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Q3827365 Português
Identifique as frases abaixo como certa ( C ) ou errada ( E ), considerando a gramática normativa.
( ) Durante a discussão, ele não interviu nenhuma vez.
( ) Houve muita descrição da jovem, não se expôs à nada.
( ) O homem cuja a preocupação ultrapassa o prazer é infeliz.
( ) Houve muita discussão e ninguém chegou a um consenso.
( ) “Toda língua são rastros de velho mistério.”
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q3827364 Português
Considerando a regência verbal, complete as lacunas das frases.
■ Quero abraçar aquele rapaz. Quero ......................................
■ Não vou julgar você. Não vou ......................................
■ Isso vai pertencer ao rapaz. Isso vai ......................................
■ Deves obedecer sempre aos mais velhos. Deve ...................................... sempre.
■ Vai contar à outra a fofoca? Vai ...................................... a fofoca?
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.
Alternativas
Q3827363 Português
Assinale a alternativa em que obrigatoriamente deve ser usada uma crase.
Alternativas
Q3827362 Português
Assinale a alternativa correta quanto à concordância nominal ou verbal.
Alternativas
Q3827361 Português
Assinale a alternativa em que há a seguinte sequência de nomes: feminino, masculino, feminino. 
Alternativas
Q3827360 Português

Leia a crônica de Rubem Braga.

 

MAR

 

A primeira vez que eu vi o mar eu não estava sozinho. Estava no meio de um bando enorme de meninos. Nós tínhamos viajado para ver o mar. No meio de nós havia apenas um menino que já o tinha visto. Ele nos contava que havia três espécies de mar: o mar mesmo, a maré, que é menor que o mar, e a marola, que é menor que a maré. Logo a gente fazia ideia de um lago enorme e duas lagoas. Mas o menino explicava que não. O mar entrava pela maré e a maré entrava pela marola. A marola vinha e voltava. A maré enchia e vazava. O mar às vezes tinha espuma e às vezes não tinha. Isso perturbava ainda mais a imagem. Três lagoas mexendo, esvaziando e enchendo, com uns rios no meio, às vezes uma porção de espumas, tudo isso muito salgado, azul, com ventos.


Fomos ver o mar. Era de manhã, fazia sol. De repente houve um grito: o mar! Era qualquer coisa de largo, de inesperado. Estava bem verde perto da terra, e mais longe estava azul. Nós todos gritamos, numa gritaria infernal, e saímos correndo para o lado do mar. As ondas batiam nas pedras e jogavam espuma que brilhava ao sol. Ondas grandes, cheias, que explodiam com barulho. Ficamos ali parados, com a respiração apressada, vendo o mar…


Depois o mar entrou na minha infância e tomou conta de uma adolescência toda, com seu cheiro bom, os seus ventos, suas chuvas, seus peixes, seu barulho, sua grande e espantosa beleza. Um menino de calças curtas, pernas queimadas pelo sol, cabelos cheios de sal, chapéu de palha. Um menino que pescava e que passava horas e horas dentro da canoa, longe da terra, atrás de uma bobagem qualquer – como aquela caravela de franjas azuis que boiava e afundava e que, afinal, queimou sua mão… Um rapaz de 14 ou 15 anos que nas noites de lua cheia, quando a maré baixa e descobre tudo e a praia é imensa, ia na praia sentar numa canoa, entrar numa roda, amar perdidamente, eternamente, alguém que passava pelo areal branco e dava boa noite… Que andava longas horas pela praia infinita para catar conchas e búzios crespos e conversava com os pescadores que consertavam as redes. Um menino que levava na canoa um pedaço de pão e um livro, e voltava sem estudar nada, com vontade de dizer uma porção de coisas que não sabia dizer – que ainda não sabe dizer.


Mar maior que a terra, mar do primeiro amor, mar dos pobres pescadores maratimbas, mar das cantigas do Catambá, mar das festas, mar terrível daquela morte que nos assustou, mar das tempestades de repente, mar do alto e mar da praia, mar de pedra e mar do mangue… A primeira vez que saí sozinho numa canoa parecia ter montado num cavalo bravo e bom, senti força e perigo, senti orgulho de embicar numa onda um segundo antes da arrebentação. A primeira vez que estive quase morrendo afogado, quando a água batia na minha cara e a corrente do “arrieiro” me puxava para fora, não gritei nem fiz gestos de socorro; lutei sozinho, cresci dentro de mim mesmo. Mar suave e oleoso, lambendo o batelão. Mar dos peixes estranhos, mar virando a canoa, mar das pescarias noturnas de camarão para isca. Mar diário e enorme, ocupando toda a vida, uma vida de bamboleio de canoa, de paciência, de força, de sacrifício sem finalidade, de perigo sem sentido, de lirismo, de energia; grande perigoso mar fabricando um homem…


Este homem esqueceu, grande mar, muita coisa que aprendeu contigo. Este homem tem andado por aí, ora aflito, ora chateado, dispersivo, fraco, sem paciência, mais corajoso que audacioso, incapaz de ficar parado e incapaz de fazer qualquer coisa, gastando-se como se gasta um cigarro. Este homem esqueceu muita coisa, mas há muita coisa que ele aprendeu contigo e que não esqueceu, que ficou, obscura e forte, dentro dele, no seu peito. Mar, este homem pode ser um mau filho, mas ele é teu filho, é um dos teus, e ainda pode comparecer diante de ti gritando, sem glória, mas sem remorso, como naquela manhã em que ficamos parados, respirando depressa, perante às grandes ondas que arrebentavam – um punhado de meninos vendo pela primeira vez o mar…

 

Vocabulário

■ caravela: espécie de água-viva

■ maratimbas: do interior do Espírito Santo

■ catambá: dança popular do Espírito Santo

■ embicar: atravessar com a embarcação

■ batelão: canoa, barcaça

■ arrieiro: correnteza marítima

Observe as frases.
1. Fomos ver o mar. 2. Era de manhã, fazia sol. 3. De repente houve um grito: o mar.
Assinale a alternativa que mostra uma afirmação correta.
Alternativas
Q3827359 Português

Leia a crônica de Rubem Braga.

 

MAR

 

A primeira vez que eu vi o mar eu não estava sozinho. Estava no meio de um bando enorme de meninos. Nós tínhamos viajado para ver o mar. No meio de nós havia apenas um menino que já o tinha visto. Ele nos contava que havia três espécies de mar: o mar mesmo, a maré, que é menor que o mar, e a marola, que é menor que a maré. Logo a gente fazia ideia de um lago enorme e duas lagoas. Mas o menino explicava que não. O mar entrava pela maré e a maré entrava pela marola. A marola vinha e voltava. A maré enchia e vazava. O mar às vezes tinha espuma e às vezes não tinha. Isso perturbava ainda mais a imagem. Três lagoas mexendo, esvaziando e enchendo, com uns rios no meio, às vezes uma porção de espumas, tudo isso muito salgado, azul, com ventos.


Fomos ver o mar. Era de manhã, fazia sol. De repente houve um grito: o mar! Era qualquer coisa de largo, de inesperado. Estava bem verde perto da terra, e mais longe estava azul. Nós todos gritamos, numa gritaria infernal, e saímos correndo para o lado do mar. As ondas batiam nas pedras e jogavam espuma que brilhava ao sol. Ondas grandes, cheias, que explodiam com barulho. Ficamos ali parados, com a respiração apressada, vendo o mar…


Depois o mar entrou na minha infância e tomou conta de uma adolescência toda, com seu cheiro bom, os seus ventos, suas chuvas, seus peixes, seu barulho, sua grande e espantosa beleza. Um menino de calças curtas, pernas queimadas pelo sol, cabelos cheios de sal, chapéu de palha. Um menino que pescava e que passava horas e horas dentro da canoa, longe da terra, atrás de uma bobagem qualquer – como aquela caravela de franjas azuis que boiava e afundava e que, afinal, queimou sua mão… Um rapaz de 14 ou 15 anos que nas noites de lua cheia, quando a maré baixa e descobre tudo e a praia é imensa, ia na praia sentar numa canoa, entrar numa roda, amar perdidamente, eternamente, alguém que passava pelo areal branco e dava boa noite… Que andava longas horas pela praia infinita para catar conchas e búzios crespos e conversava com os pescadores que consertavam as redes. Um menino que levava na canoa um pedaço de pão e um livro, e voltava sem estudar nada, com vontade de dizer uma porção de coisas que não sabia dizer – que ainda não sabe dizer.


