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Q3678675 Português
TEXTO


O COMBATE A INCÊNDIOS FLORESTAIS FRENTE À MUDANÇA CLIMÁTICA


    As chamas devastam as florestas há milhões de anos, mas os incêndios florestais que assolam a Califórnia e, no último ano, o Brasil e vários outros países do mundo, são sem precedentes, queimando por mais tempo e a temperaturas mais altas, em parte devido às mudanças climáticas.

    A menor incidência de chuvas e as secas mais prolongadas deixam as florestas tão ressecadas que a simples queda de um raio pode gerar um pequeno foco, que rapidamente se transforma em um inferno antes que equipes de combate ao fogo consigam conter os danos.

    No ano passado, o Brasil, por exemplo, enfrentou a maior seca da história, segundo o Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden). O número recorde de focos de incêndio fez também com que a fumaça, oriunda principalmente do fogo na Amazônia, encobrisse o céu em todo o país e se espalhasse por outras regiões. E o Brasil concentra atualmente 76% dos incêndios em toda a América do Sul, com mais de 5 mil focos em todo o país.

    Em agosto de 2024, grandes incêndios consumiram florestas no oeste do Canadá e dos Estados Unidos, forçando a retirada de dezenas de milhares de habitantes. Os primeiros dias de 2025 foram marcados por chamas violentas ao redor de Los Angeles.

    No Canadá, um incêndio que se deslocou rapidamente devastou Jasper e o parque nacional ao redor, na província de Alberta, destruindo pelo menos um terço dos edifícios da cidade. O parque é parte de uma área declarada Patrimônio Mundial pela Unesco, e conhecido por suas Rocky Mountains.

    “Qualquer bombeiro vai lhe dizer que há pouco ou nada a fazer quando uma parede de fogo como essa está vindo na sua direção”, afirma Mike Ellis, secretário de Segurança Pública de Alberta. “Ninguém antecipou que o incêndio viria tão rápido, tão grande assim.”

    Fogo alimentado pela mudança climática já devastou o Canadá em 2023, consumindo cerca de 18,4 milhões de hectares de vegetação e lançando gigantescas nuvens de fumaça sobre partes dos EUA. Em meados do mesmo ano, grandes incêndios irromperam igualmente na Itália, Grécia e Espanha.

    Do outro lado do mundo, os megaincêndios na Austrália em 2019 e 2020 devastaram quase 24 milhões de hectares, queimando também florestas que anteriormente eram capazes de resistir ao fogo.

    Enquanto o planeta continuar a aquecer com a queima de combustíveis fósseis, a tendência é que a ocorrência desses incêndios se agrave, colocando em risco vidas humanas e de animais selvagens.

    “Não estamos no caminho certo para a redução de riscos”, afirmava, em agosto de 2022, Hamish Clarke, pesquisador da escola de ecossistemas e ciências florestais da Universidade de Melbourne, na Austrália. “Precisamos urgentemente mudar de rumo e reduzir de maneira séria as emissões de gases causadores do efeito estufa.”

    Clarke é coautor de um artigo sobre o risco de queimadas na Austrália, segundo o qual “as mudanças climáticas excedem a capacidade de adaptação de nossos sistemas ecológico e social”. No texto, os autores afirmam que o gerenciamento de incêndios florestais chegou a uma “encruzilhada”.

     Relacionamos abaixo três áreas fundamentais nas quais o gerenciamento de incêndios tenta se adaptar à nova realidade climática.

    A queima controlada ou “prescrita” da vegetação de florestas, realizada com maior frequência nos meses mais frios do ano, ajuda a diminuir os danos dos incêndios florestais no verão ao reduzir a quantidade disponível de lenha e gravetos capazes de dar impulso ao fogo.

    Em nações propensas a incêndios como Estados Unidos, Canadá, Austrália, França, Portugal, Espanha e África do Sul, essa estratégia de gerenciamento do fogo vem sendo testada e utilizada há décadas.

    Também chamada de redução de danos, a técnica é “bastante eficiente em diminuir a intensidade e a gravidade dos incêndios”, afirma Víctor Resco de Dios, professor de engenharia florestal da Universidade de Lleida, na Espanha. Mas, para que possa ser um antídoto eficaz, a queima controlada sob temperaturas amenas deve ser feita em uma “escala espacial bastante grande”, afirma o engenheiro florestal.

    Na Europa, onde especialmente os países da região do Mar Mediterrâneo, como a Grécia, sofrem incêndios florestais bastante graves durante o verão na região, Resco de Dios sugere que uma redução substancial dos riscos exigiria uma queima controlada em uma área de 1,5 milhão de hectares.

    Contudo, um problema atual da queima controlada é o aumento dos riscos em razão dos efeitos gerados pelas mudanças climáticas.

    Após uma operação de queima controlada do Novo México, em maio de 2022, ter se transformado num dos piores incêndios florestais da história do estado americano, o Serviço Florestal dos EUA anunciou a suspensão dessas operações nas florestas nacionais em todo o país, mesmo que aquele tenha sido um caso raro.

    Durante milhares de anos, antes das invasões europeias, os povos originários dos EUA e da Austrália utilizavam uma forma de queimada controlada para reduzir a vegetação inflamável.

    Eles praticavam uma “queima de baixa intensidade” nos meses mais frios para reduzir a ameaça de incêndios que criava um terreno com um tipo de cobertura de grama amadeirada, semelhante a um parque, que também preservava a biodiversidade. Isso foi descrito pelos autores de um artigo de 2022, que também destacaram o “risco catastrófico gerado pelo gerenciamento não indígena de controle de queimadas”, no qual o fogo é suprimido em vez de ser gerenciado.

    A negação das técnicas indígenas significa que “as florestas australianas possuem mais material inflamável do que antes da invasão britânica”, disseram os pesquisadores. Desde que retomaram a posse de suas terras nativas nos anos 1990, os povos aborígenes vêm praticando com sucesso o gerenciamento de incêndios na região de Kimberly, no norte da Austrália, durante a estação de tempo frio e seco. [...]


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/como-combaterincêndios-florestais-num-cenário-de-mudanças-climáticas/a68180190>. Adaptado. Acesso em: 20 de setembro de 2025.
Em “O número recorde de focos de incêndio fez também com que a fumaça, oriunda principalmente do fogo na Amazônia, encobrisse o céu”, o termo destacado se classifica como:
Alternativas
Q3678674 Português
TEXTO


O COMBATE A INCÊNDIOS FLORESTAIS FRENTE À MUDANÇA CLIMÁTICA


    As chamas devastam as florestas há milhões de anos, mas os incêndios florestais que assolam a Califórnia e, no último ano, o Brasil e vários outros países do mundo, são sem precedentes, queimando por mais tempo e a temperaturas mais altas, em parte devido às mudanças climáticas.

    A menor incidência de chuvas e as secas mais prolongadas deixam as florestas tão ressecadas que a simples queda de um raio pode gerar um pequeno foco, que rapidamente se transforma em um inferno antes que equipes de combate ao fogo consigam conter os danos.

    No ano passado, o Brasil, por exemplo, enfrentou a maior seca da história, segundo o Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden). O número recorde de focos de incêndio fez também com que a fumaça, oriunda principalmente do fogo na Amazônia, encobrisse o céu em todo o país e se espalhasse por outras regiões. E o Brasil concentra atualmente 76% dos incêndios em toda a América do Sul, com mais de 5 mil focos em todo o país.

    Em agosto de 2024, grandes incêndios consumiram florestas no oeste do Canadá e dos Estados Unidos, forçando a retirada de dezenas de milhares de habitantes. Os primeiros dias de 2025 foram marcados por chamas violentas ao redor de Los Angeles.

    No Canadá, um incêndio que se deslocou rapidamente devastou Jasper e o parque nacional ao redor, na província de Alberta, destruindo pelo menos um terço dos edifícios da cidade. O parque é parte de uma área declarada Patrimônio Mundial pela Unesco, e conhecido por suas Rocky Mountains.

    “Qualquer bombeiro vai lhe dizer que há pouco ou nada a fazer quando uma parede de fogo como essa está vindo na sua direção”, afirma Mike Ellis, secretário de Segurança Pública de Alberta. “Ninguém antecipou que o incêndio viria tão rápido, tão grande assim.”

