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Q4423600 História
Durante o Estado Novo (1937-1945), o governo Vargas instituiu o Dia do Índio (1943) e mobilizou a imagem do indígena na propaganda da “Marcha para o Oeste”, que visava ocupar o interior do país. Nesse projeto, o indígena era representado, sobretudo, como: 
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Q4423599 História
Nas primeiras décadas do século XX, políticas municipais do Rio de Janeiro restringiram cordões carnavalescos, batuques e capoeira, enquanto os bailes das elites eram tolerados e até celebrados pela imprensa. Essa repressão seletiva às festas populares se vincula, sobretudo: 
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Q4423598 História
Em 1989, diante do colapso iminente do bloco soviético, um influente ensaio proclamou o “fim da história”: a democracia liberal e a economia de mercado teriam se revelado o ponto final da evolução ideológica da humanidade, restando apenas sua universalização. Nas décadas seguintes, a tese se tornou alvo privilegiado da crítica historiográfica e da teoria social, sobretudo à luz dos impasses da globalização. Sobre esse debate, é correto afirmar:
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Q4423597 História
Em 1955, representantes de 29 países da Ásia e da África se reuniram na Conferência de Bandung, na Indonésia, em um contexto marcado pela Guerra Fria e pelos processos de descolonização. Considerando o significado histórico de Bandung, é correto afirmar que a conferência: 
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Q4423596 História
Na Segunda Guerra Mundial, centenas de milhares de africanos serviram nos exércitos aliados, como os tirailleurs senegaleses, recrutados pela França. Nas últimas décadas, a historiografia tem se dedicado à trajetória desses soldados, examinando seu recrutamento e sua atuação em fronts e episódios específicos, como o de Thiaroye (1944), no Senegal. Nesse processo de retomada das trajetórias dessas pessoas, é correto afirmar que esses estudos evidenciam: 
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Q4423595 História
O atentado de Sarajevo foi o estopim da Primeira Guerra Mundial, mas suas causas profundas remontavam às décadas anteriores: formas de atuação política europeia no cenário internacional acirraram as rivalidades entre as potências industriais, alimentando a corrida armamentista, o sistema de alianças e a “paz armada”. Nesse sentido, a eclosão do conflito está diretamente relacionada com: 
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Q4423594 História
Durante muito tempo, a historiografia e a memória nacional narraram a abolição brasileira como obra de parlamentares, intelectuais e da própria princesa Isabel, fazendo do fim da escravidão uma “dádiva” concedida do alto. Estudos recentes, contudo, têm recuperado a atuação decisiva de abolicionistas negros, como Luiz Gama e José do Patrocínio, no desmonte da escravidão, bem como das próprias pessoas escravizadas. Sobre seus argumentos, é correto afirmar que essa revisão historiográfica: 
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Q4423593 História
No século XIX, africanos libertos que retornaram do Brasil para a costa ocidental da África formaram comunidades reconhecíveis por seus sobrenomes portugueses e costumes de origem brasileira. Esses sujeitos e seus descendentes ficaram conhecidos como: 
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Q4423592 História
Em 1808, fugindo das tropas napoleônicas, a família real portuguesa se transferiu para o Rio de Janeiro, que passou a sediar o império português. Abertura dos portos, criação de instituições administrativas, afluxo de imigrantes e estreitamento dos laços entre a corte e as elites do Centro-Sul reconfiguraram o lugar da América portuguesa nesse império. Na historiografia, esse processo de enraizamento do aparato estatal e dos interesses lusos no Rio de Janeiro é designado como:
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Q4423591 História
No plano historiográfico, é possível traçar paralelos comparativos entre os processos de independência das Treze Colônias inglesas (1776) e do Brasil (1822). Embora ambos tenham resultado na emancipação política em relação às metrópoles europeias, apresentaram dinâmicas e desfechos distintos. A respeito dessas diferenças, é correto afirmar:
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Q4423590 História
Mesmo com o evento da Independência em setembro de 1822, a caminhada pela emancipação política do Brasil não foi imediatamente construída. Nos anos seguintes, travou-se uma disputa sobre o conteúdo da independência: que Estado seria esse, quem participaria dele e onde estaria localizada a soberania. A historiografia recente, aliás, tem deslocado o foco do “grito” fundador para esse processo mais longo e conflituoso. Sobre os embates do período entre 1822 e 1825, é correto afirmar: 
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Q4423589 História
