Foram encontradas 24.301 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3628148 Economia
Mudanças demográficas e o envelhecimento da população são tópicos de crescente relevância em meio às transformações sociais contemporâneas. Com avanços na medicina e melhores condições de vida, a proporção de idosos na população está gradualmente aumentando. Isso gera impactos significativos em várias esferas da sociedade, incluindo a economia, os sistemas de saúde e a dinâmica social.
Com base nesse contexto, analise as alternativas abaixo e selecione aquela que descreve corretamente o possível impacto das mudanças demográficas na estrutura social e econômica de uma sociedade: 
Alternativas
Q3628146 Comunicação Social
Qual dos seguintes itens NÃO é uma característica das transformações na forma como nos comunicamos e nos relacionamos devido ao avanço da tecnologia digital e das redes sociais?
Alternativas
Q3628145 Meio Ambiente
Leia abaixo:

Asserção: As ações humanas têm um impacto significativo nos ecossistemas, alterando seus equilíbrios naturais e causando mudanças no ambiente.
Razão: A urbanização, desmatamento, poluição e exploração descontrolada dos recursos naturais são exemplos de atividades humanas que afetam a biodiversidade, os ciclos naturais e a qualidade do ar e da água nos ecossistemas.


Assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3628144 Português
Complete a lacuna abaixo:

A desigualdade econômica é um fenômeno que se manifesta em diferentes sociedades, refletindo uma disparidade significativa na ________ de recursos financeiros, bens e oportunidades entre diferentes grupos populacionais. A distribuição de renda, por sua vez, é uma medida que avalia como o rendimento monetário é dividido entre os indivíduos ou famílias em uma determinada sociedade, evidenciando a extensão da desigualdade presente.
Alternativas
Q3628143 Atualidades
Assinale a alternativa correta sobre a questão da migração e dos refugiados como uma questão social emergente:
Alternativas
Q3628142 Noções de Informática
O avanço da tecnologia tem impulsionado áreas como inteligência artificial, automação e robótica, transformando a maneira como interagimos com o mundo ao nosso redor. Sobre esse assunto, qual das seguintes afirmações é verdadeira?
Alternativas
Q3628140 Português
Considere as seguintes orações:

I. Não há como imputar a culpa exclusiva de outrem, a fim de ________ a responsabilidade das rés quanto aos danos.
II. Os inimigos que querem criar _________ entre as etnias e os diferentes grupos religiosos
III. O desejo de ________ é forte, pois as pesquisas demonstram que as pessoas gostariam de deixar de maneira definitiva o país de origem, caso pudessem.
IV. Concedo, pois, a medida liminar para __________ determinar a supressão do tema que se refere à revogação dos artigos.
V. A justiça irá ___________ sobre o pagamento dos precatórios aos professores da rede pública de educação.


Assinale a alternativa que preenche adequadamente as lacunas:
Alternativas
Q3628139 Português
Considere as seguintes orações:

I. Os decretos flexibilizavam _____ aquisição e ____ circulação de armamentos no País
II. O Senado e a Câmara lançam ‘agosto Lilás’ em combate ____ violência contra mulheres.
III. Eles estabelecerão escalas de serviço a fim de que o atendimento _____ população não seja afetado.
IV. Os pais quilombolas e indígenas defendem legado de respeito _______ natureza.
V. O pai impulsionou _____ buscar os seus sonhos.



Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas das orações acima:
Alternativas
Q3628134 Português
    Lembro-me do livro de contabilidade do meu pai. Ao lado esquerdo ficava a página do “Deve”, onde ele anotava os pagamentos feitos, dinheiro que não era mais seu. Ao lado direito estava a página do “Haver”, onde se registravam as “entradas”, sua pequena riqueza. Na alma também se encontra um livro de contabilidade. Tanto assim que o Vinícius escreveu um poema com o título “O Haver”. Ele já estava velho e fazia um balanço final do que restara. “Resta”: é assim que cada verso se inicia. “Resta essa intimidade perfeita com o silêncio… Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado… Resta essa vontade de chorar diante da beleza... Resta essa comunhão com os sons…. Resta essa súbita alegria ao ouvir na madrugada passos que se perdem sem história…”

    Quem diria que o som de passos na madrugada poderia ser parte da herança de felicidade um poeta! Os poetas são seres muito estranhos. Ficam felizes com nada. A poesia se faz com nadas. Bem disse o Manoel de Barros: “Todas as coisas cujos valores podem ser disputados no cuspe à distância servem para poesia. As coisas que não servem para nada têm grande importância” … Fernando Pessoa sofria da mesma peculiaridade auditiva do Vinícius. Lembro-me de um verso seu que não consegui encontrar, que é mais ou menos assim: “Por esse barulho do vento nos meus ouvidos valeu a pena eu ter nascido”. Se o verso não foi dele fica sendo meu porque eu já tive a mesma experiência várias vezes. Caminhando sozinho no silêncio das árvores o vento me sussurra segredos de felicidades: “Assim a brisa nos ramos diz sem o saber uma imprecisa coisa feliz…” (Fernando Pessoa).

    Ouvir os sons do mundo é uma felicidade que somente os artistas recebem por nascimento. Os outros têm de aprender. Para isso há de haver os mestres da escuta. Como John Cage que compôs uma curiosa peça para piano. É assim: o pianista faz precisamente o que fazem todos os pianistas. Entra no palco, encaminha-se para o piano, assenta-se, regula a distância do banco, concentra-se – e não faz o que todo pianista faz. Ele não toca! Não, não! Não está certo! Eu errei! O pianista toca sim. Ao piano ele executa o silêncio. O piano toca uma grande pausa! Cage faz o piano tocar silêncio para que se ouçam os delicados sons do mundo que não seriam ouvidos se o piano tocasse: as batidas do coração, a respiração, o ranger de uma cadeira, uma tosse, um sussurro… “Há quem não ouça até que lhe cortem as orelhas”, disse Lichtenberg. O não fazer é a forma suprema de fazer, afirma a filosofia Tao. Fazer nada é estar à espera. Por isso se aconselha meditação, que nada tem a ver com a meditação ocidental. A meditação ocidental é falar baixo os próprios pensamentos de uma forma metódica. O piano toca. Mas a meditação oriental é silenciar os próprios pensamentos para que os sons do mundo possam ser ouvidos. O piano não toca. Pra que serve isso? Pra nada. Não é ferramenta. Não tem utilidade. É coisa da caixa de brinquedos. Só dá felicidade.

     O mundo está cheio de música. Há os sons que não existem mais, que estão perdidos na memória. Meu amigo Severino Antônio, poeta de voz mansa, sugeriu aos seus alunos que um passo primeiro para a poesia seria chamar do esquecimento os sons que um dia ouviram e que não se ouvem mais. A música do realejo, o canto do carro de bois, o apito das fábricas, das locomotivas, o “din-din” dos bondes, o canto dos galos, o repicar fúnebre dos sinos, o crepitar do fogo nos fogões de lenha, a gaita do sorveteiro, a buzina das charretes… Parece que a poesia fica guardada nos sons que não mais se ouvem. Há também os sons da cidade, os gritos dos vendedores, o vozerio nas feiras, a algazarra das crianças ao sair das escolas, os bateestacas das construtoras, o canto dos pardais, os rádios ligados dos trabalhadores, o latido ardido dos poodles… E há os sons da natureza: o assobio do vento, o barulho da chuva, os mantras das cachoeiras, o canto dos pássaros, dos sapos, dos grilos (tantos hai-kais sobre os grilos), dos galos, o barulho das ondas…

    “Todo homem – até mesmo o rico – é poeta entre os quinze e os vinte anos. A nova educação deverá fazer do homem um poeta em todas as idades, sem que lhe seja necessário escrever versos. Viver a poesia é muito mais necessário e importante do que escrevê-la” – assim disse Murilo Mendes. Poesia é música. A primeira poesia que se ouve é uma canção de ninar. Depois, é a música do mundo…

   “Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram”, escreveu Cummings. Acordar os ouvidos! Não me consta que essa tarefa tenha sido jamais mencionada em tratados sobre a educação. É compreensível. Para isso os professores teriam que ser artistas, pianos que não tocam nada e que só fazem ouvir. Quando isso acontecer, quem sabe, os nossos jovens aprenderão a identificar o canto dos pássaros e ficarão subitamente alegres “ao ouvir na madrugada passos que se perdem sem memória…”
Acerca dos aspectos linguísticos do texto, marque com V ou com F, conforme sejam, respectivamente, verdadeiras ou falsas as afirmativas abaixo.

(___) A partícula “se” em “onde se registravam as entradas” é uma conjunção integrante.

(___) A partícula “se” em: “Se o verso não foi dele fica sendo meu porque eu já tive a mesma experiência várias vezes” e em “é assim que cada verso se inicia” exercem a mesma função morfossintática.

(___) Na oração “Quem diria que o som de passos na madrugada poderia ser parte da herança de felicidade um poeta!” o termo em destaque exerce a função de pronome relativo.

(___) Em “Todas as coisas cujos valores podem ser disputados no cuspe à distância servem para poesia” o sinal indicativo de crase justifica-se pela regência do verbo “poder”, que exige preposição, e pela presença de artigo definido feminino.

(___) Em “Os poetas são seres muito estranhos” encontramos uma oração coordenada assindética. O tipo de sujeito da oração é denominado de sujeito simples. Desse modo, os vocábulos “poetas” e “são” são termos essenciais da oração.

(___) A partícula “que” em “dinheiro que não era mais seu” e em “A primeira poesia que se ouve é uma canção de ninar” possuem a mesma função.

(___) A substituição do vocábulo “têm” em “Os outros têm de aprender” por “tem” prejudicaria a correção gramatical do texto.

(___) Em “Parece que a poesia fica guardada nos sons que não mais se ouvem” a partícula “que” é pronome relativo e exerce, na oração, função anafórica.


A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q3628133 Português
    Lembro-me do livro de contabilidade do meu pai. Ao lado esquerdo ficava a página do “Deve”, onde ele anotava os pagamentos feitos, dinheiro que não era mais seu. Ao lado direito estava a página do “Haver”, onde se registravam as “entradas”, sua pequena riqueza. Na alma também se encontra um livro de contabilidade. Tanto assim que o Vinícius escreveu um poema com o título “O Haver”. Ele já estava velho e fazia um balanço final do que restara. “Resta”: é assim que cada verso se inicia. “Resta essa intimidade perfeita com o silêncio… Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado… Resta essa vontade de chorar diante da beleza... Resta essa comunhão com os sons…. Resta essa súbita alegria ao ouvir na madrugada passos que se perdem sem história…”

    Quem diria que o som de passos na madrugada poderia ser parte da herança de felicidade um poeta! Os poetas são seres muito estranhos. Ficam felizes com nada. A poesia se faz com nadas. Bem disse o Manoel de Barros: “Todas as coisas cujos valores podem ser disputados no cuspe à distância servem para poesia. As coisas que não servem para nada têm grande importância” … Fernando Pessoa sofria da mesma peculiaridade auditiva do Vinícius. Lembro-me de um verso seu que não consegui encontrar, que é mais ou menos assim: “Por esse barulho do vento nos meus ouvidos valeu a pena eu ter nascido”. Se o verso não foi dele fica sendo meu porque eu já tive a mesma experiência várias vezes. Caminhando sozinho no silêncio das árvores o vento me sussurra segredos de felicidades: “Assim a brisa nos ramos diz sem o saber uma imprecisa coisa feliz…” (Fernando Pessoa).

    Ouvir os sons do mundo é uma felicidade que somente os artistas recebem por nascimento. Os outros têm de aprender. Para isso há de haver os mestres da escuta. Como John Cage que compôs uma curiosa peça para piano. É assim: o pianista faz precisamente o que fazem todos os pianistas. Entra no palco, encaminha-se para o piano, assenta-se, regula a distância do banco, concentra-se – e não faz o que todo pianista faz. Ele não toca! Não, não! Não está certo! Eu errei! O pianista toca sim. Ao piano ele executa o silêncio. O piano toca uma grande pausa! Cage faz o piano tocar silêncio para que se ouçam os delicados sons do mundo que não seriam ouvidos se o piano tocasse: as batidas do coração, a respiração, o ranger de uma cadeira, uma tosse, um sussurro… “Há quem não ouça até que lhe cortem as orelhas”, disse Lichtenberg. O não fazer é a forma suprema de fazer, afirma a filosofia Tao. Fazer nada é estar à espera. Por isso se aconselha meditação, que nada tem a ver com a meditação ocidental. A meditação ocidental é falar baixo os próprios pensamentos de uma forma metódica. O piano toca. Mas a meditação oriental é silenciar os próprios pensamentos para que os sons do mundo possam ser ouvidos. O piano não toca. Pra que serve isso? Pra nada. Não é ferramenta. Não tem utilidade. É coisa da caixa de brinquedos. Só dá felicidade.

     O mundo está cheio de música. Há os sons que não existem mais, que estão perdidos na memória. Meu amigo Severino Antônio, poeta de voz mansa, sugeriu aos seus alunos que um passo primeiro para a poesia seria chamar do esquecimento os sons que um dia ouviram e que não se ouvem mais. A música do realejo, o canto do carro de bois, o apito das fábricas, das locomotivas, o “din-din” dos bondes, o canto dos galos, o repicar fúnebre dos sinos, o crepitar do fogo nos fogões de lenha, a gaita do sorveteiro, a buzina das charretes… Parece que a poesia fica guardada nos sons que não mais se ouvem. Há também os sons da cidade, os gritos dos vendedores, o vozerio nas feiras, a algazarra das crianças ao sair das escolas, os bateestacas das construtoras, o canto dos pardais, os rádios ligados dos trabalhadores, o latido ardido dos poodles… E há os sons da natureza: o assobio do vento, o barulho da chuva, os mantras das cachoeiras, o canto dos pássaros, dos sapos, dos grilos (tantos hai-kais sobre os grilos), dos galos, o barulho das ondas…

    “Todo homem – até mesmo o rico – é poeta entre os quinze e os vinte anos. A nova educação deverá fazer do homem um poeta em todas as idades, sem que lhe seja necessário escrever versos. Viver a poesia é muito mais necessário e importante do que escrevê-la” – assim disse Murilo Mendes. Poesia é música. A primeira poesia que se ouve é uma canção de ninar. Depois, é a música do mundo…

   “Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram”, escreveu Cummings. Acordar os ouvidos! Não me consta que essa tarefa tenha sido jamais mencionada em tratados sobre a educação. É compreensível. Para isso os professores teriam que ser artistas, pianos que não tocam nada e que só fazem ouvir. Quando isso acontecer, quem sabe, os nossos jovens aprenderão a identificar o canto dos pássaros e ficarão subitamente alegres “ao ouvir na madrugada passos que se perdem sem memória…”
Considere o seguinte trecho do texto:

“Resta essa intimidade perfeita com o silêncio / Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado / Resta essa vontade de chorar diante da beleza / Resta essa comunhão com os sons / Resta essa súbita alegria ao ouvir na madrugada passos que se perdem sem história.”

Acerca do trecho acima, julgue as assertivas abaixo:
I. A repetição das palavras “resta essa”, nos cinco versos, apresenta a figura de linguagem denominada de anáfora.
II. Os vocábulos “súbita” e “história” obedecem a mesma regra de acentuação gráfica.
III. Os vocábulos “subitamente” e “silêncio” pertencem a mesma classe gramatical.
IV. A forma verbal “chorar” está na forma nominal denominada de infinito e a sua transitividade é indireta.
V. Na expressão “que se perdem” o termo em destaque está no presente do subjuntivo do verbo perder.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3628131 Português
    Lembro-me do livro de contabilidade do meu pai. Ao lado esquerdo ficava a página do “Deve”, onde ele anotava os pagamentos feitos, dinheiro que não era mais seu. Ao lado direito estava a página do “Haver”, onde se registravam as “entradas”, sua pequena riqueza. Na alma também se encontra um livro de contabilidade. Tanto assim que o Vinícius escreveu um poema com o título “O Haver”. Ele já estava velho e fazia um balanço final do que restara. “Resta”: é assim que cada verso se inicia. “Resta essa intimidade perfeita com o silêncio… Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado… Resta essa vontade de chorar diante da beleza... Resta essa comunhão com os sons…. Resta essa súbita alegria ao ouvir na madrugada passos que se perdem sem história…”

