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Q2541357 Medicina
Um paciente de 45 anos apresenta tosse crônica produtiva, febre intermitente e perda de peso. A tomografia computadorizada de alta resolução revela bronquiectasias bilaterais. 
Qual das seguintes medidas é mais adequada para confirmar o diagnóstico de uma possível pneumopatia supurativa subjacente e determinar a causa subjacente? 
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Tema central: Paciente com tosse crônica produtiva, febre intermitente, perda de peso e bronquiectasias em TCAR. O quadro sugere pneumopatia supurativa, em que a prioridade é identificar o patógeno e sua sensibilidade para direcionar a terapia e reduzir exacerbações e dano brônquico.

Alternativa correta (C): Realizar cultura de escarro e teste de sensibilidade

É a conduta mais adequada para confirmar a infecção ativa e determinar o agente causal (p.ex., Pseudomonas aeruginosa, Haemophilus influenzae, Staphylococcus aureus), permitindo escolha de antibiótico dirigido. Deve-se coletar antes do antibiótico. Em suspeita clínica, incluir pesquisa para micobactérias (BAAR/NTM) e fungos. Diretrizes ERS 2017 e BTS 2019 recomendam cultura rotineira do escarro para orientar manejo e prognóstico.

Por que as demais estão incorretas?

  • A – Espirometria: útil para avaliar gravidade e padrão obstrutivo, mas não identifica o agente etiológico nem confirma a causa supurativa. É exame de monitorização, não o primeiro passo etiológico.
  • B – Antibiótico empírico amplo e observar: pode mascarar o patógeno, favorecer resistência e atrasar tratamento adequado. Diretrizes recomendam coletar escarro antes do início da terapia (UpToDate; ERS/BTS).
  • D – Biópsia pulmonar: invasiva e raramente necessária em bronquiectasias. Indicada apenas em situações atípicas (suspeita de vasculites, neoplasia, doenças intersticiais específicas). Não é o passo inicial para confirmar infecção nem para guiar antibiótico.
  • E – Testes genéticos (fibrose cística e outros): podem ser úteis em casos selecionados (início precoce, infertilidade masculina, pancreatite, história familiar). Entretanto, não confirmam a pneumopatia supurativa ativa nem definem o antibiótico imediato; não são o primeiro passo neste adulto de 45 anos.

Como pensar na prova: Diante de bronquiectasias e sintomas supurativos, priorize o exame que muda conduta imediata: cultura de escarro com sensibilidade. Depois, complemente a etiologia de base conforme diretrizes: imunoglobulinas (deficiências), investigação de ABPA (IgE total e específica para Aspergillus), HIV, alfa-1 antitripsina e, se indicado, BAAR/NTM. A espirometria entra para estratificação e seguimento.

Referências essenciais: ERS Guidelines for adult bronchiectasis (2017); BTS Guideline for bronchiectasis in adults (2019); UpToDate (Bronchiectasis: diagnosis and treatment); Harrison’s Principles of Internal Medicine.

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A questão apresentada descreve um paciente com sintomas indicativos de uma pneumopatia supurativa, como tosse crônica produtiva, febre intermitente e perda de peso, aliados à evidência radiológica de bronquiectasias bilaterais. Diante desse quadro, a alternativa correta é a C: "Realizar uma cultura de escarro e testes de sensibilidade para identificar o patógeno e direcionar o tratamento antimicrobiano". Esta é a medida mais adequada porque permite identificar a presença de patógenos específicos no escarro do paciente, possibilitando um tratamento direcionado e mais eficaz. Outros métodos, como a espirometria (alternativa A), não identificam a causa infecciosa subjacente, e o tratamento empírico com antibióticos de amplo espectro (alternativa B) pode não ser suficiente ou adequado sem a identificação do patógeno. A biópsia pulmonar (alternativa D) é um procedimento invasivo e geralmente não é a primeira escolha neste contexto. Testes genéticos (alternativa E) podem ser relevantes em contextos específicos, como suspeita de fibrose cística, mas não são a primeira linha para a confirmação de uma pneumopatia supurativa infecciosa. Portanto, a cultura de escarro é a ferramenta diagnóstica mais eficaz e menos invasiva para guiar o tratamento adequado.

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