Questões de Concurso
Para professor - letras
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Leia o texto.
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Noturno de Belo Horizonte.
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[…]
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Que importa que uns falem mole descansado
Que os cariocas arranhem os erres na garganta
Que os capixabas e paroaras escancarem as vogais?
Que tem si os quinhentos réis meridional
Vira cinco tostões do Rio pro norte?
Juntos formamos este assombro
de misérias e grandezas,
Brasil, nome de vegetal!…
(Mário de Andrade)
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Avalie as afirmativas abaixo feitas sobre o texto.
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O autor fala das variantes linguísticas socioculturais. O texto mostra diferenças linguísticas no aspecto sonoro e no vocabulário. O pronome “este” está em uma posição anafórica, no que diz respeito à coesão textual. Os verbos empregados no texto estão no mesmo tempo e modo. Um dos verbos está sendo usado de maneira inadequada, de acordo com a norma culta.-
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Assinale a alternativa em que as duas frases apresentam correta concordância nominal ou verbal.
Leia o texto.
Tinha dezessete anos; pungia-me um buçozinho que eu forcejava por fazer bigode. Os olhos, vivos e resolutos, eram a minha feição verdadeiramente máscula. Como ostentasse certa arrogância, não se distinguia bem se era uma criança com fumos de homem, se um homem com ares de menino. Ao cabo era um lindo garção*, lindo e audaz, que entrava na vida de botas e esporas, chicote na mão e sangue nas veias, cavalgando um corcel nervoso, rijo, veloz, como o corcel das antigas baladas, que o romantismo foi buscar ao castelo medieval, para dar com ele nas ruas do nosso século. O pior é que o estafaram a tal ponto, que foi preciso deitá-lo à margem, onde o realismo veio achar, comido de lazeira e vermes, e, por compaixão, o transportou para os seus livros.
Sim, eu era esse garção bonito, airoso, abastado; e facilmente se imagina que mais de uma dama inclinou diante de mim a fronte pensativa, ou levantou para mim os olhos cobiçosos. De todas, porém, a que me cativou foi uma … uma … uma que não sei se diga; este livro é casto, ao menos na intenção; na intenção ele é castíssimo. Mas vá lá; ou se há de dizer tudo ou nada. A que me cativou foi uma dama espanhola, Marcela, a “linda Marcela”, como lhe chamavam os rapazes do tempo. E tinham razão os rapazes. Era filha de hortelão da Astúrias; disse-mo ela mesma, num dia de sinceridade, porque a opinião aceita é que nascera de um letrado de Madri, vítima da invasão francesa, ferido, encarcerado, espingardeado, quando ela tinha apenas doze anos.
Cosas de España. Quem quer que fosse, porém, o pai, letrado ou hortelão, a verdade é que Marcela não possuía a inocência rústica, e mal chegava a entender a moral do código. Era boa moça, lépida, sem escrúpulos, um pouco tolhida pela austeridade do tempo, que não lhe permitia arrastar pelas ruas os seus estouvamentos e berlindas; luxuosa, impaciente, amiga do dinheiro e de rapazes. Naquele ano, morria de amores por um certo Xavier, sujeito abastado e tísico, – uma pérola.
* rapaz, moço
(Machado de Assis – Memórias Póstumas de Brás Cubas. Excerto)
No primeiro parágrafo do texto temos a presença de figuras de linguagem.
Assinale a alternativa que apresenta uma delas.
Leia o texto.
Tinha dezessete anos; pungia-me um buçozinho que eu forcejava por fazer bigode. Os olhos, vivos e resolutos, eram a minha feição verdadeiramente máscula. Como ostentasse certa arrogância, não se distinguia bem se era uma criança com fumos de homem, se um homem com ares de menino. Ao cabo era um lindo garção*, lindo e audaz, que entrava na vida de botas e esporas, chicote na mão e sangue nas veias, cavalgando um corcel nervoso, rijo, veloz, como o corcel das antigas baladas, que o romantismo foi buscar ao castelo medieval, para dar com ele nas ruas do nosso século. O pior é que o estafaram a tal ponto, que foi preciso deitá-lo à margem, onde o realismo veio achar, comido de lazeira e vermes, e, por compaixão, o transportou para os seus livros.
