Questões de Concurso Para professor - 1 ao 5 ano ensino fundamental

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Q805835 Português

Uma estranha descoberta

Lá dentro viu dependurados compridos casacos de peles. Lúcia gostava muito do cheiro e do contato das peles. Pulou para dentro e se meteu entre os casacos, deixando que eles lhe afagassem o rosto. Não fechou a porta, naturalmente: sabia muito bem que seria uma tolice fechar-se dentro de um guarda roupa. Foi avançando cada vez mais e descobriu que havia uma segunda fila de casacos pendurada atrás da primeira. Ali já estava meio escuro, e ela estendia os braços, para não bater com a cara no fundo do móvel. Deu mais uns passos, esperando sempre tocar no fundo com as pontas dos dedos. Mas nada encontrava. 

“Deve ser um guarda-roupa colossal!”, pensou Lúcia, avançando ainda mais. De repente notou que estava pisando qualquer coisa que se desfazia debaixo de seus pés. Seriam outras bolinhas de naftalina? Abaixou-se para examinar com as mãos. Em vez de achar o fundo liso e duro do guarda roupa, encontrou uma coisa macia e fria, que se esfarelava nos dedos. “É muito estranho”, pensou, e deu mais um ou dois passos.

O que agora lhe roçava o rosto e as mãos não eram mais as peles macias, mas algo duro, áspero e que espetava.

– Ora essa! Parecem ramos de árvores!

Só então viu que havia uma luz em frente, não a dois palmos do nariz, onde deveria estar o fundo do guarda-roupa, mas lá longe. Caía-lhe em cima uma coisa leve e macia. Um minuto depois, percebeu que estava num bosque, à noite, e que havia neve sob os seus pés, enquanto outros flocos tombavam do ar. Sentiu-se um pouco assustada, mas, ao mesmo tempo, excitada e cheia de curiosidade. Olhando para trás, lá no fundo, por entre os troncos sombrios das árvores, viu ainda a porta aberta do guarda-roupa e também distinguiu a sala vazia de onde havia saído. Naturalmente, deixara a porta aberta, porque bem sabia que é uma estupidez uma pessoa fechar-se num guarda-roupa. Lá longe ainda parecia divisar a luz do dia.

- Se alguma coisa não correr bem, posso perfeitamente voltar. 

E ela começou a avançar devagar sobre a neve, na direção da luz distante. 

Dez minutos depois, chegou lá e viu que se tratava de um lampião. O que estaria fazendo um lampião no meio de um bosque? Lúcia pensava no que deveria fazer, quando ouviu uns pulinhos ligeiros e leves que vinham na sua direção. De repente, à luz do lampião, surgiu um tipo muito estranho. 

Era um pouquinho mais alto do que Lúcia e levava uma sombrinha branca. Da cintura para cima parecia um homem, mas as pernas eram de bode (com pelos pretos e acetinados) e, em vez de pés, tinha cascos de bode. Tinha também cauda, mas a princípio Lúcia não notou, pois ela descansava elegantemente sobre o braço que segurava a sombrinha, para não se arrastar pela neve.

Trazia um cachecol vermelho de lã enrolado no pescoço. Sua pele também era meio avermelhada. A cara era estranha, mas simpática, com uma barbicha pontuda e cabelos frisados, de onde lhe saíam dois chifres, um de cada lado da testa. Na outra mão carregava vários embrulhos de papel pardo. Com todos aqueles pacotes e coberto de neve, parecia que acabava de fazer suas compras de Natal.

Era um fauno. Quando viu Lúcia, ficou tão espantado que deixou cair os embrulhos.

– Ora bolas! - exclamou o fauno.

[...] 

LEWIS, C.S.Uma estranha descoberta.In: As Crônicas de Nárnia.Tradução de Paulo Mendes Campos. São Paulo: Martins Fontes, 2005. p.105-6. Volume único.



Considerando o contexto em que se produziu a colocação do pronome oblíquo, em “encontrou uma coisa macia e fria, que se esfarelava nos dedos.”, pode-se afirmar, corretamente, que foi assim realizada porque:
Alternativas
Q805834 Português

Uma estranha descoberta

Lá dentro viu dependurados compridos casacos de peles. Lúcia gostava muito do cheiro e do contato das peles. Pulou para dentro e se meteu entre os casacos, deixando que eles lhe afagassem o rosto. Não fechou a porta, naturalmente: sabia muito bem que seria uma tolice fechar-se dentro de um guarda roupa. Foi avançando cada vez mais e descobriu que havia uma segunda fila de casacos pendurada atrás da primeira. Ali já estava meio escuro, e ela estendia os braços, para não bater com a cara no fundo do móvel. Deu mais uns passos, esperando sempre tocar no fundo com as pontas dos dedos. Mas nada encontrava. 

“Deve ser um guarda-roupa colossal!”, pensou Lúcia, avançando ainda mais. De repente notou que estava pisando qualquer coisa que se desfazia debaixo de seus pés. Seriam outras bolinhas de naftalina? Abaixou-se para examinar com as mãos. Em vez de achar o fundo liso e duro do guarda roupa, encontrou uma coisa macia e fria, que se esfarelava nos dedos. “É muito estranho”, pensou, e deu mais um ou dois passos.

O que agora lhe roçava o rosto e as mãos não eram mais as peles macias, mas algo duro, áspero e que espetava.

– Ora essa! Parecem ramos de árvores!

Só então viu que havia uma luz em frente, não a dois palmos do nariz, onde deveria estar o fundo do guarda-roupa, mas lá longe. Caía-lhe em cima uma coisa leve e macia. Um minuto depois, percebeu que estava num bosque, à noite, e que havia neve sob os seus pés, enquanto outros flocos tombavam do ar. Sentiu-se um pouco assustada, mas, ao mesmo tempo, excitada e cheia de curiosidade. Olhando para trás, lá no fundo, por entre os troncos sombrios das árvores, viu ainda a porta aberta do guarda-roupa e também distinguiu a sala vazia de onde havia saído. Naturalmente, deixara a porta aberta, porque bem sabia que é uma estupidez uma pessoa fechar-se num guarda-roupa. Lá longe ainda parecia divisar a luz do dia.

- Se alguma coisa não correr bem, posso perfeitamente voltar. 

E ela começou a avançar devagar sobre a neve, na direção da luz distante. 

Dez minutos depois, chegou lá e viu que se tratava de um lampião. O que estaria fazendo um lampião no meio de um bosque? Lúcia pensava no que deveria fazer, quando ouviu uns pulinhos ligeiros e leves que vinham na sua direção. De repente, à luz do lampião, surgiu um tipo muito estranho. 

Era um pouquinho mais alto do que Lúcia e levava uma sombrinha branca. Da cintura para cima parecia um homem, mas as pernas eram de bode (com pelos pretos e acetinados) e, em vez de pés, tinha cascos de bode. Tinha também cauda, mas a princípio Lúcia não notou, pois ela descansava elegantemente sobre o braço que segurava a sombrinha, para não se arrastar pela neve.

Trazia um cachecol vermelho de lã enrolado no pescoço. Sua pele também era meio avermelhada. A cara era estranha, mas simpática, com uma barbicha pontuda e cabelos frisados, de onde lhe saíam dois chifres, um de cada lado da testa. Na outra mão carregava vários embrulhos de papel pardo. Com todos aqueles pacotes e coberto de neve, parecia que acabava de fazer suas compras de Natal.

Era um fauno. Quando viu Lúcia, ficou tão espantado que deixou cair os embrulhos.

– Ora bolas! - exclamou o fauno.

[...] 

LEWIS, C.S.Uma estranha descoberta.In: As Crônicas de Nárnia.Tradução de Paulo Mendes Campos. São Paulo: Martins Fontes, 2005. p.105-6. Volume único.



