Questões de Concurso Para taquígrafo

Foram encontradas 851 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q1161203 Linguística

A partir da leitura dos textos abaixo responda a questão 


Texto 3


Mudança


    Fabiano procurou em vão perceber um toque de chocalho. Avizinhou-se da casa, bateu, tentou forçar a porta. Encontrando resistência, penetrou num cercadinho cheio de plantas mortas, rodeou a tapera, alcançou o terreiro do fundo, viu um barreiro vazio, um bosque de catingueiras murchas, um pé-de-turco e o prolongamento da cerca do curral.

Ramos, G. Vidas secas. 29. Ed. São Paulo: Martins, 1971. P.47 


Texto 4


Tesouro consumido pelo fogo


    Um incêndio destruiu parte da igreja Nossa Senhora Do Carmo da Antiga Sé, na rua Primeiro de Março, no Centro, ontem pela manhã. Toda a talha da lateral direita do monumento, com pinturas de José Leandro de Carvalho, considerado o Velázquez brasileiro – as imagens foram feitas como ornamento quando da sagração de Dom João VI como rei de Portugal – foi perdida.

    O fogo começou por volta das 10h30, num cômodo conhecido como sala de servidão, na lateral da igreja, e se alastrou para o segundo andar, atingindo a torre. Durante o socorro, a água jorrada pelo Corpo de Bombeiros também ajudou a destruir o patrimônio. Fragilizada, a estrutura de madeira caía aos pedaços. 

Figueiras, M. Tesouro consumido pelo fogo. Jornal do Brasil/Cidade.02/09/2005, p. A15

A expressão “modo de organização do discurso” (cf. Charaudeau, 1992) é utilizada para designar uma espécie de sequência teoricamente definida pela natureza linguística de sua composição e pela função que desempenha no conjunto que é o texto.


Os textos acima ilustram o modo de organização discursivo denominado:

Alternativas
Q1161202 Linguística

Texto 2


Receita


    Ingredientes: 2 conflitos de gerações; 4 esperanças perdidas; 3 litros de sangue fervido; 5 sonhos eróticos; 2 canções dos Beatles

    Modo de preparar: Dissolva os sonhos eróticos nos dois litros de sangue fervido e deixe gelar seu coração. Leve a mistura ao fogo, adicionando dois conflitos de gerações às esperanças perdidas. Corte tudo em pedacinhos e repita com as canções dos Beatles o mesmo processo usado com os sonhos eróticos, mas desta vez deixe ferver um pouco mais e mexa até dissolver. Parte do sangue pode ser substituído por suco de groselha, mas os resultados não serão os mesmos. Sirva o poema simples ou com ilusões.

Nicolas Behr

A linguística estabelece uma relação de proximidade ou semelhança com outras ciências, dentre elas está a semiologia. O aspecto que diferencia uma da outra é :
Alternativas
Q1161201 Linguística

Texto 2


Receita


    Ingredientes: 2 conflitos de gerações; 4 esperanças perdidas; 3 litros de sangue fervido; 5 sonhos eróticos; 2 canções dos Beatles

    Modo de preparar: Dissolva os sonhos eróticos nos dois litros de sangue fervido e deixe gelar seu coração. Leve a mistura ao fogo, adicionando dois conflitos de gerações às esperanças perdidas. Corte tudo em pedacinhos e repita com as canções dos Beatles o mesmo processo usado com os sonhos eróticos, mas desta vez deixe ferver um pouco mais e mexa até dissolver. Parte do sangue pode ser substituído por suco de groselha, mas os resultados não serão os mesmos. Sirva o poema simples ou com ilusões.

Nicolas Behr

O ato comunicativo está centrado no uso da linguagem pelo ser humano. Referente à linguagem é possível afirmar que:
Alternativas
Q1161200 Linguística

Texto 2


Receita


    Ingredientes: 2 conflitos de gerações; 4 esperanças perdidas; 3 litros de sangue fervido; 5 sonhos eróticos; 2 canções dos Beatles

    Modo de preparar: Dissolva os sonhos eróticos nos dois litros de sangue fervido e deixe gelar seu coração. Leve a mistura ao fogo, adicionando dois conflitos de gerações às esperanças perdidas. Corte tudo em pedacinhos e repita com as canções dos Beatles o mesmo processo usado com os sonhos eróticos, mas desta vez deixe ferver um pouco mais e mexa até dissolver. Parte do sangue pode ser substituído por suco de groselha, mas os resultados não serão os mesmos. Sirva o poema simples ou com ilusões.

