Questões de Concurso
Para professor de educação básica dos anos iniciais
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I. Em “São os fogachos, em linguagem popular — ou, para os médicos, sintomas vasoativos.”, a preposição sublinhada indica conformidade.
II. Em “Naomi Rance, neuropatologista da Universidade do Arizona, demonstrou que, nas autópsias de mulheres na menopausa, o hipotálamo duplicava de tamanho [...]”, a preposição sublinhada indica especialidade.
III. Na frase “A redução nas concentrações de estrogênio que chegam ao cérebro por ocasião da falência dos ovários [...]”, a preposição sublinhada introduz a ideia de causa.
IV. Na frase “A presença de estrogênio é fundamental para a captura e o metabolismo da glicose [...]”, a preposição sublinhada aponta para a ideia de direção.
Estão CORRETOS:
(Otávio Pinheiro.)
A pesquisa Indicador de Alfabetismo Funcional, conduzida pelo Instituto Paulo Montenegro em parceria com a ONG Ação Educativa, aponta que apenas 22% dos brasileiros que chegaram à universidade têm plena condição de compreender e se expressar. Na prática, esses jovens adultos estão no chamado nível proficiente, o mais avançado estágio de alfabetismo. São leitores capazes de entender e se expressar por meio de letras e números. Mais ainda, compreendem e elaboram textos de diferentes modalidades (email, descrição e argumentação) e estão aptos a opinar sobre um posicionamento ou estilo de autores e textos. Em contrapartida, a pesquisa de 2016 aponta que 4% dos universitários estão no grupo dos analfabetos funcionais.
Os dados de leitura, escrita e interpretação no Brasil ajudam a entender algumas origens desse baixo índice de letramento como, por exemplo, os resultados do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2014, que mostra que 537 mil alunos zeraram a redação da prova [...] e em 2017, por sua vez, 309 mil zeraram a redação, e apenas 53 tiraram a nota máxima.
(Disponível em:https://www1.folha.uol.com.br/empreendedorsocial/2018/07/ nunca-se-escreveu-tanto-tao-errado-e-se-interpretou-tao-mal.shtml. Acesso em: 22/07/2022.)
Os problemas relacionados na reportagem têm como base questões bem complexas, sociais e econômicas, além das educacionais. Particularmente, temos que o professor deve ser alfabetizador no sentido estrito durante todo o processo de escolarização. O professor alfabetizador precisa, dentre outros fatores, ter um bom conhecimento do nosso sistema gráfico para poder melhor sistematizar o ensino, para entender as dificuldades ortográficas de seus alunos e para auxiliá-los a superá-las. A língua portuguesa tem uma representação gráfica alfabética com memória etimológica. Isto significa dizer que:
I. As unidades gráficas – letras – representam basicamente unidades sonoras como as consoantes e as vogais, e não palavras ou sílabas.
II. A escrita alfabética tem, como princípio geral, a ideia de que cada unidade sonora será representada por uma determinada letra e de cada letra representará uma unidade sonora.
III. O princípio da memória etimológica toma como critério para fixar a forma gráfica de certas palavras não apenas as unidades sonoras que as compõem, mas também sua origem.
IV. Ao operar também com a memória etimológica, o sistema gráfico relativiza o princípio geral da escrita alfabética, a relação unidade sonora-letra não será 100% regular, introduzindo uma certa faixa de representações arbitrárias.
Está correto o que se afirma em
I. A principal característica do jogo é a presença de regras, o que implica na ausência da imaginação. Assim, podemos afirmar que o jogo como atividade pedagógica é uma atividade incompleta, apesar de que a aprendizagem da criança ganhe novas possibilidades por meio da vivência, da troca de conhecimentos com os colegas, do exercício da expressividade e de sua experiência corporal.
II. A brincadeira está associada à ação livre e espontânea da criança. Enquanto no jogo o primeiro elemento característico que aparece é a regra, na brincadeira é a imaginação. Também há regras na brincadeira, mas elas são mais flexíveis e mutáveis.
III. Enquanto os jogos já trazem consigo regras predeterminadas, que os participantes podem modificar ou não, as regras das brincadeiras não são preestabelecidas, pois são criadas assim que cada brincadeira se inicia.
IV. No brinquedo, a criança opera com significados desligados dos objetos e ações que estão habitualmente vinculados; entretanto, uma contradição muito interessante surge, uma vez que, no brinquedo, ela inclui também ações reais e objetos reais. As ações da criança serão guiadas mais por suas ideias do que pelo objeto em si. Dessa forma, podemos concluir que o brinquedo não reproduz apenas objetos, mas também realidades sociais.
Está correto o que se afirma em
I. Graças às observações de Jean Jacques Rousseau de que as crianças nascem boas por natureza, as pessoas também começaram a pensar assim. Assim, a educação passou a ser importante e decidiu-se que ela deveria ser adaptada às características particulares com que a criança nasceu.