    Quem diria que o som de passos na madrugada poderia ser parte da herança de felicidade um poeta! Os poetas são seres muito estranhos. Ficam felizes com nada. A poesia se faz com nadas. Bem disse o Manoel de Barros: “Todas as coisas cujos valores podem ser disputados no cuspe à distância servem para poesia. As coisas que não servem para nada têm grande importância” … Fernando Pessoa sofria da mesma peculiaridade auditiva do Vinícius. Lembro-me de um verso seu que não consegui encontrar, que é mais ou menos assim: “Por esse barulho do vento nos meus ouvidos valeu a pena eu ter nascido”. Se o verso não foi dele fica sendo meu porque eu já tive a mesma experiência várias vezes. Caminhando sozinho no silêncio das árvores o vento me sussurra segredos de felicidades: “Assim a brisa nos ramos diz sem o saber uma imprecisa coisa feliz…” (Fernando Pessoa).

    Ouvir os sons do mundo é uma felicidade que somente os artistas recebem por nascimento. Os outros têm de aprender. Para isso há de haver os mestres da escuta. Como John Cage que compôs uma curiosa peça para piano. É assim: o pianista faz precisamente o que fazem todos os pianistas. Entra no palco, encaminha-se para o piano, assenta-se, regula a distância do banco, concentra-se – e não faz o que todo pianista faz. Ele não toca! Não, não! Não está certo! Eu errei! O pianista toca sim. Ao piano ele executa o silêncio. O piano toca uma grande pausa! Cage faz o piano tocar silêncio para que se ouçam os delicados sons do mundo que não seriam ouvidos se o piano tocasse: as batidas do coração, a respiração, o ranger de uma cadeira, uma tosse, um sussurro… “Há quem não ouça até que lhe cortem as orelhas”, disse Lichtenberg. O não fazer é a forma suprema de fazer, afirma a filosofia Tao. Fazer nada é estar à espera. Por isso se aconselha meditação, que nada tem a ver com a meditação ocidental. A meditação ocidental é falar baixo os próprios pensamentos de uma forma metódica. O piano toca. Mas a meditação oriental é silenciar os próprios pensamentos para que os sons do mundo possam ser ouvidos. O piano não toca. Pra que serve isso? Pra nada. Não é ferramenta. Não tem utilidade. É coisa da caixa de brinquedos. Só dá felicidade.

     O mundo está cheio de música. Há os sons que não existem mais, que estão perdidos na memória. Meu amigo Severino Antônio, poeta de voz mansa, sugeriu aos seus alunos que um passo primeiro para a poesia seria chamar do esquecimento os sons que um dia ouviram e que não se ouvem mais. A música do realejo, o canto do carro de bois, o apito das fábricas, das locomotivas, o “din-din” dos bondes, o canto dos galos, o repicar fúnebre dos sinos, o crepitar do fogo nos fogões de lenha, a gaita do sorveteiro, a buzina das charretes… Parece que a poesia fica guardada nos sons que não mais se ouvem. Há também os sons da cidade, os gritos dos vendedores, o vozerio nas feiras, a algazarra das crianças ao sair das escolas, os bateestacas das construtoras, o canto dos pardais, os rádios ligados dos trabalhadores, o latido ardido dos poodles… E há os sons da natureza: o assobio do vento, o barulho da chuva, os mantras das cachoeiras, o canto dos pássaros, dos sapos, dos grilos (tantos hai-kais sobre os grilos), dos galos, o barulho das ondas…