Nicolas Behr

A linguística é definida, na maioria dos manuais de linguística, como a disciplina que estuda cientificamente a linguagem humana. Estudar cientificamente a linguagem humana significa:
Alternativas
Q1161199 Linguística

Texto 2


Receita


    Ingredientes: 2 conflitos de gerações; 4 esperanças perdidas; 3 litros de sangue fervido; 5 sonhos eróticos; 2 canções dos Beatles

    Modo de preparar: Dissolva os sonhos eróticos nos dois litros de sangue fervido e deixe gelar seu coração. Leve a mistura ao fogo, adicionando dois conflitos de gerações às esperanças perdidas. Corte tudo em pedacinhos e repita com as canções dos Beatles o mesmo processo usado com os sonhos eróticos, mas desta vez deixe ferver um pouco mais e mexa até dissolver. Parte do sangue pode ser substituído por suco de groselha, mas os resultados não serão os mesmos. Sirva o poema simples ou com ilusões.

Nicolas Behr

A semiologia surgiu a partir das ideias do linguista suíço Fernand de Saussure. O campo de atuação da semiologia é caracterizado por:
Alternativas
Q1161198 Linguística

Texto 1


Bolo de Cenoura


INGREDIENTES

MASSA:


1/2 xícara (chá) de óleo

3 cenouras médias raladas

4 ovos

2 xícaras (chá) de açúcar

2 e 1/2 xícaras (chá) de farinha de trigo

1 colher (sopa) de fermento em pó


COBERTURA:


1 colher (sopa) de manteiga

3 colheres (sopa) de chocolate em pó

1 xícara (chá) de açúcar

1 xícara (chá) de leite


MODO DE PREPARO

MASSA:


Em um liquidificador, adicione a cenoura, os ovos e o óleo, depois misture

Acrescente o açúcar e bata novamente por 5 minutos

Em uma tigela ou na batedeira, adicione a farinha de trigo e depois misture novamente

Acrescente o fermento e misture lentamente com uma colher

Asse em um forno preaquecido a 180° C por aproximadamente 40 minutos


COBERTURA:


Despeje em uma tigela a manteiga, o chocolate em pó, o açúcar e o leite, depois misture

Leve a mistura ao fogo e continue misturando até obter uma consistência cremosa, depois despeje a calda por cima do bolo 



Texto 2


Receita


    Ingredientes: 2 conflitos de gerações; 4 esperanças perdidas; 3 litros de sangue fervido; 5 sonhos eróticos; 2 canções dos Beatles

    Modo de preparar: Dissolva os sonhos eróticos nos dois litros de sangue fervido e deixe gelar seu coração. Leve a mistura ao fogo, adicionando dois conflitos de gerações às esperanças perdidas. Corte tudo em pedacinhos e repita com as canções dos Beatles o mesmo processo usado com os sonhos eróticos, mas desta vez deixe ferver um pouco mais e mexa até dissolver. Parte do sangue pode ser substituído por suco de groselha, mas os resultados não serão os mesmos. Sirva o poema simples ou com ilusões.

