Foram encontradas 3.812 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q966500 Português

Leia as afirmativas a seguir e assinale com V as verdadeiras e F as falsas.


( ) O acento usado nos vocábulos “eficácia”, “índia” e “consequência” é justificado pelo mesmo motivo.

( ) Os vocábulos que recebem a mesma classificação quanto à tonicidade de “fitoterápico”, “cosméticos” e “psicológica” devem ser acentuados sempre.

( ) A regra que explica a acentuação dos vocábulos “serão”, “terão” e “órgãos” é a mesma, ou seja, todas as palavras apresentam o ditongo nasal –ão.

( ) Os vocábulos paroxítonos com ditongos abertos –ei ou –oi não são mais acentuados depois do Novo Acordo Ortográfico. Essa é a explicação para a ausência de acento no vocábulo “diarreia”.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.

Alternativas
Q966499 Português

TEXTO 1


                                 O uso de animais em testes

“A pergunta não é ‘Eles podem pensar?’ nem ‘Eles podem falar?’ A pergunta é: ‘Eles podem sofrer?’

                                                                                   Jeremy Bentham, filósofo


[1] Com base na ultrapassada hipótese de que os animais respondem do mesmo modo que seres humanos quando expostos às mesmas substâncias, milhões de animais são utilizados, todos os anos, em testes de produtos e medicamentos para consumo humano. Produtos finalizados e seus ingredientes, separadamente, são testados em cães, ratos, camundongos, hamsters, coelhos, porquinhos da Índia, porcos, e diversas outras espécies de animais. Do mesmo modo, novos medicamentos para humanos são testados primeiramente em animais, para averiguação de sua eficácia e possíveis efeitos tóxicos. Se os animais não morrerem em consequência dos testes, serão mortos e terão seus órgãos analisados.

[2] Esses testes são realizados dentro de laboratórios dos próprios fabricantes, em universidades contratadas ou em laboratórios terceirizados. Os animais podem ser oriundos de criadores especializados ou podem ser criados dentro dos laboratórios, em lugares chamados biotérios. Um animal pode nascer, viver e morrer dentro de um mesmo laboratório, muitas vezes dentro de uma mesma sala onde outros experimentos estão acontecendo. São tratados como meros objetos de estudo, e comumente os pesquisadores referem-se a eles como “material”, “produtos” ou mesmo “modelos”.


Testes de Medicamentos


[3] Os medicamentos são submetidos a diversos tipos de testes com animais, entre eles:

[4] - Testes metabólicos, que visam a analisar como a droga é absorvida, metabolizada e excretada pelo corpo quando introduzida por via oral, intravenosa ou intramuscular ou intraperitonal.

[5] - Testes de toxicidade aguda, subaguda ou crônica, normalmente realizados em duas espécies de mamíferos (normalmente roedores e cães).

[6] - Estudos de eficácia, que testam se as drogas experimentais funcionam. Os animais são induzidos a contrair determinada doença para serem usados como modelos. A droga é administrada e os cientistas determinam seu efeito e a possível dosagem para humanos.

[7] - Outros testes incluem testes de reprodução, toxicidade embriônica, potencial de carcinogenicidade.

[8] No Brasil, estudos em animais são exigidos por lei até mesmo para os medicamentos fitoterápicos.


Testes de Produtos


[9] Os animais são cruelmente submetidos a diversos tipos de testes para avaliação da toxicidade de praticamente todas as substâncias para consumo humano: produtos de limpeza, substâncias químicas, pesticidas, herbicidas, fertilizantes, cosméticos, aditivos alimentares (corantes, aromatizantes, conservantes, etc.), equipamentos médicos, produtos que emitem radiação (celulares, fornos de microondas, etc.).

[10] Nestes testes, que são normalmente conduzidos sem a administração de qualquer tipo de anestésico (que pode interferir nos resultados…), os animais são forçados a ingerir ou inalar substâncias, sua pele é raspada para que os produtos sejam aplicados sobre ela, ou mesmo colocados em seus olhos. Os produtos também podem ser administrados através de injeção intravenosa, intramuscular ou subcutânea. Para esses testes, os animais têm, obrigatoriamente, que ser contidos, pois os procedimentos são dolorosos e invasivos. Isso significa trancá-los em câmaras de inalação, forçá-los a usar máscaras, introduzir substâncias através de um tubo no nariz que leva diretamente ao estômago. A substância pode ser administrada de uma só vez, durante muitos meses, ou até durar toda a vida do animal.

[11] Os testes são diversos: irritabilidade cutânea e ocular, toxicidade, mutagenicidade (mutação genética), carcinogenicidade (efeitos cancerígenos), teratogenicidade (efeitos sobre os fetos), problemas reprodutivos, fototoxicidade (toxicidade provocada por raios ultravioleta).

[12] Os efeitos sobre os animais são: vômitos, diarreia, tonturas, tremores, letargia, perda de apetite, convulsões, paralisia, hemorragia e morte.


A experimentação animal fornece resultados seguros?


[13] A experimentação animal não é confiável porque ela nos revela fatos sobre os animais, e não sobre seres humanos. Por exemplo: a aspirina causa defeitos em fetos de ratos e camundongos, mas não de seres humanos; a penicilina, que salva vidas humanas, é venenosa para porquinhos da Índia. Além disso, os resultados colhidos diferem de modo assustador, mesmo entre espécies próximas, o que dirá entre esses animais e seres humanos?

[14] Um alto executivo da empresa farmacêutica GlaxoSmithKline declarou, recentemente, que 90% dos medicamentos só dão resultado em 30 a 50 % da população. E essas drogas foram consideradas seguras e eficazes nos testes com animais.

[15] Alguns testes são pensados de modo a tornar os resultados claramente dúbios, muito antes de o teste ser realizado, como os testes de toxicidade, onde os animais são forçados a ingerir volumes irreais, incrivelmente altos, de uma substância. Por exemplo, em um teste de toxicidade de certo branqueador dental, ratos receberam uma dose 5.900 vezes mais alta do que a dose de consumo humana de peróxido de hidrogênio. Os ratos tiveram dificuldades de respirar, não conseguiam virar-se quando colocados deitados de costas, seus olhos ficaram parcialmente fechados, foi constatada urina em seu sangue, e incontinência. Três dos 22 animais morreram em 48 horas, de hemorragia gástrica.

[16] Os animais são selecionados com base na conveniência e no custo, e são, em sua maioria, ratos e camundongos, ficando o que os pesquisadores chamam de “semelhança com os humanos” em segundo plano. Os resultados gerados pelos experimentos em animais são primários e não confiáveis. Eles não fornecem nenhuma garantia que um produto será seguro ou eficaz para seres humanos.


Os experimentos em animais são cruéis?


[17] A quase totalidade dos experimentos envolve dor, sofrimento, aflição ou dano permanente. A maioria deles é realizada sem o emprego de anestesia. Os animais utilizados acabam morrendo, seja como resultado do experimento ou serão deliberadamente mortos e seus cadáveres examinados.

[18] Além de passar por procedimentos dolorosos, os animais também sofrem com as condições artificiais em que vivem nos laboratórios, onde raramente entra a luz do sol, com a falta de espaço, com o confinamento, e com a falta de contato e estímulos. Tudo isso faz com que sintam stress, medo, tédio, depressão e tensão psicológica. Todos esses fatores juntos podem causar um sofrimento que mal conseguimos imaginar.

Disponível em: http://www.institutoninarosa.org.br/site/experimentacao-animal/vivisseccao/em-testes/. Acesso em: 01/04/2017. [adaptado]. 

Nos trechos a seguir, o referente do pronome “eles” está INCORRETAMENTE identificado, em:
Alternativas
Q966498 Português
A vírgula, em “No Brasil, estudos em animais são exigidos por lei até mesmo para os medicamentos fitoterápicos”, foi usada para separar:
Alternativas
Q966497 Português
A relação entre as orações, estabelecida pela conjunção destacada, está INCORRETAMENTE identificada entre parênteses, em:
Alternativas
Q966496 Português

TEXTO 1


                                 O uso de animais em testes

“A pergunta não é ‘Eles podem pensar?’ nem ‘Eles podem falar?’ A pergunta é: ‘Eles podem sofrer?’

                                                                                   Jeremy Bentham, filósofo


[1] Com base na ultrapassada hipótese de que os animais respondem do mesmo modo que seres humanos quando expostos às mesmas substâncias, milhões de animais são utilizados, todos os anos, em testes de produtos e medicamentos para consumo humano. Produtos finalizados e seus ingredientes, separadamente, são testados em cães, ratos, camundongos, hamsters, coelhos, porquinhos da Índia, porcos, e diversas outras espécies de animais. Do mesmo modo, novos medicamentos para humanos são testados primeiramente em animais, para averiguação de sua eficácia e possíveis efeitos tóxicos. Se os animais não morrerem em consequência dos testes, serão mortos e terão seus órgãos analisados.

[2] Esses testes são realizados dentro de laboratórios dos próprios fabricantes, em universidades contratadas ou em laboratórios terceirizados. Os animais podem ser oriundos de criadores especializados ou podem ser criados dentro dos laboratórios, em lugares chamados biotérios. Um animal pode nascer, viver e morrer dentro de um mesmo laboratório, muitas vezes dentro de uma mesma sala onde outros experimentos estão acontecendo. São tratados como meros objetos de estudo, e comumente os pesquisadores referem-se a eles como “material”, “produtos” ou mesmo “modelos”.


Testes de Medicamentos


[3] Os medicamentos são submetidos a diversos tipos de testes com animais, entre eles:

[4] - Testes metabólicos, que visam a analisar como a droga é absorvida, metabolizada e excretada pelo corpo quando introduzida por via oral, intravenosa ou intramuscular ou intraperitonal.

[5] - Testes de toxicidade aguda, subaguda ou crônica, normalmente realizados em duas espécies de mamíferos (normalmente roedores e cães).

[6] - Estudos de eficácia, que testam se as drogas experimentais funcionam. Os animais são induzidos a contrair determinada doença para serem usados como modelos. A droga é administrada e os cientistas determinam seu efeito e a possível dosagem para humanos.

[7] - Outros testes incluem testes de reprodução, toxicidade embriônica, potencial de carcinogenicidade.

[8] No Brasil, estudos em animais são exigidos por lei até mesmo para os medicamentos fitoterápicos.


Testes de Produtos


[9] Os animais são cruelmente submetidos a diversos tipos de testes para avaliação da toxicidade de praticamente todas as substâncias para consumo humano: produtos de limpeza, substâncias químicas, pesticidas, herbicidas, fertilizantes, cosméticos, aditivos alimentares (corantes, aromatizantes, conservantes, etc.), equipamentos médicos, produtos que emitem radiação (celulares, fornos de microondas, etc.).

[10] Nestes testes, que são normalmente conduzidos sem a administração de qualquer tipo de anestésico (que pode interferir nos resultados…), os animais são forçados a ingerir ou inalar substâncias, sua pele é raspada para que os produtos sejam aplicados sobre ela, ou mesmo colocados em seus olhos. Os produtos também podem ser administrados através de injeção intravenosa, intramuscular ou subcutânea. Para esses testes, os animais têm, obrigatoriamente, que ser contidos, pois os procedimentos são dolorosos e invasivos. Isso significa trancá-los em câmaras de inalação, forçá-los a usar máscaras, introduzir substâncias através de um tubo no nariz que leva diretamente ao estômago. A substância pode ser administrada de uma só vez, durante muitos meses, ou até durar toda a vida do animal.

[11] Os testes são diversos: irritabilidade cutânea e ocular, toxicidade, mutagenicidade (mutação genética), carcinogenicidade (efeitos cancerígenos), teratogenicidade (efeitos sobre os fetos), problemas reprodutivos, fototoxicidade (toxicidade provocada por raios ultravioleta).

[12] Os efeitos sobre os animais são: vômitos, diarreia, tonturas, tremores, letargia, perda de apetite, convulsões, paralisia, hemorragia e morte.


A experimentação animal fornece resultados seguros?


[13] A experimentação animal não é confiável porque ela nos revela fatos sobre os animais, e não sobre seres humanos. Por exemplo: a aspirina causa defeitos em fetos de ratos e camundongos, mas não de seres humanos; a penicilina, que salva vidas humanas, é venenosa para porquinhos da Índia. Além disso, os resultados colhidos diferem de modo assustador, mesmo entre espécies próximas, o que dirá entre esses animais e seres humanos?

[14] Um alto executivo da empresa farmacêutica GlaxoSmithKline declarou, recentemente, que 90% dos medicamentos só dão resultado em 30 a 50 % da população. E essas drogas foram consideradas seguras e eficazes nos testes com animais.

[15] Alguns testes são pensados de modo a tornar os resultados claramente dúbios, muito antes de o teste ser realizado, como os testes de toxicidade, onde os animais são forçados a ingerir volumes irreais, incrivelmente altos, de uma substância. Por exemplo, em um teste de toxicidade de certo branqueador dental, ratos receberam uma dose 5.900 vezes mais alta do que a dose de consumo humana de peróxido de hidrogênio. Os ratos tiveram dificuldades de respirar, não conseguiam virar-se quando colocados deitados de costas, seus olhos ficaram parcialmente fechados, foi constatada urina em seu sangue, e incontinência. Três dos 22 animais morreram em 48 horas, de hemorragia gástrica.

[16] Os animais são selecionados com base na conveniência e no custo, e são, em sua maioria, ratos e camundongos, ficando o que os pesquisadores chamam de “semelhança com os humanos” em segundo plano. Os resultados gerados pelos experimentos em animais são primários e não confiáveis. Eles não fornecem nenhuma garantia que um produto será seguro ou eficaz para seres humanos.


Os experimentos em animais são cruéis?


[17] A quase totalidade dos experimentos envolve dor, sofrimento, aflição ou dano permanente. A maioria deles é realizada sem o emprego de anestesia. Os animais utilizados acabam morrendo, seja como resultado do experimento ou serão deliberadamente mortos e seus cadáveres examinados.

[18] Além de passar por procedimentos dolorosos, os animais também sofrem com as condições artificiais em que vivem nos laboratórios, onde raramente entra a luz do sol, com a falta de espaço, com o confinamento, e com a falta de contato e estímulos. Tudo isso faz com que sintam stress, medo, tédio, depressão e tensão psicológica. Todos esses fatores juntos podem causar um sofrimento que mal conseguimos imaginar.

Disponível em: http://www.institutoninarosa.org.br/site/experimentacao-animal/vivisseccao/em-testes/. Acesso em: 01/04/2017. [adaptado]. 

Todas as palavras, destacadas nos trechos a seguir, indicam o posicionamento argumentativo do autor, EXCETO em:
Alternativas
Q966495 Português

TEXTO 1


                                                          O uso de animais em testes


            “A pergunta não é ‘Eles podem pensar?’ nem ‘Eles podem falar?’ A pergunta é: ‘Eles podem sofrer?’

Jeremy Bentham, filósofo


[1] Com base na ultrapassada hipótese de que os animais respondem do mesmo modo que seres humanos quando expostos às mesmas substâncias, milhões de animais são utilizados, todos os anos, em testes de produtos e medicamentos para consumo humano. Produtos finalizados e seus ingredientes, separadamente, são testados em cães, ratos, camundongos, hamsters, coelhos, porquinhos da Índia, porcos, e diversas outras espécies de animais. Do mesmo modo, novos medicamentos para humanos são testados primeiramente em animais, para averiguação de sua eficácia e possíveis efeitos tóxicos. Se os animais não morrerem em consequência dos testes, serão mortos e terão seus órgãos analisados.

[2] Esses testes são realizados dentro de laboratórios dos próprios fabricantes, em universidades contratadas ou em laboratórios terceirizados. Os animais podem ser oriundos de criadores especializados ou podem ser criados dentro dos laboratórios, em lugares chamados biotérios. Um animal pode nascer, viver e morrer dentro de um mesmo laboratório, muitas vezes dentro de uma mesma sala onde outros experimentos estão acontecendo. São tratados como meros objetos de estudo, e comumente os pesquisadores referem-se a eles como “material”, “produtos” ou mesmo “modelos”.

Testes de Medicamentos

[3] Os medicamentos são submetidos a diversos tipos de testes com animais, entre eles:

[4] - Testes metabólicos, que visam a analisar como a droga é absorvida, metabolizada e excretada pelo corpo quando introduzida por via oral, intravenosa ou intramuscular ou intraperitonal.

[5] - Testes de toxicidade aguda, subaguda ou crônica, normalmente realizados em duas espécies de mamíferos (normalmente roedores e cães).

[6] - Estudos de eficácia, que testam se as drogas experimentais funcionam. Os animais são induzidos a contrair determinada doença para serem usados como modelos. A droga é administrada e os cientistas determinam seu efeito e a possível dosagem para humanos.

[7] - Outros testes incluem testes de reprodução, toxicidade embriônica, potencial de carcinogenicidade. [8] No Brasil, estudos em animais são exigidos por lei até mesmo para os medicamentos fitoterápicos.

Testes de Produtos

[9] Os animais são cruelmente submetidos a diversos tipos de testes para avaliação da toxicidade de praticamente todas as substâncias para consumo humano: produtos de limpeza, substâncias químicas, pesticidas, herbicidas, fertilizantes, cosméticos, aditivos alimentares (corantes, aromatizantes, conservantes, etc.), equipamentos médicos, produtos que emitem radiação (celulares, fornos de microondas, etc.).

[10] Nestes testes, que são normalmente conduzidos sem a administração de qualquer tipo de anestésico (que pode interferir nos resultados…), os animais são forçados a ingerir ou inalar substâncias, sua pele é raspada para que os produtos sejam aplicados sobre ela, ou mesmo colocados em seus olhos. Os produtos também podem ser administrados através de injeção intravenosa, intramuscular ou subcutânea. Para esses testes, os animais têm, obrigatoriamente, que ser contidos, pois os procedimentos são dolorosos e invasivos. Isso significa trancá-los em câmaras de inalação, forçá-los a usar máscaras, introduzir substâncias através de um tubo no nariz que leva diretamente ao estômago. A substância pode ser administrada de uma só vez, durante muitos meses, ou até durar toda a vida do animal.

[11] Os testes são diversos: irritabilidade cutânea e ocular, toxicidade, mutagenicidade (mutação genética), carcinogenicidade (efeitos cancerígenos), teratogenicidade (efeitos sobre os fetos), problemas reprodutivos, fototoxicidade (toxicidade provocada por raios ultravioleta).

[12] Os efeitos sobre os animais são: vômitos, diarreia, tonturas, tremores, letargia, perda de apetite, convulsões, paralisia, hemorragia e morte.

A experimentação animal fornece resultados seguros?

[13] A experimentação animal não é confiável porque ela nos revela fatos sobre os animais, e não sobre seres humanos. Por exemplo: a aspirina causa defeitos em fetos de ratos e camundongos, mas não de seres humanos; a penicilina, que salva vidas humanas, é venenosa para porquinhos da Índia. Além disso, os resultados colhidos diferem de modo assustador, mesmo entre espécies próximas, o que dirá entre esses animais e seres humanos?

[14] Um alto executivo da empresa farmacêutica GlaxoSmithKline declarou, recentemente, que 90% dos medicamentos só dão resultado em 30 a 50 % da população. E essas drogas foram consideradas seguras e eficazes nos testes com animais.

[15] Alguns testes são pensados de modo a tornar os resultados claramente dúbios, muito antes de o teste ser realizado, como os testes de toxicidade, onde os animais são forçados a ingerir volumes irreais, incrivelmente altos, de uma substância. Por exemplo, em um teste de toxicidade de certo branqueador dental, ratos receberam uma dose 5.900 vezes mais alta do que a dose de consumo humana de peróxido de hidrogênio. Os ratos tiveram dificuldades de respirar, não conseguiam virar-se quando colocados deitados de costas, seus olhos ficaram parcialmente fechados, foi constatada urina em seu sangue, e incontinência. Três dos 22 animais morreram em 48 horas, de hemorragia gástrica.

[16] Os animais são selecionados com base na conveniência e no custo, e são, em sua maioria, ratos e camundongos, ficando o que os pesquisadores chamam de “semelhança com os humanos” em segundo plano. Os resultados gerados pelos experimentos em animais são primários e não confiáveis. Eles não fornecem nenhuma garantia que um produto será seguro ou eficaz para seres humanos.

Os experimentos em animais são cruéis?

[17] A quase totalidade dos experimentos envolve dor, sofrimento, aflição ou dano permanente. A maioria deles é realizada sem o emprego de anestesia. Os animais utilizados acabam morrendo, seja como resultado do experimento ou serão deliberadamente mortos e seus cadáveres examinados.

[18] Além de passar por procedimentos dolorosos, os animais também sofrem com as condições artificiais em que vivem nos laboratórios, onde raramente entra a luz do sol, com a falta de espaço, com o confinamento, e com a falta de contato e estímulos. Tudo isso faz com que sintam stress, medo, tédio, depressão e tensão psicológica. Todos esses fatores juntos podem causar um sofrimento que mal conseguimos imaginar.

Disponível em: http://www.institutoninarosa.org.br/site/experimentacao-animal/vivisseccao/em-testes/. Acesso em: 01/04/2017. [adaptado].



A leitura de “O uso de animais em testes” (Texto 1) e de “Marcha das cobaias” (Texto 2) permite afirmar que:
Alternativas
Q966494 Português

TEXTO 1


                                 O uso de animais em testes

“A pergunta não é ‘Eles podem pensar?’ nem ‘Eles podem falar?’ A pergunta é: ‘Eles podem sofrer?’

                                                                                   Jeremy Bentham, filósofo


[1] Com base na ultrapassada hipótese de que os animais respondem do mesmo modo que seres humanos quando expostos às mesmas substâncias, milhões de animais são utilizados, todos os anos, em testes de produtos e medicamentos para consumo humano. Produtos finalizados e seus ingredientes, separadamente, são testados em cães, ratos, camundongos, hamsters, coelhos, porquinhos da Índia, porcos, e diversas outras espécies de animais. Do mesmo modo, novos medicamentos para humanos são testados primeiramente em animais, para averiguação de sua eficácia e possíveis efeitos tóxicos. Se os animais não morrerem em consequência dos testes, serão mortos e terão seus órgãos analisados.

[2] Esses testes são realizados dentro de laboratórios dos próprios fabricantes, em universidades contratadas ou em laboratórios terceirizados. Os animais podem ser oriundos de criadores especializados ou podem ser criados dentro dos laboratórios, em lugares chamados biotérios. Um animal pode nascer, viver e morrer dentro de um mesmo laboratório, muitas vezes dentro de uma mesma sala onde outros experimentos estão acontecendo. São tratados como meros objetos de estudo, e comumente os pesquisadores referem-se a eles como “material”, “produtos” ou mesmo “modelos”.


Testes de Medicamentos


[3] Os medicamentos são submetidos a diversos tipos de testes com animais, entre eles:

[4] - Testes metabólicos, que visam a analisar como a droga é absorvida, metabolizada e excretada pelo corpo quando introduzida por via oral, intravenosa ou intramuscular ou intraperitonal.

[5] - Testes de toxicidade aguda, subaguda ou crônica, normalmente realizados em duas espécies de mamíferos (normalmente roedores e cães).

[6] - Estudos de eficácia, que testam se as drogas experimentais funcionam. Os animais são induzidos a contrair determinada doença para serem usados como modelos. A droga é administrada e os cientistas determinam seu efeito e a possível dosagem para humanos.

[7] - Outros testes incluem testes de reprodução, toxicidade embriônica, potencial de carcinogenicidade.

[8] No Brasil, estudos em animais são exigidos por lei até mesmo para os medicamentos fitoterápicos.


Testes de Produtos


[9] Os animais são cruelmente submetidos a diversos tipos de testes para avaliação da toxicidade de praticamente todas as substâncias para consumo humano: produtos de limpeza, substâncias químicas, pesticidas, herbicidas, fertilizantes, cosméticos, aditivos alimentares (corantes, aromatizantes, conservantes, etc.), equipamentos médicos, produtos que emitem radiação (celulares, fornos de microondas, etc.).

[10] Nestes testes, que são normalmente conduzidos sem a administração de qualquer tipo de anestésico (que pode interferir nos resultados…), os animais são forçados a ingerir ou inalar substâncias, sua pele é raspada para que os produtos sejam aplicados sobre ela, ou mesmo colocados em seus olhos. Os produtos também podem ser administrados através de injeção intravenosa, intramuscular ou subcutânea. Para esses testes, os animais têm, obrigatoriamente, que ser contidos, pois os procedimentos são dolorosos e invasivos. Isso significa trancá-los em câmaras de inalação, forçá-los a usar máscaras, introduzir substâncias através de um tubo no nariz que leva diretamente ao estômago. A substância pode ser administrada de uma só vez, durante muitos meses, ou até durar toda a vida do animal.

[11] Os testes são diversos: irritabilidade cutânea e ocular, toxicidade, mutagenicidade (mutação genética), carcinogenicidade (efeitos cancerígenos), teratogenicidade (efeitos sobre os fetos), problemas reprodutivos, fototoxicidade (toxicidade provocada por raios ultravioleta).

[12] Os efeitos sobre os animais são: vômitos, diarreia, tonturas, tremores, letargia, perda de apetite, convulsões, paralisia, hemorragia e morte.


A experimentação animal fornece resultados seguros?


[13] A experimentação animal não é confiável porque ela nos revela fatos sobre os animais, e não sobre seres humanos. Por exemplo: a aspirina causa defeitos em fetos de ratos e camundongos, mas não de seres humanos; a penicilina, que salva vidas humanas, é venenosa para porquinhos da Índia. Além disso, os resultados colhidos diferem de modo assustador, mesmo entre espécies próximas, o que dirá entre esses animais e seres humanos?

[14] Um alto executivo da empresa farmacêutica GlaxoSmithKline declarou, recentemente, que 90% dos medicamentos só dão resultado em 30 a 50 % da população. E essas drogas foram consideradas seguras e eficazes nos testes com animais.

[15] Alguns testes são pensados de modo a tornar os resultados claramente dúbios, muito antes de o teste ser realizado, como os testes de toxicidade, onde os animais são forçados a ingerir volumes irreais, incrivelmente altos, de uma substância. Por exemplo, em um teste de toxicidade de certo branqueador dental, ratos receberam uma dose 5.900 vezes mais alta do que a dose de consumo humana de peróxido de hidrogênio. Os ratos tiveram dificuldades de respirar, não conseguiam virar-se quando colocados deitados de costas, seus olhos ficaram parcialmente fechados, foi constatada urina em seu sangue, e incontinência. Três dos 22 animais morreram em 48 horas, de hemorragia gástrica.

[16] Os animais são selecionados com base na conveniência e no custo, e são, em sua maioria, ratos e camundongos, ficando o que os pesquisadores chamam de “semelhança com os humanos” em segundo plano. Os resultados gerados pelos experimentos em animais são primários e não confiáveis. Eles não fornecem nenhuma garantia que um produto será seguro ou eficaz para seres humanos.


Os experimentos em animais são cruéis?


[17] A quase totalidade dos experimentos envolve dor, sofrimento, aflição ou dano permanente. A maioria deles é realizada sem o emprego de anestesia. Os animais utilizados acabam morrendo, seja como resultado do experimento ou serão deliberadamente mortos e seus cadáveres examinados.

[18] Além de passar por procedimentos dolorosos, os animais também sofrem com as condições artificiais em que vivem nos laboratórios, onde raramente entra a luz do sol, com a falta de espaço, com o confinamento, e com a falta de contato e estímulos. Tudo isso faz com que sintam stress, medo, tédio, depressão e tensão psicológica. Todos esses fatores juntos podem causar um sofrimento que mal conseguimos imaginar.

Disponível em: http://www.institutoninarosa.org.br/site/experimentacao-animal/vivisseccao/em-testes/. Acesso em: 01/04/2017. [adaptado]. 

Imagem associada para resolução da questão


O vocábulo grifado em “Os animais podem ser oriundos de criadores especializados [...]” SÓ NÃO pode ser substituído, sem alteração do sentido original, por:

Alternativas
Q966493 Português

TEXTO 1


                                 O uso de animais em testes

“A pergunta não é ‘Eles podem pensar?’ nem ‘Eles podem falar?’ A pergunta é: ‘Eles podem sofrer?’

                                                                                   Jeremy Bentham, filósofo


[1] Com base na ultrapassada hipótese de que os animais respondem do mesmo modo que seres humanos quando expostos às mesmas substâncias, milhões de animais são utilizados, todos os anos, em testes de produtos e medicamentos para consumo humano. Produtos finalizados e seus ingredientes, separadamente, são testados em cães, ratos, camundongos, hamsters, coelhos, porquinhos da Índia, porcos, e diversas outras espécies de animais. Do mesmo modo, novos medicamentos para humanos são testados primeiramente em animais, para averiguação de sua eficácia e possíveis efeitos tóxicos. Se os animais não morrerem em consequência dos testes, serão mortos e terão seus órgãos analisados.

[2] Esses testes são realizados dentro de laboratórios dos próprios fabricantes, em universidades contratadas ou em laboratórios terceirizados. Os animais podem ser oriundos de criadores especializados ou podem ser criados dentro dos laboratórios, em lugares chamados biotérios. Um animal pode nascer, viver e morrer dentro de um mesmo laboratório, muitas vezes dentro de uma mesma sala onde outros experimentos estão acontecendo. São tratados como meros objetos de estudo, e comumente os pesquisadores referem-se a eles como “material”, “produtos” ou mesmo “modelos”.


Testes de Medicamentos


[3] Os medicamentos são submetidos a diversos tipos de testes com animais, entre eles:

[4] - Testes metabólicos, que visam a analisar como a droga é absorvida, metabolizada e excretada pelo corpo quando introduzida por via oral, intravenosa ou intramuscular ou intraperitonal.

[5] - Testes de toxicidade aguda, subaguda ou crônica, normalmente realizados em duas espécies de mamíferos (normalmente roedores e cães).

[6] - Estudos de eficácia, que testam se as drogas experimentais funcionam. Os animais são induzidos a contrair determinada doença para serem usados como modelos. A droga é administrada e os cientistas determinam seu efeito e a possível dosagem para humanos.

[7] - Outros testes incluem testes de reprodução, toxicidade embriônica, potencial de carcinogenicidade.

[8] No Brasil, estudos em animais são exigidos por lei até mesmo para os medicamentos fitoterápicos.


Testes de Produtos


[9] Os animais são cruelmente submetidos a diversos tipos de testes para avaliação da toxicidade de praticamente todas as substâncias para consumo humano: produtos de limpeza, substâncias químicas, pesticidas, herbicidas, fertilizantes, cosméticos, aditivos alimentares (corantes, aromatizantes, conservantes, etc.), equipamentos médicos, produtos que emitem radiação (celulares, fornos de microondas, etc.).

[10] Nestes testes, que são normalmente conduzidos sem a administração de qualquer tipo de anestésico (que pode interferir nos resultados…), os animais são forçados a ingerir ou inalar substâncias, sua pele é raspada para que os produtos sejam aplicados sobre ela, ou mesmo colocados em seus olhos. Os produtos também podem ser administrados através de injeção intravenosa, intramuscular ou subcutânea. Para esses testes, os animais têm, obrigatoriamente, que ser contidos, pois os procedimentos são dolorosos e invasivos. Isso significa trancá-los em câmaras de inalação, forçá-los a usar máscaras, introduzir substâncias através de um tubo no nariz que leva diretamente ao estômago. A substância pode ser administrada de uma só vez, durante muitos meses, ou até durar toda a vida do animal.

[11] Os testes são diversos: irritabilidade cutânea e ocular, toxicidade, mutagenicidade (mutação genética), carcinogenicidade (efeitos cancerígenos), teratogenicidade (efeitos sobre os fetos), problemas reprodutivos, fototoxicidade (toxicidade provocada por raios ultravioleta).

[12] Os efeitos sobre os animais são: vômitos, diarreia, tonturas, tremores, letargia, perda de apetite, convulsões, paralisia, hemorragia e morte.


A experimentação animal fornece resultados seguros?


[13] A experimentação animal não é confiável porque ela nos revela fatos sobre os animais, e não sobre seres humanos. Por exemplo: a aspirina causa defeitos em fetos de ratos e camundongos, mas não de seres humanos; a penicilina, que salva vidas humanas, é venenosa para porquinhos da Índia. Além disso, os resultados colhidos diferem de modo assustador, mesmo entre espécies próximas, o que dirá entre esses animais e seres humanos?

[14] Um alto executivo da empresa farmacêutica GlaxoSmithKline declarou, recentemente, que 90% dos medicamentos só dão resultado em 30 a 50 % da população. E essas drogas foram consideradas seguras e eficazes nos testes com animais.

[15] Alguns testes são pensados de modo a tornar os resultados claramente dúbios, muito antes de o teste ser realizado, como os testes de toxicidade, onde os animais são forçados a ingerir volumes irreais, incrivelmente altos, de uma substância. Por exemplo, em um teste de toxicidade de certo branqueador dental, ratos receberam uma dose 5.900 vezes mais alta do que a dose de consumo humana de peróxido de hidrogênio. Os ratos tiveram dificuldades de respirar, não conseguiam virar-se quando colocados deitados de costas, seus olhos ficaram parcialmente fechados, foi constatada urina em seu sangue, e incontinência. Três dos 22 animais morreram em 48 horas, de hemorragia gástrica.

[16] Os animais são selecionados com base na conveniência e no custo, e são, em sua maioria, ratos e camundongos, ficando o que os pesquisadores chamam de “semelhança com os humanos” em segundo plano. Os resultados gerados pelos experimentos em animais são primários e não confiáveis. Eles não fornecem nenhuma garantia que um produto será seguro ou eficaz para seres humanos.


Os experimentos em animais são cruéis?


[17] A quase totalidade dos experimentos envolve dor, sofrimento, aflição ou dano permanente. A maioria deles é realizada sem o emprego de anestesia. Os animais utilizados acabam morrendo, seja como resultado do experimento ou serão deliberadamente mortos e seus cadáveres examinados.

[18] Além de passar por procedimentos dolorosos, os animais também sofrem com as condições artificiais em que vivem nos laboratórios, onde raramente entra a luz do sol, com a falta de espaço, com o confinamento, e com a falta de contato e estímulos. Tudo isso faz com que sintam stress, medo, tédio, depressão e tensão psicológica. Todos esses fatores juntos podem causar um sofrimento que mal conseguimos imaginar.

Disponível em: http://www.institutoninarosa.org.br/site/experimentacao-animal/vivisseccao/em-testes/. Acesso em: 01/04/2017. [adaptado]. 

Sobre o uso da citação do filósofo Jeremy Bentham no texto é INCORRETO afirmar que:
Alternativas
Q966492 Português

TEXTO 1


                                 O uso de animais em testes

“A pergunta não é ‘Eles podem pensar?’ nem ‘Eles podem falar?’ A pergunta é: ‘Eles podem sofrer?’

                                                                                   Jeremy Bentham, filósofo


[1] Com base na ultrapassada hipótese de que os animais respondem do mesmo modo que seres humanos quando expostos às mesmas substâncias, milhões de animais são utilizados, todos os anos, em testes de produtos e medicamentos para consumo humano. Produtos finalizados e seus ingredientes, separadamente, são testados em cães, ratos, camundongos, hamsters, coelhos, porquinhos da Índia, porcos, e diversas outras espécies de animais. Do mesmo modo, novos medicamentos para humanos são testados primeiramente em animais, para averiguação de sua eficácia e possíveis efeitos tóxicos. Se os animais não morrerem em consequência dos testes, serão mortos e terão seus órgãos analisados.

[2] Esses testes são realizados dentro de laboratórios dos próprios fabricantes, em universidades contratadas ou em laboratórios terceirizados. Os animais podem ser oriundos de criadores especializados ou podem ser criados dentro dos laboratórios, em lugares chamados biotérios. Um animal pode nascer, viver e morrer dentro de um mesmo laboratório, muitas vezes dentro de uma mesma sala onde outros experimentos estão acontecendo. São tratados como meros objetos de estudo, e comumente os pesquisadores referem-se a eles como “material”, “produtos” ou mesmo “modelos”.


Testes de Medicamentos


[3] Os medicamentos são submetidos a diversos tipos de testes com animais, entre eles:

[4] - Testes metabólicos, que visam a analisar como a droga é absorvida, metabolizada e excretada pelo corpo quando introduzida por via oral, intravenosa ou intramuscular ou intraperitonal.

[5] - Testes de toxicidade aguda, subaguda ou crônica, normalmente realizados em duas espécies de mamíferos (normalmente roedores e cães).

[6] - Estudos de eficácia, que testam se as drogas experimentais funcionam. Os animais são induzidos a contrair determinada doença para serem usados como modelos. A droga é administrada e os cientistas determinam seu efeito e a possível dosagem para humanos.

[7] - Outros testes incluem testes de reprodução, toxicidade embriônica, potencial de carcinogenicidade.

[8] No Brasil, estudos em animais são exigidos por lei até mesmo para os medicamentos fitoterápicos.


Testes de Produtos


[9] Os animais são cruelmente submetidos a diversos tipos de testes para avaliação da toxicidade de praticamente todas as substâncias para consumo humano: produtos de limpeza, substâncias químicas, pesticidas, herbicidas, fertilizantes, cosméticos, aditivos alimentares (corantes, aromatizantes, conservantes, etc.), equipamentos médicos, produtos que emitem radiação (celulares, fornos de microondas, etc.).

[10] Nestes testes, que são normalmente conduzidos sem a administração de qualquer tipo de anestésico (que pode interferir nos resultados…), os animais são forçados a ingerir ou inalar substâncias, sua pele é raspada para que os produtos sejam aplicados sobre ela, ou mesmo colocados em seus olhos. Os produtos também podem ser administrados através de injeção intravenosa, intramuscular ou subcutânea. Para esses testes, os animais têm, obrigatoriamente, que ser contidos, pois os procedimentos são dolorosos e invasivos. Isso significa trancá-los em câmaras de inalação, forçá-los a usar máscaras, introduzir substâncias através de um tubo no nariz que leva diretamente ao estômago. A substância pode ser administrada de uma só vez, durante muitos meses, ou até durar toda a vida do animal.

[11] Os testes são diversos: irritabilidade cutânea e ocular, toxicidade, mutagenicidade (mutação genética), carcinogenicidade (efeitos cancerígenos), teratogenicidade (efeitos sobre os fetos), problemas reprodutivos, fototoxicidade (toxicidade provocada por raios ultravioleta).

[12] Os efeitos sobre os animais são: vômitos, diarreia, tonturas, tremores, letargia, perda de apetite, convulsões, paralisia, hemorragia e morte.


A experimentação animal fornece resultados seguros?


[13] A experimentação animal não é confiável porque ela nos revela fatos sobre os animais, e não sobre seres humanos. Por exemplo: a aspirina causa defeitos em fetos de ratos e camundongos, mas não de seres humanos; a penicilina, que salva vidas humanas, é venenosa para porquinhos da Índia. Além disso, os resultados colhidos diferem de modo assustador, mesmo entre espécies próximas, o que dirá entre esses animais e seres humanos?

[14] Um alto executivo da empresa farmacêutica GlaxoSmithKline declarou, recentemente, que 90% dos medicamentos só dão resultado em 30 a 50 % da população. E essas drogas foram consideradas seguras e eficazes nos testes com animais.

[15] Alguns testes são pensados de modo a tornar os resultados claramente dúbios, muito antes de o teste ser realizado, como os testes de toxicidade, onde os animais são forçados a ingerir volumes irreais, incrivelmente altos, de uma substância. Por exemplo, em um teste de toxicidade de certo branqueador dental, ratos receberam uma dose 5.900 vezes mais alta do que a dose de consumo humana de peróxido de hidrogênio. Os ratos tiveram dificuldades de respirar, não conseguiam virar-se quando colocados deitados de costas, seus olhos ficaram parcialmente fechados, foi constatada urina em seu sangue, e incontinência. Três dos 22 animais morreram em 48 horas, de hemorragia gástrica.

[16] Os animais são selecionados com base na conveniência e no custo, e são, em sua maioria, ratos e camundongos, ficando o que os pesquisadores chamam de “semelhança com os humanos” em segundo plano. Os resultados gerados pelos experimentos em animais são primários e não confiáveis. Eles não fornecem nenhuma garantia que um produto será seguro ou eficaz para seres humanos.


Os experimentos em animais são cruéis?


[17] A quase totalidade dos experimentos envolve dor, sofrimento, aflição ou dano permanente. A maioria deles é realizada sem o emprego de anestesia. Os animais utilizados acabam morrendo, seja como resultado do experimento ou serão deliberadamente mortos e seus cadáveres examinados.

[18] Além de passar por procedimentos dolorosos, os animais também sofrem com as condições artificiais em que vivem nos laboratórios, onde raramente entra a luz do sol, com a falta de espaço, com o confinamento, e com a falta de contato e estímulos. Tudo isso faz com que sintam stress, medo, tédio, depressão e tensão psicológica. Todos esses fatores juntos podem causar um sofrimento que mal conseguimos imaginar.

Disponível em: http://www.institutoninarosa.org.br/site/experimentacao-animal/vivisseccao/em-testes/. Acesso em: 01/04/2017. [adaptado]. 

Leia as afirmativas a seguir.


I. A descrição minuciosa dos procedimentos feitos com os animais é uma estratégia usada para impactar o leitor.

II. O uso de perguntas retóricas, nos subtítulos, pode funcionar como uma chave de leitura.

III. O uso de dados numéricos visa a apresentar informações de forma objetiva e imparcial.


Estão CORRETAS as afirmativas:

Alternativas
Q966491 Português

TEXTO 1


                                 O uso de animais em testes

“A pergunta não é ‘Eles podem pensar?’ nem ‘Eles podem falar?’ A pergunta é: ‘Eles podem sofrer?’

                                                                                   Jeremy Bentham, filósofo


[1] Com base na ultrapassada hipótese de que os animais respondem do mesmo modo que seres humanos quando expostos às mesmas substâncias, milhões de animais são utilizados, todos os anos, em testes de produtos e medicamentos para consumo humano. Produtos finalizados e seus ingredientes, separadamente, são testados em cães, ratos, camundongos, hamsters, coelhos, porquinhos da Índia, porcos, e diversas outras espécies de animais. Do mesmo modo, novos medicamentos para humanos são testados primeiramente em animais, para averiguação de sua eficácia e possíveis efeitos tóxicos. Se os animais não morrerem em consequência dos testes, serão mortos e terão seus órgãos analisados.

[2] Esses testes são realizados dentro de laboratórios dos próprios fabricantes, em universidades contratadas ou em laboratórios terceirizados. Os animais podem ser oriundos de criadores especializados ou podem ser criados dentro dos laboratórios, em lugares chamados biotérios. Um animal pode nascer, viver e morrer dentro de um mesmo laboratório, muitas vezes dentro de uma mesma sala onde outros experimentos estão acontecendo. São tratados como meros objetos de estudo, e comumente os pesquisadores referem-se a eles como “material”, “produtos” ou mesmo “modelos”.


Testes de Medicamentos


[3] Os medicamentos são submetidos a diversos tipos de testes com animais, entre eles:

[4] - Testes metabólicos, que visam a analisar como a droga é absorvida, metabolizada e excretada pelo corpo quando introduzida por via oral, intravenosa ou intramuscular ou intraperitonal.

[5] - Testes de toxicidade aguda, subaguda ou crônica, normalmente realizados em duas espécies de mamíferos (normalmente roedores e cães).

[6] - Estudos de eficácia, que testam se as drogas experimentais funcionam. Os animais são induzidos a contrair determinada doença para serem usados como modelos. A droga é administrada e os cientistas determinam seu efeito e a possível dosagem para humanos.

[7] - Outros testes incluem testes de reprodução, toxicidade embriônica, potencial de carcinogenicidade.

[8] No Brasil, estudos em animais são exigidos por lei até mesmo para os medicamentos fitoterápicos.


Testes de Produtos


[9] Os animais são cruelmente submetidos a diversos tipos de testes para avaliação da toxicidade de praticamente todas as substâncias para consumo humano: produtos de limpeza, substâncias químicas, pesticidas, herbicidas, fertilizantes, cosméticos, aditivos alimentares (corantes, aromatizantes, conservantes, etc.), equipamentos médicos, produtos que emitem radiação (celulares, fornos de microondas, etc.).

[10] Nestes testes, que são normalmente conduzidos sem a administração de qualquer tipo de anestésico (que pode interferir nos resultados…), os animais são forçados a ingerir ou inalar substâncias, sua pele é raspada para que os produtos sejam aplicados sobre ela, ou mesmo colocados em seus olhos. Os produtos também podem ser administrados através de injeção intravenosa, intramuscular ou subcutânea. Para esses testes, os animais têm, obrigatoriamente, que ser contidos, pois os procedimentos são dolorosos e invasivos. Isso significa trancá-los em câmaras de inalação, forçá-los a usar máscaras, introduzir substâncias através de um tubo no nariz que leva diretamente ao estômago. A substância pode ser administrada de uma só vez, durante muitos meses, ou até durar toda a vida do animal.

[11] Os testes são diversos: irritabilidade cutânea e ocular, toxicidade, mutagenicidade (mutação genética), carcinogenicidade (efeitos cancerígenos), teratogenicidade (efeitos sobre os fetos), problemas reprodutivos, fototoxicidade (toxicidade provocada por raios ultravioleta).

[12] Os efeitos sobre os animais são: vômitos, diarreia, tonturas, tremores, letargia, perda de apetite, convulsões, paralisia, hemorragia e morte.


A experimentação animal fornece resultados seguros?


[13] A experimentação animal não é confiável porque ela nos revela fatos sobre os animais, e não sobre seres humanos. Por exemplo: a aspirina causa defeitos em fetos de ratos e camundongos, mas não de seres humanos; a penicilina, que salva vidas humanas, é venenosa para porquinhos da Índia. Além disso, os resultados colhidos diferem de modo assustador, mesmo entre espécies próximas, o que dirá entre esses animais e seres humanos?

[14] Um alto executivo da empresa farmacêutica GlaxoSmithKline declarou, recentemente, que 90% dos medicamentos só dão resultado em 30 a 50 % da população. E essas drogas foram consideradas seguras e eficazes nos testes com animais.

[15] Alguns testes são pensados de modo a tornar os resultados claramente dúbios, muito antes de o teste ser realizado, como os testes de toxicidade, onde os animais são forçados a ingerir volumes irreais, incrivelmente altos, de uma substância. Por exemplo, em um teste de toxicidade de certo branqueador dental, ratos receberam uma dose 5.900 vezes mais alta do que a dose de consumo humana de peróxido de hidrogênio. Os ratos tiveram dificuldades de respirar, não conseguiam virar-se quando colocados deitados de costas, seus olhos ficaram parcialmente fechados, foi constatada urina em seu sangue, e incontinência. Três dos 22 animais morreram em 48 horas, de hemorragia gástrica.

[16] Os animais são selecionados com base na conveniência e no custo, e são, em sua maioria, ratos e camundongos, ficando o que os pesquisadores chamam de “semelhança com os humanos” em segundo plano. Os resultados gerados pelos experimentos em animais são primários e não confiáveis. Eles não fornecem nenhuma garantia que um produto será seguro ou eficaz para seres humanos.


Os experimentos em animais são cruéis?


[17] A quase totalidade dos experimentos envolve dor, sofrimento, aflição ou dano permanente. A maioria deles é realizada sem o emprego de anestesia. Os animais utilizados acabam morrendo, seja como resultado do experimento ou serão deliberadamente mortos e seus cadáveres examinados.

[18] Além de passar por procedimentos dolorosos, os animais também sofrem com as condições artificiais em que vivem nos laboratórios, onde raramente entra a luz do sol, com a falta de espaço, com o confinamento, e com a falta de contato e estímulos. Tudo isso faz com que sintam stress, medo, tédio, depressão e tensão psicológica. Todos esses fatores juntos podem causar um sofrimento que mal conseguimos imaginar.

Disponível em: http://www.institutoninarosa.org.br/site/experimentacao-animal/vivisseccao/em-testes/. Acesso em: 01/04/2017. [adaptado]. 

A partir da leitura do texto, SÓ NÃO se pode afirmar que:
Alternativas
Ano: 2016 Banca: CETAP Órgão: Prefeitura de Abaetetuba - PA
Q1238914 Matemática
Três pintores, trabalhando 7 horas por dia, durante 2 dias, pintaram 252 metros de faixas de trânsito. Quantos metros do mesmo serviço farão dois pintores, trabalhando 5 dias a 3 horas por dia?
Alternativas
Ano: 2016 Banca: IMA Órgão: Prefeitura de Maracaçumé - MA
Q1233211 Engenharia Civil
Quanto a sua finalidade, a máquina e o equipamento destinado à construção civil, pose ser classificado em dois grupos, sendo eles: 
Alternativas
Q1201261 Nutrição
Água em excesso pode matar. Beber água quando não se está com sede exige um esforço três vezes maior na hora de engolir do que quando estamos com sede. Esse esforço significa que estamos ultrapassando um mecanismo de proteção do corpo e pode causar problemas que vão desde náusea até coma e morte.
Disponível < http://veja.abril.com.br/saude/aguaem-excesso-pode-matar/ Acesso em>21/10/2016
Conforme o relato acima assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1366733 Matemática
Temos 3.840 balas para separar em 48 pacotes. Quantas balas terão em cada pacote?
Alternativas
Q1366732 Matemática
Para uma festa foram feitos três tipos de doces: beijinhos, pé de moleque e brigadeiro. Se a quantidade de brigadeiros é o triplo da quantidade de pé de moleque e os pé de moleque é o dobro dos beijinhos, qual a quantidade de beijinhos no início da festa sabendo-se que a soma dos docinhos é de 270 unidades?
Alternativas
Q1366730 Matemática
Uma costureira, trabalhando 8 horas por dia, durante 10 dias, faz 7.500 mangas de camisas. Quantas horas por dia deve trabalhar essa costureira para que ela possa costurar 6.000 mangas de camisas em 4 dias?
Alternativas
Q1366729 Matemática
Alice está contando os dias para seu aniversário. Faltam apenas 8 dias. Se transformarmos os 8 dias em horas, quantas horas faltam para o aniversário de Alice?
Alternativas
Q1366728 Matemática
Fui à feira e comprei 12 laranjas e 2/3 delas estavam estragadas. Quantas laranjas estavam podres?
Alternativas
Respostas
3601: C
3602: B
3603: A
3604: D
3605: B
3606: B
3607: D
3608: D
3609: A
3610: C
3611: A
3612: A
3613: A
3614: A
3615: C
3616: A
3617: C
3618: C
3619: B
3620: C