Sim, eu era esse garção bonito, airoso, abastado; e facilmente se imagina que mais de uma dama inclinou diante de mim a fronte pensativa, ou levantou para mim os olhos cobiçosos. De todas, porém, a que me cativou foi uma … uma … uma que não sei se diga; este livro é casto, ao menos na intenção; na intenção ele é castíssimo. Mas vá lá; ou se há de dizer tudo ou nada. A que me cativou foi uma dama espanhola, Marcela, a “linda Marcela”, como lhe chamavam os rapazes do tempo. E tinham razão os rapazes. Era filha de hortelão da Astúrias; disse-mo ela mesma, num dia de sinceridade, porque a opinião aceita é que nascera de um letrado de Madri, vítima da invasão francesa, ferido, encarcerado, espingardeado, quando ela tinha apenas doze anos.
Cosas de España. Quem quer que fosse, porém, o pai, letrado ou hortelão, a verdade é que Marcela não possuía a inocência rústica, e mal chegava a entender a moral do código. Era boa moça, lépida, sem escrúpulos, um pouco tolhida pela austeridade do tempo, que não lhe permitia arrastar pelas ruas os seus estouvamentos e berlindas; luxuosa, impaciente, amiga do dinheiro e de rapazes. Naquele ano, morria de amores por um certo Xavier, sujeito abastado e tísico, – uma pérola.
* rapaz, moço
(Machado de Assis – Memórias Póstumas de Brás Cubas. Excerto)
Considere as afirmativas abaixo sobre o texto.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Leia o texto.
Tinha dezessete anos; pungia-me um buçozinho que eu forcejava por fazer bigode. Os olhos, vivos e resolutos, eram a minha feição verdadeiramente máscula. Como ostentasse certa arrogância, não se distinguia bem se era uma criança com fumos de homem, se um homem com ares de menino. Ao cabo era um lindo garção*, lindo e audaz, que entrava na vida de botas e esporas, chicote na mão e sangue nas veias, cavalgando um corcel nervoso, rijo, veloz, como o corcel das antigas baladas, que o romantismo foi buscar ao castelo medieval, para dar com ele nas ruas do nosso século. O pior é que o estafaram a tal ponto, que foi preciso deitá-lo à margem, onde o realismo veio achar, comido de lazeira e vermes, e, por compaixão, o transportou para os seus livros.
Sim, eu era esse garção bonito, airoso, abastado; e facilmente se imagina que mais de uma dama inclinou diante de mim a fronte pensativa, ou levantou para mim os olhos cobiçosos. De todas, porém, a que me cativou foi uma … uma … uma que não sei se diga; este livro é casto, ao menos na intenção; na intenção ele é castíssimo. Mas vá lá; ou se há de dizer tudo ou nada. A que me cativou foi uma dama espanhola, Marcela, a “linda Marcela”, como lhe chamavam os rapazes do tempo. E tinham razão os rapazes. Era filha de hortelão da Astúrias; disse-mo ela mesma, num dia de sinceridade, porque a opinião aceita é que nascera de um letrado de Madri, vítima da invasão francesa, ferido, encarcerado, espingardeado, quando ela tinha apenas doze anos.
Cosas de España. Quem quer que fosse, porém, o pai, letrado ou hortelão, a verdade é que Marcela não possuía a inocência rústica, e mal chegava a entender a moral do código. Era boa moça, lépida, sem escrúpulos, um pouco tolhida pela austeridade do tempo, que não lhe permitia arrastar pelas ruas os seus estouvamentos e berlindas; luxuosa, impaciente, amiga do dinheiro e de rapazes. Naquele ano, morria de amores por um certo Xavier, sujeito abastado e tísico, – uma pérola.
* rapaz, moço
(Machado de Assis – Memórias Póstumas de Brás Cubas. Excerto)
Assinale a alternativa correta, considerando a descrição de Marcela no texto.
Leia o texto.
Tinha dezessete anos; pungia-me um buçozinho que eu forcejava por fazer bigode. Os olhos, vivos e resolutos, eram a minha feição verdadeiramente máscula. Como ostentasse certa arrogância, não se distinguia bem se era uma criança com fumos de homem, se um homem com ares de menino. Ao cabo era um lindo garção*, lindo e audaz, que entrava na vida de botas e esporas, chicote na mão e sangue nas veias, cavalgando um corcel nervoso, rijo, veloz, como o corcel das antigas baladas, que o romantismo foi buscar ao castelo medieval, para dar com ele nas ruas do nosso século. O pior é que o estafaram a tal ponto, que foi preciso deitá-lo à margem, onde o realismo veio achar, comido de lazeira e vermes, e, por compaixão, o transportou para os seus livros.
Sim, eu era esse garção bonito, airoso, abastado; e facilmente se imagina que mais de uma dama inclinou diante de mim a fronte pensativa, ou levantou para mim os olhos cobiçosos. De todas, porém, a que me cativou foi uma … uma … uma que não sei se diga; este livro é casto, ao menos na intenção; na intenção ele é castíssimo. Mas vá lá; ou se há de dizer tudo ou nada. A que me cativou foi uma dama espanhola, Marcela, a “linda Marcela”, como lhe chamavam os rapazes do tempo. E tinham razão os rapazes. Era filha de hortelão da Astúrias; disse-mo ela mesma, num dia de sinceridade, porque a opinião aceita é que nascera de um letrado de Madri, vítima da invasão francesa, ferido, encarcerado, espingardeado, quando ela tinha apenas doze anos.
Cosas de España. Quem quer que fosse, porém, o pai, letrado ou hortelão, a verdade é que Marcela não possuía a inocência rústica, e mal chegava a entender a moral do código. Era boa moça, lépida, sem escrúpulos, um pouco tolhida pela austeridade do tempo, que não lhe permitia arrastar pelas ruas os seus estouvamentos e berlindas; luxuosa, impaciente, amiga do dinheiro e de rapazes. Naquele ano, morria de amores por um certo Xavier, sujeito abastado e tísico, – uma pérola.
* rapaz, moço
(Machado de Assis – Memórias Póstumas de Brás Cubas. Excerto)
Assinale a alternativa correta, considerando o texto e o significado da palavra, em seu contexto.
O pressuposto de que a aprendizagem promove o desenvolvimento humano está presente na teoria conhecida como:
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) de acordo com a Resolução CNE/CEB no 4, de 13/07/2010:
( ) O currículo, assumindo como referência os princípios educacionais garantidos à educação, configura-se como o conjunto de valores e práticas que proporcionam a produção, a socialização de significados no espaço social e contribuem intensamente para a construção de identidades socioculturais dos educandos.
( ) O currículo deve difundir os valores fundamentais do interesse social, dos direitos e deveres dos cidadãos, do respeito ao bem comum e à ordem democrática, considerando as condições de escolaridade dos estudantes em cada estabelecimento, a orientação para o trabalho, a promoção de práticas educativas formais e não formais.
( ) Na organização da proposta curricular, deve-se assegurar o entendimento de currículo como experiências escolares que se desdobram em torno do conhecimento, permeadas pelas relações sociais, articulando vivências e saberes dos estudantes com os conhecimentos historicamente acumulados e contribuindo para construir as identidades dos educandos.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
De acordo com a Resolução CNE/CP no 2, de 22/12/2017 – Base Nacional Comum Curricular (BNCC), as aprendizagens essenciais (conhecimentos, habilidades, atitudes, valores, etc.), expressam-se em:
Fazem parte do pacto interfederativo e a implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC):
1. Fraternidade
2. Igualdade
3. Diversidade
4. Homogeneidade
5. Equidade
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
O texto da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) - Resolução CNE/CP no 2, de 22/12/2017 - afirma, de maneira explícita, o seu compromisso com a educação:
As Diretrizes Curriculares para a Educação Básica da Rede Municipal de Ensino de Florianópolis defende a importância:
Consta na Matriz Curricular para a Educação das Relações Étnico-Raciais na Educação Básica (2016) que os pressupostos da Educação das Relações Étnico-Raciais da Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis estão de acordo com os pressupostos apontados pelo conjunto de documentos e práticas da Rede Municipal, todos articulados e inscritos na política de reconhecimento dos sujeitos, como condição estruturante para alcançar os objetivos para a qualidade de educação oferecida e almejada.
Segundo o referido documento, é imperioso (re)conhecer os pressupostos para a diversidade étnica estabelecidos nas resoluções, orientações, diretrizes e planos da rede pública de Florianópolis, cada qual construindo uma perspectiva para pensar a rede em seu conjunto e os sujeitos na sua:
São concepções fundantes das Diretrizes Curriculares para a Educação Básica da Rede Municipal de Ensino de Florianópolis (2015):
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
De acordo com as Diretrizes Curriculares para a Educação Básica da Rede Municipal de Ensino de Florianópolis (2015), a concepção da Educação Básica se estabelece como um direito.
Para que tal direito possa ser efetivado para todos, precisa contemplar as seguintes dimensões:
1. O respeito à diferença.
2. O incentivo à heteronomia.
3. Uma educação cartesiana que inclua a todos.
4. Uma educação comum que necessariamente precisa ser acessível a todos.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Analise o texto abaixo retirado das Diretrizes Curriculares para a Educação Básica da Rede Municipal de Ensino de Florianópolis (2015):
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A proposta político-pedagógica procura superar a segmentação entre Educação Infantil e Ensino Fundamental e ser a base das Matrizes Curriculares, abordando o direito ............................................................... como concepções inerentes ao processo educativo, bem como os sujeitos em seus diferentes percursos formativos.
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Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna do texto.
I. Um capital de R$ 400 aplicado ao longo de 3 meses, a uma taxa de 1% ao mês, a juros compostos, representará, ao término do 3º mês, um montante superior a R$ 408,95.
II. Um capital R$ 5.768, investido a juros compostos de 6% ao mês, durante 7 meses, resultará em um montante superior a R$ 8.694 e inferior a R$ 8.798.
III. Um capital de R$ 4.790, investido durante 9 meses, a uma taxa de 1,70% ao mês, em regime de juros compostos, resultará em um montante de valor superior a R$ 5.581 e inferior a R$ 5.729.
Marque a alternativa CORRETA:
I. Os protagonistas da peça Auto da Compadecida metem-se numa confusão, em virtude do enterro de um cachorro, que envolverá todos os personagens da trama, de acordo com o texto.
II. Na peça mencionada no texto, o personagem João Grilo é considerado muito esperto e, em determinado momento, obtém de nossa Senhora da Compadecida uma segunda chance de viver para que pudesse estar ao lado de seu amigo Chicó.
Marque a alternativa CORRETA:
I. A peça Auto da Compadecida segue o modelo vicentino e representa uma comédia de caráter popular e religioso, que tem como protagonistas João Grilo, o mentiroso ingênuo, e Chicó, o malandro, conforme as informações do texto.
II. Suassuna apresenta em sua obra a energia dos cordéis, dos cantadores, das representações autênticas da cultura popular do Brasil, como o texto procura deixar claro.
Marque a alternativa CORRETA:
I. De acordo com o texto, para Lakoff e Johnson, a metáfora é vista por muitos como um recurso poético, ou seja, como uma questão mais de pensamentos e ações do que de palavras.
II. O texto indica que Aristóteles considera a comparação direta como uma metáfora, apontando haver apenas uma pequena diferença entre as comparações.
III. Uma das ideias presentes no texto é a de que a metáfora não é apenas uma questão da linguagem, pois ela funciona em nossa mente e rege o nosso pensamento.
Marque a alternativa CORRETA: