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Uma criança de 5 anos foi encaminhada ao médico com queixas de fraqueza muscular, vômitos, anorexia, poliúria, polidipsia, atraso no desenvolvimento e perda ponderal.
Na avaliação complementar observou-se:
Radiografia óssea – sinais de osteomalácia;
Tomografia do abdome – sinais de nefrocalcinose;
Exames de sangue – Hemoglobina 12 g%, glicemia 70 mg%, creatinina 0,5 mg%, sódio 136 mEq/L, potássio 3,2 mEq/L, cálcio 8,5 mg%, fósforo 1,8 mg%, bicarbonato sérico 18 mEq/L.
Urina – presença de glicosúria, uricosúria, fosfatúria e bicarbonatúria. Proteinúria de 24 h 180 mg.
Com base nos achados acima, qual o provável diagnóstico dessa criança ?
Uma paciente de 30 anos foi encaminhada à emergência com quadro de fadiga, palidez cutânea, dispneia, dor abdominal em paroxismos e urina escura. O atendimento e os exames solicitados geraram os seguintes dados:
PA 140 x 90 mmHg, presença de hepatoesplenomegalia, com dor à palpação.
Hematócrito 22%, hemoglobina 7,2 g%, leucócitos 3.500/mm3 , plaquetas 88.000/mm3 , VHS 104 mm, creatinina 2,5 mg%. TGO 152 U/L, TGP 135 U/L, bilirrubina direta 0,8 mg%, bilirrubina indireta 5,5 mg%, fosfatase alcalina 350 U/L, LDH 640 U/L, haptoglobina 22 mg/dl, teste de Coombs negativo.
Ferro e ferritina baixos.
EAS: hemoglobina ++++/4+, hemácias 4/campo, proteínas negativa.
Doppler abdominal: trombose em veia porta.
Com base na principal hipótese diagnóstica, qual droga pode ser útil para o controle da doença?
Nas últimas décadas, foram observados grandes avanços na terapêutica do transplante renal com a descoberta de inúmeras drogas imunossupressoras, com menores riscos de rejeição e melhora do prognóstico.
Em relação a esse grupo de drogas, o(a)
Um paciente com diabetes tipo II, há 25 anos, com hipertensão arterial e doença renal crônica, foi encaminhado à emergência devido a cansaço, indisposição e fraqueza muscular. Estava em uso de glibenclamida, metformina, captopril e atenolol. No exame físico verificou-se:
PA 160 x 105 mmHg, FC 106 bpm, sem edemas.
Os resultados do exame de sangue foram: Glicemia 140 mg%, Hb glicada 8,0%, hemoglobina 11g%, ureia 90 mg%, creatinina 2,5 mg%, sódio 137 mEq/L, potássio 7,7 mEq/L, bicarbonato 14 mEq/L.
Os dados disponíveis permitem concluir que
Um paciente de 70 anos, com diabetes Mellitus, doença vascular aterosclerótica, hipertensão e nefropatia diabética foi encaminhado para um parecer sobre a realização de uma angiografia coronariana, com contraste iodado. O paciente está clinicamente bem e seu clearance de creatinina é 25 ml/min.
Nesse caso, para minimizar a toxicidade renal do contraste, qual recomendação deve ser indicada?
Uma paciente de 28 anos foi encaminhada com edema e hipertensão arterial de início recente. Foram solicitados exames laboratoriais, e os resultados estão apresentados a seguir.
Sangue: glicemia 82 mg%, hemoglobina 12 g%, creatinina 1,1 mg%, ureia 53 mg%, LDL colesterol 155 mg%, albumina sérica 1,8 g%.
Urina: hematúria 30-40/campo e proteínas +++/4+, na urina de 24 h, clearance de creatinina 82 ml/min e proteinúria 18 g.
FAN negativo, C3 e C4 normais, marcadores virais B, C e HIV negativos.
A paciente também foi submetida a uma biópsia renal
que mostrou glomeruloesclerose focal e segmentar e foi
medicada com losartana, sinvastatina, hidroclorotiazida
e prednisona 1 mg/kg/dia. Após 6 meses, a síndrome
nefrótica havia melhorado, mas a proteinúria foi 12,5 g/24h,
com clearance de creatinina 75 ml/min.
Que medicação adicional é mais recomendada?
As hiperpotassemias são distúrbios frequentes em pacientes com doenças renais, são de risco elevado, podendo causar arritmias cardíacas e até óbito do paciente.
Na decisão a respeito das medidas para correção desse distúrbio deve-se levar em conta que
Após o transplante, a recuperação da função do enxerto pode assumir vários comportamentos.
Um deles, conhecido como função retardada ou tardia do enxerto (FTE), caracteriza-se, entre outros critérios, por
Várias causas de alcalose metabólica podem ser vistas em situações clínicas distintas e de difícil interpretação.
A alcalose metabólica, frequentemente, vem acompanhada de cloreto urinário menor que 10 mEq/L nos casos de
Nas últimas décadas, os conhecimentos adquiridos sobre os mecanismos fisiopatológicos e as estratégias de tratamento da nefropatia diabética (ND) foram essenciais para melhorar a proteção renal nessa doença tão preocupante.
Um conhecimento essencial é que
Um paciente de 54 anos, com hipertensão arterial, foi diagnosticado com doença renal crônica. Ele foi fumante durante 30 anos. Queixou-se de cansaço aos mínimos esforços e tinha edema discreto dos membros inferiores. Os resultados dos exames realizados foram: HT 37%, Hb 12,5 g%, ureia 121 mg%, creatinina 3,8 mg%, clearance de creatinina 17 ml/min, sódio 137 mEq/L, potássio 5,7 mEq/L, cloro 100 mEq/L, cálcio 8,8 mg%, fósforo 5,5 mg%, gasometria arterial: pH 7,30, pCO2 35 mmHg, pO2 81 mmHg, HCO3 16 mEq/L, BE -9,5 mEq/L, Sat. O2 92%.
O conjunto de dados do caso leva a concluir que o(a)
Um paciente de 40 anos, com história de alcoolismo há 15 anos, foi admitido com ascite, vômitos, oligúria e emagrecimento. No atendimento, registrou-se: PA 100 x 60 mmHg, FC 94 bpm, sonolento, sem congestão pulmonar. Em seguida, fez endoscopia digestiva, que mostrou varizes de esôfago sem sangramento ativo, além de uma ultrassonografia, que revelou rins de tamanho normal, sem obstrução. Os resultados dos exames complementares solicitados foram: hemoglobina 10,5 g%, leucócitos 3.500/mm3 , plaquetas 97.000/mm3 , uréia 152 mg%, creatinina 3,15 mg%, sódio 120 mEq/L, potássio 5,2 mEq/L; EAS com proteínas +/4+, hemácias 3/campo; proteinúria 300 mg/24 h e sódio urinário 8,5 mEq/L.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, qual droga está indicada para melhorar a função renal?
Uma paciente de 63 anos, com diabetes Mellitus há 20 anos, evoluiu com hipertensão arterial e desenvolveu doença renal crônica. É acompanhada em um posto de saúde e usa metformina 850 mg (3 comp/dia), insulina NPH (20 UI/dia), sinvastatina (10 mg/dia), enalapril (10 mg/dia) e furosemida (40 mg/dia).
Os resultados de seus últimos exames laboratoriais são: Hb 11,2 g%, glicemia 108 mg%, Hb glicada 6,5%, creatinina 2,85 mg%, LDL colesterol 90 mg%, sódio 138 mEq/L, potássio 4,8 mEq/L e proteinúria 0,45 g/24h.
Considerando a situação clínica acima, qual fármaco NÃO deve ser receitado?
Na avaliação das hiponatremias é importante observar se o estado hiponatrêmico é acompanhado de hiposmolalidade ou se é uma consequência da translocacão de água produzida por um soluto.
Qual substância, em excesso, pode aumentar a osmolalidade, com consequente translocação de água e hiponatremia hipertônica?
Uma paciente de 42 anos foi levada à emergência com quadro de sonolência e desorientação súbita. Não havia familiares e não foi possível qualquer informação prévia de sua saúde.
Exame clínico: sonolenta, desorientada, PA 150 x 90 mmHg, FC 108 bpm, AC com RCR em 2T, pulmões sem alterações, ausência de edemas.
Exames laboratoriais: creatinina 0,6 mg%, sódio 118 mEq/L, potássio 4,1 mEq/L, bicarbonato 25 mEq/L, osmolalidade sérica 241 mOsm/kg, sódio urinário 95 mEq/L e osmolalidade urinária 608 mOsm/kg.
A paciente recebeu hidratação venosa com solução salina 0,9%, 3 litros nas primeiras 24 horas e, na manhã seguinte, piorou. O sódio foi a 108 mEq/L, a despeito da hidratação com a salina.
Com base nessa situação clínica, qual a principal hipótese diagnóstica?
O sistema renina-angiotensina-aldosterona é importante na fisiopatologia das doenças renais e seu adequado entendimento é essencial para minimizar a progressão da doença.
Com relação aos componentes desse sistema sabe-se que
Um menino de 8 anos foi atendido com relato de faringite aguda há 10 dias, apresentando cansaço, edema da face e pernas, urina escura e oligúria. O resultado de seu exame físico foi: PA 160 x 100 mmHg, palidez cutânea +/4+, importante edema facial e de membros inferiores. O laboratório notificou que no sedimento urinário havia hemácias incontáveis, raros cilindros hemáticos, proteínas +/4+, sem leucócitos.
Para a adequada condução clínica dessa doença, deve-se levar em conta que
Um paciente de 45 anos com glomerulonefrite rapidamente progressiva apresenta insuficiência renal aguda e hemorragia pulmonar. Foi internado e realizou vários exames, entre os quais uma biópsia renal, para definição da etiologia. O exame da biópsia revelou crescentes celulares e fibrocelulares em mais de 80% dos glomérulos e a imunofluorescência, depósito linear de IgG nas paredes capilares, difusamente.
Qual doença é compatível com esse quadro clínico?
Paciente de 62 anos, em hemodiálise intermitente há 3 anos devido à doença renal policística do adulto autossômica dominante, queixa-se de dor óssea há pelo menos 6 meses. Evolui com fratura patólogica em úmero esquerdo, que foi corrigida cirurgicamente. Em consulta com nefrologista, apresenta os seguintes exames laboratoriais: PTH = 58 pg/mL; Fosfatase Alcalina = 78U/L (referência: até 100U/L); Cálcio = 10,2 mg/dL; albumina = 4,0 g/dL; fósforo = 4,2 mg/dL; 25 OH vitamina D = 35 ng/mL. Não há histórico de exposição a alumínio.
Qual o diagnóstico mais provável?