    “Todo homem – até mesmo o rico – é poeta entre os quinze e os vinte anos. A nova educação deverá fazer do homem um poeta em todas as idades, sem que lhe seja necessário escrever versos. Viver a poesia é muito mais necessário e importante do que escrevê-la” – assim disse Murilo Mendes. Poesia é música. A primeira poesia que se ouve é uma canção de ninar. Depois, é a música do mundo…

   “Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram”, escreveu Cummings. Acordar os ouvidos! Não me consta que essa tarefa tenha sido jamais mencionada em tratados sobre a educação. É compreensível. Para isso os professores teriam que ser artistas, pianos que não tocam nada e que só fazem ouvir. Quando isso acontecer, quem sabe, os nossos jovens aprenderão a identificar o canto dos pássaros e ficarão subitamente alegres “ao ouvir na madrugada passos que se perdem sem memória…”
Sobre o texto, considere as seguintes assertivas:

I. Depreende-se do texto que a memória é produtora de poesias. 
 II. Entende-se do texto que a filosofia oriental valoriza a questão do nada.
III. Em “Caminhando sozinho no silêncio das árvores o vento me sussurra segredos de felicidades” (linha 29-30) o autor recorre ao recurso linguístico da prosopopeia para explicar as suas experiências do barulho do vento aos seus ouvidos, o que transmite felicidade.
IV. Para o autor do texto, a educação forma poetas ao oportunizar que estes tenham uma vasta experiência nos mais variados âmbitos sociais.


Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3625238 Odontologia

De acordo com os estudos sobre anatomia periodontal, assinale a seguir o tipo celular mais abundante no epitélio gengival:


(Fonte: Periodontia Clínica - Newman & Carranza).

Alternativas
Q3625237 Odontologia

Pode-se dizer que a grande maioria dos fármacos prescritos na odontologia são para controle e/ou prevenção da dor. Os fármacos prescritos para analgesia têm seu regime específico de acordo com o que se busca na sua prescrição. Analise as afirmativas a seguir quanto aos regimes analgésicos para uso na clínica odontológica:


(Fonte: Terapêutica Medicamentosa em Odontologia - Eduardo Dias de Andrade).


I.Analgesia preemptiva: Tem início imediatamente após a lesão tecidual, porém antes do início da sensação dolorosa.

II.Analgesia preventiva: Tem início antes do estímulo nocivo, ou seja, previamente ao trauma tecidual.

III.Analgesia perioperatória: Iniciado antes da lesão tecidual e mantido no período pós-operatório imediato.


É correto o que se afirma em:

Alternativas
Q3625236 Odontologia

Os quadros de urgência e emergência em endodontia ainda são o principal motivo dos quadros de dor que chegam ao consultório odontológico. É de suma importância um correto diagnóstico da condição, a fim de sanar a sintomatologia apresentada pelo paciente. Sendo assim, analise a descrição a seguir e assinale a alternativa correta quanto à hipótese diagnóstica:


"Uma emergência verdadeira que se desenvolve entre as sessões de tratamento endodôntico, sendo caracterizada por dor e/ou tumefação. Tipicamente, após a intervenção endodôntica em um dente assintomático, o paciente retorna algumas poucas horas ou no dia seguinte queixando-se do aparecimento de dor severa e/ou de tumefação. Isto se deve ao desenvolvimento de uma resposta inflamatória aguda nos tecidos perirradiculares, caracterizada pelo estabelecimento de uma periodontite apical aguda ou mesmo de um abscesso perirradicular agudo secundários à intervenção endodôntica".


(Fonte: Endodontia Biologia e Técnica - Lopes e Siqueira).

Alternativas
Q3625235 Odontologia

Podemos classificar os tumores odontogênicos em três grandes grupos: Tumores de Epitélio Odontogênico, Tumores Odontogênicos Mistos e Tumores de Ectomesênquima Odontogênico. Sobre isso, associe a segunda coluna de acordo com a primeira, que relaciona tumores a suas condições:


(Fonte: Patologia Oral e Maxilofacial - Brad Neville).


Coluna 1: tumores


1.Tumores de Epitélio Odontogênico.

2.Tumores Odontogênico Misto.

3.Tumores de Ectomesênquima Odontogênico.


Coluna 2: condições


( )Fibroma Ameloblástico.

( )Fibroma Odontogênico.

 ( )Odontoameloblastoma.

( )Tumor Odontogênico Escamoso.

( )Mixoma Odontogênico.

( )Cementoblastoma.

( )Ameloblastoma.


Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:

Alternativas
Q3625234 Odontologia

Durante procedimentos odontológicos, é de suma importância manter o controle da dor, para isso faz-se o uso dos anestésicos locais. No entanto, é necessário estar atento às condições sistêmicas do paciente para se definir a droga anestésica de escolha para determinada situação clínica e sistêmica. Dito isso, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta quanto ao anestésico local indicado para administração em uma paciente grávida com hipertensão não controlada e história de anemia:


(Fonte: Terapêutica Medicamentosa em Odontologia - Eduardo Dias de Andrade).

Alternativas
Q3625233 Odontologia

A Candidíase Oral está entre as alterações fúngicas mais comuns à cavidade oral. O tipo clínico dessa patologia está diretamente relacionado aos sinais e sintomas apresentados pelo paciente. Dito isso, associe a segunda coluna de acordo com a primeira, que relaciona o tipo clínico aos sinais e sintomas desenvolvidos pelo paciente portador de tal condição:


(Fonte: Patologia Oral e Maxilofacial − Brad Neville)


Coluna 1: tipo clínico


1.Pseudomenbranosa (afta).

2.Eritematosa.

3.Atrofia papilar central.

4.Hiperplásica (leucoplasia por Cândida).


Coluna 2: sinais e sintomas


(__)Placas brancas que não são removíveis; assintomática.

(__)Máculas vermelhas; sensação de queimação.

(__)Placas branco-creme removíveis; sensação de queimação; halitose.

(__)Áreas mucosas vermelhas e atróficas; assintomática.


Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas: 

Alternativas
Q3625232 Odontologia

Dentre as patologias que podem acometer as glândulas salivares, podemos destacar as Mucoceles. Assinale a seguir a região de mais comum acometimento dessa patologia:


(Fonte: Patologia Oral e Maxilofacial − Brad Neville)

Alternativas
Q3625231 Odontologia

As injúrias à polpa dentária algumas vezes podem evoluir para a necrose pulpar. Analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta quanto ao tipo de necrose pulpar e suas características: (Fonte: Endodontia Biologia e Técnica - Lopes e Siqueira)


I.Necrose de liquefação - geralmente é causada por uma lesão traumática, com interrupção do suprimento sanguíneo pulpar por causa do rompimento do feixe vasculonervoso que penetra pelo forame apical, ocasionando isquemia tecidual. Este modelo de necrose resulta de extensa desnaturação proteica, não apenas de proteínas estruturais, mas também de enzimas autolíticas, impedindo a proteólise e a total destruição da célula.


II.Necrose de coagulação - comum em áreas de infecção bacteriana. Resulta da ação de enzimas hidrolíticas, de origem bacteriana e/ou endógena (neutrófilos), que promovem a destruição tecidual.


III.Necrose gangrenosa - quando o tecido que sofreu necrose de coagulação é invadido por bactérias que promovem a liquefação. Ocorre em dentes traumatizados, cujas polpas sofreram necrose de coagulação asséptica e que se tornaram infectadas posteriormente. Os modelos de coagulação e liquefação coexistem na gangrena pulpar.


É correto o que se afirma em:

Alternativas
Q3625230 Odontologia

As alterações gengivais podem ser desencadeadas por diversos fatores. Dentre as afirmativas a seguir, assinale a alternativa que representa um fator sistêmico como agente etiológico da alteração gengival:


(Fonte: Periodontia Clínica - Newman & Carranza). 

Alternativas
Respostas
12581: C
12582: B
12583: A
12584: B
12585: D
12586: D
12587: E
12588: B
12589: A
12590: A
12591: C
12592: C
12593: D
12594: B
12595: E
12596: E
12597: C
12598: C
12599: D
12600: C