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Q3403232 Português
Dólar a R$ 6 é o novo normal? Os fatores que explicam a alta da moeda


        O dólar não para de bater recorde atrás de recorde e ultrapassou pela primeira vez a barreira dos R$ 6. A disparada começou na quarta-feira (27/11) em antecipação ao anúncio do pacote de corte de gastos pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O dólar só aumentou desde que o plano do governo foi anunciado, superando dia após dia o maior valor histórico. Passou de R$ 6 na sexta-feira (29/11), subiu ainda mais, para R$ 6,06, na segunda-feira (2/12) e fechou na terça-feira a R$ 6,07.


         A subida da cotação do dólar não deu até agora sinal de que vai arrefecer. Seria então o dólar a R$ 6 o novo normal? 


        Além do corte de gastos, o governo Lula incluiu no pacote a isenção de imposto de renda (IR) para pessoas que recebem até R$ 5 mil por mês. Há dúvidas sobre o custo e o impacto da medida e até a interpretação de que seu objetivo é eleitoreiro. Outro fator é a incerteza no cenário internacional, principalmente relacionado ao futuro governo do presidente eleito nos Estados Unidos, Donald Trump, que tem prometido medidas protecionistas. 


        Haddad anunciou, em entrevista coletiva na quinta-feira (28/11) uma série de medidas que buscam economia de R$ 327 bilhões em gastos públicos até 2030. Essas mudanças ainda dependem de aprovação no Congresso Nacional. Dentre as medidas, estão a limitação da valorização real do salário mínimo e no pagamento de abono salarial, extinção de certos benefícios na aposentadoria de militares, dentre outros. Mas o que tomou, de fato, as atenções do mercado, foi outro anúncio, de mudanças na tabela do imposto de renda a partir de 2026, isentando todos aqueles que recebem até R$ 5 mil por mês — atualmente, o limite é de R$ 2.824, ou dois salários mínimos.


       O governo prevê que o impacto da medida será de R$ 35 bilhões e propõe, como compensação, que aqueles que receberem acima de R$ 50 mil por mês paguem mais imposto — uma alíquota mínima de 10%. Em uma declaração pública feita após o anúncio do pacote, Haddad disse que houve uma "confusão muito grande" em relação à isenção do imposto de renda e que houve "ruído". "Sabíamos que o debate da renda ia exigir um aprofundamento da questão", disse Haddad. "Não é uma coisa que vai ser votada este ano. Nem deveria, pelo fato de ser uma matéria que tem que contar com o debate da opinião pública. Não é um assunto que vai ser resolvido em três semanas." 


       O ministro também afirmou que a medida é “neutra”, ou seja, que não tem como objetivo aumentar ou diminuir a arrecadação, mas sim buscar promover uma maior justiça tributária. Na sexta-feira (29/11), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), divulgou uma nota em que disse que não haveria reforma tributária da renda sem haver condições fiscais. "A questão de isenção de IR, embora seja um desejo de todos, não é pauta para agora e só poderá acontecer se (e somente se) tivermos condições fiscais para isso", disse Pacheco. 


        Economistas e agentes do mercado ouvidos pela BBC News Brasil afirmam que um dos motivos para a alta do dólar é a frustração com o pacote anunciado por Haddad.


       Para Josilmar Cordenonssi, professor de ciências econômicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), há uma desconfiança do mercado financeiro em relação ao governo Lula. "O mercado financeiro vê que o governo não tem intenção de resolver o problema fiscal", diz Cordenonssi. "O governo acha que o mercado é muito exigente, quer ganhar dinheiro com juros altos. O mercado é muito ressabiado de que a política fiscal do governo seja voltada à política eleitoral, populista, de diminuir impostos e aumentar transferências para as camadas mais pobres, que dão mais votos", prossegue. "Esse conflito de visões de mundo faz com que o mercado fique arredio em embarcar nessa política do governo."


         Na avaliação de Victor Gomes, professor no departamento de economia da Universidade de Brasília (UnB), o pacote tem pontos "bons" e "justos". "Mas quando você tem a necessidade de fazer restrição fiscal, não pode querer, ao mesmo tempo, fazer junto uma expansão fiscal. E sem colocar as coisas no papel. Você frustra demais todas as expectativas", diz Gomes.


         Cordenonssi ressalta que o câmbio reflete a falta de confiança do mercado financeiro na política fiscal do governo. Na sua avaliação, faltou também um avanço mais significativo em se buscar uma maior eficiência dos gastos públicos. "São boas intenções que se fala, mas nenhuma medida efetiva nesse sentido", diz Cordenonssi. "Se a paciência [do mercado] estava bastante curta em relação à boa vontade do governo, o resultado não está agradando mais. A ala política está pesando mais nas decisões, e a reação do mercado não está sendo nada positiva." Para ele, "o mercado está vendo é que são questões mais para empurrar com a barriga para um próximo mandato." 

        
        Desde o que ex-presidente Donald Trump foi eleito nos Estados Unidos, no início de novembro, já havia a expectativa de valorização da moeda americana. No Brasil, a combinação pode ter efeitos negativos no curto prazo para a economia, com um ciclo de dólar mais alto e possível redução das exportações.


        Para Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco, é difícil supor que o nível de câmbio será o novo normal no longo prazo. Mas Honorato ressalta que o dólar pode ficar como está ou até mesmo em um patamar ainda mais alto "até que haja uma percepção mais clara sobre a dinâmica futura da dívida pública". Ou seja, como o governo Lula vai lidar com o aumento do endividamento do país.


      Roncaglia, do FMI, avalia que a combinação entre Trump, a agenda fiscal do Brasil e as desconfianças globais sobre a economia da América Latina "tendem a manter nossa moeda desvalorizada, à medida que essas incertezas externas não se dissiparem".

https//:www.bbc.com/portuguese/articles/c2e783983yeo. Adaptado. Acesso em 04/12/2024
        
Assinale a alternativa que apresenta um fragmento do texto reescrito de forma incorreta, segundo a norma culta da Língua Portuguesa aplicada às regras de Pontuação ou quanto ao uso de elementos conectivos.
Alternativas
Q3403231 Português
Dólar a R$ 6 é o novo normal? Os fatores que explicam a alta da moeda


        O dólar não para de bater recorde atrás de recorde e ultrapassou pela primeira vez a barreira dos R$ 6. A disparada começou na quarta-feira (27/11) em antecipação ao anúncio do pacote de corte de gastos pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O dólar só aumentou desde que o plano do governo foi anunciado, superando dia após dia o maior valor histórico. Passou de R$ 6 na sexta-feira (29/11), subiu ainda mais, para R$ 6,06, na segunda-feira (2/12) e fechou na terça-feira a R$ 6,07.


         A subida da cotação do dólar não deu até agora sinal de que vai arrefecer. Seria então o dólar a R$ 6 o novo normal? 


        Além do corte de gastos, o governo Lula incluiu no pacote a isenção de imposto de renda (IR) para pessoas que recebem até R$ 5 mil por mês. Há dúvidas sobre o custo e o impacto da medida e até a interpretação de que seu objetivo é eleitoreiro. Outro fator é a incerteza no cenário internacional, principalmente relacionado ao futuro governo do presidente eleito nos Estados Unidos, Donald Trump, que tem prometido medidas protecionistas. 


        Haddad anunciou, em entrevista coletiva na quinta-feira (28/11) uma série de medidas que buscam economia de R$ 327 bilhões em gastos públicos até 2030. Essas mudanças ainda dependem de aprovação no Congresso Nacional. Dentre as medidas, estão a limitação da valorização real do salário mínimo e no pagamento de abono salarial, extinção de certos benefícios na aposentadoria de militares, dentre outros. Mas o que tomou, de fato, as atenções do mercado, foi outro anúncio, de mudanças na tabela do imposto de renda a partir de 2026, isentando todos aqueles que recebem até R$ 5 mil por mês — atualmente, o limite é de R$ 2.824, ou dois salários mínimos.


       O governo prevê que o impacto da medida será de R$ 35 bilhões e propõe, como compensação, que aqueles que receberem acima de R$ 50 mil por mês paguem mais imposto — uma alíquota mínima de 10%. Em uma declaração pública feita após o anúncio do pacote, Haddad disse que houve uma "confusão muito grande" em relação à isenção do imposto de renda e que houve "ruído". "Sabíamos que o debate da renda ia exigir um aprofundamento da questão", disse Haddad. "Não é uma coisa que vai ser votada este ano. Nem deveria, pelo fato de ser uma matéria que tem que contar com o debate da opinião pública. Não é um assunto que vai ser resolvido em três semanas." 


       O ministro também afirmou que a medida é “neutra”, ou seja, que não tem como objetivo aumentar ou diminuir a arrecadação, mas sim buscar promover uma maior justiça tributária. Na sexta-feira (29/11), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), divulgou uma nota em que disse que não haveria reforma tributária da renda sem haver condições fiscais. "A questão de isenção de IR, embora seja um desejo de todos, não é pauta para agora e só poderá acontecer se (e somente se) tivermos condições fiscais para isso", disse Pacheco. 


        Economistas e agentes do mercado ouvidos pela BBC News Brasil afirmam que um dos motivos para a alta do dólar é a frustração com o pacote anunciado por Haddad.


       Para Josilmar Cordenonssi, professor de ciências econômicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), há uma desconfiança do mercado financeiro em relação ao governo Lula. "O mercado financeiro vê que o governo não tem intenção de resolver o problema fiscal", diz Cordenonssi. "O governo acha que o mercado é muito exigente, quer ganhar dinheiro com juros altos. O mercado é muito ressabiado de que a política fiscal do governo seja voltada à política eleitoral, populista, de diminuir impostos e aumentar transferências para as camadas mais pobres, que dão mais votos", prossegue. "Esse conflito de visões de mundo faz com que o mercado fique arredio em embarcar nessa política do governo."


         Na avaliação de Victor Gomes, professor no departamento de economia da Universidade de Brasília (UnB), o pacote tem pontos "bons" e "justos". "Mas quando você tem a necessidade de fazer restrição fiscal, não pode querer, ao mesmo tempo, fazer junto uma expansão fiscal. E sem colocar as coisas no papel. Você frustra demais todas as expectativas", diz Gomes.


         Cordenonssi ressalta que o câmbio reflete a falta de confiança do mercado financeiro na política fiscal do governo. Na sua avaliação, faltou também um avanço mais significativo em se buscar uma maior eficiência dos gastos públicos. "São boas intenções que se fala, mas nenhuma medida efetiva nesse sentido", diz Cordenonssi. "Se a paciência [do mercado] estava bastante curta em relação à boa vontade do governo, o resultado não está agradando mais. A ala política está pesando mais nas decisões, e a reação do mercado não está sendo nada positiva." Para ele, "o mercado está vendo é que são questões mais para empurrar com a barriga para um próximo mandato." 

        
        Desde o que ex-presidente Donald Trump foi eleito nos Estados Unidos, no início de novembro, já havia a expectativa de valorização da moeda americana. No Brasil, a combinação pode ter efeitos negativos no curto prazo para a economia, com um ciclo de dólar mais alto e possível redução das exportações.


        Para Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco, é difícil supor que o nível de câmbio será o novo normal no longo prazo. Mas Honorato ressalta que o dólar pode ficar como está ou até mesmo em um patamar ainda mais alto "até que haja uma percepção mais clara sobre a dinâmica futura da dívida pública". Ou seja, como o governo Lula vai lidar com o aumento do endividamento do país.


      Roncaglia, do FMI, avalia que a combinação entre Trump, a agenda fiscal do Brasil e as desconfianças globais sobre a economia da América Latina "tendem a manter nossa moeda desvalorizada, à medida que essas incertezas externas não se dissiparem".

https//:www.bbc.com/portuguese/articles/c2e783983yeo. Adaptado. Acesso em 04/12/2024
        
Leia: “O governo prevê que o impacto da medida será de R$ 35 bilhões e propõe, como compensação, que aqueles que receberem acima de R$ 50 mil por mês paguem mais imposto — uma alíquota mínima de 10%. Em uma declaração pública feita após o anúncio do pacote, Haddad disse que houve uma ‘confusão muito grande’ em relação à isenção do imposto de renda e que houve ‘ruído’.Observando-se o papel textual do uso dos elementos coesivos no fragmento em destaque, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3403230 Português
Dólar a R$ 6 é o novo normal? Os fatores que explicam a alta da moeda


        O dólar não para de bater recorde atrás de recorde e ultrapassou pela primeira vez a barreira dos R$ 6. A disparada começou na quarta-feira (27/11) em antecipação ao anúncio do pacote de corte de gastos pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O dólar só aumentou desde que o plano do governo foi anunciado, superando dia após dia o maior valor histórico. Passou de R$ 6 na sexta-feira (29/11), subiu ainda mais, para R$ 6,06, na segunda-feira (2/12) e fechou na terça-feira a R$ 6,07.


         A subida da cotação do dólar não deu até agora sinal de que vai arrefecer. Seria então o dólar a R$ 6 o novo normal? 


        Além do corte de gastos, o governo Lula incluiu no pacote a isenção de imposto de renda (IR) para pessoas que recebem até R$ 5 mil por mês. Há dúvidas sobre o custo e o impacto da medida e até a interpretação de que seu objetivo é eleitoreiro. Outro fator é a incerteza no cenário internacional, principalmente relacionado ao futuro governo do presidente eleito nos Estados Unidos, Donald Trump, que tem prometido medidas protecionistas. 


        Haddad anunciou, em entrevista coletiva na quinta-feira (28/11) uma série de medidas que buscam economia de R$ 327 bilhões em gastos públicos até 2030. Essas mudanças ainda dependem de aprovação no Congresso Nacional. Dentre as medidas, estão a limitação da valorização real do salário mínimo e no pagamento de abono salarial, extinção de certos benefícios na aposentadoria de militares, dentre outros. Mas o que tomou, de fato, as atenções do mercado, foi outro anúncio, de mudanças na tabela do imposto de renda a partir de 2026, isentando todos aqueles que recebem até R$ 5 mil por mês — atualmente, o limite é de R$ 2.824, ou dois salários mínimos.


       O governo prevê que o impacto da medida será de R$ 35 bilhões e propõe, como compensação, que aqueles que receberem acima de R$ 50 mil por mês paguem mais imposto — uma alíquota mínima de 10%. Em uma declaração pública feita após o anúncio do pacote, Haddad disse que houve uma "confusão muito grande" em relação à isenção do imposto de renda e que houve "ruído". "Sabíamos que o debate da renda ia exigir um aprofundamento da questão", disse Haddad. "Não é uma coisa que vai ser votada este ano. Nem deveria, pelo fato de ser uma matéria que tem que contar com o debate da opinião pública. Não é um assunto que vai ser resolvido em três semanas." 


       O ministro também afirmou que a medida é “neutra”, ou seja, que não tem como objetivo aumentar ou diminuir a arrecadação, mas sim buscar promover uma maior justiça tributária. Na sexta-feira (29/11), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), divulgou uma nota em que disse que não haveria reforma tributária da renda sem haver condições fiscais. "A questão de isenção de IR, embora seja um desejo de todos, não é pauta para agora e só poderá acontecer se (e somente se) tivermos condições fiscais para isso", disse Pacheco. 


        Economistas e agentes do mercado ouvidos pela BBC News Brasil afirmam que um dos motivos para a alta do dólar é a frustração com o pacote anunciado por Haddad.


       Para Josilmar Cordenonssi, professor de ciências econômicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), há uma desconfiança do mercado financeiro em relação ao governo Lula. "O mercado financeiro vê que o governo não tem intenção de resolver o problema fiscal", diz Cordenonssi. "O governo acha que o mercado é muito exigente, quer ganhar dinheiro com juros altos. O mercado é muito ressabiado de que a política fiscal do governo seja voltada à política eleitoral, populista, de diminuir impostos e aumentar transferências para as camadas mais pobres, que dão mais votos", prossegue. "Esse conflito de visões de mundo faz com que o mercado fique arredio em embarcar nessa política do governo."


         Na avaliação de Victor Gomes, professor no departamento de economia da Universidade de Brasília (UnB), o pacote tem pontos "bons" e "justos". "Mas quando você tem a necessidade de fazer restrição fiscal, não pode querer, ao mesmo tempo, fazer junto uma expansão fiscal. E sem colocar as coisas no papel. Você frustra demais todas as expectativas", diz Gomes.


         Cordenonssi ressalta que o câmbio reflete a falta de confiança do mercado financeiro na política fiscal do governo. Na sua avaliação, faltou também um avanço mais significativo em se buscar uma maior eficiência dos gastos públicos. "São boas intenções que se fala, mas nenhuma medida efetiva nesse sentido", diz Cordenonssi. "Se a paciência [do mercado] estava bastante curta em relação à boa vontade do governo, o resultado não está agradando mais. A ala política está pesando mais nas decisões, e a reação do mercado não está sendo nada positiva." Para ele, "o mercado está vendo é que são questões mais para empurrar com a barriga para um próximo mandato." 

        
        Desde o que ex-presidente Donald Trump foi eleito nos Estados Unidos, no início de novembro, já havia a expectativa de valorização da moeda americana. No Brasil, a combinação pode ter efeitos negativos no curto prazo para a economia, com um ciclo de dólar mais alto e possível redução das exportações.


        Para Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco, é difícil supor que o nível de câmbio será o novo normal no longo prazo. Mas Honorato ressalta que o dólar pode ficar como está ou até mesmo em um patamar ainda mais alto "até que haja uma percepção mais clara sobre a dinâmica futura da dívida pública". Ou seja, como o governo Lula vai lidar com o aumento do endividamento do país.


      Roncaglia, do FMI, avalia que a combinação entre Trump, a agenda fiscal do Brasil e as desconfianças globais sobre a economia da América Latina "tendem a manter nossa moeda desvalorizada, à medida que essas incertezas externas não se dissiparem".

https//:www.bbc.com/portuguese/articles/c2e783983yeo. Adaptado. Acesso em 04/12/2024
        

Leia as afirmações a abaixo antes de julgar o que se pede:



() Na passagem “Haddad anunciou, em entrevista coletiva na quinta-feira (28/11) uma série de medidas que buscam economia de R$ 327 bilhões em gastos públicos até 2030.”, a expressão destacada poderia ser substituída por “medidas de austeridade” sem comprometer o valor semântico e gramatical do contexto.


() No fragmento “‘o mercado está vendo é que são questões mais para empurrar com a barriga para um próximo mandato’.”, não se percebem equívocos de natureza ortográfica, de concordância ou de escolha lexical, o que faz com que se afirme que tal discurso formal tenha sido elaborado de forma escorreita.


() Em “‘O mercado financeiro vê que o governo não tem intenção de resolver o problema fiscal’, diz Cordenonssi.”, notase que, assim como os artigos definidos, a preposição também se mostra prescindível no contexto.


() No trecho “A questão de isenção de IR, embora seja um desejo de todos, não é pauta para agora e só poderá acontecer se (e somente se) tivermos condições fiscais para isso,”, a conjunção subordinativa concessiva destacada poderia ser substituída por “conquanto” ou “posto que” sem alterar o sentido e a correção gramatical do fragmento.



Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, pode-se dizer que se tem respectivamente a seguinte ordem a partir do que fora afirmado acima.

Alternativas
Q3403229 Português
Dólar a R$ 6 é o novo normal? Os fatores que explicam a alta da moeda


        O dólar não para de bater recorde atrás de recorde e ultrapassou pela primeira vez a barreira dos R$ 6. A disparada começou na quarta-feira (27/11) em antecipação ao anúncio do pacote de corte de gastos pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O dólar só aumentou desde que o plano do governo foi anunciado, superando dia após dia o maior valor histórico. Passou de R$ 6 na sexta-feira (29/11), subiu ainda mais, para R$ 6,06, na segunda-feira (2/12) e fechou na terça-feira a R$ 6,07.


         A subida da cotação do dólar não deu até agora sinal de que vai arrefecer. Seria então o dólar a R$ 6 o novo normal? 


        Além do corte de gastos, o governo Lula incluiu no pacote a isenção de imposto de renda (IR) para pessoas que recebem até R$ 5 mil por mês. Há dúvidas sobre o custo e o impacto da medida e até a interpretação de que seu objetivo é eleitoreiro. Outro fator é a incerteza no cenário internacional, principalmente relacionado ao futuro governo do presidente eleito nos Estados Unidos, Donald Trump, que tem prometido medidas protecionistas. 


        Haddad anunciou, em entrevista coletiva na quinta-feira (28/11) uma série de medidas que buscam economia de R$ 327 bilhões em gastos públicos até 2030. Essas mudanças ainda dependem de aprovação no Congresso Nacional. Dentre as medidas, estão a limitação da valorização real do salário mínimo e no pagamento de abono salarial, extinção de certos benefícios na aposentadoria de militares, dentre outros. Mas o que tomou, de fato, as atenções do mercado, foi outro anúncio, de mudanças na tabela do imposto de renda a partir de 2026, isentando todos aqueles que recebem até R$ 5 mil por mês — atualmente, o limite é de R$ 2.824, ou dois salários mínimos.


       O governo prevê que o impacto da medida será de R$ 35 bilhões e propõe, como compensação, que aqueles que receberem acima de R$ 50 mil por mês paguem mais imposto — uma alíquota mínima de 10%. Em uma declaração pública feita após o anúncio do pacote, Haddad disse que houve uma "confusão muito grande" em relação à isenção do imposto de renda e que houve "ruído". "Sabíamos que o debate da renda ia exigir um aprofundamento da questão", disse Haddad. "Não é uma coisa que vai ser votada este ano. Nem deveria, pelo fato de ser uma matéria que tem que contar com o debate da opinião pública. Não é um assunto que vai ser resolvido em três semanas." 


       O ministro também afirmou que a medida é “neutra”, ou seja, que não tem como objetivo aumentar ou diminuir a arrecadação, mas sim buscar promover uma maior justiça tributária. Na sexta-feira (29/11), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), divulgou uma nota em que disse que não haveria reforma tributária da renda sem haver condições fiscais. "A questão de isenção de IR, embora seja um desejo de todos, não é pauta para agora e só poderá acontecer se (e somente se) tivermos condições fiscais para isso", disse Pacheco. 


        Economistas e agentes do mercado ouvidos pela BBC News Brasil afirmam que um dos motivos para a alta do dólar é a frustração com o pacote anunciado por Haddad.


       Para Josilmar Cordenonssi, professor de ciências econômicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), há uma desconfiança do mercado financeiro em relação ao governo Lula. "O mercado financeiro vê que o governo não tem intenção de resolver o problema fiscal", diz Cordenonssi. "O governo acha que o mercado é muito exigente, quer ganhar dinheiro com juros altos. O mercado é muito ressabiado de que a política fiscal do governo seja voltada à política eleitoral, populista, de diminuir impostos e aumentar transferências para as camadas mais pobres, que dão mais votos", prossegue. "Esse conflito de visões de mundo faz com que o mercado fique arredio em embarcar nessa política do governo."


         Na avaliação de Victor Gomes, professor no departamento de economia da Universidade de Brasília (UnB), o pacote tem pontos "bons" e "justos". "Mas quando você tem a necessidade de fazer restrição fiscal, não pode querer, ao mesmo tempo, fazer junto uma expansão fiscal. E sem colocar as coisas no papel. Você frustra demais todas as expectativas", diz Gomes.


         Cordenonssi ressalta que o câmbio reflete a falta de confiança do mercado financeiro na política fiscal do governo. Na sua avaliação, faltou também um avanço mais significativo em se buscar uma maior eficiência dos gastos públicos. "São boas intenções que se fala, mas nenhuma medida efetiva nesse sentido", diz Cordenonssi. "Se a paciência [do mercado] estava bastante curta em relação à boa vontade do governo, o resultado não está agradando mais. A ala política está pesando mais nas decisões, e a reação do mercado não está sendo nada positiva." Para ele, "o mercado está vendo é que são questões mais para empurrar com a barriga para um próximo mandato." 

        
        Desde o que ex-presidente Donald Trump foi eleito nos Estados Unidos, no início de novembro, já havia a expectativa de valorização da moeda americana. No Brasil, a combinação pode ter efeitos negativos no curto prazo para a economia, com um ciclo de dólar mais alto e possível redução das exportações.


        Para Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco, é difícil supor que o nível de câmbio será o novo normal no longo prazo. Mas Honorato ressalta que o dólar pode ficar como está ou até mesmo em um patamar ainda mais alto "até que haja uma percepção mais clara sobre a dinâmica futura da dívida pública". Ou seja, como o governo Lula vai lidar com o aumento do endividamento do país.


      Roncaglia, do FMI, avalia que a combinação entre Trump, a agenda fiscal do Brasil e as desconfianças globais sobre a economia da América Latina "tendem a manter nossa moeda desvalorizada, à medida que essas incertezas externas não se dissiparem".

https//:www.bbc.com/portuguese/articles/c2e783983yeo. Adaptado. Acesso em 04/12/2024
        
Leia: Na avaliação de Victor Gomes, professor no departamento de economia da Universidade de Brasília (UnB), o pacote tem pontos "bons" e "justos". "Mas quando você tem a necessidade de fazer restrição fiscal, não pode querer, ao mesmo tempo, fazer junto uma expansão fiscal. E sem colocar as coisas no papel. Você frustra demais todas as expectativas", diz Gomes. A partir da leitura do parágrafo acima, julgue os itens seguintes de acordo com o contexto:

I- O termo “professor no departamento de economia da Universidade de Brasília (UnB)” exerce função de oração subordinada substantiva subjetiva.
II- As expressões “restrição fiscal” e “expansão fiscal” formam uma ideia de antonímia no contexto, já que cumprem o papel coesivo de representarem respectivamente “a isenção de quem recebe até R$ 5 mil por mês” e “a cobrança da alíquota de 10% a mais de impostos para quem recebe acima de R$ 50 mil por mês”.
III- Em “o pacote tem pontos ‘bons" e "justos’”, as expressões em destaque apresentam valor circunstancial de modo no que se refere à ação enfatizada.
IV- A expressão “ao mesmo tempo” poderia ser substituída por “concomitantemente” sem alterar o sentido do fragmento.

Pode-se dizer que se encontra correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3403228 Português
Dólar a R$ 6 é o novo normal? Os fatores que explicam a alta da moeda


        O dólar não para de bater recorde atrás de recorde e ultrapassou pela primeira vez a barreira dos R$ 6. A disparada começou na quarta-feira (27/11) em antecipação ao anúncio do pacote de corte de gastos pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O dólar só aumentou desde que o plano do governo foi anunciado, superando dia após dia o maior valor histórico. Passou de R$ 6 na sexta-feira (29/11), subiu ainda mais, para R$ 6,06, na segunda-feira (2/12) e fechou na terça-feira a R$ 6,07.


         A subida da cotação do dólar não deu até agora sinal de que vai arrefecer. Seria então o dólar a R$ 6 o novo normal? 


        Além do corte de gastos, o governo Lula incluiu no pacote a isenção de imposto de renda (IR) para pessoas que recebem até R$ 5 mil por mês. Há dúvidas sobre o custo e o impacto da medida e até a interpretação de que seu objetivo é eleitoreiro. Outro fator é a incerteza no cenário internacional, principalmente relacionado ao futuro governo do presidente eleito nos Estados Unidos, Donald Trump, que tem prometido medidas protecionistas. 


        Haddad anunciou, em entrevista coletiva na quinta-feira (28/11) uma série de medidas que buscam economia de R$ 327 bilhões em gastos públicos até 2030. Essas mudanças ainda dependem de aprovação no Congresso Nacional. Dentre as medidas, estão a limitação da valorização real do salário mínimo e no pagamento de abono salarial, extinção de certos benefícios na aposentadoria de militares, dentre outros. Mas o que tomou, de fato, as atenções do mercado, foi outro anúncio, de mudanças na tabela do imposto de renda a partir de 2026, isentando todos aqueles que recebem até R$ 5 mil por mês — atualmente, o limite é de R$ 2.824, ou dois salários mínimos.


       O governo prevê que o impacto da medida será de R$ 35 bilhões e propõe, como compensação, que aqueles que receberem acima de R$ 50 mil por mês paguem mais imposto — uma alíquota mínima de 10%. Em uma declaração pública feita após o anúncio do pacote, Haddad disse que houve uma "confusão muito grande" em relação à isenção do imposto de renda e que houve "ruído". "Sabíamos que o debate da renda ia exigir um aprofundamento da questão", disse Haddad. "Não é uma coisa que vai ser votada este ano. Nem deveria, pelo fato de ser uma matéria que tem que contar com o debate da opinião pública. Não é um assunto que vai ser resolvido em três semanas." 


       O ministro também afirmou que a medida é “neutra”, ou seja, que não tem como objetivo aumentar ou diminuir a arrecadação, mas sim buscar promover uma maior justiça tributária. Na sexta-feira (29/11), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), divulgou uma nota em que disse que não haveria reforma tributária da renda sem haver condições fiscais. "A questão de isenção de IR, embora seja um desejo de todos, não é pauta para agora e só poderá acontecer se (e somente se) tivermos condições fiscais para isso", disse Pacheco. 


        Economistas e agentes do mercado ouvidos pela BBC News Brasil afirmam que um dos motivos para a alta do dólar é a frustração com o pacote anunciado por Haddad.


       Para Josilmar Cordenonssi, professor de ciências econômicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), há uma desconfiança do mercado financeiro em relação ao governo Lula. "O mercado financeiro vê que o governo não tem intenção de resolver o problema fiscal", diz Cordenonssi. "O governo acha que o mercado é muito exigente, quer ganhar dinheiro com juros altos. O mercado é muito ressabiado de que a política fiscal do governo seja voltada à política eleitoral, populista, de diminuir impostos e aumentar transferências para as camadas mais pobres, que dão mais votos", prossegue. "Esse conflito de visões de mundo faz com que o mercado fique arredio em embarcar nessa política do governo."


         Na avaliação de Victor Gomes, professor no departamento de economia da Universidade de Brasília (UnB), o pacote tem pontos "bons" e "justos". "Mas quando você tem a necessidade de fazer restrição fiscal, não pode querer, ao mesmo tempo, fazer junto uma expansão fiscal. E sem colocar as coisas no papel. Você frustra demais todas as expectativas", diz Gomes.


         Cordenonssi ressalta que o câmbio reflete a falta de confiança do mercado financeiro na política fiscal do governo. Na sua avaliação, faltou também um avanço mais significativo em se buscar uma maior eficiência dos gastos públicos. "São boas intenções que se fala, mas nenhuma medida efetiva nesse sentido", diz Cordenonssi. "Se a paciência [do mercado] estava bastante curta em relação à boa vontade do governo, o resultado não está agradando mais. A ala política está pesando mais nas decisões, e a reação do mercado não está sendo nada positiva." Para ele, "o mercado está vendo é que são questões mais para empurrar com a barriga para um próximo mandato." 

        
        Desde o que ex-presidente Donald Trump foi eleito nos Estados Unidos, no início de novembro, já havia a expectativa de valorização da moeda americana. No Brasil, a combinação pode ter efeitos negativos no curto prazo para a economia, com um ciclo de dólar mais alto e possível redução das exportações.


        Para Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco, é difícil supor que o nível de câmbio será o novo normal no longo prazo. Mas Honorato ressalta que o dólar pode ficar como está ou até mesmo em um patamar ainda mais alto "até que haja uma percepção mais clara sobre a dinâmica futura da dívida pública". Ou seja, como o governo Lula vai lidar com o aumento do endividamento do país.


      Roncaglia, do FMI, avalia que a combinação entre Trump, a agenda fiscal do Brasil e as desconfianças globais sobre a economia da América Latina "tendem a manter nossa moeda desvalorizada, à medida que essas incertezas externas não se dissiparem".

https//:www.bbc.com/portuguese/articles/c2e783983yeo. Adaptado. Acesso em 04/12/2024
        
Leia as afirmações abaixo sobre alguns fragmentos do texto I antes de avaliar o que se pede:

() No fragmento “Em uma declaração pública feita após o anúncio do pacote, Haddad disse que houve uma ‘confusão muito grande’ em relação à isenção do imposto de renda e que houve ‘ruído’.”, a expressão destacada possui respectivamente um verbo impessoal a fim de indicar a inexistência do sujeito e um substantivo comum usado em sentido denotativo.
() No trecho, “Na sexta-feira (29/11), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), divulgou uma nota em que disse que não haveria reforma tributária da renda sem haver condições fiscais.”, a expressão em destaque é formada morfologicamente por uma preposição mais um pronome relativo, cumprindo um papel coesivo anafórico quanto a um nome citado.
() Na passagem “No Brasil, a combinação pode ter efeitos negativos no curto prazo para a economia, com um ciclo de dólar mais alto e possível redução das exportações.”, a expressão em destaque retifica a informação contida anteriormente em “efeitos negativos” no que tange à abordagem econômica feita.
() Em “Para Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco, é difícil supor que o nível de câmbio será o novo normal no longo prazo.”, o elemento coesivo destacado, enquanto conjunção integrante, cumpre o papel textual de iniciar uma oração subordinada substantiva subjetiva.

Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, pode-se dizer que se tem respectivamente a seguinte ordem a partir do que fora afirmado acima.
Alternativas
Q3403227 Português
Dólar a R$ 6 é o novo normal? Os fatores que explicam a alta da moeda


        O dólar não para de bater recorde atrás de recorde e ultrapassou pela primeira vez a barreira dos R$ 6. A disparada começou na quarta-feira (27/11) em antecipação ao anúncio do pacote de corte de gastos pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O dólar só aumentou desde que o plano do governo foi anunciado, superando dia após dia o maior valor histórico. Passou de R$ 6 na sexta-feira (29/11), subiu ainda mais, para R$ 6,06, na segunda-feira (2/12) e fechou na terça-feira a R$ 6,07.


         A subida da cotação do dólar não deu até agora sinal de que vai arrefecer. Seria então o dólar a R$ 6 o novo normal? 


        Além do corte de gastos, o governo Lula incluiu no pacote a isenção de imposto de renda (IR) para pessoas que recebem até R$ 5 mil por mês. Há dúvidas sobre o custo e o impacto da medida e até a interpretação de que seu objetivo é eleitoreiro. Outro fator é a incerteza no cenário internacional, principalmente relacionado ao futuro governo do presidente eleito nos Estados Unidos, Donald Trump, que tem prometido medidas protecionistas. 


        Haddad anunciou, em entrevista coletiva na quinta-feira (28/11) uma série de medidas que buscam economia de R$ 327 bilhões em gastos públicos até 2030. Essas mudanças ainda dependem de aprovação no Congresso Nacional. Dentre as medidas, estão a limitação da valorização real do salário mínimo e no pagamento de abono salarial, extinção de certos benefícios na aposentadoria de militares, dentre outros. Mas o que tomou, de fato, as atenções do mercado, foi outro anúncio, de mudanças na tabela do imposto de renda a partir de 2026, isentando todos aqueles que recebem até R$ 5 mil por mês — atualmente, o limite é de R$ 2.824, ou dois salários mínimos.


       O governo prevê que o impacto da medida será de R$ 35 bilhões e propõe, como compensação, que aqueles que receberem acima de R$ 50 mil por mês paguem mais imposto — uma alíquota mínima de 10%. Em uma declaração pública feita após o anúncio do pacote, Haddad disse que houve uma "confusão muito grande" em relação à isenção do imposto de renda e que houve "ruído". "Sabíamos que o debate da renda ia exigir um aprofundamento da questão", disse Haddad. "Não é uma coisa que vai ser votada este ano. Nem deveria, pelo fato de ser uma matéria que tem que contar com o debate da opinião pública. Não é um assunto que vai ser resolvido em três semanas." 


       O ministro também afirmou que a medida é “neutra”, ou seja, que não tem como objetivo aumentar ou diminuir a arrecadação, mas sim buscar promover uma maior justiça tributária. Na sexta-feira (29/11), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), divulgou uma nota em que disse que não haveria reforma tributária da renda sem haver condições fiscais. "A questão de isenção de IR, embora seja um desejo de todos, não é pauta para agora e só poderá acontecer se (e somente se) tivermos condições fiscais para isso", disse Pacheco. 


        Economistas e agentes do mercado ouvidos pela BBC News Brasil afirmam que um dos motivos para a alta do dólar é a frustração com o pacote anunciado por Haddad.


       Para Josilmar Cordenonssi, professor de ciências econômicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), há uma desconfiança do mercado financeiro em relação ao governo Lula. "O mercado financeiro vê que o governo não tem intenção de resolver o problema fiscal", diz Cordenonssi. "O governo acha que o mercado é muito exigente, quer ganhar dinheiro com juros altos. O mercado é muito ressabiado de que a política fiscal do governo seja voltada à política eleitoral, populista, de diminuir impostos e aumentar transferências para as camadas mais pobres, que dão mais votos", prossegue. "Esse conflito de visões de mundo faz com que o mercado fique arredio em embarcar nessa política do governo."


         Na avaliação de Victor Gomes, professor no departamento de economia da Universidade de Brasília (UnB), o pacote tem pontos "bons" e "justos". "Mas quando você tem a necessidade de fazer restrição fiscal, não pode querer, ao mesmo tempo, fazer junto uma expansão fiscal. E sem colocar as coisas no papel. Você frustra demais todas as expectativas", diz Gomes.


         Cordenonssi ressalta que o câmbio reflete a falta de confiança do mercado financeiro na política fiscal do governo. Na sua avaliação, faltou também um avanço mais significativo em se buscar uma maior eficiência dos gastos públicos. "São boas intenções que se fala, mas nenhuma medida efetiva nesse sentido", diz Cordenonssi. "Se a paciência [do mercado] estava bastante curta em relação à boa vontade do governo, o resultado não está agradando mais. A ala política está pesando mais nas decisões, e a reação do mercado não está sendo nada positiva." Para ele, "o mercado está vendo é que são questões mais para empurrar com a barriga para um próximo mandato." 

        
        Desde o que ex-presidente Donald Trump foi eleito nos Estados Unidos, no início de novembro, já havia a expectativa de valorização da moeda americana. No Brasil, a combinação pode ter efeitos negativos no curto prazo para a economia, com um ciclo de dólar mais alto e possível redução das exportações.


        Para Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco, é difícil supor que o nível de câmbio será o novo normal no longo prazo. Mas Honorato ressalta que o dólar pode ficar como está ou até mesmo em um patamar ainda mais alto "até que haja uma percepção mais clara sobre a dinâmica futura da dívida pública". Ou seja, como o governo Lula vai lidar com o aumento do endividamento do país.


      Roncaglia, do FMI, avalia que a combinação entre Trump, a agenda fiscal do Brasil e as desconfianças globais sobre a economia da América Latina "tendem a manter nossa moeda desvalorizada, à medida que essas incertezas externas não se dissiparem".

https//:www.bbc.com/portuguese/articles/c2e783983yeo. Adaptado. Acesso em 04/12/2024
        
A partir da leitura do texto, pode-se avaliar que os fatos expostos obedeceram a uma relação lógica e sequencial presente na seguinte alternativa: 
Alternativas
Q3403226 Português
Dólar a R$ 6 é o novo normal? Os fatores que explicam a alta da moeda


        O dólar não para de bater recorde atrás de recorde e ultrapassou pela primeira vez a barreira dos R$ 6. A disparada começou na quarta-feira (27/11) em antecipação ao anúncio do pacote de corte de gastos pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O dólar só aumentou desde que o plano do governo foi anunciado, superando dia após dia o maior valor histórico. Passou de R$ 6 na sexta-feira (29/11), subiu ainda mais, para R$ 6,06, na segunda-feira (2/12) e fechou na terça-feira a R$ 6,07.


         A subida da cotação do dólar não deu até agora sinal de que vai arrefecer. Seria então o dólar a R$ 6 o novo normal? 


        Além do corte de gastos, o governo Lula incluiu no pacote a isenção de imposto de renda (IR) para pessoas que recebem até R$ 5 mil por mês. Há dúvidas sobre o custo e o impacto da medida e até a interpretação de que seu objetivo é eleitoreiro. Outro fator é a incerteza no cenário internacional, principalmente relacionado ao futuro governo do presidente eleito nos Estados Unidos, Donald Trump, que tem prometido medidas protecionistas. 


        Haddad anunciou, em entrevista coletiva na quinta-feira (28/11) uma série de medidas que buscam economia de R$ 327 bilhões em gastos públicos até 2030. Essas mudanças ainda dependem de aprovação no Congresso Nacional. Dentre as medidas, estão a limitação da valorização real do salário mínimo e no pagamento de abono salarial, extinção de certos benefícios na aposentadoria de militares, dentre outros. Mas o que tomou, de fato, as atenções do mercado, foi outro anúncio, de mudanças na tabela do imposto de renda a partir de 2026, isentando todos aqueles que recebem até R$ 5 mil por mês — atualmente, o limite é de R$ 2.824, ou dois salários mínimos.


       O governo prevê que o impacto da medida será de R$ 35 bilhões e propõe, como compensação, que aqueles que receberem acima de R$ 50 mil por mês paguem mais imposto — uma alíquota mínima de 10%. Em uma declaração pública feita após o anúncio do pacote, Haddad disse que houve uma "confusão muito grande" em relação à isenção do imposto de renda e que houve "ruído". "Sabíamos que o debate da renda ia exigir um aprofundamento da questão", disse Haddad. "Não é uma coisa que vai ser votada este ano. Nem deveria, pelo fato de ser uma matéria que tem que contar com o debate da opinião pública. Não é um assunto que vai ser resolvido em três semanas." 


       O ministro também afirmou que a medida é “neutra”, ou seja, que não tem como objetivo aumentar ou diminuir a arrecadação, mas sim buscar promover uma maior justiça tributária. Na sexta-feira (29/11), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), divulgou uma nota em que disse que não haveria reforma tributária da renda sem haver condições fiscais. "A questão de isenção de IR, embora seja um desejo de todos, não é pauta para agora e só poderá acontecer se (e somente se) tivermos condições fiscais para isso", disse Pacheco. 


        Economistas e agentes do mercado ouvidos pela BBC News Brasil afirmam que um dos motivos para a alta do dólar é a frustração com o pacote anunciado por Haddad.


       Para Josilmar Cordenonssi, professor de ciências econômicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), há uma desconfiança do mercado financeiro em relação ao governo Lula. "O mercado financeiro vê que o governo não tem intenção de resolver o problema fiscal", diz Cordenonssi. "O governo acha que o mercado é muito exigente, quer ganhar dinheiro com juros altos. O mercado é muito ressabiado de que a política fiscal do governo seja voltada à política eleitoral, populista, de diminuir impostos e aumentar transferências para as camadas mais pobres, que dão mais votos", prossegue. "Esse conflito de visões de mundo faz com que o mercado fique arredio em embarcar nessa política do governo."


         Na avaliação de Victor Gomes, professor no departamento de economia da Universidade de Brasília (UnB), o pacote tem pontos "bons" e "justos". "Mas quando você tem a necessidade de fazer restrição fiscal, não pode querer, ao mesmo tempo, fazer junto uma expansão fiscal. E sem colocar as coisas no papel. Você frustra demais todas as expectativas", diz Gomes.


         Cordenonssi ressalta que o câmbio reflete a falta de confiança do mercado financeiro na política fiscal do governo. Na sua avaliação, faltou também um avanço mais significativo em se buscar uma maior eficiência dos gastos públicos. "São boas intenções que se fala, mas nenhuma medida efetiva nesse sentido", diz Cordenonssi. "Se a paciência [do mercado] estava bastante curta em relação à boa vontade do governo, o resultado não está agradando mais. A ala política está pesando mais nas decisões, e a reação do mercado não está sendo nada positiva." Para ele, "o mercado está vendo é que são questões mais para empurrar com a barriga para um próximo mandato." 

        
        Desde o que ex-presidente Donald Trump foi eleito nos Estados Unidos, no início de novembro, já havia a expectativa de valorização da moeda americana. No Brasil, a combinação pode ter efeitos negativos no curto prazo para a economia, com um ciclo de dólar mais alto e possível redução das exportações.


        Para Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco, é difícil supor que o nível de câmbio será o novo normal no longo prazo. Mas Honorato ressalta que o dólar pode ficar como está ou até mesmo em um patamar ainda mais alto "até que haja uma percepção mais clara sobre a dinâmica futura da dívida pública". Ou seja, como o governo Lula vai lidar com o aumento do endividamento do país.


      Roncaglia, do FMI, avalia que a combinação entre Trump, a agenda fiscal do Brasil e as desconfianças globais sobre a economia da América Latina "tendem a manter nossa moeda desvalorizada, à medida que essas incertezas externas não se dissiparem".

https//:www.bbc.com/portuguese/articles/c2e783983yeo. Adaptado. Acesso em 04/12/2024
        
A partir do entendimento e da leitura do Texto I, julgue sua composição gramatical e as ideias apresentadas nele conforme as afirmações abaixo, escrevendo entre parênteses C para o que for correto e E para o errado.

() Em “O dólar não para de bater recorde atrás de recorde...”, pode-se dizer que a palavra destacada é um estrangeirismo cuja sílaba tônica é gramaticalmente paroxítona.
() Em “...o governo Lula incluiu no pacote a isenção de imposto de renda (IR) para pessoas que recebem até R$ 5 mil por mês.”, o vocábulo em destaque é considerado para a morfossintaxe um pronome substantivo relativo com função de objeto direto no contexto. 
() Em “Haddad anunciou, em entrevista coletiva na quinta-feira (28/11) uma série de medidas que buscam economia de R$ 327 bilhões em gastos públicos até 2030.”, há um erro gramatical que desconsiderou a quebra da ordem frasal direta.
() Em “Ou seja, como o governo Lula vai lidar com o aumento do endividamento do país.”, o vocábulo em destaque possui como radical a palavra “dívida”.

A partir da análise dos elementos enfatizados acima, pode-se considerar a sequência devida a que se encontra em:
Alternativas
Q3403225 Português
Dólar a R$ 6 é o novo normal? Os fatores que explicam a alta da moeda


        O dólar não para de bater recorde atrás de recorde e ultrapassou pela primeira vez a barreira dos R$ 6. A disparada começou na quarta-feira (27/11) em antecipação ao anúncio do pacote de corte de gastos pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O dólar só aumentou desde que o plano do governo foi anunciado, superando dia após dia o maior valor histórico. Passou de R$ 6 na sexta-feira (29/11), subiu ainda mais, para R$ 6,06, na segunda-feira (2/12) e fechou na terça-feira a R$ 6,07.


         A subida da cotação do dólar não deu até agora sinal de que vai arrefecer. Seria então o dólar a R$ 6 o novo normal? 


        Além do corte de gastos, o governo Lula incluiu no pacote a isenção de imposto de renda (IR) para pessoas que recebem até R$ 5 mil por mês. Há dúvidas sobre o custo e o impacto da medida e até a interpretação de que seu objetivo é eleitoreiro. Outro fator é a incerteza no cenário internacional, principalmente relacionado ao futuro governo do presidente eleito nos Estados Unidos, Donald Trump, que tem prometido medidas protecionistas. 


        Haddad anunciou, em entrevista coletiva na quinta-feira (28/11) uma série de medidas que buscam economia de R$ 327 bilhões em gastos públicos até 2030. Essas mudanças ainda dependem de aprovação no Congresso Nacional. Dentre as medidas, estão a limitação da valorização real do salário mínimo e no pagamento de abono salarial, extinção de certos benefícios na aposentadoria de militares, dentre outros. Mas o que tomou, de fato, as atenções do mercado, foi outro anúncio, de mudanças na tabela do imposto de renda a partir de 2026, isentando todos aqueles que recebem até R$ 5 mil por mês — atualmente, o limite é de R$ 2.824, ou dois salários mínimos.


       O governo prevê que o impacto da medida será de R$ 35 bilhões e propõe, como compensação, que aqueles que receberem acima de R$ 50 mil por mês paguem mais imposto — uma alíquota mínima de 10%. Em uma declaração pública feita após o anúncio do pacote, Haddad disse que houve uma "confusão muito grande" em relação à isenção do imposto de renda e que houve "ruído". "Sabíamos que o debate da renda ia exigir um aprofundamento da questão", disse Haddad. "Não é uma coisa que vai ser votada este ano. Nem deveria, pelo fato de ser uma matéria que tem que contar com o debate da opinião pública. Não é um assunto que vai ser resolvido em três semanas." 


       O ministro também afirmou que a medida é “neutra”, ou seja, que não tem como objetivo aumentar ou diminuir a arrecadação, mas sim buscar promover uma maior justiça tributária. Na sexta-feira (29/11), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), divulgou uma nota em que disse que não haveria reforma tributária da renda sem haver condições fiscais. "A questão de isenção de IR, embora seja um desejo de todos, não é pauta para agora e só poderá acontecer se (e somente se) tivermos condições fiscais para isso", disse Pacheco. 


        Economistas e agentes do mercado ouvidos pela BBC News Brasil afirmam que um dos motivos para a alta do dólar é a frustração com o pacote anunciado por Haddad.


       Para Josilmar Cordenonssi, professor de ciências econômicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), há uma desconfiança do mercado financeiro em relação ao governo Lula. "O mercado financeiro vê que o governo não tem intenção de resolver o problema fiscal", diz Cordenonssi. "O governo acha que o mercado é muito exigente, quer ganhar dinheiro com juros altos. O mercado é muito ressabiado de que a política fiscal do governo seja voltada à política eleitoral, populista, de diminuir impostos e aumentar transferências para as camadas mais pobres, que dão mais votos", prossegue. "Esse conflito de visões de mundo faz com que o mercado fique arredio em embarcar nessa política do governo."


         Na avaliação de Victor Gomes, professor no departamento de economia da Universidade de Brasília (UnB), o pacote tem pontos "bons" e "justos". "Mas quando você tem a necessidade de fazer restrição fiscal, não pode querer, ao mesmo tempo, fazer junto uma expansão fiscal. E sem colocar as coisas no papel. Você frustra demais todas as expectativas", diz Gomes.


         Cordenonssi ressalta que o câmbio reflete a falta de confiança do mercado financeiro na política fiscal do governo. Na sua avaliação, faltou também um avanço mais significativo em se buscar uma maior eficiência dos gastos públicos. "São boas intenções que se fala, mas nenhuma medida efetiva nesse sentido", diz Cordenonssi. "Se a paciência [do mercado] estava bastante curta em relação à boa vontade do governo, o resultado não está agradando mais. A ala política está pesando mais nas decisões, e a reação do mercado não está sendo nada positiva." Para ele, "o mercado está vendo é que são questões mais para empurrar com a barriga para um próximo mandato." 

        
        Desde o que ex-presidente Donald Trump foi eleito nos Estados Unidos, no início de novembro, já havia a expectativa de valorização da moeda americana. No Brasil, a combinação pode ter efeitos negativos no curto prazo para a economia, com um ciclo de dólar mais alto e possível redução das exportações.


        Para Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco, é difícil supor que o nível de câmbio será o novo normal no longo prazo. Mas Honorato ressalta que o dólar pode ficar como está ou até mesmo em um patamar ainda mais alto "até que haja uma percepção mais clara sobre a dinâmica futura da dívida pública". Ou seja, como o governo Lula vai lidar com o aumento do endividamento do país.


      Roncaglia, do FMI, avalia que a combinação entre Trump, a agenda fiscal do Brasil e as desconfianças globais sobre a economia da América Latina "tendem a manter nossa moeda desvalorizada, à medida que essas incertezas externas não se dissiparem".

https//:www.bbc.com/portuguese/articles/c2e783983yeo. Adaptado. Acesso em 04/12/2024
        
Sobre o texto I, analise cada afirmação abaixo e assinale a que contiver uma verdade.
Alternativas
Q3401849 Odontologia
Realiza-se o estudo das relações maxilomandibulares tanto de maneira estática quanto dinâmica. Os estudos estáticos contemplam a observação da mandíbula como alavanca, das posturas mandibulares, das dimensões verticais, da sobremordida e da sobressaliência. No estudo dinâmico, analisam-se os diversos movimentos realizados pela mandíbula, tanto com quanto sem contato entre os arcos. São relações maxilomandibulares estáticas: 
Alternativas
Q3401848 Odontologia
Na oclusão, geralmente, a maior dimensão nos arcos superior e inferior ocorre no sentido transversal, mas fatores intrínsecos (p. ex., perda precoce de dentes decíduos) e extrínsecos (p. ex., respiração bucal) podem interferir no tamanho dos arcos. Sobre o tamanho dos arcos dentais, assinale a alternativa correta:  
Alternativas
Q3401847 Odontologia
Na oclusão, existe um complexo sistema de forças que mantém a forma dos arcos dentais em equilíbrio, nos três planos espaciais. Em relação ao equilíbrio mesiodistal, é correto afirmar: 
Alternativas
Q3401846 Odontologia
Na oclusão, existem as curvas de compensação em que os arcos dentais apresentam-se ligeiramente curvos. Assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q3401845 Odontologia
O nervo lingual inerva: 
Alternativas
Q3401844 Odontologia
Sobre o trajeto do nervo alveolar inferior, assinale a alternativa correta:  
Alternativas
Q3401843 Odontologia
Em relação as técnicas anestésicas e a anatomia dos ramos alveolares superiores anteriores, analise as afirmativas abaixo:

I. Sobre o trajeto, os ramos alveolares superiores anteriores originam-se do nervo infraorbital imediatamente antes de este emergir do forame infraorbital. Descem pela parede anterior da maxila, percorrendo pequenos canais e podendo trocar fibras com o lado oposto.
II. Os ramos alveolares superiores anteriores inervam a polpa dos pré-molares, caninos e incisivos superiores, periodonto, tecido mole vestibular nessa região e parte da mucosa do seio maxilar.
III. Sobre o local de bloqueio, podem ser bloqueados, fazendo-se uma infiltração na mucosa do primeiro pré-molar, no sentido do forame infraorbital, porém não há necessidade de introduzir a agulha no canal, o que evita parestesias e desconforto ao paciente.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3401842 Odontologia
Complete a afirmativa corretamente: “O nervo ______________________ origina-se do nervo palatino, dentro do canal palatino. Alcança a cavidade oral através do forame palatino maior e dirige-se anteriormente sob a mucosa do palato até a região dos pré-molares. Inerva a mucosa do palato duro até a região de pré-molares ou caninos e medialmente até a linha média, podendo trocar fibras com o nervo nasopalatino.”
Alternativas
Q3401841 Odontologia
No contexto da ética em odontologia, como você interpretaria e aplicaria o princípio da não maleficência na prática clínica? Considere as seguintes proposições: 
Alternativas
Q3401840 Odontologia
Avalie as seguintes proposições e identifique a alternativa que corretamente classifica cada uma delas como verdadeira (V) ou falsa (F):

I. O mecanismo primário de ação do fluoreto na saúde bucal é a inibição da formação de placa bacteriana.
II. A anamnese é um instrumento essencial para a personalização do diagnóstico das condições orais, levando em conta a singularidade de cada paciente.
III. A terapia com fluoretos é absolutamente contraindicada para pacientes que apresentam histórico de ingestão excessiva de flúor.
Alternativas
Q3401839 Odontologia
Considerando a farmacocinética dos medicamentos comumente empregados na prática odontológica, qual das seguintes vias de excreção desempenha o papel mais significativo na determinação da meia-vida desses medicamentos e, consequentemente, na possibilidade de interações medicamentosas? 
Alternativas
Q3401838 Odontologia
Qual componente psicológico pode ter um impacto substancial na interpretação sensorial da dor durante intervenções odontológicas complexas? 
Alternativas
Respostas
6981: D
6982: X
6983: A
6984: C
6985: D
6986: B
6987: C
6988: E
6989: B
6990: A
6991: C
6992: B
6993: A
6994: D
6995: D
6996: B
6997: A
6998: D
6999: B
7000: A