    Fogo alimentado pela mudança climática já devastou o Canadá em 2023, consumindo cerca de 18,4 milhões de hectares de vegetação e lançando gigantescas nuvens de fumaça sobre partes dos EUA. Em meados do mesmo ano, grandes incêndios irromperam igualmente na Itália, Grécia e Espanha.

    Do outro lado do mundo, os megaincêndios na Austrália em 2019 e 2020 devastaram quase 24 milhões de hectares, queimando também florestas que anteriormente eram capazes de resistir ao fogo.

    Enquanto o planeta continuar a aquecer com a queima de combustíveis fósseis, a tendência é que a ocorrência desses incêndios se agrave, colocando em risco vidas humanas e de animais selvagens.

    “Não estamos no caminho certo para a redução de riscos”, afirmava, em agosto de 2022, Hamish Clarke, pesquisador da escola de ecossistemas e ciências florestais da Universidade de Melbourne, na Austrália. “Precisamos urgentemente mudar de rumo e reduzir de maneira séria as emissões de gases causadores do efeito estufa.”

    Clarke é coautor de um artigo sobre o risco de queimadas na Austrália, segundo o qual “as mudanças climáticas excedem a capacidade de adaptação de nossos sistemas ecológico e social”. No texto, os autores afirmam que o gerenciamento de incêndios florestais chegou a uma “encruzilhada”.

     Relacionamos abaixo três áreas fundamentais nas quais o gerenciamento de incêndios tenta se adaptar à nova realidade climática.

    A queima controlada ou “prescrita” da vegetação de florestas, realizada com maior frequência nos meses mais frios do ano, ajuda a diminuir os danos dos incêndios florestais no verão ao reduzir a quantidade disponível de lenha e gravetos capazes de dar impulso ao fogo.

    Em nações propensas a incêndios como Estados Unidos, Canadá, Austrália, França, Portugal, Espanha e África do Sul, essa estratégia de gerenciamento do fogo vem sendo testada e utilizada há décadas.

    Também chamada de redução de danos, a técnica é “bastante eficiente em diminuir a intensidade e a gravidade dos incêndios”, afirma Víctor Resco de Dios, professor de engenharia florestal da Universidade de Lleida, na Espanha. Mas, para que possa ser um antídoto eficaz, a queima controlada sob temperaturas amenas deve ser feita em uma “escala espacial bastante grande”, afirma o engenheiro florestal.

    Na Europa, onde especialmente os países da região do Mar Mediterrâneo, como a Grécia, sofrem incêndios florestais bastante graves durante o verão na região, Resco de Dios sugere que uma redução substancial dos riscos exigiria uma queima controlada em uma área de 1,5 milhão de hectares.

    Contudo, um problema atual da queima controlada é o aumento dos riscos em razão dos efeitos gerados pelas mudanças climáticas.

    Após uma operação de queima controlada do Novo México, em maio de 2022, ter se transformado num dos piores incêndios florestais da história do estado americano, o Serviço Florestal dos EUA anunciou a suspensão dessas operações nas florestas nacionais em todo o país, mesmo que aquele tenha sido um caso raro.

    Durante milhares de anos, antes das invasões europeias, os povos originários dos EUA e da Austrália utilizavam uma forma de queimada controlada para reduzir a vegetação inflamável.

    Eles praticavam uma “queima de baixa intensidade” nos meses mais frios para reduzir a ameaça de incêndios que criava um terreno com um tipo de cobertura de grama amadeirada, semelhante a um parque, que também preservava a biodiversidade. Isso foi descrito pelos autores de um artigo de 2022, que também destacaram o “risco catastrófico gerado pelo gerenciamento não indígena de controle de queimadas”, no qual o fogo é suprimido em vez de ser gerenciado.

    A negação das técnicas indígenas significa que “as florestas australianas possuem mais material inflamável do que antes da invasão britânica”, disseram os pesquisadores. Desde que retomaram a posse de suas terras nativas nos anos 1990, os povos aborígenes vêm praticando com sucesso o gerenciamento de incêndios na região de Kimberly, no norte da Austrália, durante a estação de tempo frio e seco. [...]


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/como-combaterincêndios-florestais-num-cenário-de-mudanças-climáticas/a68180190>. Adaptado. Acesso em: 20 de setembro de 2025.
Assinale a alternativa que destaca CORRETAMENTE uma preposição acidental.
Alternativas
Q3678673 Português
TEXTO


O COMBATE A INCÊNDIOS FLORESTAIS FRENTE À MUDANÇA CLIMÁTICA


    As chamas devastam as florestas há milhões de anos, mas os incêndios florestais que assolam a Califórnia e, no último ano, o Brasil e vários outros países do mundo, são sem precedentes, queimando por mais tempo e a temperaturas mais altas, em parte devido às mudanças climáticas.

    A menor incidência de chuvas e as secas mais prolongadas deixam as florestas tão ressecadas que a simples queda de um raio pode gerar um pequeno foco, que rapidamente se transforma em um inferno antes que equipes de combate ao fogo consigam conter os danos.

    No ano passado, o Brasil, por exemplo, enfrentou a maior seca da história, segundo o Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden). O número recorde de focos de incêndio fez também com que a fumaça, oriunda principalmente do fogo na Amazônia, encobrisse o céu em todo o país e se espalhasse por outras regiões. E o Brasil concentra atualmente 76% dos incêndios em toda a América do Sul, com mais de 5 mil focos em todo o país.

    Em agosto de 2024, grandes incêndios consumiram florestas no oeste do Canadá e dos Estados Unidos, forçando a retirada de dezenas de milhares de habitantes. Os primeiros dias de 2025 foram marcados por chamas violentas ao redor de Los Angeles.

    No Canadá, um incêndio que se deslocou rapidamente devastou Jasper e o parque nacional ao redor, na província de Alberta, destruindo pelo menos um terço dos edifícios da cidade. O parque é parte de uma área declarada Patrimônio Mundial pela Unesco, e conhecido por suas Rocky Mountains.

    “Qualquer bombeiro vai lhe dizer que há pouco ou nada a fazer quando uma parede de fogo como essa está vindo na sua direção”, afirma Mike Ellis, secretário de Segurança Pública de Alberta. “Ninguém antecipou que o incêndio viria tão rápido, tão grande assim.”

    Fogo alimentado pela mudança climática já devastou o Canadá em 2023, consumindo cerca de 18,4 milhões de hectares de vegetação e lançando gigantescas nuvens de fumaça sobre partes dos EUA. Em meados do mesmo ano, grandes incêndios irromperam igualmente na Itália, Grécia e Espanha.

    Do outro lado do mundo, os megaincêndios na Austrália em 2019 e 2020 devastaram quase 24 milhões de hectares, queimando também florestas que anteriormente eram capazes de resistir ao fogo.

    Enquanto o planeta continuar a aquecer com a queima de combustíveis fósseis, a tendência é que a ocorrência desses incêndios se agrave, colocando em risco vidas humanas e de animais selvagens.

    “Não estamos no caminho certo para a redução de riscos”, afirmava, em agosto de 2022, Hamish Clarke, pesquisador da escola de ecossistemas e ciências florestais da Universidade de Melbourne, na Austrália. “Precisamos urgentemente mudar de rumo e reduzir de maneira séria as emissões de gases causadores do efeito estufa.”

    Clarke é coautor de um artigo sobre o risco de queimadas na Austrália, segundo o qual “as mudanças climáticas excedem a capacidade de adaptação de nossos sistemas ecológico e social”. No texto, os autores afirmam que o gerenciamento de incêndios florestais chegou a uma “encruzilhada”.

     Relacionamos abaixo três áreas fundamentais nas quais o gerenciamento de incêndios tenta se adaptar à nova realidade climática.

    A queima controlada ou “prescrita” da vegetação de florestas, realizada com maior frequência nos meses mais frios do ano, ajuda a diminuir os danos dos incêndios florestais no verão ao reduzir a quantidade disponível de lenha e gravetos capazes de dar impulso ao fogo.

    Em nações propensas a incêndios como Estados Unidos, Canadá, Austrália, França, Portugal, Espanha e África do Sul, essa estratégia de gerenciamento do fogo vem sendo testada e utilizada há décadas.