Mar maior que a terra, mar do primeiro amor, mar dos pobres pescadores maratimbas, mar das cantigas do Catambá, mar das festas, mar terrível daquela morte que nos assustou, mar das tempestades de repente, mar do alto e mar da praia, mar de pedra e mar do mangue… A primeira vez que saí sozinho numa canoa parecia ter montado num cavalo bravo e bom, senti força e perigo, senti orgulho de embicar numa onda um segundo antes da arrebentação. A primeira vez que estive quase morrendo afogado, quando a água batia na minha cara e a corrente do “arrieiro” me puxava para fora, não gritei nem fiz gestos de socorro; lutei sozinho, cresci dentro de mim mesmo. Mar suave e oleoso, lambendo o batelão. Mar dos peixes estranhos, mar virando a canoa, mar das pescarias noturnas de camarão para isca. Mar diário e enorme, ocupando toda a vida, uma vida de bamboleio de canoa, de paciência, de força, de sacrifício sem finalidade, de perigo sem sentido, de lirismo, de energia; grande perigoso mar fabricando um homem…


Este homem esqueceu, grande mar, muita coisa que aprendeu contigo. Este homem tem andado por aí, ora aflito, ora chateado, dispersivo, fraco, sem paciência, mais corajoso que audacioso, incapaz de ficar parado e incapaz de fazer qualquer coisa, gastando-se como se gasta um cigarro. Este homem esqueceu muita coisa, mas há muita coisa que ele aprendeu contigo e que não esqueceu, que ficou, obscura e forte, dentro dele, no seu peito. Mar, este homem pode ser um mau filho, mas ele é teu filho, é um dos teus, e ainda pode comparecer diante de ti gritando, sem glória, mas sem remorso, como naquela manhã em que ficamos parados, respirando depressa, perante às grandes ondas que arrebentavam – um punhado de meninos vendo pela primeira vez o mar…

 

Vocabulário

■ caravela: espécie de água-viva

■ maratimbas: do interior do Espírito Santo

■ catambá: dança popular do Espírito Santo

■ embicar: atravessar com a embarcação

■ batelão: canoa, barcaça

■ arrieiro: correnteza marítima

A última frase do terceiro parágrafo “Um menino que levava na canoa um pedaço de pão e um livro, e voltava sem estudar nada, com vontade de dizer uma porção de coisas que não sabia dizer – que ainda não sabe dizer” mostra:
Alternativas
Q3827358 Português

Leia a crônica de Rubem Braga.

 

MAR

 

A primeira vez que eu vi o mar eu não estava sozinho. Estava no meio de um bando enorme de meninos. Nós tínhamos viajado para ver o mar. No meio de nós havia apenas um menino que já o tinha visto. Ele nos contava que havia três espécies de mar: o mar mesmo, a maré, que é menor que o mar, e a marola, que é menor que a maré. Logo a gente fazia ideia de um lago enorme e duas lagoas. Mas o menino explicava que não. O mar entrava pela maré e a maré entrava pela marola. A marola vinha e voltava. A maré enchia e vazava. O mar às vezes tinha espuma e às vezes não tinha. Isso perturbava ainda mais a imagem. Três lagoas mexendo, esvaziando e enchendo, com uns rios no meio, às vezes uma porção de espumas, tudo isso muito salgado, azul, com ventos.


Fomos ver o mar. Era de manhã, fazia sol. De repente houve um grito: o mar! Era qualquer coisa de largo, de inesperado. Estava bem verde perto da terra, e mais longe estava azul. Nós todos gritamos, numa gritaria infernal, e saímos correndo para o lado do mar. As ondas batiam nas pedras e jogavam espuma que brilhava ao sol. Ondas grandes, cheias, que explodiam com barulho. Ficamos ali parados, com a respiração apressada, vendo o mar…


Depois o mar entrou na minha infância e tomou conta de uma adolescência toda, com seu cheiro bom, os seus ventos, suas chuvas, seus peixes, seu barulho, sua grande e espantosa beleza. Um menino de calças curtas, pernas queimadas pelo sol, cabelos cheios de sal, chapéu de palha. Um menino que pescava e que passava horas e horas dentro da canoa, longe da terra, atrás de uma bobagem qualquer – como aquela caravela de franjas azuis que boiava e afundava e que, afinal, queimou sua mão… Um rapaz de 14 ou 15 anos que nas noites de lua cheia, quando a maré baixa e descobre tudo e a praia é imensa, ia na praia sentar numa canoa, entrar numa roda, amar perdidamente, eternamente, alguém que passava pelo areal branco e dava boa noite… Que andava longas horas pela praia infinita para catar conchas e búzios crespos e conversava com os pescadores que consertavam as redes. Um menino que levava na canoa um pedaço de pão e um livro, e voltava sem estudar nada, com vontade de dizer uma porção de coisas que não sabia dizer – que ainda não sabe dizer.