Nicolas Behr

Nos dois textos os recursos linguísticos utilizados pelos autores são:
Alternativas
Q1161197 Português

Texto 1


Bolo de Cenoura


INGREDIENTES

MASSA:


1/2 xícara (chá) de óleo

3 cenouras médias raladas

4 ovos

2 xícaras (chá) de açúcar

2 e 1/2 xícaras (chá) de farinha de trigo

1 colher (sopa) de fermento em pó


COBERTURA:


1 colher (sopa) de manteiga

3 colheres (sopa) de chocolate em pó

1 xícara (chá) de açúcar

1 xícara (chá) de leite


MODO DE PREPARO

MASSA:


Em um liquidificador, adicione a cenoura, os ovos e o óleo, depois misture

Acrescente o açúcar e bata novamente por 5 minutos

Em uma tigela ou na batedeira, adicione a farinha de trigo e depois misture novamente

Acrescente o fermento e misture lentamente com uma colher

Asse em um forno preaquecido a 180° C por aproximadamente 40 minutos


COBERTURA:


Despeje em uma tigela a manteiga, o chocolate em pó, o açúcar e o leite, depois misture

Leve a mistura ao fogo e continue misturando até obter uma consistência cremosa, depois despeje a calda por cima do bolo 



Texto 2


Receita


    Ingredientes: 2 conflitos de gerações; 4 esperanças perdidas; 3 litros de sangue fervido; 5 sonhos eróticos; 2 canções dos Beatles

    Modo de preparar: Dissolva os sonhos eróticos nos dois litros de sangue fervido e deixe gelar seu coração. Leve a mistura ao fogo, adicionando dois conflitos de gerações às esperanças perdidas. Corte tudo em pedacinhos e repita com as canções dos Beatles o mesmo processo usado com os sonhos eróticos, mas desta vez deixe ferver um pouco mais e mexa até dissolver. Parte do sangue pode ser substituído por suco de groselha, mas os resultados não serão os mesmos. Sirva o poema simples ou com ilusões.

Nicolas Behr

Os textos 1 e 2 pertencem ao mesmo gênero textual, receita, mas diferenciam-se quanto à função da linguagem utilizada que são respectivamente:
Alternativas
Q1161196 Português

Texto 1


Bolo de Cenoura


INGREDIENTES

MASSA:


1/2 xícara (chá) de óleo

3 cenouras médias raladas

4 ovos

2 xícaras (chá) de açúcar

2 e 1/2 xícaras (chá) de farinha de trigo

1 colher (sopa) de fermento em pó


COBERTURA:


1 colher (sopa) de manteiga

3 colheres (sopa) de chocolate em pó

1 xícara (chá) de açúcar

1 xícara (chá) de leite


MODO DE PREPARO

MASSA:


Em um liquidificador, adicione a cenoura, os ovos e o óleo, depois misture

Acrescente o açúcar e bata novamente por 5 minutos

Em uma tigela ou na batedeira, adicione a farinha de trigo e depois misture novamente

Acrescente o fermento e misture lentamente com uma colher

Asse em um forno preaquecido a 180° C por aproximadamente 40 minutos


COBERTURA:


Despeje em uma tigela a manteiga, o chocolate em pó, o açúcar e o leite, depois misture

Leve a mistura ao fogo e continue misturando até obter uma consistência cremosa, depois despeje a calda por cima do bolo 

O ponto de vista em que o enunciador se coloca nesse tipo de texto é:
Alternativas
Q1161195 Português

Texto 1


Bolo de Cenoura


INGREDIENTES

MASSA:


1/2 xícara (chá) de óleo

3 cenouras médias raladas

4 ovos

2 xícaras (chá) de açúcar

2 e 1/2 xícaras (chá) de farinha de trigo

1 colher (sopa) de fermento em pó


COBERTURA:


1 colher (sopa) de manteiga

3 colheres (sopa) de chocolate em pó

1 xícara (chá) de açúcar

1 xícara (chá) de leite


MODO DE PREPARO

MASSA:


Em um liquidificador, adicione a cenoura, os ovos e o óleo, depois misture

Acrescente o açúcar e bata novamente por 5 minutos

Em uma tigela ou na batedeira, adicione a farinha de trigo e depois misture novamente

Acrescente o fermento e misture lentamente com uma colher

Asse em um forno preaquecido a 180° C por aproximadamente 40 minutos


COBERTURA:


Despeje em uma tigela a manteiga, o chocolate em pó, o açúcar e o leite, depois misture

Leve a mistura ao fogo e continue misturando até obter uma consistência cremosa, depois despeje a calda por cima do bolo 

A receita de bolo de cenoura faz uso da seguinte tipologia textual:
Alternativas
Q1161194 Linguística
Entende-se que signo linguístico é:
Alternativas
Q1161193 Linguística
Levando-se em conta o critério de intenção comunicativa presente nos signos, eles podem ser classificados em:
Alternativas
Q1161192 Linguística
Para Saussure o signo linguístico é a associação – arbitrária – entre dois elementos:
Alternativas
Q1161173 Raciocínio Lógico

Cada símbolo nas expressões a seguir representa um número natural. Símbolos diferentes, representam números diferentes.