“De repente notou que estava pisando qualquer coisa que se desfazia debaixo de seus pés.” Com relação aos componentes destacados do trecho, é correto afirmar que:
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Q777584 Matemática
Lucas e Maria Clara resolveram organizar suas finanças mensalmente em 2017. Para isso dividirão a renda líquida dos dois em cinco caixas, como mostra o modelo a seguir:
1ª caixa Indispensável 55% 2ª caixa Sonhos 25% 3ª caixa Cursos 10% 4ª caixa Aposentadoria 5% 5ª caixa Extras 5%
Se no mês de janeiro eles colocaram R$ 1.250,00 na caixa dos Sonhos (2ª caixa), o valor colocado na caixa das necessidades Indispensáveis (1ª caixa), no mesmo mês, foi:
Alternativas
Q777583 Matemática
Andreia preparou refresco de frutas para os seus 40 alunos. Cada aluno beberá em média dois copos de refresco de 300 mL. No preparo ela utilizou garrafas de suco concentrado de 500 mL cada e água gelada. Para cada 200 mL (1 copo) de suco concentrado ela misturou 1,4 litros (7 copos) de água gelada. O número mínimo de garrafas de suco concentrado utilizadas por ela foi:
Alternativas
Q777582 Matemática
No Brasil, tem-se 22,3 milhões de beneficiários do INSS que recebem um salário mínimo. O salário mínimo de R$ 880,00, pago em 2015, teve um aumento de aproximadamente 6,48%, passando para R$ 937,00. De acordo com os dados anteriores, o valor aproximado, em bilhões de reais, que o INSS gastará a mais, devido ao aumento será: 
Alternativas
Q777581 Matemática
O Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA), previu o pagamento de 83.936 famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família, no estado do Acre, com valor médio de R$ 260,40, por família, em setembro de 2016. O valor total pago para essas famílias, de acordo com a previsão, seria de aproximadamente:
Alternativas
Q777580 Raciocínio Lógico
No dia 28 de dezembro de 2016, Rio Branco comemorou 134 anos de fundação. Se o ano da fundação de Rio Branco for representado por ABCD, pode-se misturar os algarismos e representar o número BACD, com o material Dourado de Montessori da seguinte maneira:
Alternativas
Q777579 Português
Para que se desenvolva a capacidade leitora de forma eficaz, é necessário selecionar procedimentos de leitura em função dos diferentes objetivos e interesses do sujeito (estudo, formação pessoal, entretenimento, realização de tarefa) e das características do gênero e suporte, apontadas a seguir:
I. leitura integral: fazê-la de forma sequenciada e fragmentada. II. leitura inspecional: utilizar expedientes de escolha de textos para leitura posterior. III. leitura tópica: identificar informações pontuais no texto, localizar verbetes em um dicionário ou enciclopédia. IV. leitura item a item: realizar uma tarefa seguindo comandos que pressupõem uma ordenação necessária.
Estão corretos apenas os itens:
Alternativas
Q777578 Pedagogia
A leitura em que professor e alunos realizam paulatinamente, em conjunto, prática fundamental para a explicitação das estratégias e procedimentos que um leitor proficiente utiliza é denominada:
Alternativas
Q777577 Pedagogia
Considerando desdobramentos que podemos fazer para compreender a diversidade do trabalho com os métodos e de sua apropriação pelos professores, alguns pontos podem ser levantados:
1. o professor deve escolher os caminhos a seguir para organizar e sistematizar a alfabetização, desde que obtenha sucesso e qualidade no trabalho. 2. a crença do professor na capacidade dos alunos é tão importante quanto a escolha de métodos. 3. recuperação de estratégias dos métodos clássicos em determinadas situações de ensino não é incompatível com os avanços da área. 4. os professores que aplicam métodos ditos tradicionais devem avaliar até que ponto vêm obtendo resultados para repensar se devem ou não suprir aspectos deficitários do método escolhido. 5. a forma como a criança elabora as atividades de escrita deve ser observada pelo professor para a escolha da melhor intervenção e os erros que os alunos cometem devem levar o professor a manter seus métodos de trabalho.
Estão corretos apenas os itens:
Alternativas
Q777576 Pedagogia
Interpretando os desdobramentos do construtivismo, podem-se ressaltar alguns princípios básicos que levariam o professor a ter outra postura perante o aluno. O aprendiz é visto como um sujeito que:
I. tem acesso à escrita na sociedade antes de passar por um processo sistemático de ensino na escola. II. tem um processo abstrato de pensamento, de modo que cada “erro” de escrita indica uma hipótese sobre o conteúdo do sistema alfabético de escrita. III. constrói conhecimentos em situação espontânea, desde que conviva com o sistema de escrita e obtenha algumas informações sobre seu funcionamento.
Está correto o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q777575 Pedagogia
O método de alfabetização cujo princípio é de que é preciso ensinar as relações entre sons e letras, para que se relacione a palavra falada com a escrita é denominado:
Alternativas
Q777574 Pedagogia
A ideia de evolução psicogenética é entendida como um processo ativo e pessoal de elaboração:
Alternativas
Q777573 Pedagogia
Uma das características principais dos princípios fundantes da abordagem holística que prima por uma compreensão mais alargada possível da relação interativa e simbiótica entre parte-todo, todo-parte é a:
Alternativas
Q777572 Pedagogia
Para os alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental, as aspirações ou propósitos, dos componentes não pessoais, que se deseja alcançar através do processo ensino-aprendizagem de matemática, dentre outros são os seguintes:
1. Construir o significado do número natural a partir de seus diferentes usos no contexto social, explorando situações-problema que envolva contagens, medidas e códigos numéricos. 2. Resolver situações-problema e construir, a partir delas, os significados das operações fundamentais. 3. Desenvolver procedimentos de cálculo — mental, escrito, exato, aproximado — pela observação de regularidades e de propriedades das operações e pela antecipação e verificação de resultados. 4. Estimular aspirações sociais necessárias para a transformação da sociedade, através da formação do aluno.
Estão corretos apenas os itens:
Alternativas
Q777571 Pedagogia
O currículo, assumindo como referência os princípios educacionais garantidos à educação, configura-se como o conjunto de valores e práticas que proporcionam a produção, a socialização de significados no espaço social e contribuem intensamente para a construção de:
Alternativas
Q777570 Pedagogia
A atuação pedagógica com um enfoque globalizador parte do pressuposto de que os conteúdos de aprendizagem são “sempre meios para conhecer ou responder a questões que uma realidade experiencial dos alunos proporciona: realidade que é sempre global e complexa” (ZABALA, 2002, p. 28). Os conteúdos que envolvem ações ordenadas com um fim, ou seja, ações direcionadas para a realização de um objetivo, que se referem a um aprender a fazer, que envolvem regras, técnicas, métodos, estratégias e habilidades (como exemplos: ler, desenhar, observar, classificar e traduzir) são denominados:
Alternativas
Q777569 Pedagogia
Sobre avaliação, leia as afirmativas a seguir.
I. A avaliação formativa indica o que deveria ser feito para tornar a avaliação verdadeiramente útil em situação pedagógica. II. A avaliação somativa consiste em classificar os alunos de acordo com os níveis de aproveitamento. III. A ação avaliativa mediadora está presente nas provas bimestrais dos alunos, no final de cada etapa, e consiste na análise dos seus entendimentos de forma educativa.
Está correto o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q777568 Pedagogia
A autonomia pedagógica e financeira e a implementação de um projeto político-pedagógico próprio da unidade escolar encontram vários limites no paradigma de gestão escolar vigente, destacando, dentre eles:
Alternativas
Q777567 Pedagogia
Educação e escola têm um relação estreita, mas não de dependência, pois há uma distinção entre a educação escolar e a educação que ocorre fora da escola. Sobre a função da família e da escola, pode-se afirmar que:
1. o grupo familiar deve educar as crianças para que tenham uma moral e valores compatíveis com a cultura em que vivem. 2. a responsabilidade familiar é tradicionalmente chamada de educação primária. 3. a escola se relaciona com o senso comum e não com a ciência. 4. escola e família compartilham a tarefa de preparar as crianças e os jovens para a inserção crítica, participativa e produtiva na sociedade. 5. escola e família compartilham a tarefa de preparar os sujeitos para a vida socioeconômica e cultural, mas divergem nos objetivos que têm nas tarefas de ensinar.
Estão corretos apenas:
Alternativas
Respostas
3221: A
3222: A
3223: B
3224: C
3225: B
3226: A
3227: D
3228: B
3229: C
3230: E
3231: D
3232: A
3233: D
3234: C
3235: B
3236: A
3237: D
3238: D
3239: C
3240: E