Mar maior que a terra, mar do primeiro amor, mar dos pobres pescadores maratimbas, mar das cantigas do Catambá, mar das festas, mar terrível daquela morte que nos assustou, mar das tempestades de repente, mar do alto e mar da praia, mar de pedra e mar do mangue… A primeira vez que saí sozinho numa canoa parecia ter montado num cavalo bravo e bom, senti força e perigo, senti orgulho de embicar numa onda um segundo antes da arrebentação. A primeira vez que estive quase morrendo afogado, quando a água batia na minha cara e a corrente do “arrieiro” me puxava para fora, não gritei nem fiz gestos de socorro; lutei sozinho, cresci dentro de mim mesmo. Mar suave e oleoso, lambendo o batelão. Mar dos peixes estranhos, mar virando a canoa, mar das pescarias noturnas de camarão para isca. Mar diário e enorme, ocupando toda a vida, uma vida de bamboleio de canoa, de paciência, de força, de sacrifício sem finalidade, de perigo sem sentido, de lirismo, de energia; grande perigoso mar fabricando um homem…


Este homem esqueceu, grande mar, muita coisa que aprendeu contigo. Este homem tem andado por aí, ora aflito, ora chateado, dispersivo, fraco, sem paciência, mais corajoso que audacioso, incapaz de ficar parado e incapaz de fazer qualquer coisa, gastando-se como se gasta um cigarro. Este homem esqueceu muita coisa, mas há muita coisa que ele aprendeu contigo e que não esqueceu, que ficou, obscura e forte, dentro dele, no seu peito. Mar, este homem pode ser um mau filho, mas ele é teu filho, é um dos teus, e ainda pode comparecer diante de ti gritando, sem glória, mas sem remorso, como naquela manhã em que ficamos parados, respirando depressa, perante às grandes ondas que arrebentavam – um punhado de meninos vendo pela primeira vez o mar…

 

Vocabulário

■ caravela: espécie de água-viva

■ maratimbas: do interior do Espírito Santo

■ catambá: dança popular do Espírito Santo

■ embicar: atravessar com a embarcação

■ batelão: canoa, barcaça

■ arrieiro: correnteza marítima

Assinale a alternativa correta, considerando o texto.
Alternativas
Q3827357 Português

Leia a crônica de Rubem Braga.

 

MAR

 

A primeira vez que eu vi o mar eu não estava sozinho. Estava no meio de um bando enorme de meninos. Nós tínhamos viajado para ver o mar. No meio de nós havia apenas um menino que já o tinha visto. Ele nos contava que havia três espécies de mar: o mar mesmo, a maré, que é menor que o mar, e a marola, que é menor que a maré. Logo a gente fazia ideia de um lago enorme e duas lagoas. Mas o menino explicava que não. O mar entrava pela maré e a maré entrava pela marola. A marola vinha e voltava. A maré enchia e vazava. O mar às vezes tinha espuma e às vezes não tinha. Isso perturbava ainda mais a imagem. Três lagoas mexendo, esvaziando e enchendo, com uns rios no meio, às vezes uma porção de espumas, tudo isso muito salgado, azul, com ventos.