♦  +  = 36


♦ ♣  = 32


Com base nessas informações, podemos afirmar que o resultado da expressão  +  x  , é:

Alternativas
Q1151216 Português
Está escrito com coesão, coerência e em conformidade com a norma-padrão da língua o seguinte fragmento de um possível discurso de posse de um prefeito recém-eleito:
Alternativas
Q1151215 Português
Conforme a norma-padrão, uma frase escrita com correção, clareza e concisão é
Alternativas
Q1151214 Português

Considere o texto abaixo para responder à questão.

   O advento da dominação do mercado sobre a cultura tem sido amplamente percebido pelo meio intelectual como uma expropriação. E a condenação pura e simples da cultura comercializada, conforme expresso na teoria da “cultura de massa”, dominante nas ciências sociais a partir da década de 1950 e por três décadas, foi a resposta intelectual inicial. Nessa teoria, as forças mercadológicas e os comerciantes de bens culturais com fins lucrativos eram acusados de causar a uniformização cultural, a “homogeneização” de produtos culturais distintos, e, ao fazê-lo, de promover um novo tipo de cultura “fácil”, insípida e sem rosto, sobretudo em detrimento da qualidade, da “alta cultura” e da criatividade cultural em geral. 

   Essa homogeneização, cuja perspectiva deixou os intelectuais tão alarmados cerca de sessenta anos atrás, não ocorreu. Pelo contrário, o mercado cultural parece prosperar na diversidade cultural e pela rápida sucessão de modas culturais. A cena cultural como conjunto de forças de mercado é mais uma reminiscência, um redemoinho de produtos e padrões variados, muitas vezes opostos entre si, que uma uniformidade neutralizante e padronizadora. Foi essa ausência de padrões privilegiados, e não a maçante monotonia “fácil”, que se provou o mais sério desafio ao papel dos intelectuais ortodoxos e sua autoridade inquestionável no que diz respeito a questões de gosto e escolha cultural e ética. A escolha foi privatizada, convertida em atributo da liberdade individual e de construção da identidade.

   A promoção de qualquer padrão cultural particular como essencialmente “melhor que”, ou de alguma maneira “superior a”, outras opções disponíveis ou concebíveis tem sido amplamente castigada e desdenhosamente rejeitada como um ato de opressão. Numa reviravolta inesperada, praticamente invertendo as respostas originais dos intelectuais, o mercado tem sido promovido ao posto de principal esteio da liberdade. A fundação moderna do poder coletivo dos intelectuais foi corroída: restou pouquíssima demanda pelas competências de que eles se orgulharam por toda a história moderna – de legisladores éticos e culturais, de projetistas e guardiões dos padrões culturais adequados.

   Hoje os intelectuais têm pouco a oferecer à vida privada da “maioria satisfeita” dos países ricos, a menos que eles se fundam à “cena cultural” comercializada, oferecendo suas ideias como mais uma mercadoria no superlotado hipermercado de kits de identidade para montar. Eles certamente perderam seu papel como legisladores culturais, esperando, na melhor das hipóteses, tornar indispensável sua nova função como intérpretes culturais – tradutores no contínuo intercâmbio entre diversos estilos culturais autônomos, mas equivalentes.

(Adaptado de: BAUMAN, Zygmunt. Vidas em fragmentos: sobre a ética pós-moderna. Trad. Alexandre Werneck. Rio de Janeiro, Zahar, 2011, p. 184-5) 

A palavra equivalentes, ao final do texto, retoma e corrobora o que se argumenta especificamente em:
Alternativas
Q1151213 Português

Considere o texto abaixo para responder à questão.