Na segunda metade do século XIX, as potências europeias industrializadas se lançaram em empreitadas políticas na África e na Ásia, processo conhecido pela historiografia como imperialismo, que pode ser relacionado à Segunda Revolução Industrial. Sobre essa relação, é correto afirmar:
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Q4423588 História
A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (1789) proclamou que “os homens nascem e são livres e iguais em direitos”. No entanto, a Assembleia manteve a escravidão colonial, e a abolição só veio em 1794, após três anos de ebulições sociais em Saint-Domingue, sendo restabelecida por Napoleão em 1802. Para uma vertente crítica da historiografia, esse processo revela algo estrutural sobre a própria Revolução Francesa, sendo essa uma interpretação segundo a qual: 
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Q4423587 História
Manuais didáticos e obras de divulgação costumam apresentar incas, maias e astecas como as “altas culturas” da América pré-colombiana, formando uma tríade consagrada pela historiografia dos séculos XIX e XX. Estudos recentes, porém, têm problematizado essa forma de abordagem. Dentre as críticas formuladas, destaca-se a de que essa tríade: 
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Q4423586 História
Nas primeiras décadas da colonização da América portuguesa, os engenhos de açúcar recorreram ao trabalho compulsório indígena, obtido por meio de guerras, resgates e descimentos. Ao longo do século XVII, contudo, a mão de obra africana escravizada se tornou predominante nas áreas açucareiras do litoral. Dentre os fatores que explicam essa transição, destaca-se: 
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Q4423585 História
No século XVIII, a sociedade escravista luso-americana desenvolveu um complexo vocabulário de classificação, empregando termos como “preto”, “crioulo”, “pardo”, “cabra”, “mulato”. Esse léxico, articulado às noções ibéricas de “pureza de sangue”, condicionava o acesso a cargos, irmandades, patentes militares e distinções sociais, mesmo para pessoas livres ou libertas. Em se tratando da historiografia recente, ela sustenta que esse sistema classificatório:
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Q4423584 História
Diferentemente de muitos países nas Américas, onde a presença indígena se mantém forte na articulação das identidades nacionais, o lugar dos índios no Brasil continua sendo conjugado, no mais das vezes, no tempo passado […]. Apesar de fundamentada em algumas verdades, a crônica da destruição e do despovoamento já não é mais aceitável para explicar a trajetória dos povos indígenas nestas terras. O que se omite com tal abordagem são as múltiplas experiências de elaboração e reformulação de identidades que se apresentaram como respostas criativas às pesadas situações historicamente novas de contato, contágio e subordinação.
MONTEIRO, John Manuel. Tupis, tapuias e historiadores. Campinas: Unicamp, 2001. p. 78.  

A crítica formulada pelo autor se dirige a uma longa tradição da historiografia brasileira que, paulatinamente, vem sendo colocada sob revisão. É correto afirmar que essa revisão: 
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Q4423583 História
Leia a seguir o excerto do governador holandês da capitania da Paraíba, Elias Herckmans (1596-1644):
Os Tapuias formam um povo que habita no interior para o lado do ocidente sobre os montes e em sua vizinhança, em lugares que são os limites os mais afastados das Capitanias ora ocupadas pelos brancos […]. Dividem-se em várias nações.
Herckmans, Elias. Descrição geral da Capitania da Paraíba. João Pessoa: [União], 1982. p. 38.

Ao falar sobre o povo Tapuia e sua composição em diversas nações, Herckmans está fazendo referência: 
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Q4423582 História
O Iluminismo, movimento intelectual do século XVIII, proclamou a razão, a igualdade natural e a liberdade como princípios universais. Contudo, muitas das monarquias e impérios europeus que difundiam essas ideias mantinham simultaneamente instituições que contradiziam diretamente tais princípios, como: 
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Q4423581 História
A partir da segunda metade do século XX, a historiografia sobre as Grandes Navegações passou por diversas revisões críticas. Sustentou-se, por exemplo, que a América não foi descoberta, mas inventada: o continente teria sido constituído como entidade histórico-cultural pelo aparato conceitual europeu. Uma segunda vertente, de matriz latino - americana, radicalizou essa tese ao propor a noção de “encobrimento”. Paralelamente, correntes dedicadas às histórias conectadas propuseram outro deslocamento do paradigma expansionista. Sobre esses três movimentos historiográficos, é correto afirmar: 
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Respostas
301: D
302: E
303: D
304: E
305: C
306: E
307: B
308: A
309: E
310: E
311: B
312: A
313: C
314: A
315: D
316: B
317: B
318: A
319: C
320: A