Questões de Concurso
Para professor - filosofia
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I. O uso do computador na escola, atualmente, é mais comum no âmbito administrativo. II. Ter um computador em sala de aula é, hoje, o grande desafio dos professores e da educação brasileira. III. É necessário capacitar os professores para que aprendam a usar a tecnologia como um recurso didático moderno e interessante. IV. O uso da tecnologia, por si só, não torna a aula interessante, envolvente e atrativa.
Quais estão corretas?


Coluna 1 1. Separa elementos de mesma função sintática. 2. Introduz oração de caráter explicativo. 3. Adjunto adverbial deslocado.
Coluna 2 ( ) Vírgula da linha 01. ( ) Vírgula da linha 02. ( ) Primeira vírgula da linha 03. ( ) Vírgula da linha 10.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:


( ) Na linha 03, que refere-se a “arquivos no computador” (l. 02 e 03). ( ) Na linha 13, “suas” refere-se a “lares” (l. 12). ( ) la (de “usá-la”) e seu (ambas na l. 18) referem-se à “tecnologia” (l. 17). ( ) Na linha 21, ela refere-se à “escola” (l. 19).
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Aulas modernizadas pelo uso de recursos tecnológicos têm vida longa e podem ser adaptadas para vários tipos de alunos, para diferentes faixas etárias e diversos níveis de aprendizado.

I. Os dois primeiros são subordinativos; o terceiro é coordenativo. II. O primeiro e o segundo têm sentido de causa; o terceiro, de oposição. III. O primeiro poderia ser substituído, sem provocar alterações no texto, por “Haja vista que”. IV. O segundo e o terceiro podem ser substituídos, respectivamente, por “Ainda que” e “todavia”, sem provocar alterações no texto.
Quais estão corretas?


Não tivemos guerra, não tivemos revolução, mas teremos o apagão. O apagão será uma porrada na nossa autoestima, mas terá suas vantagens.
Com o apagão, ficaremos mais humildes, como os humildes. A onda narcisista da democracia liberal ficará mais “cabreira”, as gargalhadas das colunas sociais serão menos luminosas, nossos flashes, menos gloriosos. Baixará o astral das estrelas globais, dos comedores. As bundas ficarão mais tímidas, os peitos de silicone, menos arrebitados. Ficaremos menos arrogantes na escuridão de nossas vidas de classe média. [...]
Haverá algo de becos escuros, sem saída. A euforia de Primeiro Mundo falsificado cairá por terra e dará lugar a uma belíssima e genuína infelicidade.
O Brasil se lembrará do passado agropastoril que teve e ainda tem; teremos saudades do matão, do luar do sertão, da Rádio Nacional, do acendedor de lampiões da rua, dos candeeiros. Lembraremos das tristes noites dos anos 40, como dos “blackouts” da Segunda Guerra, mesmo sem submarinos, apenas sinistros assaltantes nas esquinas apagadas.
O apagão nos lembrará de velhos carnavais: “Tomara que chova três dias sem parar”. Ou: “Rio, cidade que nos seduz, de dia falta água, de noite falta luz!”. Lembraremo-nos dos discos de 78 rpm, das TVs em preto-e-branco, de um Brasil mais micha, mais pobre, cambaio, mas bem mais brasileiro em seu caminho da roça, que o golpe de 64 interrompeu, que esta mania prostituída de Primeiro Mundo matou a tapa. [...]
O apagão nos mostrará que somos subdesenvolvidos, que essa superestrutura modernizante está sobre pés de barro. O apagão é um “upgrade” nas periferias e nos “bondes do Tigrão”, nos lembrando da escuridão física e mental em que vivem, fora de nossas avenidas iluminadas. O apagão nos fará mais pensativos e conscientes de nossa pequenez. Seremos mais poéticos. Em noites estreladas, pensaremos: “A solidão dos espaços infinitos nos apavora”, como disse Pascal. Ou ainda, se mais líricos, recitaremos Victor Hugo: “A hidrauniverso torce seu corpo cravejado de estrelas...”.
[...] O apagão nos dará medo, o que poderá nos fazer migrar das grandes cidades, deixando para trás as avenidas secas e mortas. O apagão nos fará entender os flagelados do Nordeste, que sempre olharam o céu como uma grande ameaça. O apagão nos fará contemplar o azul sem nuvens, pois aprendemos que a natureza é quando não respeitada.
O apagão nos fará mais parcimoniosos, respeitosos e públicos. Acreditaremos menos nos arroubos de autossuficiência.
O apagão vai dividir as vidas, de novo, em dias e noites, que serão nítidos sem as luzes que a modernidade celebra para nos fascinar e nos fazer esquecer que as cidades, de perto, são feias e injustas. Vai diminuir a “feerie” do capitalismo enganador.
Vamos dormir melhor. Talvez amemos mais a verdade dos dias. Acabará a ilusão de clubbers e playboys, que terão medo dos “manos” em cruzamentos negros, e talvez o amor fique mais recolhido, sussurrado e trêmulo. Talvez o sexo se revalorize como prazer calmo e doce e fique menos rebolante e voraz. Talvez aumente a população com a diminuição das diversões eletrônicas noturnas. O apagão nos fará inseguros na rua, mas, talvez, mais amigos nos lares e bares.
Finalmente, nos fará mais perplexos, pois descobriremos que o Brasil é ainda mais absurdo, pois nunca entenderemos como, com três agências cuidando da energia, o governo foi pego de surpresa por essas trevas anunciadas. Só nos resta o consolo de saber que, no fim, o apagão nos trará alguma luz sobre quem somos.
JABOR, Arnaldo. O apagão poderá nos trazer alguma luz. Folha de S. Paulo,São Paulo, 15 de maio 2001. Extraído do site. <www.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1505200129.htm. Acesso em 14 out. 2016. (Fragmento)
Em “Acabará a ilusão de clubbers e playboys, QUE TERÃO MEDO DOS 'MANOS' EM CRUZAMENTOS NEGROS, e talvez o amor fique mais recolhido”, a oração em destaque possui valor:
“Não é demais destacar que, na ótica da LDB, os conhecimentos de Filosofia e Sociologia são justificados como 'necessários ao exercício da cidadania' [...]. Com os demais componentes da Educação Básica, devem contribuir para uma das finalidades do Ensino Médio, que é a de 'aprimoramento como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico' [...]”. Parecer CNE/CEB: 38/2006.
De acordo com o contexto atual da legislação educacional brasileira, podemos afirmar que a Filosofia
Em seu livro, Microfísica do Poder, Foucault salienta que “o poder funciona e se exerce em rede. Nas suas malhas, os indivíduos não só circulam, mas estão sempre em posição de exercer este poder e de sofrer sua ação; nunca são o alvo inerte ou consentido do poder, são sempre centros de transmissão. Em outros termos, o poder não se aplica aos indivíduos, passa por eles”. FOUCAULT, M. Microfísica do poder. Rio de Janeiro: Graal, 1992, p. 183.
Partindo do pensamento de Foucault e do conteúdo desse trecho, podemos dizer que esse filósofo concebe o poder como
Leia o texto abaixo.
“Ao invés de indicar algo que seja comum a tudo o que chamamos linguagem, digo que não há uma coisa sequer que seja comum a estas manifestações, motivo pelo qual empregamos a mesma palavra para todas, - mas são aparentadas entre si, de muitas maneiras diferentes. Por causa deste parentesco, ou destes parentescos, chamamos a todas de 'linguagens'”.
Wittgenstein, Investigações Filosóficas.
O texto acima reflete o amadurecimento das ideias de Wittgenstein que, nessa fase,