientes. Em relação às hemorragias digestivas, analise as sentenças a seguir:
I- A hemorragia digestiva baixa é definida como sendo aquela cuja causa situa-se distal ao ângulo de Treitz.
II- A hemorragia digestiva baixa é definida como sendo aquela cuja causa situa-se proximal ao ângulo de Treitz.
III- Na prática, cerca de 80 a 85% dos casos de hemorragia digestiva baixa tem origem distal à válvula ileocecal.
IV- Cerca de 80 a 85% dos casos de hemorragia digestiva baixa param espontaneamente.
Analisadas as sentenças, está CORRETO o que se afirma apenas em:
Mulher, 30 anos, sem comorbidades conhecidas, é admitida com dor torácica aguda de início súbito e diagnóstico de dissecção aguda de aorta tipo A.
Considerando a faixa etária atípica, assinale CORRETAMENTE a condição que está fortemente associada ao desenvolvimento de dissecção aórtica em pacientes jovens:
Homem, 40 anos, sem antecedentes cardiovasculares, apresenta-se no departamento de emergência com palpitações regulares de início súbito há 20 minutos.
Refere sensação de batimentos cardíacos na garganta. ECG mostra taquicardia de QRS estreito, RR regular, FC de 190 bpm. De acordo com o enunciado, essa queixa é específica de: