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“A obra de arte se apresenta como um interstício social, no interior do qual se elaboram relações humanas que escapam às formas hegemônicas de troca.”
BOURRIAUD, Nicolas. Estética relacional. São Paulo: Martins, 2009.
Partindo dessa análise sobre a arte contemporânea, assinale a alternativa que NÃO está de acordo com esse pensamento:
DANTO, Arthur C. Após o fim da arte: a arte contemporânea e os limites da história. Trad. Saulo Krieger. São Paulo: Odysseus Editora; EDUSP, 2006.
A partir das reflexões sobre arte contemporânea, seus desafios e subjetivações, leia os itens a seguir:
I. Com o surgimento da arte contemporânea, intensificam-se as reflexões sobre o que pode ser considerado arte, enfraquecendo as narrativas dominantes que anteriormente orientavam as produções artísticas.
II. Pós década de 60, com a arte conceitual, o objeto de arte por si só tem a autonomia de se definir como arte ou não, através de sua materialidade e função, sem depender dos conceitos ou críticas que o circundam.
III – A arte contemporânea é posta em risco quando surgem conceitos, como o fim da arte, prevendo que, no futuro, não haverá mais proposições artísticas verdadeiras.
IV- O fim da arte, discutido por alguns teóricos contemporâneos, diz respeito a uma narrativa em que a arte caminha para uma autoconsciência de sua própria natureza, chegando ao fim somente as narrativas dominantes que antes a controlavam.
Assinale a alternativa em que todos os itens VERDADEIROS foram apontados
MENESES, Ulpiano Toledo Bezerra de. Patrimônio cultural: o valor do uso e o valor simbólico. In: FUNARI, Pedro Paulo; PELEGRINI, Sandra C. A. (org.). Patrimônio histórico e cultural. Rio de Janeiro: Zahar, 2006.
A partir dessa proposição, julgue os itens a seguir em (V) para item VERDADEIRO e (F) para item FALSO:
( ) O patrimônio deve ser visto como um processo ativo de atribuição de valores, envolvendo disputas simbólicas, escolhas políticas e relações de poder.
( ) O conceito de museologia crítica entende o museu como uma instituição cultural ativa na produção de sentidos, valores e identidades, sendo inegociáveis múltiplas interpretações sobre um mesmo bem.
( ) Para a museologia, crítica memória e patrimônio são indissociáveis, portanto os processos de patrimonialização atuam como mecanismos institucionais da produção da memória coletiva.
( ) Não é papel da museologia crítica reconhecer os silêncios, exclusões e hierarquizações presentes nas coleções e narrativas museológicas.
Assinale abaixo a sequência CORRETA:
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) afirma que o patrimônio cultural brasileiro é constituído por bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, que são portadores de referência à identidade, à ação e à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira.
Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/. Acesso em: 04 fev. 2026).
Assinale, a seguir, a única alternativa VERDADEIRA:
Com o advento das tecnologias, a arte toma uma proporção ampliada, sem limites claros quanto a sua reprodução, expansão e acesso ao público. Com o surgimento da fotografia e das tecnologias audiovisuais, houve uma aceleração constante da produção artística, aproximando-a do público em massa.
Walter Benjamin ( 2018), em "A obra de arte na era da sua reprodutibilidade técnica", nos convida a refletir sobre o declínio do conceito de “aura” que anteriormente acompanhava as obras e as definia como únicas, ligada a um valor ritual, espiritual e tradicional.
BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica. Tradução: Gabriel Valladão Silva. Porto Alegre:2018.
Analise as afirmativas a seguir e assinale a única VERDADEIRA:
Nesse contexto, assinale a única alternativa que NÃO condiz com o pensamento de Rancière sobre a emancipação do espectador na contemporaneidade:
Ailton Krenak apresenta, em seu livro, “Ideias para adiar o fim do mundo” (2017), parte da cosmovisão indígena Krenak, em diálogo com outras vivências indígenas. Em certo trecho do livro ele afirma: “Eu não percebo onde tem alguma coisa que não seja natureza. Tudo é natureza. O cosmos é natureza”.
(KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2017).
Considerando a reflexão proposta pelo pensador e a mediação das obras a partir dessa cosmovisão, julgue os itens VERDADEIROS (V) ou FALSOS (F).
( ) As comunidades indígenas brasileiras, historicamente, apresentam-se como protetoras da Terra. Desse modo, a representação da natureza em suas obras supera uma simples mimese da realidade, e apresenta uma ligação ancestral. Logo, esta perspectiva tem que ser considerada em práticas arte-educativas.
( ) A cosmovisão indígena é muito ampla, apresentando diversas entidades e simbologias as quais não fazem parte do ideário cotidiano. Desse modo, em práticas arte-educativas, é melhor vivenciar somente a contemplação/fruição, considerando a dificuldade de compreender essa produção não contemporânea.
( ) Os povos indígenas possuem um grande corpo de produções artísticas que representam essas cosmovisões, contudo, devido à sua diversidade cultural, é indicado somente tratar sobre essas obras na presença de pessoas indígenas. Desse modo, o momento indicado é na semana dos povos indígenas.
( ) A cosmovisão indígena é muito rica e diversa, formada por diversas cosmovisões. Desse modo, é importante buscar diálogos com os povos indígenas nos quais essas obras se originam, respeitando os seus saberes, mas isso não deve ser um empecilho para práticas arte-educativas durante diversos períodos do ano.
Assinale a alternativa cuja sequência aparece CORRETA:
“Me querem apagada mas eu vou brilhar O bicho da mata virou popstar Nossa terra é vip e eles não vão entrar Aqui nobreza e nós vamos reinar Me querem apagada mas eu vou brilhar O bicho da mata virou popstar”
A partir da compreensão do conceito de descolonialidade e dos versos da música, as afirmativas estão corretas EXCETO:
Leia com atenção os textos a seguir:
“A colonização é uma engenharia de destroçar gente, a descolonização, não somente como conceito, mas enquanto prática social e luta revolucionária, deve ser uma ação inventora de novos seres e de reencantamento do mundo”.
RUFINO, Luiz. Pedagogia das Encruzilhadas. Rio de Janeiro: Mórula Editorial, 2019.
AmarElo
“Por fim, permita que eu fale
Não as minhas cicatrizes
Achar que essas mazelas me definem
É o pior dos crimes
É dar o troféu pro nosso algoz e fazer nóis sumir,
aí”
Emicida, 2019.
De acordo com os trechos citados acima, em diálogo com uma perspectiva contracolonial ou descolonial, julgue as afirmativas.
I. A arte e a cultura afrobrasileira são de grande importância para nossa constituição enquanto nação, porém, muitas vezes, artistas que tratam dessa temática são menos discutidos ou estigmatizados pela sua produção, resumidos a uma temática ou período histórico.
II. Uma ótica descolonial da discussão artística é superar o ideário de que a arte e a cultura afrobrasileira se restrinjam somente à temática escravidão, reconhecendo outros momentos históricos e as tecnologias culturais que decorrem dessa produção poética.
III. O colonialismo reforça a estigmatização e simplifi cações do colonizado. Ao olhar eurocentrado, a arte afrobrasileira se resume a um grupo homogêneo de produções, quando, na prática, reconhecemos uma diversidade de saberes e vivências negras que devem ser valorizadas.
IV. Uma resposta contracolonial à discussão da arte afrobrasileira é reforçar o período escravocrata e seu impacto na produção poética, sendo ele um dos maiores motores temáticos dessa produção. Logo, uma discussão afrocentrada deve partir desse contexto.
Assinale a alternativa CORRETA:
Antônio Bispo dos Santos, quilombola piauiense mais conhecido como Nego Bispo, apresenta o conceito de contracolonialismo. Embora se assemelhe a outros conceitos, como descolonial, ele se difere no sentido conceitual e político associado ao termo.
Considerando o conceito de contracolonial e/ ou descolonial no ensino de arte afrobrasileira, assinale a alternativa em que reconhecemos a aplicação coerente de pelo menos uma dessas perspectivas teóricas:
HALBERSTAM, Jack. A arte queer do fracasso. Trad. Bhuvi Libanio. Cepe Editora, 2020.
As alternativas a seguir dialogam com a discussão proposta, EXCETO:
INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL. Dossiê para o reconhecimento da Arte Santeira em madeira do Piauí e da Igreja Nossa Senhora de Lourdes e acervo (Teresina/PI). Brasília, DF: IPHAN, 2022. Disponível em: https://bcr.iphan.gov.br/wp-content/uploads/tainacanitems/65968/104128/SEI_01450.004866_2008_10.pdf. Acesso em: 31 jan. 2026.
Essa publicação aponta uma prática representativa que não se limita à imagética colonial, mas à apropriação da cultura popular piauiense sobre esses códigos. Em respeito às características visuais e/ou culturais da Arte Santeira, é CORRETO afirmar que:
GUIDON, Niède. Pré-história da região do Parque Nacional Serra da Capivara. Ciência & Ambiente, Rio Grande do Sul, n. 48, p. 217 - 230, jun./jul 2014. Disponível em: https:// cienciaeambiente.com.br/shared-files/1751/?217-230.pdf. Acesso em: 31 jan. 2026.
Quanto às formas de representação e às tradições de pinturas rupestres piauienses, é CORRETO afirmar que:
Considere o texto abaixo:
“Assim, os entraves a que as mulheres participassem nas ’artes maiores’ contrastavam com o incentivo a que se dedicassem às ‘artes menores’, compreendendo nelas todas as formas de produção artística onde não se considerava tão necessário o uso do intelecto, da imaginação, da invenção e da originalidade. Ao longo deste período, as denominadas artes menores, quer praticadas de forma profissional, quer no interior dos lares, foram caracterizadas como sendo ‘artes femininas’. Num círculo vicioso de atribuição de valores, o facto de estas artes ocuparem um lugar inferior nas hierarquias artísticas fez com que as mulheres nunca fossem impedidas de as praticar; por outro lado, o facto de serem identificadas como lavores femininos também contribuiu para a sua desvalorização. Ou seja, quando a prática artística das mulheres não era excluída, tendia a ser inferiorizada” (Vicente, 2012, p. 27)
VICENTE, Felipa Lowndes. A arte sem história: Mulheres e cultura artística (Séculos XVI - XX). Lisboa: Athenas, 2012.
Sobre a temática mulheres e cultura artística, julgue (V) para VERDADEIRO e (F) para FALSO:
( ) Historicamente, temos um grande número de mulheres artistas; diversos são os autores que discutem a respeito da temática, um deles é Ernst Gombrich, o qual dedica em seu livro “A história da Arte” um capítulo sobre o assunto.
( ) Ao tratarmos sobre a história das mulheres na Arte, vemos uma grande lacuna histórica, devido a diversos fatores de gênero. Quando não era negado o acesso a uma formação em arte, era não classifi cada como Belas-Artes.
( ) No sentido histórico, ao tratarmos sobre a história das mulheres na arte, grande parte dos autores focou na compreensão cisgênera do conceito de mulher, contudo, em uma ótica contemporânea, esse conceito é ampliado, compreendendo o papel da mulher trans no fazer poético feminista.
( ) Uma das discussões praticadas na ótica revisionista feminista é retomar nomes e artistas apagadas da história da Arte, pois, mesmo as artistas reconhecidas em vida, por vezes, deixaram de ser estudadas ou são menos citadas na história da arte.
Assinale a alternativa CORRETA:
OBSERVE A IMAGEM :

MUNDANO. Série Plim My Carroça. 2025. Grafite sobre carroça. Disponível em: https://www.dionisioarte.com.br/ wp-content/uploads/2017/08/pimp-my-carroc%CC%A7amundano-social-arte-ambiental-1.jpg Acesso em: 01 fev.2026.
Ao articular essa obra com o conceito de artivismo, pode-se AFIRMAR que o objetivo central do artista é:
Detalhe da cena na escadaria onde Eisenstein traz a luta coletiva para um contexto individual. O Encouraçado Potenkin. Direção: Sergei Eisenstein. Produção: Mosfilm. Intérpretes: Aleksandro Antonov, Vladimir Barsky, Grigori Aleksandrov. Rússia, 1925. 1 filme (aprox. 65 min). Disponível em: https://www.rua.ufscar.br/wp-content/uploads/2021/08/GRC0122145__09045.1542135925.jpg Acesso em 01 fev.2026.
No que se refere à relação entre a teoria da "reprodutibilidade técnica" de Walter Benjamin e a prática cinematográfica de Sergei Eisenstein no Construtivismo Russo, assinale a opção CORRETA:
As artes visuais durante sua história apresentaram teorias que discutem sobre o valor, estado, a natureza, a função que as obras de arte assumiram em diferentes contextos, óticas e concepções, ou seja, tentaram definir o que seria arte em diversos momentos. Anne Cauquelim, em suas análises, aprofunda que estas teorias não são verdades universais e propõe uma tipologia baseada nos efeitos que elas produzem no meio artístico.
Assinale a alternativa com a informação CORRETA:
Analise as assertivas e correlacione as colunas dos autores aos conceitos por eles defendidos em suas críticas:
COLUNA 1
1. Stuart Hall
2. Rudolf Arnheim
3. Nicolas Bourriaud
4. Giorgio Vasari
5. Arthur Danto
COLUNA 2
I. Este autor aborda a Estética Relacional, em que a obra deixa de ser objeto para virar um sistema de interações sociais. Artistas, como Liam Gillick que cria "microtopias" de diálogo pelo design e Santiago Sierra, expõem as tensões do trabalho e da desigualdade. São exemplos de como o público transforma-se em coautor, priorizando o acontecimento e as relações humanas sobre a forma física do objeto artístico.
II. Este autor analisou obras de artistas, como Michelangelo e Leonardo Da Vinci e abordou o Representacionismo renascentista definindo a excelência pela mimese onde o valor da obra reside na capacidade técnica de imitar e idealizar a natureza. Nesse critério, a perfeição da imagem e a reprodução fiel da realidade visível são a medida central da relevância artística.
III. Este autor investigou o impacto de artistas, como Andy Warhol e Marcel Duchamp para cunhar o termo “fim da história da arte”, assinalando a transição de uma narrativa linear para um estado pós-histórico. Nessa nova era, a liberdade estética permite a coexistência de múltiplos estilos, e o conteúdo filosófico sobrepõe-se à técnica, tornando-se o elemento definidor da obra de arte.
IV. Este autor articulou a estética de artistas, como Caravaggio e Cézanne, aos fundamentos da Gestalt. Sua tese define a percepção como um processo cognitivo dinâmico, movido pela tensão visual das forças compositivas. Assim, o olhar organiza formas em estruturas significativas, transformando o ato de ver em uma operação mental estratégica para interpretar a arte.
V. Para este autor, as artes e mídias são campos de batalha onde a identidade diaspórica é produzida na arte e não apenas refletida. Pela codificação e decodificação, artistas, como Isaac Julien e Rotimi Fani-Kayode, subvertem o olhar colonial e o poder da representação transformando o sujeito negro em autor da própria história, mantendo identidades em fluxo e resistência.
A alternativa que contém a associação CORRETA entre a coluna 1 e a coluna 2 está em:
Tendo em vista a necessidade de melhorar a preservação dos patrimônios artísticos em locais, como Oeiras, Serra da Capivara e o Centro de Teresina, que são parte do cotidiano da comunidade escolar do IFPI. Uma forma de melhorar este processo consistem em:
Considerando a exposição anterior e as produções artísticas que se relacionam a aspectos ambientais, julgue os itens abaixo:
I. Segundo a lógica de Bispo, obras da Land Art monumentais que impõem formas estáticas e definitivas sobre o território exemplificam uma mentalidade extrativista, operando mais como uma "ocupação" do que como uma "confluência" com o ecossistema em que se inserem.
II. A cosmologia de Negro Bispo sobre o adestramento invalida produções, como as de Robert Smithson e de Celeida Tostes, sob o argumento de que qualquer manipulação da matéria natural pela mão do artista constitui um ato de "cercamento" e uma prática inerentemente colonial.
III. A biointeração proposta por Negro Bispo pode ser observada na prática artística de Agnes Denes em The Wheatfi eld que utiliza o ciclo orgânico para denunciar o "adestramento" do solo urbano pelo sistema capitalista, criando uma contracolonização simbólica ao transformar a colheita em um ato de denúncia da exploração ambiental pelo agronegócio.
IV. Na arte contemporânea, obras, como Coração Orgânico de Jaider Esbell, exemplificam como produções relacionadas aos saberes afropindorâmicos substituem a noção de "suporte" pela de território-corpo e corpo-território, onde a criação não ocorre sobre a terra, mas em harmonia com ela e por ela.
V. A transposição de troncos queimados realizada por Frans Krajcberg para espaços como o Instituto Inhotim é lida por Negro Bispo como o ápice da confluência, pois a monumentalização da natureza morta em museus garante que a terra continue "dando" seus frutos estéticos de forma permanente e institucionalizada.
Assinale a alternativa com os itens com informações CORRETAS: