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Ano: 2024 Banca: NC-UFPR Órgão: Prefeitura de Campo Magro - PR Provas: NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor de Educação Infantil (40h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Farmacêutico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pediatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Cardiologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Veterinário | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Enfermeiro | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Psicólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Agrônomo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Nutricionista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Civil | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fonoaudiólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Psiquiatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Reumatologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fisioterapeuta | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Odontólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Florestal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico da Família | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pneumologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Assistente Social | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor (20h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Contador |
Q2586577 Matemática

Sejam A e B dois números inteiros não negativos e não nulos, simultaneamente. Se a média aritmética simples entre esses dois números é estritamente maior que o quadrado dessa média, então quanto vale o cubo de tal média aritmética simples?

Alternativas
Ano: 2024 Banca: NC-UFPR Órgão: Prefeitura de Campo Magro - PR Provas: NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor de Educação Infantil (40h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Farmacêutico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pediatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Cardiologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Veterinário | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Enfermeiro | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Psicólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Agrônomo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Nutricionista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Civil | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fonoaudiólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Psiquiatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Reumatologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fisioterapeuta | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Odontólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Florestal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico da Família | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pneumologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Assistente Social | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor (20h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Contador |
Q2586576 Matemática

Sendo A um número real, considere os cinco seguintes números também reais: A, 2A, 3A, 4A e 5A. Qual é a média aritmética simples desses cinco números?

Alternativas
Ano: 2024 Banca: NC-UFPR Órgão: Prefeitura de Campo Magro - PR Provas: NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor de Educação Infantil (40h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Farmacêutico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pediatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Cardiologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Veterinário | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Enfermeiro | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Psicólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Agrônomo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Nutricionista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Civil | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fonoaudiólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Psiquiatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Reumatologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fisioterapeuta | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Odontólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Florestal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico da Família | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pneumologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Assistente Social | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor (20h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Contador |
Q2586574 Matemática

Uma loja está anunciando uma geladeira por R$ 2.500,00, e há duas opções para o pagamento:


1ª opção: um desconto de 10% sobre o preço anunciado seguido de um acréscimo, como taxa de serviço, de 10% sobre o preço com o desconto.

2ª opção: um acréscimo de 10% sobre o preço anunciado, como taxa de serviço, seguido de um desconto de 10% sobre o preço com o acréscimo.


Assinale a alternativa correta.

Alternativas
Ano: 2024 Banca: NC-UFPR Órgão: Prefeitura de Campo Magro - PR Provas: NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor de Educação Infantil (40h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Farmacêutico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pediatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Cardiologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Veterinário | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Enfermeiro | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Psicólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Agrônomo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Nutricionista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Civil | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fonoaudiólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Psiquiatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Reumatologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fisioterapeuta | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Odontólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Florestal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico da Família | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pneumologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Assistente Social | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor (20h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Contador |
Q2586573 Matemática

Um funcionário, ao receber seu contracheque, percebe que há 3 descontos em seu salário: um sexto de seu salário é usado para pagar seu plano de previdência, outro um sexto de seu salário é usado para pagar impostos, e um quinto do seu salário é usado para pagar uma dívida. Depois de subtrair esses descontos de seu salário, ele observou que ainda dispunha de R$ 1.470,00. Qual o salário desse funcionário?

Alternativas
Ano: 2024 Banca: NC-UFPR Órgão: Prefeitura de Campo Magro - PR Provas: NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor de Educação Infantil (40h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Farmacêutico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pediatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Cardiologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Veterinário | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Enfermeiro | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Psicólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Agrônomo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Nutricionista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Civil | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fonoaudiólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Psiquiatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Reumatologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fisioterapeuta | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Odontólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Florestal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico da Família | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pneumologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Assistente Social | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor (20h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Contador |
Q2586572 Matemática

Um avicultor possui galinhas e patos em sua propriedade, sendo a quantidade de patos 60% menor que a de galinhas. Sabe-se que, por dia, cada galinha come 100 gramas de ração, e cada pato, 250 gramas de ração. Em um certo dia, o avicultor dispunha de 85 kg de ração e ficou preocupado, pois sabia que faltariam 15 kg de ração para alimentar as galinhas e os patos nas quantidades citadas. Quantas galinhas e patos o avicultor possui, respectivamente?

Alternativas
Ano: 2024 Banca: NC-UFPR Órgão: Prefeitura de Campo Magro - PR Provas: NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor de Educação Infantil (40h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Farmacêutico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pediatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Cardiologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Veterinário | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Enfermeiro | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Psicólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Agrônomo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Nutricionista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Civil | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fonoaudiólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Psiquiatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Reumatologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fisioterapeuta | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Odontólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Florestal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico da Família | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pneumologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Assistente Social | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor (20h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Contador |
Q2586570 Matemática

Um proprietário possui um terreno de, precisamente, 300 m², com a forma de um trapézio isósceles em que a base maior é o dobro da base menor, que é, por sua vez, exatamente igual a 20 m. Qual o perímetro desse terreno?

Alternativas
Ano: 2024 Banca: NC-UFPR Órgão: Prefeitura de Campo Magro - PR Provas: NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor de Educação Infantil (40h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Farmacêutico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Procurador Municipal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pediatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Cardiologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Veterinário | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Enfermeiro | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Psicólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Agrônomo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Nutricionista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Civil | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fonoaudiólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Psiquiatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Reumatologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fisioterapeuta | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Odontólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Florestal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico da Família | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pneumologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Assistente Social | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor (20h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Contador |
Q2586569 Português

O texto a seguir é referência para as questões 01 a 10.