    Também chamada de redução de danos, a técnica é “bastante eficiente em diminuir a intensidade e a gravidade dos incêndios”, afirma Víctor Resco de Dios, professor de engenharia florestal da Universidade de Lleida, na Espanha. Mas, para que possa ser um antídoto eficaz, a queima controlada sob temperaturas amenas deve ser feita em uma “escala espacial bastante grande”, afirma o engenheiro florestal.

    Na Europa, onde especialmente os países da região do Mar Mediterrâneo, como a Grécia, sofrem incêndios florestais bastante graves durante o verão na região, Resco de Dios sugere que uma redução substancial dos riscos exigiria uma queima controlada em uma área de 1,5 milhão de hectares.

    Contudo, um problema atual da queima controlada é o aumento dos riscos em razão dos efeitos gerados pelas mudanças climáticas.

    Após uma operação de queima controlada do Novo México, em maio de 2022, ter se transformado num dos piores incêndios florestais da história do estado americano, o Serviço Florestal dos EUA anunciou a suspensão dessas operações nas florestas nacionais em todo o país, mesmo que aquele tenha sido um caso raro.

    Durante milhares de anos, antes das invasões europeias, os povos originários dos EUA e da Austrália utilizavam uma forma de queimada controlada para reduzir a vegetação inflamável.

    Eles praticavam uma “queima de baixa intensidade” nos meses mais frios para reduzir a ameaça de incêndios que criava um terreno com um tipo de cobertura de grama amadeirada, semelhante a um parque, que também preservava a biodiversidade. Isso foi descrito pelos autores de um artigo de 2022, que também destacaram o “risco catastrófico gerado pelo gerenciamento não indígena de controle de queimadas”, no qual o fogo é suprimido em vez de ser gerenciado.

    A negação das técnicas indígenas significa que “as florestas australianas possuem mais material inflamável do que antes da invasão britânica”, disseram os pesquisadores. Desde que retomaram a posse de suas terras nativas nos anos 1990, os povos aborígenes vêm praticando com sucesso o gerenciamento de incêndios na região de Kimberly, no norte da Austrália, durante a estação de tempo frio e seco. [...]


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/como-combaterincêndios-florestais-num-cenário-de-mudanças-climáticas/a68180190>. Adaptado. Acesso em: 20 de setembro de 2025.
No trecho “o gerenciamento de incêndios florestais chegou a uma encruzilhada”, o termo destacado é usado em sentido figurado. Assinale a alternativa cujo sinônimo se ajusta CORRETAMENTE ao uso metafórico do texto.
Alternativas
Q3676755 Saúde Pública

Os indicadores de saúde são ferramentas essenciais para o monitoramento das condições de saúde de uma população e para o planejamento de ações no âmbito do SUS. Acerca dos principais indicadores epidemiológicos, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:



(__) A taxa de mortalidade infantil, calculada pelo número de óbitos de menores de um ano por mil nascidos vivos em determinado local e período, é um indicador sensível das condições socioeconômicas e da qualidade da assistência à saúde materno-infantil.


(__) O coeficiente de prevalência mede o número de casos novos de uma doença em uma população durante um período específico, sendo ideal para avaliar o risco de desenvolvimento de doenças agudas.


(__) A incidência refere-se ao número total de casos (novos e antigos) de uma doença existentes em um ponto específico no tempo, divididos pela população em risco, sendo útil para o planejamento de recursos para doenças crônicas.


(__) A letalidade é um indicador que mede a proporção de indivíduos com uma doença que morrem em decorrência dela, expressando a gravidade da patologia, e não deve ser confundida com a taxa de mortalidade, que se refere à população geral.



Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo. 

Alternativas
Q3676754 Direito Sanitário

A Lei nº 8.080/1990, que regula as ações e serviços de saúde em todo o território nacional, estabelece os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS). Analise as afirmativas a seguir a respeito desses preceitos fundamentais:



I. A universalidade de acesso aos serviços de saúde em todos os níveis de assistência garante que todo cidadão brasileiro é titular do direito à saúde, independentemente de sua contribuição previdenciária ou condição socioeconômica.


