Questões de Concurso Para médico ginecologista e obstetra

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Q4132191 Português
Observe a imagem a seguir para responder a questão.


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Disponível em: https://www.instagram.com/realmarthamedeiros/p/DXWtNxajkcQ/. Acesso em 17/05/2026. 
A respeito da pontuação empregada no texto e dos efeitos de sentido produzidos por ela, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4132188 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

BBB: O ESPELHO QUE A GENTE EVITA — MAS NÃO CONSEGUE PARAR DE OLHAR

Patrícia Silva Rosas de Araújo

    O que parecia improvável aconteceu: voltei a assistir ao Big Brother Brasil. Minha única referência era a estreia, em 2002. Naquele tempo, o país inteiro ficou meio hipnotizado ao ver desconhecidos topando o confinamento numa casa cenográfica, cercados por câmeras 24 horas por dia. A lógica segue a mesma até hoje: participantes isolados do mundo, convivendo sob pressão, enfrentando provas, formando alianças, votando uns nos outros e sendo eliminados semanalmente pelo público até que reste um vencedor levando um prêmio milionário.
     Voltei agora meio sem querer. Procurava distração num ano que já começou pesado: conflitos internacionais que não cessam, clima eleitoral sempre turvo, alianças políticas difíceis de engolir e até a ansiedade pré-Copa do Mundo, com aquela sensação incômoda de não saber direito quem são nossos craques. 2026 mal começou e já parece cansado.
    Nessas horas, a gente tenta escapar por algum canto. Eu, por exemplo, estava esperando a nova temporada de Virgin River. Veio e me decepcionou. A vida de Mel e Jack virou um acúmulo interminável de problemas. Chega uma hora em que cansa. Lembrei de Maya Angelou: "Cada pessoa merece um dia no qual nenhum problema é enfrentado, nenhuma solução é procurada." A série parece não ter entendido isso. Esse desvio todo talvez soe como justificativa. E é mesmo, um pouco. Porque, convenhamos, uma professora universitária tem uma lista infinita de tarefas: aulas, orientações, projetos, reuniões, bancas. Onde entra o BBB nisso tudo?
    Entrei sem compromisso, como quem abre a janela só para ver o tempo. Mas o que encontrei não foi exatamente descanso.
    A premissa é simples e cruel: coloque pessoas diferentes, algumas com histórias mal resolvidas entre si, dentro da mesma casa, sob vigilância constante e com um prêmio que pode ultrapassar os cinco milhões de reais. Pronto. Está montado o experimento social mais popular do país. E, como em todo experimento, o que aparece ali diz mais sobre nós do que gostaríamos de admitir.
    Dessa edição, duas coisas têm me chamado atenção.
    A primeira: casa nenhuma é neutra. Toda casa é um campo de disputa, com ou sem prêmio milionário. Convivência é negociação o tempo todo. Há sempre quem queira ordem, rotina, controle. E há quem viva melhor no improviso, tomando café na primeira caneca que aparecer, ou até num copo de extrato de tomate. Dentro de quatro paredes, essas diferenças não desaparecem, elas se amplificam. A casa vira uma panela de pressão. A gente regula o fogo como pode, mas qualquer descuido faz a válvula chiar. A segunda: somos, em grande medida, cegos para nós mesmos. Não temos muita noção do peso das nossas palavras, dos nossos silêncios, dos nossos gestos. No confinamento, isso se intensifica.
    A falsa sensação de intimidade embaralha tudo. Quando os participantes saem assistem ao que fizeram lá dentro, o espanto é quase sempre o mesmo. "Eu não sou assim." "Ali dentro é diferente." “Era o jogo." E difícil sustentar a própria imagem quando ela volta editada, repetida, ampliada na tela.
    Confesso que um dos momentos que mais me interessam é justamente a eliminação. Quando o participante deixa a casa e encara o mundo de novo, não tem como não lembrar do Mito da Caverna de Platão. Lá dentro, tudo parece fazer sentido. Aqui fora, a luz incomoda. Ver-se de fora exige um tipo de coragem que nem todo mundo tem.
    No fim, fico com uma dúvida que não é simples: o que realmente molda o comportamento de quem está ali? É o dinheiro em jogo, capaz de justificar quase qualquer estratégia? Ou é a vigilância constante, esse olho que nunca pisca e que, paradoxalmente, parece distorcer mais do que revelar?
    Talvez o desconforto venha justamente daí. O BBB não é só entretenimento. É um espelho meio cruel. E nem todo mundo gosta do que vê quando a luz acende e escuta a frase: "Quem sai hoje, é você"!

ARAÚJO, Patrícia Silva Rosas de. Fala Tu! João Pessoa, v. 1, n. 2, 2026. ISSN 3086-111X. Acesso em16/05/2026.
Considerando as regras de concordância verbal e nominal da norma-padrão da língua portuguesa, analise as afirmativas a seguir a partir de trechos do texto.

I. Em “Há sempre quem queira ordem, rotina, controle”, o verbo “haver” permanece no singular por apresentar sentido de existência.
II. No trecho “A vida de Mel e Jack virou um acúmulo interminável de problemas”, o verbo poderia flexionar-se no plural (“viraram”) sem prejuízo da correção gramatical, devido ao sujeito composto.
III. Em “Nessas horas, a gente tenta escapar”, a expressão “a gente” admite, na normapadrão, concordância verbal no singular.
IV. No trecho “o que aparece ali diz mais sobre nós”, o verbo “dizer” concorda com o pronome demonstrativo “o”.
V. Em “algumas com histórias mal resolvidas entre si”, o adjetivo “resolvidas” estabelece concordância nominal com “algumas”.

Após análise, conclui-se que estão corretas:
Alternativas
Q4132187 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

BBB: O ESPELHO QUE A GENTE EVITA — MAS NÃO CONSEGUE PARAR DE OLHAR

Patrícia Silva Rosas de Araújo

    O que parecia improvável aconteceu: voltei a assistir ao Big Brother Brasil. Minha única referência era a estreia, em 2002. Naquele tempo, o país inteiro ficou meio hipnotizado ao ver desconhecidos topando o confinamento numa casa cenográfica, cercados por câmeras 24 horas por dia. A lógica segue a mesma até hoje: participantes isolados do mundo, convivendo sob pressão, enfrentando provas, formando alianças, votando uns nos outros e sendo eliminados semanalmente pelo público até que reste um vencedor levando um prêmio milionário.
     Voltei agora meio sem querer. Procurava distração num ano que já começou pesado: conflitos internacionais que não cessam, clima eleitoral sempre turvo, alianças políticas difíceis de engolir e até a ansiedade pré-Copa do Mundo, com aquela sensação incômoda de não saber direito quem são nossos craques. 2026 mal começou e já parece cansado.
    Nessas horas, a gente tenta escapar por algum canto. Eu, por exemplo, estava esperando a nova temporada de Virgin River. Veio e me decepcionou. A vida de Mel e Jack virou um acúmulo interminável de problemas. Chega uma hora em que cansa. Lembrei de Maya Angelou: "Cada pessoa merece um dia no qual nenhum problema é enfrentado, nenhuma solução é procurada." A série parece não ter entendido isso. Esse desvio todo talvez soe como justificativa. E é mesmo, um pouco. Porque, convenhamos, uma professora universitária tem uma lista infinita de tarefas: aulas, orientações, projetos, reuniões, bancas. Onde entra o BBB nisso tudo?
    Entrei sem compromisso, como quem abre a janela só para ver o tempo. Mas o que encontrei não foi exatamente descanso.
    A premissa é simples e cruel: coloque pessoas diferentes, algumas com histórias mal resolvidas entre si, dentro da mesma casa, sob vigilância constante e com um prêmio que pode ultrapassar os cinco milhões de reais. Pronto. Está montado o experimento social mais popular do país. E, como em todo experimento, o que aparece ali diz mais sobre nós do que gostaríamos de admitir.
    Dessa edição, duas coisas têm me chamado atenção.
    A primeira: casa nenhuma é neutra. Toda casa é um campo de disputa, com ou sem prêmio milionário. Convivência é negociação o tempo todo. Há sempre quem queira ordem, rotina, controle. E há quem viva melhor no improviso, tomando café na primeira caneca que aparecer, ou até num copo de extrato de tomate. Dentro de quatro paredes, essas diferenças não desaparecem, elas se amplificam. A casa vira uma panela de pressão. A gente regula o fogo como pode, mas qualquer descuido faz a válvula chiar. A segunda: somos, em grande medida, cegos para nós mesmos. Não temos muita noção do peso das nossas palavras, dos nossos silêncios, dos nossos gestos. No confinamento, isso se intensifica.
    A falsa sensação de intimidade embaralha tudo. Quando os participantes saem assistem ao que fizeram lá dentro, o espanto é quase sempre o mesmo. "Eu não sou assim." "Ali dentro é diferente." “Era o jogo." E difícil sustentar a própria imagem quando ela volta editada, repetida, ampliada na tela.
    Confesso que um dos momentos que mais me interessam é justamente a eliminação. Quando o participante deixa a casa e encara o mundo de novo, não tem como não lembrar do Mito da Caverna de Platão. Lá dentro, tudo parece fazer sentido. Aqui fora, a luz incomoda. Ver-se de fora exige um tipo de coragem que nem todo mundo tem.
    No fim, fico com uma dúvida que não é simples: o que realmente molda o comportamento de quem está ali? É o dinheiro em jogo, capaz de justificar quase qualquer estratégia? Ou é a vigilância constante, esse olho que nunca pisca e que, paradoxalmente, parece distorcer mais do que revelar?
    Talvez o desconforto venha justamente daí. O BBB não é só entretenimento. É um espelho meio cruel. E nem todo mundo gosta do que vê quando a luz acende e escuta a frase: "Quem sai hoje, é você"!

ARAÚJO, Patrícia Silva Rosas de. Fala Tu! João Pessoa, v. 1, n. 2, 2026. ISSN 3086-111X. Acesso em16/05/2026.
Sobre o estilo de linguagem empregado no texto, analise as afirmativas a seguir.

I. O texto combina marcas de oralidade e informalidade com referências culturais e filosóficas, produzindo um efeito de proximidade com o leitor sem abandonar a reflexão crítica.
II. A presença de expressões como “convenhamos” e “Voltei agora meio sem querer” evidencia um estilo discursivo subjetivo e relativamente coloquial.
III. O texto adota linguagem predominantemente técnica e impessoal, característica típica do discurso científicoacadêmico.
IV. O uso de referências como o Mito da Caverna de Platão contribui para ampliar o nível reflexivo e simbólico da argumentação.
V. A construção estilística do texto busca neutralidade absoluta, evitando posicionamentos subjetivos do enunciador.

Após análise, conclui-se que estão corretas: 
Alternativas
Q4132186 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

BBB: O ESPELHO QUE A GENTE EVITA — MAS NÃO CONSEGUE PARAR DE OLHAR

Patrícia Silva Rosas de Araújo

    O que parecia improvável aconteceu: voltei a assistir ao Big Brother Brasil. Minha única referência era a estreia, em 2002. Naquele tempo, o país inteiro ficou meio hipnotizado ao ver desconhecidos topando o confinamento numa casa cenográfica, cercados por câmeras 24 horas por dia. A lógica segue a mesma até hoje: participantes isolados do mundo, convivendo sob pressão, enfrentando provas, formando alianças, votando uns nos outros e sendo eliminados semanalmente pelo público até que reste um vencedor levando um prêmio milionário.
     Voltei agora meio sem querer. Procurava distração num ano que já começou pesado: conflitos internacionais que não cessam, clima eleitoral sempre turvo, alianças políticas difíceis de engolir e até a ansiedade pré-Copa do Mundo, com aquela sensação incômoda de não saber direito quem são nossos craques. 2026 mal começou e já parece cansado.
    Nessas horas, a gente tenta escapar por algum canto. Eu, por exemplo, estava esperando a nova temporada de Virgin River. Veio e me decepcionou. A vida de Mel e Jack virou um acúmulo interminável de problemas. Chega uma hora em que cansa. Lembrei de Maya Angelou: "Cada pessoa merece um dia no qual nenhum problema é enfrentado, nenhuma solução é procurada." A série parece não ter entendido isso. Esse desvio todo talvez soe como justificativa. E é mesmo, um pouco. Porque, convenhamos, uma professora universitária tem uma lista infinita de tarefas: aulas, orientações, projetos, reuniões, bancas. Onde entra o BBB nisso tudo?
    Entrei sem compromisso, como quem abre a janela só para ver o tempo. Mas o que encontrei não foi exatamente descanso.
    A premissa é simples e cruel: coloque pessoas diferentes, algumas com histórias mal resolvidas entre si, dentro da mesma casa, sob vigilância constante e com um prêmio que pode ultrapassar os cinco milhões de reais. Pronto. Está montado o experimento social mais popular do país. E, como em todo experimento, o que aparece ali diz mais sobre nós do que gostaríamos de admitir.
    Dessa edição, duas coisas têm me chamado atenção.
    A primeira: casa nenhuma é neutra. Toda casa é um campo de disputa, com ou sem prêmio milionário. Convivência é negociação o tempo todo. Há sempre quem queira ordem, rotina, controle. E há quem viva melhor no improviso, tomando café na primeira caneca que aparecer, ou até num copo de extrato de tomate. Dentro de quatro paredes, essas diferenças não desaparecem, elas se amplificam. A casa vira uma panela de pressão. A gente regula o fogo como pode, mas qualquer descuido faz a válvula chiar. A segunda: somos, em grande medida, cegos para nós mesmos. Não temos muita noção do peso das nossas palavras, dos nossos silêncios, dos nossos gestos. No confinamento, isso se intensifica.
    A falsa sensação de intimidade embaralha tudo. Quando os participantes saem assistem ao que fizeram lá dentro, o espanto é quase sempre o mesmo. "Eu não sou assim." "Ali dentro é diferente." “Era o jogo." E difícil sustentar a própria imagem quando ela volta editada, repetida, ampliada na tela.
    Confesso que um dos momentos que mais me interessam é justamente a eliminação. Quando o participante deixa a casa e encara o mundo de novo, não tem como não lembrar do Mito da Caverna de Platão. Lá dentro, tudo parece fazer sentido. Aqui fora, a luz incomoda. Ver-se de fora exige um tipo de coragem que nem todo mundo tem.
    No fim, fico com uma dúvida que não é simples: o que realmente molda o comportamento de quem está ali? É o dinheiro em jogo, capaz de justificar quase qualquer estratégia? Ou é a vigilância constante, esse olho que nunca pisca e que, paradoxalmente, parece distorcer mais do que revelar?
    Talvez o desconforto venha justamente daí. O BBB não é só entretenimento. É um espelho meio cruel. E nem todo mundo gosta do que vê quando a luz acende e escuta a frase: "Quem sai hoje, é você"!

ARAÚJO, Patrícia Silva Rosas de. Fala Tu! João Pessoa, v. 1, n. 2, 2026. ISSN 3086-111X. Acesso em16/05/2026.
Considerando as características discursivas, linguísticas e composicionais do texto, assinale a alternativa que identifica corretamente o gênero predominante.
Alternativas
Q4132185 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

BBB: O ESPELHO QUE A GENTE EVITA — MAS NÃO CONSEGUE PARAR DE OLHAR

Patrícia Silva Rosas de Araújo

    O que parecia improvável aconteceu: voltei a assistir ao Big Brother Brasil. Minha única referência era a estreia, em 2002. Naquele tempo, o país inteiro ficou meio hipnotizado ao ver desconhecidos topando o confinamento numa casa cenográfica, cercados por câmeras 24 horas por dia. A lógica segue a mesma até hoje: participantes isolados do mundo, convivendo sob pressão, enfrentando provas, formando alianças, votando uns nos outros e sendo eliminados semanalmente pelo público até que reste um vencedor levando um prêmio milionário.
     Voltei agora meio sem querer. Procurava distração num ano que já começou pesado: conflitos internacionais que não cessam, clima eleitoral sempre turvo, alianças políticas difíceis de engolir e até a ansiedade pré-Copa do Mundo, com aquela sensação incômoda de não saber direito quem são nossos craques. 2026 mal começou e já parece cansado.
    Nessas horas, a gente tenta escapar por algum canto. Eu, por exemplo, estava esperando a nova temporada de Virgin River. Veio e me decepcionou. A vida de Mel e Jack virou um acúmulo interminável de problemas. Chega uma hora em que cansa. Lembrei de Maya Angelou: "Cada pessoa merece um dia no qual nenhum problema é enfrentado, nenhuma solução é procurada." A série parece não ter entendido isso. Esse desvio todo talvez soe como justificativa. E é mesmo, um pouco. Porque, convenhamos, uma professora universitária tem uma lista infinita de tarefas: aulas, orientações, projetos, reuniões, bancas. Onde entra o BBB nisso tudo?
    Entrei sem compromisso, como quem abre a janela só para ver o tempo. Mas o que encontrei não foi exatamente descanso.
    A premissa é simples e cruel: coloque pessoas diferentes, algumas com histórias mal resolvidas entre si, dentro da mesma casa, sob vigilância constante e com um prêmio que pode ultrapassar os cinco milhões de reais. Pronto. Está montado o experimento social mais popular do país. E, como em todo experimento, o que aparece ali diz mais sobre nós do que gostaríamos de admitir.
    Dessa edição, duas coisas têm me chamado atenção.
    A primeira: casa nenhuma é neutra. Toda casa é um campo de disputa, com ou sem prêmio milionário. Convivência é negociação o tempo todo. Há sempre quem queira ordem, rotina, controle. E há quem viva melhor no improviso, tomando café na primeira caneca que aparecer, ou até num copo de extrato de tomate. Dentro de quatro paredes, essas diferenças não desaparecem, elas se amplificam. A casa vira uma panela de pressão. A gente regula o fogo como pode, mas qualquer descuido faz a válvula chiar. A segunda: somos, em grande medida, cegos para nós mesmos. Não temos muita noção do peso das nossas palavras, dos nossos silêncios, dos nossos gestos. No confinamento, isso se intensifica.
    A falsa sensação de intimidade embaralha tudo. Quando os participantes saem assistem ao que fizeram lá dentro, o espanto é quase sempre o mesmo. "Eu não sou assim." "Ali dentro é diferente." “Era o jogo." E difícil sustentar a própria imagem quando ela volta editada, repetida, ampliada na tela.
    Confesso que um dos momentos que mais me interessam é justamente a eliminação. Quando o participante deixa a casa e encara o mundo de novo, não tem como não lembrar do Mito da Caverna de Platão. Lá dentro, tudo parece fazer sentido. Aqui fora, a luz incomoda. Ver-se de fora exige um tipo de coragem que nem todo mundo tem.
    No fim, fico com uma dúvida que não é simples: o que realmente molda o comportamento de quem está ali? É o dinheiro em jogo, capaz de justificar quase qualquer estratégia? Ou é a vigilância constante, esse olho que nunca pisca e que, paradoxalmente, parece distorcer mais do que revelar?
    Talvez o desconforto venha justamente daí. O BBB não é só entretenimento. É um espelho meio cruel. E nem todo mundo gosta do que vê quando a luz acende e escuta a frase: "Quem sai hoje, é você"!

ARAÚJO, Patrícia Silva Rosas de. Fala Tu! João Pessoa, v. 1, n. 2, 2026. ISSN 3086-111X. Acesso em16/05/2026.
A construção argumentativa do texto evidencia que a autora ultrapassa a simples análise de um programa televisivo para desenvolver uma reflexão mais ampla sobre as relações humanas e os mecanismos de autoimagem. Nesse sentido, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4130614 Medicina
Primigesta de 24 anos, com 39 semanas e 5 dias de gestação, sem comorbidades, é admitida em trabalho de parto espontâneo. Ao exame obstétrico inicial, apresenta colo uterino com 5 cm de dilatação, 80% de apagamento e apresentação cefálica em variedade occípito-transversa esquerda (OTE), no plano 0 de DeLee. A dinâmica uterina é de 2 contrações em 10 minutos, com duração média de 30 segundos. Após 4 horas de acompanhamento, a paciente evolui para 7 cm de dilatação, porém mantém dinâmica uterina semelhante e persistência da variedade OTE. Realizada amniotomia. Duas horas depois, dinâmica uterina de 5 contrações em 10 minutos, duração média de 55 segundos, boa intensidade à palpação e progressão para dilatação total. No período expulsivo, identifica-se rotação interna da apresentação para occípito-púbica, seguida de desprendimento cefálico. Com base no caso descrito, assinale a alternativa CORRETA:  
Alternativas
Q4130613 Medicina
Uma mulher de 47 anos procura atendimento por perceber retração recente da pele na mama esquerda associada a nódulo palpável há cerca de 3 meses. Refere ausência de dor. Ao exame físico, observa-se nódulo endurecido de aproximadamente 2,5 cm no quadrante superior externo da mama esquerda, pouco móvel, associado a retração cutânea localizada. Não há descarga papilar. Linfonodo axilar ipsilateral palpável, endurecido e móvel, de cerca de 1,5 cm. A mamografia evidencia lesão espiculada classificada como BIRADS 5. Com base no caso clínico, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q4130612 Medicina
Paciente de 34 anos, G2P2, chega à consulta com queixa de fluxo menstrual aumentado há cerca de 6 meses. Refere ciclos regulares, com duração do sangramento de 5 dias e nega dismenorreia. Refere fazer uso de absorventes noturnos durante o dia devido ao fluxo intenso. Sem outras queixas ginecológicas. Marido vasectomizado, não utiliza nenhum método hormonal. Na ultrassonografia transvaginal, presença de nódulo miometrial, em parede anterior, medindo 3,5 cm em seu maior eixo, de localização submucosa, porém com componente intramural < 50%. De acordo com a classificação da FIGO, qual o correspondente para o mioma descrito? 
Alternativas
Q4130611 Medicina
Paciente de 27 anos, vem para realização de exames para rastreamento de câncer de colo uterino. Refere nunca ter feito nenhum exame. De acordo com as diretrizes e recomendações mais atuais, qual a recomendação para esta paciente?
Alternativas
Q4130610 Medicina
Sobre a doença hemolítica perinatal, é INCORRETO afirmar: 
Alternativas
Q4130609 Medicina
Paciente de 29 anos, chega à consulta com queixa de dor pélvica, mais importante à esquerda, há 2 dias e corrimento amarelado. Refere estar em um novo relacionamento há 1 mês e nega uso de preservativo. Faz uso de DIU de cobre como método contraceptivo. Ao exame físico: temperatura axilar 38,8. No exame especular observa-se secreção vaginal amarelada, em moderada quantidade. Ao toque vaginal apresenta dor à mobilização do colo e de anexos. Exames laboratoriais apresentando leucocitose sem desvio à esquerda e PCR elevado. Ultrassonografia transvaginal apresentando massa complexa em topografia de anexo esquerdo, sugestivo de abscesso. Com base no quadro clínico, podemos afirmar que: 
Alternativas
Q4130608 Medicina
Uma mulher de 29 anos procura atendimento por corrimento vaginal recorrente há 8 meses, associado a ardor vulvar e dispareunia leve. Relata múltiplos tratamentos prévios com antifúngicos tópicos e orais, com melhora apenas temporária. Nega febre. Refere piora importante dos sintomas no período pré-menstrual. Ao exame especular, observa-se mucosa vaginal hiperemiada, com pequena quantidade de corrimento esbranquiçado sem odor forte. O pH vaginal é 4,0 e o teste das aminas é negativo. A microscopia a fresco evidencia abundantes lactobacilos, raros leucócitos e lise de células epiteliais vaginais. Não há hifas nem clue cells. Com base no quadro clínico, assinale a alternativa CORRETA:  
Alternativas
Q4130607 Medicina
Uma gestante de 32 anos, G3P2, com 34 semanas e 2 dias de gestação, é admitida com queixa de dor abdominal súbita de forte intensidade associada a discreto sangramento vaginal escurecido. Relata redução importante da movimentação fetal nas últimas horas. Antecedentes: pré-eclâmpsia atual em uso de metildopa, cesariana prévia há 3 anos e tabagismo. Ao exame: PA 160×110 mmHg, FC 118 bpm, útero hipertônico, doloroso difusamente, com dificuldade de identificação das partes fetais à palpação. BCF: 90 bpm persistente. Toque vaginal: colo posterior, 1 cm de dilatação, sem apresentação palpável. Ultrassonografia obstétrica mostra placenta posterior e feto único vivo. Exames laboratoriais: Hb 8,9 g/dL (prévio: 11,7 g/dL), plaquetas 62.000/mm³ e fibrinogênio 95 mg/dL. Durante a preparação para cesariana de emergência, a paciente evolui com sangramento em locais de punção venosa e hipotensão progressiva. Assinale a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q4130606 Medicina
Uma primigesta de 31 anos, com idade gestacional de 9 semanas pela data da última menstruação, procura o pronto atendimento com queixa de sangramento vaginal moderado há 12 horas, associado a cólicas hipogástricas. Refere eliminação de pequenos coágulos, mas nega febre. Ao exame físico: PA 110×70 mmHg, FC 92 bpm, abdome discretamente doloroso à palpação hipogástrica, sem sinais de irritação peritoneal. Ao exame especular, observa-se sangramento ativo em pequena quantidade. O colo uterino encontra-se entreaberto. Ultrassonografia transvaginal evidencia saco gestacional irregular localizado em cavidade uterina, embrião com CRL correspondente a 8 semanas, sem atividade cardíaca fetal. β-hCG sérico: 18.000 mUI/mL. Com base no caso clínico, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q4130605 Medicina
Primigesta de 28 anos, com 36 semanas, chega à emergência trazida por familiares com relato de crise convulsiva há cerca de 30 minutos. Sem histórico de comorbidades ou uso de medicações. Na admissão, paciente sonolenta, pouco contactuante, pupilas isocóricas e fotorreagentes. PA 180/120mmHg. BCF 138bpm. Sem dinâmica uterina. Colo impérvio. Qual a droga de escolha e via de administração, considerando que a gestante se encontra em uma unidade de atendimento terciário?
Alternativas
Q4130604 Medicina
A resposta sexual humana é complexa e resulta de diversas interações de fatores neurobiológicos, somáticos, psicológicos e socioculturais. Sobre a fisiologia da resposta sexual humana, é INCORRETO afirmar:
Alternativas
Q4130603 Medicina
Gestante de 26 semanas, comparece ao atendimento com queixa de dor em baixo ventre, disúria e polaciúria há 8 dias. Traz exame de análise urinária com leucocitúria e presença de nitrito. Urocultura positiva para Escherichia coli. Qual das alternativas abaixo apresenta o antibiótico mais indicado para o tratamento desta paciente?
Alternativas
Q4130602 Medicina
Uma puérpera de 33 anos vem para consulta com 22 dias pós-parto desejando método contraceptivo. Tem 3 filhos, nascidos por parto vaginal. Nega comorbidades ou intercorrências clínicas durante as gestações. Nega tabagismo. Em aleitamento materno exclusivo. Possui IMC 34. Qual dos métodos abaixo NÃO DEVE ser recomendado para esta paciente neste momento:
Alternativas
Q4130601 Medicina
Em todas as consultas de pré-natal o médico deve avaliar as condições clínicas e exames complementares da gestante para que seja realizada a estratificação de risco obstétrico. Qual das condições abaixo NÃO SE ENQUADRA como alto risco, de acordo com a Linha de Cuidado Materno Infantil do Paraná? 
Alternativas
Q4130600 Medicina
Gestante de 18 semanas, comparece à consulta com queixa de dispneia leve aos médios esforços e palpitações. Ao exame físico: FC 98 bpm, FR 18 irpm, ausculta cardíaca e pulmonar sem alterações. Eletrocardiograma com ritmo sinusal. Sobre as alterações fisiológicas que podem ocorrer durante a gestação, é INCORRETO afirmar:
Alternativas
Respostas
341: E
342: D
343: A
344: B
345: C
346: D
347: C
348: A
349: D
350: C
351: A
352: C
353: C
354: B
355: E
356: B
357: E
358: A
359: B
360: E