Fomos ver o mar. Era de manhã, fazia sol. De repente houve um grito: o mar! Era qualquer coisa de largo, de inesperado. Estava bem verde perto da terra, e mais longe estava azul. Nós todos gritamos, numa gritaria infernal, e saímos correndo para o lado do mar. As ondas batiam nas pedras e jogavam espuma que brilhava ao sol. Ondas grandes, cheias, que explodiam com barulho. Ficamos ali parados, com a respiração apressada, vendo o mar…


Depois o mar entrou na minha infância e tomou conta de uma adolescência toda, com seu cheiro bom, os seus ventos, suas chuvas, seus peixes, seu barulho, sua grande e espantosa beleza. Um menino de calças curtas, pernas queimadas pelo sol, cabelos cheios de sal, chapéu de palha. Um menino que pescava e que passava horas e horas dentro da canoa, longe da terra, atrás de uma bobagem qualquer – como aquela caravela de franjas azuis que boiava e afundava e que, afinal, queimou sua mão… Um rapaz de 14 ou 15 anos que nas noites de lua cheia, quando a maré baixa e descobre tudo e a praia é imensa, ia na praia sentar numa canoa, entrar numa roda, amar perdidamente, eternamente, alguém que passava pelo areal branco e dava boa noite… Que andava longas horas pela praia infinita para catar conchas e búzios crespos e conversava com os pescadores que consertavam as redes. Um menino que levava na canoa um pedaço de pão e um livro, e voltava sem estudar nada, com vontade de dizer uma porção de coisas que não sabia dizer – que ainda não sabe dizer.


Mar maior que a terra, mar do primeiro amor, mar dos pobres pescadores maratimbas, mar das cantigas do Catambá, mar das festas, mar terrível daquela morte que nos assustou, mar das tempestades de repente, mar do alto e mar da praia, mar de pedra e mar do mangue… A primeira vez que saí sozinho numa canoa parecia ter montado num cavalo bravo e bom, senti força e perigo, senti orgulho de embicar numa onda um segundo antes da arrebentação. A primeira vez que estive quase morrendo afogado, quando a água batia na minha cara e a corrente do “arrieiro” me puxava para fora, não gritei nem fiz gestos de socorro; lutei sozinho, cresci dentro de mim mesmo. Mar suave e oleoso, lambendo o batelão. Mar dos peixes estranhos, mar virando a canoa, mar das pescarias noturnas de camarão para isca. Mar diário e enorme, ocupando toda a vida, uma vida de bamboleio de canoa, de paciência, de força, de sacrifício sem finalidade, de perigo sem sentido, de lirismo, de energia; grande perigoso mar fabricando um homem…


Este homem esqueceu, grande mar, muita coisa que aprendeu contigo. Este homem tem andado por aí, ora aflito, ora chateado, dispersivo, fraco, sem paciência, mais corajoso que audacioso, incapaz de ficar parado e incapaz de fazer qualquer coisa, gastando-se como se gasta um cigarro. Este homem esqueceu muita coisa, mas há muita coisa que ele aprendeu contigo e que não esqueceu, que ficou, obscura e forte, dentro dele, no seu peito. Mar, este homem pode ser um mau filho, mas ele é teu filho, é um dos teus, e ainda pode comparecer diante de ti gritando, sem glória, mas sem remorso, como naquela manhã em que ficamos parados, respirando depressa, perante às grandes ondas que arrebentavam – um punhado de meninos vendo pela primeira vez o mar…

 

Vocabulário

■ caravela: espécie de água-viva

■ maratimbas: do interior do Espírito Santo

■ catambá: dança popular do Espírito Santo

■ embicar: atravessar com a embarcação

■ batelão: canoa, barcaça

■ arrieiro: correnteza marítima

Analise as afirmativas abaixo sobre o texto.
1. A crônica mostra a força do mar na vida de um homem.
2. O cronista mostra arrebatamento e resiliência diante do mar.
3. A descrição do mar no primeiro parágrafo encontra abrigo ao longo do texto.
4. A experiência inicial do cronista com o mar permanece forte ao longo de sua vida. 5. A crônica mostra a incapacidade das pessoas de se maravilharem com a grandeza do mar.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Q3825676 Espanhol
Según el enfoque sociocultural de la enseñanza del español en Brasil, el aprendizaje ocurre a partir
Alternativas
Q3825675 Espanhol
En la enseñanza de lengua extranjera, las metodologías tradicionales enfocan en
Alternativas
Q3825674 Espanhol
Señala la opción que presenta el método de la enseñanza de lengua extranjera, basado en la teoría estímulo-respuesta, que sostiene que el aprendizaje de una lengua extranjera se da a través de un modelo, de manera que el estudiante busca imitar y repetir lo que escucha para formar hábitos lingüísticos, como a través de ejercicios de drill, con corrección inmediata de errores.
Alternativas
Q3825673 Espanhol
En la perspectiva de la metodología activa, la organización didáctico-pedagógica en la enseñanza del español enfoca en 
Alternativas
Q3825672 Espanhol
En el contexto brasileño, la metodología comunicativa en la enseñanza del español tiene como objetivo principal
Alternativas
Q3825671 Espanhol
Cumplen la misma regla de acentuación gráfica las palabras
I será y último. II despertó e interés. III catástrofe, según y declaró. IV región y francófona.

