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Para professor - filosofia
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“Unicamente a autêntica e pura razão humana é a que se torna necessária e aconselhável para servir de orientação, e não um suposto e misterioso sentido da verdade, uma exaltada intuição sob o nome de fé, na qual a tradição ou a revelação podem ser enxertadas, sem o consentimento da razão.”
(Adaptado de KANT, Imanuel. O que significa orientar-se no pensamento?[1786].
In:Textos seletos. 2ª ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1985, p. 72.)
Com base no texto citado, assinale a alternativa que identifica corretamente o conceito kantiano de razão, um dos pilares do iluminismo filosófico.
“A magia e a astrologia postulavam a solidariedade e unidade da natureza inteira, onde o cintilar do astro mais distante repercute no lugar mais recôndido do mundo e, inversamente, onde todo movimento da alma se prolonga em ecos infinitos. Não existem abismos nem fronteiras, mas uma gama de correspondências na corrente motriz da vida universal”.
(GARIN, Eugenio. Moyen Âge et Renaissance. Paris: Gallimard, 1969, p. 131.)
Com relação ao pensamento filosófico renascentista, referido na citação, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.
( ) O platonismo renascentista foi elaborado a partir da leitura e tradução de Platão e Plotino, e concebeu um universo hierárquico que, conectando o Uno ao mundo físico, fazia deste último uma teia de afinidades ocultas.
( ) A obra Sobre a natureza das coisas (De rerum natura), de Epicuro, foi uma das principais fontes do atomismo renascentista, que concebeu um universo atomístico, infinito e formado por átomos, que viria a influenciar a ciência moderna no século XVII.
( ) O aristotelismo no Renascimento prolongou a interpretação medieval de Aristóteles como a grande autoridade do saber, reiterando a metafísica tomista de um cosmo fechado, qualitativo, finito e geocêntrico.
As afirmativas são, respectivamente,
A Filosofia, enquanto um modo específico de conhecimento, data historicamente do mundo grego. Por volta dos séculos VI e V a.C., filósofos oriundos de várias cidades, da Magna Grécia à Ásia Menor, renovaram o pensamento quanto às indagações humanas sobre o cosmos e a vida social. A respeito desse processo, relacione as regiões de emergência da Filosofia no mundo grego com as respectivas contribuições dos filósofos de lá oriundos.
1. Agrigento, na Sicília.
2. Eleia, no sul da Itália.
3. Abdera, na Trácia.
4. Mileto, na Jônia.
( ) A contribuição de Empédocles consistiu na crítica à Filosofia unitária dos eleatas, propondo, no lugar, uma pluralidade de princípios explicativos da physis.
( ) Provável discípulo e sucessor de Tales, Anaximandro concebe como princípio da physis o ilimitado, do qual deriva a multiplicidade das coisas limitadas.
( ) O núcleo do pensamento parmenídico reside em sua afirmação de que pensar e ser é o mesmo, o que confere um sentido forte à Filosofia como ontologia.
( ) A Filosofia de Demócrito é um desenvolvimento da teoria de seu mestre, Leucipo, pela qual a physis é concebida a partir de átomos incriados, indestrutíveis e imutáveis.
Assinale a opção que mostra a relação correta, de cima para baixo.
“O que implica o sistema da polis é primeiramente uma extraordinária preeminência da palavra sobre todos os outros instrumentos do poder. Torna-se o instrumento político por excelência, a chave de toda autoridade no Estado, o meio de comando e de domínio sobre outrem”.
(VERNANT, Jean-Pierre. As origens do pensamento grego.
Rio de Janeiro: DIFEL, 2002, p. 54.)
As alternativas a seguir apresentam aspectos do valor da palavra para o pensamento filosófico grego, à exceção de uma. Assinale-a.
“Tivessem os bois, os cavalos e os leões mãos, e pudessem, com elas, pintar e produzir obras como os homens, os cavalos pintariam figuras de deuses semelhantes a cavalos, e os bois semelhantes a bois, cada (espécie animal) reproduzindo a sua própria forma”.
