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Seria necessário refletir sobre isso seriamente: por que saltamos à água para socorrer alguém que está se afogando, embora não tenhamos por ele qualquer simpatia particular? Por compaixão: só pensamos no próximo — responde o irrefletido. Por que sentimos a dor e o mal-estar daquele que cospe sangue, embora na realidade não lhe queiramos bem? Por compaixão: nesse momento não pensamos mais em nós — responde o mesmo irrefletido. A verdade é que na compaixão — quero dizer, no que costumamos chamar erradamente compaixão — não pensamos certamente em nós de modo consciente, mas inconscientemente pensamos e pensamos muito, da mesma maneira que, quando escorregamos, executamos inconscientemente os movimentos contrários que restabelecem o equilíbrio, pondo nisso todo o nosso bom senso. O acidente do outro nos toca e faria sentir nossa impotência, talvez nossa covardia, se não o socorrêssemos. Ou então traz consigo mesmo uma diminuição de nossa honra perante os outros ou diante de nós mesmos. Ou ainda vemos nos acidentes e no sofrimento dos outros um aviso do perigo que também nos espia; mesmo que fosse como simples indício da incerteza e da fragilidade humanas que pode produzir em nós um efeito penoso. Rechaçamos esse tipo de miséria e de ofensa e respondemos com um ato de compaixão que pode encerrar uma sutil defesa ou até uma vingança. Podemos imaginar que no fundo é em nós que pensamos, considerando a decisão que tomamos em todos os casos em que podemos evitar o espetáculo daqueles que sofrem, gemem e estão na miséria: decidimos não deixar de evitar, sempre que podemos vir a desempenhar o papel de homens fortes e salvadores, certos da aprovação, sempre que queremos experimentar o inverso de nossa felicidade ou mesmo quando esperamos nos divertir com nosso aborrecimento. Fazemos confusão ao chamar compaixão ao sofrimento que nos causa um tal espetáculo e que pode ser de natureza muito variada, pois em todos os casos é um sofrimento de que está isento aquele que sofre diante de nós: diz-nos respeito a nós tal como o dele diz respeito a ele. Ora, só nos libertamos desse sofrimento pessoal quando nos entregamos a atos de compaixão. [...]
NIETZSCHE, Friedrich. Aurora. Trad. Antonio Carlos Braga. São Paulo: Escala, 2007. p. 104-105.
Como ficará a forma verbal do fragmento “Rechaçamos esse tipo de miséria e de ofensa”, passando-a para a voz passiva analítica?
1. Marca d’água 2. Espaçamento entre parágrafos 3. Orientação da página
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
A fórmula que alimenta a célula A3 dessa mesma planilha com o conteúdo de ‘123456’ é:
2. Cerca de 50% do território brasileiro é considerado como área de preservação ambiental.
3. O crescimento da população e o desenvolvimento econômico fazem crescer a pressão sobre a utilização dos recursos naturais.
4. O desenvolvimento sustentável é o grande desafio para a sociedade e o governo brasileiros.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmações corretas.
( ) No pós-operatório, a elevação da creatina se deve tanto a uma lesão diretamente atribuída ao vírus (que melhora com terapia anti-viral), quanto à rejeição aguda (efeito imunomodulador do vírus).
( ) No período pós-transplante, a positivação de IgM ou a elevação da IgG (em pelo menos 4 vezes) indica infecção primária ou secundária, porém a não positivação desses testes não descartaria tais diagnósticos.
( ) Devido à alta prevalência de infecção por CMV após o transplante renal, a vigilância sistemática para sua detecção se justifica em todos os receptores nos 3 primeiros meses.
( ) A profilaxia anti-CMV pode ser realizada com globulina hiperimune administrada semanalmente por 6 semanas (dose alta) ou 16 semanas (dose baixa).
A sequência está correta em