Um paciente de 45 anos apresenta tosse crônica produtiva, f...
Qual das seguintes medidas é mais adequada para confirmar o diagnóstico de uma possível pneumopatia supurativa subjacente e determinar a causa subjacente?
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Tema central: Paciente com tosse crônica produtiva, febre intermitente, perda de peso e bronquiectasias em TCAR. O quadro sugere pneumopatia supurativa, em que a prioridade é identificar o patógeno e sua sensibilidade para direcionar a terapia e reduzir exacerbações e dano brônquico.
Alternativa correta (C): Realizar cultura de escarro e teste de sensibilidade
É a conduta mais adequada para confirmar a infecção ativa e determinar o agente causal (p.ex., Pseudomonas aeruginosa, Haemophilus influenzae, Staphylococcus aureus), permitindo escolha de antibiótico dirigido. Deve-se coletar antes do antibiótico. Em suspeita clínica, incluir pesquisa para micobactérias (BAAR/NTM) e fungos. Diretrizes ERS 2017 e BTS 2019 recomendam cultura rotineira do escarro para orientar manejo e prognóstico.
Por que as demais estão incorretas?
- A – Espirometria: útil para avaliar gravidade e padrão obstrutivo, mas não identifica o agente etiológico nem confirma a causa supurativa. É exame de monitorização, não o primeiro passo etiológico.
- B – Antibiótico empírico amplo e observar: pode mascarar o patógeno, favorecer resistência e atrasar tratamento adequado. Diretrizes recomendam coletar escarro antes do início da terapia (UpToDate; ERS/BTS).
- D – Biópsia pulmonar: invasiva e raramente necessária em bronquiectasias. Indicada apenas em situações atípicas (suspeita de vasculites, neoplasia, doenças intersticiais específicas). Não é o passo inicial para confirmar infecção nem para guiar antibiótico.
- E – Testes genéticos (fibrose cística e outros): podem ser úteis em casos selecionados (início precoce, infertilidade masculina, pancreatite, história familiar). Entretanto, não confirmam a pneumopatia supurativa ativa nem definem o antibiótico imediato; não são o primeiro passo neste adulto de 45 anos.
Como pensar na prova: Diante de bronquiectasias e sintomas supurativos, priorize o exame que muda conduta imediata: cultura de escarro com sensibilidade. Depois, complemente a etiologia de base conforme diretrizes: imunoglobulinas (deficiências), investigação de ABPA (IgE total e específica para Aspergillus), HIV, alfa-1 antitripsina e, se indicado, BAAR/NTM. A espirometria entra para estratificação e seguimento.
Referências essenciais: ERS Guidelines for adult bronchiectasis (2017); BTS Guideline for bronchiectasis in adults (2019); UpToDate (Bronchiectasis: diagnosis and treatment); Harrison’s Principles of Internal Medicine.
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