(Xenófanes de Colofão, séc. VI-V a. C. In: BORNHEIM, Gerd A. (org.). Os filósofos pré-socráticos. São Paulo: Cultrix, 2008, p. 32.)
Nascido por volta de 570 a. C. o filósofo Xenófanes, oriundo da cidade jônica de Colofão, foi um crítico da concepção dos deuses herdada de Homero e Hesíodo. No fragmento citado, essa crítica recai
Com relação às diversas vertentes de investigação que orientaram o desenvolvimento da Filosofia, na Grécia Antiga, analise as afirmativas a seguir.
I. A explicação do cosmos, em Tales e Pitágoras, recorreu ao instrumental geométrico e ao cálculo, com influências da cultura egípcia.
II. O apoio na língua grega, em especial o verbo ser, contribuiu para expressar raciocínios de identidade e diferença, de que são exemplos Parmênides e Heráclito.
III. O recurso ao monoteísmo do elemento natural foi utilizado para articular a ideia de unidade e totalidade da physis, como testemunha a Filosofia de Anaxímenes e Zenão de Eleia.
Assinale:
Com relação às características da Teoria de Vygotsky, analise as afirmativas a seguir.
I. A formação do ser humano se dá em uma relação dialética entre o sujeito e a sociedade ao seu redor.
II. O ensino de um novo conteúdo se resume a aquisição de uma só habilidade.
III. Os processos psicológicos mais complexos só se formam e se desenvolvem pelo aprendizado.
Assinale:
A pensar fundo na questão, eu diria que ler devia ser proibido.
Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Don Quixote e Madame Bovary. O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram meteuse pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tornou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.
Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram. Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação.
Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: O conhecer. Mas para que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais?
Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem, necessariamente, ser longos. Ler pode gerara invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido.
Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há, estrelas por trás das nuvens. Estrelas jamais percebidas. É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.
Não, não deem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, pode levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, pode estimular uma curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro.
Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verossimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade.
O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas leem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos incômodas. É esse o tapete mágico, o pó de pirlimpimpim, a máquina do tempo. Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões tampouco. O que é mais subversivo do que a leitura?
É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metrôs, ou no silêncio da alcova... Ler deve ser coisa rara, não para qualquer um.
Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos.
Para obedecer não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submissão. Para executar ordens, a palavra é inútil.
Além disso, a leitura promove a comunicação de dores, alegrias, tantos outros sentimentos... A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do outro. Sim, a leitura devia ser proibida.
Ler pode tornar o homem perigosamente humano.
(Guiomarde Grammon)
Considere a última frase do texto para responder à questão
“Ler pode tornar o homem perigosamente humano. ”
Sobre a palavra “perigosamente”, identifique a opção em que se faz, corretamente, uma análise morfossintática e semântica, respectivamente:
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna
Assinale a alternativa que representa o objetivo principal de Platão:
Assinale a alternativa correta.
“Deus é o princípio supremo e fonte do Ser. Consequentemente, Deus é fonte de todo o conhecimento e é norma de vida”. Com base nos seus conhecimentos e no teor do texto assinale a alternativa que identifica o autor das afirmações.
A palavra que preenche corretamente a lacuna acima é
1. conteúdos curriculares e metodologias apropriadas às reais necessidades e interesses dos alunos da zona rural.
2. organização escolar própria, incluindo adequação do calendário escolar às fases do ciclo agrícola e às condições climáticas.
3. adequação à natureza do trabalho na zona rural.
4. organização curricular que priorize os conteúdos voltados à educação ambiental.
5. contratação de professores que tenham capacitação específica em educação rural.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
1. Muito , disse ela.
2. Minha amiga anda esquisita!
3. É prudência!
4. Elas resolveram lavar a varanda .
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.
I – Licenciamento ambiental;
II – Penalidades disciplinares ou compensatórias;
III – Educação ambiental em todos os níveis de ensino.
Assinale a alternativa que reúne instrumentos da Política Nacional de Meio Ambiente.
Consta no artigo 26º da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional que os currículos (1) devem ter uma (2) , a ser complementada, em cada sistema de ensino e estabelecimento escolar, por uma parte (3) , exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e da clientela.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas numeradas do texto.