II. O princípio da integralidade da assistência compreende um conjunto articulado de ações preventivas, curativas e de reabilitação, mas exclui a articulação com políticas intersetoriais que impactam a saúde, como saneamento e educação.


III. A diretriz da descentralização político-administrativa preconiza a redistribuição de poder e responsabilidades entre os três níveis de governo, com ênfase na municipalização dos serviços e comando único em cada esfera de governo.



Está correto o que se afirma em:

Alternativas
Q3676753 Terapia Ocupacional

O processo de terapia ocupacional é uma sequência dinâmica e interativa que envolve avaliação, intervenção e monitoramento de resultados. No que se refere à fase de avaliação, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:



(__) A criação do perfil ocupacional é a etapa inicial que resume a história ocupacional, os padrões de vida diária, interesses, valores e necessidades do cliente, sendo obtida exclusivamente por meio de entrevistas estruturadas.


(__) A análise do desempenho ocupacional envolve a identificação das dificuldades do cliente nas ocupações desejadas, observando os efeitos das funções e estruturas corporais, habilidades de desempenho e fatores contextuais sobre a performance.


(__) A seleção de medidas de resultados deve ser colaborativa com o cliente e ocorrer apenas ao final do processo de intervenção para verificar a eficácia do tratamento.


(__) A avaliação deve seguir uma abordagem de cima para baixo (top-down), iniciando pela investigação das ocupações significativas para o cliente antes de analisar os componentes de desempenho subjacentes que podem estar limitando a participação.



Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo. 

Alternativas
Q3676752 Saúde Pública

As Redes de Atenção à Saúde (RAS) são arranjos organizativos que visam integrar as ações e serviços de saúde para garantir a integralidade do cuidado. Sobre a estrutura e o funcionamento das RAS, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:



(__) A Atenção Primária à Saúde, especialmente a Estratégia Saúde da Família, é o centro de comunicação da RAS, coordenando o fluxo dos usuários entre os diferentes pontos de atenção.


(__) A estrutura operacional da RAS é estritamente linear e hierárquica, onde o usuário deve obrigatoriamente passar do nível primário para o secundário e deste para o terciário, sem exceções.


(__) Os sistemas logísticos, como o prontuário eletrônico e os sistemas de regulação, são componentes essenciais para garantir a comunicação e a continuidade do cuidado dentro da RAS.


(__) A lógica das RAS substitui os sistemas fragmentados por uma organização poliárquica, com múltiplos pontos de atenção de diferentes densidades tecnológicas, que atuam de forma cooperativa e interdependente.



Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo. 

Alternativas
Q3676751 Terapia Ocupacional
O conceito de justiça ocupacional refere-se ao direito de todos os indivíduos de participarem de ocupações que promovam saúde e bem-estar. Em um contexto de vulnerabilidade social, um terapeuta ocupacional identifica que uma comunidade de catadores de materiais recicláveis enfrenta condições de trabalho precárias que limitam sua participação em outras ocupações significativas. Qual das seguintes situações caracteriza uma privação ocupacional?
Alternativas
Q3676750 Terapia Ocupacional
A atuação do terapeuta ocupacional em um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) visa à prevenção de situações de risco social por meio do fortalecimento de vínculos familiares e comunitários. Qual intervenção é mais condizente com as atribuições desse profissional no âmbito do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF)?
Alternativas
Q3676749 Terapia Ocupacional

Na condução de um grupo terapêutico ocupacional, o profissional deve estar atento às diferentes fases de desenvolvimento do grupo e manejar adequadamente os fenômenos grupais. Analise as afirmativas a seguir sobre este processo:



I. Na fase inicial, ou de formação, é esperado que os membros demonstrem dependência do terapeuta para direção e estabelecimento de normas, sendo o papel do profissional clarificar os objetivos e promover um ambiente seguro.


II. O surgimento de conflitos e a disputa por poder entre os membros caracterizam a fase de "conflito" ou "tormenta", que deve ser evitada pelo terapeuta a todo custo para manter a coesão grupal.


III.A fase de produtividade, ou "performance", é alcançada quando o grupo desenvolve coesão, estabelece papéis funcionais e foca na realização das tarefas e no alcance das metas terapêuticas coletivas.



Está correto o que se afirma em:

Alternativas
Q3676748 Terapia Ocupacional
Durante a avaliação de um idoso com diagnóstico de Doença de Alzheimer em fase moderada, o terapeuta ocupacional utiliza a abordagem da Adaptação Ambiental para promover o desempenho nas Atividades de Vida Diária (AVDs). Qual das seguintes estratégias é a mais adequada para o manejo da apraxia de vestir nesse contexto?
Alternativas
Q3676747 Terapia Ocupacional
No contexto do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), o terapeuta ocupacional é chamado a realizar uma ação de cuidado coletivo com um grupo de idosos diabéticos e hipertensos. Qual das seguintes propostas de intervenção melhor representa a prática da terapia ocupacional nesse cenário? 
Alternativas
Q3676746 Direito Sanitário
No âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), a Lei nº 8.142/1990 estabelece as instâncias colegiadas para a participação da comunidade na gestão. Considerando a composição paritária do Conselho de Saúde, um requisito fundamental para a transferência de recursos intergovernamentais, assinale a alternativa que descreve corretamente sua estrutura.
Alternativas
Q3676745 Terapia Ocupacional

A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) da Organização Mundial da Saúde (OMS) propõe um modelo biopsicossocial para a compreensão da saúde. No que tange à aplicação de seus componentes em terapia ocupacional, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:



(__) Os Fatores Ambientais são qualificados por meio de uma escala negativa e positiva, que identifica barreiras (indicadas com um ponto, ex: .1) e facilitadores (indicados com um sinal de mais, ex: +2) na participação do indivíduo.


(__) A dimensão Atividade refere-se à execução de uma tarefa ou ação por um indivíduo, enquanto a dimensão Participação se refere ao envolvimento em uma situação da vida real, sendo que ambas utilizam qualificadores distintos para capacidade e desempenho.


(__) Os qualificadores de Funções e Estruturas do Corpo medem exclusivamente a extensão de uma deficiência em uma escala que varia de 0 (nenhuma deficiência) a 4 (deficiência completa), sem considerar a natureza da alteração.


(__) Fatores Pessoais, como idade, sexo e estilo de vida, são codificados pela CIF por meio de uma lista exaustiva de categorias, permitindo uma análise padronizada de sua influência na funcionalidade.



Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.

Alternativas
Q3676744 Terapia Ocupacional
Um terapeuta ocupacional atende uma criança de cinco anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) que apresenta dificuldades significativas no processamento sensorial, especialmente hipersensibilidade tátil e auditiva, impactando sua participação em atividades escolares. Com base na abordagem da Integração Sensorial de Ayres, qual intervenção é a mais apropriada?
Alternativas
Q3676743 Saúde Pública

A Política Nacional de Humanização (PNH), ou HumanizaSUS, busca efetivar os princípios do SUS no cotidiano das práticas de atenção e gestão. Sobre os dispositivos e diretrizes da PNH, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:



(__) Acolhimento com classificação de risco é um dispositivo da PNH que propõe uma escuta qualificada e a reorganização do processo de trabalho, priorizando o atendimento por ordem de chegada, independentemente da gravidade.


(__) A gestão participativa e a cogestão são diretrizes que incentivam a inclusão de novos sujeitos (trabalhadores e usuários) nos processos de análise e decisão da gestão dos serviços, fortalecendo o controle social.


(__) O Projeto Terapêutico Singular (PTS) é uma ferramenta para casos de maior complexidade, que envolve a discussão coletiva por uma equipe multiprofissional para a elaboração de condutas e metas de cuidado para um sujeito ou família.


(__) A PNH tem como um de seus princípios a indissociabilidade entre atenção e gestão, o que significa que as decisões da gestão devem ser tomadas de forma isolada para não interferir na autonomia clínica dos profissionais da assistência.



Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.

Alternativas
Q3676742 Terapia Ocupacional

Um terapeuta ocupacional atua em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e propõe a criação de uma oficina de geração de renda para usuários com transtornos mentais graves e persistentes. Analise as afirmativas a seguir sobre a fundamentação desta prática no contexto da Reabilitação Psicossocial:



I. O objetivo central da oficina é a produção em larga escala e a maximização do lucro para garantir a sustentabilidade financeira do serviço, sendo o engajamento ocupacional dos usuários um resultado secundário.


II. A oficina deve ser estruturada como um espaço de experimentação e exercício de papéis sociais, especialmente o de trabalhador, promovendo a autonomia, a contratualidade e o fortalecimento de laços sociais.


III. A avaliação do desempenho dos usuários na oficina deve focar exclusivamente em suas habilidades motoras e cognitivas para a produção, desconsiderando a interação social e a satisfação pessoal como indicadores de sucesso.



Está correto o que se afirma em:

Alternativas
Q3676741 Terapia Ocupacional

Um terapeuta ocupacional está projetando uma órtese de posicionamento para um paciente com sequela de acidente vascular encefálico (AVE) apresentando padrão flexor espástico no membro superior direito. Analise as afirmativas a seguir sobre os princípios biomecânicos e terapêuticos aplicados a este caso:



I. A órtese deve aplicar um sistema de três pontos de pressão para distribuir as forças de forma eficaz, posicionando o punho em extensão neutra ou leve para inibir o tônus flexor e favorecer o alinhamento funcional dos dedos.


II. O material termoplástico de baixa temperatura é indicado por permitir moldagem direta no paciente, mas deve-se garantir que a órtese cubra apenas dois terços do comprimento do antebraço para não restringir a pronação e a supinação.


III. Para prevenir pontos de pressão excessiva, as bordas da órtese devem ser arredondadas e a área sobre proeminências ósseas, como o processo estiloide da ulna, deve ser flangeada, aliviando o contato direto.



Está correto o que se afirma em:

Alternativas
Q3676740 Terapia Ocupacional

Um terapeuta ocupacional, servidor público, ao atender um munícipe, percebe que o mesmo é um antigo desafeto pessoal. O Código de Ética Profissional e o regime jurídico dos servidores públicos preveem diretrizes para lidar com tais situações, visando garantir a impessoalidade e a qualidade do serviço. Analise as afirmativas a seguir:



I. O servidor deve, por dever de urbanidade e ética, recusar-se a prestar o atendimento e solicitar verbalmente ao usuário que procure outro profissional, a fim de evitar que o conflito pessoal interfira no tratamento.


II. O princípio da impessoalidade, que rege a Administração Pública, exige que o servidor atenda o munícipe com a mesma presteza e profissionalismo dedicados aos demais, sem demonstrar qualquer tipo de preferência ou aversão.


III. Caso o terapeuta ocupacional sinta que o conflito pessoal o impede de realizar um julgamento técnico isento, ele deve comunicar o fato formalmente à sua chefia imediata, justificando a necessidade de encaminhar o caso para outro profissional da equipe, garantindo a continuidade e a qualidade do cuidado.



Está correto o que se afirma em:

Alternativas
Q3676739 Terapia Ocupacional

A comunicação terapêutica é uma ferramenta essencial no processo terapêutico ocupacional, indo além da troca de informações. No que tange às habilidades de comunicação empregadas pelo terapeuta, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:



(__) A escuta ativa envolve não apenas ouvir as palavras do cliente, mas também observar a linguagem corporal e os sentimentos subjacentes, refletindo o que foi compreendido para validar a experiência do cliente.


(__) O uso de jargão técnico é recomendado para demonstrar conhecimento e autoridade, estabelecendo uma relação hierárquica que facilita a adesão do cliente ao tratamento proposto.


(__) A paráfrase é uma técnica na qual o terapeuta repete as últimas palavras do cliente para incentivá-lo a continuar falando e aprofundar seu relato.


(__) O feedback terapêutico deve ser descritivo, específico, focado no comportamento observável (e não na pessoa) e oferecido de forma oportuna, visando promover a autopercepção e a mudança do cliente.



Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.

Alternativas
Respostas
3161: B
3162: E
3163: A
3164: C
3165: D
3166: D
3167: D
3168: B
3169: A
3170: B
3171: C
3172: C
3173: B
3174: C
3175: D
3176: C
3177: D
3178: B
3179: A
3180: D