II. Em Roma, a educação era dirigida de forma física, apoiada em atividades esportivas. Também era exclusivo para meninos. Quanto às meninas, elas estavam aprendendo sobre as tarefas domésticas, já que era isso que se esperava que fizessem; então, não deveriam saber sobre filosofia ou qualquer conteúdo a mais que isso.
III. Naquela época, a única coisa pior do que ser criança era a própria morte. As crianças eram consideradas criaturas perversas e não havia nada de bom na infância. Portanto, eram constantemente subestimados e maltratados. O único fator valioso sobre eles era a sua força de trabalho.
IV. Matar uma criança era terrivelmente comum nesta época. Os pais foram autorizados a assassinar os próprios filhos se, por exemplo, não pudessem cuidar deles. Além disso, não era nem considerado assassinato se fosse sobre uma garota, já que estava na parte inferior do status social.
V. A luta pelos direitos da criança fez com que a educação fosse reformada com o objetivo de garantir que as crianças pudessem desenvolver de forma completa e adequada as habilidades sociais e motoras por toda a vida. Hoje se reconhece que as crianças têm os mesmos direitos dos adultos e mais direitos, porque estão em processo de crescimento e desenvolvimento. E, portanto, eles têm que ser protegidos.
VI. A teoria de Freud era sobre as relações pais-filhos e sua correlação com a mudança social. Ele trouxe importância ao papel das crianças e sua influência psicológica no estabelecimento de um indivíduo adulto.
Assinale a alternativa cujas características da infância estão de acordo com o momento histórico.
contraproducente a polêmica do MEC
sobre métodos de alfabetização
(Redação, 3 de abril de 2019.)
O debate sobre o melhor método para a alfabetização infantil retomou força no Brasil. As novas autoridades políticas e educacionais acreditam que letramento e construtivismo são teorias políticas e ideológicas, não educacionais. Por isso, defendem uma prática baseada no método fônico. O que pensa sobre a polêmica? Sei que esse é um tópico atual de preocupação no Brasil, mas deixe-me responder baseada no processo e na experiência nos Estados Unidos, que, evidentemente, conheço melhor. Por aqui, o conflito sobre métodos de alfabetização para ensinar a leitura é visto hoje, ao menos nos ambientes educacionais mais respeitados, como algo supervalorizado de forma contraproducente. É muito lamentável ver questões educacionais que precisam ser resolvidas com estudos, pesquisas e avaliações sérias e detalhadas de resultados associadas, direta ou indiretamente, a posições políticas. A fonética, ou método fônico, não é um método “de direita”, nem tampouco a atenção ao significado de textos e oportunidades para desenvolver habilidadeslinguísticas constitui uma abordagem “de esquerda”. O que as crianças precisam, a rigor, é de uma série de oportunidades para aprender a serem bons leitores, com compreensão efetiva dos textos. E o processo para a construção dessas oportunidades certamente inclui linguagem rica, envolvimento com o texto, acesso à instrução e prática com o princípio alfabético. Nenhum desses itens é mais ou importante que o outro. Quando a disputa se torna política, as pessoas se alinham de um lado, por paixão, e deixam de perceber e de apreciar o que há de valor científico ou metodológico na posição do outro. E aí a questão técnica e o reconhecimento das verdadeiras necessidades das crianças são abandonados ou ficam desequilibrados.
(Disponível em:https://revistaeducacao.com.br/2019/04/03/ mecalfabetizacao-2/. Acesso em: 26/07/2022.)
A polêmica parece estar sobretudo em dois pontos de divergência: a divergência sobre como orientar a aprendizagem de forma direta e explícita, no paradigma fonológico, ou de forma indireta, no paradigma construtivista. No paradigma construtivista, alfabetizar constitui-se de um conjunto de procedimentos, tais como:
I. A criação de condições para que a criança interaja intensamente com a escrita, com estímulo à descoberta da natureza da escrita, em uma perspectiva analítica e com contexto.
II. A proposta de situações-problema que levem a criança a experimentar a escrita, construindo hipóteses sobre sua natureza.
III. A proposição de abordagens sintéticas para que a criança compreenda o sistema de escrita dos elementos menos complexos aos mais complexos como, por exemplo, primeiro as vogais, depois as consoantes.
IV. O incentivo à reflexão diante de uma hipótese inadequada, indicando a necessidade de sua desconstrução ou reformulação, em uma perspectiva da alfabetização pela imagem.
Está correto o que se afirma apenas em
I. São independentes, pois algumas crianças necessitam de mais atenção e cuidados do que as outras, sendo o cuidado concretizado nas situações cotidianas de interações, sono, alimentação e repouso.
II. São complementares e indissociáveis; constituem os pilares que sustentam as ações pedagógicas realizadas em creches e pré-escolas.
III. Partem da vinculação entre o saber e o saber fazer, uma vez que as necessidades apresentadas no contexto da educação infantil não permitem que uma dimensão anteceda a outra.
IV. Partem da alternância entre o saber e o saber fazer, sabendo- -se que as características das crianças da educação infantil demandam que a ação pedagógica de educar seja precedida necessariamente do cuidado.
Está correto o que se afirma apenas em