O destino de ser mãe

A concepção e o valor da maternidade foram se transformando ao longo da história — e a ciência teve um papel fundamental nessas construções. “Não dá para falar em termos lineares e, ao longo do tempo, vemos muitas facetas de maternidade”, pontua a pesquisadora da UFPR [Marlene Tamanini]. Até a Idade Média, a maternidade era desvalorizada e as mulheres não tinham um papel de destaque na criação dos filhos. Entre os motivos que contribuíam para essa visão estavam a ênfase no poder paterno, a fragilidade física das crianças e a alta taxa de mortalidade infantil.

Durante o Renascimento (dos séculos 15 ao 17), a atenção materna às crianças começou a aparecer como valor essencial, especialmente nas classes mais abastadas. A ampliação dessas responsabilidades levou a uma crescente valorização do ideal mulher-mãe, ainda que isso não ultrapassasse o ambiente doméstico e não significasse a redução da autoridade paterna. No Ocidente, a mulher passou a ser vista como “predestinada” a ter filhos, principalmente a partir do século 18. Segundo a filósofa francesa Elisabeth Badinter, uma das mais importantes pesquisadoras da área, dois discursos diferentes confluíram para modificar a atitude da mulher em relação aos filhos: um econômico, que se apoiava em estudos demográficos demonstrando a importância do crescimento populacional para o país; e o liberalismo, que favorecia ideias de liberdade, igualdade e felicidade individual.

Para completar, um terceiro discurso, sustentado pelo desenvolvimento da biomedicina, reforçava a ideia de que era função da mulher se ocupar dos filhos. “O útero como definidor exclusivo das mulheres vira quase um fetiche dos discursos médicos. Ela passa a ser definida como um ser que se completa e se organiza no papel de mãe”, destaca Tamanini. “A maternidade entra como a solução para a vida das mulheres. Quem faz esse discurso agora é o médico, e essa construção moderna passa a ser necessária para organizar a ordem da sociedade.” [...]

Com o surgimento dos métodos contraceptivos e o avanço do movimento feminista nos anos 1960, a mulher contemporânea pode escolher não ter filhos. Entretanto, a maternidade segue um marcador social relevante. “Parece ser uma escolha individual, mas nem sempre é, porque existem muitas estruturas por trás dessa decisão. Existe uma cobrança, uma expectativa de que se não formos mães, não seremos mulheres de verdade. Às vezes ela é tão forte que faz muitas mulheres serem mães sem nem saberem por quê”, destaca a socióloga Thaís de Souza Lapa, professora adjunta da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e coordenadora do laboratório de Sociologia do Trabalho na mesma universidade. Na avaliação dela, embora atualmente consigam ocupar locais não permitidos no passado, como em cargos de chefia ou cursando ensino superior, muitas mulheres ainda são vistas como “estrangeiras” nesses espaços — e a maternidade é um dos poucos lugares onde isso não acontece.

Revista Galileu, ed. 384, mar. 2024.

No que diz respeito às relações de coesão textual, o termo “dela”, destacado no último parágrafo, é referente a:

Alternativas
Ano: 2024 Banca: NC-UFPR Órgão: Prefeitura de Campo Magro - PR Provas: NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor de Educação Infantil (40h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Farmacêutico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Procurador Municipal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pediatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Cardiologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Veterinário | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Enfermeiro | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Psicólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Agrônomo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Nutricionista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Civil | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fonoaudiólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Psiquiatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Reumatologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fisioterapeuta | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Odontólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Florestal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico da Família | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pneumologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Assistente Social | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor (20h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Contador |
Q2586568 Português

O texto a seguir é referência para as questões 01 a 10.

O destino de ser mãe

A concepção e o valor da maternidade foram se transformando ao longo da história — e a ciência teve um papel fundamental nessas construções. “Não dá para falar em termos lineares e, ao longo do tempo, vemos muitas facetas de maternidade”, pontua a pesquisadora da UFPR [Marlene Tamanini]. Até a Idade Média, a maternidade era desvalorizada e as mulheres não tinham um papel de destaque na criação dos filhos. Entre os motivos que contribuíam para essa visão estavam a ênfase no poder paterno, a fragilidade física das crianças e a alta taxa de mortalidade infantil.

Durante o Renascimento (dos séculos 15 ao 17), a atenção materna às crianças começou a aparecer como valor essencial, especialmente nas classes mais abastadas. A ampliação dessas responsabilidades levou a uma crescente valorização do ideal mulher-mãe, ainda que isso não ultrapassasse o ambiente doméstico e não significasse a redução da autoridade paterna. No Ocidente, a mulher passou a ser vista como “predestinada” a ter filhos, principalmente a partir do século 18. Segundo a filósofa francesa Elisabeth Badinter, uma das mais importantes pesquisadoras da área, dois discursos diferentes confluíram para modificar a atitude da mulher em relação aos filhos: um econômico, que se apoiava em estudos demográficos demonstrando a importância do crescimento populacional para o país; e o liberalismo, que favorecia ideias de liberdade, igualdade e felicidade individual.