   O advento da dominação do mercado sobre a cultura tem sido amplamente percebido pelo meio intelectual como uma expropriação. E a condenação pura e simples da cultura comercializada, conforme expresso na teoria da “cultura de massa”, dominante nas ciências sociais a partir da década de 1950 e por três décadas, foi a resposta intelectual inicial. Nessa teoria, as forças mercadológicas e os comerciantes de bens culturais com fins lucrativos eram acusados de causar a uniformização cultural, a “homogeneização” de produtos culturais distintos, e, ao fazê-lo, de promover um novo tipo de cultura “fácil”, insípida e sem rosto, sobretudo em detrimento da qualidade, da “alta cultura” e da criatividade cultural em geral. 

   Essa homogeneização, cuja perspectiva deixou os intelectuais tão alarmados cerca de sessenta anos atrás, não ocorreu. Pelo contrário, o mercado cultural parece prosperar na diversidade cultural e pela rápida sucessão de modas culturais. A cena cultural como conjunto de forças de mercado é mais uma reminiscência, um redemoinho de produtos e padrões variados, muitas vezes opostos entre si, que uma uniformidade neutralizante e padronizadora. Foi essa ausência de padrões privilegiados, e não a maçante monotonia “fácil”, que se provou o mais sério desafio ao papel dos intelectuais ortodoxos e sua autoridade inquestionável no que diz respeito a questões de gosto e escolha cultural e ética. A escolha foi privatizada, convertida em atributo da liberdade individual e de construção da identidade.

   A promoção de qualquer padrão cultural particular como essencialmente “melhor que”, ou de alguma maneira “superior a”, outras opções disponíveis ou concebíveis tem sido amplamente castigada e desdenhosamente rejeitada como um ato de opressão. Numa reviravolta inesperada, praticamente invertendo as respostas originais dos intelectuais, o mercado tem sido promovido ao posto de principal esteio da liberdade. A fundação moderna do poder coletivo dos intelectuais foi corroída: restou pouquíssima demanda pelas competências de que eles se orgulharam por toda a história moderna – de legisladores éticos e culturais, de projetistas e guardiões dos padrões culturais adequados.

   Hoje os intelectuais têm pouco a oferecer à vida privada da “maioria satisfeita” dos países ricos, a menos que eles se fundam à “cena cultural” comercializada, oferecendo suas ideias como mais uma mercadoria no superlotado hipermercado de kits de identidade para montar. Eles certamente perderam seu papel como legisladores culturais, esperando, na melhor das hipóteses, tornar indispensável sua nova função como intérpretes culturais – tradutores no contínuo intercâmbio entre diversos estilos culturais autônomos, mas equivalentes.

(Adaptado de: BAUMAN, Zygmunt. Vidas em fragmentos: sobre a ética pós-moderna. Trad. Alexandre Werneck. Rio de Janeiro, Zahar, 2011, p. 184-5) 

Uma análise adequada de um trecho do texto está em:
Alternativas
Q1151212 Português

Considere o texto abaixo para responder à questão.

   O advento da dominação do mercado sobre a cultura tem sido amplamente percebido pelo meio intelectual como uma expropriação. E a condenação pura e simples da cultura comercializada, conforme expresso na teoria da “cultura de massa”, dominante nas ciências sociais a partir da década de 1950 e por três décadas, foi a resposta intelectual inicial. Nessa teoria, as forças mercadológicas e os comerciantes de bens culturais com fins lucrativos eram acusados de causar a uniformização cultural, a “homogeneização” de produtos culturais distintos, e, ao fazê-lo, de promover um novo tipo de cultura “fácil”, insípida e sem rosto, sobretudo em detrimento da qualidade, da “alta cultura” e da criatividade cultural em geral. 