Señale la opción correcta.
Alternativas
Q3825670 Espanhol
Texto 10A06

        El año escolar actual será el último de las clases bilingües en Berna. La ciudad no continuará con este sistema a partir del verano de 2026. Las clases bilingües se pusieron en marcha en 2019 como un proyecto piloto, con el alemán y el francés como lenguas equivalentes en el aula. La iniciativa despertó un gran interés. Sin embargo, ahora se acaba: el próximo verano, 90 niños y niñas tendrán que volver a la escuela regular y diez docentes serán despedidos.

        Como motivo de la disolución de las clases, las autoridades citan la incompatibilidad de los planes de estudio entre la región de habla alemana y la Suiza francófona, así como la falta de espacio en los colegios y la escasez de personal especializado.

    Para Virginie Borel, el cierre de las clases bilingües es «una catástrofe», según declaró a Swissinfo. La directora del foro por la bilingüidad reconoce que gestionar estas clases siempre fue un desafío: «todo tuvo que ser reinventado».

        Sin embargo, en los últimos seis años, las clases bilingües se convirtieron en un símbolo de esperanza, y sus beneficios superan claramente los inconvenientes. «En una escuela bilingüe, los alumnos descubren, además de su lengua materna, otra cultura, lo que les hace más abiertos y tolerantes».

        En el extranjero, Suiza es conocida como una nación con varias lenguas nacionales. «Eso crea y mantiene la impresión de que la población suiza es multilingüe, y de que las escuelas bilingües son un modelo consolidado», afirma un portavoz de la Universidad Pedagógica de Berna, en declaraciones a Swissinfo.

        Pero la realidad es otra. «Los puntos de contacto entre las regiones del país y sus culturas y lenguas son poco frecuentes en la vida cotidiana de muchas personas, lo que finalmente también se refleja en la oferta educativa», afirma. «Para que un modelo tenga éxito, se necesita apoyo político y una comunicación basada en hallazgos científicos». Las investigaciones han demostrado que la enseñanza bilingüe es valiosa.

        Daniel Elmiger, profesor asociado de lingüística y didáctica de lenguas extranjeras en la Universidad de Ginebra, explica que «La enseñanza bilingüe o de inmersión comenzó en nuestro contexto cultural en Canadá a mediados de la década de 1960, por lo tanto, me parece que hoy ya se puede hablar de una tradición, aunque no sea tan antigua como en otros lugares». No obstante, diversas formas de educación bilingüe o multilingüe han existido desde hace mucho tiempo, especialmente en cantones multilingües como los Grisones o Friburgo, o en otros ámbitos, como en la hostelería y el turismo.

Internet: https://www.swissinfo.ch (con adaptaciones). 
Acerca de la formación del plural e del singular de las palabras en español, señale la opción correcta, teniendo el texto 10A06 como referencia.
Alternativas
Q3825669 Espanhol
Texto 10A06

        El año escolar actual será el último de las clases bilingües en Berna. La ciudad no continuará con este sistema a partir del verano de 2026. Las clases bilingües se pusieron en marcha en 2019 como un proyecto piloto, con el alemán y el francés como lenguas equivalentes en el aula. La iniciativa despertó un gran interés. Sin embargo, ahora se acaba: el próximo verano, 90 niños y niñas tendrán que volver a la escuela regular y diez docentes serán despedidos.

        Como motivo de la disolución de las clases, las autoridades citan la incompatibilidad de los planes de estudio entre la región de habla alemana y la Suiza francófona, así como la falta de espacio en los colegios y la escasez de personal especializado.

    Para Virginie Borel, el cierre de las clases bilingües es «una catástrofe», según declaró a Swissinfo. La directora del foro por la bilingüidad reconoce que gestionar estas clases siempre fue un desafío: «todo tuvo que ser reinventado».

        Sin embargo, en los últimos seis años, las clases bilingües se convirtieron en un símbolo de esperanza, y sus beneficios superan claramente los inconvenientes. «En una escuela bilingüe, los alumnos descubren, además de su lengua materna, otra cultura, lo que les hace más abiertos y tolerantes».

        En el extranjero, Suiza es conocida como una nación con varias lenguas nacionales. «Eso crea y mantiene la impresión de que la población suiza es multilingüe, y de que las escuelas bilingües son un modelo consolidado», afirma un portavoz de la Universidad Pedagógica de Berna, en declaraciones a Swissinfo.

        Pero la realidad es otra. «Los puntos de contacto entre las regiones del país y sus culturas y lenguas son poco frecuentes en la vida cotidiana de muchas personas, lo que finalmente también se refleja en la oferta educativa», afirma. «Para que un modelo tenga éxito, se necesita apoyo político y una comunicación basada en hallazgos científicos». Las investigaciones han demostrado que la enseñanza bilingüe es valiosa.

        Daniel Elmiger, profesor asociado de lingüística y didáctica de lenguas extranjeras en la Universidad de Ginebra, explica que «La enseñanza bilingüe o de inmersión comenzó en nuestro contexto cultural en Canadá a mediados de la década de 1960, por lo tanto, me parece que hoy ya se puede hablar de una tradición, aunque no sea tan antigua como en otros lugares». No obstante, diversas formas de educación bilingüe o multilingüe han existido desde hace mucho tiempo, especialmente en cantones multilingües como los Grisones o Friburgo, o en otros ámbitos, como en la hostelería y el turismo.

Internet: https://www.swissinfo.ch (con adaptaciones). 
En el texto 10A06, se puede sustituir «tendrán que volver» (último período del primer párrafo), sin alterar el sentido del texto, por
Alternativas
Q3825668 Espanhol
Texto 10A06

        El año escolar actual será el último de las clases bilingües en Berna. La ciudad no continuará con este sistema a partir del verano de 2026. Las clases bilingües se pusieron en marcha en 2019 como un proyecto piloto, con el alemán y el francés como lenguas equivalentes en el aula. La iniciativa despertó un gran interés. Sin embargo, ahora se acaba: el próximo verano, 90 niños y niñas tendrán que volver a la escuela regular y diez docentes serán despedidos.

        Como motivo de la disolución de las clases, las autoridades citan la incompatibilidad de los planes de estudio entre la región de habla alemana y la Suiza francófona, así como la falta de espacio en los colegios y la escasez de personal especializado.

    Para Virginie Borel, el cierre de las clases bilingües es «una catástrofe», según declaró a Swissinfo. La directora del foro por la bilingüidad reconoce que gestionar estas clases siempre fue un desafío: «todo tuvo que ser reinventado».

        Sin embargo, en los últimos seis años, las clases bilingües se convirtieron en un símbolo de esperanza, y sus beneficios superan claramente los inconvenientes. «En una escuela bilingüe, los alumnos descubren, además de su lengua materna, otra cultura, lo que les hace más abiertos y tolerantes».

        En el extranjero, Suiza es conocida como una nación con varias lenguas nacionales. «Eso crea y mantiene la impresión de que la población suiza es multilingüe, y de que las escuelas bilingües son un modelo consolidado», afirma un portavoz de la Universidad Pedagógica de Berna, en declaraciones a Swissinfo.

        Pero la realidad es otra. «Los puntos de contacto entre las regiones del país y sus culturas y lenguas son poco frecuentes en la vida cotidiana de muchas personas, lo que finalmente también se refleja en la oferta educativa», afirma. «Para que un modelo tenga éxito, se necesita apoyo político y una comunicación basada en hallazgos científicos». Las investigaciones han demostrado que la enseñanza bilingüe es valiosa.

        Daniel Elmiger, profesor asociado de lingüística y didáctica de lenguas extranjeras en la Universidad de Ginebra, explica que «La enseñanza bilingüe o de inmersión comenzó en nuestro contexto cultural en Canadá a mediados de la década de 1960, por lo tanto, me parece que hoy ya se puede hablar de una tradición, aunque no sea tan antigua como en otros lugares». No obstante, diversas formas de educación bilingüe o multilingüe han existido desde hace mucho tiempo, especialmente en cantones multilingües como los Grisones o Friburgo, o en otros ámbitos, como en la hostelería y el turismo.

Internet: https://www.swissinfo.ch (con adaptaciones). 
La oración «que la enseñanza bilingüe es valiosa» (último período del sexto párrafo del texto 10A06) es clasificada como
Alternativas
Q3825667 Espanhol
Texto 10A06

        El año escolar actual será el último de las clases bilingües en Berna. La ciudad no continuará con este sistema a partir del verano de 2026. Las clases bilingües se pusieron en marcha en 2019 como un proyecto piloto, con el alemán y el francés como lenguas equivalentes en el aula. La iniciativa despertó un gran interés. Sin embargo, ahora se acaba: el próximo verano, 90 niños y niñas tendrán que volver a la escuela regular y diez docentes serán despedidos.

        Como motivo de la disolución de las clases, las autoridades citan la incompatibilidad de los planes de estudio entre la región de habla alemana y la Suiza francófona, así como la falta de espacio en los colegios y la escasez de personal especializado.

    Para Virginie Borel, el cierre de las clases bilingües es «una catástrofe», según declaró a Swissinfo. La directora del foro por la bilingüidad reconoce que gestionar estas clases siempre fue un desafío: «todo tuvo que ser reinventado».

        Sin embargo, en los últimos seis años, las clases bilingües se convirtieron en un símbolo de esperanza, y sus beneficios superan claramente los inconvenientes. «En una escuela bilingüe, los alumnos descubren, además de su lengua materna, otra cultura, lo que les hace más abiertos y tolerantes».

        En el extranjero, Suiza es conocida como una nación con varias lenguas nacionales. «Eso crea y mantiene la impresión de que la población suiza es multilingüe, y de que las escuelas bilingües son un modelo consolidado», afirma un portavoz de la Universidad Pedagógica de Berna, en declaraciones a Swissinfo.

        Pero la realidad es otra. «Los puntos de contacto entre las regiones del país y sus culturas y lenguas son poco frecuentes en la vida cotidiana de muchas personas, lo que finalmente también se refleja en la oferta educativa», afirma. «Para que un modelo tenga éxito, se necesita apoyo político y una comunicación basada en hallazgos científicos». Las investigaciones han demostrado que la enseñanza bilingüe es valiosa.

        Daniel Elmiger, profesor asociado de lingüística y didáctica de lenguas extranjeras en la Universidad de Ginebra, explica que «La enseñanza bilingüe o de inmersión comenzó en nuestro contexto cultural en Canadá a mediados de la década de 1960, por lo tanto, me parece que hoy ya se puede hablar de una tradición, aunque no sea tan antigua como en otros lugares». No obstante, diversas formas de educación bilingüe o multilingüe han existido desde hace mucho tiempo, especialmente en cantones multilingües como los Grisones o Friburgo, o en otros ámbitos, como en la hostelería y el turismo.

Internet: https://www.swissinfo.ch (con adaptaciones). 
De acuerdo con el texto 10A06, el fin de la enseñanza bilingüe en Suiza está relacionada con
Alternativas
Q3825666 Espanhol
Texto 10A5-III

        Sin embargo, cabe recordar que la función del aparato educativo va más allá del acto de enseñar, alcanzando principalmente la necesidad de crear condiciones de aprendizaje, es decir, el cambio se produce cuando el profesor incorpora en su práctica docente los nuevos valores, cambiando su conducta, sus pensamientos e incorporando los cambios en sus objetivos y en su práctica educativa. Ante este escenario, Lima y Oliveira (2022) afirman que cuando el profesor transforma «el aula en un espacio de diálogo y reflexión, mediando el aprendizaje y posibilitando descubrimientos en lugar de reproducciones», cumple su función social, que sería la de promover oportunidades para que los sujetos tengan las mismas condiciones de transformación de la realidad a partir del desarrollo de sujetos sociales que poseen autonomía y creatividad.

Internet: <rsdjournal.org>  (con adaptaciones). 
En el texto 10A5-III, los verbos «alcanzando» (primer período), «se produce» (primer período) y «tengan» (segundo período)
Alternativas
Respostas
221: C
222: B
223: D
224: A
225: B
226: C
227: D
228: B
229: C
230: B
231: B
232: A
233: B
234: E
235: C
236: A
237: E
238: D
239: C
240: B