Questões de Concurso Para terapeuta ocupacional

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Q1255958 Terapia Ocupacional
A psicodinâmica do trabalho tem como princípio o fato de que trabalho é um elemento central na constituição da saúde coletiva e da identidade das pessoas adultas e é o principal elo entre essas pessoas e a sociedade e as consequências para os trabalhadores provocadas pela precarização das relações de trabalho.
A esse respeito, analise as afirmativas a seguir e assinale com V as verdadeiras e com F as falsas.
( ) A psicodinâmica do trabalho provoca a intensificação do trabalho e o aumento do sofrimento subjetivo daqueles que permanecem trabalhando em detrimento dos demitidos. ( ) A psicodinâmica do trabalho provoca a banalização do individualismo como aceitável e reforça as ações coletivas de trabalhadores envolvidos em processos de demissões. ( ) A psicodinâmica do trabalho provoca a ameaça de demissão que, diante do medo, surge a formação coletiva de estratégias defensivas para minimizar o sofrimento de todos. ( ) A psicodinâmica do trabalho provoca a neutralização da mobilização coletiva contra o sofrimento, a dominação organizacional e a alienação no trabalho.
Assinale a sequência correta.
Alternativas
Q1255957 Terapia Ocupacional
Considerando, entre as funções mentais específicas, que a memória é a função mais comumente afetada em acometimentos neurológicos em adultos, analise as afirmativas a seguir.
I. As evidências da literatura científica são diferenciadas e difusas quanto aos melhores resultados dos programas de solicitação de memória simples aplicada aos problemas diários. II. As técnicas compensatórias e de desenvolvimento mnemônico com evidências mais fortes são as que previnem ou diminuem a progressão da perda da memória por meio da incorporação de exercícios com estímulos específicos ao longo da jornada diária do adulto. III. A prática repetitiva das atividades com exigência de memória e diminuição progressiva dos recursos adaptativos apontam melhora significativa no desempenho específico das atividades treinadas, com poucas evidências sobre a memória de controle funcional e a generalização no uso das aquisições na participação.
Estão corretas as afirmativas
Alternativas
Q1255956 Terapia Ocupacional
Quando as medidas de um processo de avaliação são baseadas em processos psicobiológicos, elas são denominadas biomarcadores.
Considerando as medidas psicobiológicas ou biomarcadores que abordam a fisiologia do estresse e, possivelmente, a depressão para pessoas com lesão cerebral adquirida por traumatismo cranioencefálico (TCE) ou acidente vascular cerebral (AVC), assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q1255955 Terapia Ocupacional
Considerando que, para promover o desenvolvimento infantil, é necessário que as crianças recebam afeto, nutrição, estímulos e cuidados apropriados para a sua faixa etária a partir dos vários contextos de sua vida (a família, a casa, a creche, a escola, os serviços de saúde, a comunidade, o bairro, entre outros, inclusive o hospital), relacione a COLUNA II com a COLUNA I, associando as ações da terapia ocupacional ao contexto hospitalar pediátrico e / ou paciente.
COLUNA I 1. Cuidados paliativos na fase final da vida 2. Pacientes com comorbidades como síndromes genéticas, patologias ou sequelas associadas 3. Crianças e adolescentes 4. Bebês
COLUNA II ( ) Vigilância do desenvolvimento neuropsicomotor (DNPM) e monitoramento de eventual atraso (ADNMP) ( ) Conhecimento do diagnóstico, adesão ao tratamento e ampliação do repertório ocupacional ( ) Correção e prevenção de agravos e qualidade de vida ( ) Alívio da dor, conforto, acolhimento e qualidade de vida
Assinale a sequência correta.
Alternativas
Q1255954 Terapia Ocupacional
A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), revisada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2015, é a junção da CIF tradicional com a CIF para Crianças e Jovens. Essa versão atual, no entanto, mantém, em anexo, alguns importantes exemplos para a compreensão de seus conceitos e linguagem.
Sobre esse tema, relacione a COLUNA II com a COLUNA I, associando a aplicação da análise da CIF aos casos exemplificados.
COLUNA I 1. Deficiência e limitação da capacidade resultando em problemas de desempenho por fatores ambientais 2. Deficiência presumida que resulta em problemas marcantes no desempenho sem limitação da capacidade 3. Deficiência anterior que não resulta em limitação da capacidade, mas, mesmo assim, causa problema de desempenho 4. Deficiência que não resulta em limitação da capacidade e nem tampouco em problema de desempenho
COLUNA II ( ) Uma pessoa que se recuperou de um episódio psicótico agudo e porta o estigma de ter sido um “paciente mental” pode enfrentar problemas de desempenho no domínio trabalho ou das interações interpessoais devido às atitudes negativas das pessoas no seu ambiente. ( ) Uma pessoa trabalha com pacientes com AIDS, é saudável, mas tem que se submeter a testes periódicos de HIV. As pessoas que o conhecem socialmente suspeitam que pode ter adquirido o vírus e o evitam. ( ) Uma criança nasce sem uma unha, uma má formação que é uma deficiência de estrutura que não interfere na capacidade dela quanto à utilização da mão em seu desempenho. ( ) Uma pessoa, com tetraparesia leve, pode ter a capacidade de realizar as tarefas de trabalho necessárias para exercer um papel ocupacional, mas pode não ser contratada para o trabalho porque a cota de contratação de pessoas com incapacidade já foi preenchida.
Assinale a sequência correta.
Alternativas
Q1255953 Terapia Ocupacional
Segundo Cavalcanti e Galvão (2007), uma das abordagens de intervenção terapêutica ocupacional considerada estratégica e direcionada é a intervenção adaptativa, feita de acordo com o desejo do cliente, a partir dos dados coletados na avaliação e na evidência observada.
Considerando que as adaptações ambientais e domésticas devem atender a critérios de mobilidade, orientalidade, usabilidade e legalidade, assinale a alternativa incorreta.
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Q1255952 Terapia Ocupacional
Considerando um bebê prematuro que nasceu com 28 semanas e que, após duas semanas do parto, está em processo de ser retirado da incubadora, assinale a alternativa incorreta.
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Q1255951 Medicina
Considerando os indicadores cardíacos das crianças, não é considerada frequência cardíaca normal, de acordo com a idade de
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Q1255950 Terapia Ocupacional
Segundo Tedesco (2017), avaliar significa realizar uma verificação ou aquisição de algum tipo de valor que pode ser descrito, explorado, estimado ou mensurado. Avaliar também é comparar algum tipo de fenômeno trazendo, implicitamente, a ideia de algo em análise para um processo.
Considerando a classificação da finalidade dos diferentes instrumentos de medida num processo de avaliação em terapia ocupacional, assinale a alternativa incorreta.
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Q1252267 Matemática
Num determinado supermercado, as maçãs são vendidas apenas em embalagens com 5 unidades, e as peras são vendidas apenas em embalagens com 4 unidades, não sendo possível comprar frações dessas embalagens. Pedro comprou um total de 73 unidades dessas frutas, sendo que o número de embalagens de maçãs que Pedro comprou superou o de embalagens de peras em 11 unidades. Desta forma, Pedro levou para casa
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Q1252266 Matemática
Em seu turno de trabalho, uma enfermeira deveria medicar cada uma de três crianças com uma dose recomendada de 6,0 mL de determinado xarope. Constatando que havia apenas 16,0 mL de xarope na embalagem, optou por medicar cada criança com uma quantidade de xarope proporcional à sua massa, desde que essa dose não excedesse a dose recomendada. Sabe-se que as massas das crianças eram de, respectivamente, 12 kg, 15 kg e 21 kg, e sabe-se, também, que a enfermeira decidiu que, na situação em que alguma dose calculada dessa forma excedesse a dose recomendada, tal excedente deveria ser distribuído igualmente para as outras crianças, no limite da dose. Assim, a criança de 12 kg recebeu, em mL, uma dose de xarope correspondente a:
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Q1252265 Matemática
Considere uma escala de valores numéricos V que seja usada como referência para a análise de uma determinada grandeza G, de tal modo que G = 1/V . Dentre os seguintes valores possíveis para a grandeza G:
Imagem associada para resolução da questão
O que corresponde ao maior valor V é:




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Q1252264 Matemática
Para completar seus ganhos mensais, um trabalhador vende bolo em pedaços, na porta de um prédio de escritórios, uma vez por semana. Para isso, ele prepara, em sua casa, cinco bolos de sabores variados, usando assadeiras retangulares iguais, de 40 cm por 24 cm, e cortando todos os bolos em pedaços quadrados iguais, com o maior lado possível, sem que haja qualquer desperdício. Supondo que ele consiga vender, no dia, toda quantidade de bolo produzida, e considerando-se que deseja arrecadar pelo menos R$ 300,00 a cada dia, o trabalhador deve vender cada pedaço de bolo por, no mínimo,
Alternativas
Q1252263 Matemática
O gráfico abaixo, extraído de uma matéria do jornal Folha de S.Paulo, de 16/08/2019, apresenta dados sobre os principais destinos das exportações brasileiras. A partir desses dados, observa-se que China, Estados Unidos e Argentina respondem por quase 50% das exportações brasileiras.
Imagem associada para resolução da questão

Para que as exportações destinadas a esses três países correspondessem a exatamente 50% das exportações brasileiras, o total de seus pontos percentuais deveria sofrer um aumento de, aproximadamente,
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Q1252262 Matemática
A quantidade de chuva que cai em uma determinada região é comumente medida em milímetros. Cada 1 milímetro de precipitação indica o acúmulo de 1 litro de água num recipiente de seção constante de 1 metro quadrado de área. Muitas residências utilizam sistemas de captação de águas de chuva para resolver a questão de economia de água tratada. Num sistema desses, a chuva que cai nos telhados é toda recolhida por calhas e fica armazenada em reservatório próprio, para uso posterior em descargas de banheiros, lavagens de carros e calçadas, irrigação de jardins e outros. A vista superior do telhado de uma casa é dada na figura. Para o armazenamento da água captada nesse telhado, será construído um reservatório retangular de seção constante, de 1,4 m por 1,0 m, e profundidade suficiente para armazenar toda a água de uma chuva de 30 mm.
Imagem associada para resolução da questão

Para isso, a profundidade do reservatório, em metros, deverá ser de:
Alternativas
Q1252261 Matemática
Numa região delimitada de um determinado açude, biólogos faziam um estudo sobre duas espécies de peixes, A e B, acerca de sua atração ou repelência a certas substâncias dissolvidas na água. Num determinado instante t0, para cada 7 peixes da espécie A na região delimitada, havia 5 peixes da espécie B. Transcorrido um certo tempo, entraram na região mais 27 peixes da espécie A e saíram 18 da espécie B. Com isso, a razão entre as quantidades de peixes na região delimitada passou a ser de 10 peixes da espécie A para cada 3 peixes da espécie B. Pode-se concluir que o número de peixes da espécie A presentes nessa região, no instante t0, era:
Alternativas
Q1252260 Matemática

Considere uma sequência de polígonos em que os vértices são sucessivamente numerados, como mostra a figura.

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O número de lados do polígono dessa sequência em que se encontra o vértice de número 250 é:

Alternativas
Q1252258 Português
Atenção: Para responder a questão, considere a crônica abaixo.