Para completar, um terceiro discurso, sustentado pelo desenvolvimento da biomedicina, reforçava a ideia de que era função da mulher se ocupar dos filhos. “O útero como definidor exclusivo das mulheres vira quase um fetiche dos discursos médicos. Ela passa a ser definida como um ser que se completa e se organiza no papel de mãe”, destaca Tamanini. “A maternidade entra como a solução para a vida das mulheres. Quem faz esse discurso agora é o médico, e essa construção moderna passa a ser necessária para organizar a ordem da sociedade.” [...]

Com o surgimento dos métodos contraceptivos e o avanço do movimento feminista nos anos 1960, a mulher contemporânea pode escolher não ter filhos. Entretanto, a maternidade segue um marcador social relevante. “Parece ser uma escolha individual, mas nem sempre é, porque existem muitas estruturas por trás dessa decisão. Existe uma cobrança, uma expectativa de que se não formos mães, não seremos mulheres de verdade. Às vezes ela é tão forte que faz muitas mulheres serem mães sem nem saberem por quê”, destaca a socióloga Thaís de Souza Lapa, professora adjunta da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e coordenadora do laboratório de Sociologia do Trabalho na mesma universidade. Na avaliação dela, embora atualmente consigam ocupar locais não permitidos no passado, como em cargos de chefia ou cursando ensino superior, muitas mulheres ainda são vistas como “estrangeiras” nesses espaços — e a maternidade é um dos poucos lugares onde isso não acontece.

Revista Galileu, ed. 384, mar. 2024.

O termo “que”, destacado no primeiro parágrafo, é relativo a:

Alternativas
Ano: 2024 Banca: NC-UFPR Órgão: Prefeitura de Campo Magro - PR Provas: NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor de Educação Infantil (40h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Farmacêutico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Procurador Municipal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pediatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Cardiologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Veterinário | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Enfermeiro | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Psicólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Agrônomo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Nutricionista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Civil | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fonoaudiólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Psiquiatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Reumatologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fisioterapeuta | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Odontólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Florestal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico da Família | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pneumologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Assistente Social | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor (20h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Contador |
Q2586567 Português

O texto a seguir é referência para as questões 01 a 10.

O destino de ser mãe

A concepção e o valor da maternidade foram se transformando ao longo da história — e a ciência teve um papel fundamental nessas construções. “Não dá para falar em termos lineares e, ao longo do tempo, vemos muitas facetas de maternidade”, pontua a pesquisadora da UFPR [Marlene Tamanini]. Até a Idade Média, a maternidade era desvalorizada e as mulheres não tinham um papel de destaque na criação dos filhos. Entre os motivos que contribuíam para essa visão estavam a ênfase no poder paterno, a fragilidade física das crianças e a alta taxa de mortalidade infantil.

Durante o Renascimento (dos séculos 15 ao 17), a atenção materna às crianças começou a aparecer como valor essencial, especialmente nas classes mais abastadas. A ampliação dessas responsabilidades levou a uma crescente valorização do ideal mulher-mãe, ainda que isso não ultrapassasse o ambiente doméstico e não significasse a redução da autoridade paterna. No Ocidente, a mulher passou a ser vista como “predestinada” a ter filhos, principalmente a partir do século 18. Segundo a filósofa francesa Elisabeth Badinter, uma das mais importantes pesquisadoras da área, dois discursos diferentes confluíram para modificar a atitude da mulher em relação aos filhos: um econômico, que se apoiava em estudos demográficos demonstrando a importância do crescimento populacional para o país; e o liberalismo, que favorecia ideias de liberdade, igualdade e felicidade individual.

Para completar, um terceiro discurso, sustentado pelo desenvolvimento da biomedicina, reforçava a ideia de que era função da mulher se ocupar dos filhos. “O útero como definidor exclusivo das mulheres vira quase um fetiche dos discursos médicos. Ela passa a ser definida como um ser que se completa e se organiza no papel de mãe”, destaca Tamanini. “A maternidade entra como a solução para a vida das mulheres. Quem faz esse discurso agora é o médico, e essa construção moderna passa a ser necessária para organizar a ordem da sociedade.” [...]

Com o surgimento dos métodos contraceptivos e o avanço do movimento feminista nos anos 1960, a mulher contemporânea pode escolher não ter filhos. Entretanto, a maternidade segue um marcador social relevante. “Parece ser uma escolha individual, mas nem sempre é, porque existem muitas estruturas por trás dessa decisão. Existe uma cobrança, uma expectativa de que se não formos mães, não seremos mulheres de verdade. Às vezes ela é tão forte que faz muitas mulheres serem mães sem nem saberem por quê”, destaca a socióloga Thaís de Souza Lapa, professora adjunta da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e coordenadora do laboratório de Sociologia do Trabalho na mesma universidade. Na avaliação dela, embora atualmente consigam ocupar locais não permitidos no passado, como em cargos de chefia ou cursando ensino superior, muitas mulheres ainda são vistas como “estrangeiras” nesses espaços — e a maternidade é um dos poucos lugares onde isso não acontece.

Revista Galileu, ed. 384, mar. 2024.

O termo “confluíram”, destacado no segundo parágrafo, é empregado no texto com o sentido de:

Alternativas
Ano: 2024 Banca: NC-UFPR Órgão: Prefeitura de Campo Magro - PR Provas: NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor de Educação Infantil (40h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Farmacêutico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Procurador Municipal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pediatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Cardiologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Veterinário | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Enfermeiro | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Psicólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Agrônomo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Nutricionista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Civil | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fonoaudiólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Psiquiatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Reumatologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fisioterapeuta | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Odontólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Florestal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico da Família | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pneumologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Assistente Social | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor (20h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Contador |
Q2586566 Português

O texto a seguir é referência para as questões 01 a 10.

O destino de ser mãe

A concepção e o valor da maternidade foram se transformando ao longo da história — e a ciência teve um papel fundamental nessas construções. “Não dá para falar em termos lineares e, ao longo do tempo, vemos muitas facetas de maternidade”, pontua a pesquisadora da UFPR [Marlene Tamanini]. Até a Idade Média, a maternidade era desvalorizada e as mulheres não tinham um papel de destaque na criação dos filhos. Entre os motivos que contribuíam para essa visão estavam a ênfase no poder paterno, a fragilidade física das crianças e a alta taxa de mortalidade infantil.

Durante o Renascimento (dos séculos 15 ao 17), a atenção materna às crianças começou a aparecer como valor essencial, especialmente nas classes mais abastadas. A ampliação dessas responsabilidades levou a uma crescente valorização do ideal mulher-mãe, ainda que isso não ultrapassasse o ambiente doméstico e não significasse a redução da autoridade paterna. No Ocidente, a mulher passou a ser vista como “predestinada” a ter filhos, principalmente a partir do século 18. Segundo a filósofa francesa Elisabeth Badinter, uma das mais importantes pesquisadoras da área, dois discursos diferentes confluíram para modificar a atitude da mulher em relação aos filhos: um econômico, que se apoiava em estudos demográficos demonstrando a importância do crescimento populacional para o país; e o liberalismo, que favorecia ideias de liberdade, igualdade e felicidade individual.

Para completar, um terceiro discurso, sustentado pelo desenvolvimento da biomedicina, reforçava a ideia de que era função da mulher se ocupar dos filhos. “O útero como definidor exclusivo das mulheres vira quase um fetiche dos discursos médicos. Ela passa a ser definida como um ser que se completa e se organiza no papel de mãe”, destaca Tamanini. “A maternidade entra como a solução para a vida das mulheres. Quem faz esse discurso agora é o médico, e essa construção moderna passa a ser necessária para organizar a ordem da sociedade.” [...]

Com o surgimento dos métodos contraceptivos e o avanço do movimento feminista nos anos 1960, a mulher contemporânea pode escolher não ter filhos. Entretanto, a maternidade segue um marcador social relevante. “Parece ser uma escolha individual, mas nem sempre é, porque existem muitas estruturas por trás dessa decisão. Existe uma cobrança, uma expectativa de que se não formos mães, não seremos mulheres de verdade. Às vezes ela é tão forte que faz muitas mulheres serem mães sem nem saberem por quê”, destaca a socióloga Thaís de Souza Lapa, professora adjunta da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e coordenadora do laboratório de Sociologia do Trabalho na mesma universidade. Na avaliação dela, embora atualmente consigam ocupar locais não permitidos no passado, como em cargos de chefia ou cursando ensino superior, muitas mulheres ainda são vistas como “estrangeiras” nesses espaços — e a maternidade é um dos poucos lugares onde isso não acontece.

Revista Galileu, ed. 384, mar. 2024.

Releia o seguinte trecho:

Segundo a filósofa francesa Elisabeth Badinter, uma das mais importantes pesquisadoras da área, dois discursos diferentes confluíram para modificar a atitude da mulher em relação aos filhos: um econômico, que se apoiava em estudos demográficos demonstrando a importância do crescimento populacional para o país; e o liberalismo, que favorecia ideias de liberdade, igualdade e felicidade individual.

Sem prejuízo de sentido e observando-se a norma padrão escrita da língua, a seguinte alteração pode ser realizada:

Alternativas
Ano: 2024 Banca: NC-UFPR Órgão: Prefeitura de Campo Magro - PR Provas: NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor de Educação Infantil (40h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Farmacêutico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Procurador Municipal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pediatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Cardiologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Veterinário | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Enfermeiro | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Psicólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Agrônomo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Nutricionista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Civil | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fonoaudiólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Psiquiatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Reumatologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fisioterapeuta | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Odontólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Florestal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico da Família | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pneumologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Assistente Social | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor (20h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Contador |
Q2586564 Português

O texto a seguir é referência para as questões 01 a 10.

O destino de ser mãe

A concepção e o valor da maternidade foram se transformando ao longo da história — e a ciência teve um papel fundamental nessas construções. “Não dá para falar em termos lineares e, ao longo do tempo, vemos muitas facetas de maternidade”, pontua a pesquisadora da UFPR [Marlene Tamanini]. Até a Idade Média, a maternidade era desvalorizada e as mulheres não tinham um papel de destaque na criação dos filhos. Entre os motivos que contribuíam para essa visão estavam a ênfase no poder paterno, a fragilidade física das crianças e a alta taxa de mortalidade infantil.

Durante o Renascimento (dos séculos 15 ao 17), a atenção materna às crianças começou a aparecer como valor essencial, especialmente nas classes mais abastadas. A ampliação dessas responsabilidades levou a uma crescente valorização do ideal mulher-mãe, ainda que isso não ultrapassasse o ambiente doméstico e não significasse a redução da autoridade paterna. No Ocidente, a mulher passou a ser vista como “predestinada” a ter filhos, principalmente a partir do século 18. Segundo a filósofa francesa Elisabeth Badinter, uma das mais importantes pesquisadoras da área, dois discursos diferentes confluíram para modificar a atitude da mulher em relação aos filhos: um econômico, que se apoiava em estudos demográficos demonstrando a importância do crescimento populacional para o país; e o liberalismo, que favorecia ideias de liberdade, igualdade e felicidade individual.

Para completar, um terceiro discurso, sustentado pelo desenvolvimento da biomedicina, reforçava a ideia de que era função da mulher se ocupar dos filhos. “O útero como definidor exclusivo das mulheres vira quase um fetiche dos discursos médicos. Ela passa a ser definida como um ser que se completa e se organiza no papel de mãe”, destaca Tamanini. “A maternidade entra como a solução para a vida das mulheres. Quem faz esse discurso agora é o médico, e essa construção moderna passa a ser necessária para organizar a ordem da sociedade.” [...]

Com o surgimento dos métodos contraceptivos e o avanço do movimento feminista nos anos 1960, a mulher contemporânea pode escolher não ter filhos. Entretanto, a maternidade segue um marcador social relevante. “Parece ser uma escolha individual, mas nem sempre é, porque existem muitas estruturas por trás dessa decisão. Existe uma cobrança, uma expectativa de que se não formos mães, não seremos mulheres de verdade. Às vezes ela é tão forte que faz muitas mulheres serem mães sem nem saberem por quê”, destaca a socióloga Thaís de Souza Lapa, professora adjunta da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e coordenadora do laboratório de Sociologia do Trabalho na mesma universidade. Na avaliação dela, embora atualmente consigam ocupar locais não permitidos no passado, como em cargos de chefia ou cursando ensino superior, muitas mulheres ainda são vistas como “estrangeiras” nesses espaços — e a maternidade é um dos poucos lugares onde isso não acontece.

Revista Galileu, ed. 384, mar. 2024.

O termo “Entretanto”, destacado no último parágrafo, pode ser substituído, sem prejuízo de sentido, por:

Alternativas
Ano: 2024 Banca: NC-UFPR Órgão: Prefeitura de Campo Magro - PR Provas: NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor de Educação Infantil (40h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Farmacêutico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Procurador Municipal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pediatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Cardiologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Veterinário | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Enfermeiro | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Psicólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Agrônomo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Nutricionista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Civil | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fonoaudiólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Psiquiatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Reumatologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fisioterapeuta | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Odontólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Florestal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico da Família | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pneumologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Assistente Social | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor (20h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Contador |
Q2586563 Português

O texto a seguir é referência para as questões 01 a 10.

O destino de ser mãe

A concepção e o valor da maternidade foram se transformando ao longo da história — e a ciência teve um papel fundamental nessas construções. “Não dá para falar em termos lineares e, ao longo do tempo, vemos muitas facetas de maternidade”, pontua a pesquisadora da UFPR [Marlene Tamanini]. Até a Idade Média, a maternidade era desvalorizada e as mulheres não tinham um papel de destaque na criação dos filhos. Entre os motivos que contribuíam para essa visão estavam a ênfase no poder paterno, a fragilidade física das crianças e a alta taxa de mortalidade infantil.

Durante o Renascimento (dos séculos 15 ao 17), a atenção materna às crianças começou a aparecer como valor essencial, especialmente nas classes mais abastadas. A ampliação dessas responsabilidades levou a uma crescente valorização do ideal mulher-mãe, ainda que isso não ultrapassasse o ambiente doméstico e não significasse a redução da autoridade paterna. No Ocidente, a mulher passou a ser vista como “predestinada” a ter filhos, principalmente a partir do século 18. Segundo a filósofa francesa Elisabeth Badinter, uma das mais importantes pesquisadoras da área, dois discursos diferentes confluíram para modificar a atitude da mulher em relação aos filhos: um econômico, que se apoiava em estudos demográficos demonstrando a importância do crescimento populacional para o país; e o liberalismo, que favorecia ideias de liberdade, igualdade e felicidade individual.

Para completar, um terceiro discurso, sustentado pelo desenvolvimento da biomedicina, reforçava a ideia de que era função da mulher se ocupar dos filhos. “O útero como definidor exclusivo das mulheres vira quase um fetiche dos discursos médicos. Ela passa a ser definida como um ser que se completa e se organiza no papel de mãe”, destaca Tamanini. “A maternidade entra como a solução para a vida das mulheres. Quem faz esse discurso agora é o médico, e essa construção moderna passa a ser necessária para organizar a ordem da sociedade.” [...]

Com o surgimento dos métodos contraceptivos e o avanço do movimento feminista nos anos 1960, a mulher contemporânea pode escolher não ter filhos. Entretanto, a maternidade segue um marcador social relevante. “Parece ser uma escolha individual, mas nem sempre é, porque existem muitas estruturas por trás dessa decisão. Existe uma cobrança, uma expectativa de que se não formos mães, não seremos mulheres de verdade. Às vezes ela é tão forte que faz muitas mulheres serem mães sem nem saberem por quê”, destaca a socióloga Thaís de Souza Lapa, professora adjunta da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e coordenadora do laboratório de Sociologia do Trabalho na mesma universidade. Na avaliação dela, embora atualmente consigam ocupar locais não permitidos no passado, como em cargos de chefia ou cursando ensino superior, muitas mulheres ainda são vistas como “estrangeiras” nesses espaços — e a maternidade é um dos poucos lugares onde isso não acontece.

Revista Galileu, ed. 384, mar. 2024.

Em relação aos aspectos de concordância verbal, a forma verbal “estavam”, destacada no primeiro parágrafo, foi empregada em concordância com:

Alternativas
Ano: 2024 Banca: NC-UFPR Órgão: Prefeitura de Campo Magro - PR Provas: NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor de Educação Infantil (40h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Farmacêutico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Procurador Municipal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pediatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Cardiologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Veterinário | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Enfermeiro | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Psicólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Agrônomo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Nutricionista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Civil | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fonoaudiólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Psiquiatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Reumatologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fisioterapeuta | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Odontólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Florestal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico da Família | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pneumologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Assistente Social | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor (20h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Contador |
Q2586562 Português

O texto a seguir é referência para as questões 01 a 10.

O destino de ser mãe

A concepção e o valor da maternidade foram se transformando ao longo da história — e a ciência teve um papel fundamental nessas construções. “Não dá para falar em termos lineares e, ao longo do tempo, vemos muitas facetas de maternidade”, pontua a pesquisadora da UFPR [Marlene Tamanini]. Até a Idade Média, a maternidade era desvalorizada e as mulheres não tinham um papel de destaque na criação dos filhos. Entre os motivos que contribuíam para essa visão estavam a ênfase no poder paterno, a fragilidade física das crianças e a alta taxa de mortalidade infantil.

Durante o Renascimento (dos séculos 15 ao 17), a atenção materna às crianças começou a aparecer como valor essencial, especialmente nas classes mais abastadas. A ampliação dessas responsabilidades levou a uma crescente valorização do ideal mulher-mãe, ainda que isso não ultrapassasse o ambiente doméstico e não significasse a redução da autoridade paterna. No Ocidente, a mulher passou a ser vista como “predestinada” a ter filhos, principalmente a partir do século 18. Segundo a filósofa francesa Elisabeth Badinter, uma das mais importantes pesquisadoras da área, dois discursos diferentes confluíram para modificar a atitude da mulher em relação aos filhos: um econômico, que se apoiava em estudos demográficos demonstrando a importância do crescimento populacional para o país; e o liberalismo, que favorecia ideias de liberdade, igualdade e felicidade individual.

Para completar, um terceiro discurso, sustentado pelo desenvolvimento da biomedicina, reforçava a ideia de que era função da mulher se ocupar dos filhos. “O útero como definidor exclusivo das mulheres vira quase um fetiche dos discursos médicos. Ela passa a ser definida como um ser que se completa e se organiza no papel de mãe”, destaca Tamanini. “A maternidade entra como a solução para a vida das mulheres. Quem faz esse discurso agora é o médico, e essa construção moderna passa a ser necessária para organizar a ordem da sociedade.” [...]

Com o surgimento dos métodos contraceptivos e o avanço do movimento feminista nos anos 1960, a mulher contemporânea pode escolher não ter filhos. Entretanto, a maternidade segue um marcador social relevante. “Parece ser uma escolha individual, mas nem sempre é, porque existem muitas estruturas por trás dessa decisão. Existe uma cobrança, uma expectativa de que se não formos mães, não seremos mulheres de verdade. Às vezes ela é tão forte que faz muitas mulheres serem mães sem nem saberem por quê”, destaca a socióloga Thaís de Souza Lapa, professora adjunta da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e coordenadora do laboratório de Sociologia do Trabalho na mesma universidade. Na avaliação dela, embora atualmente consigam ocupar locais não permitidos no passado, como em cargos de chefia ou cursando ensino superior, muitas mulheres ainda são vistas como “estrangeiras” nesses espaços — e a maternidade é um dos poucos lugares onde isso não acontece.

Revista Galileu, ed. 384, mar. 2024.

O trecho “sustentado pelo desenvolvimento da biomedicina”, destacado no terceiro parágrafo, exerce a função de:

Alternativas
Ano: 2024 Banca: NC-UFPR Órgão: Prefeitura de Campo Magro - PR Provas: NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor de Educação Infantil (40h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Farmacêutico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Procurador Municipal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pediatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Cardiologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Veterinário | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Enfermeiro | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Psicólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Agrônomo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Nutricionista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Civil | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fonoaudiólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Psiquiatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Reumatologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fisioterapeuta | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Odontólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Florestal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico da Família | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pneumologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Assistente Social | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor (20h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Contador |
Q2586560 Português

O texto a seguir é referência para as questões 01 a 10.

O destino de ser mãe

A concepção e o valor da maternidade foram se transformando ao longo da história — e a ciência teve um papel fundamental nessas construções. “Não dá para falar em termos lineares e, ao longo do tempo, vemos muitas facetas de maternidade”, pontua a pesquisadora da UFPR [Marlene Tamanini]. Até a Idade Média, a maternidade era desvalorizada e as mulheres não tinham um papel de destaque na criação dos filhos. Entre os motivos que contribuíam para essa visão estavam a ênfase no poder paterno, a fragilidade física das crianças e a alta taxa de mortalidade infantil.

Durante o Renascimento (dos séculos 15 ao 17), a atenção materna às crianças começou a aparecer como valor essencial, especialmente nas classes mais abastadas. A ampliação dessas responsabilidades levou a uma crescente valorização do ideal mulher-mãe, ainda que isso não ultrapassasse o ambiente doméstico e não significasse a redução da autoridade paterna. No Ocidente, a mulher passou a ser vista como “predestinada” a ter filhos, principalmente a partir do século 18. Segundo a filósofa francesa Elisabeth Badinter, uma das mais importantes pesquisadoras da área, dois discursos diferentes confluíram para modificar a atitude da mulher em relação aos filhos: um econômico, que se apoiava em estudos demográficos demonstrando a importância do crescimento populacional para o país; e o liberalismo, que favorecia ideias de liberdade, igualdade e felicidade individual.

Para completar, um terceiro discurso, sustentado pelo desenvolvimento da biomedicina, reforçava a ideia de que era função da mulher se ocupar dos filhos. “O útero como definidor exclusivo das mulheres vira quase um fetiche dos discursos médicos. Ela passa a ser definida como um ser que se completa e se organiza no papel de mãe”, destaca Tamanini. “A maternidade entra como a solução para a vida das mulheres. Quem faz esse discurso agora é o médico, e essa construção moderna passa a ser necessária para organizar a ordem da sociedade.” [...]

Com o surgimento dos métodos contraceptivos e o avanço do movimento feminista nos anos 1960, a mulher contemporânea pode escolher não ter filhos. Entretanto, a maternidade segue um marcador social relevante. “Parece ser uma escolha individual, mas nem sempre é, porque existem muitas estruturas por trás dessa decisão. Existe uma cobrança, uma expectativa de que se não formos mães, não seremos mulheres de verdade. Às vezes ela é tão forte que faz muitas mulheres serem mães sem nem saberem por quê”, destaca a socióloga Thaís de Souza Lapa, professora adjunta da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e coordenadora do laboratório de Sociologia do Trabalho na mesma universidade. Na avaliação dela, embora atualmente consigam ocupar locais não permitidos no passado, como em cargos de chefia ou cursando ensino superior, muitas mulheres ainda são vistas como “estrangeiras” nesses espaços — e a maternidade é um dos poucos lugares onde isso não acontece.

Revista Galileu, ed. 384, mar. 2024.

As ideias apresentadas pelo texto deixam ver, nas entrelinhas, uma opinião sendo defendida. O recurso utilizado predominantemente no texto para marcar essa opinião é:

Alternativas
Ano: 2024 Banca: NC-UFPR Órgão: Prefeitura de Campo Magro - PR Provas: NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor de Educação Infantil (40h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Farmacêutico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Procurador Municipal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pediatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Cardiologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Veterinário | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Enfermeiro | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Psicólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Agrônomo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Nutricionista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Civil | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fonoaudiólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Psiquiatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Reumatologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fisioterapeuta | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Odontólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Florestal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico da Família | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pneumologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Assistente Social | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor (20h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Contador |
Q2586559 Português

O texto a seguir é referência para as questões 01 a 10.

O destino de ser mãe

A concepção e o valor da maternidade foram se transformando ao longo da história — e a ciência teve um papel fundamental nessas construções. “Não dá para falar em termos lineares e, ao longo do tempo, vemos muitas facetas de maternidade”, pontua a pesquisadora da UFPR [Marlene Tamanini]. Até a Idade Média, a maternidade era desvalorizada e as mulheres não tinham um papel de destaque na criação dos filhos. Entre os motivos que contribuíam para essa visão estavam a ênfase no poder paterno, a fragilidade física das crianças e a alta taxa de mortalidade infantil.

Durante o Renascimento (dos séculos 15 ao 17), a atenção materna às crianças começou a aparecer como valor essencial, especialmente nas classes mais abastadas. A ampliação dessas responsabilidades levou a uma crescente valorização do ideal mulher-mãe, ainda que isso não ultrapassasse o ambiente doméstico e não significasse a redução da autoridade paterna. No Ocidente, a mulher passou a ser vista como “predestinada” a ter filhos, principalmente a partir do século 18. Segundo a filósofa francesa Elisabeth Badinter, uma das mais importantes pesquisadoras da área, dois discursos diferentes confluíram para modificar a atitude da mulher em relação aos filhos: um econômico, que se apoiava em estudos demográficos demonstrando a importância do crescimento populacional para o país; e o liberalismo, que favorecia ideias de liberdade, igualdade e felicidade individual.

Para completar, um terceiro discurso, sustentado pelo desenvolvimento da biomedicina, reforçava a ideia de que era função da mulher se ocupar dos filhos. “O útero como definidor exclusivo das mulheres vira quase um fetiche dos discursos médicos. Ela passa a ser definida como um ser que se completa e se organiza no papel de mãe”, destaca Tamanini. “A maternidade entra como a solução para a vida das mulheres. Quem faz esse discurso agora é o médico, e essa construção moderna passa a ser necessária para organizar a ordem da sociedade.” [...]

Com o surgimento dos métodos contraceptivos e o avanço do movimento feminista nos anos 1960, a mulher contemporânea pode escolher não ter filhos. Entretanto, a maternidade segue um marcador social relevante. “Parece ser uma escolha individual, mas nem sempre é, porque existem muitas estruturas por trás dessa decisão. Existe uma cobrança, uma expectativa de que se não formos mães, não seremos mulheres de verdade. Às vezes ela é tão forte que faz muitas mulheres serem mães sem nem saberem por quê”, destaca a socióloga Thaís de Souza Lapa, professora adjunta da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e coordenadora do laboratório de Sociologia do Trabalho na mesma universidade. Na avaliação dela, embora atualmente consigam ocupar locais não permitidos no passado, como em cargos de chefia ou cursando ensino superior, muitas mulheres ainda são vistas como “estrangeiras” nesses espaços — e a maternidade é um dos poucos lugares onde isso não acontece.

Revista Galileu, ed. 384, mar. 2024.

De acordo com a ideia central do texto, embora com várias facetas, historicamente, o ideal de maternidade é:

Alternativas
Ano: 2024 Banca: NC-UFPR Órgão: Prefeitura de Campo Magro - PR Provas: NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor de Educação Infantil (40h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Farmacêutico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Procurador Municipal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pediatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Cardiologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Veterinário | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Enfermeiro | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Psicólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Agrônomo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Nutricionista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Civil | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fonoaudiólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Psiquiatra | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Reumatologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Fisioterapeuta | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Odontólogo | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Engenheiro Florestal | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico da Família | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Médico Pneumologista | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Assistente Social | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Professor (20h) | NC-UFPR - 2024 - Prefeitura de Campo Magro - PR - Contador |
Q2586558 Português

O texto a seguir é referência para as questões 01 a 10.

O destino de ser mãe

A concepção e o valor da maternidade foram se transformando ao longo da história — e a ciência teve um papel fundamental nessas construções. “Não dá para falar em termos lineares e, ao longo do tempo, vemos muitas facetas de maternidade”, pontua a pesquisadora da UFPR [Marlene Tamanini]. Até a Idade Média, a maternidade era desvalorizada e as mulheres não tinham um papel de destaque na criação dos filhos. Entre os motivos que contribuíam para essa visão estavam a ênfase no poder paterno, a fragilidade física das crianças e a alta taxa de mortalidade infantil.

Durante o Renascimento (dos séculos 15 ao 17), a atenção materna às crianças começou a aparecer como valor essencial, especialmente nas classes mais abastadas. A ampliação dessas responsabilidades levou a uma crescente valorização do ideal mulher-mãe, ainda que isso não ultrapassasse o ambiente doméstico e não significasse a redução da autoridade paterna. No Ocidente, a mulher passou a ser vista como “predestinada” a ter filhos, principalmente a partir do século 18. Segundo a filósofa francesa Elisabeth Badinter, uma das mais importantes pesquisadoras da área, dois discursos diferentes confluíram para modificar a atitude da mulher em relação aos filhos: um econômico, que se apoiava em estudos demográficos demonstrando a importância do crescimento populacional para o país; e o liberalismo, que favorecia ideias de liberdade, igualdade e felicidade individual.

Para completar, um terceiro discurso, sustentado pelo desenvolvimento da biomedicina, reforçava a ideia de que era função da mulher se ocupar dos filhos. “O útero como definidor exclusivo das mulheres vira quase um fetiche dos discursos médicos. Ela passa a ser definida como um ser que se completa e se organiza no papel de mãe”, destaca Tamanini. “A maternidade entra como a solução para a vida das mulheres. Quem faz esse discurso agora é o médico, e essa construção moderna passa a ser necessária para organizar a ordem da sociedade.” [...]

Com o surgimento dos métodos contraceptivos e o avanço do movimento feminista nos anos 1960, a mulher contemporânea pode escolher não ter filhos. Entretanto, a maternidade segue um marcador social relevante. “Parece ser uma escolha individual, mas nem sempre é, porque existem muitas estruturas por trás dessa decisão. Existe uma cobrança, uma expectativa de que se não formos mães, não seremos mulheres de verdade. Às vezes ela é tão forte que faz muitas mulheres serem mães sem nem saberem por quê”, destaca a socióloga Thaís de Souza Lapa, professora adjunta da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e coordenadora do laboratório de Sociologia do Trabalho na mesma universidade. Na avaliação dela, embora atualmente consigam ocupar locais não permitidos no passado, como em cargos de chefia ou cursando ensino superior, muitas mulheres ainda são vistas como “estrangeiras” nesses espaços — e a maternidade é um dos poucos lugares onde isso não acontece.

Revista Galileu, ed. 384, mar. 2024.

A partir das ideias apresentadas no texto, infere-se que:

Alternativas
Q2541360 Medicina
Durante um programa de reabilitação pulmonar, um paciente com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) apresenta piora na dispneia durante a execução de exercícios físicos.
Qual deve ser a conduta mais apropriada para este paciente?
Alternativas
Q2541359 Medicina
Durante o acompanhamento de um paciente com tuberculose pulmonar, foram realizadas várias baciloscopias para monitorar a resposta ao tratamento.
Considerando o papel da baciloscopia no manejo da tuberculose, qual das seguintes afirmações está correta? 
Alternativas
Q2541358 Medicina
Em relação à imunoterapia no tratamento do câncer de pulmão, qual das seguintes alternativas está correta? 
Alternativas
Q2541357 Medicina
Um paciente de 45 anos apresenta tosse crônica produtiva, febre intermitente e perda de peso. A tomografia computadorizada de alta resolução revela bronquiectasias bilaterais. 
Qual das seguintes medidas é mais adequada para confirmar o diagnóstico de uma possível pneumopatia supurativa subjacente e determinar a causa subjacente? 
Alternativas
Respostas
1141: A
1142: C
1143: D
1144: C
1145: D
1146: E
1147: B
1148: C
1149: C
1150: E
1151: A
1152: E
1153: B
1154: D
1155: B
1156: A
1157: B
1158: D
1159: B
1160: C