   Essa homogeneização, cuja perspectiva deixou os intelectuais tão alarmados cerca de sessenta anos atrás, não ocorreu. Pelo contrário, o mercado cultural parece prosperar na diversidade cultural e pela rápida sucessão de modas culturais. A cena cultural como conjunto de forças de mercado é mais uma reminiscência, um redemoinho de produtos e padrões variados, muitas vezes opostos entre si, que uma uniformidade neutralizante e padronizadora. Foi essa ausência de padrões privilegiados, e não a maçante monotonia “fácil”, que se provou o mais sério desafio ao papel dos intelectuais ortodoxos e sua autoridade inquestionável no que diz respeito a questões de gosto e escolha cultural e ética. A escolha foi privatizada, convertida em atributo da liberdade individual e de construção da identidade.

   A promoção de qualquer padrão cultural particular como essencialmente “melhor que”, ou de alguma maneira “superior a”, outras opções disponíveis ou concebíveis tem sido amplamente castigada e desdenhosamente rejeitada como um ato de opressão. Numa reviravolta inesperada, praticamente invertendo as respostas originais dos intelectuais, o mercado tem sido promovido ao posto de principal esteio da liberdade. A fundação moderna do poder coletivo dos intelectuais foi corroída: restou pouquíssima demanda pelas competências de que eles se orgulharam por toda a história moderna – de legisladores éticos e culturais, de projetistas e guardiões dos padrões culturais adequados.

   Hoje os intelectuais têm pouco a oferecer à vida privada da “maioria satisfeita” dos países ricos, a menos que eles se fundam à “cena cultural” comercializada, oferecendo suas ideias como mais uma mercadoria no superlotado hipermercado de kits de identidade para montar. Eles certamente perderam seu papel como legisladores culturais, esperando, na melhor das hipóteses, tornar indispensável sua nova função como intérpretes culturais – tradutores no contínuo intercâmbio entre diversos estilos culturais autônomos, mas equivalentes.

(Adaptado de: BAUMAN, Zygmunt. Vidas em fragmentos: sobre a ética pós-moderna. Trad. Alexandre Werneck. Rio de Janeiro, Zahar, 2011, p. 184-5) 

A palavra redemoinho, empregada no segundo parágrafo, refere-se figurativamente
Alternativas
Q1151211 Português

Considere o texto abaixo para responder à questão.

   O advento da dominação do mercado sobre a cultura tem sido amplamente percebido pelo meio intelectual como uma expropriação. E a condenação pura e simples da cultura comercializada, conforme expresso na teoria da “cultura de massa”, dominante nas ciências sociais a partir da década de 1950 e por três décadas, foi a resposta intelectual inicial. Nessa teoria, as forças mercadológicas e os comerciantes de bens culturais com fins lucrativos eram acusados de causar a uniformização cultural, a “homogeneização” de produtos culturais distintos, e, ao fazê-lo, de promover um novo tipo de cultura “fácil”, insípida e sem rosto, sobretudo em detrimento da qualidade, da “alta cultura” e da criatividade cultural em geral. 

   Essa homogeneização, cuja perspectiva deixou os intelectuais tão alarmados cerca de sessenta anos atrás, não ocorreu. Pelo contrário, o mercado cultural parece prosperar na diversidade cultural e pela rápida sucessão de modas culturais. A cena cultural como conjunto de forças de mercado é mais uma reminiscência, um redemoinho de produtos e padrões variados, muitas vezes opostos entre si, que uma uniformidade neutralizante e padronizadora. Foi essa ausência de padrões privilegiados, e não a maçante monotonia “fácil”, que se provou o mais sério desafio ao papel dos intelectuais ortodoxos e sua autoridade inquestionável no que diz respeito a questões de gosto e escolha cultural e ética. A escolha foi privatizada, convertida em atributo da liberdade individual e de construção da identidade.

   A promoção de qualquer padrão cultural particular como essencialmente “melhor que”, ou de alguma maneira “superior a”, outras opções disponíveis ou concebíveis tem sido amplamente castigada e desdenhosamente rejeitada como um ato de opressão. Numa reviravolta inesperada, praticamente invertendo as respostas originais dos intelectuais, o mercado tem sido promovido ao posto de principal esteio da liberdade. A fundação moderna do poder coletivo dos intelectuais foi corroída: restou pouquíssima demanda pelas competências de que eles se orgulharam por toda a história moderna – de legisladores éticos e culturais, de projetistas e guardiões dos padrões culturais adequados.