      Quando lhe disse que um vago conhecido nosso tinha morrido, vítima de tumor no cérebro, levou as mãos à cabeça:
   − Minha Santa Efigênia!
     Espantei-me que o atingisse a morte de alguém tão distante de nossa convivência, mas logo ele fez sentir a causa de sua perturbação:
  − É o que eu tenho, não há dúvida nenhuma: esta dor de cabeça que não passa! Estou para morrer.
    Conheço-o desde menino, e sempre esteve para morrer. Não há doença que passe perto dele e não se detenha, para convencê-lo em iniludíveis sintomas de que está com os dias contados. Empresta dimensões de síndromes terríveis à mais ligeira manifestação de azia ou acidez estomacal:
  − Até parece que andei comendo fogo. Estou com pirofagia crônica. Esta cólica é que é o diabo, se eu fosse mulher ainda estava explicado. Histeria gástrica. Úlcera péptica, no duro.
     Certa ocasião, durante um mês seguido, tomou injeções diárias de penicilina, por sua conta e risco. A chamada dose cavalar.
   − Não adiantou nada − queixa-se ele. − Para mim o médico que me operou esqueceu alguma coisa dentro de minha barriga.
      Foi operado de apendicite quando ainda criança e até hoje se vangloria:
   − Menino, você precisava de ver o meu apêndice: parecia uma salsicha alemã.
     No que dependesse dele, já teria passado por todas as operações jamais registradas nos anais da cirurgia: “Só mesmo entrando na faca para ver o que há comigo”. Os médicos lhe asseguram que não há nada, ele sai maldizendo a medicina: “Não descobrem o que eu tenho, são uns charlatães, quem entende de mim sou eu”. O radiologista, seu amigo particular, já lhe proibiu a entrada no consultório: tirou-lhe radiografia até dos dedos do pé. E ele sempre se apalpando e fazendo caretas: “Meu fígado hoje está que nem uma esponja, encharcada de bílis. Minha vesícula está dura como um lápis, põe só a mão aqui”.
      − É lápis mesmo, aí no seu bolso.
      − Do lado de cá, sua besta. Não adianta, ninguém me leva a sério.
[...]
      Ultimamente os amigos deram para conspirar, sentenciosos: o que ele precisa é casar. Arranjar uma mulherzinha dedicada, que cuidasse dele. “Casar, eu?” − e se abre numa gargalhada: “Vocês querem acabar de liquidar comigo?” Mas sua aversão ao casamento não pode ser tão forte assim, pois consta que de uns dias para cá está de namoro sério com uma jovem, recém-diplomada na Escola de Enfermagem Ana Néri.
(SABINO, Fernando. As melhores crônicas. Rio de Janeiro: BestBolso, 2012, p. 71-72) 
Expressão expletiva ou de realce: é uma expressão que não exerce função sintática. (Adaptado de: BECHARA, Evanildo. Moderna gramática portuguesa, 2009)

Constitui uma expressão expletiva a expressão sublinhada em:
Alternativas
Q1252257 Português
Atenção: Para responder a questão, considere a crônica abaixo.

      Quando lhe disse que um vago conhecido nosso tinha morrido, vítima de tumor no cérebro, levou as mãos à cabeça:
   − Minha Santa Efigênia!
     Espantei-me que o atingisse a morte de alguém tão distante de nossa convivência, mas logo ele fez sentir a causa de sua perturbação:
  − É o que eu tenho, não há dúvida nenhuma: esta dor de cabeça que não passa! Estou para morrer.
    Conheço-o desde menino, e sempre esteve para morrer. Não há doença que passe perto dele e não se detenha, para convencê-lo em iniludíveis sintomas de que está com os dias contados. Empresta dimensões de síndromes terríveis à mais ligeira manifestação de azia ou acidez estomacal:
  − Até parece que andei comendo fogo. Estou com pirofagia crônica. Esta cólica é que é o diabo, se eu fosse mulher ainda estava explicado. Histeria gástrica. Úlcera péptica, no duro.
     Certa ocasião, durante um mês seguido, tomou injeções diárias de penicilina, por sua conta e risco. A chamada dose cavalar.
   − Não adiantou nada − queixa-se ele. − Para mim o médico que me operou esqueceu alguma coisa dentro de minha barriga.
      Foi operado de apendicite quando ainda criança e até hoje se vangloria:
   − Menino, você precisava de ver o meu apêndice: parecia uma salsicha alemã.
     No que dependesse dele, já teria passado por todas as operações jamais registradas nos anais da cirurgia: “Só mesmo entrando na faca para ver o que há comigo”. Os médicos lhe asseguram que não há nada, ele sai maldizendo a medicina: “Não descobrem o que eu tenho, são uns charlatães, quem entende de mim sou eu”. O radiologista, seu amigo particular, já lhe proibiu a entrada no consultório: tirou-lhe radiografia até dos dedos do pé. E ele sempre se apalpando e fazendo caretas: “Meu fígado hoje está que nem uma esponja, encharcada de bílis. Minha vesícula está dura como um lápis, põe só a mão aqui”.
      − É lápis mesmo, aí no seu bolso.
      − Do lado de cá, sua besta. Não adianta, ninguém me leva a sério.
[...]
      Ultimamente os amigos deram para conspirar, sentenciosos: o que ele precisa é casar. Arranjar uma mulherzinha dedicada, que cuidasse dele. “Casar, eu?” − e se abre numa gargalhada: “Vocês querem acabar de liquidar comigo?” Mas sua aversão ao casamento não pode ser tão forte assim, pois consta que de uns dias para cá está de namoro sério com uma jovem, recém-diplomada na Escola de Enfermagem Ana Néri.
(SABINO, Fernando. As melhores crônicas. Rio de Janeiro: BestBolso, 2012, p. 71-72) 
É própria da linguagem coloquial a expressão sublinhada em:
Alternativas
Q1252256 Português
Atenção: Para responder a questão, considere a crônica abaixo.