   Hoje os intelectuais têm pouco a oferecer à vida privada da “maioria satisfeita” dos países ricos, a menos que eles se fundam à “cena cultural” comercializada, oferecendo suas ideias como mais uma mercadoria no superlotado hipermercado de kits de identidade para montar. Eles certamente perderam seu papel como legisladores culturais, esperando, na melhor das hipóteses, tornar indispensável sua nova função como intérpretes culturais – tradutores no contínuo intercâmbio entre diversos estilos culturais autônomos, mas equivalentes.

(Adaptado de: BAUMAN, Zygmunt. Vidas em fragmentos: sobre a ética pós-moderna. Trad. Alexandre Werneck. Rio de Janeiro, Zahar, 2011, p. 184-5) 

O autor, em sua argumentação, estabelece oposição entre o seguinte par:
Alternativas
Q1151210 Português

Considere o texto abaixo para responder à questão.

   O advento da dominação do mercado sobre a cultura tem sido amplamente percebido pelo meio intelectual como uma expropriação. E a condenação pura e simples da cultura comercializada, conforme expresso na teoria da “cultura de massa”, dominante nas ciências sociais a partir da década de 1950 e por três décadas, foi a resposta intelectual inicial. Nessa teoria, as forças mercadológicas e os comerciantes de bens culturais com fins lucrativos eram acusados de causar a uniformização cultural, a “homogeneização” de produtos culturais distintos, e, ao fazê-lo, de promover um novo tipo de cultura “fácil”, insípida e sem rosto, sobretudo em detrimento da qualidade, da “alta cultura” e da criatividade cultural em geral. 

   Essa homogeneização, cuja perspectiva deixou os intelectuais tão alarmados cerca de sessenta anos atrás, não ocorreu. Pelo contrário, o mercado cultural parece prosperar na diversidade cultural e pela rápida sucessão de modas culturais. A cena cultural como conjunto de forças de mercado é mais uma reminiscência, um redemoinho de produtos e padrões variados, muitas vezes opostos entre si, que uma uniformidade neutralizante e padronizadora. Foi essa ausência de padrões privilegiados, e não a maçante monotonia “fácil”, que se provou o mais sério desafio ao papel dos intelectuais ortodoxos e sua autoridade inquestionável no que diz respeito a questões de gosto e escolha cultural e ética. A escolha foi privatizada, convertida em atributo da liberdade individual e de construção da identidade.

   A promoção de qualquer padrão cultural particular como essencialmente “melhor que”, ou de alguma maneira “superior a”, outras opções disponíveis ou concebíveis tem sido amplamente castigada e desdenhosamente rejeitada como um ato de opressão. Numa reviravolta inesperada, praticamente invertendo as respostas originais dos intelectuais, o mercado tem sido promovido ao posto de principal esteio da liberdade. A fundação moderna do poder coletivo dos intelectuais foi corroída: restou pouquíssima demanda pelas competências de que eles se orgulharam por toda a história moderna – de legisladores éticos e culturais, de projetistas e guardiões dos padrões culturais adequados.

   Hoje os intelectuais têm pouco a oferecer à vida privada da “maioria satisfeita” dos países ricos, a menos que eles se fundam à “cena cultural” comercializada, oferecendo suas ideias como mais uma mercadoria no superlotado hipermercado de kits de identidade para montar. Eles certamente perderam seu papel como legisladores culturais, esperando, na melhor das hipóteses, tornar indispensável sua nova função como intérpretes culturais – tradutores no contínuo intercâmbio entre diversos estilos culturais autônomos, mas equivalentes.

(Adaptado de: BAUMAN, Zygmunt. Vidas em fragmentos: sobre a ética pós-moderna. Trad. Alexandre Werneck. Rio de Janeiro, Zahar, 2011, p. 184-5) 

De acordo com o que se afirma no texto,
Alternativas
Respostas
121: C
122: B
123: B
124: A
125: C
126: D
127: E
128: A
129: C
130: D
131: A
132: D
133: A
134: C
135: E
136: D
137: A
138: D
139: B
140: A