      Quando lhe disse que um vago conhecido nosso tinha morrido, vítima de tumor no cérebro, levou as mãos à cabeça:
   − Minha Santa Efigênia!
     Espantei-me que o atingisse a morte de alguém tão distante de nossa convivência, mas logo ele fez sentir a causa de sua perturbação:
  − É o que eu tenho, não há dúvida nenhuma: esta dor de cabeça que não passa! Estou para morrer.
    Conheço-o desde menino, e sempre esteve para morrer. Não há doença que passe perto dele e não se detenha, para convencê-lo em iniludíveis sintomas de que está com os dias contados. Empresta dimensões de síndromes terríveis à mais ligeira manifestação de azia ou acidez estomacal:
  − Até parece que andei comendo fogo. Estou com pirofagia crônica. Esta cólica é que é o diabo, se eu fosse mulher ainda estava explicado. Histeria gástrica. Úlcera péptica, no duro.
     Certa ocasião, durante um mês seguido, tomou injeções diárias de penicilina, por sua conta e risco. A chamada dose cavalar.
   − Não adiantou nada − queixa-se ele. − Para mim o médico que me operou esqueceu alguma coisa dentro de minha barriga.
      Foi operado de apendicite quando ainda criança e até hoje se vangloria:
   − Menino, você precisava de ver o meu apêndice: parecia uma salsicha alemã.
     No que dependesse dele, já teria passado por todas as operações jamais registradas nos anais da cirurgia: “Só mesmo entrando na faca para ver o que há comigo”. Os médicos lhe asseguram que não há nada, ele sai maldizendo a medicina: “Não descobrem o que eu tenho, são uns charlatães, quem entende de mim sou eu”. O radiologista, seu amigo particular, já lhe proibiu a entrada no consultório: tirou-lhe radiografia até dos dedos do pé. E ele sempre se apalpando e fazendo caretas: “Meu fígado hoje está que nem uma esponja, encharcada de bílis. Minha vesícula está dura como um lápis, põe só a mão aqui”.
      − É lápis mesmo, aí no seu bolso.
      − Do lado de cá, sua besta. Não adianta, ninguém me leva a sério.
[...]
      Ultimamente os amigos deram para conspirar, sentenciosos: o que ele precisa é casar. Arranjar uma mulherzinha dedicada, que cuidasse dele. “Casar, eu?” − e se abre numa gargalhada: “Vocês querem acabar de liquidar comigo?” Mas sua aversão ao casamento não pode ser tão forte assim, pois consta que de uns dias para cá está de namoro sério com uma jovem, recém-diplomada na Escola de Enfermagem Ana Néri.
(SABINO, Fernando. As melhores crônicas. Rio de Janeiro: BestBolso, 2012, p. 71-72) 
A personificação é um recurso expressivo que consiste em atribuir propriedades humanas a uma coisa, a um ser inanimado ou abstrato. Verifica-se a ocorrência desse recurso expressivo no seguinte trecho:
Alternativas
Respostas
14861: C
14862: B
14863: C
14864: C
14865: A
14866: C
14867: B
14868: B
14869: D
14870: E
14871: B
14872: A
14873: D
14874: A
14875: E
14876: A
14877: C
14878: C
14879: D
14880: A